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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Tuesday, 29 September 2009

O PRESIDENTE ESCLARECEU-ME...

 

O Presidente esclareceu todas as minhas dúvidas. Isto é um raio de um sítio com uma gente de um raio!
.
Vejam só: Ninguém parece ter lido o site do PSD, além do "Semanário"... Nem sequer os dirigentes do PSD, nem Cavaco! E ninguém lê, ao que parece, o "Semanário". Raio de sítio este, onde os responsáveis máximos não sabem sequer o que é publicado em sites e jornais que lhes são próximos (quanto mais saberem o que se passa, realmente!)... Fiquei, por isso, sem dúvidas, depois de ouvir o presidente.
.
Nem sequer quanto ao papel do Lima e nem sobre o facto de as culpas de tudo isto irem parar aos costados do Luciano Alvarez, autor do mail que desmonta, involuntariamente, toda a estória... Se esta República não sofre de Alzheimer senil e atrofia cerebral difusa de predomínio subcortical faz tudo para nos convencer disso...

Será que esta República sofre de Alzheimer senil e atrofia cerebral difusa de predomínio subcortical...?

José Mateus Cavaco Silva at September 29, 2009 02:39 | link | comments
Tags: humor, portugal, mistérios
Monday, 28 September 2009

A PT E A VIVO ESPIADAS

POR ITALIANOS NO BRASIL

(ou como a falta de Inteligência Competitiva os levou a cair em manobras mafiosas... Como também a falta de I.C. tinha levado a GALP a esticar-se e a perder brutalmente com a ENI)

 

Ler toda a estória na Folha de S. Paulo, aqui

Atenção: o CLARO tem novo endereço:

 

www.claro.us.splinder.com

 

e o anterior deixou de funcionar,

por favor, queiram actualizar. Obrigado

claro

José Mateus Cavaco Silva at September 28, 2009 13:54 | link | comments
Tags: blogs & sites
Sunday, 27 September 2009

VER CLARO

a coluna dos sábados no ‘Correio da Manhã’
Atenção Perigo

Friday, 25 September 2009

A agenda do BE

Jorge Nascimento Rodrigues

 

"Francisco Louçã é um especialista, doutorado, em ciclos económicos e no papel da tecnologia e sabe perfeitamente uma série de coisas que não tem traduzido nos frente-a-frente políticos; também nenhum dos outros candidatos lhe fez qualquer pergunta sobre o assunto. O problema do crescimento económico nos países OCDE é complexo - ele tem esbarrado com um tecto.

 

A revolução digital e a economia do conhecimento não tem tido o efeito que se esperava. O conservador Robert Solow já o repetiu várias vezes. A saída destes países tem sido a financeirização e um crescimento do PIB "induzido" por essa via. O debate da questão do crescimento - nos ditos países "ricos" da OCDE - centra-se nesse ponto, mas esse não me parece ser o ponto central agora.

 

As correntes de "esquerda radical" (para simplificar a designação) têm alguma expectativa de que a crise económica e financeira se agrave (o que não está fora de cenários plausíveis do que se chama o "double dip"), que a situação internacional se agrave (o que também não seria surpresa, com diversos médios actores a serem mais agressivos, a levantarem as garras e a ensaiarem tentativas de projecção externa) e que politicamente possam alavancar movimentos de protesto social e de votação eleitoral (em novas eleições por razões de crise politica) mais elevados, pressionando para o reforço de um sector de capitalismo monopolista e financeiro de Estado (através de nacionalizações cirúrgicas e outros mecanismos de controlo) onde possam solidificar bases de apoio social e tecnocráticas, que vão para além de alguns grupos corporativos e nichos sociais onde estão agora.

 

Estas correntes dependem para sobreviver de alargar a sua base de apoio, e isso, no caso da essência da estratégia delas, só através da alavancagem da economia estatal e do intervencionismo estatal. É um problema darwiniano desta "espécie" política.

 

Nos cálculos que passam pela cabeça de alguns políticos dessas correntes, julgam que isso poderá ocorrer na Europa e que com ajuda de um mundo multipolar com Chávistas e Iranianos na ofensiva e BRIC a mexer os cordelinhos, poderão pressentir situações pré-revolucionárias (não estou a exagerar, esse tipo de 'cisnes negros' podem ocorrer por surpresa) na Europa, ainda que essas correntes sejam muito minoritárias eleitoralmente. Por isso obviamente o golpe principal dos "radicais de esquerda" é e sempre será o centro-esquerda, mais do que a direita ou o centro-direita.

 

O que interessa - é uma velha táctica dos anos 1910 a 1940 - é enfraquecer o centro politico (os social democratas de antigamente, reformistas), a esquerda democrática actual. Como isto é história, e os políticos actuais nem se lembram disso dada a falta de memória histórica e analfabetismo, a manobra politica não é exposta. Não é só um problema de táctica eleitoral (como José Sócrates alegou na discussão com Jerónimo de Sousa, ou seja de preferência de subida de um governo de direita para aumentar o voto de protesto), mas de estratégia.

 

O fundo das correntes da "esquerda radical" em Portugal continua a ser o mesmo de há trinta anos atrás, apesar do aggiornamento, da simpatia do sorriso, da presença no parlamento, do uso das eleições democráticas e do recurso aos chamados temas fracturantes (com os quais, eu, por exemplo, estou 100% de acordo) em virtude da incapacidade política do centro-esquerda.

 

Essas correntes - sem com isso querer meter todos os seus aderentes nesse saco - continuam a ser estruturalmente totalitárias quanto ao sentido de sociedade, do exercício do poder e da economia, apesar de alguns segmentos derivarem de políticos que acabaram por sentir na pele o efeito da longa mão do totalitarismo.

 

Em Portugal, a glasnot política e ideológica dessas correntes nunca foi feita. O eurocomunismo foi sempre um epifenómeno em Portugal e a antiga extrema-esquerda pró-albanesa ou trotskysta nunca fez uma cura de desintoxicação ideológica séria."

 

(Gentilmente autorizado a reproduzir pelo autor Jorge Nascimento Rodrigues)

Carlos Santos

1 comentários:

jnr disse...

Quando me refiro a "esquerda radical" englobo não só o BE como o PCP (apesar de Álvaro Cunhal sempre ter detestado esse termo de radical que aplicava mais apropriadamente ao radicalismo pequeno-burguês, ao esquerdismo). A "agenda escondida" naturalmente é, no essencial, a mesma; por isso, na verdade, são espécies políticas concorrentes no mesmo bolo, ainda que o BE tenha tido uma evolução darwiniana que lhe marca a diferença (maior diversidade de ideias-fundadoras e maior alargamento de temas/bandeiras políticas), o que, na interpretação dos seus líderes, lhe daria a vantagem para alcançar uma hegemonia face ao "incumbente" (o PCP). Veremos que diz o voto.

9 de Setembro de 2009 1:45

Thursday, 24 September 2009

O que é que Sócrates tem…?

 

Sócrates acaba de ganhar uma campanha que todos (ou quase) ainda há 8 dias davam por perdida. Se ganha as eleições de domingo ou não é outra questão. Mas a campanha já a ganhou. E de modo claro e inquestionável. O que tem Sócrates para obter, em circunstâncias quase impossíveis, uma vitória de tão grande dimensão? Tem força, coragem e determinação… Que é o que falta a quase todos os outros. Se a isto ele souber acrescentar eficazes, ligeiros e até baratos dispositivos de “competitive intelligence”, será o PM mais marcante, decisivo e importante do pós 25 de Abril.
.
É, claro, mérito dele, mas é, sobretudo, demérito dos restantes que não sabem nem são capazes de estar à altura dos desafios que se lhes colocam. E isto é o drama de um país que tem um povo bravo, indómito e generoso mas ainda não conseguiu ver-se livre de uma (falsa e trampolineira) élite verdadeiramente pindérica. Pindérica de cabeça e de carteira... O que gera as maiores desgraças e trapalhadas. Veja-se toda a desgraça do "complexo neo-corporativo e salazarento", veja-se como a miserável direita que temos retoma, 35 anos depois do 25 d'Abril, um patético discurso de Salazar de 1928, quando era suposto ser uma direita inteligente e democrática. Por isso, esta direita patética, descerebrada e autista ajuda ao sucesso de Sócrates. O mérito, porém, é dele que soube vencer em circunstâncias totalmente adversas e dar, quando ninguém o esperava, uma verdadeira lição sobre o que é a democracia.

Wednesday, 23 September 2009

NOVOS MEDIA SOCIAIS

O que são realmente, quem os usa e quem os visita, que conteúdos aí circulam, qual o seu grau de credibilidade e para que servem... Os mais recentes e fundamentados estudos dão respostas interessantes e curiosas. A descobrir aqui:

Media social, l'indigestion nécessaire de l'été

Répandus sur tous les continents, peu utilisés en interne, utiles pour l'image externe des entreprises auprès des femmes plus que trentenaires. C'est ça aussi, le SNS sur les sites de L'Atelier.

 

Publié le 21 Aout 2009

Renaud Edouard-Baraud

J'ai commencé à compter, et j'ai abandonné. Pour tous ceux qui sont partis et ont réussi à abandonner l'actualité informatique, sachez que les équipes de L'Atelier n'ont pas démérité en terme de suivi des réseaux sociaux.

On sait maintenant qu'ils renforcent l'inertie sociale, du fait de l'utilisation stratégique qu'en font les classes moyennes et supérieures. Ca ne semble pas gêner les habitants de l'hémisphère sud.

En Australie ils deviennent un objet dématérialisé de la vie quotidienne : deux tiers des internautes se rendent sur ce type de services. Et en Chine, les SNS sont toujours séduisants.

L'Asie n'est pas en reste

L'Atelier Asie rapporte ainsi que le géant Sohu a lancé son propre service baptisé Bai Shehui". Pourtant, pour communiquer, les entreprises ne les utilisent pas. En tous cas, elles n'utilisent pas les réseaux grand public, selon une étude emailvision.

C'est encore plus fort en Russie, mais cette fois, pour les applications de SNS d'entreprise. Dans l'ex empire, malgré leur arrivée en 2007, les salariés les refusent car ils les considèrent comme trop "sous contrôle". Quant aux employeurs, ils les rejettent parce qu'ils bousculent la hiérarchie à l'ancienne.

Même s'ils pourraient avoir causé la fin des dinosaures, les médias sociaux s'avèrent souvent utiles. Si l'on suit Ajilon, ils sont un outil précieux pour poster des annonces d'emploi.

Un profil se dégage

Ce, pour trouver plus facilement de bons candidats mais aussi donner de l'entreprise une image innovante. Alors oui, comme le rappelle un article de L'Atelier US, les informations sur des médias sociaux ne sont pas forcément de première main.

Les news ne représentent ainsi que 3,60% des tweets, soit moins que les spams (3,75%) et infiniment moins que les conversations sans intérêt (40,55%). Est-ce du fait des membres qui composent ces réseaux sociaux ? Pas vraiment.

