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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Friday, 30 October 2009

JOHN ROBB: UM PONTO DE SITUAÇÃO

 

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John Robb é um observador atento da realidade global. Hoje, considerado um tech-guru, Robb junta experiências e conhecimentos diversos, que se mostra capaz de reunir em interessantes e singulares matrizes. A um percurso universitário amplo, junta a experiência e conhecimento globais de um comandante da Delta Force e acrescenta-lhes um domínio de ponta das novas TIC e uma experiência empresarial global de sucesso. As suas análises e sínteses nunca são, por isso, vulgares e mainstream… O que ele pode ver e o modo como o vê não estão ao alcance de qualquer um, por mais elevado que o seu QI seja. A sua mais-valia radica nisso e consiste em estar à frente… Aqui no Claro há muito que Robb é um dos (pouquíssimos) autores e analistas que nos obrigam ao trabalho (que redunda em prazer) de os seguir regularmente. E lê-los, atentamente, porque o seu olhar e o que ele vê vale a pena. Thanks, John.
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Some items of interest, by John Robb:  

 

·         Privatopia sighting in Detroit.   From Time magazine: "Cooper, 29, is a private-security detective, one of many who patrol once prosperous enclaves like Palmer Woods, Boston-Edison and Indian Village. With the city's police force cut more than 25%, private security appears to be one of Detroit's few growth industries. Local precincts are overwhelmed with shootings and other violent crime, leaving companies that supply home protection with long customer waiting lists. "People put a premium on security when unemployment and crime go up," says Larry Dusing, founder of Dusing Security & Surveillance, which has expanded into three neighborhoods.... Members of the Historic Indian Village Association, a local residents' group, share the cost of private security — about $30 per household each month. Association president Doug Way, 42, moved to Detroit with his wife seven years ago and fell in love with Indian Village's 19th century manors, built for the city's emerging industrial barons. Footing the bill for private security is almost like paying an extra tax, he acknowledges, but it's worth the cost."        NOTE: At some point, in the not too distant future, security becomes a national service that you pay a subscription for (like health insurance). It will be branded, available in select locations, and include high tech gadgets from panic buttons to video capture devices.

 

·         ROI (return on investment) for Nigeria's MEND.  Four years of attacks that disrupted one million barrels a day of production (on average) = ~ 1.4 billion barrels disrupted.  Direct costs at an average price of ~$70 a barrel and a $20 extraction cost to Nigerian kleptocrats and their corporate allies = $70 billion.  Impact of the loss of 1 m barrels a day on the world, assuming a ~$10 premium due to the loss and ~80m barrels a day of global output = $800 m a day or  $1.17 trillion.  Loss of global economic output due to the premium = ~.5% of $50 trillion global GDP = $0.75 trillion.  Total cost = ~$2 trillion.  Cost of attacks = ~$1 m.  ROI = 200 million %.

 

·         Targeting the UN.  Slowing reconstruction and election monitoring.

 

·         Pakistan.  Attacks on government/military personnel continue while ignoring the fact that Pakistani infrastructure is past the breaking point (which makes it easier to disrupt).  If the "Taliban's" current level of effort at blood and guts terrorism were redirected against urban infrastructure -- all Pakistani cities would be inoperative, the national economy would be in free fall, and social fragmentation would be inevitable.  Unlike blood and guts terrorism, system disruption would minimize backlash/opposition (both at the national and global levels) and likely manufacture a plethora of open source allies rather than foes.

 

Posted by John Robb on Wednesday, 28 October 2009 at 08:48 AM | Permalink | Comments(15) | TrackBack (1)

 

 

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Sunday, 25 October 2009

Unrestricted Warfare

by Qiao Liang and Wang Xiangsui

 

(People’s Liberation Army Literature and Arts Publishing House,

Beijing, February 1999)

 

"Unrestricted Warfare", a book published in China in February 1999 which proposes tactics for developing countries, in particular China, to compensate for their military inferiority vis-à-vis the United States during a high-tech war. The selections include the table of contents, preface, afterword, and biographical information about the authors printed on the cover. The book was written by two PLA senior colonels from the younger generation of Chinese military officers and was published by the PLA Literature and Arts Publishing House in Beijing, suggesting that its release was endorsed by at least some elements of the PLA leadership. This impression was reinforced by an interview with Qiao and laudatory review of the book carried by the party youth league's official daily Zhongguo Qingnian Bao on 28 June. Published prior to the bombing of China's embassy in Belgrade, the book has recently drawn the attention of both the Chinese and Western press for its advocacy of a multitude of means, both military and particularly non-military, to strike at the United States during times of conflict. Hacking into websites, targeting financial institutions, terrorism, using the media, and conducting urban warfare are among the methods proposed. In the Zhongguo Qingnian Bao interview, Qiao was quoted as stating that "the first rule of unrestricted warfare is that there are no rules, with nothing forbidden..."

 

Aceda ao texto aqui


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RECOMMENDED READING  - Unrestricted Warfare: China's Master Plan to Destroy America

Here is an excerpt from Unrestricted Warfare: "Whether it be the intrusions of hackers, a major explosion at the World Trade Center, or a bombing attack by bin Laden, all of these greatly exceed the frequency bandwidths understood by the American military..."

As incredible as it may be to believe, three years before the Sept. 11 bombing of the World Trade Center a Chinese military manual titled Unrestricted Warfare touted such an attack � suggesting it would be difficult for the U.S. military to cope with.

A ‘GHOSTNET’ REVELA O ARCAÍSMO

DO ESTADO DESTE TRISTE PORTUGAL

 

O caso dos ataques chineses às redes e computadores do Estado português veio colocar na ordem do dia um tema que há meia-dúzia de anos tem sido tratado aqui no CLARO e de que, à excepção de alguns sectores militares, toda a “elite” portuguesa tem ignorado soberbamente. Todos os nossos decisores, dos políticos aos empresários (aqui, com a excepção de Belmiro de Azevedo e pouco mais), passando pelos universitários, financeiros e mediáticos, têm andado “distraídos” e a cometer, pior do que crimes, erros monumentais. Para início de quadro teórico e conceptual do indispensável debate (ou, se não tratamos o assunto, os chineses ainda roubam a receita dos carapaus alimados da drª Maria Cavaco Silva… e até algum bilhete de amor do Sócrates à Fernanda Câncio), aqui se repesca um texto do CLARO de 23 de Maio de 2007. Ao novel ministro da Defesa desejamos boa leitura, que o da Administração Interna já é nisto um veterano, tal como Luís Amado.

