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BPN contrata escritório de Júdice e Sarmento
Empresa participada pelo banco foi um dos alvos das buscas feitas pelo Ministério Público
carlos rodrigues lima |
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Arquivo DN-Paulo Spranger
processo mediático. Júdice (na foto) e Morais Sarmento coordenarão directamente equipa de advogados |
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O Banco Português de Negócios (BPN) contratou a sociedade de advogados PLMJ, Pereira, Sáragga, Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados para representar o banco no âmbito do inquérito que corre no Ministério Público sobre fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito do qual foram efectuadas buscas a quatro instituições bancárias. José Miguel Júdice, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, e Nuno Morais Sarmento, ex-ministro da Presidência, vão coordenar directamente uma equipa de advogados daquela sociedade.
Uma das primeiras questões que poderá ser levantada no inquérito prende-se com a realização das buscas à empresa Planfin ao que o DN apurou o próprio banco levantou dúvidas sobre a diligência efectuada no Porto. Isto porque no mesmo edifício encontravam-se duas empresas, sendo que só havia mandado para realizar à Planfin. Ora, os investigadores terão "varrido" ambas. Esta actuação terá suscitado, de imediato, alguns protestos. Em relação aos restantes bancos que também foram alvos de busca (BCP, BES e Finibanco) não foi possível apurar se estas entidades contrataram escritórios de advogados. O BCP remete qualquer pedido de esclarecimento para o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM), no BES e no Finibanco não foi possível estabelecer um contacto com os respectivos gabinetes de comunicação.
Operação furacão. Foi na passada semana que equipas da Polícia Judiciária e da Inspecção Tributária realizaram uma série de buscas em quatro bancos, numa das maiores operações dos últimos anos. Em causa está um inquérito sobre fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.
Segundo informações tornadas públicas, os montantes que "escaparam" ao Fisco e foram, posteriormente branqueados poderão atingir os dois mil milhões de euros (400 milhões de contos). No entanto, este número poderá engrossar à medida que a vasta documentação recolhida (quer documentos em papel, quer vários suportes digitais) for escalpelizada. |
(entretanto, Dias Loureiro já fez saber que se afastou do BPN com o qual, aliás, vendo bem, vendo bem, nunca teve nada a ver...)
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