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num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Tuesday, 25 October 2005

No "Tempoquepassa"

ANÁLISE DOS CORREDORES E PASSARÕES

DO COMPLEXO SALAZARENTO E NEO-CORPORATIVO *

" .... este estúpido equilíbrio bipolarizado de um rotativismo, onde os actuais governantes já desistiram da alternativa e se mantêm como mera alternância do dominante Bloco do Centrão, não mudando, na essência, as regras do jogo, nem desalojando os efectivos donos do poder dos nichos onde os mesmos se acoitam. Assim, os ministros, deste e do anterior governo, não passam de meros cordéis de uma sociedade de corte, onde os cinzentões neocorporativos manipulam os subsídios e os holofotes do prestígio e da visibilidade mediática, para gáudio dos eternos idiotas úteis que vão sendo devorados pelo clássico "divide para reinar".

Têm poder, não os que tomaram posse dos cadeirões, dos gabinetes e dos assessores, mas os que enceneram a récita, os que vão dizendo para os seus pares lobísticos que os ministros passam, mas eles vão ficando a ver as bandas passar pelos palácios da ilusão. Com efeito, os ministros, secretários de estado, altos-comissários, secretários-gerais, directores-gerais, deputados, chefes de gabinete, assessores e novos directores de jornais, vão ladrando discursos que outros já fizeram, enquanto a caravana das ordens em forma de conselho vai ficando empanturrada. Assim, os governos não passam da parte visível de um "iceberg" assente nos representantes dos sindicatos dos eternos situacionistas, algumas vezes com os seus cardeais-primazes, acobertados na sombra de um qualquer organismo mostrengo que ninguém elegeu."   Ler o resto Aqui

 *Como há muito se escreve aqui no CLARO, este complexo económico salazarento e neo-corporativo é uma economia privada, mas anti-mercado e que foge do mercado como o diabo da cruz (nem que para isso tenha de invocar a "doutrina social da igreja contra o capitalismo"; que faz os seus negócios privados com os dinheiros públicos, mesmo se tal passa pela "sedução" e manipulação de agentes e de dirigentes da instância política e do aparelho burocrático do Estado; que prospera nas "rendas" de situações neo-corporativas e salazarentas e nos bens e serviços "não-transacionáveis" - como os "reinos" do betão e da banca; uma "economia" que se consolidou como o principal factor de bloqueio do desenvolvimento económico e que nos asfixia - porque ao País, depois de pagar os custos deste "complexo", não resta já o necessário - nem em recursos financeiros e nem em inteligência - para investir no desenvolvimento...

PS: Coisa rara, o DN tem hoje um editorial! Assinado por Eduardo Dâmaso, é de leitura obrigatória... ( Link aqui )Entretanto, o Público (sem link disponível), de onde o Eduardo saíu há semanas, parece apostado em tornar-se conhecido por lavar mais branco que o Omo ou o Tide... Diria o Guterres, na sua resignação, (bem dissecada no livro do José Gil...) "é a vida" !

José Mateus Cavaco Silva at October 25, 2005 01:12 | link | comments
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