| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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JOHN ROBB: UM PONTO DE SITUAÇÃO John Robb é um observador atento da realidade global. Hoje, considerado um tech-guru, Robb junta experiências e conhecimentos diversos, que se mostra capaz de reunir em interessantes e singulares matrizes. A um percurso universitário amplo, junta a experiência e conhecimento globais de um comandante da Delta Force e acrescenta-lhes um domínio de ponta das novas TIC e uma experiência empresarial global de sucesso. As suas análises e sínteses nunca são, por isso, vulgares e mainstream… O que ele pode ver e o modo como o vê não estão ao alcance de qualquer um, por mais elevado que o seu QI seja. A sua mais-valia radica nisso e consiste em estar à frente… Aqui no Claro há muito que Robb é um dos (pouquíssimos) autores e analistas que nos obrigam ao trabalho (que redunda em prazer) de os seguir regularmente. E lê-los, atentamente, porque o seu olhar e o que ele vê vale a pena. Thanks, John. Some items of interest, by John Robb: · Privatopia sighting in Detroit. From Time magazine: "Cooper, 29, is a private-security detective, one of many who patrol once prosperous enclaves like Palmer Woods, Boston-Edison and Indian Village. With the city's police force cut more than 25%, private security appears to be one of Detroit's few growth industries. Local precincts are overwhelmed with shootings and other violent crime, leaving companies that supply home protection with long customer waiting lists. "People put a premium on security when unemployment and crime go up," says Larry Dusing, founder of Dusing Security & Surveillance, which has expanded into three neighborhoods.... Members of the Historic Indian Village Association, a local residents' group, share the cost of private security — about $30 per household each month. Association president Doug Way, 42, moved to Detroit with his wife seven years ago and fell in love with Indian Village's 19th century manors, built for the city's emerging industrial barons. Footing the bill for private security is almost like paying an extra tax, he acknowledges, but it's worth the cost." NOTE: At some point, in the not too distant future, security becomes a national service that you pay a subscription for (like health insurance). It will be branded, available in select locations, and include high tech gadgets from panic buttons to video capture devices. · ROI (return on investment) for Nigeria's MEND. Four years of attacks that disrupted one million barrels a day of production (on average) = ~ 1.4 billion barrels disrupted. Direct costs at an average price of ~$70 a barrel and a $20 extraction cost to Nigerian kleptocrats and their corporate allies = $70 billion. Impact of the loss of 1 m barrels a day on the world, assuming a ~$10 premium due to the loss and ~80m barrels a day of global output = $800 m a day or $1.17 trillion. Loss of global economic output due to the premium = ~.5% of $50 trillion global GDP = $0.75 trillion. Total cost = ~$2 trillion. Cost of attacks = ~$1 m. ROI = 200 million %. · Targeting the UN. Slowing reconstruction and election monitoring. · Pakistan. Attacks on government/military personnel continue while ignoring the fact that Pakistani infrastructure is past the breaking point (which makes it easier to disrupt). If the "Taliban's" current level of effort at blood and guts terrorism were redirected against urban infrastructure -- all Pakistani cities would be inoperative, the national economy would be in free fall, and social fragmentation would be inevitable. Unlike blood and guts terrorism, system disruption would minimize backlash/opposition (both at the national and global levels) and likely manufacture a plethora of open source allies rather than foes. Posted by John Robb on Wednesday, 28 October 2009 at 08:48 AM | Permalink | Comments(15) | TrackBack (1)
. José Mateus Cavaco Silva at October 30, 2009 02:27 |
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Tags: usa, mudança do modelo energético, homeland security, inteligência estratégica, mudança do modelo global, terrorismo
