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BOLONHESAS… HÁ MUITAS! "Claro que a minha bolonhesa é outra. Tem mais a ver com um velho aluno da instituição, um tal João Hispano, a que, nós demos o nome de João das Regras, esse constitucionalista que elaborou, pelo discurso, a primeira constituição portuguesa, mais ou menos escrita, a das actas das Cortes de Coimbra de 1385, talvez uma das primeiras perspectivas políticas consensualistas pós-feudais que, sem esforço, podemos equiparar à ideia de democracia, baseada no princípio dito do QOT que, traduzido do tópico latinista, sempre quis dizer: o que a todos diz respeito, por todos deve ser decidido. O tal princípio, bem relatado por Fernão Lopes, assente no dever geral de conselho, que obrigou à eleição do rei, contra os pactos de Salvaterra do senhorio de honra, em nome do senhorio natural das velhas franquias nacionais que, entre nós, nunca admitiram o rei morto, rei imposto, quando os reinos não eram monarquias de tradução em calão." in "TempoQuePassa", do Zé Adelino Maltez. Ao Zé Adelino, sobre isto, posso dizer que, sendo um apreciador da herança bolonhesa do João das Regras (felizmente, esse tinha já ido formar-se fora…) a minha bolonhesa é ainda aquela que, na minúscula cozinha da casa de Heverlee, fazia a Rita, flamenga amiga querida dos meus 20 anos em Louvaina, e me punha a cantarolar a musiqueta homónima dos saudosos Beatles: Rita, Rita... Rita… Com estas bolonhesas made in Brussels, não tenho, felizmente, nada a ver, são-me totalmente estranhas. E, já agora, obrigado por ter recordado o Artaud… Há mais de trinta anos que já não leio esse Antonin que não provaria bolonhesas liofilizadas de Bruxelas. José Mateus Cavaco Silva at November 29, 2007 20:28 |
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Tags: europa, portugal, visto de lisboa |
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