Competitive Intelligence & Perceptions Management num
Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO
Thursday, 30 April 2009
FREEPORT A ESGOTAR-SE...
Uma grande guerra (de informação) por um pequeno eleitorado (flutuante mas determinante para a maioria absoluta) parece estar a chegar ao fim. E, embora admita que me possam faltar elementos importantes para a análise, creio ser possível concluir que o “caso Freeport”, no desenrolar dos próximos capítulos, vai revelar duas coisas:
ausência de substância e fundamentação (a montanha vai parir não um rato mas menos que um ratinho…);
e, segunda coisa, ausência de consistência dos “spin doctors” das RP que foram incapazes (e já veremos porquê) de tornar visível e claro a ausência de substância do caso, ou seja, foram incapazes para o que era necessário fazer.
Os ‘spin doctors’ das ‘Relações Públicas’ deixaram que a montanha emergisse e se impusesse. Deixaram-na desenvolver e impor-se-lhes. Depois, deixaram-se impressionar e dominar pela grandeza dessa montanha. E assim ficaram impotentes, deixando o PM exposto, isolado e desamparado na primeira linha da mais grave situação de crise político-mediática que um PM português alguma vez viveu e enfrentou. E ter-se-ão mesmo esquecido de encontrar as motivações específicas dos de cada um dos vários promotores do ataque...
A imprescindível “comunicação de crise”, face a este ataque, do lado do PM tem sido… uma ausência. Não existe. O que tem aparecido são umas coisas reactivas, casuísticas e desgarradas. Nunca se vislumbrou uma estratégia inteligente, pró-activa e capaz de definir e impor os termos do afrontamento. Pelo contrário, os “spin doctors” deixaram-se levar, deixaram-se ir atrás do adversário, reagindo (tarde e mal) ao que o adversário queria, quando ele queria e nos termos e timings que o adversário queria e lhes impunha.
Resultado: obrigaram Sócrates a bater-se encostado às cordas, contra um adversário que define a forma, o tema, o tempo e o lugar do “massacre”. Um desastre...
Há, porém, neste desastre, um aspecto muito interessante que importa destacar e tem de ser relevado: o “caso Freeport” é, em Portugal, o momento em que as chamadas “Relações Públicas” mostram o que por si sós valem num quadro e num jogo de “Guerra da Informação”... Nada!
Ou seja, os ‘spin doctors’ das RP puseram Sócrates a usar um guarda-chuva para se proteger de balas reais… E assim foi criado o desastre a que se chamou “caso Freeport”, a partir de uma trama de “guerra de informação”, sem substância, mas onde muita gente se deixou enredar... E ver-se-á quem, logo que o balão esvazie.
Não me parece que falte muito...
Na “guerra da informação” mantêm-se algumas características da guerra. Por exemplo, mantêm-se o “ziel” e o “zweck” (“a distinction between the art of warfare and statecraft, or alternatively, between the general and the statesman”, no texto e no contexto de Clauzewitz).
Se, neste caso de “guerra da informação”, o “ziel” era embrulhar o nome do PM num processo judicial e na berlinda mediática (explorando a sede justicialista de certos media e seus profissionais e uma velha “guerra” e ódios na corporação da magistratura), o “zweck” seria, obviamente, levá-lo a perder uma pequena parte do seu eleitorado, pequena mas suficiente para lhe retirar a maioria absoluta...
O “caso Freeport” será desvendado e Sócrates, muito provavelmente, limpo das suspeitas sobre ele lançadas... A Justiça fará o seu trabalho! Mas, para a “guerra de informação” e seus promotores, isso não interessa nada. Mesmo nada!
O “ziel” foi alcançado e, muito provavelmente, o “zweck” também... A questão, neste cenário, é outra. Só pode ser outra, pois esta terá terminado. E, para isto, para esta outra questão, há um factor determinante: o tempo...
Sócrates terá de contra-atacar. Primeiro, no plano do “ziel” (e este contra-ataque pode ter sido iniciado com os famosos processos...), mas visando o “zweck”, visando a recuperação do pequeno eleitorado perdido.
Mas, para tanto e para nisso ter êxito, terá de mudar o que a “guerra” até agora já demonstrou que está mal, desadequado e ineficiente. E terá de arranjar novas armas, novos dispositivos, muita inteligência e estratégia (viável e inteligente). Terá de entender que, para travar e ganhar “guerras de informação”, as RP são... curtas! E que precisa de outras coisas e de outra lógica, mesmo que isso não elimine nem dispense as RP, embora as puxe para patamares onde elas por si nunca chegariam. E isso não é inédito e nem é difícil... Até há, em Portugal, algumas (poucas) grandes empresas que o praticam há anos.
Nesta “guerra de informação”, Sócrates foi surpreendido. Os seus adversários jogaram bem com o factor surpresa no ataque que desenvolveram. E isso deu-lhes algumas vantagens. Mas, parece-me, que também a capacidade de resiliência demonstrada pelo “animal feroz” face a este ataque terá sido também uma surpresa para os atacantes... E, como já vimos, Sócrates conseguiu, com a sua capacidade de resiliência, não “entregar o jogo na primeira parte” e mesmo obter uma segunda parte. Que está a iniciar-se já ou se irá iniciar em breve. E em que ele pode ter uma outra, diferente e acrescida influência na definição da música tocada e seus andamentos...
De todo o modo e, sublinho, este é que é o ponto que me importa, depois desta “guerra de informação” nunca mais ninguém, em Portugal, poderá dizer face a semelhantes ataques que foi surpreendido, nem invocar a surpresa. Abre-se, com isto, um belo mercado para a Inteligência Competitiva e para a sua terceira vertente, o Perceptions Management...
PS: Não gosto do termo “campanhas negras”. Não corresponde a qualquer conceito estabelecido, nem categoria conhecida, é demasiado subjectivo e vago, não tem substância definida e lembra... ovelhas. E estórias de ovelhas negras, etc. Acho a expressão imprópria e típica de um mau marketing. Mesmo a roçar o amadorismo. Foi infeliz.
As palavras eram dele (e do seu tio Joseph Kessel), foram a alma de muitos e ainda hoje são cantadas. “Le chant dês Partisans”, indicativo das emissões da BBC para a França ocupada pelos nazis, será o assobio de toda a Resistência. Em Setembro de 39, o miúdo Druon, apanhado em fim de adolescência pela guerra, publica no jornal Paris-Soir: “J’ai 20 ans et je parts”...
E partiu. E andou às voltas até conseguir, com Jef Kessel, passar os Pirenéus e chegar a Lisboa. E de Lisboa... para Londres. À chegada a Londres, o “Chant” está escrito e vai ser musicado por uma bela cantora de origem russa Anna Marly.
Sabe-se que o “Chant” foi escrito entre a passagem dos Pirenéus e a chegada a Londres, há por isso uma forte possibilidade de que tenha sido escrito em Lisboa. Ninguém o sabe bem. Mas se não foi aqui totalmente escrito, Lisboa está na sua rota como, pelo menos, momento na sua composição... Se o sublinho aqui é apenas por nunca o ter visto referido.
Depois da “Libération” e até hoje, o “Chant” tem inúmeros versões. De Yves Montand a Dalida, passando por Johny Halliday, Mireille Mathieu e mais umas dezenas de vozes e versões, como se pode ver.
Grande amante da vida, das mulheres, dos bons combates, das lçetras e das polémicas, Maurice Druon, aos 91 anos, partiu neste Abril.
Bondade é coisa de escorpiões. Mas não os macem na sua tranquilidade, nem os incomodem por pequenas coisas. Se há porém um bom combate a travar, com um adversário face ao qual todos tenham claudicado, então sim! Vejam como o escorpião pode ajudar... Na Universidade de Washington estão a descobrir como é bom o veneno do escorpião. Como ele liquida as células cancerosas do organismo colando-lhe umas clorotoxinas... Afinal, quem não gosta de escorpiões?!
As recentes comemorações vieram de novo mostrar como o “25 Abril” foi sequestrado por uma esquerda radical que o submete a tratos de polé para o pôr a render. É assim praticamente desde sempre. Os sequestradores aproveitam a data para fazer a sua pequena vingança sobre o “25 Novembro” assinalando que “falta cumprir Abril”.
O “Abril” deles, naturalmente. Porque o “Abril” da Democracia e da Liberdade (que era o que se procurava ao pôr fim à Ditadura), o “Abril” da maioria, esse cumpriu-se em Novembro. De 1975.
Este sequestro anual impede, obviamente, que o “25 Abril” seja a grande festa popular, que deveria ser. O dia do encontro e festa do país com as suas FA, que deveria ser… É pena que uma esquerda radical, totalitária e sem futuro, verdadeiro resíduo de um passado, o impeça e torne a data uma manifestação do sectarismo de fantasmas (de derrotados e mortos políticos).
Enquanto se mantiver como refém de manifestações sectárias, o “25 de Abril” não será a grande festa popular que merecia ser e era preciso que fosse. É pena, mesmo muita pena. Para quando a libertação do “25 de Abril”...?
Sabendo-se também o descalabro financeiro em que a espanhola Prisa está, não é difícil prever que até ao fim do ano (tanto tempo...!?) não vão faltar no mercado estações de televisão... Quem tem dinheiro para ir às compras?
Este 2009 é mesmo um “ano negro” que vai deixar marcas na paisagem e não parece muito difícil prever que esta paisagem televisiva não chegue ao fim deste ano sem grandes “marcas” e bastante alterada...
