| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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Afinal, não havia só "fumos", havia também fogo... Parabéns ao Correio da Manhã que, há mais de um ano, levantou a questão em páginas com a assinatura de Sérgio Azenha. É mais do que tempo de acabar com os velhos lobbys da cultura salazarenta que obrigam as aquisições na Defesa à lógica das "comissões" de compras chave-na-mão ao estrangeiro... E passar a reger as aquisições necessárias pela lógica da defesa da indústria e economia portuguesas e pelo seu desenvolvimento, através de contratos industriais, parcerias com fornecedores estrangeiros e integração de empresas portuguesas nos consórcios internacionais da indústria de defesa e outras contrapartidas. É mais do que tempo de pôr fim às práticas que têm permitido que as compras de material da Defesa sejam transformadas num circuito de alimentação do devorista "complexo neo-corporativo e salazarento". Como aqui se escreveu, há cerca de um ano "a indústria da Defesa está, por definição, sempre à frente na investigação e desenvolvimento, tem regras que ao abrigo do carimbo "Defesa" permitem a um país alcançar objectivos económicos que de outro modo o "mercado" e as regras europeias lhe negariam e, com as suas tecnologias "dual-use", pode (e deve...) ser, para a economia de um pequeno estado atrasado, mais que um choque, uma verdadeira terapia tecnológica... Basta que assim o saiba entender a tríade estratégica constituída por Governo - Hierarquia das F.A. - Indústria da Defesa. O motor do desenvolvimento económico pode residir aqui se houver para tal a indispensável inteligência estratégica e económica. Ou seja, o que a indústria da defesa pode fazer é simplesmente um rearmamento tecnológico da nossa economia! Aos governos anteriores, por manifesta falta de inteligência estratégica e económica, nem sequer tal lhes aflorou os neurónios. E esta área económica serviu, sobretudo, para alguns fazerem negócios como lhes era possível... Com José Sócrates e outros, como Luís Amado e Carlos Zorrinho, tudo parece estar a mudar. Para muito melhor! A inteligência estratégica e económica começa a ter entrada em alguns gabinetes governamentais e há a vontade política de aproveitar esta verdadeira mina tecnológica que é a indústria da Defesa e as suas vantagens económicas e estratégicas. Começa mesmo a desenhar-se uma estratégia para isso. Como se vê pelo título de primeira página do Correio da Manhã de hoje, os tempos estão mesmo a mudar! Ainda bem... Trinta e dois anos depois do "25 de Abril", já não era sem tempo!"
José Mateus Cavaco Silva at September 28, 2007 18:39 |
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Tags: inteligência económica, portugal, complexo salazarento e neo-corpo, visto de esquerda, visto de lisboa, defesa |
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