by Qiao Liang and Wang Xiangsui (People’s Liberation Army Literature and Arts Publishing House, Beijing, February 1999) "Unrestricted Warfare", a book published in China in February 1999 which proposes tactics for developing countries, in particular China, to compensate for their military inferiority vis-à-vis the United States during a high-tech war. The selections include the table of contents, preface, afterword, and biographical information about the authors printed on the cover. The book was written by two PLA senior colonels from the younger generation of Chinese military officers and was published by the PLA Literature and Arts Publishing House in Beijing, suggesting that its release was endorsed by at least some elements of the PLA leadership. This impression was reinforced by an interview with Qiao and laudatory review of the book carried by the party youth league's official daily Zhongguo Qingnian Bao on 28 June. Published prior to the bombing of China's embassy in Belgrade, the book has recently drawn the attention of both the Chinese and Western press for its advocacy of a multitude of means, both military and particularly non-military, to strike at the United States during times of conflict. Hacking into websites, targeting financial institutions, terrorism, using the media, and conducting urban warfare are among the methods proposed. In the Zhongguo Qingnian Bao interview, Qiao was quoted as stating that "the first rule of unrestricted warfare is that there are no rules, with nothing forbidden..." Aceda ao texto aqui . RECOMMENDED READING - Unrestricted Warfare: China's Master Plan to Destroy America Here is an excerpt from Unrestricted Warfare: "Whether it be the intrusions of hackers, a major explosion at the World Trade Center, or a bombing attack by bin Laden, all of these greatly exceed the frequency bandwidths understood by the American military..." As incredible as it may be to believe, three years before the Sept. 11 bombing of the World Trade Center a Chinese military manual titled Unrestricted Warfare touted such an attack � suggesting it would be difficult for the U.S. military to cope with. José Mateus Cavaco Silva at October 25, 2009 23:19 |
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Tags: china, usa, homeland security, inteligência estratégica, mudança do modelo global, defesa, Ciberguerra A ‘GHOSTNET’ REVELA O ARCAÍSMO DO ESTADO DESTE TRISTE PORTUGAL
O caso dos ataques chineses às redes e computadores do Estado português veio colocar na ordem do dia um tema que há meia-dúzia de anos tem sido tratado aqui no CLARO e de que, à excepção de alguns sectores militares, toda a “elite” portuguesa tem ignorado soberbamente. Todos os nossos decisores, dos políticos aos empresários (aqui, com a excepção de Belmiro de Azevedo e pouco mais), passando pelos universitários, financeiros e mediáticos, têm andado “distraídos” e a cometer, pior do que crimes, erros monumentais. Para início de quadro teórico e conceptual do indispensável debate (ou, se não tratamos o assunto, os chineses ainda roubam a receita dos carapaus alimados da drª Maria Cavaco Silva… e até algum bilhete de amor do Sócrates à Fernanda Câncio), aqui se repesca um texto do CLARO de 23 de Maio de 2007. Ao novel ministro da Defesa desejamos boa leitura, que o da Administração Interna já é nisto um veterano, tal como Luís Amado. POLÍTICA E GEO-POLÍTICA DA INTERNET O caso dos ciberataques russos à Estónia (assunto já tratado no CLARO aqui , aqui e aqui ... enquanto o tema da guerra irrestrita tinha sido há anos tratado aqui ) veio trazer para a ordem do dia um tema de grande alcance estratégico, que andava a ser muito encoberto e que tem várias declinações... Por exemplo, para além da "guerra irrestrita" e do "ciberterrorismo", a questão do futuro das relações internacionais entre sociedades baseadas em redes. O NetPolitique dá conta iniciativas e factos interessantes para a visibilidade desta questão que pode facilmente ser um grave problema: "De l'impact politique à l'impact géopolitique d'internet
- Une initiative originale visant à favoriser le développement du journalisme citoyen dans plusieurs pays africains. Initiative parrainée non pas par une ONG, mais par un portail d'information hollandais. - La cyber-guerrilla entre la Russie et l'Estonie à l'ordre du jour du sommet Russie-Union Européenne. J'en profite pour vous inviter à (re)lire cette interview de David Bollier, sur l'avenir des relations internationales à l'heure des sociétés en réseaux."
