| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
|
|
Se o ridículo matasse... COMUNISTAS FAZEM O MAL E A CARAMUNHA Já se sabia que o prudente e afónico (nos momentos certos...) Jerónimo de Sousa é um daqueles cidadãos que estava distraído quando deus distribuíu a inteligência... Há mesmo quem diga que, nesse momento, ele tinha ido à casa de banho pelo que não estava presente. Mas notícia da Lusa de hoje não deixa dúvidas sobre o assunto. " Presidenciais: Poder económico mandará no país se Cavaco ganhar - Jerónimo de Sousa" Segundo a Lusa, "o secretário-geral do PCP e candidato presidencial Jerónimo de Sousa disse hoje que o seu adversário Cavaco Silva fará o "frete" ao poder económico e este mandará no país se o ex- primeiro-ministro ganhar as presidenciais de 2006. "O poder económico não se pode sobrepor ao poder político", frisou Jerónimo de Sousa, num almoço em São Domingos de Rana, Cascais, defendendo que, "se Cavaco Silva fosse Presidente da República", esse "poder económico que hoje maltrata e despreza até o poder político" mandaria no país. "Vêem como Cavaco Silva trata o seu partido, o PSD, e como trata o CDS - de uma forma arrogante, de marginalização. Porque não precisa do seu partido nem do CDS. Precisa é dos meios e do apoio do grande capital, a quem fez o frete durante a sua governação e a quem está disposto a fazer o frete se for eleito presidente", acusou Jerónimo de Sousa". É dífícil encontrar maior rosário de disparates. Aliás, a honestidade intelectual também falha a Jerónimo de Sousa. Caso contrário, pela sua responsabilidade de secretário-geral do PC, ele seria o primeiro a reconhecer que os maiores fazedores de "fretes ao grande capital" (que no caso nem é "grande capital" mas o complexo económico neo-corporativo e salazarento...) vêm do seu próprio partido! Ao levantar este tema, recorrente na propaganda comunista, da relação entre o "económico" e o "político", Jerónimo de Sousa demonstra mais uma vez como os comunistas são geneticamente incapazes de compreender os "comos" de funcionamento das sociedades abertas e da democracia. A relação entre os poderes do "económico" e do "político", as formas como convivem os seus agentes e como se hierarquizam, como os seus tempos e modos são dinâmicos e não se regem pela rigidez que caracteriza o pensamento totalitário da direita extrema ou dos comunistas. A subordinação - o princípio da subordinação - do poder do "económico" ao poder do "político" não se dá por tal estar inscrito numa qualquer constituição... Aliás, o estar tal lá escrito já é um mau indício. Um indício de fraqueza do "político" que sente a necessidade de gravar na pedra constitucional aquilo que devia ser um óbvio dado de partida e implícito. A subordinação do "económico" ao "político" dá-se não por a coisa estar escrita numa qualquer constituíção mas por este ter meios específicos (e a capacidade de os usar...) de natureza inalcançável para o "económico" e que são intrinsecamente e por definição superiores a tudo o que o "económico" detém. Claro que os agentes do "político" não podem estar todos à venda (prontos a aceitar a subsidiação da sua vida privada e também das suas actividades políticas pelos agentes e líderes do "económico", ao contrário do que acontece no nosso famoso e actual complexo económico neo-corporativo e salazarento...) e os que se vendem assim terão de ser, enquanto tal, destruídos pelo sistema de checks and balances que caracteriza o sistema político democrático das sociedades abertas... Mas perceber tudo isto é algo que está fora do alcance de uma cabecinha formatada pelo software leninista. E acontece esta coisa rídicula: o sec.geral comunista acusa Cavaco de se preparar para fazer uma coisa que... está há anos feita! E para cuja feitura houve contributos decisivas de gente do seu partido ou de lá oriunda. Mas o PC tem ainda e também, neste problema, responsabilidades políticas. A sua oposição sistemática ao reforço do estado democrático, durante todos os dias dos últimos trinta anos, é responsável pelo enfraquecimento estrutural do poder político e pelo facto de este estar amputado de instrumentos fundamentais para enfrentar o "económico" e impôr o primado do "político". Ou seja, o PC consegue fazer o mal e a caramunha e Jerónimo acusa agora disso Cavaco, como ontem acusou Soares e muitos outros. Extraordinário... mas vulgar! |
|