“To understand the coming struggles, all you need is a map of Eurasia…”, uma super actual problemática tratada na edição de Maio da Foreign Policy… Num país cujas elites se divorciaram da geografia (e da geo-política... e que esqueceram a história, com pretextos absurdos), como é este nosso, o texto da FP cai em cheio sobre muitas cabeças:
People and ideas shape world events, but geography still determines them. To understand the coming struggles, all you need is a map of Eurasia and the insights of the Victorian thinkers who understood it best.
E ainda alguns outros temas interessantes e de actualidade:
Going green has finally gone mainstream, and politicians from London to Seoul are spending billions on clean technologies they say will create jobs. But unless we are all willing to risk a little more pain, the green revolution could founder before it ever really starts.
From robots to biofuels, 13 huge ways the recession will change the world. With contributions from Parag Khanna, Alvin Toffler, Dambisa Moyo, and more.
Posing as a European businessman, renowned documentary photographer Tomas van Houtryve gains entry into North Korea, and captures ordinary life in the world’s biggest gulag. But never once does he catch a smile.
António Brotas é bem claro, nesta carta sua aberta: “Só um país com as disponibilidades financeiras da Arábia Saudita e com a engenharia descida ao nível zero poderá aceitar uma solução como esta da ponte para o Barreiro e do vale do Trancão, que a RAVE apresenta e sem procurar outras soluções que existem.”.
O Dr. Santana Lopes já percebeu que a componente rodoviária da ponte para o Barreiro é um erro. Com um pouco mais de esforço vai perceber que a própria ponte é um erro. A primeira coisa a compreender é que a TTT (terceira travessia ferroviária do Tejo) e a saída de Lisboa para o Norte dos futuros comboios de bitola europeia têm de ser pensadas e decididas em conjunto.
A actual proposta da Secretaria de Estado dos Transportes e da RAVE é a de que os comboios vindos pela ponte do Barreiro à chegada a Lisboa inflictam para a direita e sigam por um viaduto com cerca de 4 km até à gare do Oriente (entretanto ampliada pelo arquitecto Calatrava) donde partirão pelo vale do Trancão os comboios para o Norte.
O Dr. António Costa, que já se debruçou minimamente sobre estes assuntos, compreendeu que o viaduto seria um desastre urbanístico para toda a zona oriental de Lisboa e propôs que fosse substituído por um túnel. Mas, para isso, teve de propor que a ponte para o Barreiro fosse mais baixa, o que aumenta os seus inconvenientes, em qualquer dos casos muito grandes, para a navegação no estuário do Tejo. A passagem do viaduto para o túnel é, também, provavelmente, incompatível com a ampliação da gare do Oriente em que o arquitecto Calatrava está a trabalhar.
Mas, um problema mais grave é o da saída dos comboios para o Norte pelo vale do Trancão, onde estão previstos 20 km de túneis e viadutos em curva. Só um país com as disponibilidades financeiras da Arábia Saudita e com a engenharia descida ao nível zero poderá aceitar uma solução como esta, da ponte para o Barreiro e do vale do Trancão, sem procurar outras soluções, que existem. A RAVE, no entanto, procura abrir concurso para a construção do troço ferroviário à saída de Lisboa, antes do país se aperceber da gravidade do problema. Esperemos que haja o bom senso de o evitar.
Não se trata, apenas, do custo elevadíssimo a obra. Precisamos de começar a construir, agora, aquela que será a futura rede ferroviária portuguesa de bitola europeia. É fundamental que seja bem planeada. A linha dorsal desta futura rede deverá ser uma linha de Norte a Sul, com boas ligações a Espanha, adequada para comboios de passageiros, de baixa e alta velocidade, e para os comboios de mercadorias, que possa, ainda, ser utilizada pelos comboios suburbanos de Lisboa e do Porto.
A linha pelo vale do Trancão não pode desempenhar estas funções. Porque a sua continuação entre as serras de Montejunto e dos Candeeiros a obrigaria a ter declives que a tornariam pouco adequada para os de comboios de mercadorias, porque teria uma má ligação a Espanha, e porque, sendo a sua primeira estação fora de Lisboa em Rio Maior, de pouco serviria a talvez mais de 2 milhões de habitantes que, depois de lhe pagarem os custos financeiros e ambientais, ficariam fora de Lisboa literalmente a ver passar os comboios. A construção desta linha compromete e atrasaria, assim, todo o desenvolvimento ferroviário português.
O que se pede aos actuais autarcas e candidatos nas próximas eleições, é que não se limitem a olhar os problemas dos seus concelhos, e procurem ter uma visão global dos problemas ferroviários, exigindo que sejam seriamente estudados e que as decisões precipitadas sejam evitadas.)
A professora pede aos alunos que escrevam uma história sobre fadas. A do Carlinhos rezava assim:
-"Era uma vez uma prinsusa..."
Aí, a professora interrompe e diz:
- "É princesa que se diz e não prinsusa!"
- "Não, Sra professora, nesta história é mesmo prinsusa."
E continua:
- "Era uma vez uma prinsusa, que vivia suzinha na turre do seu castalho e estava traste, muito traste por estar suzinha.
Resolve então enviar um bilhuto a um prinsusu que também vivia suzinho na turre do seu castalho e que também estava traste, muito traste.
Escreveu muitos bilhutos até que um dia, o prinsusu agarrou no seu cavalo e cavilgou, cavilgou, cavilgou pela florista fora, até chegar ao castalho da prinsusa!
Quando chegou à purta do castalho da prinsusa deu-lhe um pintapu e a purta caiu.
Subiu a correr até à turre da prinsusa, e arrebentou com a purta do quarto da prinsusa… ele olha para ela..., ela olha para ele..., ele olha para ela... e, pimba, deu-lhe três fadas!!!" "
Pois é, que seria de nós sem este nosso (e bom) sentido de humor...? Com as desgraças reais que nos afligem e com todo o vomitado dos tristes profetas da desgraça, ter-nos-iamos suicidado... Ora, não o fizemos. Por isso, viva o humor que nos ajuda a vida!'Tá de acordo, Rui?
O caso da peste suína mexicana, tal como há pouco aqui dizíamos, é exemplar. Colocávamo-lo no quadro dos “novos mapas” de Tom Barnett e citávamos também os trabalhos de John Robb sobre a matéria. Robb, sempre em cima do acontecimento e aplicando-lhe a grelha necessária à sua leitura, acaba de pôr em linha a sua primeira leitura desta “pandemia”…
In a hyper-connected world, even small events can turn into global disasters (Mexico City's International airport handles 70,000 travelers a day). More:
The BBC has some personal stories (this one was particularly interesting):
I work as a resident doctor in one of the biggest hospitals in Mexico City and sadly, the situation is far from "under control". As a doctor, I realise that the media does not report the truth. Authorities distributed vaccines among all the medical personnel with no results, because two of my partners who worked in this hospital (interns) were killed by this new virus in less than six days even though they were vaccinated as all of us were. The official number of deaths is 20, nevertheless, the true number of victims are more than 200. I understand that we must avoid to panic, but telling the truth it might be better now to prevent and avoid more deaths.
Mexico has shut schools and museums and canceled hundreds of public events in its sprawling, overcrowded capital of 20 million people to try to prevent further infections... Shopping centers were hushed, restaurant reservations were canceled and everyone from waiters to churchgoers wore face masks.
..during the 2003 SARS outbreak in Asia... Travel curbs imposed there damaged economies throughout the region, where that virus circulated most widely. In Singapore, where 33 infected people died, gross domestic product shrank 11.4 percent in the second quarter of 2003 because of the severe acute respiratory syndrome.
UPDATE: Reuters added more data/estimates of the impact:
The World Bank estimated in 2008 that a flu pandemic could cost $3 trillion and result in a nearly 5 percent drop in world gross domestic product. The World Bank has estimated that more than 70 million people could die worldwide in a severe pandemic.
NYTimes. Hong Kong's sensor-based measurement and indefinite detention:
Ever since the 2003 outbreak of severe acute respiratory syndrome, Hong Kong has used infrared scanners to measure the facial temperature of all arrivals at its airport and border crossings with mainland China. Visitors are required to remove any hats to ensure accurate measurement, and children are checked with ear thermometers because the scanners are less reliable in measuring their faces. ....any traveler who has passed through a city with laboratory-confirmed cases and who arrives in Hong Kong with a fever and respiratory symptoms will be intercepted by officials and sent to a hospital to await testing. “Until that test is negative, we won’t allow him out,” he said.
NOTE: Unfortunately, the current effort to prevent the global economy's descent into depression is merely an information operation -- an effort to control perception via the manipulation of information/media -- rather than anything of real substance. Even a mild pandemic could wash that information facade away.
“Mais que um crime, Sir, um erro”, como disse o conselheiro ao seu rei, numa França de há séculos. A tortura foi um imenso disparate que, se permitiu vitórias tácticas e poupança de vidas, ofereceu numa bandeja a vantagem estratégica à Al-Qaeda, seus aliados e outros terroristas. Como Alain Bauer muito bem notou, emLe nouveau chaos mondial, a seguir ao 11 de Setembro a impreparação americana para lidar com o fenómeno terrorista era total e raiava a ingenuidade. John Robb analisa agora o disparate dos autorizados tratamentos anormais. “Over a long conflict, like the one we are engaged in, anything that leads to slower and less effective decision making this early in the process is nothing short of a disaster.” Nada é necessário acrescentar à análise de Robb:
Here's some quick analysis, through the lens of military theory, that concludes that the US shouldn't engage in torture. To begin, here's a quote from an earlier brief I wrote on "Al Qaeda's Grand Strategy":
Grand strategy, according to John Boyd (arguably America's best military strategist), is a quest to isolate your enemy's (a nation-state or a global terrorist network) thinking processes from connections to the external/reference environment. This process of isolation is essentially the imposition of insanity on a group. To wit: any organism that operates without reference to external stimuli (the real world), falls into a destructive cycle of false internal dialogues. These corrupt internal dialogues eventually cause dissolution and defeat.
