| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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A COMUNICAÇÃO MUITO GALINÁCEA DOS NOSSOS QUERIDOS LÍDERES...
Vejamos, então: Governo – uma comunicação desadequada e totalmente ‘decalée’. Em linguagem musical, dir-se-ia que é uma coisa sem “tempo”. E que tem andado sempre fora de tom. E com um atraso notável à vista desarmada e que qualquer ouvido nota. Além disso, não soube antecipar os ataques de que Sócrates tem sido vítima. Foi aí reactiva, sempre reactiva. E mal. Nem depois de ver de onde os tiros vêm, soube passar à contra-ofensiva. Nem soube (e é facílimo) explicar a relativa fortuna pessoal do cidadão José Sócrates. Coisa não só facílima como ainda uma matéria tão fascinante que até se pode tornar um enredo de telenovela pois é uma fabulosa saga familiar com todos os ingredientes necessários. Presidente – se a do Governo é curta e reactiva, a do Presidente é asneirenta. Bem pior que a de Sócrates. Se esta não sabe tratar os assuntos e é reactiva (e ainda aí mal), a comunicação presidencial ao querer ser “modernaça” abre brechas e fornece pontos de ataque. Senão vejamos algumas fragilidades desnecessárias criadas por uma comunicação tonta e pouco, muito pouco, informada. Caso do aniversário presidencial: a “fotografia de família” era a coisa a evitar absolutamente. A partir de agora qualquer investigação jornalística a membros da “família” implica o Presidente. E foi ele que meteu tudo isto ao barulho. A “música” de Luís Montez, por exemplo, não era necessária na agenda presidencial e, manda a mais elementar prudência, que devia ser contornada e evitada. Já a meteram… Cavaco, se daí vierem notas fora de tom, não poderá queixar-se. Foi a sua “cp” que abriu a porta e criou a oportunidade para o ataque. Caso Dias Loureiro/BPN/SLN: o PR fez, nessa qualidade, várias comunicações oficiais sobre a matéria e até assumiu que confiava no “conselheiro de Estado”, numa altura em que já era o único a ter certezas dessas. Fez à volta das suas relações com o BPN e a SLN uma comunicação confusa, “barulhenta”, obscura e negacionista… Para, finalmente, ter de admitir que tanto ele como a filha tinham comprado acções a preços fixados arbitrariamente por Oliveira e Costa e vendido as ditas acções, meses depois, da mesmíssima forma. E ganho muito dinheiro. Ora, não havia necessidade… Quando toda a Lisboa falava da relação pessoal e dos almoços semanais entre Cavaco e Oliveira e Costa, o Presidente veio “esclarecer” que nunca desempenhara cargos no BPN/SLN… Enfim, uma lamentável confusão com o PR a levantar poeira que lhe aterrou Se um “agente infiltrado” na equipa do PR tivesse a missão de destruir a sua imagem de seriedade (agora, tendencialmente reduzida a um “pois, ele é tão sério que nunca se ri”) não teria feito melhor que estes pretensos “spindoctors” que assim o arrastam. Depois de terem aberto estas brechas, aviso eu, em termos de perceptions management tudo, mas mesmo tudo, pode por lá passar… E, assim, temos uma frágil e ameaçada imagem presidencial. Oposição – a “verdade” de Leite é o maior disparate de que a sua comunicação se podia ter lembrado. Senão pense-se bem. A líder da oposição (numa sociedade ainda muito de cultura rural e pouco dada a modernices) tem uma opaca vida afectiva… Qual é a “verdade” sobre a vida de Manuela? Quem era o ex-marido de que ela ainda usa o “Leite”? E tem namorados? Quem é o namorado e que decisões políticas essa relação já a “obrigou” a tomar? Nada disto é verdade? Mas qual é a “verdade”? Nesta matéria e noutras. Na relação com o Sporting do seu irmão Dias Ferreira? E este tem negócios? Com quem? E como é que esses “negócios” se relacionam com Manuela Ferreira Leite? Não há, não se relacionam, ela até é Estoril Praia e não do Sporting… Bom, qualquer um pode crer mas também querer e até exigir a “verdade”! A “verdade” sobre impostos, heranças, impostos sucessórios, saber o que tem em comum com o irmão… Podem dizer que “por aí não há nada”. OK. Mas, a verdade é que a realidade importa pouco, as percepções é que são críticas! E a “cp” de MFL abriu – escancarou, mesmo – as portas a uma exigência de verdade que ainda só não trucidou MFL porque, como vimos a comunicação de Sócrates é, pelo menos, singela e “naive”, com um espírito muito... simples. Síntese: se, para além do borbulhar do quotidiano, estas “comunicações” revelam alguma coisa, isso é o seu carácter amador, inconsistente e até patético. O que diz muito sobre a “qualidade” e as fracas exigências dos seus “clientes”, os nossos queridos dirigentes. Talvez um dia, eles ainda venham a perceber a base sobre a qual a "cp" tem de evoluir: isso da "realidade" agora não interessa nada, as percepções é que são críticas! Isto é a base de partida para uma gestão séria e eficaz. A gestão é assunto de especialistas e nunca dos curiosos e talentosos amadores que "põem" notícias. P.S.: Sócrates é rico, pelo menos, desde a morte do seu avô materno, mas cheira-me que, se não formar governo e ficar com tempo, para o ano ele vai ganhar imenso dinheiro. Imenso. E, de mão beijada, José Mateus Cavaco Silva at July 29, 2009 20:06 |
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Tags: inteligência económica, perceptions management, psd, governo, Cavaco, campanhas e eleições, guerra de informação Um governo de iniciativa presidencial “Nunca como agora existiram condições para um governo de maioria presidencial no caso de as legislativas não derem lugar a um governo com maioria absoluta. À esquerda e à direita do PS todos estão de acordo “Nunca como agora a esquerda conservadora esteve tão de acordo com os grupos corporativos, da mesma forma que nunca a direita afirmou de forma tão clara o acordo com as suas exigências. Mário Nogueira recebe o PSD, o Presidente da República recebe o senhor Palma, a CNA reveza-se com a CAP nas manifestações, todos estão unidos na preservação do Portugal anterior à globalização, do Portugal onde os pobres eram felizes. “Se considerarmos o que se passou nos últimos dois anos em Portugal poderemos imaginar o governo que seria do agrado de todos, do Paulo ao Miguel Portas, de Louçã a Ferreira Leite, de Cavaco Silva ao Mário Nogueira. Aqui fica a sugestão. Ministério das Finanças: idolatrado pelos seus vastos estudos de economia Louçã seria o ministro ideal, até porque durante a legislatura encontrou soluções para tudo, melhor do que ele só mesmo Jesus Cristo por causa do seu milagre dos pães. Sempre que se identifica um problema Louçã dá a solução, se há desemprego dão-se subsídios, desde os que ficaram desempregados aos que querem trabalhar. Se há falta de receitas fiscais o combate à evasão resolve tudo, se há lucros estes devem ser tributados até se transformarem Para assegurar a paz na escola pública e a felicidade de todos os funcionários que nelas trabalhem Mário Nogueira deveria ser o escolhido para ministro. Com ele Portugal conseguiria o melhor ensino da Europa graças à felicidade e pleno emprego dos professores do Estado. O senhor Palma daria um excelente ministro da justiça, até porque graças às excelentes relações com o Presidente da República seria fundamental para a colaboração estratégica entre Belém e São Bento, num domínio fundamental para a estabilidade do regime. O caso Freeport seria finalmente investigado com os recursos adequados, mesmo que o caso BPN, uma coisa de menor importância, ficasse para as calendas gregas. Para as Obras Públicas a escola obrigatória seria de Pedro Santana Lopes, com ele o TGV e o novo aeroporto eram esquecidos e no lugar destes projectos os portugueses poderiam viajar de túnel entre Portimão e Casablanca ou entre Viana de Castelo e Londres. O Bernardino Soares daria um excelente ministro dos Negócios Estrangeiros, as Farc passariam a contar com uma delegação permanente em Lisboa, Portugal tornar-se-ia um parceiro estratégico da Coreia do Norte e retiraria os exércitos portugueses do Afeganistão, enviando-os para as Ilhas Selvagens onde os espanhóis têm vindo a fazer voos rasantes sobre as focas. Portugal seria feliz e, com gripe ou sem gripe, Manuela Ferreira Leite seria a escolha óbvia de Cavaco Silva para primeira-ministra.” José Mateus Cavaco Silva at July 28, 2009 22:38 |
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Tags: portugal, complexo salazarento e neo-corpo, visto de esquerda, governo, blogs & sites, Cavaco 25 Julho 2009 A CIA quis manter secreta a morte do filho de Bin Laden, no início deste ano, no Paquistão. Os talibans paquistaneses confirmam que "perdemos alguns (...) Continuar a ler na Coluna do Correio da Manhã José Mateus Cavaco Silva at July 28, 2009 21:43 |
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Tags: ver claro, correio da manhã Oliveira e Costa já saiu da prisão
José Mateus Cavaco Silva at July 23, 2009 23:49 |
