| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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COMO O NOSSO FUTURO ESTÁ NO FUNDO DO MAR (e nos confins do espaço) O modelo global da economia é definido por indústrias motoras, uma dimensão espacial organizadora, estatuto da empresa, quadro de concorrência, etc. É tudo isto que está a mudar hoje, mesmo debaixo dos nossos olhos. O automóvel, que foi a indústria motora do modelo saído da II Guerra e dinamizou a montante e a juzante inúmeros sectores e segmentos da economia (da metalurgia às auto-estradas…) está esgotado e não tem capacidade para responder aos desafios e necessidades que se começaram a manifestar… A área espacial e organizadora do modelo explodiu no fim dos anos 80 quando implodiu o “muro de Berlim” e começaram a surgir novas realidades (que o velho figurino não conseguiu acomodar…) com a adesão da China à OMC e com a Rússia a integrar-se no mercado mundial… O próprio quadro de concorrência começou a empalidecer e a ficar amarelo com os dumpings sociais e ambientais dos chineses e se, num primeiro tempo, isso pareceu positivo pois os baixos preços das bugigangas chinesas faziam descer a marcha da inflação e aumentavam o poder de compra dos assalariados euro-americanos, depressa se percebeu que esse pequeno ganho tinha um alto custo e que o quadro de concorrência estabelecido não comportava estas novas realidades… Neste cenário, a empresa, como a conhecíamos desde 1945, começou a dar provas de incapacidade estrutural para responder aos desafios e se, nos anos 90, alguns correram atrás de ilusões (investimentos na China e etc.) também depressa perceberam que não tinham capacidade para pagar os custos dessas aventuras em que perdiam o controlo do andamento das coisas (veja-se o caso de algumas das maiores multinacionais do agro-alimentar e do automóvel). Assim se começou a colocar o problema da dimensão da empresa a que o krach de 2008 veio dar uma enorme visibilidade… Na mudança de modelo global que estamos a atravessar, vão mudar, portanto, as indústrias motoras. O que ocupará o lugar do automóvel…? E que dimensão de investimento (capital e tecnologia) irá exigir…? Num primeiro tempo, surgiu como candidato ao lugar o espaço, a industria espacial. Nela convergia uma série imensa de inovações, do software à nanotecnologia, e dela parecia emanar também uma série de serviços de valor acrescentado (de que já usamos alguns…) capazes de reorganizar o nosso quotidiano, como o automóvel fizera desde 1945. Ao espaço começa a juntar-se o mar. Mas o mar visto numa perspectiva inovadora e só agora (tecnologicamente) possível. Os confins do espaço e os fundos marinhos parecem assim posicionar-se para se colocarem no centro do novo modelo global. Quem se integrar e os integrar, ocupará um lugar no centro do modelo, quem ficar de fora é condenado a ser periférico, por largas décadas. Periférico e, claro, muito, mesmo, muito dependente. É por isso que tem toda a razão a investigadora da Universidade de Aveiro, Marina Cunha, citada mais abaixo:
A luz é ínfima, o silêncio é arrepiante e alguns seres vivos que ali habitam podiam entrar num filme de terror: tapetes de bactérias, seres parecidos com minhocas e quimeras - peixes com um aspecto bastante estranho e que poucos teriam coragem de saborear, mesmo servido num restaurante de luxo.
Eles procuram minerais e moléculas para serem utilizados na indústria farmacêutica, níquel, cobalto, manganês, cobre e energias fósseis como o petróleo ou o gás. Quem tiver mais território marítimo terá mais êxito na exploração destes recursos. E isso vale dinheiro. Mais dinheiro do que os objectos encontrados no Titanic e leiloados pela Christie´s.
Uma boa parte deste mundo submerso está ainda a ser explorada pela indústria das enzimas e dos cosméticos. Mais atraentes para o sector energético são os hidratos de gás. Acredita-se que contenham o dobro da energia de todos os outros combustíveis fósseis existentes. "É um investimento muito importante no futuro. Se os recursos a nível terrestre estão ameaçados, os países viram-se para o mar", diz Marina Cunha, investigadora da Universidade de Aveiro. “ José Mateus Cavaco Silva at May 31, 2009 18:23 |
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Tags: mar, inteligência económica, mudança do modelo energético, inteligência estratégica, mudança do modelo global |
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