José Adelino Maltez sobre:
CÂMARAS E ANTE-CÂMARAS DA CORRUPÇÃO
Porque, para cortarmos cerce toda a especulação, seria bem melhor que fossem publicados os nomes, os cargos e os montantes dos militantes que passaram por tais empresas nas governações municipais recentes de todas as autarquias, de Lisboa à frondosa Sintra, da dinâmica Oeiras às graníticas câmaras da foz do Douro e arredores. E fico-me pelas categorias abstractas, porque, de outro modo, até poderia descrever cenas de autarcas que me chamaram, por amizade, ao respectivo gabinete para se aconselharem sobre como poderiam livrar-se de um dos respectivos vereadores, susceptível de ser preso em flagrante delito, para não falarmos de como o comboio das inspecções ainda não apitou três vezes, não de apito futeboleiro, mas de buzina partidocrática. (...) Juro que ontem não fui de barcoleta a caminho do Bugio, mas que me apetecia mandá-los todos bugiar...
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