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Tags: crime, corrupção, mistérios QUEM CRIOU E DESENVOLVEU O MONSTRO QUE NOS AMEAÇA? É um gozo ver como o rigor e alguma ingenuidade da ciência podem escaqueirar, sem em tal ter pensado, uma artificial mas sofisticada construção ideológica... Uma mentira infinitamente repetida qu estava à beira de se tornar uma verdade comezinha. No blog da SEDES:
Afinal, quem anda a alimentar o monstro? Publicado por Ricardo Reis a 3:59 em Economia, Finanças Públicas, Pensamento Político, Política Nacional Na minha coluna deste próximo Sábado no i discuto o caminho previsível da despesa pública (carinhosamente apelidada “o monstro” por Cavaco Silva) no seguimento do défice nas contas públicas. Para escrever a coluna consultei um dado simples para medir o tamanho do monstro: o rácio dos gastos do Estado em consumo público em relação ao PIB. Reuni dados desde o início de 1986 e calculei a taxa anual de crescimento do monstro durante 4 períodos: os governos de Cavaco, Guterres, Durão-Santana, e Sócrates. O que descobri, sinceramente, surpreendeu-me. O período de maior crescimento do monstro foram os anos em que o PSD estava no poder, com Durão Barroso e Santana Lopes: 0,350,61% por ano. Segue-se Cavaco (0,35%), e só depois Guterres (0,20%) e por fim Sócrates (0,11%). Quer dizer, o grande alimentador do monstro é o PSD, que supostamente é o partido mais à direita e fiscalmente mais responsável O que explica isto em Portugal? Não conheço bem a realidade política no país; pode-me alguém explicar afinal qual é o partido que defende e pratica o corte no tamanho do Estado? Ou estou a perceber mal as divisões políticas, e afinal a diferença entre as preferências dos partidos está na composição da despesa e não no seu tamanho? (Nos EUA nos últimos 25 anos, a despesa pública durante Clinton foi em média semelhante à durante Reagan e os dois Bush. Por isso, hoje em dia a maioria dos politólogos não distinguem os dois partidos em termos do tamanho do Estado, mas antes na composição da despesa, mais militar no caso dos republicanos e mais no Estado-Providência no caso dos democratas. Isto parece estar rapidamente mudar com o plano de Obama de aumentar o Estado no sector da saúde.) Uma nota final: Não é minha intenção entrar no debate político de quem é melhor ou pior, mais sério, ou menos determinado. Coloco esta questão, neste espaço de debate, apenas para tentar perceber este facto importante da economia política em Portugal nos últimos 20 anos. 9 Comentários para “Afinal, quem anda a alimentar o monstro?” “Sabemos que os partidos de direita dão menos importância que os de esquerda aos bens e serviços públicos. Dado que é eleitoralmente perigoso acabar com certos serviços públicos (como escolas e maternidades), um cínico dirá que os partidos de direita, quando no poder, acumularão défices orçamentais. Assim, quando a situação se tornar insustentável, o Estado terá de reduzir a oferta de serviços públicos. Já um governo de esquerda, se valoriza os serviços públicos, não pode permitir que as contas públicas entrem Em Portugal, a experiência diz-nos que sim, afinal todos os governos socialistas (à excepção do de Guterres) foram obrigados a “meter o socialismo na gaveta”, adoptando políticas restritivas para corrigir os défices que vinham dos governos do PSD. Song, Storesletten e Zilibotti (professores de Economia) estudaram os dados para os países da OCDE. As conclusões são claras: em regra, quando estão governos de direita no poder, os défices orçamentais aumentam e a dívida pública acumula-se.” Retirado daqui: http://aguiarconraria.blogsome.com/2007/07/20/o-cinismo-da-ciencia-economica/
Caro Ricardo Reis Possivelmente depois de ter saído deste cantinho à beira mar plantado que perdeu as referências a este mix potentado de país. Aqui as singulariedades têm-se desdobrado diariamente e o Estado já não é o farol dos posicionamentos, antes o farol dos maus comportamentos.
Caro LA-C, Repare que essa teoria “esfomear o monstro” preve que os governo de direita tenham um *defice* alto, mas uma despesa publica constante ou mais baixa, com o intuito de reduzir a *despesa* do governo futuro. O facto que apontei neste post, foi que a despesa *sobe* quando o partido supostamente de direita esta’ no poder. Nao e’ esta a previsao das teorias cinicas que voce aponta. (Mais sobre esfomear o monstro na minha coluna de Sabado no i.) De acordo, o meu texto não era tanto sobre a despesa mas sim sobre o défice.
Estimado prof. Ricardo Reis Para que não cheguemos a conclusões erradas, e para bem do debate público, solicitava-lhe que nos revelasse a sua opinião acerca destes rácios. Cumprimentos
Caro Sr. Lobato, O meu contexto pessoal e’ o livro “Political Cycles and the Macroeconomy” de Alesina, Roubini and Cohen que tem uma serie de factos semelhantes sobre os partidos republicano e democrata nos EUA, e parte dai para construir varias teorias sobre como as eleicoes e a alternancia de partidos no poder afecta o ciclo de negocios.
Não há nenhum partido político em Portugal que defenda menos Estado, embora o CDS afirme o contrário. Veja-se o que aconteceu quando governou recentemente em coligação com o PSD.
Caro Ricardo Reis: Pessoalmente estou de acordo com a afirmação da Teresa Mónica: Em Portugal nenhum partido político defende menos Estado. Alguns (todos?)preferem dizer melhor Estado, assim contemplando o facto de grande parte da população viver encostada e “à conta” do mesmo: e não são só os funcionários das administrações públicas, mas também os fornecedores, gabinetes de estudos, consultoria, etc. para não falar dos que dependem dele em termos de várias formas de subsídios ( embora nem todos sejam consumo público). Esta dependência do Estado num País pequeno e pobre explica muito da dificuldade em ver os partidos a propor medidas concretas para redução da despesa, embora por vezes alguns falem dessa necessidade. Acresce que o período dos governos de Cavaco Silva coincidiu não só com a entrada de Portugal na UE ( e correspondente acesso aos fundos comunitários) , após o longo período de “vacas magras” imposto pelo FMI,na sequência da revolução de Abril, como a uma visão, que se revelou ingénua, de que muitos dos problemas poderiam ser resolvidos basicamente com mais recursos: reformas nas carreiras dos funcionários públicos (incluindo professores) e mais dinheiro para vários sectores (justiça, ensino, etc). Em resumo, e na minha interpretação (enquanto ausente do País nesse período) havia dinheiro e um certo optimismo de que as medidas pudessem resultar.
Tanto quanto percebi, Ricardo Reis vive nos EUA e não deve estar a par das movimentações político-partidárias na blogosfera portuguesa. Assim sendo, gostava de lhe comunicar que, tendo dado uma vista de olhos agora pelos blogues socialistas e alguns apoiantes explicitamente do governo de José Sócrates, estes estão eufóricos com o seu post, que está a ser amplamente divulgado. Forneceu assim “artilharia” pesada contra a candidata a primeira-ministra pelo PSD, cavaquista de sempre, numa altura de campanha eleitoral. Suponho que essa não era a sua ideia, pois advertiu que não está nada familiarizado com os meandros da política portuguesa. Mas a sua ignorância acerca das “lutas caseiras” não é mencionada nos blogues socialistas. Relativamente ao post de José António Girão, gostaria de acrescentar que após a revolução do 25 de Abril, só me lembro de haver alguma folga no dito “monstro” quando, após o difícil período revolucionário e estabilização democrática, e da difícil luta travada por Mário Soares e Hernâni Lopes, no governo de bloco central, Cavaco Silva cativou o eleitorado insurgindo-se contra esta aliança contra-natura e com uma auto-proclamada gestão de tipo tecnocrata, que geriu como soube os abundantes fundos comunitários. Foi um bodo não tanto aos pobres mas para alguns que perceberam como aproveitar para as mais diversas extravagâncias. Se exceptuarmos Salazar, desde pelo menos há 200 anos que os portugueses se queixam do “monstro” e tentam lidar com ele. Será agora que se conseguirá ultrapassar o dilema? Duvido muito. José Mateus Cavaco Silva at July 23, 2009 23:30 |
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Tags: inteligência económica, portugal, complexo salazarento e neo-corpo, blogs & sites, Cavaco, campanhas e eleições, guerra de informação
INTELIGÊNCIA
ECONÓMICA E
ESTRATÉGICA
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O Jumento, às 13:32 | links para este post | (20) Coices | Trackback | Permalink |
PASSAWORD... Uma engenheira da "informática" estava a ajudar um colega da empresa a configurar o computador e perguntou-lhe que password ele pretendia utilizar. Ela, sem dizer uma palavra, sem se rir ou dar parte de fraca, introduziu a password... Mas não conseguiu resistir e até ia morrendo de riso quando o computador deu a resposta: NÃO TEM TAMANHO SUFICIENTE!" Riram...? Sorriram, ao menos? Óptimo... Chegou-me há pouco por mail e não resisti a partilhá-la aqui. O que não falta por aí são malandrecos sem ”tamanho suficiente”! E, depois, um momento de humor ao fim da tarde faz-nos sempre bem...!