L'été a en effet été l'occasion de découvrir le portait démographique de Facebook et de Twitter. Les lecteurs du blog US ont ainsi pu s'apercevoir qu'une bonne partie de ces utilisateurs sont des femmes et des trentenaires. 

Renaud Edouard-Baraud, responsable éditorial de L'Atelier


© 2009, L'Atelier BNP PARIBAS

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Does Twitter Really Skew to an Older, More Male Demographic than Facebook?

 

Author: Mark Alvarez  4 Aug

social network userLast week, Ignite Social Media published a fat social network demographics report which covers more than 40 of the top sites (PDF).

Ignite’s numbers were culled from search data, so they have to be taken with a grain of salt, but they do highlight some popular conceptions that might have to be reexamined, especially in regards to the idea of Twitter’s population being considerably older and more male than Facebook’s.

While Twitter is often seen as more male-dominated than Facebook, that’s actually not the case. Gender-wise both sites are about the same, though Twitter leads, with 60 percent users being female compared to Facebook’s 57 percent.

While Twitter is generally considered to be for an older demographic, that’s also not entirely the case. While 23 percent of Facebook’s users are under 25, compared to Twitter’s 18 percent, the largest number of Facebook users is actually older.

42 percent of Facebook users are over 45, while 37 percent of Twitter users are.

The most populous age group for Facebook users is also older: 27 percent are between the ages of 45 to 54, while Twitter’s most heavily populated age-group, on the other hand, is between the ages of 35 and 44.

Correspondingly, while both Twitter and Facebook users are about the same overall financially, there is a big difference being in households making less than $50,000 a year. While 28 percent of Facebook users earn below this mark, 36 percent of Twitter users do so. Facebook users are also more likely to have children than Twitter users, which further highlights Facebook’s older skew.

Though Twitter is still missing the youth presence, Ignite notes that there has been a significant increase in people under 17 doing searches for Twitter, so maybe it will one day capture this powerful market.

Read more :

ï‚·  Filed under: Consumers & E-Commerce, Facts & Figures, Technology Usage

One Response for "Does Twitter Really Skew to an Older, More Male Demographic than Facebook?"

  1. Does Twitter Really Skew to an Older, Male Demographic than Facebook? (2009-08-05T03:19:10Z) http://tinyurl.com/kowry5 « Lelapin’s Weblog August 4th, 2009 at 20:59

[...] Does Twitter Really Skew to an Older, Male Demographic than Facebook? – http://www.atelier-us.com/consume…; 39 minutes ago from Facebook – Comment - [...]

Tuesday, 22 September 2009

POLÍTICA DE VERDADE

com as suas terríveis origens…

ou como alguém anda a ler

os nossos piores “clássicos”

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Monday, 21 September 2009

PR: Cavaco Silva afastou Fernando Lima

Já está... Só podia! E, vamos ver, se não foi já tarde e fora dos timings úteis. Cavaco foi demasiado lento a compreender a situação e a perceber que num caso destes, com o excesso de carga no circuito, ou o fusível saltava ou era ele que ardia. E, depois do desmentido do EMGFA, a margem de manobra do PR ficou demasiado exígua... Cavaco perdeu meia-dúzia de dias, sem necessidade, acabou por demitir o mensageiro e expôs-se durante quase uma semana, deixando crescer um caso que a cada minuto lhe tira credibilidade e apoio.  Agora, teve de amputar o braço direito e está sujeito ainda ao alastrar da gangrena... Em política, pior que um crime, é um erro. E quando o erro é deste tamanho...
Barracadasescutas.jpg picture by claromotime

José Mateus Cavaco Silva at September 21, 2009 15:48 | link | comments
Tags: media, Cavaco, Loucuras
Sunday, 20 September 2009

DANÇA CELTA

espírito único e fabuloso

José Mateus Cavaco Silva at September 20, 2009 03:12 | link | comments
Tags: fotos e vídeos
Saturday, 19 September 2009

VER CLARO – A Coluna dos Sábados no “Correio da Manhã”


Friday, 18 September 2009

A EXIGUIDADE DE ADRIANO MOREIRA

 

"A Circunstância do Estado Exíguo" é o título da obra lançada por Adriano Moreira, na Editora Diário de Bordo, colecção Segurança e Defesa.

 

Depois de ter perdido o "Ultramar", de que Adriano Moreira foi ministro, Portugal ficou "um estado exíguo" na visão deste ministro do "Ultramar", que o repete à saciedade há uns 25 anos... "Oh tempo volta pra trás"! As pistas para a saída nunca ele as teve, nunca, como mostra a a sua acção política e os vários livros que tem publicados. E elas são tão óbvias: encontrar as funções específicas do País na economia global...E agir em consequência.

 

E se há políticos que procuraram essas soluções, depois do 25 de Abril, são alguns deste governo. O que é espantoso, porque significa que tivemos 30 anos de cultura de "governo de gestão" e não governos com perspectiva estratégica para o País. Neste sentido, este governo é precursor na adopção de uma posição e de um pensamento de Estado. "Exíguo" ficaria Portugal se tivesse seguido as elucubrações dos velhos sobreviventes do salazarismo.
AdrianoMoreira.jpg picture by claromotime

O PESADELO DA CHINA…

 

Recebi, não sei como nem porquê, este curioso e muito instrutivo mail vindo da China. Vale a pena lê-lo. Para perceber o que realmente a China representa numa economia globalizada e como essa economia se não pode ignorar a China muito menos pode viver com esta China:

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Portugal é um caso, não um país!

 

Em Portugal, leio e oiço dizer, começa-se por não respeitar nem Estado nem instituições e acaba-se por não se respeitar a si mesmo. Assim, não há país possível. Há um caso de valores de pernas para o ar. Ter ou não ter os valores de pernas para o ar, eis a nossa questão.
Barracadasescutas.jpg picture by claromotime

FOI FERREIRA LEITE QUE CRIOU

A LICENCIATURA DE SÓCRATES

 

A estória da licenciatura de Sócrates já fede... Levanta um insuportável fedor. Ok, a universidade onde Sócrates acabou a licenciatura era um bocado manhosa, mas saberão quem a criou e quem aprovou aqueles curricula com "inglês técnico" (indispensável, de resto), sabem quem foi? Foi a ministra da Educação Manuela Ferreira Leite... Os documentos têm a assinatura dela, de Cavaco e do secretário de Estado Pedro Lynce de Faria. “Falta de rigor”...? Pois, é!

Thursday, 17 September 2009

IRÃO OU NÃO IRÃO APOSTAR
NUMA ESCALADA NUCLEAR...?

George Friedman, na Stratfor – Global Intelligence, mostra como más leituras da situação do programa nuclear iraniano e do jogo de cada um dos partners pode ter inesperadas consequências...  “We get the sense that everyone is misreading everyone else… In this case, the Iranians believe the United States will play its old game and control the Israelis. Washington doesn’t really understand that Netanyahu may see this as the decisive moment. And the Russians believe Netanyahu will be controlled by an Obama afraid of an even broader conflict than he already has on his hands.”

 

Misreading the Iranian Situation 

By George Friedman, na Stratfor – Global Intelligence 

Related Special Topic Page   The Iranian Nuclear Game

The Iranians have now agreed to talks with the P-5+1, the five permanent members of the U.N. Security Council (the United States, the United Kingdom, France, Russia and China) plus Germany. These six countries decided in late April to enter into negotiations with Iran over the suspected Iranian nuclear weapons program by Sept. 24, the date of the next U.N. General Assembly meeting. If Iran refused to engage in negotiations by that date, the Western powers in the P-5+1 made clear that they would seriously consider imposing much tougher sanctions on Iran than those that were currently in place. The term “crippling” was mentioned several times.

Obviously, negotiations are not to begin prior to the U.N. General Assembly meeting as previously had been stipulated. The talks are now expected to begin Oct. 1, a week later. This gives the Iranians their first (symbolic) victory: They have defied the P-5+1 on the demand that talks be under way by the time the General Assembly meets. Inevitably, the Iranians would delay, and the P-5+1 would not make a big deal of it. 

Talks About Talks and the Sanctions Challenge

Now, we get down to the heart of the matter: The Iranians have officially indicated that they are prepared to discuss a range of strategic and economic issues but are not prepared to discuss the nuclear program — which, of course, is the reason for the talks in the first place. On Sept. 14, they hinted that they might consider talking about the nuclear program if progress were made on other issues, but made no guarantees. 

So far, the Iranians are playing their traditional hand. They are making the question of whether there would be talks about nuclear weapons the center of diplomacy. Where the West wanted a commitment to end uranium enrichment, the Iranians are trying to shift the discussions to whether they will talk at all. After spending many rounds of discussions on this subject, they expect everyone to go away exhausted. If pressure is coming down on them, they will agree to discussions, acting as if the mere act of talking represents a massive concession. The members of the P-5+1 that don’t want a confrontation with Iran will use Tehran’s agreement merely to talk (absent any guarantees of an outcome) to get themselves off the hook on which they found themselves back in April — namely, of having to impose sanctions if the Iranians don’t change their position on their nuclear program.

Russia, one of the main members of the P-5+1, already has made clear it opposes sanctions under any circumstances. The Russians have no intention of helping solve the American problem with Iran while the United States maintains its stance on NATO expansion and bilateral relations with Ukraine and Georgia. Russia regards the latter two countries as falling within the Russian sphere of influence, a place where the United States has no business meddling. 

To this end, Russia is pleased to do anything that keeps the United States bogged down in the Middle East, since this prevents Washington from deploying forces in Poland, the Czech Republic, the Baltics, Georgia or Ukraine. A conflict with Iran not only would bog down the United States even further, it would divide Europe and drive the former Soviet Union and Central Europe into viewing Russia as a source of aid and stability. The Russians thus see Iran as a major thorn in Washington’s side. Obtaining Moscow’s cooperation on removing the thorn would require major U.S. concessions — beyond merely bringing a plastic “reset” button to Moscow. At this point, the Russians have no intention of helping remove the thorn. They like it right where it is.

In discussing crippling sanctions, the sole obvious move would be blocking gasoline exports to Iran. Iran must import 40 percent of its gasoline needs. The United States and others have discussed a plan for preventing major energy companies, shippers and insurers from supplying that gasoline. The subject, of course, becomes moot if Russia (and China) refuses to participate or blocks sanctions. Moscow and Beijing can deliver all the gasoline Tehran wants. The Russians could even deliver gasoline by rail in the event that Iranian ports are blocked. Therefore, if the Russians aren’t participating, the impact of gasoline sanctions is severely diminished, something the Iranians know well.

Tehran and Moscow therefore are of the opinion that this round of threats will end where other rounds ended. The United States, the United Kingdom and France will be on one side; Russia and China will be on the other; and Germany will vacillate, not wanting to be caught on the wrong side of the Russians. In either case, whatever sanctions are announced would lose their punch, and life would go on as before.

There is, however, a dimension that indicates that this crisis might take a different course. 