UMA GEOPOLÍTICA DA INTERNET? F-B Huyghe tem abordado e teorizado sobre o tema com resultados interessantes. Ele disponibiliza mesmo uma antologia de textos sobre a matéria, "autour du thème des rapports avec le pouvoir et l'information sur Internet à l'ère du Web 2.0" embora menos focada na questão das redes e das suas vulnerabilidades fatais face à "guerra irrestrita", a consultar : Aqui José Mateus Cavaco Silva at May 23, 2007 15:23 | link | comments José Mateus Cavaco Silva at October 25, 2009 22:33 |
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Tags: china, portugal, homeland security, inteligência estratégica, visto de lisboa, mudança do modelo global, terrorismo, defesa Espionagem chinesa rouba dados pessoais Computadores Devassados: Rede da justiça é “altamente vulnerável”
KAFKA ESTÁ A PASSAR POR AQUI… Isto é o que diz hoje o Correio da Manhã, depois de uma bastante ‘embrulhada’ notícia de ontem, que fez manchete e que demonstra não terem os seus autores percebido nada do que passa, nem sequer quem fez o quê. Hoje, o tiro foi corrigido. E ainda bem, porque o assunto é dos mais sérios que se possa imaginar. E mexe com os fundamentos da soberania (restante) do Estado português. Sapa-os, mesmo. A propósito destas notícias do CM, que “batem” com as lamúrias, de há semanas, do Presidente da República, é importante dizer que o Estado português tem andado a brincar em serviço. A começar pelo PR, pois não se entende que ao fim de três anos em Belém tenha de súbito ficado preocupado com a segurança do seu computador… Isso devia ter sido resolvido (e havia os recursos necessários) três dias antes de lá ter entrado (veja-se como Obama ou Sarkozy fizeram). E tão pouco é admissível a invocação da ignorância da matéria, pois o problema já era do conhecimento público. A ofensiva não-declarada dos chineses foi denunciada e explicada em artigo do “DN”, então dirigido por António Ribeiro Ferreira. Como aqui se escreve, “no Diário de Notícias, de 28 de Janeiro de 2004, José Mateus Cavaco Silva, editor da TDSNews, escrevia, num texto titulado “Mundo Irrestrito”, que “as redes e os computadores permitem uma guerra (não declarada) que pode paralisar totalmente a vida de um país ou mesmo de um bloco económico, como a União Europeia, ou de uma aliança militar, como a NATO”. Portanto, em Janeiro de 2004… Tão pouco se entende o atraso demonstrado, neste caso, pelo Direito (não ouso dizer a “Justiça”…) e pelo juiz em questão. Atraso e também arrogância. Muito disfuncionais e arcaicos. E a demonstrar uma incompreensão total do mundo de hoje. É como se andássemos a tratar os problemas actuais com o software das cabeças do século XIX… Estes juízes, como o resto do Estado, ainda vivem no interior das narrativas de Eça de Queiroz (de resto, também a Igreja, como agora se viu com a historieta do herege Saramago que mais parece um capítulo adicional do “Crime do Padre Amaro”…). Só alguns sectores das Forças Armadas escapam a este arcaísmo generalizado. Só nesses sectores militares se percebeu que as ameaças são hoje cada vez menos estatais e cada vez mais transnacionais e mais híbridas… Aqui no CLARO, a 11 Setembro 2004, dizia-se: “Como escrevia, já em 1997, Alain Bauer “sobretudo, o Estado deve sair do sonho arrogante e arcaico em que gere sozinho a defesa e a segurança. O Estado é hoje incapaz de afrontar sozinho ameaças cada vez menos “públicas” (emanando de outros Estados) e cada vez mais transnacionais e mais híbridas. O governo deve portanto abrir espaços de reflexão mistos e criar um partenariado forte com universitários, peritos vindos do privado e empresas especializadas. Em seguida, conceber uma doutrina sobre os novos perigos, tal como há uma doutrina de emprego do nuclear e, por fim, adaptar em consequência os instrumentos de informação, de defesa e de repressão do país… Nós estamos prontos a uma tal cooperação.” Em vez de abrir espaços de reflexão mistos e criar um partenariado forte com universitários, peritos vindos do privado e empresas especializadas, estão, com este caso a fazer ao contrário: estão a fechá-los. E os peritos das privadas (que descobriram e revelaram o caso) ainda são processados! Kafka está a passar por aqui… Ainda em Outubro de 2004, aqui no CLARO se escrevia sobre “Ciber-terrorismo no Mundo Irrestrito” e chamando a ATENÇÃO DO SENHOR MINISTRO DA DEFESA, à época Paulo Portas. “O senhor ministro da Defesa anunciou recentemente a criação de um laboratório contra-bioterrorismo. Portas solicitou ao CEME, general Valença Pinto, as medidas necessárias