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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Saturday, 31 January 2009

Soube de fonte segura

SÓCRATES VENDEU A ALMA AO DIABO

Verdade ou Consequência, Claro!

Há 34 anos atrás, José Sócrates terá vendido a alma ao Diabo.  O caso veio agora a lume por causa das declarações do bispo Abrahamowicz e Williamson (da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, FSSPX) negando o holocausto nazi.

Aquela congregação tradicionalista tem vindo a fazer esforços de reconciliação com a Santa Sé e o Papa até já havia ordenado a recomunhão de quatro bispos ordenados por Lefebvre em 1988.

As dúvidas surgem quando algumas fontes do Vaticano próximas dos herdeiros de Lefebvre mencionam a relutância do papa em reactivar o Tribunal do Santo Ofício e entregar a sua autoridade à FSSPX, uma antiga reivindicação desta congregação.

E é num sms enviado por Williamson a Bento XVI que o nome do primeiro-ministro português aparece, sendo desde logo associado à reposição do rito exorcista.
.
Alegadamente, a FSSPX pretendia chantagear o papa, contando para tal revelar as suas ligações à empresa de limpezas concessionária de Dachau durante a guerra. Como o cardeal Ratzinger não se deixou intimidar, o próximo nome a cair seria o do engenheiro-técnico, como parte de um exercício de contraditório ao Concílio Vaticano 2 e à herança de João Paulo II. A prova estaria na alegada possessão do então adolescente Sócrates por um demónio do oitavo círculo, Azazel.

Recorde-se que o antecessor de Ratzinger deixou claro na encíclica De profundis fettuccini que "o Diabo, o purgatório e o inferno não existem no plano sobrenatural".

A  PIOR CRISE DA DEMOCRACIA

 

“Quando o poder judicial passou a confundir-se com as parangonas jornalísticas, resta-nos ter esperança no sentido de missão dos nossos magistrados e dos nossos polícias, mas sem que se lhes possamos pedir juízos de valor políticos ou até de moral social. Nem sequer uma intervenção presidencial discursiva conseguiria inverter esta descida para o abismo. Por outras palavras, a democracia portuguesa está a viver a sua pior crise desde 1974.”

 

posted by JAM | 1/29/2009 09:27:00 AM

PRIMEIROS 100 MINUTOS DE OBAMA
OBAMACLARO.jpg picture by claromotime
picado ao meu amigo Pitigrili, o de Luanda

DE PORTUGAL...
Uma interessante crónica da tristeza de certa vida portuguesa, de Eduardo Pitta, no "Da Literatura".
"
ALGUÉM QUIS SABER?

Há vinte anos, a ilusão da Europa intoxicou os portugueses. E, há dez, a entrada na zona Euro potenciou o delírio. Na pequena-burguesia, não houve quem não fizesse férias em Cancum ou em Porto de Galinhas (no ano passado chegou a haver 30 vôos por semana de Lisboa para o Brasil, estão recordados?), comprasse casa a filhos desempregados, oferecesse popós ao menino e à menina pela entrada na universidade e se endividasse com os casamentos dos rebentos. Nas classes médias, sobretudo na alta, o padrão extrapolou. Tudo o que fosse menos que férias no Dubai ou na Patagónia representava uma confissão de derrota. E por aí fora. De repente, um país habituado à parcimónia brincava ao desafogo e ao cosmopolitismo. Uma a uma, as ilusões desfizeram-se. Dezenas de milhares de licenciados não encontram lugar no mercado de trabalho porque: a) o país é pequeno; b) a economia estagnou há mais de 30 anos; c) uma percentagem significativa desses licenciados nem para empregados de balcão estão preparados (os que sabem inglês, emigram; são cada vez mais). Um dia se fará a história do ensino universitário privado, e de quem o autorizou nestes termos, responsável pela geração dos desempregados que têm como primeira preocupação o cartão de visita: Dra. Maria do Entrevero Cascudo, Licenciada em Relações Internacionais. Não têm emprego, mas são doutores. OK. Do lado das gerações mais velhas (as dos pais) a realidade afunilou com brutalidade. Não vale a pena fazer o inventário: da magistratura à docência, passando pelo regime geral da função pública — fonte de tanta indignação bloguítica —, não há quem não tenha razões de queixa, porque o escrutínio apertou e o custo de vida disparou (isto vale para o privado). De certo modo, voltamos ao esplendor neo-realista da primeira metade dos anos 1980. Os mais velhos lembram-se. Os mais novos — entre eles os bloggers que então tinham 20 e poucos anos, e encontravam no Frágil um escape para o quotidiano medíocre — ou não se lembram, ou vivem, como é mesmo que se diz?, em estado de negação... Se as pessoas vivessem bem (a maioria não vive), marimbavam-se para a inoperância da justiça, os escândalos da banca, os salários dos gestores de topo, os investimentos em obras públicas, as muralhas de aço (Alcântara), a avaliação dos professores, as universidades a fechar, etc. Tal como se marimbaram, em devido tempo, com as fraudes do Fundo Social Europeu. Milhões e milhões e milhões delapidados entre 1986-96 em acções de formação profissional de que nunca ninguém viu resultados. (Sim, eu sei, os sindicalistas da UGT foram absolvidos em 2007, ao fim de 15 anos de querela jurídica.) Alguém quis saber? Agora é tarde.