Therefore dynamic of Boyd's grand strategy is to isolate your enemy across three essential spheres (physical, mental, and moral), while at the same time improving your connectivity across those same spheres.
In short, a primary objective of US grand strategy should be to increase its connectivity within the moral sphere. The embrace of torture does exactly the opposite. It self-inflicts moral isolation on the US by violating codes of conduct we profess to uphold.
This moral isolation creates an internal dialogue plagued by mistrust, menace, and uncertainty. As a result, non-cooperative centers of gravity organically develop (internal opposition movements) and every decision becomes more difficult to accomplish. Over a long conflict, like the one we are engaged in, anything that leads to slower and less effective decision making this early in the process is nothing short of a disaster.
Sarkozy declarou a excisão do clítoris crime e toda a França (toda…?) se mobiliza… O cartoonista Plantu, do Le Monde, mostra que continua de olho vivo e mão rápida.
Le regard du dessinateur Plantu
Dessin de Plantu paru dans le Monde du Jeudi 16 avril 2009, reproduit avec l'aimable autorisation de l'auteur.
Há minutos atrás, ouvi na RFI, Jacques Delors. O ex-presidente da Comissão Europeia nãopodia ser mais claro: a Europa não tem motor, “ça ne marche pas” e isto é bem do interesse de uma série de Estados e de chefes de Estado…
Merci, Jacques! Já o sabíamos mas vir alguém do “pessoal político europeu” dizê-lo é a prova de duas coisas: tínhamos razão e, segundo, ainda há políticos minimamente lúcidos… Merci, donc. Mas constatações não chegam… É preciso a inteligência e a estratégia para ultrapassar esta falta de graça que a Europa apresenta ou a desgraça em que se apresenta. Do meu ponto de vista, tudo isto é fruto de confusões (pouco ingénuas…) entre continente e conteúdos… E, grande e vital questão, resistirá esta "confusão" à mudança do modelo global em marcha acelerada, impiedosa e esmagadora nesta crise global?
Sábado, tropecei nesta misteriosa estória, ao percorrer a blogos… Que raio pode ser isto? Como ainda não consegui obter elementos para a perceber, aqui a partilho para que, quem souber, me diga. Até o título é misterioso… Um risco…!? Enfim, quem souber, explique…
segundo corre por aí um jornalista, de uma revista que tem tanto medo da maçonaria como o diabo tem da cruz, andará a ter problemas por causa do vicio.
ao que parece o rapaz, que consta já terá sido iniciado noutros tempos mas que devido ao seu estilo de vida terá sido expulso, tem problemas graves e andará mesmo a ser seguido por suspeita de ligações perigosas.
“A secretária da Segurança Nacional dos EUA, Jannet Napolitano, anunciou este domingo a declaração de "estado de emergência de saúde pública" devido à propagação do vírus da gripe suína no país. Jannet Napolitano fez o anúncio na Casa Branca, acompanhada pelo director interino do Centro de Controlo de Doenças, Richard Besser, que revelou haver já 20 casos identificados no país como gripe suína. Nos estados da Califórnia, Kansas e Texas já foram detectados vários casos de pessoas contaminadas com o vírus.”
A notícia é de hoje, 26 de Abril 2009, mas há bastante tempo (anos, mesmo!) que tinha sido prevista por Tom Barnett na sua teoria da fragmentação em duas grandes zonas (core e gap), do mundo globalizado dos anos noventa, e das ameaças e da separação a surgir entre as duas zonas. Barnett escreveu-o em 2003… A notícia é de hoje e nem agora consegue entender e esclarecer a origem (México) do problema… Quanto mais dar-lhe um quadro e elementos de racionalidade!
A grande questão que se põe hoje (ou desde a sua publicação) é que o"non-integrated gap" demonstra tendência a alargar-se a zonas que no "Pentagon's New Map" ainda integravam o "functioning core", como é o caso do México e, brevemente, talvez da África do Sul...
Aqui no Claro temos acompanhado o trabalho de Tom Barnett (tal como o de John Robb - que tem trabalhado as consequências deste cenário no mundo americano - e outros), desde há vários anos e reservamos-lhes um lugar de destaque na coluna da “Inteligência”, dando-lhe o relevo que, desde o início, nos pareceu (e parece) imprescindível…
Esta peste suína está longe de ser a pior das pestes que nos atacam e que farão ainda muito falar dos trabalhos de Barnett, Robb e outros. Com todas estas “pestes” às portas do”core” e o tempo a esvair-se rapidamente é melhor seleccionar as leituras e evitar cair na discussão do sexo dos anjos (e até de algumas anjinhas), como parece ainda estar de moda e o fazem, lamentavelmente, pessoas que tinham a obrigação (intelectual e profissional) de pensar com inteligência o futuro e concebê-lo estrategicamente. Até alguns amigos meus…
La menace de la grippe porcine s'est étendue dimanche avec de nouveaux cas suspects détectés à travers le monde, malgré le renforcement des mesures de précaution au Mexique, où cinq nouveaux décès ont été annoncés. Evénement
Les Etats-Unis, où vingt cas ont été décelés jusqu'ici, sans aucun décès, ont déclaré dimanche "l'état d'urgence sanitaire", et annoncé des dépistages sur les personnes qui se présenteraient aux frontières en provenance de pays touchés par le virus. Les autorités s'attendent à déceler de nouveaux cas.
Au Canada quatre cas de grippe porcine ont été confirmés.
Plusieurs pays, notamment la Nouvelle-Zélande, la France, Israël et l'Espagne ont fait état de cas suspects.
Au Mexique, le bilan pourrait atteindre 81 morts, dont 20 avérés infectés par le virus, et 1.324 malades sont en traitement. Le maire de Mexico a annoncé dimanche cinq nouveaux décès, sans préciser s'ils avaient déjà été comptés dans les "probables".
La Commission européenne a indiqué suivre "de très près" la situation.
L'Organisation Mondiale de la Santé (OMS), qui avait mis en garde contre le "potentiel pandémique" du virus, a averti dans la nuit de samedi à dimanche que "la situation actuelle constituait une urgence en terme de santé publique et une préoccupation internationale".
L'OMS recommande "que tous les pays intensifient… continua Aqui
'Este não é, seguramente, o tempo das propostas ilusórias. Este não é o tempo de promessas fáceis, que depois se deixarão por cumprir. A crise cria a obrigação acrescida de prometer apenas aquilo que se pode fazer, com os recursos que temos e no País que somos e iremos ser', afirmou Cavaco Silva, na sessão solene comemorativa do 35º aniversário do 25 de Abril, na Assembleia da República.
Isto é o que Cavaco, Presidente desta República, disse, segundo o site do Correio da Manha, hoje, dia do 35º aniversário do “25 de Abril”. Cavaco, que é um velho político, deverá saber que nunca é tempo de “promessas fáceis”, nem de “propostas ilusórias”. Cavaco deve saber que tal tipo de coisas fáceis e ilusórias nunca são próprias nem dignas de um homem de Estado. Em qualquer tempo isso são coisas de politiqueiros, que são os políticos sem dimensão de Estado. Cavaco disse, portanto (e peço desde já desculpa ao Sr. Presidente), banalidades... Concedo que seria outra coisa que ele queria dizer, preocupado que está com a crítica especificidade destes tempos de mudança impiedosa e esmagadora.
Suponho que, com tal preocupação, o que o Presidente (sendo um homem de Estado e não um politiqueiro) terá querido dizer dizer é que:
- A crise impõe um uso inteligente e respondente a exigências estratégicas dos poucos recursos disponíveis (que são os que temos e os que, dentro de um cálculo racional, podemos ter). Ou seja, a festa acabou e, agora, é necessário investir para construir um futuro viável;
- Para investir, deste modo e com este propósito, é necessário uma estratégia viável, viabilizadora e partilhada (e, no assumir desta partilha, há uma particular responsabilidade do Presidente da República;
- Para ter uma estratégia é condição prévia ter inteligência, a inteligência da situação, como se diria num português do “século de ouro”, ou uma séria Competitive Intelligence, como se diria numa linguagem deste tempo de globalização (já fragmentada);
- Para garantir condições e quadro de aplicação desta estratégia é necessário que ela integre a necessidade de garantia de mecanismos de solidariedade, inclusão e segurança social;
Suponho, portanto, que o Presidente queria dizer que a crise impõe a aplicação dos recursos disponíveis de forma não casuística mas obedecente a estratégia definida, com inteligência competitiva, e integrando os necessários mecanismos de solidariedade social. E tudo, claro, com sentido e atitude de Estado e nunca politiqueira.
Era isto, senhor Presidente…? Se era (e espero que fosse...) é importante que o diga da próxima vez (e que não volte a repetir banalidades) e mais importante ainda que trate de agir em consequência, que entenda e favoreça a promoção de mecanismos de competitive intelligence e que entenda e favoreça a promoção de uma estratégia viável, viabilizadora e partilhada para o País e que garanta a Portugal condições e funções no mundo pós-crise. É isto que um Presidente desta República tem, neste tempo, de fazer. Será pedir demasiado...? Veremos...