The Israeli Dimension

After the last round of meetings between Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu and U.S. President Barack Obama, the Israelis announced that the United States had agreed that in the event of a failure in negotiations, the United States would demand — and get — crippling sanctions against Iran, code for a gasoline cutoff. In return, the Israelis indicated that any plans for a unilateral Israeli strike on Iran’s nuclear facilities would be put off. The Israelis specifically said that the Americans had agreed on the September U.N. talks as the hard deadline for a decision on — and implementation of — sanctions.

Our view always has been that the Iranians are far from acquiring nuclear weapons. This is, we believe, the Israeli point of view. But the Israeli point of view also is that, however distant, the Iranian acquisition of nuclear weapons represents a mortal danger to Israel — and that, therefore, Israel would have to use military force if diplomacy and sanctions don’t work.

For Israel, the Obama guarantee on sanctions represented the best chance at a nonmilitary settlement. If it fails, it is not clear what could possibly work. Given that Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei has gotten his regime back in line, that Iranian President Mahmoud Ahmadinejad apparently has emerged from the recent Iranian election crisis with expanded clout over Iran’s foreign policy, and that the Iranian nuclear program appears to be popular among Iranian nationalists (of whom there are many), there seems no internal impediment to the program. And given the current state of U.S.-Russian relations and that Washington is unlikely to yield Moscow hegemony in the former Soviet Union in return for help on Iran, a crippling sanctions regime is unlikely.

Obama’s assurances notwithstanding, there accordingly is no evidence of any force or process that would cause the Iranians to change their minds about their nuclear program. With that, the advantage to Israel of delaying a military strike evaporates. 

And the question of the quality of intelligence must always be taken into account: The Iranians may be closer to a weapon than is believed. The value of risking delays disappears if nothing is likely to happen in the intervening period that would make a strike unnecessary.

Moreover, the Israelis have Obama in a box. Obama promised them that if Israel did not take a military route, he would deliver them crippling sanctions against Iran. Why Obama made this promise — and he has never denied the Israeli claim that he did — is not fully clear. It did buy him some time, and perhaps he felt he could manage the Russians better than he has. Whatever Obama’s motivations, having failed to deliver, the Israelis can say that they have cooperated with the United States fully, so now they are free by the terms of their understanding with Washington to carry out strikes — something that would necessarily involve the United States.

The calm assumptions in major capitals that this is merely another round in interminable talks with Iran on its weapons revolves around the belief that the Israelis are locked into place by the Americans. From where we sit, the Israelis have more room to maneuver now than they had in the past, or than they might have in the future. If that’s true, then the current crisis is more dangerous than it appears.

Netanyahu appears to have made a secret trip to Moscow (though it didn’t stay secret very long) to meet with the Russian leadership. Based on our own intelligence and this analysis, it is reasonable to assume that Netanyahu was trying to drive home to the Russians the seriousness of the situation and Israel’s intent. Russian-Israeli relations have deteriorated on a number of issues, particularly over Israeli military and intelligence aid to Ukraine and Georgia. Undoubtedly, the Russians demanded that Israel abandon this aid.

As mentioned, the chances of the Russians imposing effective sanctions on Iran are nil. This would get them nothing. And if not cooperating on sanctions triggers an Israeli airstrike, so much the better. This would degrade and potentially even effectively eliminate Iran’s nuclear capability, which in the final analysis is not in Russia’s interest. It would further enrage the Islamic world at Israel. It would put the United States in the even more difficult position of having to support Israel in the face of this hostility. And from the Russian point of view, it would all come for free. (That said, in such a scenario the Russians would lose much of the leverage the Iran card offers Moscow in negotiations with the United States.)

Ramifications of an Israeli Strike

An Israeli airstrike would involve the United States in two ways. First, it would have to pass through Iraqi airspace controlled by the United States, at which point no one would believe that the Americans weren’t complicit. Second, the likely Iranian response to an Israeli airstrike would be to mine the Strait of Hormuz and other key points in the Persian Gulf — something the Iranians have said they would do, and something they have the ability to do. 

Some have pointed out that the Iranians would be hurting themselves as much as the West, as this would cripple their energy exports. And it must be remembered that 40 percent of globally traded oil exports pass through Hormuz. The effect of mining the Persian Gulf would be devastating to oil prices and to the global economy at a time when the global economy doesn’t need more grief. But the economic pain Iran would experience from such a move could prove tolerable relative to the pain that would be experienced by the world’s major energy importers. Meanwhile, the Russians would be free to export oil at extraordinarily high prices.

Given the foregoing, the United States would immediately get involved in such a conflict by engaging the Iranian navy, which in this case would consist of small boats with outboard motors dumping mines overboard. Such a conflict would be asymmetric warfare, naval style. Indeed, given that the Iranians would rapidly respond — and that the best way to stop them would be to destroy their vessels no matter how small before they have deployed — the only rational military process would be to strike Iranian boats and ships prior to an Israeli airstrike. Since Israel doesn’t have the ability to do that, the United States would be involved in any such conflict from the beginning. Given that, the United States might as well do the attacking. This would increase the probability of success dramatically, and paradoxically would dampen the regional reaction compared to a unilateral Israeli strike.

When we speak to people in Tehran, Washington and Moscow, we get the sense that they are unaware that the current situation might spin out of control. In Moscow, the scenario is dismissed because the general view is that Obama is weak and inexperienced and is frightened of military confrontation; the assumption is that he will find a way to bring the Israelis under control.

It isn’t clear that Obama can do that, however. The Israelis don’t trust him, and Iran is a core issue for them. The more Obama presses them on settlements the more they are convinced that Washington no longer cares about Israeli interests. And that means they are on their own, but free to act. 

It should also be remembered that Obama reads intelligence reports from Moscow, Tehran and Berlin. He knows the consensus about him among foreign leaders, who don’t hold him in high regard. That consensus causes foreign leaders to take risks; it also causes Obama to have an interest in demonstrating that they have misread him.

We are reminded of the 1962 Cuban Missile Crisis only in this sense: We get the sense that everyone is misreading everyone else. In the run-up to the Cuban Missile Crisis, the Americans didn’t believe the Soviets would take the risks they did and the Soviets didn’t believe the Americans would react as they did. In this case, the Iranians believe the United States will play its old game and control the Israelis. Washington doesn’t really understand that Netanyahu may see this as the decisive moment. And the Russians believe Netanyahu will be controlled by an Obama afraid of an even broader conflict than he already has on his hands.

The current situation is not as dangerous as the Cuban Missile Crisis was, but it has this in common: Everyone thinks we are on a known roadmap, when in reality, one of the players — Israel — has the ability and interest to redraw the roadmap. Netanyahu has been signaling in many ways that he intends to do just this. Everyone seems to believe he won’t. We aren’t so sure.

Wednesday, 16 September 2009

CABEÇA DE NOIVA...
CabeadeNoiva.jpg picture by claromotime

NOTAS À ESPUMA DOS DIAS

(com referências às correntes subterrâneas

que de uma ou outra forma a fazem e modelam) 

 

  • Para virmos a ser um país desenvolvido, temos de ter a inteligência e a coragem de ser já, hoje, um país... desenvolto!

 

  • Manuel Ferreira Leite foi ao Alentejo reafirmar o fim do TGV e dos grandes investimentos estruturantes e o apoio ao “investimento de proximidade” e às termas locais… Volta a política de mercearia, adeus visão estratégica. Mais que um crime, isto é um erro. Tristeza...

 

  • O meu amigo Medeiros Ferreira diz, na sua página do “Correio da Manhã”, que já está arrependido de não ter comprado o agora proibido livro de Gonçalo Amaral. Penso que ele partilha aqui do mesmo erro do excelentíssimo senhor dr. juiz que meteu o Gonçalo Amaral em inquisitorial e salazarento índex: nos tempos de hoje, esta decisão não tem qualquer consequência. Ou melhor, tem uma – publicidade ao livro. Horas depois da decisão, já eu o tinha recebido. Pela net. Sem o ter pedido. Em versão total e… gratuita. Ainda bem, porque (desculpe lá, Gonçalo) não o tinha ainda comprado. Não sei se deva agradecer ao excelentíssimo senhor dr. juiz que meteu o Gonçalo Amaral em tão inquisitorial e salazarento índex.

 

  • "António Borges está equivocado. A Caixa é um dos bancos que participa em sindicatos de financiamento a auto-estradas", diz Faria de Oliveira, Presidente da Caixa Geral de Depósitos, no Correio da Manhã. Faria de Oliveira é do PSD e foi ministro de Cavaco… Borges nunca foi ministro de nada e mostra que é mesmo tonto! 

 

  • "Nova maioria absoluta não seria desejável", diz Adriano Moreira no Correio da Manhã, de 27/08/09. Conclusão: Maiorias absolutas, para Adriano M., só aquelas muito específicas de Salazar, com ele em ministro do Ultramar… 

 

  • "Temos que nos preparar para cortar totalmente as relações diplomáticas com a Colômbia", diz Hugo Chávez, presidente da Venezuela, no Correio da Manhã, de 27/08/09.  Assim se cria uma oportunidade para a Colômbia exportar para os EUA e ainda e também para o agro-alimentar português exportar para… a Venezuela. Gracias, Chávez.

 

  • "Milhões do Estado suavizam subida recorde do desemprego", no i, de 18/08/09. Finalmente… Alguém percebe que é aos desempregados que é preciso dar apoio e não queimar paletes de notas a subsidiar empregos fictícios em empresas inviáveis (que só para receber os subsídios se mantêm abertas) e que falseiam e falsificam a concorrência e impedem o desenvolvimento da economia.

 

  • "Não confiem na esquerda para questões de segurança porque ela não sabe lidar com a segurança", Paulo Portas, Presidente do CDS-PP, no Correio da Manhã. Das duas uma: ou PP sabe pouco de segurança ou sabe pouco da esquerda e da sua história… 

 

·         Em La question allemande’, publicado no L’Express, Jacques Attali mostra que já descobriu ser a Alemanha a questão central da Europa e que o seu jogo não é linear e é pouco... europeu! Mas acredita ainda que vale a pena dizer “algumas verdades à Alemanha, em nome do futuro da Europa”. Ingenuidade geopolítica…?

 

  • "Quatro em cada dez ganham menos de 600 euros", no Diário de Notícias de 27 Agosto 2009. Quando isto acontece, quando 40% dos portugueses ganha menos de 600 euros/mês, impedir a fractura social é preciso… Impedir a fractura social tem de ser objectivo número um de qualquer governo. Só há um modo para isso. Abrir o país ao mundo, inseri-lo na economia global. Portugal não pode suportar uma fractura social, nem pode manter-se sem funções definidas na economia global, sem explorar e sem potenciar as suas vantagens estratégicas e competitivas (que hoje até é incapaz de identificar...). As duas tarefas decisivas do Estado são hoje: 1) Impedir a fractura social e garantir mecanismos de inclusão às vítimas da crise; 2) Definir a estratégia de inserção, em diálogo profícuo com a AIP e outros interessados, na economia global, tirando partido das nossas vantagens estratégicas e competitivas (para o que é necessário saber quais são...).

