| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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DESCOBRIR O CAMINHO CIENTÍFICO PARA... O HIPER-CLUSTER DO MAR ! .
O mar imenso deveria entrar pelos olhos dentro de quem vive à volta e no meio dele. E entra, certamente... Mas os olhos não vêem nada! Ou, sim, apenas vêem... a praia e os corpinhos bronzeados. Como bem mostrou, ainda no século XIX, Oliveira Martins, aquele Portugal quintarola da familia Bragança, que nem viu passar ao lado a Revolução Industrial, perdeu também o mar quando não soube fazer a passagem da vela para o vapor e da madeira para o metal. Desde aí, ficou muito campónio e incapaz de ver o mar que ficava para além da quintarola ... mesmo quando campónios e campónias desataram a comprar fatos de banho para irem "trabalhar para o bronze". As décadas salazarentas, em que o filho de um feitor da quinta de uma família fidalga da província bem profunda reinou neste país, foram o momento mais alto dessa esquisofrenia que nos virava as costas ao mar e ia afundando Portugal. Lembro-me sempre do magnífico estuário do Tejo sem navios nem barcarolas, enquanto uma Estocolmo de águas gélidas tem mais barcos do que automóveis! Felizmente, parece ultrapassada aquela fase em que, numa democracia acéfala, o comandante Virgílio de Carvalho passava o tempo a pregar no deserto. Uma associação de oficiais da Armada, pessoas como Ernâni Lopes e políticos como Luís Amado e Carlos César começam a ver o verdadeiro mar de soluções que se oferece aos problemas portugueses. Agora a Associação Comercial de Lisboa, numa bela iniciativa e num grande exemplo para este Estado acéfalo, mentecapto e gordíssimo, encomendou a Ernâni Lopes (a melhor escolha!) um estudo sobre sobre o hiper-cluster do Mar. Certamente, Ernâni Lopes não esquecerá que este nosso mar tem uma posição geográfica privilegiada entre os três continentes que bordejam o "lago atlântico" e em cujas margens se situam, simultaneamente, as economias mais desenvolvidas e grandes fontes de matérias primas e de energia... Tão pouco esquecerá que vivemos o tempo de uma economia globalizada. E saberá, certamente, que tempo e espaço são as coordenadas da estratégia. Três constatações: a sociedade civil começa cada vez mais a tomar a iniciativa e a não ficar à espera do Estado; há cada vez mais gente a conseguir ver o que se mete pelos olhos dentro e a ter a inteligência necessária para o pensar e, por último, a blogos mostro que sabe logo perceber o que é importante, como se pode ver pelos posts abaixo citados: . “ O capital intelectual do mar português Published by Ruben Eiras Junho 29th, O território marítimo português é várias vezes maior do que o continental e está por demais sub-explorado. É uma boa notícia o estudo encomendado pela Associação Comercial de Lisboa a Ernâni Lopes para análise das potencialidades económicas do hiper-cluster marítimo. Foi a especialização no conhecimento do mar que nos diferenciou há 500 anos e é parte desse legado que nos poderá ajudar a diferenciar na economia global deste século. Mas para que nos possamos diferenciar da mesma forma que uma Finlândia ou uma Irlanda, a perspectiva da gestão do capital intelectual da economia do mar é crítica. Ou seja, é preciso uma estratégia de gestão do conhecimento e do capital humano que crie vantagem comparativa a Portugal no domínio de recursos ou processos marítimos críticos para a economia do mar.
À laia de exemplo, aqui vão algumas das iniciativas que se poderiam desenvolver nesta linha: • Uma estratégia de inteligência económica dos portos • Desenvolvimento de know-how científico e tecnológico na exploração de recursos marítimos submarinos • Desenvolvimento de know-how científico e tecnológico para a produção de maquinaria de exploração submarina a custos competitivos • Desenvolvimento de know-how científico e tecnológico nas áreas das energias das ondas, das marés, e das correntes marítimas • Desenvolvimento de know-how biotecnológico para exploração comercial das bactérias da bacia geotermal dos Açores • Desenvolvimento de know-how científico para a transformação e exploração comercial de componentes marinhos para as indústrias cosmética e medicinal • Concepção e implementação de uma estratégia nacional de patentes relacionadas com a economia do mar de forma a rentabilizar a sua comercialização na economia global • Desenvolvimento de know-how científico e tecnológico na análise de risco da actividade pesqueira para criação de modelos de gestão de pesca sustentável, para gerar massa crítica para uma futura Bolsa Internacional dos Recursos Marítimos Atlânticos a ser instalada em Lisboa • Desenvolvimento de actividades turísticas e de desporto baseadas no mar • Criação e Desenvolvimento de centros globais de conhecimento e de I&D especializados nas áreas acima mencionadas - ou seja, assim como se identifica hoje a Índia com a indústria de TI, a Holanda com a floricultura, a Finlândia com a Nokia, Portugal seria identificado com a inovação na tecnologia, no conhecimento e nas actividades baseadas no mar. ” .
Ruben Eiras, in Capital Intelectual
"Ernâni Lopes coordena estudo sobre o MarErnâni Lopes coordena estudo sobre hiper-cluster do Mar. A Associação Comercial de Lisboa (ACL) encomendou um estudo, que será liderado por Ernâni Lopes, sobre o hiper-cluster do Mar, anunciou esta quarta-feira o presidente da ACL, Bruno Bobone. O estudo conta com o apoio de «um grande conjunto de empresas nacionais» e terá de estar concluído no prazo de um ano.
O relatório deverá apresentar medidas concretas e objectivas sobre o hiper-cluster do Mar, que incide sobre a navegação, portos, mar e recursos hídricos.
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Obs: Faça-se o estudo com carácter de urgência. "
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RPM, in "Macro"
José Mateus Cavaco Silva at June 29, 2007 17:39 |
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Tags: inteligência económica, portugal, inteligência estratégica, visto de lisboa, mudança do modelo global |
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