| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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SAIU DA SOMBRA E QUEIMOU-SE «Cunha Vaz tem uma agência de comunicação. As agências de comunicação deviam chamar-se agências de convicção, servem para convencer os clientes que convencem o mundo. Por profissão, Cunha Vaz é convincente. Com Vicente, com Menezes, com quem pagar: por exemplo, quando da liderança do BCP, Cunha Vaz estava com Santos Ferreira e com Luís Filipe Menezes que acusava Santos Ferreira de ser um pau-mandado do Governo. Com profissão de sombra, Cunha Vaz deu, ontem, uma entrevista de quatro páginas ao Público. Para dizer, por exemplo, sobre um assunto qualquer, que o seu cliente Menezes mentiu. Enfim, não foi bem assim. Cunha Vaz disse que ele "deixou cair [uma mentira]..." O entrevistador insistiu: "Menezes não disse a verdade?" Ao que Cunha Vaz respondeu: "Não. Colocaram-lhe a pergunta e ele quis ser simpático." Essa é outra função das agências de comunicação: saber valorar a imagem o cliente. Este não pode passar por mentiroso. Já tonto, pode.» Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias Nada a dizer sobre o texto (brilhante, como é hábito) do Ferreira Fernandes. Excepto talvez (ou mesmo de certeza) que ele expande exageradamente a generalização ao falar de "agência de comunicação. Parafraseando o Alexandre O., "há agências e agências...". E (já agora que estou com a mão na massa) referir que também lhe falta alguma coisa... Falta dizer que, quando a agência que comunica o cliente se torna ela mesma o tema de comunicação, então não é uma agência de comunicação mas sim um desastre! Para o cliente... e para si mesma! E já nem falo desse hábito (muito português...) da mesma agência "defender" interesses incompatíveis e mesmo antagónicos. Ou desse outro traço lusitano de a mesma agência trabalhar para o PSD e para o PS, em simultâneo ou indistintamente... O que é impensável, por exemplo, nos Estados Unidos (nunca ninguém viu K. Rove a trabalhar para o Partido Democrático...) e que, de resto, produz um trabalho indistinto. Um trabalho que leva a que a imagem do PS e a do PSD se confundam cada vez mais. Trabalho indistinto, imagens indistintas... O exacto contrário do que é o trabalho de uma agência de comunicação: produzir uma imagem distinta... Dito isto, a prosa de Ferreira Fernandes é um bom aviso. A imagem das agências de imagem anda pelas ruas da amargura... E seria bom que ninguém confundisse uma "agência de com." com uma venda de banha da cobra! À mulher de César não lhe basta parecer séria... Tem de o ser!
José Mateus Cavaco Silva at April 30, 2008 22:17 |
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Tags: media, perceptions management |
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