para a concepção e construção deste laboratório pois considera - e muito bem! - o combate ao terrorismo uma das prioridades da politica de Defesa. Mas a coisa parece um pouco coxa. A situação de ameaças difusas de grande imprevisibilidade não passa só pelo "bio", nem talvez prioritariamente por aí, mas pelo "ciber"... “A vulnerabilidade de estados e sociedades, como a portuguesa, é na vertente "ciber" muito grande! Pense-se na quase total exposição de redes, tanto públicas como privadas, tanto as de comunicação de Portas e do CEME como as bancárias ou eléctricas ou até as da água ! Para esclarecer melhor aquilo a que aqui se faz referência, veja-se o que diz hoje a news-letter do centro de inteligência económica do BNP Paribas: Sécurité La Corée du Nord formerait des pirates informatiques pour attaquer les Etats-Unis, le Japon… Les guerres informatiques du 21ème siècle seront-elles informatiques ? Déjà en Irak, dans le conflit qui oppose les « terroristes » aux pays qui occupent le pays depuis des mois pour protéger le gouvernement récemment mis en place, le haut débit est une arme efficace. Les sites Internet et la vidéo permettent aux acteurs de la guérilla de communiquer au monde les actions qu’ils mènent. Autre réalité, en Asie cette fois : le ministre sud-coréen à la défense a faut savoir au parlement de son pays que son voisin, la Corée du Nord, s’était attelé à la formation de plusieurs centaines de pirates informatiques. Aujourd’hui, le pays aurait même atteint un niveau comparable à celui constaté dans la plupart des pays développés. L’information n’est pas si surprenante, dans le cas d’une dictature qui continue de dépenser des fortunes pour entretenir une puissante armée. Les cibles informatiques de la Corée du Nord sont aujourd’hui son voisin direct, la Corée du Sud, mais encore la Chine, le Japon et les Etats-Unis. (Groupe BNP Paribas - 05/10/2004) Como num romance de terror, os ecos a estes alertas só chegaram cinco anos depois. E foram os piores… Acreditem que me senti envergonhado ao ouvir, recentemente, a “comunicação ao país” do inquilino do Palácio de Belém e as enfáticas dúvidas sobre a segurança dos e-mails. Como o artigo de Janeiro de 2004, no DN, não está on line (até nisto o arcaísmo é gritante…), deixo aqui o registo: Mundo Irrestrito José Mateus* Diário de Notícias, 28 de Janeiro de 2004 Sobre as realidades deste mundo em que vivemos, mais do que ouvir certos doutores dissertar contra a globalização, vale a pena ler alguns coronéis – como os chineses Qiao Liang e Wang Xiangsi. Dignos discípulos de Sun Tzu, comunistas por educação, necessidade e convicção, mas demasiado inteligentes para perder tempo com as tragédias da Karl Marx Platz ou as comédias do Trotsky Circus, os senhores coronéis são os autores da obra que marca a passagem do século XX para o século XXI, no domínio da grande estratégia. O quadro estratégico que colocam – o seu tempo, o seu espaço, os meios, os objectivos e o próprio modo de pensar – já não têm nada da “Guerra Fria” que marcou a última metade do século XX. Com a sua obra, entramos em outro mundo. Por mim, penso que devemos estar-lhes gratos por nos mostrarem, com lucidez e frieza, o mundo em que estamos. Com efeito, nunca um intelectual ocidental - o “politicamente correcto” oblige e limita -ousaria estampar e divulgar tais visões e consequentes propostas militares, políticas e estratégicas. Depois desta publicação, todo o mundo da Estratégia MAD e correlativos (incluindo certas pretensões de Moscovo...), nos parece como pertencendo à pré-história. Hoje, vivemos na “Guerra Irrestrita”. Veja-se a beleza deste adjectivo... A tese dos coronéis chineses é simples, na sua frieza: “A guerra assimétrica não tem regras, nada é proibido”. E que vectores de actuação privilegiam os coronéis chineses? Três: as redes e os computadores, os agentes de influência e o terror e as armas de destruição de massas. As redes e os computadores permitem uma guerra (não declarada) que pode paralisar totalmente a vida de um país ou mesmo de um bloco económico, como a União Europeia, ou de uma aliança militar, como a NATO. Através dos agentes de influência, os coronéis chineses propõem-se influenciar no Ocidente atitudes e opiniões, via financiamentos secretos de grupos políticos, incentivar o terrorismo urbano e espalhar rumores e escândalos que criem descontentamentos e tumultos. O caso do ataque com gás sarin realizado no metro de Tóquio pela seita da Verdade Suprema é citado como exemplo do uso necessário do terror puro e a venda de armas