| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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Um drama para Sócrates OS INTERESSES CORPORATIVOS, A VELHA ECONOMIA SALAZARENTA E OS SEUS CUSTOS INCOMPORTÁVEIS! Sócrates justificou, no jantar de pré-campanha, o seu pedido de maioria absoluta com a necessidade de ter um poder político estável e resistente aos interesses corporativos. Tudo bem. A questão é que os tais interesses corporativos que são, de facto, uma economia salazarenta, com custos incomportáveis (mas incomportáveis, mesmo) para o País, já estão a trabalhar para ver como podem pôr esta maioria absoluta de Sócrates ao seu serviço. Um observador atento pode notar isso, nomeadamente, em quatro áreas-chave para os negócios da economia neo-corporativa: Ministério da Saúde (que gere um negócio e um orçamento fabulosos), Ministério dos Transportes (TGV, aeroportos, auto-estradas e outros investimentos pesadissimos em infra-estruturas), Ministério da Defesa ( os investimentos que a nova Lei de Programação Militar implica e os prometedores negócios tecnológicos e imobiliários podem bem salvar situações desesperadas dos "interesses corporativos") e o Ministério da Economia (pivot e centro nevrálgico onde se podem desenhar e fabricar negócios à medida do desejo de certos clientes... e o fato por medida tem sempre outra elegância!). A economia neo-corporativa (inimiga por excelência da economia de mercado e portadora de muita cultura salazarenta) procura colocar nesses ministérios-chave os seus homens, os seus "embaixadores" e outros agentes... E já estão a mexer-se (e com que força...) para isso. Vai ser muito interessante e instrutivo seguir estas movimentações e lá para fins de Fevereiro ver quem se vai sentar nesses ministérios. Se Sócrates quer, realmente, como acredito, a maioria absoluta para combater esses "interesses corporativos, então também ele terá de estar muito atento a estas movimentações. Dentro de uns sessenta dias já se verá, tirar-se-à a prova real a esta correlação entre os interesses corporativos e a maioria absoluta pedida por Sócrates. Hoje, a Lusa viu a coisa assim: Eleições: Sócrates pede maioria absoluta para libertar o país dos corporativismos Lisboa, 18 Dez (Lusa) - O secretário-geral do PS, José Sócrates, pediu hoje maioria absoluta para o seu partido nas próximas eleições legislativas, para libertar o futuro Governo dos interesses corporativos e da dependência de acordos permanentes com outros partidos. José Sócrates falava na antiga Feira Industrial de Lisboa (FIL), perante cerca de três mil pessoas, na primeira acção de pré- campanha do PS para as eleições de 20 de Fevereiro na capital. "O PS não quer ganhar de qualquer maneira. Queremos ganhar dando a possibilidade de Portugal ter um Governo estável. Queremos que o País nos dê maioria absoluta para garantir condições de governabilidade em Portugal", declarou no final do seu discurso. A seguir, José Sócrates prometeu que, se tiver maioria absoluta, o PS "não desprezará as oposições ou colocará de lado o Parlamento". "É preciso que Portugal tenha um poder político democrático forte, que não esteja dependente de acordos permanentes com outros partidos e dos interesses corporativos", salientou o líder socialista, reiterando que o principal adversário do PS nas próximas eleições será a abstenção. |
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