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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Sunday, 30 August 2009

Ver claro

29 Agosto 2009 - 00h30

 

Criar a Recaída

O comportamento cínico e leviano dos gestionários do sistema financeiro (aumento dos seus proventos fixos e variáveis, reserva para si mesmos das (continua na coluna do ‘Correio da Manhã’)

 

Ver Claro

22 Agosto 2009 - 00h30

 

Ataque à Defesa

O actual tipo de evolução do sector e do seu principal player (Grupo Empordef) abre portas a uma recomposição do mapa das indústrias de Defesa e a uma nova partilha do mercado, da construção naval (em profunda crise) ao espacial e às sensíveis e estratégicas engenharias de software... (continua na coluna do ‘Correio da Manhã)

Monday, 17 August 2009

MONARQUIA E REPÚBLICA

Vasco Pulido Valente, no Público

«Alguns bloggers do "31 da Armada" resolveram hastear a bandeira da Monarquia na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, de onde em 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República. Anteontem, dois deles - Henrique Burnay e Nuno Miguel Guedes, que por acaso conheço de O Independente - entregaram a bandeira de Lisboa (que na altura tinham removido) à PSP.

Nada a objectar. Portugal precisa de imaginação. O pior é quando se levam a sério, como certa gente levou, esta espécie de "provocações". Porque, evidentemente, a ideia do "31 da Armada" não faz sentido, excepto como protesto cómico contra o actual regime, que se parece cada vez mais com o regime impotente e corrupto do "rotativismo" e do patético D. Manuel II.

O "31 da Armada" não pensou com certeza que a bandeira azul e branca, que pendurou na câmara, não representava a Monarquia. Representava a Monarquia da Carta e, com ela, o défice do Estado, a dívida externa (proporcionalmente a maior da Europa) e dois partidos sem legitimidade ou função (o Regenerador e o Progressista), que Portugal inteiro desprezava.

Como o "31 da Armada" com certeza também não sabe que repetiu uma cerimónia por excelência revolucionária e republicana. Da Câmara de Paris (do Hôtel de Ville) é que desde 1789 se anunciaram à França (e ao mundo) os "triunfos", que se destinavam a inaugurar uma sociedade perfeita e a salvar o Homem com maiúscula. O radicalismo português copiou isto (era, de resto, todo ele uma cópia) e a farsa do "31 da Armada" copiou a farsa do radicalismo.

De qualquer maneira, para meu espanto, houve quem gravemente se perguntasse se o "5 de Outubro" não passava afinal de uma insurreição lisboeta e mesmo, ressuscitando uma velha e absurda tese, se a República não devia ser plebiscitada. O que não anuncia coisa boa para as comemorações do centenário, que se aproxima.

A República de hoje não é a República Democrática (e terrorista) de Afonso Costa, interrompida durante meio século pela ditadura de Salazar e Marcelo Caetano. Confundir uma com a outra (como desconfio que vai acontecer) ou glorificar a primeira em putativo benefício da segunda só mostra ignorância (ou má-fé) e a falta do mais preliminar sentido histórico.

Quanto à Monarquia, embora isso custe ao "31 da Armada" e ao meu amigo MEC, não dispensa um rei e um rei plausível (incluindo D. Manuel) é exactamente o que ela nunca teve. Ou tem»

Sunday, 16 August 2009

DEFESA OU UMA IDIOTA

EXCEPÇÃO PORTUGUESA

 

“Defesa em alta: Violento aumento dos orçamentos de Defesa um pouco por todo o mundo: China, Rússia, Índia, Brasil, Venezuela, mundo árabe, até nos mais pobres estados africanos as notas de encomenda sobem em flecha...”. Isto escrevi eu este sábado no Correio da Manhã, na habitual coluna “Ver Claro”.

O que não tinha espaço físico para escrever é que nos estados europeus mais avançados (com problemas económicos graves e necessidade absoluta de financiar o estado social) e até nos EUA, estes aumentos não são agora lineares...

Mais do que a aumentos quantitativos, assiste-se à reorientação dos orçamentos em favor das tecnologias de defesa e segurança e ao reforço intensivo dos orçamentos dos dispositivos de inteligência...