de destruição de massa por Pequim a países que apoiem o terrorismo é apontada como imprescindível. E - note-se que a obra é de 1999 – o exemplo citado é o de ... Bin Laden. A paralisação de um país ou de um bloco de países, a desarticulação da sua vida económica e também social, via computadores e redes, o uso do terror e da destruição massissa, o recurso aos agentes de influência e às técnicas de manipulação são os meios dos coronéis chineses para a nova estratégia de “Guerra Irrestrita”. No fundo, todos eles meios de “guerra psicológica” que, desde há milénios, sempre foi a forma de guerra preferida dos chineses. Já Sun Tzu privilegiava os espiões e as acções de guerra psicológica e Mao Tsé Tung visava a desmoralização do adversário. Ora, o “psicológico”é hoje o ponto central daquilo que se começa a designar por Ciberguerra. O especialista português desta matéria, Sérgio Campos, em trabalho ainda não publicado, considera mesmo a ciberguerra como “ a forma de “guerra total” que pode vir a ser aplicadas no século XXI, sendo que é evidente que o conceito abrange aquilo que os grandes teóricos da guerra, tanto Liddel Hart como Fuller entendiam como “paralisação estratégica”. Para Sérgio Campos, “ o que é dramático é que, a somar à ameaça, há o facto de as sociedades ocidentais confiarem em redes desprotegidas, que conduzem ao risco de fracasso militar e a perdas económicas catastróficas. As possibilidades (do atacante) são de facto imensas, pois cada vez mais a própria complexidade e dimensão das organizações e das actividades leva a uma dependência acrescida dos computadores, os quais armazenam informações que não estão mais disponíveis de outra forma “. Ou seja, informações que não existem fora das tais redes desprotegidas... Pense-se na realíssima possibilidade de acontecer amanhã um ciberataque ao sistema bancário, às redes de energia, água ou telecomunicações, ao sistema de controlo de voo ou até ao sistema do Ministério da Justiça, da Defesa, da Administração Interna, ao Gabinete do Primeiro-Ministro ou, porque não, à Rede do Governo... Pense-se nisso, não como num filme distante mas como algo de que podemos saber daqui a pouco e da pior maneira, pois até a rádio pode não funcionar... ou não funcionar bem! O cenário da “guerra Irrestrita” está montado, as suas perspectivas são aterradoras e – uma dúzia de anos depois da queda do muro de Berlim – quantas saudades já daquela paz dos tempos do equilíbrio do terror assegurado pela Estratégia MAD, da Guerra Fria. O doutor M. Soares - um dos nossos doutores que mais tem dissertado contra a globalização - tem razão numa coisa: entramos realmente num mundo inquietante. Mas constatar não chega. O papel da liderança é, aliás, o que se desenvolve para além da constatação. Não tenho a certeza que as cabeças pensantes da maioria governamental, de Barroso a Pacheco e de Marcelo a Portas pratiquem esta convicção, mas têm e terão todas as oportunidades de no-lo demonstrarem ou… não. Soares é o homem de uma circunstância – 1974/75 – e o domínio da estratégia nunca foi o seu. Soares constata que entramos num mundo inquietante, mas quem o descreve, nas suas fragilidades e potencialidades, são os coronéis chineses. Daí a prioridade de conhecer o seu pensamento e, citando Sun Tzu, encontrar uma estratégia que supere a dos coronéis chineses… senão Qiao Liang e Wang Xiangsi já venceram. Este é o problema da liderança: no Governo, na Oposição, na Sociedade Civil (das associações empresariais aos media passando pela Universidade) quem lhe quer pegar? * Consultor de Comunicação e Auditor de Defesa Nacional Para terminar já, que a prosa vai demasiado longa, mesmo se a importância do tema o justifica, só uma nota: Não é difícil “adivinhar” que isto não é o fim mas apenas o princípio e que vai ser muito pior. Por isso, para não destruírem tudo por omissão, os senhores políticos que se preparem e preparem o País… E lembrem-se do que dizia (em 1997!) Alain Bauer sobre a arrogância e o arcaísmo. Já chega de andar a brincar em serviço! José Mateus Cavaco Silva at October 25, 2009 21:04 |
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Tags: china, portugal, homeland security, inteligência estratégica, mudança do modelo global, terrorismo, defesa, psd, ps, Cavaco VER CLARO A Coluna de Sábado no Correio da Manhã José Mateus Cavaco Silva at October 25, 2009 06:16 |
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Tags: china, ver claro, correio da manhã Obama Wins Gorbachev's Peace Prize
. Dmitry ORLOV, in ClubOrlov Nota do CLARO .
