| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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Para que serve hoje o Estado ? O governo francês quer duplicar a presença de empresas francesas no Japão. É um objectivo definido assumido e calendarizado. Um governo português nunca até hoje teve sequer uma suspeita de que este tipo de objectivos fizesse parte das suas tarefas... Muitos pensarão mesmo que tal seria baixar a dignidade de Estado ao nível da mercearia (já uma vez ouvi coisa semelhante a um chefe de gabinete de um super-ministro). Há neste sítio uma pseudo "cultura de Estado" - que é mais um estado da (ausência de) cultura das "élites" - muito parada no século XVIII (no XIX já ninguém do mundo civilizado agia assim...), que deve muito da sua sobrevivência/reprodução à praxis salazarenta-cunhalenta, a lembrar muito ainda a realidade retratada por Gil Vicente e outras oposições nobreza feudal/burguesia urbana. E o Estado que temos está imbuído de tal (ausência de) cultura... É o Estado salazarento-cunhalento da teoria do "condicionamento industrial" e da negação do indivíduo e dos seus direitos (direito do Estado versus Estado de Direito ...) e da prática de uma burocracia construída para não permitir qualquer funcionamento pois essa é forma mais segura do controlo dos indivíduos e das empresas e suas iniciativas (que são sempre coisa de que à partida o burocrata público tem de desconfiar e de cuja seriedade tem de ser lenta e apoiadamente convencido...). Portanto, este Estado que temos é geneticamente um monstro de desconfiança, condicionamento e limitação da iniciativa dos Portugueses. Como poderia então ele imaginar sequer uma iniciativa como esta? O problema é que o mundo mudou e, nesta era de competitivissima economia global, um Estado ou serve para isto, para coisas destas e tudo o que lhes está a montante e a juzante, ou não serve para nada senão para liquidar o País que lhe paga para o defender. Pelo que tenho observado, José Sócrates é o único político português no activo capaz da compreensão destas realidades. Desejo-lhe força e vigor para a impôr no seu Governo e na sua Administração Pública...
Este Estado que temos é um ESTADO-CENÁRIO, uma coisa em papel pintado, que oculta a realidade da punção fiscal para redistribuir pelo complexo salazarento neo-corporativo, e atrás da qual não há mais nada... Nada! |
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