Em Portugal, todavia, orgulhosamente só, este pobre (de espírito) ministro não vê mais que os sargentos (instrumentalizados pelos fulanos do costume…) e suas reivindicações e uns prédios para vender e fazer uns tostões.

O resto, que é o que de importante está a acontecer no mundo, passa-lhe completamente ao lado... Coitado, acho que ele nem o faz por mal. E mais acho que ele até faz o que pode.

Gostava, porém, que um dia alguém me explicasse como são escolhidos (desde os tempos de Mário Soares e Jaime Gama) os ministros da Defesa em Portugal e com que critérios.

Talvez então se desminta a afirmação de um velho general de que “a única condição em Portugal para ser ministro da Defesa é… não perceber nada do assunto”.

Este sítio é cada vez mais um óptimo local para se construir um belo país e o respectivo estado...
.

Notas:

Prioridade Defesa.

La Défense, priorité de l’emprunt. Hervé Morin a estimé lundi que l’industrie de défense devait faire partie des priorités du futur grand emprunt national annoncé par Nicolas Sarkozy. "N’oublions pas qu’investir dans les équipements de défense, c’est investir dans la recherche de pointe, c’est défendre les quelque 330 000 emplois de l’industrie de la défense et de ses sous-traitants", a déclaré le ministre de la Défense dans son discours aux Armées à la veille des célébrations du 14 Juillet(...) Lire 

Prioridade nacional.

La cybersécurité hissée au rang de priorité nationale. La création de l'Agence nationale de la sécurité des systèmes d'information vise à donner un nouveau souffle à la lutte contre les menaces réseaux. Elle peut compter sur un budget de 90 millions d'euros. Lire

José Mateus Cavaco Silva at August 16, 2009 20:23 | link | comments
Tags: portugal, defesa

Do vale à montanha

Fernando Pessoa, 1932

 Imagem

Do vale à montanha,

Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,

Por casas, por prados.

Por quinta e por fonte,

Caminhais aliados.

 

Do vale à montanha,

Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,

Por penhascos pretos,

Atrás e defronte,

Caminhais secretos.

 

Do vale à montanha,

Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,

Por plainos desertos

Sem ter horizontes,

Caminhais libertos.

 

Do vale à montanha,

Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,

Por ínvios caminhos,

Por rios sem ponte,

Caminhais sozinhos.

 

Do vale à montanha,

Da montanha ao monte,

Cavalo de sombra,

Cavaleiro monge,

Por quanto é sem fim,

Sem ninguém que o conte,

Caminhais em mim.

                                24/10/1932

José Mateus Cavaco Silva at August 16, 2009 04:31 | link | comments
Tags: portugal, mistérios
Saturday, 15 August 2009

Louis Armstrong

what a wonderful world



 

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colours of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"

I hear babies cryin', I watch them grow
They'll learn much more than I'll ever know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world

José Mateus Cavaco Silva at August 15, 2009 22:13 | link | comments
Tags: fotos e vídeos
Friday, 14 August 2009

GUERRA DA INFORMAÇÃO

MATRIZ E FUNDAMENTOS

Uma abordagem que permite matrizar os conflitos que, nos últimos tempos, têm assolado a sociedade política portuguesa, saltando como coelhos de cartolas… Do Freeport ao Preto e às acções BPN de Cavaco e ainda ao que em breve se verá, ao que saltar da próxima cartola. Pois que, como é dito, “la construction de l’opinion (et donc sa déconstruction par opposition) va donc être au final la résultante du contraste entre l’image du leader (son discours, ses postures…) et la réception que va se faire un groupe d’individus dans un contexte donné avec comme résultante la confiance accordée.» É, portanto, dos fundamentos actuais da guerra da informação (com suas campanhas mais ou menos negras, com mais ou menos Preto, que aqui se fala.