José Mateus Cavaco Silva at October 25, 2009 00:41 |
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Tags: usa, mudança do modelo global, obama, fotos e vÃdeos Novo Governo de Sócrates
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José Sócrates apresentou esta tarde a composição do novo Governo a Cavaco Silva. Entre as novas caras estão Isabel Alçada e António Mendonça. E tal como se previa, Teixeira dos Santos, Vieira da Silva e Luís Amado mantêm-se no Executivo. Conheça aqui todos os novos nomes do próximo Executivo, que toma posse na segunda-feira.
José Mateus Cavaco Silva at October 22, 2009 19:54 |
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Tags: josé sócrates, visto de esquerda, fotos e vÃdeos, ps, governo Sobre “o Futuro de Portugal”
Não basta pôr umas quantas personalidades institucionais (uns professores, uns bastonários, uns banqueiros etc.) a debitar umas banalidades de base da respectiva corporação e a elucubrar em directo para conseguir alcançar alguma inteligência. Assim, só se perde tempo, só se maçam (ainda mais) os portugueses e só se aumenta a frustração. A senhora Campos Ferreira fez um debate dentro da dimensão do seu conhecimento. Coisa tão inócua que nem as 2 ou 3 “provocações”, lançadas como barro à parede, pelo Zé Adelino Maltez pegaram… A escassa profundidade da inteligência da coisa não permitiu a entrada ali de “o Futuro de Portugal” que, portanto, ficou à porta. Se este episódio fosse representativo, teria de se concluir não haver qualquer futuro para Portugal. PS. O único momento de inteligência, deste debate entre bonzos, foi a espontânea salva de palmas do público à diatribe de Marinho Pinto contra a irresponsabilidade dos juízes… Sintomático. PS2. Fernando Ulrich quer que a equipa de Basílio Horta diga ao Governo o que já percebeu sobre as dificuldades (e as vantagens, naturalmente) de Portugal na atracção de investimento internacional. Mesmo se quem o poderia fazer já não está na AICEP há bastante tempo, há uma dificuldade de que Ulrich deverá já suspeitar: a não existência, em Portugal, de banca com dinheiro e inteligência para ser partner desses projectos de investimento internacional… Sintomático. PS3. O meu amigo José Adelino Maltez, um dos escassos homens da direita portuguesa com capacidade para pensar – e que pensa – anda a vestir-se como um “intelectual de esquerda” dos anos 70… Sintomático. José Mateus Cavaco Silva at October 20, 2009 00:47 |
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Tags: media, perceptions management, portugal, inteligência estratégica, visto de lisboa NOTAS À ESPUMA DOS DIAS (com referências às correntes subterrâneas que, de alguma forma, fazem e modelam essa espuma)
Europa: O Directório vem aí…Vite, un directoire européen!, no L’ Express de 08.10.09 Um grande disparate…! “Empresas têxteis receberam a maior fatia dos apoios anti-crise” no Diário Económico, 09/10/09 Esta forma de apoio à economia salazarenta, com o álibi de apoiar os postos de trabalho, torra milhões às paletes, cria desemprego encapotado e impede o desenvolvimento do País. São os trabalhadores que um Governo PS tem de proteger e não – nunca, mesmo – empresas sem management, sem capital, sem inteligência e sem projectos de futuro para se afirmarem e controlarem a cadeia de valor. Além disto, um Governo que assim actua mostra duas coisas: não tem uma política económica de apoio ao desenvolvimento e não tem estratégia.