Mudança radical. A China apresenta o pior resultado desde o seu take-off, a Índia entrou em instabilidade político-eleitoral, o G8 alerta para nova (...)Continua Na Coluna dos Sábados no Correio da Manhã
The Obama administration published a series of memoranda on torture issued under the Bush administration. The memoranda, most of which dated from the period after 9/11, authorized measures including depriving prisoners of solid food, having them stand shackled and in uncomfortable positions, leaving them in cold cells with inadequate clothing, slapping their heads and/or abdomens, and telling them that their families might be harmed if they didn’t cooperate with their interrogators. On the scale of human cruelty, these actions do not rise anywhere near the top. At the same time, anyone who thinks that being placed without food in a freezing cell subject to random mild beatings — all while being told that your family might be joining you — isn’t agonizing clearly lacks imagination. The treatment of detainees could have been worse. It was terrible nonetheless.
Torture and the Intelligence Gap
But torture is meant to be terrible, and we must judge the torturer in the context of his own desperation. In the wake of 9/11, anyone who wasn’t terrified was not in touch with reality. We know several people who now are quite blasé about 9/11. Unfortunately for them, we knew them in the months after, and they were not nearly as composed then as they are now.
Sept. 11 was terrifying for one main reason: We had little idea about al Qaeda’s capabilities. It was a very reasonable assumption that other al Qaeda cells were operating in the United States and that any day might bring follow-on attacks. (Especially given the group’s reputation for one-two attacks.) We still remember our first flight after 9/11, looking at our fellow passengers, planning what we would do if one of them moved. Every time a passenger visited the lavatory, one could see the tensions soar.
And while Sept. 11 was frightening enough, there were ample fears that al Qaeda had secured a “suitcase bomb” and that a nuclear attack on a major U.S. city could come at any moment. For individuals, such an attack was simply another possibility. We remember staying at a hotel in Washington close to the White House and realizing that we were at ground zero — and imagining what the next moment might be like. For the government, however, the problem was having scraps of intelligence indicating that al Qaeda might have a nuclear weapon, but not having any way of telling whether those scraps had any value. The president and vice president accordingly were continually kept at different locations, and not for any frivolous reason.
This lack of intelligence led directly to the most extreme fears, which in turn led to extreme measures. Washington simply did not know very much about al Qaeda and its capabilities and intentions in the United States. A lack of knowledge forces people to think of worst-case scenarios. In the absence of intelligence to the contrary after 9/11, the only reasonable assumption was that al Qaeda was planning more — and perhaps worse — attacks.
Collecting intelligence rapidly became the highest national priority. Given the genuine and reasonable fears, no action in pursuit of intelligence was out of the question, so long as it promised quick answers. This led to the authorization of torture, among other things. Torture offered a rapid means to accumulate intelligence, or at least — given the time lag on other means — it was something that had to be tried.
Torture and the Moral Question
And this raises the moral question. The United States is a moral project: its Declaration of Independence and Constitution state that. The president takes an oath to preserve, protect and defend the Constitution from all enemies foreign and domestic. The Constitution does not speak to the question of torture of non-citizens, but it implies an abhorrence of rights violations (at least for citizens). But the Declaration of Independence contains the phrase, “a decent respect for the opinions of mankind.” This indicates that world opinion matters.
At the same time, the president is sworn to protect the Constitution. In practical terms, this means protecting the physical security of the United States “against all enemies, foreign and domestic.” Protecting the principles of the declaration and the Constitution are meaningless without regime preservation and defending the nation.
While this all makes for an interesting seminar in political philosophy, presidents — and others who have taken the same oath — do not have the luxury of the contemplative life. They must act on their oaths, and inaction is an action. Former U.S. President George W. Bush knew that he did not know the threat, and that in order to carry out his oath, he needed very rapidly to find out the threat. He could not know that torture would work, but he clearly did not feel that he had the right to avoid it.
Consider this example. Assume you knew that a certain individual knew the location of a nuclear device planted in an American city. The device would kill hundreds of thousands of Americans, but he individual refused to divulge the information. Would anyone who had sworn the oath have the right not to torture the individual? Torture might or might not work, but either way, would it be moral to protect the individual’s rights while allowing hundreds of thousands to die? It would seem that in this case, torture is a moral imperative; the rights of the one with the information cannot transcend the life of a city.
Torture in the Real World
But here is the problem: You would not find yourself in this situation. Knowing a bomb had been planted, knowing who knew that the bomb had been planted, and needing only to apply torture to extract this information is not how the real world works. Post-9/11, the United States knew much less about the extent of the threat from al Qaeda. This hypothetical sort of torture was not the issue.
Discrete information was not needed, but situational awareness. The United States did not know what it needed to know, it did not know who was of value and who wasn’t, and it did not know how much time it had. Torture thus was not a precise solution to a specific problem: It became an intelligence-gathering technique. The nature of the problem the United States faced forced it into indiscriminate intelligence gathering. When you don’t know what you need to know, you cast a wide net. And when torture is included in the mix, it is cast wide as well. In such a case, you know you will be following many false leads — and when you carry torture with you, you will be torturing people with little to tell you. Moreover, torture applied by anyone other than well-trained, experienced personnel (who are in exceptionally short supply) will only compound these problems, and make the practice less productive.
Defenders of torture frequently seem to believe that the person in custody is known to have valuable information, and that this information must be forced out of him. His possession of the information is proof of his guilt. The problem is that unless you have excellent intelligence to begin with, you will become engaged in developing baseline intelligence, and the person you are torturing may well know nothing at all. Torture thus becomes not only a waste of time and a violation of decency, it actually undermines good intelligence. After a while, scooping up suspects in a dragnet and trying to extract intelligence becomes a substitute for competent intelligence techniques — and can potentially blind the intelligence service. This is especially true as people will tell you what they think you want to hear to make torture stop.
Critics of torture, on the other hand, seem to assume the torture was brutality for the sake of brutality instead of a desperate attempt to get some clarity on what might well have been a catastrophic outcome. The critics also cannot know the extent to which the use of torture actually prevented follow-on attacks. They assume that to the extent that torture was useful, it was not essential; that there were other ways to find out what was needed. In the long run, they might have been correct. But neither they, nor anyone else, had the right to assume in late 2001 that there was a long run. One of the things that wasn’t known was how much time there was.
The U.S. Intelligence Failure
The endless argument over torture, the posturing of both critics and defenders, misses the crucial point. The United States turned to torture because it has experienced a massive intelligence failure reaching back a decade. The U.S. intelligence community simply failed to gather sufficient information on al Qaeda’s intentions, capability, organization and personnel. The use of torture was not part of a competent intelligence effort, but a response to a massive intelligence failure.
That failure was rooted in a range of miscalculations over time. There was the public belief that the end of the Cold War meant the United States didn’t need a major intelligence effort, a point made by the late Sen. Daniel Moynihan. There were the intelligence people who regarded Afghanistan as old news. There was the Torricelli amendment that made recruiting people with ties to terrorist groups illegal without special approval. There were the Middle East experts who could not understand that al Qaeda was fundamentally different from anything seen before. The list of the guilty is endless, and ultimately includes the American people, who always seem to believe that the view of the world as a dangerous place is something made up by contractors and bureaucrats.
Bush was handed an impossible situation on Sept. 11, after just nine months in office. The country demanded protection, and given the intelligence shambles he inherited, he reacted about as well or badly as anyone else might have in the situation. He used the tools he had, and hoped they were good enough.
The problem with torture — as with other exceptional measures — is that it is useful, at best, in extraordinary situations. The problem with all such techniques in the hands of bureaucracies is that the extraordinary in due course becomes the routine, and torture as a desperate stopgap measure becomes a routine part of the intelligence interrogator’s tool kit.
At a certain point, the emergency was over. U.S. intelligence had focused itself and had developed an increasingly coherent picture of al Qaeda, with the aid of allied Muslim intelligence agencies, and was able to start taking a toll on al Qaeda. The war had become routinized, and extraordinary measures were no longer essential. But the routinization of the extraordinary is the built-in danger of bureaucracy, and what began as a response to unprecedented dangers became part of the process. Bush had an opportunity to move beyond the emergency. He didn’t.
If you know that an individual is loaded with information, torture can be a useful tool. But if you have so much intelligence that you already know enough to identify the individual is loaded with information, then you have come pretty close to winning the intelligence war. That’s not when you use torture. That’s when you simply point out to the prisoner that, “for you the war is over.” You lay out all you already know and how much you know about him. That is as demoralizing as freezing in a cell — and helps your interrogators keep their balance.
U.S. President Barack Obama has handled this issue in the style to which we have become accustomed, and which is as practical a solution as possible. He has published the memos authorizing torture to make this entirely a Bush administration problem while refusing to prosecute anyone associated with torture, keeping the issue from becoming overly divisive. Good politics perhaps, but not something that deals with the fundamental question.
The fundamental question remains unanswered, and may remain unanswered. When a president takes an oath to “preserve, protect and defend the Constitution of the United States,” what are the limits on his obligation? We take the oath for granted. But it should be considered carefully by anyone entering this debate, particularly for presidents.
Beto nos tempos do liceu e nos primeiros anos da universidade era um dos raros intelectuais fascistas puros que eu conheci. Talvez por ter horror às brutalidades virilizantes dos colegas, sublimava-o em violência ideológica. Tinha no seu quarto um distinto retrato de Adolf Hitler e entretinha-se em delirar planos para o extermínio dos judeus que ainda restavam. "Cá por mim, metia-os a todos num paquete velho da Companhia Colonial de Navegação, a pretexto de um cruzeiro a Angola e no meio do oceano, zás... afundávamos capitalistas e semitas". Era também um furioso adepto da geneticização: "esterilizavam-se os doentes e os diminuídos mentais". Foi para Lisboa estudar o que ainda não havia em Coimbra e assumiu a homossexualidade, ao mesmo tempo que despertou intelectualmente no "underground". Depois do 25 de Abril passou rapidamente do sector intelectual do PCP para o PS. Agora fala de cátedra, continuando o elitismo dos filhos da grande burguesia. E fala no povo e para o povo. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência. Só nome é ficcionado. Continua a ser meu amigo.