Logique de déstabilisation

Les attaques à la personne

 

INFOGUERRE 09-07-2009 dans Guerre de l'information

 

La médiatisation des hommes politiques, et notamment de leur vie privée, fait de plus en plus parler dans les divers médias. Hommes politiques, journalistes, citoyens/spectateurs et scientifiques témoignent de cette évolution médiatique de la communication politique. Jean-Marc Ferry avance le fait que l’espace public est scindé en deux espaces : l’espace public social et l’espace public politique.


Dans l’espace public social, voué à une approche critique, des thèmes de discussion jusqu’alors privés ont surgi sur la scène publique et ont eu progressivement droit de cité. Depuis, l’emprise généralisée de la communication a entraîné l’apparition d’un nouveau dispositif où l’intimité professionnelle, familiale et conjugale est exhibée sur une scène publique médiatique. Cet auteur montre ainsi que l’espace public politique vit un déplacement du règne de la critique à un règne de l’opinion. Elle – l’opinion – est, d’après Jean-Pierre Beaudouin, cependant rarement unanime.

 

En effet, la partie minoritaire se plaindra souvent de l’aveuglement de l’opinion considérée comme faisant le mauvais choix, alors que l’autre partie se félicitera de la sagesse de l’opinion. L’opinion n’est ainsi pas forcément publique, elle représente avant tout un groupe de personnes qui se sent concerné par un projet, une demande, un ordre, un fait quelconque et qui se fait un avis à ce sujet.

 

La valeur du dirigeant, toujours d’après Jean-Pierre Beaudouin, est donc le fruit du jugement d’un tiers. La construction de l’opinion (et donc sa déconstruction par opposition) va donc être au final la résultante du contraste entre l’image du leader (son discours, ses postures…) et la réception que va se faire un groupe d’individus dans un contexte donné avec comme résultante la confiance accordée.

Télécharger le PDF: Les attaques à la personne: Logique de déstabilisation

Thursday, 13 August 2009

JACQUES ATTALI:

COMO EVITAR O APOCALIPSE...
L'Express, no. 2886 - Repères, jeudi, 26 octobre 2006, p. 42
Débats - Comment éviter l'apocalypse? - Barbier Christophe

En essayiste et romancier, Jacques Attali a imaginé Une brève histoire de l'avenir. Scénario sur le monde tel qu'il risque d'être

Chroniqueur à L'Express, Jacques Attali sème ses idées hebdomadaires comme un Petit Poucet mais à l'envers: non pour retrouver son chemin vers le bonheur passé, mais pour délimiter la route vers l'avenir. Dans Une brève histoire de l'avenir (Fayard), il rassemble ces cailloux en un jardin japonais où il trace le parcours de la Terre dans les soixante prochaines années. Il s'agit bien de prévisions, du récit de ce qui doit, selon lui, advenir, et non d'hypothèses. A l'horizon se profile notamment, selon l'auteur, un conflit majeur, une guerre mondialisée, dont l'issue probable est, miroir du big bang initial, une déflagration fatale à l'humanité. Si cette histoire est «brève», c'est moins parce qu'elle tient en un livre que parce que l'avenir est en CDD... Mais Jacques Attali sait aussi bâillonner la Cassandre qui s'alarme en lui. Même avec l'Homme, le pire n'est jamais sûr.

Est-ce l'essayiste qui rassemble ses thèses ou le romancier qui rêve l'avenir? L'un et l'autre: le romancier aide l'essayiste à imaginer l'impensable. J'ai d'abord rassemblé les résultats de tous mes travaux, pour en faire la synthèse en une théorie de l'Histoire. Puis j'ai essayé d'en déduire une grille de lecture des soixante prochaines années. Là, le romancier devient essentiel. Car l'avenir ne sera pas une prolongation de tendances, il y aura des événements bouleversants, que j'ai essayé de comprendre, d'imaginer, à partir des surprises du passé.

Vous offrez une lecture de l'Histoire récente par le capitalisme, où l'on voit se déplacer le «coeur» du monde: il est à Los Angeles, où va-t-il aller?