Sim, produzir mais e gastar menos, isso é uma receita universal. Mas o que se pede é que alguém diga como aplicar hoje e aqui essa receita universal. O que é preciso, realmente, é explicar o “como” da coisa. E é isso que este oráculo não faz… Os oráculos são assim. Dizem o que já sabemos e calam-se quanto ao que precisamos saber e realmente interessa. O oráculo SAER “Aeroporto e TGV devem ser adiados” no CM, 13/10/09. Ignorância e Justiça. “Qualquer dia estão a colocar microfones nos confessionários, porque para estes arautos vale tudo para investigação”, Marinho Pinto, no jornal i de 15/10/09 Que uma caridosa e bem informada alma cristã explique a este incréu ignaro que isto é há muito uma realidade e não a ameaça distante que ele julga…
Esquizofrenia em Bruxelas: A crise provoca comportamentos aberrantes e até disfuncionais. Coisas de tempos de mudança. Veja-se o caso de Bruxelas que pede aos governos nacionais que estimulam a economia até ao regresso da “normalidade” e, ao mesmo tempo, lhes abre processos por “défices excessivos”… “Anticrise. Plano português é dos menos generosos da zona euro” no jornal i de 08/10/09 CEGA, IRRESPONSÁVEL, TONTINHA OU… O QUÊ? Manuela Ferreira Leite: “A crise acabou” no Expresso, 03/10/09. Esta mulher, além de irresponsável, é como economista de uma incompetência atroz. Com o habitual atrevimento da ignorância, depois de ter classificado a crise global como um “abalozinho”, declara-a acabada. É uma discípula de Santana Lopes. O lamentável “controlo remoto do poder”, na Visão de 17/09/09. Este trabalho é uma “dissertação académica” que lamenta já não ser o mundo aquilo que era… Ou melhor, não ser o mundo como o autor acha que ele devia ser. Hegemonia. Esta velha palavra grega designa a questão central da crise actual. Sabe-se que uma crise económica estrutural pode liquidar uma hegemonia. Porém, sem hegemonia definida não pode haver novo modelo global de desenvolvimento económico. No fundo, é esta questão que o G20 procura resolver, embora a sua possibilidade de êxito seja muito, mesmo muito, reduzida. «Pouquoi le spleen» pergunta em editorial, no Le Point (17/09/09), Claude Imbert, ao analisar a crise global. E, concluindo, sugere uma concertação dos grandes, deste mundo de hoje, para ultrapassar a crise. Mas qual concertação, qual carapuça. Os interesses em jogo, dos principais 8 ou 10 protagonistas, são demasiado divergentes e até contraditórios para que seja (im)possível qualquer concertação eficaz, durável e sustentável. A coisa irá, portanto, passar pelo afirmar de uma nova balança de poderes, com sua nova hierarquia e um poder/agente hegemónico que, se não perderem a vantagem estratégica das TDS, serão os… Estados Unidos da América. Não será ainda esta crise que quebrará o ciclo do domínio global das potências marítimas aberto há quase 6 séculos por Portugal… Continua a não haver império continental capaz de vocação global e competir ao nível das potências marítimas. Afinal, o anti-semita radical Ahmadinejad é... judeu!
ISLÃO E PEDOFILIA Pedophilia Remains Rampant in Islam IN ISLAM GIRLS AS YOUNG AS SIX ARE MARRIED TO GRIZZLY OLD MEN HAMAS PLAYS HOST TO PEDOPHILIA TDS: As tecnologias de Defesa e Segurança são a única vantagem estratégica do Ocidente As tecnologias de defesa e segurança são, neste momento, e sê-lo-ão ainda durante algum tempo, a única – repito, a única – vantagem estratégica do Ocidente em geral e dos EUA em particular sobre os seus mais directos competidores na actual conjuntura estratégica global. Continuar a ler Aqui José Mateus Cavaco Silva at October 19, 2009 19:57 |
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Tags: europa, media, islão, inteligência económica, portugal, mudança do modelo global, sexo e cidade, Cavaco VER CLARO A Coluna de Sábado no Correio da Manhã José Mateus Cavaco Silva at October 19, 2009 01:32 |
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Tags: ver claro, correio da manhã POLITÓLOGOS A “ENCHER CHOURIÇOS” As televisões usam, cada vez mais, para preencher horas de programação, uns senhores que dizem grandes banalidades, com um ar de quem está à conversa sentado à mesa do café da esquina, e lhes chamam “polietilenos”... Porquê, porque os chamam assim? Porque chamam assim a uns senhores usados para preencher, a baixíssimo preço, durante longo tempo, os pequenos écrans, ou como soe dizer-se, para “encher chouriços”? José Mateus Cavaco Silva at October 17, 2009 20:28 |
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Tags: media, perceptions management, visto de lisboa, fotos e vÃdeos GEN. McCHRYSTAL EXPLICA O SEU PROGRAMA PARA O AFEGANISTÃO In speech to Afghan young leaders and students, Gen. McChrystal defines José Mateus Cavaco Silva at October 16, 2009 16:58 |