 

  • "Desapareceu uma ilha mexicana", titulava recentemente a revista Sábado. Este caso da ilha desaparecida é o mistério de uma mini-Atlântida, ao longo do Iucatão, México. Uma ilha de 80 km2 desapareceu de um dia para outro. Assinalado o seu desaparecimento, foram enviadas equipas de cientistas para estudar o assunto no local. Das imagens, que recolheram até 1.500 metros de profundidade, tiraram uma conclusão: nem rasto da ilha. É como se nunca tivesse existido. Como a zona é rica em petróleo, surgiram logo as teorias da conspiração. E há já quem acuse a CIA de ter raptado a ilha...

 

  • Temos já demasiados habitantes para os nossos desarticulados e escassos quilómetros quadrados e não temos ainda, realmente, cidades… Estamos ainda longe de ter realizado a urbanização do País e já deixámos de ser o país rural de 1910 ou 1928 ou 1961 (o tal ano de todos os perigos…) e longe até mesmo do país ruralento de 1974. Estando neste ponto (e face ao actual quadro mundial de crise e de emergência do novo modelo económico global), um dos nossos handicaps maiores (talvez mesmo o mais decisivamente negativo) é o da ausência de verdadeiras cidades, com dimensão e estrutura. O modelo global emergente vai acentuar ainda mais a função de criação de riqueza pelas cidades, ou seja, o novo modelo acentua o carácter urbano do “centro” e focaliza nas cidades a criação de riqueza… Portanto, sem verdadeiras cidades, capazes de criatividade e da criação de valor, garantimos a nossa periferização e o acentuar da nossa pobreza.

 Saudade.jpg picture by claromotime

 

  • Imagem de recente trabalho sobre “saudade”, na revista do “i”…

 VotoPreto.jpg picture by claromotime

  • Votos helenísticos de Manuela Ferreira Leite: o caso está Preto...Madonnaeoscomunistas.jpg picture by claromotime
  • Madonna e os comunistas: Pobre Marx… que tais “herdeiros” lhe arranjaram!
     

José Mateus Cavaco Silva at September 16, 2009 22:09 | link | comments
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Monday, 14 September 2009

PAUL KRUGMAN:

COMO PUDERAM ENGANAR-SE TANTO?

 

É um texto decisivo, este de Paul Krugman, que surge no momento certo. Como já tinha escrito aqui e na coluna  “Ver Claro”,  do “Correio da Manhã”,  Paul Krugman, último Nobel da Economia, posiciona-se como o teorizador do regresso do keynesianismo e, portanto, do Estado à estratégia económica. Na sua coluna no NYT, Krugman desfaz a escola de Chicago e sua ‘teoria da eficiência dos mercados’ que não previa a possibilidade da actual crise. Eugene Fama, líder da escola de Chicago, responde que a teoria é boa mas foi mal aplicada por gente que não a entendia... Agora, Krugman arruma a questão, neste texto publicado no NYT e reproduzido pelo El País.

 

Paul Krugman: Cómo pudieron

equivocarse tanto los economistas?

PAUL KRUGMAN 13/09/2009  El País (trad. do New York Times)  

La noticia en otros webs      .  webs en español  .  en otros idiomas

I. CONFUNDIENDO LA BELLEZA CON LA VERDAD

Es difícil creerlo ahora, pero no hace tanto tiempo los economistas se felicitaban mutuamente por el éxito de su especialidad. Estos éxitos -o al menos así lo creían ellos- eran tanto teóricos como prácticos y conducían a la profesión a su edad dorada.

En el aspecto teórico, creían que habían resuelto sus disputas internas. Así, en un trabajo titulado The State of Macro (es decir, de la macroeconomía, el estudio de cuestiones panorámicas como lo son las recesiones), Olivier Blanchard, del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), actualmente economista jefe del Fondo Monetario Internacional, declaraba que había habido "una amplia convergencia de puntos de vista".

Y en el mundo real, los economistas creían que tenían las cosas bajo control: "El problema central de la prevención de la depresión está resuelto", declaraba Robert Lucas, de la Universidad de Chicago, en su discurso inaugural como presidente de la American Economic Association en 2003. En 2004, Ben Bernanke, un antiguo profesor en Princeton que ahora preside la Reserva Federal, celebraba la Gran Moderación del comportamiento económico comparado con las dos décadas precedentes, y que atribuía en parte al mejorado desempeño de la política económica.

El año pasado, todo esto se vino abajo.

En el despertar de la crisis, las líneas de falla de la profesión de economista han bostezado con más amplitud que nunca. Lucas dice que los planes de estímulo de la Administración de Obama son "economía de baratija" y su colega de Chicago John Cochrane dice que están basados en desacreditados "cuentos de hadas". Como respuesta, Brad DeLong, de la Universidad de California en Berkeley, escribe sobre el "derrumbe intelectual" de la Escuela de Chicago, y yo mismo he escrito que estos comentarios de los economistas de Chicago son el producto de una Edad Oscura de la macroeconomía, donde el conocimiento tan arduamente conseguido ha quedado olvidado.

¿Qué le ha sucedido a la profesión de economista? ¿Y adónde va a partir de ahora?

A pesar de lo que usted haya podido oír, Keynes no quería que el gobierno dirigiera la economía

El contraataque de Friedman contra Keynes comenzó con la doctrina del monetarismo

Ciertos macroeconomistas consideraban que las recesiones eran algo bueno

En los recientes debates se ha generalizado una frase clave: "Nadie podía haberlo predicho"

Economistas, como Robert Shiller, sí avisaron de las dolorosas consecuencias de la burbuja inmobiliaria

La fe en unos mercados financieros eficientes cegó a muchos, si no a la mayoría de los economistas

El estímulo fiscal es la respuesta keynesiana al tipo de situación depresiva en la que estamos inmersos

La actual postura académica viene siendo de generalizado rechazo a las ideas de Milton Friedman

La economía keynesiana sigue siendo el mejor armazón que tenemos para dar sentido a las recesiones

Para redimirse, la profesión debe reconciliarse con una visión menos seductora de la economía

II. DE SMITH A KEYNES Y VUELTA ATRÁS

El nacimiento de la economía como disciplina se atribuye habitualmente a Adam Smith, quien publicó La Riqueza de las Naciones en 1776. Durante los siguientes 160 años se desarrolló un extenso cuerpo de economía teórica, cuyo mensaje central era: confía en el mercado. Ésta era la presunción básica de la economía neoclásica (llamada así al haber sido elaborada por los teóricos de finales del siglo XIX sobre conceptos de sus predecesores clásicos).

Esta fe, sin embargo, quedó hecha pedazos por la Gran Depresión. Con el tiempo, la mayoría de los economistas sustentó las consideraciones de John Maynard Keynes tanto acerca de la explicación de lo que había pasado como de la solución de futuras depresiones.

A pesar de lo que usted haya podido oír, Keynes no quería que el gobierno dirigiera la economía. En su obra capital, Teoría general del empleo, el interés y el dinero, escrita en 1936, él mismo describió su análisis como "moderadamente conservador en sus repercusiones". Quería organizar el capitalismo, no reemplazarlo. Pero cuestionó la noción de que las economías de libre mercado puedan funcionar sin un vigilante. Y apeló a la activa intervención del gobierno -imprimiendo más moneda y, si fuera necesario, con un fuerte gasto en obras públicas- para combatir el desempleo durante las depresiones.

La historia de la economía a lo largo del último medio siglo es, en gran medida, la historia de una retirada del keynesianismo y de un retorno al neoclasicismo. El renacer neoclásico fue guiado inicialmente por Milton Friedman, de la Universidad de Chicago, quien afirmó ya en 1953 que la economía neoclásica sirve adecuadamente como descripción del modo en que la economía funciona realmente, al ser "extremadamente fructífera y merecedora de plena confianza". Pero ¿qué hay de las depresiones?

El contraataque de Friedman contra Keynes comenzó con la doctrina conocida como monetarismo. Los monetaristas, en principio, no discrepaban de la idea de que una economía de mercado necesite una deliberada estabilización. Los monetaristas afirmaban, sin embargo, que una intervención gubernamental muy limitada y restringida -a saber, instruir a los bancos centrales a mantener el flujo del dinero, la suma del efectivo circulante y los depósitos bancarios creciendo a ritmo estable- es todo lo que se requería para prevenir depresiones.

Friedman empleó un argumento convincente contra cualquier esfuerzo deliberado del gobierno por reducir el desempleo por debajo de su nivel natural (actualmente calculado en torno al 4,8% en Estados Unidos): las políticas excesivamente expansionistas, predijo, llevarían a una combinación de inflación y alto desempleo; una predicción que fue confirmada por la estanflación de los años setenta, la cual impulsó en gran medida la credibilidad del movimiento antikeynesiano. A la postre, sin embargo, la posición de Friedman vino a resultar relativamente moderada comparada con la de sus sucesores.

Por su parte, ciertos macroeconomistas consideraban que las recesiones eran algo bueno que formaba parte del ajuste al cambio de una economía. E incluso quienes no eran partidarios de llegar tan lejos argüían que cualquier intento de enfrentarse a una depresión económica provocaría más mal que bien.

Muchos macroeconomistas llegaron a autoproclamarse como neokeynesianos, ya que seguían creyendo en el papel activo del gobierno. Aun así, la mayoría aceptaba la noción de que inversores y consumidores son racionales y que los mercados por lo general lo hacen bien.

Por supuesto que unos pocos economistas no aceptaban la asunción del comportamiento racional, cuestionaban la creencia de que los mercados financieros merecen confianza y hacían ver la larga historia de crisis financieras que tuvieron devastadoras consecuencias económicas. Pero eran incapaces de hacer muchos progresos frente a una complacencia que, vista retrospectivamente, era tan omnipresente como insensata.

III. FINANZAS DE CASINO

En los años treinta, los mercados financieros, por razones obvias, no suscitaron mucho respeto. Keynes consideró que era una mala idea la de dejar a semejantes mercados, en los que los especuladores pasaban su tiempo tratando de pisarse la cola el uno al otro, que dictaran decisiones importantes de negocios: "Cuando el desarrollo del capital de un país se convierte en un subproducto de las actividades de un casino, es muy probable que el trabajo resulte mal hecho".

Hacia 1970 más o menos, sin embargo, la discusión sobre la irracionalidad del inversor, sobre las burbujas, sobre la especulación destructiva, había desaparecido virtualmente del discurso académico. El terreno estaba dominado por la hipótesis del mercado eficiente, promulgada por Eugene Fama, de la Universidad de Chicago, la cual sostiene que los mercados financieros valoran los activos en su preciso valor intrínseco si se da toda la información públicamente disponible.

