| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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Perceptions Management UM EQUÍVOCO DOS GRANDES
O Rui Perdigão comenta, com toda a razão, um deslize publicitário (que levantou gritos e apitos por toda a blogosfera... ver, por exemplo, ainda aqui e aqui ) que é ele próprio revelador de um mau serviço (numa óptica de perceptions management) prestado à marca que queria destacar e servir. Desde há muito que quem sabe destas coisas sabe que um presidente (nem que seja de Junta de Freguesia) não se vende como um sabonete simplesmente porque não é um sabonete, pelo que os targets não são bem os mesmos e as percepções a gerir ainda o são menos... Mas quem só conhece as técnicas (ou as "disciplinas") da comunicação e se rende às últimas modas não tem, óbviamente, a visão necessária para distinguir a essência das coisas que é onde elas são distintas. Mas para fazer esta distinção é preciso subir uns patamares acima, de onde se tem uma visão clara dos "produtos", das "marcas" e dos seus "targets" ede onde se pode elaborar uma "estratégia dos alvos" (que respeita intrinsecamente a personalidade dos "produtos" e das "marcas"), servida por um "mix" específico de técnicas (ou disciplinas") das que constam da larga palete da Comunicação. Quem quer adaptar o pé ao sapato (ou seja, meter nos seus conhecimentos técnicos, by the book, o sabonete ou o candidato presta péssimos serviços ao cliente e à arte... Não é o sabonete ou o candidato que têm de se render e reduzir às "novas disciplinas" (ou às "velhas") da comunicação, mas sim o know-how que tem de se alçar à especificidade do que quer comunicar. Quem quiser estudar esta diferença, analise o caso Chaban-Delmas para ver como o by the book e a incapacidade do "comunicador" se alçar à especificidade do candidato liquidaram no ovo uma vitória mais que certa e anunciada em todos os estudos de opinião... E mais não digo. Tem toda a razão o Rui ao sugerir "francamente, Dr. Coelho. Este artigo de LPM, apesar de ser uma peça promocional eficaz para a empresa, é um absurdo no contexto político. Alguém lhe devia dar uma palavrinha..." .
" Para quem faz carreira na Política e acredita que esta é uma atitude nobre, sustentada por ideias e acções consequentes, convirá ler um artigo no Diário de Notícias, lavrado, suponho, por um especialista de Comunicação e Marketing Institucional, que pressupõe os “profissionais” da política e o empenhamento dos militantes, enquanto multiplicadores de opinião favorável, como coisas no grau zero da vontade e da cabeça própria individual. Muito pós-moderno... diga-se. Pós e um exemplo acabado do técnico, sem sensibilidade política, que por razões que o coração desconhece, até ganha uns cobres a trabalhar com as “marcas” da política. Francamente, Dr. Coelho. Este artigo de LPM, apesar de ser uma peça promocional eficaz para a empresa, é um absurdo no contexto político. Alguém lhe devia dar uma palavrinha... "
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