Há 35 anos (bolas, já tanto tempo e tão pouco país mudado e um sobrevivente e devorista "complexo neo-corporativo e salazarento"!) por volta desta hora ia começar a desenrolar-se a “operação open gate”...
Sobre esta operação pouco tem sido revelado, pouco de história foi feito, embora se tenham escrito muitas estórias sobre o “golpe do 25 de Abril”. O romance de Dominique de Roux, “O Quinto Império”, é talvezo documento que mais revela sobre o clima, as realidades, as relações de força, as percepções e as personagens desses dias. E, ainda mais que aquilo que revela, importa referir o que o sub-texto deixa perceber...
Ou como aqui escreve Vasco de Castro, “a história publicada e até oficial desses dias fabulosos tem estranhamente ignorado este facto… que os serviços secretos franceses e americanos tinham agente em Lisboa e junto de um Spínola conivente, ambicioso de poder e de apoios internacionais que o sustentassem, e que, obviamente, Paris e Washington "sabiam" da próxima queda de Caetano e do condenado regime colonial português. E que estariam de acordo. A pensar no que lhes caberia para as suas estratégias nas colónias africanas, em plena guerra fria anti-Moscovo. Não houve surpresa nas chancelarias internacionais, por todas as razões e mais esta, e que aqui testemunho.”
Para se perceber o que então se passou, é essencial ler (bem...) o “Quinto Império” de Dominique de Roux, que tem sido tão silenciado e ocultado quanto é de leitura decisiva... mesmo se não muito agradável para muita figura e outros figurões que ainda por aí anda.
Ano e meio depois, a “operação closed gate” punha fim ao regabofe que se instalara (como não podia deixar de ser após meio século de abafante ditadura...) nos meses seguintes ao “abrir do portão”...
Vivemos num diabo de um sítio cada vez mais mal frequentado e onde alguns dos mais mediáticos e muito escutados dos seus frequentadores não fazem o mínimo esforço para se informarem, para terem alguma inteligência das coisas de que falam mas apenas formam, no seu autismo e ignorância, “convicções”... Que depois passam o tempo a vomitar para cima da opinião pública e assim a mais fraca gente ao usar e abusar dos mais fortes meios polui a opinião com as suas “convicções” e baralha ainda mais a já complexa, ameaçadora e confusa situação que vivemos. As “convicções” dessa fraca gente que abusa de fortes meios só me faz lembrar a estória da colheita de esparguete na Suíça, um pastiche de certas reportagens televisivas, premonitoriamente filmada em... 1957! Claro, só acredita quem quer nestas coisas que nos mostram. Nada de novo, portanto, debaixo do Sol como se pode ver neste vídeo do YouTube... A única diferença é que agora a televisão é a cores!
EXCELENTE SOM INOVADOR ‘TascaBeat: o sonho português’, nome do primeiro cd da banda portuguesa OqueStrada, chega às lojas a 27 de Abril. A banda é “acusada” pela Vogue de ter reinventado o «glamour numa versão boémia e proletária».
Depois de sete anos on the road de Norte a Sul de Portugal e por França, China, Sérvia, Espanha, por teatros e festivais de referência, como o TNT - Théâtre National de Toulouse, TnBA - Théâtre national de Bordeaux, Teatre Lliure, Teatro Nacional D.Maria II, Teatro Nacional de S.João, o Festival Littéraire Marathon des Mots, CCB Fora de Si, Festival de Marionetas do Porto, Festival Villes des Musiques du Monde, Festival International de Théâtre des Arts de la Rue d'Aurillac, Expo-2008 Zaragoza e o Festival de Artes de Macau, mais uns bailes de Verão, o Maxim, a Tasca do Chico e até a rua, a banda rendeu-se à Sony e aceitou fazer o seu primeiro cd. O palco, porém, será sempre o seu grande elemento, o quadro onde se revelam todos os seus talentos e explode o animal de palco que é Miss Miranda.
A banda de Almada, exemplar na sua inteligência de procura da inovação e no trabalho de excelência na montagem das suas criações, é sem medos nem tabús pelo que transborda de criatividade e força, com Miss Miranda para dar voz às músicas, João Lima na guitarra portuguesa, Pablo (contra-b), Zeto Feijão (guitarra e voz) e Danatello Brida (acordeão). O conceito e a dramaturgia musical são obra de Marta Mateus e Jean Marc Dercle.
Manuela Ferreira Leite faz de Sócrates o grande culpado da crise. Em França, a líder socialista Martine Aubry também não hesita, porém, Sócrates não tem nada a ver com o assunto, a culpa é toda mesmo de... Sarkozy. ..
Coincidem na "lucidez" e “coragem” mas… mudam de homem! .
Outra coincidência: o PS francês não existe (há pelo menos dois e uns bocadinhos...) e o PSD é um resíduo esfrangalhado... .
Ao ouvir esta gente dizer estas analidades, uma pessoa pergunta-se se estão de má-fé, se querem fazer de nós parvos ou se, simplesmente, são tão ignorantes e pouco inteligentes como parecem...
Guerra Económica… diz Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, a propósito da guerra dos genéricos lançada (e, para já, perdida) pelas Farmácias de João Cordeiro e de Costa Freire.
Guerra Económica… pois, bem me parecia! Só falta que a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde adquiram alguma Inteligência Económica e... terão ganho, definitivamente, esta guerra. Para já, parabéns, perceberam que há... guerra económica!
Quando se percebe que há "guerra económica" e, para a enfrentar e ganhar, se adquire Inteligência Económica, é mais que meio caminho andado para derrotar o "complexo neo-corporativo e salazarento"...
Dizem-me que, a seguir às legislativas, vem aí grande lavar de “roupa suja” de uma série de gente do chamado universo político-mediático em matérias de impostos, impostos sucessórios, operações bancárias (dos próprios e de familiares chegados... “quem abusou do santo nome de deus para obter créditos e outras vantagens, quem foi?”), dinheiro, muito dinheiro, estacionado em Londres, e até estórias de montes alentejanos onde o TGV devia passar e deixar brutas indemnizações e... passou ao lado e não deixou nada!
Agora com “transparência” bancária e outra recente parafernália vai ser um fartote... Dizem-me. Pois dizem... Mas eu não acredito. Então, isto não é tudo gente séria!? Claro que sim... Então?!
O Presidente chamou a atenção para a falta de conhecimentos matemáticos dos Portugueses. O Presidente tem razão. Não falemos do que Cavaco fez (ou não fez) nesta matéria, nos seus 10 anos de PM. Nem falemos do conteúdo subtil e quase codificado dos últimos escritos do autor do “Tratado da Esfera”. Não falemos, pois, das razões estruturais desta nossa ignorância matemática. Aliás, digamos apenas, que o Presidente tem razão.
. Acho, aliás, que o último chefe de Estado de Portugal que sabia Matemárica foi... Sidónio Pais! Que antes de decidir criar a “República Nova” foi lente de Matemática na Universidade de Coimbra e professor de cálculo de tiro nos cursos de Artilharia. (Eu sei, Costa Gomes também estudou a matéria, mas a matemática dele era outra ou ele era um outro matemático... Um homem que se divertia a solucionar equações políticas a várias incógnitas.)
Não sabemos, portanto, pensar matematicamente. Se o soubéssemos, se fosse esse o caso, outro galo cantaria. E cantaria em muita coisa... Por exemplo, o caso Freeport já teria morrido. Ou nem sequer existiria…
Ora, concentrem-se, peguem num lápis ou numa calculadora (se não souberem a tabuada) e façam lá umas continhas simples. Quanto é que Smith diz no famoso DVD que deu em cada tranche ao “homem de Sócrates”? E quantas tranches diz que foram...? Já têm os resultados…? Pois é! Nada como fazer contas…
Alguns políticos, por estes dias, lembram-me um certo futebolista de há uns anos. Prognósticos, dizia ele, quando perguntado como iria correr o jogo e que resultado teria, só no fim do jogo… Como era um futebolista, muita gente gozava com o homem e com esta coisa de só vaticinar ou só se deitar a advinhar depois das coisas terem acontecido. E quando se queria chamar burro a alguém, lá surgia o “és como o outro, prognósticos só depois do jogo…”.
Mas, por estes dias, depois do apocalipse de 2008 e do seu prolongamento por 2009, alguns dos nossos políticos decidiram explicar-nos que estavam a ver tudo desde o início… Pena é que não tenham aproveitado essa sua visão e inteligência para alertar os seus pares e o País e para tomar as medidas que a situação impunha. Eles estavam a ver, mas deixaram que tudo fosse apanhado de calças na mão… E são capazes de até já terem esquecido o que em 2007 e 2008 andaram a declarar! Pois, para refrescarem as ideias, talvez não fosse má ideia passarem pela hemeroteca…
Mário Soares fala e escreve, agora, em Abril de 2009, sobre um mundo em mudança. Em mudança, porém, está o mundo todos os dias e desde sempre… Convém, por isso, tipificar a mudança de que se fala e defini-la. Senão, dizem-se umas generalidades tão generalizadas que estão sempre certas, em qualquer dia e a qualquer hora. E isso, sendo simpático, mostra apenas, realmente, que o seu autor não só não viu como continua a não ver e a nem entender nada.