Y por los años ochenta, hubo economistas financieros, en particular Michael Jensen, de la Harvard Business School, que defendían que, dado que los mercados financieros siempre aciertan con los precios, lo mejor que pueden hacer los jefes de las empresas, no sólo en su provecho sino en beneficio de la economía, es maximizar los precios de sus acciones. En otras palabras, los economistas financieros creían que debemos poner el desarrollo del capital de la nación en manos de lo que Keynes había llamado un "casino".

El modelo teórico desplegado por los economistas financieros al asumir que cada inversor equilibra racionalmente riesgo y recompensa -el llamado Capital Asset Pricing Model, o CAPM (pronúnciese cap-em)- es maravillosamente elegante. Y si uno acepta sus premisas también es algo sumamente útil. Este CAPM no sólo te dice cómo debes elegir tu cartera de inversiones, sino, lo que es incluso más importante desde el punto de vista de la industria financiera, te dice cómo poner precio a los derivados financieros. La elegancia y aparente utilidad de la nueva teoría produjo una sucesión de premios Nobel para sus creadores, y muchos profesores de escuelas de negocios se convirtieron en ingenieros espaciales de Wall Street, ganando salarios de Wall Street.

Para ser justos, los teóricos de las finanzas produjeron gran cantidad de pruebas estadísticas, lo que en un principio pareció de gran ayuda. Pero esta documentación era de un formato extrañamente limitado. Los economistas financieros rara vez hacían la pregunta aparentemente obvia (aunque no de fácil contestación) de si los precios de los activos tenían sentido habida cuenta de fundamentos del mundo real, tales como los ingresos. En lugar de ello, sólo preguntaban si los precios de los activos tenían sentido habida cuenta de los precios de otros activos.

Pero los teóricos de las finanzas continuaron creyendo que sus modelos eran esencialmente correctos, y así lo hizo también mucha gente que tomaba decisiones en el mundo real. No fue el menos importante de ellos Alan Greenspan, quien era entonces el presidente de la Reserva Federal y que durante mucho tiempo respaldó la desregulación fiscal, cuyo rechazo a los avisos de poner freno a los créditos subprime o de enfrentarse a la creciente burbuja inmobiliaria descansaban en buena parte en la creencia de que la economía financiera moderna lo tenía todo bajo control.

En octubre del pasado año, sin embargo, Greenspan admitió encontrarse en un estado de "conmocionada incredulidad", debido a que "todo el edificio intelectual" se había "derrumbado".

IV. NADIE PODÍA HABERLO PREDICHO...

En los recientes y atribulados debates sobre economía se ha generalizado una frase clave: "Nadie podía haberlo predicho...". Es lo que uno dice con relación a desastres que podían haber sido predichos, debieran haber sido predichos y que realmente fueron predichos por unos pocos economistas que fueron tomados a broma por tomarse tal molestia.

Tomemos, por ejemplo, el precipitado auge y caída de los precios de la vivienda. Algunos economistas, en particular Robert Shiller, identificaron la burbuja y avisaron de sus dolorosas consecuencias si llegaba a reventar. Pero, aún en 2004, Alan Greenspan descartó hablar de burbuja inmobiliaria: "Una grave distorsión nacional de precios", declaró, era "muy improbable". El incremento en el precio de la vivienda, dijo Ben Bernanke en 2005, "en gran medida es el reflejo de unos fuertes fundamentos económicos".

¿Cómo no se dieron cuenta de la burbuja? Para ser justo, los tipos de interés eran inusualmente bajos, lo que posiblemente explica parte del alza de precios. Puede ser que Greenspan y Bernanke también quisieran celebrar el éxito de la Reserva Federal en sacar a la economía de la recesión de 2001; conceder que buena parte de tal éxito se basara en la creación de una monstruosa burbuja debiera haber puesto algo de sordina a esos festejos.

Pero había algo que estaba sucediendo: una creencia general de que las burbujas sencillamente no tienen lugar. Lo que llama la atención, cuando uno vuelve a leer las garantías de Greenspan, es que no estaban basadas en la evidencia, sino que estaban basadas en el aserto apriorístico de que simplemente no puede haber una burbuja en el sector inmobiliario.

Y los teóricos de las finanzas eran todavía más inflexibles en este punto. En una entrevista realizada en 2007, Eugene Fama, padre de la hipótesis del mercado eficiente, declaró que "la palabra burbuja me saca de quicio" y continuó explicando por qué podemos fiarnos del mercado inmobiliario: "Los mercados inmobiliarios son menos líquidos, pero la gente es muy cuidadosa cuando compra casas. Se trata normalmente de la mayor inversión que van a hacer, de manera que estudian el asunto con cuidado y comparan precios".

De hecho, los compradores de casas comparan concienzudamente el precio de su compra potencial con los precios de otras casas. Pero eso no dice nada sobre si el precio en general de las casas está justificado.

En pocas palabras, la fe en los mercados financieros eficientes cegó a muchos, si no a la mayoría, de los economistas ante la aparición de la mayor burbuja financiera de la historia. Y la teoría del mercado eficiente también desempeñó un significante papel en inflar esa burbuja hasta ese primer puesto.

Ahora que ha quedado al descubierto la verdadera peligrosidad de los activos supuestamente seguros, las familias de Estados Unidos han visto evaporarse su dinero por valor de 13 billones de dólares. Se han perdido más de 6 millones de puestos de trabajo y el índice de desempleo alcanza su más alto nivel desde 1940. Así que ¿qué orientación tiene que ofrecer la economía moderna ante el presente aprieto? ¿Y deberíamos fiarnos de ella?

V. LA PELEA POR EL ESTÍMULO

Durante una recesión normal, la Reserva Federal responde comprando Letras del Tesoro -deuda pública a corto plazo- de los bancos. Esto hace bajar los tipos de interés de la deuda pública; los inversores, al buscar un tipo de rendimiento más alto, se mueven hacia otros activos, haciendo que bajen también otros tipos de interés; y normalmente esos bajos tipos de interés finalmente conducen a la recuperación económica. La Reserva Federal abordó la recesión que comenzó en 1990 bajando los tipos de interés a corto plazo del 9% al 3%. Abordó la recesión que comenzó en 2001 bajando los tipos de interés del 6,5% al 1%. E intentó abordar la actual recesión bajando los tipos de interés del 5,25% al 0%.

Pero resultó que el cero no es lo suficientemente bajo como para acabar con esta recesión. Y la Reserva Federal no puede poner los tipos a menos de cero, ya que con tipos próximos al cero los inversores sencillamente prefieren acaparar efectivo en lugar de prestarlo. De tal modo que a finales de 2008, con los tipos de interés básicamente en lo que los macroeconomistas llaman zero lower bound, o límite inferior cero, como quiera que la recesión continuaba ahondándose, la política monetaria convencional había perdido toda su fuerza de tracción.

¿Y ahora qué? Ésta es la segunda vez que Estados Unidos se ha tenido que enfrentar al límite inferior cero, habiendo sido la Gran Depresión la ocasión precedente. Y fue precisamente la observación de que hay un límite inferior a los tipos de interés lo que llevó a Keynes a abogar por un mayor gasto público: cuando la política monetaria es infructuosa y el sector privado no puede ser persuadido para que gaste más, el sector público tiene que ocupar su lugar en el sostenimiento de la economía. El estímulo fiscal es la respuesta keynesiana al tipo de situación económica depresiva en la que estamos inmersos.

Tal pensamiento keynesiano subyace en las políticas económicas de la Administración de Obama. John Cochrane, de la Universidad de Chicago, indignado ante la idea de que el gasto gubernamental pudiera mitigar la última recesión, declaró: "Eso no forma parte de lo que todos hemos enseñado a los estudiantes graduados desde los años sesenta. Ésas (las ideas keynesianas) son cuentos de hadas que han demostrado ser falsas. Es muy reconfortante en los momentos de tensión volver a los cuentos de hadas que escuchamos de niños, pero eso no los hace menos falsos".

Pero como ha señalado Brad DeLong, la actual postura académica viene también siendo de generalizado rechazo a las ideas de Milton Friedman. Friedman creía que la política de la Reserva Federal, más que para cambios en el gasto público, debía ser utilizada para estabilizar la economía, pero nunca afirmó que un aumento del gasto público no puede, en cualesquiera circunstancias, aumentar el empleo. De hecho, al volver a leer el sumario de las ideas de Friedman de 1970, Un marco teórico del análisis monetario, lo que llama la atención es lo keynesiano que parece.

Y ciertamente Friedman nunca se creyó la idea de que el paro masivo represente una voluntaria reducción del esfuerzo de trabajo o la idea de que las recesiones en realidad sean buenas para la economía. Sin embargo, Casey Mulligan, también de Chicago, sugiere que el desempleo es tan elevado porque muchos trabajadores están optando por no aceptar trabajos.

Ha sugerido, en particular, que los trabajadores están prefiriendo seguir desempleados porque ello mejora sus probabilidades de recibir ayudas a sus deudas hipotecarias. Y Cochrane declara que el alto desempleo en realidad es bueno: "Debiéramos tener una recesión. La gente que pasa su vida machacando clavos en Nevada necesita algo distinto que hacer".

Personalmente, pienso que eso es una locura. ¿Por qué debería el desempleo masivo en todo el país hacer que los carpinteros se fueran de Nevada? ¿Puede alguien alegar seriamente que hemos perdido 6,7 millones de puestos de trabajo porque hay pocos estadounidenses que quieran trabajar? Claro que si empiezas por asumir que la gente es perfectamente racional y los mercados perfectamente eficientes, tienes que llegar a la conclusión de que el desempleo es voluntario y la recesión es deseable.

VI. DEFECTOS Y FRICCIONES

La economía, como disciplina, se ha visto en dificultades debido a que los economistas fueron seducidos por la visión de un sistema de mercado perfecto y sin fricciones. Si la profesión ha de redimirse a sí misma tendrá que reconciliarse con una visión menos seductora, la de una economía de mercado que tiene unas cuantas virtudes pero que está también saturada de defectos y de fricciones.

Existe ya un modelo bastante bien desarrollado del tipo de economía que tengo en mente: la escuela de pensamiento conocida como finanzas conductuales. Quienes practican este planteamiento ponen el énfasis en dos cosas. Primero, en el mundo real hay muchos inversores que tienen un escaso parecido con los fríos calculadores de la teoría del mercado eficiente: casi todos están demasiado sometidos al comportamiento de la manada, a ataques de entusiasmo irracional y de pánicos injustificados. Segundo, incluso aquellos que tratan de basar sus decisiones en el frío cálculo se encuentran con que a menudo no pueden, que los problemas de confianza, de credibilidad y de garantías limitadas les fuerzan a ir con la manada.

Entretanto ¿qué ocurre con la macroeconomía? Los acontecimientos recientes han refutado de manera decisiva la idea de que las recesiones son una óptima respuesta a las fluctuaciones en los índices del progreso tecnológico; un punto de vista más o menos keynesiano es la única alternativa plausible. Pero los modelos del neokeynesianismo estándar no dejan espacio para una crisis como la que estamos padeciendo, ya que esos modelos generalmente aceptaron el punto de vista del sector financiero sobre el mercado eficiente.