O homem, tentando atrapalhá-la, disse que pretendia utilizar “pénis”.
"PASSWORD REJEITADA:
Al Gore & Global Warming
SEM COMENTÁRIOS...!
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”...The branding of carbon dioxide as pollution is junk science aimed at creating yet another speculative financial bubble--the buying, selling, and leveraging of hot air in the form of carbon credits.
”The charlatan Al Gore and Goldman Sachs stand to make mountains of money from this scam, made possible by government mandates, rules, restrictions, and other measures that will choke off energy supplies, starve communities, pauperize the middle classes, crush the poor, cripple industry, condemn the United States to a state of permanent industrial and economic decline ... and line the pockets of the fakers and fraudsters.” # posted by Confidential Reporter @ 12:45 PM
Vingança de chinês: Não tendo conseguido ganhar a guerra pelo controlo do gigante mineiro Rio Tinto, Pequim prendeu um administrador do grupo de passagem na China e acusou-o de "espionagem"… O insólito acto de vingança causa espanto e perplexidade nos meios ocidentais e mostra a China como ‘um sistema de corrupção’.
Continuar a ler na Coluna do Correio da Manhã
TERRAMOTOS E CRISES,
CRISES E TERRAMOTOS!
Em 1755, tivemos uma crise provocada por um terramoto. Em 2009, começa um terramoto provocado por uma crise. Oxalá, haja , face a isto, gente da estirpe (inteligência, saber, determinação e coragem) dos militares, arquitectos, engenheiros e políticos que constituíram então o estado-maior do Marquês de Pombal... Oxalá!
Portugal, depois de começarem na economia os abalos telúricos provocados pela crise, está praticamente sem posição num mundo desorientado e já bastante de pernas para o ar. Os líderes dos actuais partidos políticos, ao ouvir falar da crise global (como não têm nada a dizer sobre a matéria, posto que ignoram tudo) viram pudicamente a cara para o lado e lá prosseguem no seu caminho fora da realidade.
Que não tenham o conhecimento profundo do que se passa no mundo e das suas consequências fatais ainda se lhes poderia perdoar. Mas a verdade é que nunca quiseram saber, nunca procuraram informar-se a sério, analisar as coisas e extrair daí as devidas consequências. E isto não lhes pode ser perdoado. Ou são burros ou preguiçosos ou autistas. Creio que, entre eles, haverá de tudo... Até uma ou outra excepção a este triste panorama.
Portugal viveu as últimas décadas sem um projecto estratégico nacional, nem sequer identificou as suas vantagens comparativas e muito menos as funções em que podia competir (e colocar-se em vantagem na cadeia de valor) na divisão internacional de trabalho de uma economia globalizada.
Não soube identificar e muito menos explorar as vantagens estratégicas que a sua geografia e a sua história lhe oferecem. Deixou-se andar, encostado a uma Europa que lhe permitia o regabofe de uma economia subsidiada por “fundos europeus” e lhe garantia uma “estabilidade” política que acaba por assegurar que, aconteça o disparate que acontecer, tudo será “gratuito” e ninguém corre risco algum. Neste doce engano, chegamos aqui.
Se uma economia global sempre a crescer permitia que Portugal lá fosse andando, apesar de muito manco, e todos os anos, nos momentos certos, lá apareciam “as cheias do Nilo” dos subsídios da Europa para regar e adubar a areia desta “ocidental praia lusitana” (em tempos tão fértil...). Mas a areia toda a cheia absorvia e continuava estéril... Hoje, o mundo muda radicalmente (nem se percebe ainda bem como será dentro de um ou dois anos), o modelo vigente da economia entra em colapso e a própria Europa “seca” um pouco ou talvez, como já se verá este Inverno ou na Primavera 2010, mesmo muito.
Desaparece assim todo o quadro geral que permitia a este país cego e manco de, apesar de tudo, ir andando. Em simultâneo, o sistema político-eleitoral dá mostras de ter envelhecido mal e de esgotamento. De esclerose, mesmo. Um dos sintomas deste esgotamento é, por exemplo, o facto de os portugueses mais qualificados, competentes e sérios fugirem de tudo o que cheira a política como o diabo foge da cruz...
A “elite política”, a cada ano, a cada eleição, perde um carácter residual de elite que ainda lhe restava e torna-se uma coisa banal e quase boçal, a fazer pela vidinha e de uma aflitiva ignorância. Até já tivemos um deputado a candidatar-se a jardineiro de uma câmara municipal! De facto, há que louvar-lhe a coragem e ousadia pois o homem não sabia mesmo fazer nada...
Esta convergência de crises (convergência que é própria de Portugal mas não se verifica nos restantes países do mundo desenvolvido mas apenas em países do terceiro-mundo) vai, já muito brevemente, pôr-nos diante da necessidade e do desafio de reerguer Portugal após a passagem destes repetidos abalos telúricos que a crise global nos envia. Se somos ou não capazes de o fazer é o que veremos, dentro de muito pouco tempo, e dirá o que houver a dizer sobre a nossa realidade... Sobre o que realmente somos e do que somos capazes.
PS: ADVERTÊNCIAS, EVIDÊNCIAS, EQUÍVOCOS E AINDA UMAS CERTAS TENDÊNCIAS SUICIDÁRIAS
· Sócrates: “Nunca houve vitórias da esquerda com enfraquecimento do PS”
· Alegre: adverte que recusará alianças à direita
Há aqui duas evidências e vários equívocos.
Vamos à primeira evidência. Cada vez que o PS perdeu, o PSD ganhou. Ganhou, portanto, alguém à direita do PS. Neste quadro, a afirmação de Sócrates é uma evidência. Mas - e isto há sempre um "mas" - essa vitória à direita (não disse "da direita"...) não terá sido muito conveniente para algumas "forças de esquerda"? Claro que sim, que foi.
A esquerda comunista (primeiro o PC e, nestes últimos anos, também o BE) não tem interesse algum em vitórias do PS. Isso é mesmo o que mais a prejudica. As vitórias à direita são-lhe muito mais profícuas. Daí as imensas alianças não-finalistas entre o PC e o PSD em câmaras municipais e instâncias locais e regionais e convergências pontuais, bem escamoteadas, ao nível nacional.
No quadro estratégico que Álvaro Cunhal deixou ao PC e que este mantém religiosamente (ou de que não se consegue libertar...), tudo o que enfraquecer o PS é bom... E o BE anda há dois ou três anos a copiar desavergonhadamente esta estratégia. Daí um carácter equívoco na afirmação de Sócrates.
Outros equívocos surgem na afirmação de Alegre. Ele adverte... Ele recusará... Ele! A interpelação imediata a este tipo de discurso é simples: defina "ele". Quem é ele? Ou quem se julga ele? Imagine-se um quadro geral no PS em que cada um dos militantes encartados se põe em bicos de pés a advertir do que recusa. Ainda haveria de aparecer algum socialista (mais jovem) a advertir que recusaria comer a sopa…
Num quadro tal, o PS teria, no mínimo, um modo de funcionar populista. A sua democracia interna teria voado em estilhaços. Estaria entregue a uma balcanização ululante e feudalizada. Se há, nesta atitude Alegre, uma série de equívocos a pedir definições, há também uma evidência: Alegre abre o caminho para a desagregação do PS. A impor-se esta via, Cunhal viu estrategicamente bem e Jerónimo e Louça fizeram bem em manter-se fiéis a ela.