 

 Etiquetas: Política nacional, Sociedade   posted by Eduardo Pitta at 11:18 AM links to this post

A CARTA

No “Da Literatura”

 

 
 

Li agora, na íntegra, a carta rogatória da Polícia da Cidade de Londres e da Serious Fraud Office sobre o Caso Freeport, disponível na edição em linha do Expresso. Tal como havia dito a procuradora Cândida Almeida, directora do DCIAP e responsável pela investigação do caso, as autoridades inglesas não pedem qualquer tipo de informação sobre as contas bancárias de José Sócrates. Não pedem, ponto. O único pedido de informação desse tipo refere-se ao cidadão britânico William McKinney. Deve ser por isso que alguns espíritos mais sofisticados referem não ser importante seguir o rasto do dinheiro. Mas a revista Sábado pôs na sua capa essa mentira (ampliada na p. 38 da “reportagem”) reproduzida ad nauseam pela concorrência. Eu sei que os jornais precisam de ganhar dinheiro. O que não sabia é que há tanta gente capaz de alinhar pelo mesmo diapasão. Estamos sempre a aprender.

É evidente que o caso não se esgota numa alegada devassa às contas bancárias do primeiro-ministro, as quais, por imperativo legal, são públicas. Isto apenas traduz o verdadeiro móbil da tramóia.

posted by Eduardo Pitta at 5:35 PM


...E A CARTA NA ÍNTEGRA

   (na tradução do “CM”)

CARTA ROGATÓRIA

Exmo. Senhor/Exma. Senhora,

ASSUNTO: Freeport PLC, RJ McKinney e outros

O Director-Geral da Serious Fraud Office [Departamento de Investigação de Fraudes Graves] apresenta os seus cumprimentos às Autoridades Judiciárias Competentes de Portugal e tem a honra de informá-las sobre os factos que se seguem e de lhes apresentar este pedido de assistência judiciária relativamente a uma investigação criminal que está a ser realizada pela Serious Fraud Office e pela Polícia da Cidade de Londres.

Pessoas sob investigação

A Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres estão a realizar uma investigação por suspeita de crimes. A investigação relaciona-se com uma que está a ser levada a cabo pelas Autoridades Portuguesas por alegações de suborno e corrupção associadas com o desenvolvimento do local da Freeport, em Alcochete.

Os cidadãos do Reino Unido, que se sabe estarem ligados ao caso e que estão por conseguinte a ser presentemente investigados, vêm indicados a seguir:

1. Sean Collidge

2. Gary Russell

3. Jonathan Rawnsley

4. Rick Dattani

5. Charles Smith

6. William (Billy) McKinney Jnr

Existem motivos razoáveis para crer que as pessoas acima referidas tenham cometido crimes de Suborno e de Corrupção em contravenção das leis de Inglaterra e do País de Gales. Os crimes específicos que estão a ser considerados vêm expostos no Anexo '1' à presente.

Além disso, os cidadãos abaixo indicados, que não são do Reino Unido, são considerados como estando sob investigação no sentido de terem solicitado,. recebido ou facilitado pagamentos que sejam relevantes aos crimes indicados no Anexo '1':

7. José Sócrates

8. José Marques

9. João Cabral

10. Manuel Pedro

Resumo dos Factos e das Alegações

O destinatário da presente já se encontrará familiarizado com os factos subjacentes às respectivas investigações em Portugal e no Reino Unido.

No entanto, resumidamente, a investigação relaciona-se com as seguintes circunstâncias:

A investigação centra-se no desenvolvimento comercial de um local onde se encontrava a antiga fábrica designada por 'Firestone' perto de Alcochete, junto à zona de protecção ambiental limítrofe à Ponte Vasco da Gama.

