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num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Monday, 22 August 2005

ESCRITOS DE 1992

MAASTRICHT

É perfeitamente legítimo pôr a questão de saber até que ponto a panóplia de medidas restritivas, explicita ou implicitamente, decorrentes deste tratado dito de Maastricht não são, sobretudo, uma estratégia alemã para desindustrializar a restante Europa comunitária e desarticular as economias dos Estados-Nação membros da "Europa" e concorrentes da Alemanha...

A questão é legítima como também é legítimo reconhecer que a ser assim seria, para a Alemanha, obter por uma via cínica mas racional de estratégia indirecta o resultado infrutiferamente procurado pela Alemanha em dois conflitos mundiais...

Mas, está bem, nunca a simpatia de Helmut Kohl e as boas maneiras da Alemanha ousariam sequer pensar tal cinismo político... Ok, assim seja, mas isso não impede contudo que o resultado a médio (nem sequer a long...) prazo seja rigorosamente o mesmo: desindustrialização da restante Europa comunitária e desarticulação total das economias dos Estados membros (excepto a Alemanha do marco nacionalista...) e, consequente, crise mortal dos sistemas sociais da Europa Ocidental !

E isto é muito claro... Excepto, é óbvio, para os obstinados cegos profissionais!

SEM TÍTULO

Há uma sabedoria nos tempos, no permanente do tempo, como uma fruta que se colhe na beira do caminho. Ela é a sabedoria do não-poder e, por isso, só por isso, também a do poder. Fruta mordida que ilumina as trevas do desencontro. Matriza o querido e o possível. Quadrantes. Como situar-te na definição do querido e do possível. Como? "Como estás?". À espera. À espera de um acerto de coordenadas. Positivas. Que estejas lá. Onde não estás. Onde te desencontro. Onde há incerteza. De vida. E de morte. Isso é o tempo. A minha dúvida. A minha descrença radical na fatalidade. Na fatal idade das paralelas. Tenho a certeza. Hei-de enconcontrar-te. Cruzar-tw-ei. Cruzar-te-às. Comigo. Por isso vivo. Sem amargo Com amar. Com o mar. Com a fonte. Fonte Clara. Algures.

3 + 1

Desde meados de Quinhentos, este Portugal tem sido  um sítio de 3 + 1 espécies de gente, a que correspondem outras tantas funções. O que costuma ser chamado de "o País" ou "este País" compõe-se dos SORNAS que o governam, dos LORPAS que o sorvem, dos PATETAS que o servem e, finalmente mas o mais importante, dos PORTUGUESES que têm mais que fazer e vão à vida pelo mundo, fazendo mundo, fazendo países, fazendo cidades, fazendo crianças, fazendo... e fazendo-se a si no que perpetuando vão Portugal, o nosso!

José Mateus Cavaco Silva at August 22, 2005 12:53 | link | comments
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