- Il y a en effet un mouvement de l'Histoire: le coeur politique, économique, technologique, culturel du monde passe du Moyen-Orient, où il s'installe il y a cinq mille ans, vers la Méditerranée; ensuite, à partir du XIVe siècle, pendant quatre siècles, il hésite entre Méditerranée et mer du Nord, puis bascule vers la seconde, avant de traverser l'Atlantique puis de parcourir les Etats-Unis pour aller vers le Pacifique. On pourrait penser que, demain, le coeur du monde poursuivra son chemin et traversera le Pacifique. Je prévois plutôt, et je le démontre, qu'on en a fini avec la notion de «coeur», car les nouvelles technologies permettront de ne plus avoir besoin d'accumuler richesses, compétences et pouvoirs en un seul endroit.

Dans votre récit, la France a raté tous les trains. Paris n'a-t-il jamais eu son tour?

- Non; nos livres d'histoire le prétendent, mais c'est faux: la France a de tout temps eu un pouvoir d'achat de deux à quatre fois inférieur à celui du coeur de l'époque. Pour être un coeur, il faut être un port avec un arrière-pays industriel. Quand la France a eu un port important, comme Marseille, celui-ci n'avait pas l'arrière-pays nécessaire, et quand elle a eu l'arrière-pays, comme la Normandie, le grand port manquait.

Est-ce le romancier qui envisage le coeur à Jérusalem?

- Le romancier ou l'astronome: Le Verrier a trouvé Neptune où le calcul lui avait indiqué que se trouvait cette planète! Le romancier aimerait que le coeur revienne au Moyen-Orient, d'où il est parti. Jérusalem est aujourd'hui le lieu de tous les conflits. S'il y a un gouvernement mondial demain, et il y en aura un, il pourrait se tenir là...

Vous dégagez un scénario probable...

- Oui: d'abord, dans vingt à trente ans au plus, un repli des Etats-Unis sur eux-mêmes; puis un univers polycentrique, avec une dizaine de nations dominantes; puis, vers 2050, un monde sans Etats, marché mondial chaotique et flamboyant, que je nomme l' «hyperempire», suivi par un conflit puis, si l'humanité survit, par une démocratie mondiale.

Pourquoi le polycentrisme ne peut-il être durable?

- Le marché sera trop fort, personne ne pourra lui résister; il instaurera l' «hyperempire». La démocratie ne saura se mettre assez vite à la taille du marché: c'est bien ce que l'on a vu avec l'échec de la Constitution européenne. Le marché développera une formidable croissance nouvelle.

Quels seront les secteurs porteurs?

- A chaque coeur fut attachée une technologie, qui assura sa domination. Demain, les industries de l'assurance et de la distraction domineront, grâce aux technologies de l'information, allant jusqu'aux nanotechnologies, qui serviront aussi à développer la surveillance et l'autosurveillance.

Ce n'est pas si mal!

- Oui: autosurveiller sa santé, son environnement, c'est bien. C'est pourquoi cette évolution sera acceptée. Mais cette autosurveillance conduira à un désir de conformité à la norme, forme de discipline dans un monde sans maître visible. C'est ainsi que tiendra l'hyperempire, conduisant de la liberté à une dictature de la servitude volontaire.

A vous lire, l'apocalypse est logique.

- J'espère que le fait d'écrire qu'elle est probable aidera à l'éviter. Je voudrais donc aider à ce que ma prédiction devienne fausse. L'hyperempire, ce sera la fin de l'Etat, donc du droit, et le triomphe de la piraterie. Les économies criminelles, qui représentent déjà de 15 à 20% du PNB mondial, passeront alors à plus de la moitié. La logique de l' «hyperconflit» apparaît. L'Histoire est une oscillation, dont l'amplitude grandit, entre le pire et le meilleur; si l'on en sort par le bas, ce sera la fin de l'humanité. Et l'on vit un moment d'accélération de l'amplitude.

Mais une «alliance» peut éviter la fin du monde...

- Oui. Je prévois que les nations démocratiques se rassembleront en une alliance qui fera naître un jour une intelligence collective. Et, à terme, une démocratie planétaire et proche, que je nomme l' «hyperdémocratie». Face à la Corée du Nord nucléaire, on voit déjà les Etats-Unis, le Japon et la Chine se rassembler. La «communauté internationale» commence à avoir du sens.