Una línea de trabajo, encabezada por nada menos que Ben Bernanke en colaboración con Marc Gertler, de la Universidad de Nueva York, ha puesto el acento en el modo en el que la carencia de garantías suficientes puede dificultar la capacidad de los negocios para recabar fondos y forjar oportunidades de inversión. Una línea de trabajo similar, en gran parte establecida por mi colega de Princeton Nobuhiro Kiyotaki y por John Moore, de la London School of Economics, sostenía que los precios de activos tales como las propiedades inmobiliarias pueden sufrir desplomes de los que salen fortalecidos pero que, a cambio, deprimen a la economía en su conjunto. Pero hasta ahora el impacto de las finanzas disfuncionales no ha llegado ni siquiera al núcleo de la economía keynesiana. Claramente, eso tiene que cambiar.

VII. RECUPERANDO A KEYNES

Así que esto es lo que pienso que tienen que hacer los economistas. Primero, tienen que enfrentarse a la incómoda realidad de que los mercados financieros distan mucho de la perfección, de que están sometidos a falsas ilusiones extraordinarias y a las locuras de mucha gente. Segundo, tienen que admitir que la economía keynesiana sigue siendo el mejor armazón que tenemos para dar sentido a las recesiones y las depresiones. Tercero, tienen que hacer todo lo posible para incorporar las realidades de las finanzas a la macroeconomía.

Al replantearse sus propios fundamentos, la imagen que emerge ante la profesión puede que no sea tan clara; seguramente no será nítida, pero podemos esperar que tenga al menos la virtud de ser parcialmente acertada.

Paul Krugman es profesor de Economía en la Universidad de Princeton y premio Nobel de Economía 2008. © 2009 New York Times Service. Traducción de Juan Ramón Azaola.

José Mateus Cavaco Silva at September 14, 2009 14:01 | link | comments
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Sunday, 13 September 2009

ÚLTIMAS NA COLUNA DO “CORREIO DA MANHÔ
 

Reforço do Estado

Uma tendência nova de forte aumento dos poderes de Estado, nos sectores estratégicos de cada um, parece estar a emergir. Veja-se o exemplo brasileiro de controlo do sector da energia e, sobretudo, a proposta americana que dá ao presidente o controlo da net…

Paul Krugman

O Nobel da Economia, posiciona-se como o teorizador do regresso do keynesianismo e, portanto, do Estado à estratégia económica. Na sua coluna no NYT, Krugman desfaz a escola de Chicago e sua ‘teoria da eficiência dos mercados’ que não previa a possibilidade da actual crise. Eugene Fama, líder da escola de Chicago, responde que a teoria é boa mas foi mal aplicada por gente que não a entendia...

Contrapartidas...

Os negócios de material de defesa libertaram muitos milhões em contrapartidas pagos pelos fornecedores estrangeiros. A falta de ‘inteligência competitiva’ do grupo empresarial do sector, a Empordef, e do próprio ministério da Defesa deu o jeito necessário para que tais milhões ficassem sem monitorização, não sendo sequer possível saber ao certo se o seu destino foi o legalmente definido. PJ, DCIAP e PGR andam à procura deles...

 

Wednesday, 09 September 2009

É TRISTE NÃO SABE LER...

 

Oitenta por cento das empresas são pequenas,

Ionline Informação

 

Há uma desfocagem na tipologia das empresas em Portugal, bem visível neste distorcido título do "I", que fala de "pequenas" empresas quando realmente não se trata de PME’s mas de micro-empresas, ou seja, empresas com menos de 10 trabalhadores e menos de 2 milhões de euros de facturação.

 

A economia e todos nós temos muito a ganhar com o afinar destas tipologias, deixar de ter uma visão incoerente e tomar as medidas adequadas ao suporte das funções específicas que as "micro" prestam ao País e que são totalmente diferentes tanto das funções das PME's como das grandes. Já é altura de reconhecer o papel decisivo das "micro", pois Portugal é um país de micro-empresas e não de PME’s... Não o fazer custar-nos-á muito, muito, caro.

 

Este caso da notícia do “I” é exemplar: têm todos os elementos e definições conceptuais, basta-lhes olhar para ver que estão a tratar de micro-empresas, mas escrevem e titulam “pequenas” e resvalam para a falsidade total de PME’s.

 

“Segundo a lei, diz o “I”, uma PME é qualquer empresa com menos de 250 trabalhadores e uma facturação máxima de 50 milhões de euros”... Isto mete no mesmo saco realidades totalmente diferentes (e mesmo divergentes) pelo que não contribui nada para esclarecer as coisas e ainda embrulha qualquer leitura de situação. E a lei nunca impediu o uso da inteligência na análise económica... Pelo que não vale a pena invocá-la (a não ser para demonstrar o atraso dos juristas e dos políticos em matérias da economia).

 

Em suma, o Eurostat fez o favor de nos dar os números mas nem fomos capazes de os ler... Muito menos de deles tirar proveito. Claro que é triste não saber ler, mas é, sobretudo, muito caro.

José Mateus Cavaco Silva at September 09, 2009 11:06 | link | comments
Tags: media, portugal
Wednesday, 02 September 2009

MANUELA FERREIRA LEITE OU OS

DESLIZES DAS “BOAS INTENÇÕES”

 

 

 

 

 

Manuela Ferreira Leite

A líder do PSD diz que Sócrates «não pode proibir» a palavra «verdade».

Por mim, acho que Ferreira Leite tem razão, mas duvido que Sócrates queira proibir palavras. Só um governo de direita, na Grécia dos anos sessenta, se lembrou até hoje de uma proibição semelhante. E foi apenas uma letra e não uma palavra inteira. Esse governo de direita proibiu o “Z”. O que deu origem a um excelente filme (na época) de Costa Gravas, com título homónimo. Mas que me lembre até hoje ninguém, no Ocidente, proibiu expressamente o uso de palavras. Mesmo se a direita alemã, a italiana, a espanhola e a salazarenta encontraram modos de banir palavras. Por exemplo, Salazar impôs que as camisolas do Benfica tinham de ser “encarnadas” e nunca “vermelhas”… Ou seja, Ferreira Leite, por descuido, certamente, vem chamar a atenção para certas práticas que em Portugal sempre foram de um campo de que ela está mais próxima e é mais aparentada do que Sócrates. E que nunca foram do campo de Sócrates. É o primeiro deslize evidente, nestas declarações. Mas há mais.

As palavras têm, segundo contextos e circunstâncias, pesos específicos. Às vezes, o seu peso é mesmo esmagador. Há, por isso, que ter cuidado com as palavras que se soltam. MFL, é claro, não teve esse cuidado ou pensou pouco no assunto. Ela elegeu a palavra “verdade” para pivot do seu discurso e usa-a como um aríete. Está, obviamente, no seu pleno direito. Mas devia ter pensado, os seus spindoctors deviam ter-lhe dito que isso tem também um preço e riscos. Claramente, MFL não teve nem tem tal em conta. Não se preocupou com o preço a pagar e aumentou exponencialmente os seus riscos, criando uma situação que pode explodir-lhe na cara. MFL está sujeita a que alguém amanhã, logo que ela invoque a “verdade”, lhe diga que ela faz muito bem em chamar a verdade e que ver qual é a verdade de cada um é fundamental e decisivo. E que a verdade de MFL é o Preto, é a Napoleão, é o artista da Alemanha, é… É que ela foi colega de governo de Dias Loureiro, de Oliveira e Costa, de Arlindo Carvalho e outros que tais e nunca viu nada… de verdade! E se esse alguém que lho disser for realmente mauzinho perguntar-lhe-à se foi da falta de vista ou se era cúmplice. É que alguém cuja verdade é o Preto, a Napoleão e outras cenas tristes que já chegam à Alemanha, cuja verdade é a companhia de Dias Loureiro, de Oliveira e Costa, de Arlindo Carvalho e outros que tais, tem de ter cuidado com o uso que dá ao termo. Ou seja, se MFL queria a verdade como aríete e pivot do seu discurso de campanha, teria de ter evitado todos os Pretos do seu partido e explicado bem o que se passou quando foi ministra das Finanças e Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outros já estavam em manobras fiscais muito dúbias. É outro e bem grave deslize.

Penso, sinceramente, que MFL foi inocente. Inocente nos processos na base e à volta do BPN (soube, aliás, por essas alturas de situações que indicavam que a senhora não nadava em liquidez) e inocente (ingénua) na definição de uma estratégia de comunicação de “verdade”.

 

Seja como for, MLF não se poderá queixar se os seus adversários transformarem os seus deslizes em derrapagens incontroladas… É isso que se espera dos adversários. Resta saber se eles são capazes. MFL vai, à sua custa, descobrir que “as percepções são críticas, daí a necessidade de as gerir eficazmente”.

José Mateus Cavaco Silva at September 02, 2009 23:05 | link | comments
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CRISE GLOBAL, GUERRA ECONÓMICA E PERSPECTIVAS

Para aqueles a que não satisfazem as ‘explicações’ tautológicas dos economistas do costume, suas condições caeteribus paribus, outras variações homólogas e muitas banalidades matematizadas, que não explicam nem justificam nada, talvez valha a pena descobrir just in time (ou quase) outras e mais profícuas (mesmo ou porque muito polémicas) leituras da actual crise global. John Robb, de Global Guerrillas e Brave New War,  tem, depois de uns tempos de silêncio pensado on line matérias interessantíssimas numa grelha de “guerra económica”, mesmo se ele sabe, melhor que ninguém (pela sua experiência e pela sua actividade presente) que a “guerra económica” não é ainda… a guerra.

The US, GLOBALIZATION and the RED QUEEN

 

Here's something useful to those of thinking about the future of conflict and society.  Hopefully, this gets you thinking.  I had fun with it.

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"It takes all the running you can do, to keep in the same place." Lewis Carroll in Through the Looking-Glass

The Red Queen hypothesis (the name was taken from Carroll's book) is a simple concept from evolutionary biology that describes the evolutionary arms race between competitive species -- predator/prey and parasite/host.  It was found by the evolutionary biologist Leigh Van Valen via extensive analysis of marine biological record. In short, it posits that the probability of extinction isn't a function of how long the species exists. It doesn't get easier or harder as time goes on.  It's random. Which implies:

1.    Constant evolution is necessary just to stay competitive.

2.    If your rate of evolution falls behind your competitors: You die (become extinct).

3.    Your evolution must be relative to the evolution of your competitor.  If they zig, you must zag (if not, you die).

The US, Globalization and the Red Queen

Since the treaties of Westphalia nearly 400 years ago, competition between nation-states was the primary driver of social evolution.  The method or model of competition was between predator and prey and between predators, made stable through creeping global expansion (new competition) and a wide diversity of competitive models.  That competition narrowed during WW2 and again through the cold war down to two keystone competitors, each with a different model/ecosystem.  The US and the USSR.  With the elimination of USSR as a competitor, the US social and economic ecosystem became dominant and now blankets the world through globalization.  

