| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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UM RIO DE ASNEIRAS
O voto em democracia é universal. Isto é todos os cidadãos têm direito a votar e o voto de cada um deles tem exactamente o mesmo peso. Se não fosse assim não seria democracia, seria outra coisa... O direito a voto não pressupõe nenhum conhecimento especÃfico sobre o sistema polÃtico. E é muito bem assim. Em contrapartida, é quase um pressuposto que os dirigentes partidários saibam alguma coisinha do sistema e o conheçam um pouco... Até mesmo para não fazerem, de forma demasiado óbvia, figuras tristes e não caÃrem facilmente na gaveta para onde deve ser atirada a "má moeda" de que nos fala o prof Cavaco. Neste Portugal, porém, tudo quanto é gente inteligente e séria começa a fugir da polÃtica a sete-pés e recusa quixotismos "pois não há projecto sério nem o quadro é credÃvel" (ex-ministro do I Governo Constitucional dixit...) deixando o campo livre para o "putismo" (de putos...) sem profissão e outros ignorantes atrevidos e inconscientes. Quando abrem a boca já nem são capazes de dizer asneiras com distinção. Dizem simplesmente asneiras grossas! Agora, foi a vez do sr. Rui Rio (um produto tÃpico da esmerada universidade portuguesa...), pessoal afável quando está calado, borrar a pintura. Para o autarca da Invicta, «o poder polÃtico hoje é mais fraco porque há um vasto conjunto de poderes fácticos que tem tanto poder quanto o poder polÃtico»...E exemplifica: «a comunicação social, obviamente, hoje condiciona muito mais e o poder judicial condiciona porque funciona muito mal, porque é lento, mas também devido a esta nova moda profundamente antidemocrática, assassina para a democracia, que é a promiscuidade entre algum poder judicial e a comunicação social». É evidente que o sr. Rio, homem viajado e conhecedor do mundo, já viveu e conviveu largos anos em regimes democráticos sem comunicação social e sem poder judicial independente... Toda a gente sabe que a democracia perfeita funciona con notas oficiais e oficiosas, funde o ministério da Justiça no do Interior e coloca juÃzes, procuradores, ministério público e tutti quanti sob o comando de um honesto cabo de esquadra, aproveitando de caminho para vender os edifÃcios dos tribunais e diminuir o défice! Portanto em Portugal, a democracia ameaçada pela comunicação social e pelo poder judicial, e por uma cabala entre ambos, corre riscos... e riscos graves! Felizmente temos o sr. Rio! Aproveite-se, aliás, para recordar ao sr. Rio que isto da blogosfera também é um enorme perigo e, como tal, tem de acabar... Mudando de registo, a democracia em Portugal corre realmente riscos graves... Enquanto correrem por aà à solta estes rios de asneiras, autênticos chorrilhos de disparates com conotações e tentações totalitárias. Quando é que um rio mais atrevido nos dirá que, para salvar a democracia, é preciso meter juÃzes e jornalistas numa qualquer "ordem nova"...? Quando soará esse apito...? O sr. Rio, obviamente, chumba em qualquer exame de "introdução à polÃtica", em bora talvez obtivesse um dézito em "opan - organização polÃtica e administrativa da nação"... E, como alguém (um catedrático autêntico da ciência polÃtica) decidiu logo explicar, ele "confundiu o poder polÃtico com o poder da partidocracia que está no governo e no parlamento e não reparou que, na constituição e nas democracias, o poder judicial é parte integrante dos poderes polÃticos, ao lado do legislativo e do executivo". E, é claro, Rui Rio também não reparou que democracia e liberdade de imprensa são gémeas - a democracia polÃtica não existe sem a liberdade de imprensa e a liberdade de imprensa só existe na democracia polÃtica. E assim nasceram há 228 anos nos Estados Unidos da América... "On July 4, 1776, we claimed our independence from Britain and Democracy was born." Veja, sr. Rio, por que ordem são apresentadas certas instituições nos EUA : Government Resources E seja caridoso: poupe-nos! Faça alguma coisa pelo PaÃs: vá para casa e fique lá, a tratar de algumas rosas (há cursos para isso...). The Declaration of Independence of the Thirteen ColoniesIn CONGRESS, July 4, 1776We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty, and the pursuit of Happiness. That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed. That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness. |
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