«Intelligence collective»: un nouveau dieu?

- Les hommes devenant collectivement sages... On peut appeler ça Dieu...

Pourquoi excluez-vous le coeur extraterrestre?

- Tant qu'on ne dépassera pas la vitesse de la lumière, on n'ira pas loin: le système solaire est une prison pour l'homme. Dans les soixante prochaines années, on n'y arrivera pas. On est allé sur la Lune en 1969, on ne sait toujours pas ce qu'on en fera. Le seul espace extraterrestre possible, c'est le continent virtuel, qui commence avec Internet et sera bientôt à trois dimensions...

Et la mer?

- Elle sera une ressource majeure, et c'est pourquoi je ne crois pas à la rareté durable des matières premières. Mais je n'imagine pas qu'on se mette à vivre massivement sous la mer dans les soixante prochaines années. Le pouvoir et le chaos seront donc encore terrestres.

Décrivez-nous la «gelée bleue»...

- Les nanotechnologies préparent des robots de la taille d'un grain de poussière, pour en faire des médicaments, des mouchards ou des armes. Des nuages de ces robots seront gris pour le crime, verts pour les militaires ou bleus, comme les Casques bleus d'aujourd'hui, et seront capables de maîtriser tous les autres nanorobots.

Le citoyen de votre hyperdémocratie, c'est le «transhumain». Il ressemble à votre ami Mohammad Yunus, le Prix Nobel de la paix...

- «Transhumains», c'est le nom que je donne à l'élite de demain, altruiste, qui crée de la valeur sans but lucratif. Le transhumain a des racines tout en étant un citoyen planétaire; il ne cherche plus à accroître sa liberté individuelle, mais à trouver son bonheur dans celui des autres. Cela va d'une aide-soignante dans un hôpital à un Prix Nobel. La microfinance sera un des acteurs majeurs de cet avenir.

Vous aimez les sabliers et les labyrinthes: temps et hypothèses. Votre livre est leur mélange...

- En effet, l'Histoire est un labyrinthe, qu'il faut suivre jusqu'au bout, malgré les impasses. Aussi, je n'ai pas voulu écrire des scenarii parallèles - ce serait un aveu d'impuissance intellectuelle. Tout labyrinthe, si jalonné de surprises soit-il, a une sortie.

© 2006 L'Express. Tous droits réservés.

ACHETER : Une brève histoire de l'avenir

ESTE ESTADO ESTOIROU!

 

Ângelo Correia acaba de dizer na televisão que “o estado social estoirou”... Erro, senhor engenheiro! Alguma coisa estoirou, realmente, sim, senhor, mas o senhor engenheiro está enganado. O que estoirou foi este Estado!

 

Muito mais perto da realidade andou, ontem, Medina Carreira ao dizer que “Portugal é um imenso BPN”, uma outra forma de dizer: este Estado estoirou!

 

Claro, podemos perguntar-nos se ao dizê-lo Medina Carreira não está também a fazer a crítica mais demolidora ao senhor que ele apoiou para Presidente da República (e que pelos vistos já não apoia...) e que tinha uma forte relação com o BPN de Oliveira e Costa... Mas Medina habituou-nos há muito (e sei bem desde quando pois sou autor de algumas das suas primeiras entrevistas, há quase 30 anos... meu deus, há já tanto tempo, Henrique!) a dizer em voz tonitruante o que ninguém ousa formular.
.
O que estoira, por mais não ter condições de continuar, sobretudo, depois da crise global se ter abatido sobre este pobre sítio, é este estado do "complexo neo-corporativo e salazarento" que se desenvolveu aqui, como uma ténia, nos últimos trinta anos...

Julien Gracq...
 

Le rassurant de l'équilibre

c'est que rien ne bouge.

Le vrai de l'équilibre

c'est qu'il suffit d'un souffle pour tout faire bouger.

.
Julien Gracq

 

José Mateus Cavaco Silva at August 13, 2009 21:09 | link | comments
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Julien Gracq...
 

Le rassurant de l'équilibre

c'est que rien ne bouge.