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Tags: usa, terrorismo, fotos e vÃdeos Outro Vídeo da Maitê Proença A rapariga, claro, gosta de fazer vídeos. Aquela patetice mal enjorcada e impublicável, que ela fez para uma televisão brasileira de “saia justa” e ideia curta, bem que o demonstra. Tudo apontava, por isso, para a existência de mais vídeos e igualmente reveladores da personalidade e forma de pensar da rapariga aprendiza de xenófoba. Também era preciso esmiuçar a raiz da sua xenofobia que, tudo o indica, radica numa disfunção com o lusitano candidato a seu principezinho. E, na pesquisa, revelou-se um fartote de descobertas. Não vale a pena, porém, tecer aqui considerações sobre traumas e eventuais consequências mais ou menos desviantes e outros dramas do inconsciente. Nem sobre as dificuldades de ser e outros problemas ontológicos das pequenas burguesias das sociedades duais e desestruturadas do “terceiro-mundo”, mesmo se “emergentes”. A coisa tem a sua “mise-en-abyme” numa cena de escassos segundos - "Abusada", em 1980… José Mateus Cavaco Silva at October 16, 2009 01:39 |
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Tags: fotos e vÃdeos, sexo e cidade Relatório McChrystal sobre a situação no Afeganistão O general Stanley McChrystal, que lidera o esforço de guerra no Afeganistão, arrasa, num relatório datado de 30 de Agosto de 2009 e obtido pelo Washington Post, a que a TDSnews dá acesso, toda a estratégia norte-americana no conflito contra os talibãs. O general considera que a guerra no Afeganistão tem sido “uma tourada”… Continuar a ler AQUI José Mateus Cavaco Silva at October 09, 2009 00:57 |
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Tags: islão, homeland security, inteligência estratégica, terrorismo, obama JIM MORRISON & THE DOORS The Soft parade The eternal prophet strikes back! . “When I was back there in seminary school, there was a person there SUBMARINOS: ‘TÁ TUDO DOIDO!? depois da “comunicação” de Cavaco sobre “mails” e segurança, só faltava Almeida Santos a falar dos submarinos comprados ao German Submarine Consortium, liderado pela Man Ferrostaal, agora no centro de um processo e várias investigações de corrupção...
Já a opção pelos submarinos alemães (tecnologicamente, uma espécie de carochas com GPS...) em detrimento da proposta francesa (the state of the art na matéria) é inexplicável. Ou então temos de introduzir no quadro factores que lá não deviam entrar... E não culpem só o Portas por tal decisão. Ele assumiu-a, mas ela já vinha dos tempos de Guterres, que teve uns três ministros da Defesa enrolados nesta e por esta estória... A proposta francesa era, em todos os aspectos muito mais interessante (mesmo no estratégico campo das contrapartidas), mas as pressões alemãs, usando a Autoeuropa, a Siemens e quejandos, com o apoio interno do Espírito Santo, um fiel apoio da Alemanha em Portugal, desde os tempos de Hitler, “convenceram” o governo português... O caso de corrupção agora levantado pelo MP borra, é claro, toda a pintura alemã e mostra que aos alemães falta a ética que apregoam nos negócios. E mostra que o que lhes falta em ética lhes sobra em arrogância quando declaram que “os juízes portugueses não percebem nada de negócios”... Mas, depois dos casos Siemens e Volkswagen, nada espanta nessas manobras da Man Ferrostaal. Resta a questão, sabe Almeida Santos, realmente, no que se está a meter...? MÉXICO: A IMPLOSÃO DO ESTADO DESENVOLVE NOVAS AMEAÇAS... Análise da Stratfor aos últimos desenvolvimentos e ao aparecimento, em ambiente de “estado falhado”, de novas ameaças. José Mateus Cavaco Silva at October 01, 2009 22:08 |
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Tags: crime, homeland security, inteligência estratégica, mudança do modelo global, terrorismo, tortilla s revolution DECOMPOSIÇÕES E RECOMPOSIÇÕES Os próximos tempos são de decomposição para o PSD e de recomposição para a direita portuguesa… Estes processos escaparão totalmente à actual geração dirigente do PSD (a dos 70 anos, Ferreira Leite, Cavaco…). Portas terá aqui um papel central. A Sócrates bastar-lhe-à algum talento para brincar com tal quadro. Esta República continuará com Alzheimer senil e atrofia cerebral difusa de predomínio subcortical... Como bem dizia em célebre soneto o nosso velho Luís de Camões: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o Mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. José Mateus Cavaco Silva at October 01, 2009 03:45 |
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Tags: portugal, josé sócrates, visto de lisboa, Cavaco |
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