Único problema: o contexto em que Cunhal pensou a coisa já não existe e mesmo o seu residual está a ser levado pelos vendavais da crise global. Mesmo as suas coordenadas desapareceram. Neste novo contexto que emerge fica à vista o esgotamento e a impotência deste sistema político-eleitoral de dominante parlamentar que impõe a mediação dos deputados na definição do poder executivo. E sendo assim...
Sendo assim seria bom (sobretudo para eles mesmos...) que Alegre, Jerónimo e Louçã vissem alguma coisa para além da ponta do seu nariz. E o PS ganharia muito em pensar duas vezes antes de se deixar suicidar...
Já agora, para finalizar, duas notas e um sinal: o velho Soares, que sempre achou a Europa um seguro de vida, já avisou que a apólice pode estar a expirar... E, last but not least, não há países ingovernáveis, há, isso sim, sistemas esgotados ou incompetentes (esta classe política que vem do início dos anos 70 nunca conseguiu criar um projecto estratégico nacional, continua no que Salazar deixou, introduzindo-lhe democracia, mas isto é escasso, muito curto, e aí começou o problema de um regime que em 35 anos não teve o tempo para criar esse conceito decisivo). Sinal dos tempos: Qualquer ouvido bem afinado já começou a detectar a musiquinha de apelo a soluções mais musculadas!
G20 - INSTANTES FATAIS!
O G20 (ou foi um G8...?) em Itália foi, de facto, um grande momento para os fotógrafos... Pode não ter servido para mais nada mas, naquele seu ar anacrónico e obsoleto de clube de uns senhores que discutem de tudo e não decidem de nada, mas foi um verdadeiro manancial de “instantes fatais”!

A crise não é má para todos e dá muito a ganhar a alguns. A Goldman Sachs, com o desaparecimento de concorrentes e com a necessidade de dinheiro dos Estados, atinge lucros-recorde e vai dar a quadros os maiores 'bónus'da sua história de 140 anos. A H&M, grupo sueco de vestuário a baixo preço, aumentou o volume de vendas em 20%, nos últimos 6 meses… Continuar a ler na Coluna do "Correio da Manhã"
TRIUNFO E CONSAGRAÇÃO
DA VELHA “FERNÃO LOPES”
Era um prédio velho numa rua velha, ali junto ao Saldanha. A rua hoje está renovada e o prédio já não existe. Está lá um centro comercial. No rés do chão e no primeiro andar esquerdos (claro que esquerdos… só podia!) instalou-se, na segunda metade dos anos setenta do século passado, um grupo de estudantes maoístas que aí fizeram a sede nacional da FEML.
Eram “maoístas” que ignoravam tudo da China e do real pensamento de Mao. Tinham, como "pensamento teórico", umas citações do “pequeno livro vermelho” engatilhadas e contra o “revisionismo” soviético defendiam uma “revolução cultural” (fosse lá isso o que fosse…). Eram um fenómeno da época e participavam, sem o saber, de uma das maiores operações de “perceptions management” alguma vez concebida e realizada – a “operação kaos” que se destinava a quebrar definitivamente a hegemonia comunista na esquerda europeia e a quebrou e... enterrou. Não tinham, porém, sequer ideia disso. E poucos, mesmo hoje, a terão.
Por lá passaram nomes e caras que vieram a tornar-se bem conhecidos: Maria João Rodrigues, Maria José Morgado, Teresa Almeida, Guida Sousa Uva, Franklin Alves, Paulo Casaca, Briosa e Gala e muitos outros que estão hoje em lugares de topo, da banca aos jornais e televisões, passando pelas administrações de empresas e pela… Comissão Europeia!
Aí, nesse prédio velho dessa velha rua, começou, de facto, a namorar e a tomar o gosto à intriga política o senhor presidente da Comissão Europeia, o tal que acaba de assegurar um segundo mandato com o apoio unânime dos 27 estados-membros, o querido “camarada Veiga”… Triunfo total, portanto, do “comité longa marcha”, da rua Fernão Lopes!
Longa vida ao camarada Veiga!
QUE FOI OBAMA FAZER AO G8…?
confira o velho ditado, ‘uma foto vale mais que mil palavras’

"There are growing signs -- from a black swan in savings/debt reduction to massive debt loads to quarterly trillion dollar losses in personal wealth to stagnant/falling consumer purchases to persistently low consumer confidence -- that the parasite ridden American "consumer" is finally dead. If this is true, the economic model of the latter half of the last Century is likely dead too, and that will mean wrenching change. It's my belief that the dominant solution is to prepare for a local future to ride out this storm."
John Robb, auteur de "Brave New War" qui l'a propulsé à la tête d'une série de conférences devant le DoD,
Plus rien ne sera comme avant mais tant que ceux qui sont chargés d'analyser la réalité, ceux qui sont charger de la gouverner ne l'admettent pas, le travail normatif sera cantonné à une fonction de maintien de l'ordre, du vieil ordre, qui se montrera de plus en plus répressif à mesure que la réalité refusera de lui obéir.
Le juriste actuel est à la croisée des mondes: à l'Est, un plongeon dans la réalité quotidienne que ce soit au parloir ou en entreprise, à l'Ouest, une formation sur les structures et les valeurs. Si le "juriste" accepte de prendre un nouveau positionnement, il a tous les atouts en main pour penser le nouveau monde et le structurer sinon il restera un "vieux du Restelo", ce personnage du poême épique portugais Les Lusiades qui condamnent les navigateurs partis découvrir un nouveau monde alors qu'ils auraient mieux fait rester et lutter contre les anciennes menaces; ce que le vieux n'avait pas compris c'est qu'en découvrant de nouveaux horizons, on change l'échiquier et ce qui était une menace peut devenir une opportunité.
Alice Lacoye Mateus0 commentaires
Libellés : crise
COISAS DO “ABALOZINHO”…
Sócrates, vítima do seu optimismo e voluntarismo, perdeu um ano (do Verão 2007 ao de 2008) antes de perceber a dimensão da crise e o seu significado. Manuel Ferreira Leite, ao falar agora de “abalozinho”, mostra o seu imenso e indesculpável atraso. Se num “engenheiro” essa incompreensão era, no verão de 2008, não aceitável mas explicável, já não o é, de todo, em 2009, numa “economista”... E isto não tem nada a ver com "esquerda" nem com "direita", como provam as declarações (ver abaixo) de Sarkozy na OIT. Talvez que este texto de Ambrose Evans-Pritchard, no Telegraph, a ajude:
By Ambrose Evans-Pritchard Published: 8:45PM BST 04 Jul 2009
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The message has not reached Wall Street or the City. If bankers know what is good for them, they will take a teacher's salary for a few years until the storm passes. If they proceed with the bonuses now on the table, even as taxpayers pay for the errors of their caste, they must expect a ferocious backlash.
We are fortunate that the
We are moving into Phase II of the Great Unwinding. It may be time to put away our texts of Keynes, Friedman, and Fisher, so useful for Phase 1, and start studying what happened to society when global unemployment went haywire in 1932.
SARKOZY NA REUNIÃO DA OIT
“TEMOS DE REVER TUDO...”
Sarkozy, na reunião da OIT, em Genebra: “Temos de rever tudo. Não podemos ter, sob a globalização, um sistema de especulação, economia de renda e dumping social. Ou temos justiça ou teremos violência. Ou temos protecções razoáveis ou teremos o proteccionismo. É uma quimera pensar que esta crise é uma nota de pé de página e que poderemos continuar como antes...” Finalmente, um chefe de Estado que aparenta ter percebido o que se está a passar (e que aqui no CLARO tem vindo há uns bons três anos a ser tipificado como, ver tag ao lado, "mudança do modelo global"), não o confunde com um "abalozinho", tem propostas para discussão e ousa apresentá-las. E avança com ideias (que fazem sentido...) para conter dumpings sociais e ambientais a incluir na agenda da governança mundial do século XXI... E sugere alterações radicais ao edifício da governança mundial, cuja matriz ainda é a que saíu da vitória aliada na II Guerra e que já se revela incapaz de integrar as novas realidades surgidas pós-queda do muro. Bravo, Sarko!
"Il y a deux types de mondialisation.
Celle qui privilégie la croissance externe, chacun cherchant par tous les moyens à prendre les emplois et les marchés des autres.
Celle qui privilégie la croissance interne, c’est-à-dire un modèle de développement dans lequel chacun produisant plus et consommant davantage contribue au développement de tous.