Le vrai de l'équilibre

c'est qu'il suffit d'un souffle pour tout faire bouger.

.
Julien Gracq

 

José Mateus Cavaco Silva at August 13, 2009 21:08 | link | comments
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Wednesday, 12 August 2009

M’

Elle m’aime

C’est elle-même

Qui a dit je t’aime

A lui-même

 

Cadeau suprême

Comme apothème

De l’hélianthème

Pour lui-même

japan.1211363190.jpg
 

 

in ambatill.blog.lemonde.fr/2008/05/

Pour elle-même
Voici ce poème
Les mots sèment
La lettre ” M “

 

Il l’aime
C’est lui-même
Qui a dit le ” M “
Elle a dit idem

José Mateus Cavaco Silva at August 12, 2009 20:25 | link | comments
Tags: sexo e cidade
Monday, 10 August 2009

CLIMA: A AMEAÇA DA MUDANÇA

As mudanças climáticas parecem bem mais complexas que o linear e estafado tema do “global warning”… O New York Times tratou recentemente o assunto, numa perspectiva de segurança e defesa, face a “environmental degradation and the weakening of national governments”, e analisou os seus “profound strategic challenges to the United States in coming decades”...

 

Climate Change Seen as Threat to U.S. Security

By JOHN M. BRODER  Published: August 8, 2009

WASHINGTON — The changing global climate will pose profound strategic challenges to the United States in coming decades, raising the prospect of military intervention to deal with the effects of violent storms, drought, mass migration and pandemics, military and intelligence analysts say.
Climate Change Seen as Security Threat

The conflict in southern Sudan, which has killed and displaced tens of thousands of people, is partly a result of drought in Darfur.

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Times Topics: Global Warming

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Such climate-induced crises could topple governments, feed terrorist movements or destabilize entire regions, say the analysts, experts at the Pentagon and intelligence agencies who for the first time are taking a serious look at the national security implications of climate change.

Recent war games and intelligence studies conclude that over the next 20 to 30 years, vulnerable regions, particularly sub-Saharan Africa, the Middle East and South and Southeast Asia, will face the prospect of food shortages, water crises and catastrophic flooding driven by climate change that could demand an American humanitarian relief or military response.

An exercise last December at the National Defense University, an educational institute that is overseen by the military, explored the potential impact of a destructive flood in Bangladesh that sent hundreds of thousands of refugees streaming into neighboring India, touching off religious conflict, the spread of contagious diseases and vast damage to infrastructure. “It gets real complicated real quickly,” said Amanda J. Dory, the deputy assistant secretary of defense for strategy, who is working with a Pentagon group assigned to incorporate climate change into national security strategy planning.

Much of the public and political debate on global warming has focused on finding substitutes for fossil fuels, reducing emissions that contribute to greenhouse gases and furthering negotiations toward an international climate treaty — not potential security challenges.

But a growing number of policy makers say that the world’s rising temperatures, surging seas and melting glaciers are a direct threat to the national interest.

If the United States does not lead the world in reducing fossil-fuel consumption and thus emissions of global warming gases, proponents of this view say, a series of global environmental, social, political and possibly military crises loom that the nation will urgently have to address.

This argument could prove a fulcrum for debate in the Senate next month when it takes up climate and energy legislation passed in June by the House.

Lawmakers leading the debate before Congress are only now beginning to make the national security argument for approving the legislation.

Senator John Kerry, the Massachusetts Democrat who is the chairman of the Foreign Relations Committee and a leading advocate for the climate legislation, said he hoped to sway Senate skeptics by pressing that issue to pass a meaningful bill.

Mr. Kerry said he did not know whether he would succeed but had spoken with 30 undecided senators on the matter.

He did not identify those senators, but the list of undecided includes many from coal and manufacturing states and from the South and Southeast, which will face the sharpest energy price increases from any carbon emissions control program.

“I’ve been making this argument for a number of years,” Mr. Kerry said, “but it has not been a focus because a lot of people had not connected the dots.” He said he had urged President Obama to make the case, too.