Cavaco Silva, desta República Presidente, afirma, agora, em Abril 2009, noprefácio de "Roteiros III", que a crise era previsível desde 2007. "Desde muito cedo se tornou óbvio que uma crise do sistema financeiro internacional não poderia deixar de vir a ter consequências muito negativas sobre os níveis de produção, o emprego e as condições de vida das famílias”. Repare-se na periodização: “desde muito cedo”! Isto quer dizer o quê? Não sei, porque isto não diz nada. Apenas torneia a inevitável questão do tempo. De um ponto de vista político, Cavaco fará uma habilidade. De um ponto de vista intelectual, comete uma falta de rigor. Quer uma coisa quer a outra ficam muito mal a alguém que faça da seriedade o seu negócio e a sua marca, como o faz Cavaco.
“Desde muito cedo”… Pois, mas só é pena que ninguém o tenha ouvido referir o assunto em momento algum até agora. O assunto não deveria constar do prefácio destes “Roteiros III”, a sua capital importância e nobreza obrigavam a que figurasse nos textos constitutivos de “RoteirosII”… Senão mesmo nos de “Roteiros I”, posto que o PR disso se terá apercebido – diz ele - “desde muito cedo”.
Ou seja, tanto Mário Soares como Cavaco Silva estão a fazer figura de futebolista.
Fazem prognósticos sobre o que passou há mais de seis meses! E, repare-se bem, ao mesmo tempo que procuram convencer-nos da sua (inexistente) clarividência e apresentam prognósticos sobre o passado, eles evitam completamente dizer qualquer coisa de estruturado sobre os próximos meses! Isso, claro, já é outro jogo. E prognósticos… Enfim, vocês já sabem.
Gostava muito, porém, de ver e ouvir Cavaco e Soares sobre o curso dos próximos seis meses… Mas, sei de antemão, que isso só lá mais para o Natal!
Uma nota final para o discurso de Cavaco. Diz ele que "desde muito cedo se tornou óbvio que uma crise do sistema financeiro internacional não poderia deixar de vir a ter consequências muito negativas sobre os níveis de produção, o emprego e as condições de vida das famílias". Senhor Presidente, “uma crise do sistema financeiro internacional” nunca pode deixar de “ter consequências muito negativas sobre os níveis de produção, o emprego e as condições de vida das famílias", no mundo pós-1945. E isso é coisa que qualquer estudante médio do ISEG sabe e pode explicar. A questão, pois, não é essa que enuncia. Mas, sim, a de ter percebido, em tempo, que essa crise, esse tsunami financeiro, estava próximo, muito próximo, e ia rebentar-nos em cima. Também aqui se impunha uma formulação intelectual rigorosa e não essa frase tão inconsistentemente escrita que não acredito ter sido escrita por um economista com os níveis de rigor e exigência do Prof. Cavaco Silva…
E seja lá o que for isso de “desde muito cedo”, é importante dizer que, em 2007 e em português, só um colunista do “Correio da Manhã” escreveu e assinou que a crise estava próxima e era iminente e bem violenta. E voltou a fazê-lo nos inícios de 2008 e várias vezes até meados de Setembro… Depois, ela rebentou, e não eram precisos mais alertas: ela estava à vista e, assim, se tinha aberto o tempo dos “prognósticos"... no fim do jogo!
O Vaticano está a enviar convites a personalidades para a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, no dia 26, em Roma. Só que o nome do futuro 11º santo português aparece como “Alvarez Pereira”. in Expresso
Ou como o continentalista, imperial, romano e, acessoriamente (para efeitos de sermão ao povo), católico eixo Roma-Castela ainda por aí se arrasta… O Nuno Álvares se pudesse voltava a matá-los!
Os "Banksters"... Muito revelador do estado actual dos espíritos (que, claro, não são santos) o neologismo americano que funde bankers (banqueiros)+gangsters!
Numa peça assinada pelo João Pedro Henriques, na edição do dia 18 deste mês, o senhor vice-presidente da Assembleia desta República (em pleno usufruto de todas as mordomias, privilégios, tenças e prebendas de tal cargo) avisa: 'Vou reunir a minha gente'!
Mas isto é linguagem de Pancho Villa, de capo ou de condottieri…? De vice-presidente da AR é que não é, de certeza. Ou então esta República já mudou de natureza... E, como de tal não me apercebi, eu tenho andado mesmo muito distraído!
Não fosse a assinatura da peça ser a do João Pedro Henriques e eu ainda não acreditaria neste registo de linguagem...
Duas peças interessantes na última edição da Visão, o “ensaio” de José Gil e a entrevista a Vítor Bento. Interessantes mais pelo que não dizem que por aquilo que é dito. E, claro, por quem não diz, duas personalidades de primeiro plano, nesta triste e cinzenta miséria intelectual lusitana.
É este, mais que “não-dito”, um totalmente ausente que me interessa. Pelo que revela do estado intelectual do País e da mais grave de todas as suas crises – a crise de inteligência. E do abissal défice que ela já nos produziu.
José Gil analisa muito bem o “clima actual” do País, detecta a impossibilidade de os partidos políticos existentes fazerem, nestas eleições, promessas credíveis e conclui que, dada a crise global e as incertezas que ela carreou, “os programas dos partidos nada podem afirmar de seguro sobre o futuro nacional”, pelo que hão há “promessas credíveis” possíveis neste quadro. O texto é muito interessante, muito analítico, muito “francês”...
O que José Gil não vê (e, se ele não vê, quem o irá ver...?) é que não é de “promessas credíveis” que, no actual quadro global, o País precisa. Esta conjuntura exige estratégia. Uma estratégia com “E” grande. E disso nem os partidos e nem José Gil têm… Tivessem eles disso e o seu discurso seria “credível” e mesmo muito atractivo. Sobretudo, nesta circunstância!
Vítor Bento, economista, presidente da SIBS, vice-presidente do Fórum para a Competitividade, autor do “manifesto dos 40” e dirigente da Sedes, em véspera de saída de um seu livro, “Perceber a Crise para encontrar o caminho”, dá a Clara Teixeira, grande jornalista da Visão, uma extensa entrevista. Espero pelo livro para saber se o que não está na entrevista estará no livro...
Na entrevista, Vítor Bento fala do que falhou em Portugal. Fala do “império” que sobre a nossa economia têm os sectores não-transacionáveis e, portanto, não submetidos à concorrência (onde se esquece, curiosamente, de incluir a banca...), fala dos malefícios das “obras públicas”... E, aparentemente, tem razão no que diz. Mas Vítor Bento esquece-se de que há obras públicas e... obras públicas. O convento de Mafra é uma obra pública. Os caminhos-de-ferro ingleses também. O primeiro assentou um luxo de pieguice e arcaísmo. Os segundos estruturaram a revolução industrial. Tudo obras públicas...
Vítor Bento aponta ainda que “houve uma má gestão política das variáveis económicas manipuláveis pelo Estado”. Tem havido, sim senhor. É mesmo uma constante dos últimos trinta e tal anos (para não falar do que se passava antes...).
O que Vítor Bento não vê (e, se ele não vê, quem o irá ver...?) é que não é a “má gestão política das variáveis económicas manipuláveis pelo Estado” que importa. Ela é mesmo, certamente, uma derivada da questão decisiva. Pode-se, portanto, interrogá-lo: Então o que preconiza é “boa gestão política das variáveis económicas”? Apenas isso...? E de estratégia para Portugal, nem o Vítor Bento fala? Também não tem…?
Tal como José Gil, Vítor Bento surge alheio à questão decisiva. Ela é-lhe completamente estranha. Questão decisiva que é o grande “ausente” destes “discursos” sobre o Portugal na crise global. Gil analisa a “opacidade” que a crise criou ao País e Bento demonstra, com números, como a situação de Portugal se esgotou. Mas nenhum se lembra sequer de conceber Portugal e suas funções globais no mundo pós-crise. Funções globais que viabilizem o País no novo mundo que emerge, violentamente. E nenhum fala da violência radical desta crise que vai liquidar muitas empresas, muitos sectores da economia e até alguns Estados... E, claro, nenhum fala de métodos e de rotas para a pequena nau portuguesa navegar nesta violentíssima tempestade. A continuarmos assim é naufrágio assegurado... Ou então vai emergir uma nova élite política. Com estratégia inteligente e exequível para viabilizar o País. Já tem acontecido...
A AFP distribui hoje a "Carte mondiale localisant les paradis fiscaux répertoriés par l'OCDE" e informa que "Les syndicats des banques ont réclamé mardi aux sociétés de ce secteur "un calendrier de désengagement des paradis fiscaux", une première initiative qui sera suivie d'autres en cas d'inaction, selon un communiqué de l'intersyndicale."
A AFP informa hoje que, em França, Sarkozy lançou uma campanha contra as práticas bárbaras da excisão do clítoris às rapariguinhas e contra os casamentos forçados de meninas menores com maridos escolhidos pelas famílias. Práticas «comunitaristas» de emigrantes africanos e de outras tradições islâmicas. A lei da República e os Direitos do Homem vigoram para toda a gente em França e as «tradições» não podem ser chamadas a justificar a barbaridade... E em Portugal ninguém faz nada? A mutilação genital feminina e outras barbaridades contra as mulheres são justificadas pela cor ou pela religião...?
«Le gouvernement a lancé mardi une campagne nationale de communication pour lutter contre les mariages forcés et les mutilations sexuelles qui touchent des dizaines de milliers de fillettes et de jeunes femmes en France.
"70.000 adolescentes de 10 à 18 ans vivant en France sont menacées d'être unies contre leur gré à un homme par les liens du mariage", selon les associations, et "on estime entre 55.000 et 65.000 les fillettes et femmes mutilées ou menacées de l'être", a indiqué à la presse la secrétaire d'Etat à la Solidarité Valérie Létard.