POLÍTICA E GEO-POLÍTICA DA INTERNET

O caso dos ciberataques russos à Estónia (assunto já tratado no CLARO  aqui , aqui  e  aqui ... enquanto o tema da guerra irrestrita tinha sido há anos tratado aqui ) veio trazer para a ordem do dia um tema de grande alcance estratégico, que andava a ser muito encoberto e que tem várias declinações... Por exemplo, para além da "guerra irrestrita" e do "ciberterrorismo", a questão do futuro das relações internacionais entre sociedades baseadas em redes. O NetPolitique dá conta iniciativas e factos interessantes para a visibilidade desta questão que pode facilmente ser um grave problema:

"De l'impact politique à l'impact géopolitique d'internet

Loin des considérations politiques hexagonales, deux informations sans lien apparent, si ce n'est de donner à voir le pire et le meilleur de l'impact sourd mais croissant d'internet au niveau géopolitique.

- Une initiative originale visant à favoriser le développement du journalisme citoyen dans plusieurs pays africains. Initiative parrainée non pas par une ONG, mais par un portail d'information hollandais.

- La cyber-guerrilla entre la Russie et l'Estonie à l'ordre du jour du sommet Russie-Union Européenne.

J'en profite pour vous inviter à (re)lire cette interview de David Bollier, sur l'avenir des relations internationales à l'heure des sociétés en réseaux."

.F-BHuyghe.jpg

UMA GEOPOLÍTICA DA INTERNET?

F-B Huyghe tem abordado e teorizado sobre o tema com resultados interessantes. Ele disponibiliza mesmo uma antologia de textos sobre a matéria, "autour du thème des rapports avec le pouvoir et l'information sur Internet à l'ère du Web 2.0" embora menos focada na questão das redes e das suas vulnerabilidades fatais face à "guerra irrestrita", a consultar : Aqui

GeopolitiquedelInternet.jpg

José Mateus Cavaco Silva at May 23, 2007 15:23 | link | comments
Tags: inteligência económica, perceptions management, homeland security, inteligência estratégica, terrorismo

Espionagem chinesa

rouba dados pessoais

Computadores Devassados: Rede da justiça é “altamente vulnerável”

 

“A rede de espionagem Ghostnet, instalada na China, copiou processos judiciais portugueses, roubou dados pessoais de identificação nos serviços de Registo e Notariado e transformou o programa informático da justiça, intitulado Citius, num verdadeiro queijo suíço. São muitos milhares os documentos devassados. O CM apurou que essa é a realidade que começa a emergir na investigação portuguesa à empresa Trusted Technologies e aos dois arguidos já constituídos, que copiaram a informação dos sites chineses da Ghostnet…”

 

KAFKA ESTÁ A PASSAR POR AQUI…

 

Isto é o que diz hoje o Correio da Manhã, depois de uma bastante ‘embrulhada’ notícia de ontem, que fez manchete e que demonstra não terem os seus autores percebido nada do que passa, nem sequer quem fez o quê. Hoje, o tiro foi corrigido. E ainda bem, porque o assunto é dos mais sérios que se possa imaginar. E mexe com os fundamentos da soberania (restante) do Estado português. Sapa-os, mesmo.

 

A propósito destas notícias do CM, que “batem” com as lamúrias, de há semanas, do Presidente da República, é importante dizer que o Estado português tem andado a brincar em serviço. A começar pelo PR, pois não se entende que ao fim de três anos em Belém tenha de súbito ficado preocupado com a segurança do seu computador… Isso devia ter sido resolvido (e havia os recursos necessários) três dias antes de lá ter entrado (veja-se como Obama ou Sarkozy fizeram). E tão pouco é admissível a invocação da ignorância da matéria, pois o problema já era do conhecimento público.

 

A ofensiva não-declarada dos chineses foi denunciada e explicada em artigo do “DN”, então dirigido por António Ribeiro Ferreira. Como aqui se escreve,  “no Diário de Notícias, de 28 de Janeiro de 2004, José Mateus Cavaco Silva, editor da TDSNews, escrevia, num texto titulado “Mundo Irrestrito”, que “as redes e os computadores permitem uma guerra (não declarada) que pode paralisar totalmente a vida de um país ou mesmo de um bloco económico, como a União Europeia, ou de uma aliança militar, como a NATO”. Portanto, em Janeiro de 2004…

 

Tão pouco se entende o atraso demonstrado, neste caso, pelo Direito (não ouso dizer a “Justiça”…) e pelo juiz em questão. Atraso e também arrogância. Muito disfuncionais e arcaicos. E a demonstrar uma incompreensão total do mundo de hoje. É como se andássemos a tratar os problemas actuais com o software das cabeças do século XIX… Estes juízes, como o resto do Estado, ainda vivem no interior das narrativas de Eça de Queiroz (de resto, também a Igreja, como agora se viu com a historieta do herege Saramago que mais parece um capítulo adicional do “Crime do Padre Amaro”…). Só alguns sectores das Forças Armadas escapam a este arcaísmo generalizado. Só nesses sectores militares se percebeu que as ameaças são hoje cada vez menos estatais e cada vez mais transnacionais e mais híbridas…

 

Aqui no CLARO, a 11 Setembro 2004, dizia-se: “Como escrevia, já em 1997, Alain Bauer “sobretudo, o Estado deve sair do sonho arrogante e arcaico em que gere sozinho a defesa e a segurança. O Estado é hoje incapaz de afrontar sozinho ameaças cada vez menos “públicas” (emanando de outros Estados) e cada vez mais transnacionais e mais híbridas. O governo deve portanto abrir espaços de reflexão mistos e criar um partenariado forte com universitários, peritos vindos do privado e empresas especializadas. Em seguida, conceber uma doutrina sobre os novos perigos, tal como há uma doutrina de emprego do nuclear e, por fim, adaptar em consequência os instrumentos de informação, de defesa e de repressão do país… Nós estamos prontos a uma tal cooperação.”