La première pousse à l’extrême la logique de la compétitivité à tout prix en recourant à toutes les formes de dumpings, à des politiques commerciales agressives, à l’écrasement du pouvoir d’achat et du niveau de vie.
La deuxième s’appuie sur l’augmentation de la productivité, l’élévation du niveau de vie, l’amélioration du bien être.
La première est conflictuelle.
La deuxième est coopérative.
La première oppose le progrès économique et le progrès social.
La deuxième au contraire les lie l’un à l’autre.
Tout l’enjeu aujourd’hui est de faire passer la mondialisation de la première logique à la seconde.
Ceux qui ne veulent rien changer prétendront que c’est chimérique.
Ma conviction est que ce qui est chimérique aujourd’hui, ce qui est irresponsable, c’est de croire que la crise est une parenthèse et que tout va pouvoir recommencer comme avant.
Ce qui est chimérique et ce qui est irresponsable, c’est de croire que ce système de spéculation, de rentes et de dumpings qui a enfermé la mondialisation dans l’impasse dans laquelle elle se trouve, va pouvoir continuer indéfiniment, que l’on va pouvoir continuer de tout donner au capital financier et rien au travail, que les marchés financiers vont pouvoir continuer à imposer à toute l’économie, à toute la société, leur obsession de la rentabilité à court terme dopée par de gigantesques effets de levier d’endettement.
Ce qui est chimérique et ce qui est irresponsable, c’est de croire que les peuples subiront sans rien dire les conséquences douloureuses de la crise, qu’ils ne réclameront pas plus de protection, pas plus de justice, qu’ils supporteront de nouveau, comme si de rien n’était, les parachutes dorés et les gains mirobolants des spéculateurs payés par leur travail et par leur peine.
Je crois profondément qu’il y aura dans le monde qui vient une exigence de raison qui s’exprimera avec tant de force que nul ne pourra s’y soustraire. Au nom de cette exigence de raison, il y aura des comportements qui ne seront plus tolérés. Vous l’avez d’ailleurs pressenti en mettant à l’honneur la notion de «travail décent».
Je le dis en pesant mes mots:
Ou nous aurons la raison ou nous aurons la révolte.
Ou nous aurons la justice ou nous aurons la violence.
Ou nous aurons des protections raisonnables ou nous aurons le protectionnisme.
Nous avons besoin de règles qui deviennent des normes et qui s’imposent à tous. Il ne s’agit pas d’harmoniser dans le détail toutes les législations du travail. Il ne s’agit pas d’imposer aux pays les plus pauvres les normes sociales des pays les plus riches. Mais il s’agit de mettre en place entre les nations un système de règles qui tirent tout le monde vers le haut au lieu de tirer tout le monde vers le bas.
Comment comprendre qu’une cinquantaine d’Etats dans le monde n’aient pas encore ratifié les huit conventions qui définissent les droits fondamentaux du travail? Quel monde voulons nous? Voilà la question que nous devons tous nous poser.
Le problème des normes sociales et environnementales est l’un des plus difficiles. Il nous oblige à nous interroger sur ce qu’il faut bien appeler « la marchandisation du monde».
C’est à dire l’extension progressive de la sphère marchande à toutes les activités humaines qui a été l’une des caractéristiques majeures de la mondialisation des vingt dernières années et qui a mis le droit du commerce au dessus de tout.
Mais la santé, l’éducation, la culture, la biodiversité, le climat, le travail ne sont pas des marchandises comme les autres. On sait l’énergie que
Elle mettra la même énergie à placer sur un pied d’égalité le droit de la santé, le droit du travail, le droit de l’environnement et le droit du commerce.
Elle mettra la même énergie à lutter contre la tentation du protectionnisme et à défendre l’idée que l’OMC ne peut pas être seule à décider de tout et que chaque institution spécialisée doit avoir sa part dans la définition des normes internationales et dans leur mise en œuvre.
Il faut plus de pouvoir, plus de moyens pour le Fonds Monétaire International, l’Organisation Mondiale de
La gouvernance mondiale du XXème siècle ne peut pas être celle du XXIème siècle. Nous avons déjà trop attendu.
J’appelle à associer les grands pays émergents à la gouvernance mondiale. Nous avons trop attendu pour qu’ils soient représentés parmi les membres permanents du Conseil de sécurité. Trop attendu pour élargir le G 8 à 13 ou 14 membres.
Comment peut-on espérer gouverner le monde en laissant de côté plus de la moitié de l’humanité ?
J’appelle à soumettre le libre échange à une exigence de réciprocité. Sur ce point aussi nous avons trop attendu au point de dénaturer le libre-échange et de dresser contre lui ce qui devrait en être les plus ardents défenseurs.
J’appelle à ce que les interventions du FMI, de
Il n’est quand même pas normal que le FMI ou
On ne peut pas accepter que l’aide internationale serve à encourager le travail forcé ou le travail des enfants ou une pollution qui menace l’avenir de la planète.
Mais, on ne peut aborder ce problème de la conditionnalité sociale ou environnementale sans poser la douloureuse question des politiques d’ajustement. Car on ne peut pas demander à un pays de respecter un certain nombre d’exigences sociales et lui imposer en même temps, comme on l’a trop souvent fait par le passé, des plans d’ajustement ayant des conséquences sociales et humaines désastreuses. Pour pouvoir donner des leçons, les organisations internationales doivent d’abord se les appliquer à elle-même.
On ne peut pas non plus exiger des pays pauvres et des pays émergents des efforts qu’ils ne seraient capables d’accomplir sans ruiner définitivement leur économie et leurs possibilités de développement. Les efforts demandés doivent être raisonnables et progressifs, et à tout effort doit correspondre une aide au développement accrue. C’est dire que l’on ne pourra progresser dans l’intérêt de tous que si l’effort est partagé, que si les pays les plus avancés sont capables de partager leurs rentes, de faire preuve d’une solidarité et d’une générosité bien comprises. Il n’y aura aucun progrès si l’aide au développement reste au niveau où elle est et si elle n’est pas regardée comme le complément indispensable des conditionnalités environnementales et sociales sans lesquelles la mondialisation est condamnée à l’échec.
Je voudrais proposer une autre révolution dans la gouvernance mondiale pour que les normes qui sont inscrites dans les accords internationaux soient effectivement appliquées. A quoi servent des normes qui n’ont aucun caractère obligatoire ?
Cette révolution repose sur l’idée que les institutions spécialisées puissent intervenir dans les litiges, notamment les litiges commerciaux, par le biais de questions préjudicielles.
Bâtissons ensemble cette nouvelle gouvernance mondiale pour que l'OIT puisse avoir son mot à dire auprès de l'OMC, du FMI et de
La communauté internationale ne peut être schizophrène et ignorer à l'OMC ou dans institutions de Bretton Woods ce qu'elle promeut à l'OIT. C’est le rôle de la saisine préjudicielle d’éviter que cela se produise.
Ainsi le juge du commerce ne serait plus le seul à décider.
Ainsi le droit commercial ne serait plus le seul à prévaloir.
Ainsi l’OIT serait-elle obligatoirement saisie chaque fois que dans un contentieux impliquant des Etats une question relative au respect des droits fondamentaux du travail serait posée.
Le FMI serait obligatoirement saisi quand se trouverait posée une question relative au dumping monétaire ou à ce que l’on pourrait qualifier de «dumping prudentiel».
La future Organisation mondiale pour l’environnement serait obligatoirement saisie en matière de dumping environnemental.
De la sorte la logique marchande ne pourrait plus l’emporter sur toutes les autres et toutes les règles deviendraient véritablement des normes que chaque institution internationale spécialisée s’appliquerait à faire respecter pour ce qui concerne son domaine de compétence.
Naturellement, on ne règlera rien si on ne règle pas d’abord la question du capitalisme financier qui impose à l’économie et à la société son propre système et ses propres normes. Les réunions du G 20 à Washington et à Londres resteront dans l’histoire comme des étapes décisives dans la reconstruction d’un nouvel ordre mondial. A condition que les engagements qui y ont été pris soient tenus. Déjà beaucoup de choses ont changé, je pense en particulier aux paradis fiscaux. Mais dans beaucoup de domaines, il faudra aller beaucoup plus loin pour reconstruire un système financier qui finance davantage les entrepreneurs que les spéculateurs.
Il faut tout revoir: la surveillance prudentielle des banques, la réglementation des hedges funds, l’organisation des marchés, les règles comptables, les modes de rémunération. C’est le moment d’aller le plus loin possible. Ce n’est pas le moment de reculer. Nous n’avons pas de temps à perdre. Nous sommes passés au bord de la catastrophe. Faut-il prendre le risque de recommencer? Je sais bien que dans certains milieux, dans certaines administrations, parce que les marchés vont un peu mieux, parce que les spéculateurs se sont remis à spéculer, il y a la tentation de réduire la portée de ce qui a été décidé.