However, as a result of this victory, the US lost it's drive/imperative to evolve.  It has became increasingly stagnant as a social and economic system, and it is now merely a participant in the much larger global capitalist system.

The flaw in this set-up is that evolutionary competition NEVER stops.  It just changes its form.  In this case, since the global social system is now a singular entity -- capitalist -- evolutionary competition changed into a model of parasite and host (conflicts, reflecting traditional state vs. state predator vs. prey competitions, like those with Iran and N. Korea are a sideshow joke).  Worse, the global system is becoming increasingly homogenous -- it expands via cloning itself and improves itself merely through incremental innovation and not evolution.  In short, it has become a homogenous static target for parasites (the most vulnerable type of target).  

So, what are the parasites to this homogenous global system?  Networks.  They range from financial/corporate networks (per the recent financial crash) to terrorist networks (al Qaeda, etc.) to criminal networks (narco-gangs, MEND, etc.).  All of these parasites are post-modern in that they don't adhere to any meaningful ideology that can replace the state (even al Qaeda envisions a decentralized feudal Caliphate as an end game).  They all are in the process of co-opting global system functions (host functions) to achieve operational space for the advancing their evolutionary advantage. Unfortunately, per the Red Queen hypothesis, a rapidly evolving parasite's competition against a static, non evolving, homogenous host likely results in extinction of the host.

Adaptation?

The only likely process of evolutionary competition against globally systemic parasites is to decentralize core functions of the global system (resilience through scale invariance).  The process of decentralization, one model being resilient communities, manufactures geographic and social heterogeneity.  Heterogeneity makes it possible for the host to develop solutions to parasitic predation (be it financial, criminal, biological, technological, or purely violent disruption).  In this way, any potential extinction event visited on the global system would be met by solutions emerging out of systems hidden in a socially/economically heterogenous geography.  It's only in this way that a stable relationship between parasite and host can develop.  

PS:  This post is due to a lots of cross fertilization with my online friend Daniel Suarez, author of Daemon.  IF you are interested in reading a fantastic near future sci-fi book that applies global guerrilla concepts, read Daemon (it's been optioned for a movie). 

NO CONSUMER RECOVERY

 

Here's a contrarian view on why economic recovery isn't in the cards.  Unlike the last Century's experience, the American "consumer" is broken (this isn't reflected in the vast bulk of economic modeling/projections).  How broken?  The best exploration of this that I've found is from Elizabeth Warren (

here's a video of her presentation on the topic before the crisis, worth watching in its entirety).  The top line is that the American consumer, prior to the financial crisis, was already fragile due to:

·         Stagnant incomes.  Median per capita income has stagnated for 30 years and is now headed lower. The only increase in household income came from adding the income of a spouse (that typically gets less than the male income earner). The value generated by mighty productivity increases over the last thirty years was routed to the financial markets (aka casinos) and not shared with American workers.

·         Increased fixed expenses.  The costs and amount spent on variable consumption have fallen (clothing, food, autos, etc.) over the last thirty years -- which puts the lie to the "over consumption" charge.  Instead, the median cost of housing, health, and the costs of work (childcare, two cars, etc.  brought on due to a need for sending two people to work) have skyrocketed with very little improvement in the quantity or value of the goods/services received.

·         The entry ticket to the middle class has skyrocketed.  This is due to the costs of education.  Instead of publicly subsidized education (k-12 used to be sufficient for entry), we now have 6 years (pre-school and college) that are directly charged to the American family.  Those costs have ballooned into budget breakers.

The Consequences of Fragility

The driver of this fragility is that 75% of a typical American families budget (not counting education costs of kids) is dedicated to fixed expenses.  This means that the loss a small as 10% in a family's income would be sufficient to force failure.  Combine this fragility with increasing income volatility and even the slightest shock will set off a wave of extreme frugality and mushrooming financial failure at the household level.  In the past, we were able to hide this fragility through increased debt/bubbles.  That's over.   We've already taken on as much debt (375% of GDP right now, and still climbing) as we can acquire and the banks are hoarding the bulk of federal cash infusions to paper over their insolvency (almost all of the toxic assets from last fall's debacle are still in place, and more are en route from commercial real-estate).  What follows from the recent shock is almost guaranteed:

·         retail sales will stagnate/fall as far as the eye can see.  This is backed up by recent numbers.  Sales fell in July 2009 and deflation appears to advancing.  Household savings (read debt servicing) is on the rise.

·         home sales/prices will continue to decline on a long trek to affordability.  Again, the numbers appear to be trending in this direction.

·         bad feedback loops will form -- low sales means less work, less work means more frugality/failure (as household wink out financially) which means lower sales.  The second wave of the primary feedback loop appears to be forming.

Deviant Globalization

Excellent video presentation (28 minutes or so) on global guerrilla topics by my friend Nils Gilman (Monitor/GBN) at last year's European Futurists Conference.  Nice description of how deviant (or black) globalization works and how its post-modern approach to commerce and social organization may represent our future. 

RUSSIA INC

Russia is now a corporate energy monopoly, and not a nation in a traditional sense. The traditional protection racket where nation-states charge corporations for protection (and deliver protected expansion of their business interests) has been reversed due to previous financial crisis. The energy corporation, with Putin as its Chairman, now calls the shots and the nation-state jumps.

So, what's the grand strategy of Russia's corporate state? It is following a path of unregulated capitalism, specifically:

·         Towards an unfettered monopoly in its primary industry, in this case energy. 

·         Vertical integration/expansion (control of the downstream industries powered by its energy -- think Standard Oil, although natural gas in this case is really the end game).  Use of monopoly control/profits to push this integration forward (mostly Europe).

·         No holds barred destruction of its economic competitors. Remember: capitalism is morally neutral. Violence, warfare, and terrorism are not at odds with its operation.

In Action: 

The BTC (Baku-Tblisi-Ceyhan) pipeline system, a pipeline that pumps oil from the Caspian area bypassing Russian transportation, is a threat to its Russia plans for expansion not only now but even more so in the future (Russia is the Saudi Arabia of natural gas). Namely, its successful operation would serve as a model for a new pipeline, Nabucco, that pumps natural gas from the country with the second largest reserves of natural gas, Iran.

Therefore, Russia is in the process of trying to shut it down by attacking weak points in its route. Georgia is the most vulnerable point in the pipeline's route. Attacks against it have ranged from a total shut off Georgia's inbound energy (it was deprived of heat and light for five days in deep winter) to the funding of separatists to outright invasion.

Recent Example?

Most recently, Russia has turned to it "outsourced" hackers (open source cyber warfare) to take down the BTC's control systems. Here's the details (note how the FBI/NSA was already there and ready to pounce on the situation -- which led to the control system now being run out of the Washington DC area), although its veracity is in doubt (or the story is being jammed by disinfo):

According to a news report on a Georgian Web site, Russian hackers under the direction of the GRU/FSB took down the data server of the BTC Pipeline on August 24th, 2009, effectively shutting down the second longest oil pipeline in the world. An FBI team and an un-identified intelligence service regained control of the pipeline’s data server and migrated it to Washington. The BTC pipeline has resumed normal operation.

UPDATE:  Russia suffered a second massive industrial catastrophe in the last week.  This time it was regional oil storage for Transneft in Siberia (the location of the dam disaster) burned up in a massive fire that required 300 fireman (and killed 3).  Is this more of the Chechen independence scenario??  If it is, the pace of attacks and the ROI's required are right in line with requirements.

UPDATE 2:  Google working with "digital refugees" to get their message out.

Posted by John Robb on Tuesday, 25 August 2009 at 08:09 AM | Permalink | Comments (8)

MARKETS AND WARFARE

Our unregulated global marketplace is a fantastic conduit for warfare since it is...

·         extremely complex (nobody understands it, least of all economists),

·         tightly coupled (information travels at the speed, measured in milliseconds, of programmed trading),

·         highly leveraged (perched precariously on a mountain of debt),

·         and vast (two orders of magnitude larger than the global economy, aka add two zeros to the end of any metric of measurement).

Better than all of the above, in a blindingly fast transition to relativism over the last few decades, the global marketplace is now completely dominated by participants without a moral compass.  These participants are completely free of any internal constraints on behavior and hold wealth as the only true metric of success.  The only constraint on means is:  don't get caught (although the current permissive environment of regulatory and ideological capture makes this VERY unlikely). 

As a result of the marketplace's characteristics and the shift in participant behavior, small actions aimed at disrupting and materially harming countries, corporations, and industries is now aided and abetted by the marketplace.  Even a small amount of disruptive contagion that:

·         increases risk/uncertainty,

·         reduces prospects for long term profitability,

·         and reduces trust

can rapidly spread throughout the market system, jumping from specialized market to market through complex mutual interdependencies. Worse, market participants will amplify these negative changes in attempts to make money regardless of the consequences, generating positive feedback loops that push and hold markets in turbulent territory.

They key takeaway for those interested in 21st Century warfare is this:  the global marketplace, like the Internet, is your friend/ally.  Don't disrupt it directly, use it to amplify disruption.  Learning how to do this effectively is the way to convert the returns on investment (ROI) fromvanilla systems disruption from millions to one into billions or trillions to one.

Posted by John Robb on Friday, 21 August 2009 at 02:44 PM | Permalink | Comments (21)

 

BLACK GLOBALIZATION: TED talks

 

Here's a presentation at

TED that may be of interest to global guerrillas readers (no video links yet -- too bad it isn't live).  It's great to see GG themes get play like this.  

Loretta Napoleoni (researcher on the economics of terrorism):

She also discovered that the life of a terrorist was not ruled by politics or ideology, but by economics. They were constantly searching for cash...

Napeoloni began thinking that there might be commercial links between organizations. It was when she interviewed Mario Moretti, the head of the group (Red Brigades), she realized that terrorism is actually a business. When she talked to him, she realized that he thought like a banker or fellow economist...

She found in terrorism a parallel economy, that had been around since the close of World War II. It has followed step by step the trends common to any other economy. First, there was state sponsorship. During the Cold War there was a fully funded mix of legal and illegal entities, and she also points to the contras in Nicaragua. During the 1970s and 1980s, some groups carried out privatization. They gained independence and started funding themselves.

An even greater change came with globalization. Napoleoni says that now, organizations were able to link with each other and started to do serious business with crimelords. This is when we see the birth of Al Qaeda, an organization able to source money in many countries and operated in many countries. This she says, is rogue economics, which is constantly lurking in the background of history. Politics loses control of an economy and economy becomes a rogue force acting against us.

<<NOTE: she estimates that 5% of the global economy, or $1.5 Trillion in income and $7 Trillion in financial assets, is directly related to terrorism/guerrilla warfare, and reckons that 9/11 driven financial controls ala the Patriot Act caused a wholesale shift in the this economy away from the dollar/US, prompting the current financial crisis>>

Misha Glenny, reporter.  Author of the excellent book McMafia:

"These are grim economic times, so I want to cheer you up with one of the greatest commercial success stories of the last 20 years," he says. What is it? Organized crime. Criminal activity now accounts for over 15 percent of the world’s GDP, Glenny explains. In the last two decades, it has experienced massive growth. ....Canada has become a key area for the production of ecstasy and other synthetically produced drugs. That's a game changer, he notes. Production has shifted into the Western world. The trend has been set to overwhelm our policing.