Em vez de abrir espaços de reflexão mistos e criar um partenariado forte com universitários, peritos vindos do privado e empresas especializadas, estão, com este caso a fazer ao contrário: estão a fechá-los. E os peritos das privadas (que descobriram e revelaram o caso) ainda são processados! Kafka está a passar por aqui…

 

Ainda em Outubro de 2004, aqui no CLARO se escrevia sobre “Ciber-terrorismo no Mundo Irrestrito” e chamando a ATENÇÃO DO SENHOR MINISTRO DA DEFESA, à época Paulo Portas.

“O senhor ministro da Defesa anunciou recentemente a criação de um laboratório contra-bioterrorismo. Portas solicitou ao CEME, general Valença Pinto, as medidas necessárias para a concepção e construção deste laboratório pois considera - e muito bem! - o combate ao terrorismo uma das prioridades da politica de Defesa. Mas a coisa parece um pouco coxa. A situação de ameaças difusas de grande imprevisibilidade não passa só pelo "bio", nem talvez prioritariamente por aí, mas pelo "ciber"...

“A vulnerabilidade de estados e sociedades, como a portuguesa, é na vertente "ciber" muito grande! Pense-se na quase total exposição de redes, tanto públicas como privadas, tanto as de comunicação de Portas e do CEME como as bancárias ou eléctricas ou até as da água ! Para esclarecer melhor aquilo a que aqui se faz referência, veja-se o que diz hoje a news-letter do centro de inteligência económica do BNP Paribas:

Sécurité

La Corée du Nord formerait des pirates informatiques pour attaquer les Etats-Unis, le Japon… Les guerres informatiques du 21ème siècle seront-elles informatiques ? Déjà en Irak, dans le conflit qui oppose les « terroristes » aux pays qui occupent le pays depuis des mois pour protéger le gouvernement récemment mis en place, le haut débit est une arme efficace. Les sites Internet et la vidéo permettent aux acteurs de la guérilla de communiquer au monde les actions qu’ils mènent. Autre réalité, en Asie cette fois : le ministre sud-coréen à la défense a faut savoir au parlement de son pays que son voisin, la Corée du Nord, s’était attelé à la formation de plusieurs centaines de pirates informatiques. Aujourd’hui, le pays aurait même atteint un niveau comparable à celui constaté dans la plupart des pays développés. L’information n’est pas si surprenante, dans le cas d’une dictature qui continue de dépenser des fortunes pour entretenir une puissante armée. Les cibles informatiques de la Corée du Nord sont aujourd’hui son voisin direct, la Corée du Sud, mais encore la Chine, le Japon et les Etats-Unis. (Groupe BNP Paribas - 05/10/2004)

Como num romance de terror, os ecos a estes alertas só chegaram cinco anos depois. E foram os piores… Acreditem que me senti envergonhado ao ouvir, recentemente, a “comunicação ao país” do inquilino do Palácio de Belém e as enfáticas dúvidas sobre a segurança dos e-mails. Como o artigo de Janeiro de 2004, no DN, não está on line (até nisto o arcaísmo é gritante…), deixo aqui o registo:

Mundo Irrestrito

José Mateus*

Diário de Notícias, 28 de Janeiro de 2004

Sobre as realidades deste mundo em que vivemos, mais do que ouvir certos doutores dissertar contra a globalização, vale a pena ler alguns coronéis – como os chineses Qiao Liang e Wang Xiangsi.

Dignos discípulos de Sun Tzu, comunistas por educação, necessidade e convicção, mas demasiado inteligentes para perder tempo com as tragédias da Karl Marx Platz ou as comédias do Trotsky Circus, os senhores coronéis são os autores da obra que marca a passagem do século XX para o século XXI, no domínio da grande estratégia.

O quadro estratégico que colocam – o seu tempo, o seu espaço, os meios, os objectivos e o próprio modo de pensar – já não têm nada da “Guerra Fria” que marcou a última metade do século XX. Com a sua obra, entramos em outro mundo.

Por mim, penso que devemos estar-lhes gratos por nos mostrarem, com lucidez e frieza, o mundo em que estamos. Com efeito, nunca um intelectual ocidental - o “politicamente correcto” oblige e limita -ousaria estampar e divulgar tais visões e consequentes propostas militares, políticas e estratégicas.

Depois desta publicação, todo o mundo da Estratégia MAD e correlativos (incluindo certas pretensões de Moscovo...), nos parece como pertencendo à pré-história. Hoje, vivemos na “Guerra Irrestrita”. Veja-se a beleza deste adjectivo...

A tese dos coronéis chineses é simples, na sua frieza: “A guerra assimétrica não tem regras, nada é proibido”.

E que vectores de actuação privilegiam os coronéis chineses? Três: as redes e os computadores, os agentes de influência e o terror e as armas de destruição de massas.

As redes e os computadores permitem uma guerra (não declarada) que pode paralisar totalmente a vida de um país ou mesmo de um bloco económico, como a União Europeia, ou de uma aliança militar, como a NATO.

Através dos agentes de influência, os coronéis chineses propõem-se influenciar no Ocidente atitudes e opiniões, via financiamentos secretos de grupos políticos, incentivar o terrorismo urbano e espalhar rumores e escândalos que criem descontentamentos e tumultos.

O caso do ataque com gás sarin realizado no metro de Tóquio pela seita da Verdade Suprema é citado como exemplo do uso necessário do terror puro e a venda de armas de destruição de massa por Pequim a países que apoiem o terrorismo é apontada como imprescindível. E - note-se que a obra é de 1999 – o exemplo citado é o de ... Bin Laden.

A paralisação de um país ou de um bloco de países, a desarticulação da sua vida económica e também social, via computadores e redes, o uso do terror e da destruição massissa, o recurso aos agentes de influência e às técnicas de manipulação são os meios dos coronéis chineses para a nova estratégia de “Guerra Irrestrita”.