Céder à cette tentation serait une faute historique."
PSD... Luvas... PJ... BPN... Como...?
VEM AÍ GROSSA BERNARDA!

NELSON MORAIS
PJ acredita que ex-responsáveis e partido beneficiaram de um milhão. Falta apurar rasto final de verbas no BPN...
Polícias e Ladrões
É a história de “polícias e ladrões” contada pelo Tomás Vasques e que o CLARO também pode assinar. É uma história óbvia mas que para alguns é tudo menos clara… Quero dizer, é clara para toda a gente, excepto para alguns. Por isso, o Tomás tem de explicar a coisa pacientemente a uma senhora Fernanda. E é claro e bem didáctico:
“Fernanda: penso que leu apressadamente o meu post. O meu curto texto nada tem a ver com quem dispara primeiro – polícias ou ladrões –, e muito menos com a apologia da violência policial injustificada. Tem a ver, isso sim, com a síndroma de uma certa «esquerda» que assenta em dois pressupostos: primeiro, as forças de segurança, nomeadamente PSP e GNR, em última análise, são um braço armado do Estado repressor que protege os «ricos» e reprime e mata os «pobres»; segundo, os «pobres» são sempre potenciais criminosos porque são marginalizados pelo Estado. E daqui, a desculpabilidade das suas acções. Nem um, nem outro dos pressupostos são verdadeiros. Mas, quando à luz destes pressupostos, numa situação como a que ocorreu no Domingo passado, num bairro da Amadora, a polícia dispara primeiro, cai o Carmo e a Trindade. Quando acontece o contrário, o «pessoal do costume» não tem uma palavra de solidariedade para com os polícias atingidos. E porquê? Porque não há que ter uma palavra com o «braço armado do Estado repressor». O meu texto só tinha este sentido.
A Fernanda pergunta-me: se o tomás ou alguém das suas relações um dia destes levar um tiro estúpido e injustificado da polícia vai achar bem e aplaudir? Penso que a pergunta só faz sentido se a Fernanda acha que eu ou alguém das minhas relações andamos no gamanço. Fora a ironia primária, isso é possível, mas é mais, muito mais provável eu levar um tiro estúpido e injustificado de alguém que me queira assaltar do que de um polícia. E, aqui, reside o busílis: nesta circunstância desejo que, antes do assaltante disparar, esteja um polícia por perto que, não tendo outro meio de o evitar, dispare primeiro sobre o assaltante do que este sobre mim. Percebe Fernanda?”
Esperemos que sim, que tenha percebido... E que um dia ainda seja capaz de descobrir que um dos direitos fundamentais a garantir, sobretudo, aos mais frágeis e desfavorecidos é o direito à segurança que levou séculos, senão milénios, a conquistar e que é a base da liberdade, da dignidade e de alguma tranquilidade…
Pacheco na Sic com
“Pouca Qualidade”
Se ainda houvesse dúvidas sobre a “pouca qualidade” da comunicação social portuguesa, elas desapareceriam ao ver este “novo” programa da SicN que mete medo ao susto… Claro, o objectivo do programa não é mediático, é outro: preparar o futuro do dr. Balsemão. Esperemos para ver se Pacheco, à maneira de Hugo Chavez, também irá declamar, cantar, apresentar o seu poeta preferido, da importância dos poetas na sua vida, da origem da sua biblioteca, da origem da Marmeleira, da origem do camarada Mao, da família e das lutas operárias contra a carestia de vida (qu'isto da inflação negativa é mesmo um quisto), da origem da beleza e da assimetria da sua distribuição, da bandalhice dos jornalistas e da necessidade de não poder ser a comunicação social a seleccionar o que publica e da necessidade de o nomear "o grande educador da comunicação social". O pior de tudo é que Pacheco tem razão: a comunicação social portuguesa tem mesmo pouca qualidade. Prova? Em nenhum sítio do mundo com comunicação social de qualidade há programas destes, programas de Pachecos!

TVI: o essencial e o acessório
Paulo Gorjão
Começo pelo acessório. É relativamente irrelevante se José Sócrates ou Mário Lino deram ou não o aval à compra pela PT de 30% do capital da Media Capital, detentora da TVI. Custa a acreditar que não o tivessem feito, como é óbvio, mas no fundo isso não passa de espuma.
O que me parece essencial é que 30% do capital da Media Capital volte para mãos nacionais, de onde, aliás, nunca deveria ter saído. A comunicação social é um dos centros de decisão nacionais cuja importância estratégica urge manter em mãos nacionais. Se a Prisa está com problemas de liquidez e se existe aqui uma janela de oportunidade, pela parte que me toca, não penso duas vezes: a PT tem todo o meu apoio, como cidadão e como português, nesta operação que permite colocar parte importante do capital da TVI, uma vez mais, em mãos nacionais.
Igualmente importante, a Telefónica prepara-se para entrar no capital da Prisa. A PT trava há anos uma guerra surda no Brasil com a Telefónica tendo como objecto o controlo da Vivo. É fácil de perceber que a entrada da Telefónica no capital da Prisa tem repercussões na relação de forças entre a PT e a Telefónica, razão adicional que, de um ponto de vista estratégico e de âmbito macro, me leva a ver com bons olhos a aquisição pela PT de 30% do capital da Media Capital.
Duas notas finais. Peço desculpa, mas José Eduardo Moniz não é nenhum modelo de virtudes na defesa da liberdade de expressão. Ainda não me esqueci da saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI e do papel de Moniz nessa triste história. Não dou para o peditório do mártir Moniz, ponto.
Não acredito igualmente que José Sócrates estivesse a preparar a saída de Moniz. O primeiro-ministro pode ter muitos defeitos, mas não é burro. Se estivesse a planear um golpe contra Moniz não tinha feito as declarações recentes que fez em público.
Meteorologia política
no Conquilhas
Cavaco Silva não arriscou marcar as eleições legislativas no mesmo dia das autárquicas, como era seu desejo. E não arriscou por um simples motivo: as consequências eleitorais ao assumir publicamente a liderança do PSD. Ainda é cedo. 27 de Setembro é, pois, o dia que vai marcar o início de um novo ciclo politico: o ciclo da instabilidade governativa. Ainda por cima em tempos de vacas magras. Estão desenhados os contornos: um governo socialista com maioria relativa e uma oposição cerrada, no Parlamento, à direita e à esquerda; ou, em alternativa, um governo presidencial, também de maioria relativa, com a implacável oposição de uma «maioria de esquerda» no Parlamento. Numa ou noutras das soluções, a instabilidade e a paralisia governativa vão ser o pão-nosso de cada dia, com a recuperação da economia real a gemer por muito tempo. Mas é difícil fugir a estes contornos nos próximos dois anos. As presidenciais passam, então, a ser a chave do «problema». O presidente eleito terá de dissolver a Assembleia da República, a meio da legislatura, e aproveitar a «sua» maioria para a transformar em maioria parlamentar. Não é preciso comprar um GPS para conhecer o caminho: se o PSD ganhar as próximas eleições legislativas e, em consequência, se formar um governo presidencial, Cavaco Silva pagará a factura da governação. Manuel Alegre reforçará, então, as suas possibilidades de vir a ser o próximo presidente da República, resultado impensável noutro contexto. O que significa que o novo ciclo político vai durar apenas dois anos, na melhor das hipóteses. A coisa promete… fortes ventanias no litoral e neve nas terras altas.
Por Tomás Vasques às 16:01
Pró Investimento, Manifesto
Luís Nazaré, José Penedos e outros
contra os “28 velhos do Restelo”…
Luís Nazaré, José Penedos e mais umas dezenas de economistas lançaram também o seu manifesto. Que desfaz o dos “28 economistas do Restelo”, os tais que querem que tudo pare para que eles possam pensar. Se outro mérito não tiver, este manifesto “Pró Investimento” tem o imenso mérito de demonstrar, só pela sua existência, que o dos “28” não representa qualquer posição científica da “ciência económica” (cuja existência está ainda por demonstrar…) mas sim e apenas uma posição ideológica (ou talvez apenas um preconceito idiossincrático) de cada um desses economistas.
