| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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O VELHO LEÃO ACORDOU...?
Os golpes de estado militares, como aquele em que o saudoso capitão Vilhena mandou, em 1926, um cabo pôr os deputados na rua, fechar S. Bento e trazer-lhe a chave, são uma coisa do passado, pertencem à história e não ao presente. Agora, nos tempos que vivemos, os mesmos efeitos alcançam-se por outras vias... Coisa que Soares também deverá saber. Tal como deverá saber que, contra as forças que saibam e possam usar tais vias, a Europa também nada pode, como está demonstrado, em Itália, França, Bélgica, Holanda, etc.. Os estrategos de todo o mundo sabem bem que o Direito tem sempre uma guerra de atraso... Neste caso concreto, a Europa protege-nos hoje das ocorrências de... 1926! Mas a questão é como nos podemos proteger das ocorrências de hoje? Soares vê bem que atravessamos tempos "de grande crispação, há uma visível crise de confiança em Portugal, no Governo, na oposição, nos partidos, nas instituições, na justiça, nas políticas em áreas cruciais como a educação, a cultura, a ciência, a saúde, a segurança social, o trabalho, a segurança dos cidadãos e os media». Ou seja, nada escapa... Finalmente, Soares vê ainda o polvo, o cancro da corrupção que «está a alastrar os seus tentáculos no Estado e na sociedade, nos partidos e autarquias. Não podemos deixar que a impunidade se instale, precisamos do estímulo da censura moral dos portugueses». Bom diagnóstico, embora não completo pois Soares bem poderia e deveria ter analisado o estado do sistema partidário-eleitoral de que ele é o grande pai. Tanto mais que como tratamento apenas receita: «ninguém contesta as eleições, por isso até aqui temos uma garantia e o voto é a arma do povo».Ou seja, remete para o sistema político-eleitoral. Curto, muito curto... O velho leão acordou? Fiquemos à espera do resto e já se verá se acordou ou não, se acordou ou se isto foi só o fugaz abrir de um olho... Mas valia bem a pena que acordasse! |
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