No fundo, todos eles meios de “guerra psicológica” que, desde há milénios, sempre foi a forma de guerra preferida dos chineses. Já Sun Tzu privilegiava os espiões e as acções de guerra psicológica e Mao Tsé Tung visava a desmoralização do adversário. Ora, o “psicológico”é hoje o ponto central daquilo que se começa a designar por Ciberguerra.

O especialista português desta matéria, Sérgio Campos, em trabalho ainda não publicado, considera mesmo a ciberguerra como “ a forma de “guerra total” que pode vir a ser aplicadas no século XXI, sendo que é evidente que o conceito abrange aquilo que os grandes teóricos da guerra, tanto Liddel Hart como Fuller entendiam como “paralisação estratégica”.

Para Sérgio Campos, “ o que é dramático é que, a somar à ameaça, há o facto de as sociedades ocidentais confiarem em redes desprotegidas, que conduzem ao risco de fracasso militar e a perdas económicas catastróficas. As possibilidades (do atacante) são de facto imensas, pois cada vez mais a própria complexidade e dimensão das organizações e das actividades leva a uma dependência acrescida dos computadores, os quais armazenam informações que não estão mais disponíveis de outra forma “. Ou seja, informações que não existem fora das tais redes desprotegidas...

Pense-se na realíssima possibilidade de acontecer amanhã um ciberataque ao sistema bancário, às redes de energia, água ou telecomunicações, ao sistema de controlo de voo ou até ao sistema do Ministério da Justiça, da Defesa, da Administração Interna, ao Gabinete do Primeiro-Ministro ou, porque não, à Rede do Governo... Pense-se nisso, não como num filme distante mas como algo de que podemos saber daqui a pouco e da pior maneira, pois até a rádio pode não funcionar... ou não funcionar bem! O cenário da “guerra Irrestrita” está montado, as suas perspectivas são aterradoras e – uma dúzia de anos depois da queda do muro de Berlim – quantas saudades daquela paz dos tempos do equilíbrio do terror assegurado pela Estratégia MAD, da Guerra Fria.

O doutor M. Soares - um dos nossos doutores que mais tem dissertado contra a globalização - tem razão numa coisa: entramos realmente num mundo inquietante. Mas constatar não chega. O papel da liderança é, aliás, o que se desenvolve para além da constatação. Não tenho a certeza que as cabeças pensantes da maioria governamental, de Barroso a Pacheco e de Marcelo a Portas pratiquem esta convicção, mas têm e terão todas as oportunidades de no-lo demonstrarem ou… não.

Soares é o homem de uma circunstância – 1974/75 – e o domínio da estratégia nunca foi o seu. Soares constata que entramos num mundo inquietante, mas quem o descreve, nas suas fragilidades e potencialidades, são os coronéis chineses. Daí a prioridade de conhecer o seu pensamento e, citando Sun Tzu, encontrar uma estratégia que supere a dos coronéis chineses… senão Qiao Liang e Wang Xiangsi já venceram. Este é o problema da liderança: no Governo, na Oposição, na Sociedade Civil (das associações empresariais aos media passando pela Universidade) quem lhe quer pegar?

* Consultor de Comunicação e Auditor de Defesa Nacional
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NOTA FINAL

Para terminar já, que a prosa vai demasiado longa, mesmo se a importância do tema o justifica, só uma nota: Não é difícil “adivinhar” que isto não é o fim mas apenas o princípio e que vai ser muito pior. Por isso, para não destruírem tudo por omissão, os senhores políticos que se preparem e preparem o País… E lembrem-se do que dizia (em 1997!) Alain Bauer sobre a arrogância e o arcaísmo. Já chega de andar a brincar em serviço!

VER CLARO

A Coluna de Sábado no Correio da Manhã
Ver Claro 24 Out 2009

Obama Wins Gorbachev's Peace Prize

"Obama is the new Gorbachev, the smiling face behind the crumbling imperial façade, the personable, non-threatening loser. Gorbachev got his Nobel Consolation Prize in October 1990; a little less than a year later the USSR was no more and he was unemployed."

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Dmitry ORLOV, in ClubOrlov


Nota do CLARO

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Também Carter teve o Nobel… Não sei se Orlov se esqueceu disso, mas foi esse Nobel que levou o ayatola Khomeiny ao poder, humilhou a América e abriu caminho, uma larga avenida, mesmo, ao new beginning do governador da Califórnia, um tal Ronald Reagan, que nunca teve Nobel algum. Ao menos o de Churchill foi-lhe dado depois de ter derrotado Hitler e foi o da… Literatura.

 

Thursday, 22 October 2009

Novo Governo de Sócrates
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José Sócrates apresentou esta tarde a composição do novo Governo a Cavaco Silva. Entre as novas caras estão Isabel Alçada e António Mendonça. E tal como se previa, Teixeira dos Santos, Vieira da Silva e Luís Amado mantêm-se no Executivo. Conheça aqui todos os novos nomes do próximo Executivo, que toma posse na segunda-feira.

Jornal de Negócios  Online  negocios@negocios.pt

José Sócrates apresentou esta tarde a composição do novo Governo a Cavaco Silva. Entre as novas caras estão Isabel Alçada e António Mendonça. E tal como se previa, Teixeira dos Santos, Vieira da Silva e Luís Amado mantêm-se no Executivo. Teixeira dos Santos, Vieira da Silva, Luís Amado, Ana Jorge, Augusto Santos Silva, Rui Pereira, Alberto Martins, António Manuel Serrano, António Ascensão Mendonça, Dulce Pássaro, Maria Helena dos Santos André, Isabel Alçada, Mariano Gago, Maria Gabriela Canavilhas, Jorge Lacão, Pedro Silva Pereira são os nomes dos ministros que vão formar o novo Governo. São 16 ministérios, sendo que metade do executivo é composto por "caras novas" e a outra metade por "repetentes", embora com algumas trocas de pastas.

Teixeira dos Santos, que assumiu a pasta das Finanças a após a demissão de Campos e Cunha, mantém-se em funções, continuando assim à frente do Fisco, num período em que terá como missões, a elaboração do Orçamento do Estado, o controlo das contas públicas e as reformas da administração pública.