Em 1999, uma empresa do Reino Unido denominada RJ McKinney obteve a pré-aprovação do projecto; o respectivo funcionário é William (Billy) McKinney Jr. Uma empresa sedeada em Portugal, a Smith & Pedro, foi utilizada como a agente local para facilitar a concessão da aprovação. Os mandantes da Smith & Pedro eram os senhores Charles Smith e Manuel Pedro, mais o seu empregado João Cabral. As circunstâncias que levaram à concessão da aprovação fazem parte integrante das investigações.

Esta aprovação foi em última análise concedida por José Marques, o então Vice-Presidente do Instituto da Conservação [da Natureza]. A Polícia Judiciária portuguesa declarou à Serious Fraud Office e à Polícia da Cidade de Londres que o facto de a aprovação ter sido alguma vez concedida, dada a existência da zona de protecção ambiental, levanta uma forte suspeita de corrupção no procedimento de aprovação.

Em 2000, a participação da RJ McKinney foi cedida a outra empresa do Reino Unido, a Freeport PLC. A Freeport procurou obter a Avaliação do Impacte Ambiental favorável necessária para o desenvolvimento do local num espaço comercial e a retalho multifunções a ser denominado 'Freeport'.

Os mandantes da Freeport relacionados com o desenvolvimento do local da Firestone eram Sean Collidge (Presidente do Conselho de Administração), Gary Russell (Director Comercial), Jonathan Rawnsley (Director de Empreendimentos), Rik Dattani (assistente, sedeado em Portugal, de Jonathan Rawnsley).

A Freeport contratou os serviços da Smith & Pedro para auxiliar na obtenção das licenças e aprovações locais, incluindo a Avaliação de Impacto Ambiental.

O primeiro e o segundo requerimento para apreciação em matéria de Avaliação de Impacte Ambiental foram reprovados pelo Ministério do Ambiente de Portugal no decurso do ano 2000. Charles Smith alega durante uma inquirição pela Polícia da Cidade de Londres que a Smith & Pedro foi abordada entre estas duas apresentações de requerimento relativamente ao pagamento de um suborno considerável para assegurar a aprovação.

No dia 17 de Janeiro de 2002, os representantes da Smith & Pedro e da Freeport reuniram com entidades portuguesas, incluindo o então Ministro do Ambiente, José Sócrates, para discutir uma terceira apresentação para apreciação em matéria de Avaliação de Impacto Ambiental. Os participantes nesta reunião foram Sean Collidge, Gary Russell, Charles Smith, Manuel Pedro, José Sócrates e outros funcionários municipais e públicos portugueses.

Foram discutidas nesta reunião as dificuldades relacionadas com a Avaliação de Impacte Ambiental apresentada.

Foi alegado que neste mesmo dia, o Ministro do Ambiente, José Sócrates, reuniu posteriormente com Sean Collidge, Gary Russell, Charles Smith e Manuel Pedro. Nesta reunião distinta, José Sócrates efectuou alegadamente um pedido que seria equivalente a um suborno para assegurar que a Avaliação de Impacte Ambiental apresentada fosse favorável. Alega-se que foi chegado a um acordo no sentido de que a Freeport efectuaria, por intermédio da Smith & Pedro, pagamentos a terceiros, relacionados com José Sócrates.

Estas alegações resultam colectivamente da Carta Rogatória da Procuradoria Geral da República do Montijo, de 12 de Agosto de 2005, apoiada por uma lista de emails extraídos de computadores apreendidos aos escritórios da Smith & Pedro pela Polícia Judiciária portuguesa. Esta lista foi posteriormente fornecida pela Polícia Judiciária à Polícia da Cidade de Londres.

Em acréscimo, as alegações são declaradas por Charles Smith numa reunião realizada com Alan Perkins (um ex-funcionário da Freeport) e com João Cabral no escritório da Freeport em Portugal, no dia 3 de Março de 2006. Alan Perkins gravou um vídeo da reunião sem o conhecimento de Charles Smith. Esse vídeo encontra-se em anexo a um depoimento colhido pela Polícia da Cidade de Londres, que foi divulgado às autoridades portuguesas por meio da Assistência Judiciária Mútua.

Há que referir que Charles Smith negou posteriormente as alegações específicas de corrupção numa inquirição sob aviso efectuada no dia 17 de Julho de 2007 pela Polícia da Cidade de Londres.

Nas semanas que se seguiram ao dia 17 de Janeiro de 2002, o Ministério do Ambiente aprovou uma lei a alterar os limites da reserva natural que impactava sobre o local da Freeport, e o Ministro do Ambiente apresentou um relatório favorável em relação à Avaliação de Impacte Ambiental.