Les pratiques "barbares" de mutilations sexuelles "peuvent entraîner la mort", a-t-elle aussi souligné. Comme pour les mariages forcés, "ni la tradition ni la coutume ne peuvent justifier une telle remise en cause des droits fondamentaux" de l'être humain, a-t-elle déclaré, à l'instar de plusieurs autres intervenants à la conférence de presse.
"Ce sont des archaïsmes qui doivent être combattus", a renchéri Gaye Petek, directrice de l'association Elele, qui aide les immigrés venus de Turquie…» Continua Aqui
Estas cenas (não sei porquê…) lembram-me qualquer coisa que já vi… Percebe-se o porquê do pânico dos dirigentes de Pequim e a ameaça já chamada de “fantasma de Mao”, o pânico do possível reencontro nos campos das dezenas de milhões de desempregados (que voltaram às aldeias) e dos milhões de jovens quadros e intelectuais que as cidades não tem capacidade de integrar. Com as pressões das forças centrífugas do Tibete e do Xinjiang, o risco da desagregação interna e do esgotamento do vigente “pacto social” (abdicar da liberdade contra a garantia de crescimento económico) coloca a actual direcção do PCC face a escolhas difíceis, num clima global de imprevisível evolução. Visto de Pequim, o mundo está perigoso…
Sem fundamento a esperança que a China relance a economia global. Demasiado fechada (apenas 6,5% das importações mundiais) e de diminuto peso no PIB global (só 7%, contra 23% dos EUA e 32% da UE), ela mesma depende do sucesso do vasto plano de relançamento de Obama!
Os estados-nação, forma de organização dominante no modelo pós 1945 organizado na ONU, estão confrontados com tipos de violência para que aparentemente parecem não estar preparados. Um desses tipos de violência, que encontra na actual crise global um belo caldo de cultura, parece um up grade das velhas máfias e está muito bem representado à escala planetária: dos talibans produtores de ópio aos cartéis mexicanos (que têm mais soldados armados que as FA mexicanas…) aos piratas somalis ou ao ressuscitado e próspero Sendero Luminoso peruano cujo caso é, exemplarmente, analisado por John Robb, tech-guru, ex-comandante da Delta Force, consultar de estados e grandes empresas e autor de “Brave New War” e do site “Global Guerrillas”. E isto remete-nos para o essencial: a grande questão da crise não é financeira, é de poder!
We can live in peace, as long as we obey the uncles ("los tios", the colloquial name for the "new" Shining Path).Peruvian Villager.
We live in a post-ideological age. Revisionist groups, if they are to survive, will focus exclusively on advancing the economic interests of their members -- rather than on the propagation of conflict and ideology necessary for regime change. A good example of this is the revival of the Shinning Path. During the end years of the last Century, it was a Maoist group bent on replacing the government. That effort failed at a cost of 70,000 lives.
However, like Colombia's FARC, it has recently made the shift from revolutionary movement to a well run narco-tribe. It is has since begun to prosper.
It doesn't care about ideological conversion. Relationships with villagers/civilians are based on hard-edged and paternalistic business arrangements. It doesn't need broad-based civilian terrorism to force military over-reaction. It only needs to carve out a local area of operations, free of (uncorrupted) military or police control, by making control too expensive to maintain (22 of the 26 people they killed last year were police/military). It does need to produce wealth, and does so as part of a global criminal economic ecosystem, within which it participates as defenders of production/supply to a lucrative export industry.
As the global economic depression deepens, driven by a dynamically unstable global system, the legitimacy of nation-states will suffer mightily (usually due to impotence, confusion, or corruption). The global response won't be mass movements and new compelling ideologies, but rather post-ideological tribes focused on the economic and social advancement of their membership. In short, global guerrillas.
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Jaime Neves. Em tempo de guerras assimétricas, violência viral e “disruptions”, a experiência e know-how deste general são uma decisiva mais-valia, em qualquer dispositivo militar. Justo e racional este reconhecimento pela hierarquia do general dos comandos. Sem complexos, o governo fez o que se esperava, há um quarto de século, que um governo fizesse….
"Não temos o direito de deixar aos nossos filhos um passivo que tenham dificuldade em suportar", diz o Presidente Cavaco Silva, citado no CM de 07 Abril
A coisa assim dita é um lugar comum incontestável. O subtexto é que é o busílis, pela sua ambiguidade voluntária. Convém, portanto, que o Presidente seja esclarecido, posto que obscurece... Por isso, o que não temos mesmo é o direito de deixar aos nossos filhos um país estruturalmente atrasado, arcaico e desestruturado. E ignorante. Com BPN's a fazer de bancos. Isso é que será um passivo insuportável. Mais insuportável ainda (devido ao tempo, entretanto, perdido...) que o passivo de Salazar. Que nos deixou um País exangue, arcaico e analfabeto com uma cave na Baixa cheia de lingotes de ouro…
Cavaco e a direita terão sonhos salazarentos? Não haverá ninguém na direita que sonhe (e pense e aja) como a direita dos países civilizados…?! Não se poderá mandar esta gente fazer uns estágios na Suíça ou na França de Sarkozy...? E quando Cavaco fala assim de "passivos" não há ninguém que lhe meta à frente uma folha com as curvas de evolução dos principais indicadores referentes ao seu consulado de 10 anos...?
Há coisas que a guerrilha política (ou, melhor, politiqueira) não justifica, por mais que burilem o discurso. A guerrilha política não justifica, por exemplo, que se arruíne o nosso futuro e se arcaíze o País|!
A minha geração herdou do regime salazarento o pior e mais duro dos passivos. Espero que a geração dos meus filhos não herde de um regime presidido por Cavaco uma desgraça semelhante... Repito: O que não temos mesmo é o direito de deixar aos nossos filhos um país estruturalmente atrasado, arcaico e desestruturado. E com o BPN de Oliveira e Costa como banco... Esse é o direito que o Presidente não tem!
“Não conseguimos vislumbrar o seu envolvimento no 25 de Abril”, contesta um precocemente envelhecido deputado comunista. Não sei se será do Alzheimer mas, dizem eles, não vislumbram nada, não sabem nada. Vamos lá refrescar-lhes alguma memória. Não fosse Jaime Neves e o 25 de Abril teria capotado... Veja-se bem o que se passou na Baixa nas primeiras horas da manhã de 25.04.74 e o que lá andou o homem dos comandos a fazer. Se não têm outra fonte, perguntem ao Francisco Louça pois era o pai dele que estava a comandar a resposta do regime salazarento e ameaçava bombardear o Terreiro do Paço, onde estavam os recrutas de Salgueiro Maia que nunca tinham praticado tiro...
E, caso tenham à mão um ‘medium’ espírita, perguntem ao Cunhal quem o recebeu e garantiu a sua segurança quando ele chegou, dias depois do "25 de Abril", ao aeroporto da Portela e de que força era o blindado para onde o secretário-geral do PCP subiu para, pela primeira vez, arengar as “massas”, ou seja, as poucas dezenas de comunistas que o esperavam no aeroporto.
Talvez, depois, consigam vislumbrar... Jaime Neves é, de facto, o grande comandante do “25 de Novembro” mas é também, embora de forma menos conhecida, um pivot essencial (com comando de tropas realmente operacionais) no “25 de Abril”, onde ninguém vislumbrou militares comunistas, que só aparecem à babugem (sob o controlo de Raimundo Narciso e de um certo coronel do KGB) meses depois... Entendido? Ou temos que explicar mais?
A formalização de Jaime Neves como general é apenas isso: uma formalização. Jaime Neves é há muito o General dos Comandos, agora a hierarquia reconheceu isso! É tudo.
Entrevistei Jaime Neves há dois anos. Conversámos bastante, na companhia de um jornalista do “Correio da Manhã”, e posso garantir uma coisa: ele não esqueceu nada e até aprendeu muito e tem cada vez mais para contar. E, sobretudo, é um militar a sério e um homem recto, a quem este regime deve muito, mas mesmo muito, da sua existência.
Comprei-o, em segunda mão, num alfarrabista da zona do Saldanha... Tinha eu, então, aí uns 16 anos e os recursos eram curtos para ir comprar nas lojinhas da rua do Carmo (que anos depois o meu amigo António Manuel e os seus UHF tornariam famosa...). Agora, nada disto é preciso, basta procurar no YouTube... Oh, Santa, porque raio não havia disto nessa altura dos meus 16 anos!
Quando a Primavera começa a irromper, apetece rever Charles Denner no seu admirável monólogo sobre as mulheres, essas desconhecidas, no filme de François Truffaut «L' Homme qui aimait les femmes “ e a genial tirada: "Les jambes des femmes sont des compas qui arpentent le monde..." e toda a teorização sobre o seu desaparecimento durante quatro meses e o reaparecimento com a Primavera...
Christian Harbulot analisa fragilidades e vulnerabilidades resultantes da nova conjuntura estratégica global, (quando “un affaiblissement des Etats-Unis crée de facto des fenêtres de vulnérabilités dans le monde occidental mais aussi dans beaucoup d’autres endroits du monde où nos intérêts sont directement menacés”) bem como os riscos que elas representam para a França e as falhas que a França apresenta face a esses novos riscos. Para Harbulot é indispensável «de parer les tentatives de déstabilisation de nos points d’appui géopolitiques, des positions économiques que nous ne pouvons abandonner pour des raison de cohésion en termes de pérennité des territoires, et de survie des populations qui les peuplent.» E é igualmente imprescindível «garantir la position de la France dans une construction de l’Europe menacée directement par l’affaiblissement de son parapluie sécuritaire nord-américain»… Por isto, Christian Harbulot sugere:
Depuis la fin de la guerre froide, les services de sécurité et de renseignement français ont été très fortement réorientés par le pouvoir politique vers les priorités du moment, à savoir la lutte anti-terroriste tous azimuts. La disparition apparente de la menace représentée par le bloc de l’Est a accentué cette évolution dans la perception des priorités en termes de sécurité nationale. Les attentats terroristes commis contre des Français ou des intérêts français génèrent une résonance émotionnelle qui stigmatise la réaction du pouvoir politique. Lorsque ce type de drame fait la une de l’actualité, ce dernier est naturellement focalisé par la préservation de son image dans l’opinion publique et son réflexe est de tout faire pour rassurer la population en appliquant le principe de précaution au monde du renseignement. Toutes les forces disponibles sont réorientées pendant des périodes plus ou moins longues vers cette menace afin de calmer le jeu et d’éviter l’enchaînement d’attentats spectaculaires qui laissent entendre que la France ne sait pas y faire face.