Vieira da Silva, que ficou com a pasta da Segurança Social no anterior Governo, passa a ser o responsável pela pasta da Economia, num período em que as tarefas de atrair investimento para Portugal e de manter as empresas de portas abertas serão as suas principais missões.






Luís Amado mantém a pasta dos Negócios Estrangeiros, depois de ter transitado do ministério da Defesa para esta pasta durante a anterior legislatura.





Ana Jorge, que assumiu a pasta da Saúde depois da saída de Correia de Campos devido à polémica gerada com as reformas que se fizeram na urgências e que afectaram algumas populações. Ana Jorge tomou posse e conseguiu acalmar os ânimos tendo sido pouco depois posta nos focos das atenções devido à Gripe A.



Augusto Santos Silva, antigo ministro dos Assuntos Parlamentares, vai assumir a pasta da Defesa nacional, substituindo Nuno Severiano Teixeira.





Rui Pereira, que no anterior Governo tinha a pasta da Administração Interna, vai manter as suas funções no novo Executivo.



Alberto Martins, que estava como líder Parlamentar da bancada socialista, passa a desempenhar funções como ministro da Justiça.

António Augusto Ascenção Mendonça, ex-presidente do ISEG, vai assumir a pasta das Obras Públicas, numa altura em que as decisões sobre o TGV e o novo aeroporto estão por tomar.

Na Agricultura surge uma nova cara. António Manuel Soares Serrano, professor na Universidade de Évora, será o novo ministro da Agricultura, depois de muita polémica gerada em torno dos fundos comunitários neste sector.

Dulce Pássaro é a nova ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território. Esta nova responsável está actualmente no Conselho Directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos.

Maria Helena André assume a pasta do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

Isabel Alçada é a nova ministra da Educação e terá como principal missão apaziguar as relações entre o Governo e os professores, depois da reforma do sistema de educação ter gerado manifestações e muita polémica.





Mariano Gago mantém-se como ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.




Na pasta da Cultura também há uma nova cara. Maria Gabriela Canavilhas, que substitui Pinto Ribeiro.





Os Assuntos Parlamentares vão ser assumidos por Jorge Lacão, que tinha como funções a secretaria de Estado do Conselho de Ministros no anterior Executivo. O responsável passa agora a desempenhar as funções de relações com o Parlamento e com a comunicação social.



Pedro Silva Pereira mantém-se como ministro da Presidência, uma função que já desempenhava no Governo que está agora de saída.


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NOTA do CLARO:
O governo que Sócrates apresenta merece mais que o simples benefício da dúvida. Tem um núcleo duro rodado, sólido e dinâmico. À volta desse núcleo tem uma dezena de pessoas respeitáveis (e de fora do desvalorizado universo das tricas "políticas" de aparelhos um pouco sórdidos) e de cuja competência não há (pelo menos, por ora...) razões para duvidar. Dentro das limitações da circunstâncie e sem cedências, Sócrates conseguiu refazer uma virgindade política ao governo. E isso era a sua primeira tarefa praticamente impossível... Apresentar um governo credível, ao fim destes anos em S. Bento, é obra só ao alcance de um grande artista.
Dois pontos finais: Primeiro, desta vez, Sócrates não cometeu o erro de ir buscar figuras com nome feito (como Freitas do Amral), mas desgastadas, ocas e barrocas. Fez muito bem. E, segundo, também fez muito bem em ir a Bruxelas buscar a ministra do Trabalho e Solidariedade, Helena André.

Tuesday, 20 October 2009

Sobre “o Futuro de Portugal”

[pros-e-contras-receitas-caseiras.jpg]Discutir “o Futuro de Portugal” ignorando aqueles poucos (JM Félix Ribeiro, André Magrinho…) que há décadas estudam o problema e têm sobre a matéria uma produção específica, informada e inteligente, é um disparate radical que pouco ou nada contribui para o objectivo que se propõe. É, portanto, uma burrice. Como tantas outras que povoam o quotidiano deste pobre país.

Não basta pôr umas quantas personalidades institucionais (uns professores, uns bastonários, uns banqueiros etc.) a debitar umas banalidades de base da respectiva corporação e a elucubrar em directo para conseguir alcançar alguma inteligência. Assim, só se perde tempo, só se maçam (ainda mais) os portugueses e só se aumenta a frustração.

A senhora Campos Ferreira fez um debate dentro da dimensão do seu conhecimento. Coisa tão inócua que nem as 2 ou 3 “provocações”, lançadas como barro à parede, pelo Zé Adelino Maltez pegaram… A escassa profundidade da inteligência da coisa não permitiu a entrada ali de “o Futuro de Portugal” que, portanto, ficou à porta. Se este episódio fosse representativo, teria de se concluir não haver qualquer futuro para Portugal.

PS. O único momento de inteligência, deste debate entre bonzos, foi a espontânea salva de palmas do público à diatribe de Marinho Pinto contra a irresponsabilidade dos juízes… Sintomático.

PS2. Fernando Ulrich quer que a equipa de Basílio Horta diga ao Governo o que já percebeu sobre as dificuldades (e as vantagens, naturalmente) de Portugal na atracção de investimento internacional. Mesmo se quem o poderia fazer já não está na AICEP há bastante tempo, há uma dificuldade de que Ulrich deverá já suspeitar: a não existência, em Portugal, de banca com dinheiro e inteligência para ser partner desses projectos de investimento internacional… Sintomático.

PS3. O meu amigo José Adelino Maltez, um dos escassos homens da direita portuguesa com capacidade para pensar – e que pensa – anda a vestir-se como um “intelectual de esquerda” dos anos 70… Sintomático.
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PS4. Nem uma voz feminina (poderia ser a presidente da Associação das Mulheres Empresárias ou a da Associação das Mulheres Juristas ou a das Mulheres de Ciência, ou outra) neste debate... Sintomático.