Mr. Kerry said the continuing conflict in southern Sudan, which has killed and displaced tens of thousands of people, is a result of drought and expansion of deserts in the north. “That is going to be repeated many times over and on a much larger scale,” he said.

The Department of Defense’s assessment of the security issue came about after prodding by Congress to include climate issues in its strategic plans — specifically, in 2008 budget authorizations by Hillary Rodham Clinton and John W. Warner, then senators. The department’s climate modeling is based on sophisticated Navy and Air Force weather programs and other government climate research programs at NASA and the National Oceanic and Atmospheric Administration.

The Pentagon and the State Department have studied issues arising from dependence on foreign sources of energy for years but are only now considering the effects of global warming in their long-term planning documents. The Pentagon will include a climate section in the Quadrennial Defense Review, due in February; the State Department will address the issue in its new Quadrennial Diplomacy and Development Review.

“The sense that climate change poses security and geopolitical challenges is central to the thinking of the State Department and the climate office,” said Peter Ogden, chief of staff to Todd Stern, the State Department’s top climate negotiator.

Although military and intelligence planners have been aware of the challenge posed by climate changes for some years, the Obama administration has made it a central policy focus.

A changing climate presents a range of challenges for the military. Many of its critical installations are vulnerable to rising seas and storm surges. In Florida, Homestead Air Force Base was essentially destroyed by Hurricane Andrew in 1992, and Hurricane Ivan badly damaged Naval Air Station Pensacola in 2004. Military planners are studying ways to protect the major naval stations in Norfolk, Va., and San Diego from climate-induced rising seas and severe storms.

Another vulnerable installation is Diego Garcia, an atoll in the Indian Ocean that serves as a logistics hub for American and British forces in the Middle East and sits a few feet above sea level.

Arctic melting also presents new problems for the military. The shrinking of the ice cap, which is proceeding faster than anticipated only a few years ago, opens a shipping channel that must be defended and undersea resources that are already the focus of international competition.Skip to next paragraph

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Ms. Dory, who has held senior Pentagon posts since the Clinton administration, said she had seen a “sea change” in the military’s thinking about climate change in the past year. “These issues now have to be included and wrestled with” in drafting national security strategy, she said.

The National Intelligence Council, which produces government-wide intelligence analyses, finished the first assessment of the national security implications of climate change just last year.

It concluded that climate change by itself would have significant geopolitical impacts around the world and would contribute to a host of problems, including poverty, environmental degradation and the weakening of national governments.

The assessment warned that the storms, droughts and food shortages that might result from a warming planet in coming decades would create numerous relief emergencies.

“The demands of these potential humanitarian responses may significantly tax U.S. military transportation and support force structures, resulting in a strained readiness posture and decreased strategic depth for combat operations,” the report said.

The intelligence community is preparing a series of reports on the impacts of climate change on individual countries like China and India, a study of alternative fuels and a look at how major power relations could be strained by a changing climate.

“We will pay for this one way or another,” Gen. Anthony C. Zinni, a retired Marine and the former head of the Central Command, wrote recently in a report he prepared as a member of a military advisory board on energy and climate at CNA, a private group that does research for the Navy. “We will pay to reduce greenhouse gas emissions today, and we’ll have to take an economic hit of some kind.

“Or we will pay the price later in military terms,” he warned. “And that will involve human lives.”

Saturday, 08 August 2009

Ver Claro

Xeque a Obama...

O patrão da Goldman Sachs não quer que se saiba que os dirigentes do banco vão receber 11 mil milhões de dólares de prémios relativos ao desempenho no primeiro semestre deste ano. Assim, recomendou discrição e invisibilidade. Erro... a mensagem tornou-se demasiado visível em Wall Street e, logo, em Nova Iorque. Agora, toda a gente quer saber como é isto dos cheques que dão xeque-mate à moralização da banca prometida por Obama (continua na coluna do Correio da Manhã)

Friday, 07 August 2009

MÁRIO SOARES E O EQUÍVOCO

DO INEVITÁVEL “MAIS ESTADO”

 

Mário Soares, em recente artigo na “Visão”, sublinha um “ar do tempo” que traz “mais estado” e acha que com isto “a história dá razão aos socialistas”. A questão é bem grave e merece, portanto, mais análise e o dissipar de equívocos.