Mas tem mais méritos do que apenas esse, esta iniciativa de Luís Nazaré e José Penedos. Vale, por isso, bem a pena ganhar nuns minutos uma ideia das suas propostas. Parar é sacrificar o futuro, escrevem eles. Devia ser óbvio, sobretudo, neste país que tanto esteve parado e tanto se tem, por isso, inviabilizado. Não devia haver necessidade de o escrever. Mas, pelos vistos, há. E eles fazem, portanto, muito bem em escrevê-lo. Mas basta esta frase para perceber quão pouco temos avançado, nestas décadas. E quão desastrosa tem sido a hegemonia das forças da inércia, do complexo neo-corporativo e salazarento. Mais do que de “direita” e “esquerda”, é de forças da inércia (os 28 do Restelo) e de forças da mudança (este novo manifesto) que se trata.
Por mim, que estou de acordo com as linhas gerais aqui traçadas por Luís Nazaré, José Penedos e outros, parece-me faltar a este manifesto uma perspectiva do mundo (e da situação de Portugal nele) pós crise e faltar ainda um trabalho de inteligência económica e, sobretudo, estratégica. Mas é, desde há muito, o primeiro lampejo de lucidez e clarividência e, como tal, para princípio não está mal…
Portugal necessita de investimento público estratégico
Parar é sacrificar o futuro.
1. Portugal confronta-se com uma dupla crise. Uma, de natureza conjuntural, é a tradução, no plano interno, da crise económica internacional. Outra, de natureza estrutural, é a expressão da incapacidade revelada pela economia portuguesa em se ajustar atempadamente às novas dinâmicas resultantes da globalização económica, em geral, e da sua plena integração na economia europeia, em particular.
As manifestações da crise económica internacional têm uma tradução evidente na deterioração dos principais indicadores macroeconómicos: contracção do produto, quebra do investimento, aumento do desemprego, aumento do défice e da dívida pública, deterioração das contas externas e consequente disparo da dívida externa. A própria queda da inflação, se bem que podendo ter efeitos atenuadores pela via da manutenção ou mesmo do aumento do poder de compra dos estratos com emprego e rendimento estável, não pode deixar de ser vista como um reflexo da brutal desaceleração da actividade económica e da quebra da procura global.
As manifestações da crise estrutural, por sua vez, são menos imediatas, na medida em que se estendem por um período mais longo de tempo, que se arrasta há mais de três décadas, praticamente desde que o País se confrontou com a necessidade de fazer face, simultaneamente, ao choque da integração europeia e às pressões da abertura à economia global.
Com efeito, olhando retrospectivamente a evolução da economia portuguesa no pós 25 de Abril, e depois de um período de crescimento durante a segunda metade dos anos 80 até à crise de 1993, em boa parte induzido pela entrada de fundos comunitários e pela boa conjuntura económica internacional, constata-se uma progressiva perda de dinamismo e de capacidade competitiva, que se transforma em quase estagnação e em divergência com a Europa, a partir da crise de 2003 e até aos nossos dias.
As causas da crise económica de expressão conjuntural transcendem a economia portuguesa e situam-se no plano mais vasto da economia global. São um resultado da acumulação de disfunções no sistema e de desequilíbrios no funcionamento da economia internacional, estimulados pelas políticas, hoje reconhecidamente irresponsáveis, de desregulação financeira e do laissez-faire das instituições de governança mundial. As causas da crise estrutural são mais específicas e residem nas debilidades endémicas da economia portuguesa.
Estando interligadas e condicionando-se reciprocamente, ambas as crises não deixam, no entanto, de exigir atenções específicas.
A resposta à crise conjuntural exige uma coordenação a nível europeu e mundial, bem como uma conjugação de políticas de contenção dos impactos mais negativos no plano económico e social e de ajuda à retoma, as quais não poderão deixar de se repercutir, como está a acontecer, na deterioração do défice interno e externo.
A crise estrutural, por seu turno, impõe respostas mais profundas e de natureza estratégica, que devem privilegiar a diminuição das vulnerabilidades que têm vindo a ser evidenciadas pela economia portuguesa e pelo seu tecido empresarial: exige o reforço da coerência e da competitividade do seu aparelho produtivo interno e o aumento da sua capacidade de integração com sucesso nas novas dinâmicas da economia europeia e global.
2. É precisamente neste perspectiva que os projectos estratégicos de obras públicas – o novo aeroporto e as ligações ferroviárias de alta velocidade, bem como a sua articulação com renovadas infra-estruturas marítimo-portuárias – devem ser considerados e avaliados.
Uma economia como a portuguesa, pequena, aberta e periférica no contexto europeu, é fortemente tributária do investimento público e do papel estratégico do Estado para a criação de um contexto atractivo e das condições favoráveis ao desenvolvimento da iniciativa empresarial interna e externa. Esta, da qual depende em larga medida a produção de bens transaccionáveis, será cada vez mais sensível à qualidade da envolvente económica geral e à fluidez das ligações logísticas entre Portugal e o exterior. Por terra, pelo ar e pelo mar.
A proposta de suspensão e reavaliação dos investimentos públicos em infra-estruturas viárias e aeroportuárias pode colher uma fácil adesão, na actual conjuntura de crise e de restrições económicas acrescidas. Mas, na realidade, revela uma atitude demissionista e de impotência relativamente ao que pode e deve ser feito no sentido de melhor preparar o País para a recuperação sustentada da economia portuguesa.
Na prática, parar os grandes projectos depois de anos e anos de estudos, de sucessivas decisões por parte de diferentes governos e dos custos já envolvidos, significa continuar a hipotecar o futuro do País a uma visão conservadora que recupera o essencial do pensamento económico que esteve na base do nosso atraso estrutural. Esta atitude não passa de um sofisma para continuar a pôr em causa todas as decisões que já foram tomadas: na altura própria surge sempre um argumento de oportunidade que faz com que tudo volte ao princípio. Não nos podemos esquecer de como se andou a discutir a construção de Alqueva durante penosos 40 anos!
Pelo contrário, a aposta num projecto integrado e coerente de modernização e criação de novas infra-estruturas estratégicas – dirigidas aos meios terrestre, aéreo e marítimo - justifica-se, pelo menos, por três ordens de razões.
Em primeiro lugar, porque irá permitir reforçar e dar maior coerência ao tecido económico e empresarial, superando constrangimentos fundamentais, valorizando as condições de atractividade do investimento externo de qualidade e criando uma efectiva capacidade de absorção e difusão no tecido empresarial dos efeitos directos e indirectos da presença do capital externo e da integração da economia portuguesa na União Europeia.
Em segundo lugar, porque constituirá uma excelente oportunidade de valorização e integração das novas apostas nos campos tecnológico, energético e ambiental, onde as empresas portuguesas têm vindo a demonstrar um especial dinamismo e uma saudável visão de futuro.
Em terceiro lugar, porque Portugal não pode alienar ou adiar a sua participação nas redes logísticas internacionais nem malbaratar a qualidade singular de um dos seus maiores recursos - a posição geoestratégica. É fundamental valorizar e potenciar as relações com as Américas, a África e o mundo lusófono, transformando-as num factor de competitividade externa, num ambiente de preocupação acrescida com a segurança de abastecimentos e de diversificação de dependências.
A aposta num projecto integrado e coerente de infra-estruturas estratégicas justifica-se sobremaneira num contexto de crise económica e de pessimismo generalizado, como é o actual, onde importa injectar confiança nos agentes, fornecendo um quadro claro e de longo prazo para o desenvolvimento da actividade empresarial, geradora de emprego e riqueza.
3. A saturação do aeroporto da Portela é uma evidência, ainda que momentaneamente mitigada por um decréscimo no tráfego aéreo. A breve trecho, a sua incapacidade de responder às necessidades da procura tornar-se-á flagrante, não se vislumbrando quaisquer hipóteses de expansão ou de combinação virtuosa com uma aerogare de segunda categoria, conhecidas como são as restrições aeronáuticas no espaço aéreo da grande Lisboa e a lógica operacional das companhias de aviação civil.
A percepção de que a Portela tinha um prazo de validade limitado tem mais de 40 anos. Ainda antes do 25 de Abril, foi identificada a necessidade de construção de um novo aeroporto. As vicissitudes do processo democrático iniciado em 1974 acabariam por protelar o projecto, arrastando-o num carrossel de interesses e desinteresses, estudos e reformulações, a que as frequentes descontinuidades governativas e os objectivos político-partidários de curto prazo não foram alheios.