Cette mécanique infernale est accentuée par le fait que le gouvernement de la République est aussi pris à revers par une opposition à l’affût du moindre faux pas, et qui met la pression en tentant sournoisement d’exploiter électoralement la situation, tout en jurant la main sur le cœur qu’elle joue le jeu de l’unité nationale face au péril terroriste. Ce disque rayé des démocraties, et de la démocratie française en particulier qui reste fragilisée de manière récurrente par ce comportement pavlovien, commence aujourd’hui à montrer ses limites. La priorité donnée à la lutte antiterroriste aussi bien à la DCRI qu’à la DGSE ont fait surgir des failles qui ont été longtemps sous estimées par les autorités. La réduction des effectifs et l’appauvrissement des savoirs dans le domaine du contre espionnage ont affaibli notre pays dans les enjeux géopolitiques et géoéconomiques qui conditionnent non pas la sécurité des Français à titre individuel mais le devenir d’une France confrontée à l’évolution complexe des relations internationales du monde d’aujourd’hui.
La résistance aux influences extérieures est un enjeu vital pour garantir à ce pays les chances de son développement et la pérennité de son système politique. Or, force est de constater que nous avons baissé la garde sans vraiment nous rendre compte des dégâts qu’une telle attitude pouvait engendrer. Sur le plan géopolitique, l’affaiblissement éventuel des Etats-Unis aiguise les appétits d’un certain nombre de puissances. Cette hypothèse nous oblige de reposer la question taboue qui conditionne toute stratégie : quels sont nos adversaires ? Contrairement aux idées reçues, le modèle démocratique ne gomme pas la notion d’adversaire (n’oublions jamais à ce propos qu’Adolf Hitler est arrivé au pouvoir par le résultat des urnes) or un affaiblissement des Etats-Unis crée de facto des fenêtres de vulnérabilités dans le monde occidental mais aussi dans beaucoup d’autres endroits du monde où nos intérêts sont directement menacés. Il n’est plus possible de faire abstraction d’une telle éventualité. L’Allemagne est déjà sans le dire dans cette posture stratégique. Les accords gaziers et nucléaires passés avec la Russie en sont l’aveu le plus expressif.
La France en réintégrant l’Otan ne comble pas le trou laissé par cette hypothèse. Notre infrastructure vitale de survie, en tant que pays devant impérativement se développer pour répondre aux besoins de sa population, implique une anticipation des risques que nous encourons dans les évolutions incertaines générées par la crise majeure que subissent le modèle capitaliste et la mondialisation des échanges. Autrement dit, l’orientation prioritaire de nos services de sécurité et de renseignement dans la lutte anti-terroriste est en train de devenir un choix contestable. Les stratégies d’influence offensives des puissances qui vont chercher à tirer profit de l’affaiblissement des Etats-Unis auront des retombées directes sur le devenir de la France et de sa sécurité nationale collective. Il ne s’agit plus dans cette perspective de rassurer les Français lorsqu’ils prennent un moyen de transport ou lorsqu’ils stationnent devant une poubelle susceptible d’abriter un colis piégé mais de parer les tentatives de déstabilisation de nos points d’appui géopolitiques, des positions économiques que nous ne pouvons abandonner pour des raison de cohésion en termes de pérennité des territoires, et de survie des populations qui les peuplent.
Les puissances montantes comme la Chine, la Russie ou l’Iran ne nous feront aucun cadeau. Les autres non plus et c’est logique compte tenu des déséquilibres à venir. Autrement dit, il est devenu vital de repenser notre système défensif et de contre ingérence afin d’être capable de faire face aux opérations nuisibles menées par des puissances étrangères. Le contre espionnage est à cet égard un instrument déterminant à réactiver et à protéger. Réactiver parce que la sous direction A de la DST n’est plus et qu’elle était le bouclier le plus solide dans le seconde partie du XXème siècle. Protéger car la DGSE a perdu une grande partie de son potentiel dans ce domaine et qu’elle continue à en perdre. Comment imaginer une seconde l’impensable, à savoir que sous prétexte d’Union européenne et d’économie des moyens, cet organisme n’ait plus en charge le contre espionnage réactif pour appuyer notre politique et garantir la position de la France dans une construction de l’Europe menacée directement par l’affaiblissement de son parapluie sécuritaire nord-américain. Le pire serait de ne rien faire et d’attendre le coup qui fait mal avant de se pencher enfin sur l’évidence. Quant aux nominations à venir, espérons que le pouvoir politique ne baisse pas la garde. Les chefs nommés doivent être guidés par ce souci de l’intérêt collectif et ne pas avoir de failles liées à des visées personnelles ou corporatistes.
Christian Harbulot (Directeur de l’Ecole de guerre économique (EGE) et directeur associé du cabinet de consulting en risques informatiques C4IFR) a accordé à L'Usine Nouvelle ce passage qui traite du positionnement stratégique de la France.
«Je trouve effarant le manque d’information en France sur l’espionnage industriel. Les affrontements de ce type font encore partie du non-dit de la vie économique. Il est même difficile d’obtenir un ordre de grandeur sur l’amplitude des dégâts. Une étude de la police américaine estime que la moitié des intrusions informatiques a pour origine la concurrence.
Et l’augmentation de ce péril n’a pas fait disparaître pour autant les pratiques traditionnelles, comme fouiller les poubelles ou corrompre des salariés. La menace n’est pas anecdotique : le Japon et la Chine ont très largement utilisé ce type de raccourci pour leur développement industriel. Même sur le plan national, on constate que le chiffre d’affaires des sociétés privées qui font du renseignement de ce type ne diminue pas, c’est donc qu’il y a une demande !
Par souci de leur image notamment, les industriels lésés ne s’empressent pas d’en parler autour d’eux. Il faudrait pourtant qu’ils le fassent ! Les cercles patronaux, comme le Medef, devraient s’intéresser plus précisément à la question pour mieux appréhender la menace et son évolution. Il y a un réel manque de réflexion stratégique du patronat sur la notion de puissance et d’économie. Il faut, en France, une meilleure concertation avec les Pouvoirs publics sur le sujet, comme aux Etats-Unis. Il y a un réel besoin d’échanges sur les façons de se protéger des pays ou des entreprises les plus prédateurs. Que ce soit en coulisse ou par des procès un peu spectaculaires.»
Ao dobrar-se, nos corredores do G20, perante o rei da Arábia Saudita, Barack Obama levou alguns americanos a interrogar: "Didn’t anyone tell President Obama that Americans fought a long and bloody war so we wouldn’t have to bow down to a king anymore?"
A AFP distribui hoje foto de um ataque à bomba ao rabo de Lénine, mostrando como "des experts examinent les dégâts faits par une bombe sur une statue de Lénine, à Saint-Pétersbourg, le 1er avril 2009"... Enfim, cada rabo tem o ataque que merece!
Cavaco Silva, segundo escreve hoje o “Sol”, defende inovação e conhecimento para sair da crise. “O presidente da República, Cavaco Silva, defende a aposta na inovação, na tecnologia e no conhecimento como «elemento essencial para responder» aos actuais e futuros desafios para superar a crise.”
É uma bela declaração de intenções. O Presidente da República, infelizmente, nada diz sobre a questão fundamental. Sobre como transformar estas boas intenções numa política... Por isso, continuaremos a esperar. Continuamos na mesma, como a lesma. A esperar e sem noção do tempo. Nem concepção estratégica para o País. Cavaco deverá ler tudo o que puder sobre D. João II - o Princípe da estratégia. Para perceber como se faz, pois isso não se ensina em “Finanças Públicas”. E Cavaco é o político das gerações mais seniores que aprende mais depressa. Por isso, pode, com alguma facilidade, perceber que hoje, tal como em tempos de D. João II, o mundo está em tempo de mudança radical do seu modelo global. E não numa daquelas crises tradicionais tão tipificadas na macro-economia do século passado. E isto faz toda a diferença...
A edição portuguesa da Playboy – e a Ana A. que me perdoe – é uma desilusão. Aquela capa, então, é uma vergonha. Mas é também uma verdadeira ‘fotografia’ deste Portugal ainda tão salazarento, manhoso e hipócrita. Uma mocinha qualquer queria estar na capa da Playboy, mas não queria mostrar o rabo...
E – coisa espantosa e grave – o editor fez-lhe a vontade... Resultado, temos uma Playboy tão pobre e miserável como o resto do País que quer o que não está disposto a assumir... E assim (não) vamos.
A Playboy perdeu uma e única oportunidade excelente de fazer a diferença (que por razões específicas estava ali mesmo ao seu alcance). Uma pena e uma tristeza!
Mas nem tudo foi em vão... Ficamos a saber que as melhores mamas são de uma cronista da revista. Como se vê pela amostra junta... Viva, Ana!