Diz Soares: “Jacques Julliard, num lúcido artigo no Nouvel Observateur, deu exemplos: Barack Obama quer mais intervencionismo do Estado e mais regulação, uma mudança político-económica de 180º; mais luta contra o desemprego, em favor de serviços sociais de qualidade e mudar a imagem da América no mundo. O Papa Bento XVI, na recente encíclica Caritas in veritate denuncia as "aberrações do lucro", a "tirania do mercado", as desigualdades sociais, e preconiza uma nova autoridade política mundial. É o ar do tempo...”*

Há, de facto, um ar do tempo... O problema que Mário Soares não vê é que, mesmo que venha aí “mais Estado” (e vem…), “mais Estado” não é igual a “mais socialismo”… Senão teríamos que concluir que Salazar e Franco foram os grandes socialistas do século XX. E não o foram… O diabo esconde-se nos detalhes. E o “mais Estado” que aí vem (a começar pelo do Papa) é muito anti-socialista. E até desarma os socialistas.

 

E é isto que Soares devia ver e alertar para o perigo enorme que tal representa. Não o faz. Falha. Falha no que é vital e glorifica as aparências. Num homem da idade dele e com o estatuto dele, é um erro inaceitável. Não se pode mesmo aceitar tamanho erro!

 

* in «O tempo e a vontade» (Visão, 23/07/09)

 

http://aeiou.visao.pt/o-tempo-e-a-vontade=f523029

Thursday, 06 August 2009

FINALMENTE, IMAGENS

OFICIAIS DO LANÇAMENTO

‘TASCABEAT’ NO TIVOLI

ESGOTADO E AO RUBRO...

 

OqueStrada Se Esta Rua Fosse Minha ao Vivo

Teatro Nacional Sem Finanças

O Teatro Nacional D. Maria II despediu o director financeiro, contra a opinião da administradora do pelouro que, depois de se manifestar contra, foi queixar-se ao ministro e… meteu baixa. Os custos de estrutura subiram, entretanto, para mais de 3 milhões/ano… A administradora com o pelouro financeiro tem mesmo razões para estar doente.

 

A tristeza disto tudo é que mais uma vez se demonstra que os “artistas” e outros agentes da “cultura” nunca mais percebem que não podem dispor a seu bel-prazer dos dinheiros públicos e não entendem que se submetem às mesmas regras de aplicação desses dinheiros que os restantes beneficiários. O reivindicado estatuto de “artistas” não pode transformá-los nem em “isaltinos” nem em praticantes do “é fartar vilanagem”... Há muito pouco tempo a contabilidade do TNDMII era uma caixa de sapatos e, em situação de absoluta ilegalidade, quem procedia a pagamentos era também quem controlava os pagamentos... E tudo isto com dinheiros do orçamento de estado!

 

A situação tinha sido legalizada, já neste governo e há escassos meses, parece agora que tudo está a voltar ao “normal” ou seja à situação de “sem rei nem roque”. Será isto possível num estado de direito...?!
.
E, já agora pergunto, há ministro? E havendo que diz a isto?

 

Sunday, 02 August 2009

Brothers In Arms - Dire Straits


José Mateus Cavaco Silva at August 02, 2009 00:41 | link | comments
Tags: fotos e vídeos

Ver Claro, a coluna do Correio da Manhã

Chegámos ao G2

Como aqui se disse (CM, 20.06.09), é o G2 e não o G20 que importa, como agora se viu na reunião de Washington. A crise altera todos os equilíbrios  estratégicos mundiais. Enquanto G8, G14 ou G20 falam, o G2 (EUA e China) decide. "Diálogo estratégico e económico" que vai "modelar o século XXI", disse Obama desta relação bilateral hipercompetitiva. Realidade sem precedentes que emerge e acentua a marginalização da Europa, que Obama ignorou olimpicamente na preparação deste G2...  (continuar a ler na coluna do Correio da Manhã...)








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