Monday, 19 October 2009

NOTAS À ESPUMA DOS DIAS

 

(com referências às correntes subterrâneas que,

de alguma forma, fazem e modelam essa espuma)

 

MariaSchneider.jpg Maria Schneider picture by claromotimeEscutas em Belém: cherchez la femme… Então, e se a mulher de um ministro – imagine, como diria o John Lennon – andasse a falar muito com um assessor de Belém e o marido andasse danadinho para saber do que, exactamente, falavam os dois… Isto daria para levantar, como cortina de fumo, um cenário de escutas…
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O défice de erotismo, acumulado em Portugal ao longo do século XX, com a ditadura salazarenta de sacristia (a mesma que gerou, em contrapartida, os escabrosos casos de ballets rose e ballets blue...) vai sendo, lentamente, resolvido. Se, em 1972, os portugueses faziam excursões a França para ver o uso da manteiga no “Último Tango”, agora e muito acertadamente, o CM oferece-lhe a possibilidade de o rever em casa e, além do pormenor da manteiga, gozarem de uma paragem da imagem nas mamas da Maria Schneider.
 

 

Europa: O Directório vem aí…Vite, un directoire européen! no L’ Express de 08.10.09

 

Um grande disparate…!  Empresas têxteis receberam a maior fatia dos apoios anti-criseno Diário Económico, 09/10/09

Esta forma de apoio à economia salazarenta, com o álibi de apoiar os postos de trabalho, torra milhões às paletes, cria desemprego encapotado e impede o desenvolvimento do País. São os trabalhadores que um Governo PS tem de proteger e não – nunca, mesmo – empresas sem management, sem capital, sem inteligência e sem projectos de futuro para se afirmarem e controlarem a cadeia de valor. Além disto, um Governo que assim actua mostra duas coisas: não tem uma política económica de apoio ao desenvolvimento e não tem estratégia.

 

MarinhoPinto.jpg Marinho Pinto picture by claromotimeErnâni Lopes: ‘Temos de produzir mais e gastar menos”, no CM, 13/10/09

Sim, produzir mais e gastar menos, isso é uma receita universal. Mas o que se pede é que alguém diga como aplicar hoje e aqui essa receita universal. O que é preciso, realmente, é explicar o “como” da coisa. E é isso que este oráculo não faz… Os oráculos são assim. Dizem o que já sabemos e calam-se quanto ao que precisamos saber e realmente interessa.

 

O oráculo SAER  Aeroporto e TGV devem ser adiadosno CM, 13/10/09.
Adiados, mas à luz de que critérios? Contabilísticos? Geoeconómicos? Geopolíticos? Porque sim? E critérios de que quadro teórico, o tal da eficiência dos mercados…? E, já agora, a SaEr o que é? Um oráculo divino? Tem a sede em Delfos? É uma consultora que defende os interesses dos seus clientes…? 

 

Ignorância e Justiça.  “Qualquer dia estão a colocar microfones nos confessionários, porque para estes arautos vale tudo para investigação”, Marinho Pinto, no jornal i de 15/10/09

 Que uma caridosa e bem informada alma cristã explique a este incréu ignaro que isto é há muito uma realidade e não a ameaça distante que ele julga…

 


 

PachecoHamlet.jpg Pacheco Pereira picture by claromotimeA pergunta hamletiana do distinto Pacheco.  Como se pode entender que um PS e um primeiro-ministro, que consideram irrelevante o nosso endividamento, possam ter a caução de quem considera este um dos mais graves problemas portugueses?, José Pacheco Pereira, in Sábado, 15/10/09 

 

 

Esquizofrenia em Bruxelas: A crise provoca comportamentos aberrantes e até disfuncionais. Coisas de tempos de mudança. Veja-se o caso de Bruxelas que pede aos governos nacionais que estimulam a economia até ao regresso da “normalidade” e, ao mesmo tempo, lhes abre processos por “défices excessivos”…

“Anticrise. Plano português é dos menos generosos da zona euro” no jornal i de 08/10/09

 

 

CEGA, IRRESPONSÁVEL, TONTINHA OU… O QUÊ?

Manuela Ferreira Leite: “A crise acabou” no Expresso, 03/10/09.

Esta mulher, além de irresponsável, é como economista de uma incompetência atroz. Com o habitual atrevimento da ignorância, depois de ter classificado a crise global como um “abalozinho”, declara-a acabada. É uma discípula de Santana Lopes.

 

O lamentável “controlo remoto do poder”, na Visão de 17/09/09. Este trabalho é uma “dissertação académica” que lamenta já não ser o mundo aquilo que era… Ou melhor, não ser o mundo como o autor acha que ele devia ser.

 

Hegemonia. Esta velha palavra grega designa a questão central da crise actual. Sabe-se que uma crise económica estrutural pode liquidar uma hegemonia. Porém, sem hegemonia definida não pode haver novo modelo global de desenvolvimento económico. No fundo, é esta questão que o G20 procura resolver, embora a sua possibilidade de êxito seja muito, mesmo muito, reduzida.

 

 

«Pouquoi le spleen»  pergunta em editorial, no Le Point (17/09/09), Claude Imbert, ao analisar a crise global. E, concluindo, sugere uma concertação dos grandes, deste mundo de hoje, para ultrapassar a crise.

Mas qual concertação, qual carapuça. Os interesses em jogo, dos principais 8 ou 10 protagonistas, são demasiado divergentes e até contraditórios para que seja (im)possível qualquer concertação eficaz, durável e sustentável. A coisa irá, portanto, passar pelo afirmar de uma nova balança de poderes, com sua nova hierarquia e um poder/agente hegemónico que, se não perderem a vantagem estratégica das TDS, serão os… Estados Unidos da América. Não será ainda esta crise que quebrará o ciclo do domínio global das potências marítimas aberto há quase 6 séculos por Portugal… Continua a não haver império continental capaz de vocação global e competir ao nível das potências marítimas.

 

Afinal, o anti-semita radical Ahmadinejad é... judeu!

Ahmadinejad showing papers during electionA photograph of the Iranian president holding up his identity card during elections in March 2008 clearly shows his family has Jewish roots. A close-up of the document reveals he was previously known as Sabourjian – a Jewish name meaning cloth weaver.