<<NOTE:  Economies of this size + a revolution in military affairs (open source warfare/systems disruption/DIY weapons) = wholesale change.>>

Rob Hopkins of Transition Towns.  

Hopkins outlines the qualities of the transition response: viral, open-source, self-organizing, solutions-focused, sensitive to place and scale, learns from its mistakes and is a joyful process. It’s not about winning the argument, he says, it’s about changing the climate. Transition depends on the idea of resilience, which he thinks is a more useful concept than sustainability. Sustainability wants the supermarket to be more energy efficient, while resilience questions the vulnerability of depending on the supermarket.

<<NOTE:  it's interesting, although not unexpected, that TED is vanilla/boring in regards to financial capitalism and economics -- no serious ideas are being aired on the recent financial debacle, only legacy thinking.  I suspect that given the large number of investment bankers, venture capitalists, etc that sponsor them, this is likely a taboo topic given the potential conclusions.>>

EXPONENTIAL IMPROVEMENT

 

DoublingTimesThe tech visionary Kevin Kelly has an excellent must read article on why Moore's law (and similar exponential improvement rates in other technologies -- see graph to left on months to double for other technologies) works. His conclusion, and I suggest you read the article yourself, is:

·         Technologies that are amenable to exponential growth rates, do so by leveraging the microcosm (the very small -- as in, "there is plenty of room at the bottom", nano, etc.).   This makes a doubling in performance a technological imperative (it will happen no matter what, only the rate of doubling is in doubt).

·         The rate of exponential growth is a function of competition, economics, and belief (in the curve of improvement). Which means the rate of progress achievable is a function of our how our system allocates resources and our belief systems.  Lots of competition and high velocity money = fast rates of improvement.

·         There isn't a fundamental constraint (like energy use) that limits progress. A better explanation is that STEMI (space, time, energy, mass, and information) compression must be able to occur across all phases of the process and not be artificially limited/restricted in any way.  That's why improvements in the speed of transportation haven't happened -- you can't shrink the weight or volume of a human being....

Here's some blue sky thinking I'm running through my head at the moment, it may be of use (or not):

Based on the explanation above, we may see a rapid exponential doubling in the performance of society/economics as well.  However, to see this improvement, we will need to shift to resilient communities.  Here's what it will require:

·         A technological imperative.  In short, a suite of technologies that can increasingly replicate the functions of the global economy at the hyper-local level (the equivalent of the very small or nano level of the global economy) -- with headroom for advancement/improvement as far as the eye can see.  There are signs that this is potentially true: think 3D printing ("fab labs"), computing, bio, communications, etc.  Is it true for agriculture and energy too?  The jury is still out but super-empowerment is in the air...

·         New beliefs and well funded processes drive improved productivity at the local level.  The beliefs and process improvements required are already being developed at the organic level, but it's not getting much help from commercial sources.  A good example of this is the Transition towns effort.  However, new access to vast cash flows (like my proposal on using IRAs/401ks for investments in local resilience) would radically increase the velocity of money involved.  This money would likely speed up the rate of doubling, dropping it from decades to years, by supercharging commercial and open source competition.  

·         No hard constraints.  An ability to avoid or work/route around "hard" constraints on any of items on the STEMI list.  The best way to avoid these limits is to obliterate thinking related to the current legacy economic system.  For example:  exploiting rapid advances in virtual presence and collaborative software to achieve an order of magnitude improvement in worker productivity.  This obliterates the need (which we would be unable to achieve) for exponential improvements in cars, transportation infrastructure, etc. for commuting/travel.  Another example:  exploiting communications systems to share or purchase virtual product designs that can be locally fabricated.  This is in contrast to manufacturing products in remote global locales, packaging them, storing them, marketing them, shipping them, putting them on shelves, etc. in the hope that you will purchase them.  

NOTE: This leads back to the notion that the only truly dangerous (in that it will upend everything, for the better or worse depending on where you sit) idea out there is a societal/economic bifurcation/phase change driven by the rise of resilient communities.

José Mateus Cavaco Silva at September 02, 2009 03:56 | link | comments
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Tuesday, 01 September 2009

Sobre a Crise e o Portugal Pós-Crise

Esta crise coloca riscos novos e acrescidos e aumenta brutalmente o grau de incerteza. Convém, por isso, tentar estabelecer parâmetros sobre a sua realidade para, a partir deles, procurar alcançar uma maior e mais penetrante visão dos problemas. Ou, como dizia o outro, ver claramente visto… Procuremos, pois, estabelecer o que sabemos, o que não sabemos e o que, a partir daí, podemos tentar perscrutar e perspectivar.

O que sabemos:

1. Que estamos face a uma crise estrutural, de um tipo já verificado meia-dúzia de vezes desde a Revolução Industrial, uma crise da mutação do modelo global.

2. Que neste tipo de crise são alteradas e substituídas as componentes fundamentais do modelo económico: a energia (foi o caso da passagem da máquina a vapor à electricidade, por exemplo), o espaço e sua organização, as indústrias e tecnologias motoras (caso da passagem do têxtil para o caminho de ferro), o quadro de concorrência económica, o estatuto da empresa (no período do “modelo têxtil” criava-se uma empresa competitiva com o capital equivalente a 3 – sim, três – meses do salário de um operário…).

3. Que as várias componentes do modelo em que vivemos nas últimas décadas deixaram de resolver os problemas que levantam. Vemos isso na energia (da poluição à irracionalidade da relação oferta-procura traduzida, por exemplo, na montanha russa dos preços), no quadro de concorrência (com a inoperância das instituições que o deveriam regular, da OMC a Doha, passando pelo G20…), no “território do modelo” (com as “disruptions” e outras ameaças…), nas indústrias motoras do modelo (com a principal, o automóvel, a capotar e a mostrar o seu esgotamento, em articulação, aliás, com o esgotamento da componente energética…). Enfim, em síntese, as soluções tornaram-se o problema.

4. Que dado ser possível estudar, periodizar e tipificar a anterior meia-dúzia de crises e o modo como foram ultrapassadas, podemos estabelecer algumas invariantes presentes nestas mutações e perceber, por aí, um pouco do que temos pela frente.

5. Que as mudanças estão a verificar-se em cada dos itens que compõem o modelo e que as podemos observar…

O que não sabemos:

1. Em que ponto da sua evolução estão ainda estas mudanças, em cada um dos itens, sendo que não evoluem todos em simultâneo e há sim assimetrias no seu desenvolvimento.

2. Que indústrias, que tecnologias e que energia organizarão o novo modelo global.

3. Como se vai resolver o problema do espaço e da articulação/organização (ou seja, onde vai e quem vai integrar o centro e o que é remetido para a periferia.

4. Que funções o centro vai conceder à periferia, que divisão de trabalho se vai estabelecer.

5. Se, contrariamente às anteriores crises do mesmo tipo, conseguiremos sair dela fazendo a economia de um conflito generalizado.

O que podemos perscrutar e perspectivar:

1. Que temos, pela frente, um período de anos, vários anos, de fortes mutações em todas as componentes económicas, sociais, políticas e militares.

2. Que a duração desse período não obedece a simples critérios económicos mas é mais complexa e integra uma lógica de procura e luta pela hegemonia e pela imposição de um “modelo” (modo como, neste período específico, se concretiza a luta pelo poder e pela sua hierarquização).

3. Que nessa luta pela hegemonia e exceptuando alianças ao invés e convergências de ocasião, o grande (des)alinhamento se fará entre potências e países e culturas de vocação marítima e países e culturas de vocação continentalista.

4. Que este afrontamento (mais ou menos pacífico ou declaradamente violento) coincidirá com o período de afirmação das novas tecnologias e componentes do novo modelo global (que tanto quanto, neste momento, se pode entrever vão passar, sobretudo, pelo espaço e pelo mar e, portanto, pela “Defesa e Segurança”).

5. Que à saída teremos um período de paz, desenvolvimento e prosperidade (pelo menos para o centro do modelo) garantido por uma nova hegemonia e por um novo modelo global servido por novo tipo de energia, novas indústrias e tecnologias motoras de desenvolvimento, nova divisão internacional do trabalho, novo espaço e nova articulação/organização, novo estatuto da empresa e novo quadro de concorrência global. E, claro, novas instituições para regular tudo isto (em 1945 e anos seguintes, os vencedores da II Guerra impuseram a ONU, o FMI, Bretton-Woods, a OMC, o Banco Mundial e um certo Direito… Tudo o que agora está a mostrar ter atingido os seus limites).

O que isto implica:

É num quadro deste tipo que, penso, tem de ser perspectivado o “pós-crise” português. Não é bem saber que país queremos… É saber qual o melhor país possível que podemos projectar e cujos fundamentos podemos começar, desde já, a lançar. É saber – e isso como se viu já é perceptível – que as tecnologias de “Defesa e Segurança” são o grande vector tecnológico organizador da mudança... Quer dizer, há que privilegiar o imprescindível: conhecer e antecipar... Para que o mar proceloso e as tempestades medonhas que vão ser os próximos anos possam ganhar algum sentido.

Fazer esta prospectiva do Portugal “pós-crise” é decisivo não só para o futuro (para garantir que há futuro…), como para o próprio presente e para que este ganhe sentido. Só um tal quadro pode iluminar discussões de hoje como o TGV, as estradas, o novo aeroporto, os portos, Sines, os investimentos, que investimentos (para que não se estoirem os últimos recursos a alimentar os gulosos do costume...), etc. Discussões que têm estado a ser colocadas em quadros politiqueiros que não as esclarecem, nem podem esclarecer, mas pelo contrário ainda as obscurecem, enredam e embrulham.

O cepticismo timorato, destituído e pusilânime dos “velhos do Restelo” (obrigado, Camões, por essa magnífica síntese) não pode ser o software da elaboração do futuro. Só a ousadia da inteligência competitiva e estratégica (daquele tipo que D. João II deu a Portugal e à Europa) pode ser útil e responsável na projecção do imprescindível retrato estratégico do Portugal do pós-crise.

A sociedade portuguesa, no seu devir histórico, sempre foi muito atreita a criar fortes bloqueamentos (e as razões disso podem ser estudadas…), mas teve, frequentemente, um génio inultrapassável para as ultrapassar, encontrando dentro de si soluções inovadoras e de futuro. E produzindo novas elites para as protagonizar…

José Mateus Cavaco Silva, in TDSnews  2009/08/04
 

Há Mar e Mar. Há ir e... por lá ficar

Um rico texto de verão a ler aqui

(onde se explica a raiz das desgraças que nos acontecem e por que razão nos acontecem e se dá o exemplo concreto de um caso – o sector da construção naval)








Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…

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