O desafio, mais do que incremental, é estratégico. As infra-estruturas aeroportuárias são essenciais, quer para o desenvolvimento turístico quer para o tráfego internacional de mercadorias, e Lisboa possui as condições certas para se transformar num dos principais hubs entre a Europa e o Atlântico Sul. Perderam-se dezenas de anos a discutir localizações e interesses (como se eles não estivessem sempre presentes em qualquer situação, inclusive no status quo!), enquanto os nossos vizinhos espanhóis foram robustecendo a sua rede aeroportuária, atónitos perante a indecisão portuguesa. Esperamos que o novo aeroporto não chegue tarde demais.
4. No caminho-de-ferro, o panorama é semelhante. Lisboa e Madrid deverão estar ligadas por TGV. Não por imperativo estético, mas pela absoluta necessidade de não ficarmos de fora da rede europeia de alta velocidade, a bem da mobilidade dos cidadãos (a actual ligação demora nove horas!) e da fluidez no transporte de mercadorias. Além do mais, é provável que a procura supere as previsões correntes. O TGV é hoje um caso de sucesso em toda a Europa, designadamente em Espanha, onde se verificaram surpreendentes externalidades positivas ao nível do desenvolvimento regional e do descongestionamento das grandes urbes.
O Norte de Portugal, onde se concentra grande parte da actividade empresarial do País, não pode deixar de beneficiar desse potencial de desenvolvimento. O trajecto ferroviário Lisboa-Porto, com as suas inadmissíveis 2.45 horas de duração, é um constrangimento de peso. Não existe nenhum outro caso na Europa ocidental onde as duas principais cidades estejam ferroviariamente tão afastadas no binómio tempo-distância. Sendo certo que as questões fulcrais e visivelmente irresolúveis residem no actual traçado e no transporte de mercadorias, as quais afectam negativamente aquele binómio, a maior ou menor potência das locomotivas é um problema secundário. Do que não duvidamos é que urge aproximar Lisboa do Porto e o País, como um todo, da Europa.
5. É certo que as apostas estratégicas devem ser reflectidas em todas as suas vertentes e tendo em conta todas as suas implicações, entre as quais a componente do financiamento e da sustentabilidade financeira a longo prazo. Sem dúvida que os montantes envolvidos implicam encargos avultados ao longo de muitos anos. Mas não é menos verdade que os mesmos têm como contrapartida activos de importância capital que serão deixados às futuras gerações, tornando Portugal melhor e mais competitivo.
Como todas as apostas estratégicas, também estas devem ser sujeitas, no seu desenvolvimento e execução, a um rigoroso escrutínio, não só de carácter técnico e económico, mas também político, através da Assembleia da República e demais órgãos competentes. Admitimos, inclusive, que o seu desenvolvimento integrado, suportado por um sistema de coordenação eficaz, possa ser objecto de reajustamentos técnicos e de um faseamento ordenado, face às disponibilidades orçamentais e à evolução da situação financeira do País. Mas não aceitamos a discussão permanente e a indecisão.
Por tudo isto, sentimos o dever de dizer presente neste debate tão essencial para a construção do futuro de Portugal. Porque pensamos que o progresso não se consegue apenas com apelos à prudência e à parcimónia. Porque pensamos que é necessário ter a coragem e o arrojo de ir mais além na criação de oportunidades de desenvolvimento do País.
MANUEL PINHO FAZ ESCOLA!
Abençoada hora em que Manuel Pinho, fazendo um par de cornos, mandou aquela aldrabão da treta do comuna norte-coreano marrar com o comboio. Os cornos que Pinho mandou ao mentiroso estão a ser replicados por todo o mundo… A atitude fez escola. E ainda bem, como se pode ver pela foto. Obrigado a Pinho, por este belo efeito mimético!
4th of July: God Bless América
(que muito precisada anda…)
Foto picada aqui
Jorge Coelho criou um consórcio com a Sonangol, para os mercados públicos em Angola, com destaque para o sector da construção. A Sonangol tem 49% do (...)
Continua na Coluna do “Correio da Manhã”
SARKOZY: SAGEZA E MESTRIA
de uma clareza e solidez demolidoras!
En couverture
Nicolas Sarkozy face à l'Obs
Sarkozy escolheu o semanário socialista «Nouvel Obsservateur» para a grande entrevista antes de férias. Não escolheu “amigos”, escolheu o mais imperdoável, para com ele, dos semanários franceses. Logo, o mais credível…
Face aos “ataques” do Nouvel Obs., o discurso de um Sarkozy, não à defesa mas aberto e claro, é de uma sageza e de uma mestria demolidoras. E, sobretudo, de uma clareza sem subterfúgios e de uma solidez inabalável. Construir um tal discurso dá muito trabalho mas, sobretudo, exige um gabinete de spin doctors em permanente trabalho de inteligência e dotados de muito conhecimento e de articulações e complementaridades. Não há aqui gente que “põe notícias”…
Mesmo na “auto-crítica” a algumas facetas comportamentais do passado, veja-se a forma singular como ele dá a volta por cima… Ou estude-se a maneira como ele desarma a questão do défice e até aproveita para dar uma lição e calar os críticos, que deixa sem possibilidade de resposta!
Há muito a aprender neste trabalho… Para quem for capaz e tiver a grelha e/ou a matriz necessária para detectar e, em seguida, descodificar e integrar todo o trabalho de “perceptions management” da máquina de Sarkozy! Mas, atenção, é para quem tenha instrumentos para isso… Os aprendizes de feiticeiro farão bem (a eles mesmos e seus clientes) em abster-se!
"28 economistas pedem paragem
das grandes obras para pensar".
Como eles pensam muito devagar...
Nunca mais será sábado, nem nada !
"Economistas pedem paragem das grandes obras para pensar"
O dilema das obras, de Martim A. de Figueiredo
“Os adiamentos de que falam PS e PSD nas grandes obras contrariam o último Nobel da Economia, mas confirmam o que dizem alguns pensadores conservadores. E agora?
“No editorial de sábado, que constitui a primeira parte deste texto (e que pode reler aqui, ao lado, em www.ionline.pt) explicava-se que mesmo entre grandes economistas as opiniões dividem-se sobre obras públicas. (…)
“Do lado do PS defende-se aumentar a dívida, argumentando que o pagamento é diluído por várias gerações (e é) e sublinhando que só o TGV criaria 56 mil novos postos de trabalho, elevaria o investimento privado e faria crescer o PIB. Esta é também a ideia do Prémio Nobel Paul Krugman . Sucede que Ronald Hutt explica que a criação de emprego que sempre se associa a investimentos em obras é uma ficção e nada semelhante à generosidade com que dele falam os governos. Repare-se na candura do argumento de Hutt: "Quando se diz que um bilião em novas estradas nos EUA gera 26 mil novos empregos, isso significa que um bilião deixa de ser investido noutro lado perdendo-se, aí, os empregos que esse bilião gerara." E uns não transitam para o lugar dos outros.
“ Do lado do PSD, desvalorizam-se as eventuais vantagens de gastar em obras e apontam-se baterias aos riscos do endividamento excessivo. O PSD diz mesmo que, feitas as contas, sairá mais barato desistir do TGV (pagando as "multas" a Bruxelas) - e por isso o melhor é adiar a decisão, e investir esse dinheiro na economia das pequenas empresas. Mas Krugman também é cristalino: "O aumento do défice será ainda melhor para a América se esse dinheiro for canalizado para a construção de estradas, reparação de pontes e desenvolvimento de novas tecnologias. Se o governo não gastar, o investimento privado e a economia vão colapsar." Ou seja, sem dívida a economia pode chegar moribunda às gerações que aí vêm.”
Desistir do futuro…
“Investir” mais dinheiro (como quer Manuela Ferreira Leite e que foi um fartar vilagem, nos últimos 30 anos…) num tecido económico morto (não é aqui relevante a questão da dimensão mas sim a ausência de management, tecnologia, capital, canais de distribuição, posicionamento na cadeia de valor e, portanto, competitividade) será gastar em pura perda os pouquíssimos recursos ainda disponíveis… E, quando esses acabarem, não haverá mais e nem ninguém nos quererá adiantá-los.
Não se pode pôr a questão em termos de “gastar mais” ou de “gastar menos”… Trata-se, sim, de gastar melhor e isto é gastar em, projectos inovadores que gerem serviços e produtos competitivos e de futuro.
Temos aqui uma luta de classes, como diria a análise marxista: a aliança social-democrata (grande capital + trabalhadores por conta de outrém), aliança representada pelo PS de Sócrates, contra um pequeno capital sem recursos tecnológicos, sem gestão, sem mercados e… descapitalizado, representado por um PSD cada vez mais caído na tentação de ser o partido da direita populista!