The short note scrawled on the card suggests his family changed its name to Ahmadinejad when they converted to embrace Islam after his birth. The Sabourjians traditionally hail from Aradan, Mr Ahmadinejad's birthplace, and the name derives from "weaver of the Sabour", the name for the Jewish Tallit shawl in Persia. The name is even on the list of reserved names for Iranian Jews compiled by Iran's Ministry of the Interior. Experts last night suggested Mr Ahmadinejad's track record for hate-filled attacks on Jews could be an overcompensation to hide his past.


Ali Nourizadeh, of the Centre for Arab and Iranian Studies, said: "This aspect of Mr Ahmadinejad's background explains a lot about him. "Every family that converts into a different religion takes a new identity by condemning their old faith.


"By making anti-Israeli statements he is trying to shed any suspicions about his Jewish connections. He feels vulnerable in a radical Shia society."


A London-based expert on Iranian Jewry said that "jian" ending to the name specifically showed the family had been practising Jews. "He has changed his name for religious reasons, or at least his parents had," said the Iranian-born Jew living in London. "Sabourjian is well known Jewish name in Iran."


A spokesman for the Israeli embassy in London said it would not be drawn on Mr Ahmadinejad's background. "It's not something we'd talk about," said Ron Gidor, a spokesman.


The Iranian leader has not denied his name was changed when his family moved to Tehran in the 1950s. But he has never revealed what it was change from or directly addressed the reason for the switch.


Relatives have previously said a mixture of religious reasons and economic pressures forced his blacksmith father Ahmad to change when Mr Ahmadinejad was aged four.


The Iranian president grew up to be a qualified engineer with a doctorate in traffic management. He served in the Revolutionary Guards militia before going on to make his name in hardline politics in the capital.


During this year's presidential debate on television he was goaded to admit that his name had changed but he ignored the jibe.


However Mehdi Khazali, an internet blogger, who called for an investigation of Mr Ahmadinejad's roots was arrested this summer.

 
Mr Ahmadinejad has regularly levelled bitter criticism at Israel, questioned its right to exist and denied the Holocaust. British diplomats walked out of a UN meeting last month after the Iranian president denounced Israel's 'genocide, barbarism and racism.'


Benjamin Netanyahu made an impassioned denunciation of the Iranian leader at the same UN summit. "Yesterday, the man who calls the Holocaust a lie spoke from this podium," he said. "A mere six decades after the Holocaust, you give legitimacy to a man who denies the murder of six million Jews while promising to wipe out the State of Israel, the State of the Jews. What a disgrace. What a mockery of the charter of the United Nations."


Mr Ahmadinejad has been consistently outspoken about the Nazi attempt to wipe out the Jewish race. "They have created a myth today that they call the massacre of Jews and they consider it a principle above God, religions and the prophets," he declared at a conference on the holocaust staged in Tehran in 2006.

in The Daily Telegraph

 

 

ISLÃO E PEDOFILIA 

Pedophilia Remains Rampant in Islam 

IN ISLAM GIRLS AS YOUNG AS SIX ARE MARRIED TO GRIZZLY OLD MEN 

HAMAS PLAYS HOST TO PEDOPHILIA

 

TDS: As tecnologias de Defesa e Segurança são a única vantagem estratégica do Ocidente

As tecnologias de defesa e segurança são, neste momento, e sê-lo-ão ainda durante algum tempo, a única – repito, a única – vantagem estratégica do Ocidente em geral e dos EUA em particular sobre os seus mais directos competidores na actual conjuntura estratégica global.   Continuar a ler Aqui 

LucioFontana.jpg Lucio Fontana picture by claromotime
O quadro do pintor conceptual italiano Lucio Fontana e Une nouvelle galerie à Paris,  no Le Point, 08/10/09

VER CLARO

A Coluna de Sábado no Correio da Manhã
VerClaro 17 Out 2009

Saturday, 17 October 2009

POLITÓLOGOS A “ENCHER CHOURIÇOS”

 

As televisões usam, cada vez mais, para preencher horas de programação, uns senhores que dizem grandes banalidades, com um ar de quem está à conversa sentado à mesa do café da esquina, e lhes chamam “polietilenos”... Porquê, porque os chamam assim? Porque chamam assim a uns senhores usados para preencher, a baixíssimo preço, durante longo tempo, os pequenos écrans, ou como soe dizer-se, para “encher chouriços”?

Friday, 16 October 2009

GEN. McCHRYSTAL EXPLICA O SEU PROGRAMA PARA O AFEGANISTÃO



In speech to Afghan young leaders and students, Gen. McChrystal defines U.S. NATO role. Gen. Stanley McChrystal attended an Afghan youth leadership conference Oct. 15 and took questions from the audience. The Taliban, he said, were an easy regime to unseat from power, but are proving...

Outro Vídeo da Maitê Proença

A rapariga, claro, gosta de fazer vídeos. Aquela patetice mal enjorcada e impublicável, que ela fez para  uma televisão brasileira de “saia justa” e ideia curta, bem que o demonstra. Tudo apontava, por isso, para a existência de mais vídeos e igualmente reveladores da personalidade e forma de pensar da rapariga aprendiza de xenófoba. Também era preciso esmiuçar a raiz da sua xenofobia que, tudo o indica, radica numa disfunção com o lusitano candidato a seu principezinho. E, na pesquisa, revelou-se um fartote de descobertas. Não vale a pena, porém, tecer aqui considerações sobre traumas e eventuais consequências mais ou menos desviantes e outros dramas do inconsciente. Nem sobre as dificuldades de ser e outros problemas ontológicos das pequenas burguesias das sociedades duais e desestruturadas do “terceiro-mundo”, mesmo se “emergentes”. A coisa tem a sua “mise-en-abyme” numa cena de escassos segundos - "Abusada", em 1980…




Friday, 09 October 2009

Relatório McChrystal sobre

a situação no Afeganistão

 

O general Stanley McChrystal, que lidera o esforço de guerra no Afeganistão, arrasa, num relatório datado de 30 de Agosto de 2009 e obtido pelo Washington Post, a que a TDSnews dá acesso, toda a estratégia norte-americana no conflito contra os talibãs.

 

O general considera que a guerra no Afeganistão tem sido “uma tourada”… Continuar a ler AQUI

Tuesday, 06 October 2009

JIM MORRISON & THE DOORS

The Soft parade

 

The eternal prophet strikes back!



.

“When I was back there in seminary school, there was a person there
Who put forth the proposition, that you can petition the lord with prayer
Petition the lord with prayer, petition the lord with prayer
You cannot petition the lord with prayer!
Can you give me sanctuary, I must find a place to hide, a place for me to hide
Can you find me soft asylum, I cant make it anymore, the man is at the door
Peppermint, miniskirts, chocolate candy, champion sax and a girl named sandy
Theres only four ways to get unraveled, one is to sleep and the other is travel, da da
One is a bandit up in the hills, one is to love your neighbor till
His wife gets home
Catacombs, nursery bones, winter women, growing stones
Carrying babies, to the river
Streets and shoes, avenues, leather riders
Selling news, the monk bought lunch
Ha ha, he bought a little, yes, he did, woo!
This is the best part of the trip, this is the trip, the best part
I really like, whatd he say? , yeah!, yeah, right!
Pretty good, huh, huh!, yeah, Im proud to be a part of this number
Successful hills are here to stay, everything must be this way
Gentle streets where people play, welcome to the soft parade
All our lives we sweat and save, building for a shallow grave
Must be something else we say, somehow to defend this place
Everything must be this way, everything must be this way, yeah
The soft parade has now begun, listen to the engines hum
People out to have some fun, a cobra on my left
Leopard on my right, yeah
The deer woman in a silk dress, girls with beads around their necks
Kiss the hunter of the green vest, who has wrestled before
With lions in the night
Out of sight!, the lights are getting brighter
The radio is moaning, calling to the dogs
There are still a few animals, left out in the yard
But its getting harder, to describe sailors, to the underfed
Tropic corridor, tropic treasure
What got us this far, to this mild equator?
We need someone or something new
Something else to get us through, yeah, cmon
Callin on the dogs, callin on the dogs
Oh, its gettin harder, callin on the dogs
Callin in the dogs, callin all the dogs, callin on the gods
You gotta meet me, too late, baby
Slay a few animals, at the crossroads, too late
All in the yard, but its gettin harder, by the crossroads
You gotta meet me, oh, were goin, were goin great
At the edge of town, tropic corridor, tropic treasure
Havin a good time, got to come along, what got us this far
To this mild equator? , outskirts of the city, you and i
We need someone new, somethin new, somethin else to get us through
Better bring your gun, better bring your gun
Tropic corridor, tropic treasure, were gonna ride and have some fun
When all else fails, we can whip the horses eyes
And make them sleep, and cry”

José Mateus Cavaco Silva at October 06, 2009 18:55 | link | comments
Tags: fotos e vídeos

SUBMARINOS: ‘TÁ TUDO DOIDO!?

 

depois da “comunicação” de Cavaco sobre “mails” e segurança, só faltava Almeida Santos a falar dos submarinos comprados ao German Submarine Consortium, liderado pela Man Ferrostaal,  agora no centro de um processo e várias investigações de corrupção...
.
 

Parece que Almeida Santos quer vender os submarinos e “comprar armas” para defender o nosso mar... Além do aspecto negociata de “vender (naturalmente a preços de saldo, quando ainda nem sequer pagámos aos alemães o preço forte a que estamos obrigados) e comprar (não se sabe o quê e nem a quem)”, haja alguém que explique a Almeida Santos que este já não é o tempo de combater piratarias, terrorismos e tráficos vários com fisgas e mausers e que a opção pelos submarinos (durante longos anos discutida nos círculos indicados e preparados para o efeito) é, dada a dimensão imensa do nosso mar, o impacto desta arma e a incerteza que ela cria no adversário, a única ao alcance dos nossos recursos que apresenta um grau de dissuasão aceitável.

 

Já a opção pelos submarinos alemães (tecnologicamente, uma espécie de carochas com GPS...) em detrimento da proposta francesa (the state of the art na matéria) é inexplicável. Ou então temos de introduzir no quadro factores que lá não deviam entrar... E não culpem só o Portas por tal decisão. Ele assumiu-a, mas ela já vinha dos tempos de Guterres, que teve uns três ministros da Defesa enrolados nesta e por esta estória...

 

A proposta francesa era, em todos os aspectos muito mais interessante (mesmo no estratégico campo das contrapartidas), mas as pressões alemãs, usando a Autoeuropa, a Siemens e quejandos, com o apoio interno do Espírito Santo, um fiel apoio da Alemanha em Portugal, desde os tempos de Hitler, “convenceram” o governo português... O caso de corrupção agora levantado pelo MP borra, é claro, toda a pintura alemã e mostra que aos alemães falta a ética que apregoam nos negócios. E mostra que o que lhes falta em ética lhes sobra em arrogância quando declaram que “os juízes portugueses não percebem nada de negócios”... Mas, depois dos casos Siemens e Volkswagen, nada espanta nessas manobras da Man Ferrostaal.

 

Resta a questão, sabe Almeida Santos, realmente, no que se está a meter...?
.
.
"
Der Terrorist" acha a ideia de Almeida Santos "psicadélica"... uma coisa do tipo "yellow submarine"! Talvez seja uma explicação...

José Mateus Cavaco Silva at October 06, 2009 16:05 | link | comments
Tags: defesa, corrupção
Thursday, 01 October 2009

MÉXICO: A IMPLOSÃO DO ESTADO DESENVOLVE NOVAS AMEAÇAS...

 

Análise da Stratfor aos últimos desenvolvimentos e ao aparecimento, em ambiente de “estado falhado”, de novas ameaças.

 Mexico: Emergence of an Unexpected Threat

DECOMPOSIÇÕES E RECOMPOSIÇÕES

Os próximos tempos são de decomposição para o PSD e de recomposição para a direita portuguesa… Estes processos escaparão totalmente à actual geração dirigente do PSD (a dos 70 anos, Ferreira Leite, Cavaco…). Portas terá aqui um papel central. A Sócrates bastar-lhe-à algum talento para brincar com tal quadro. Esta República continuará com Alzheimer senil e atrofia cerebral difusa de predomínio subcortical... Como bem dizia em célebre soneto o nosso velho Luís de Camões:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o Mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

 

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.

 

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

 

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.








Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…

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