A Terceira Avaliação de Impacte Ambiental foi aprovada em 17 de Março de 2002, dia das Eleições Nacionais que resultaram em que esse mesmo Ministro perdesse o seu lugar.

Posteriormente, a Freeport efectuou 3 ou 4 pagamentos em parcelas de GBP 50.000 à Smith & Pedro. Charles Smith, no vídeo de 3 de Março de 2006, alega que se trata de pagamentos de subornos, com o intuito de satisfazer o acordo de 17 de Janeiro de 2002, a partir dos quais efectuou uma série de pagamentos em numerário a um primo de José Sócrates.

A Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres foram informadas pela Polícia Judiciária numa reunião realizada no dia 9 de Julho de 2008 de que tinham sido obtidas provas de uma série de saques em numerário que se julga estarem relacionados com esta alegação.

Além disso, foram efectuadas alegações menos específicas de que foram pagos montantes mais importantes (até GBP 5 milhões) a uma empresa de advogados em Portugal ligada a José Sócrates, como pagamentos de subornos a partir de fontes do Reino Unido. A Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres foram informadas destas alegações na nossa reunião de 9 de Julho de 2008.

A Polícia da Cidade de Londres e a Serious Fraud Office já prestaram informação e material às Autoridades Portuguesas por meio de Assistência Judiciária Mútua no seguimento de uma Carta Rogatória, datada de 12 de Agosto de 2005, da Procuradoria Geral da República do Montijo.

Em resumo, o material fornecido é o seguinte:

i) Material bancário relacionado com as contas da Freeport junto do Barclays.

ii) Material bancário relacionado com a conta de Francesca Smith junto do HSBC.

iii) Depoimento de Alan Perkins e documentos de apoio associados.

iv) Transcrições de inquirições sob aviso de Jonathan Rawnsley e Charles Smith.

O autor da presente pode fornecer pormenores adicionais relativos à investigação do Reino Unido, ao material fornecido e às alegações associadas.

Assistência Solicitada

1. Índice dos Inquiridos

Queira por favor fornecer um índice ou uma lista de todos os indivíduos que foram inquiridos relativamente à investigação da Freeport PLC e RJ McKinney e outros.

Queira por favor confirmar junto de cada um dos indivíduos se uma transcrição ou outro registo de inquirição se encontra disponível.

2. Buscas

Queira por favor confirmar as moradas nas quais foram efectuadas buscas ou a quem (com excepção dos bancos) foram formalmente entregues mandados judiciais obrigando a apresentação de material relacionado com a investigação da Freeport PLC e RJ McKinney e outros.

Queira por favor confirmar as datas das buscas ou da entrega formal dos mandados de apresentação.

3. Índice do Material

Queira por favor fornecer um índice ou uma lista de material, de computadores e de outro material digital (material que não seja dos bancos) acumulado como resultado das buscas, dos mandados de apresentação ou de outro modo relacionados com a investigação da Freeport PLC e RJ McKinney e outros.

4. Índice de Material Bancário

Queira por favor fornecer um índice ou uma lista de material bancário acumulado relativamente à investigação da Freeport PLC e RJ McKinney e outros.

5. Material de Vigilância

Queira por favor fornecer uma lista das intercepções telefónicas ou outra vigilância intrusiva realizada relativamente à investigação da Freeport PLC e RJ McKinney e outros.

6. Provas principais

Queira por favor fornecer uma colecção dos documentos de prova centrais identificados a esta data que seriam utilizados para, ou em preparação das inquirições a serem realizadas pela Polícia da Cidade de Londres e pela Serious Fraud Office no Reino Unido no tocante à investigação da Freeport PLC e RJ McKinney e outros.

Solicita-se que esta colecção inclua especialmente comunicações físicas, electrónicas ou interceptadas que possam fornecer provas de pagamentos de subornos ou acordos para efectuar os pagamentos de subornos que são objecto da investigação.

7. Acesso a Material e às Testemunhas

No seguimento do Pedido (6), de modo a facilitar a investigação em curso no futuro, queira por favor dar autorização para que os representantes da Polícia da Cidade de Londres e da Serious Fraud Office tenham futuramente acesso à colecção completa de depoimentos de testemunha e do material objecto dos pedidos supra, devendo ser acordado numa data futura.

O âmbito do acesso que será solicitado pode ser esclarecido após a Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres terem analisado os índices e o material solicitados nos Pedidos de (1) a (6) supra.

8. Assistência do Reino Unido pendente

Queira por favor fornecer dados dos Bancos, das contas bancárias e dos códigos de agência das contas bancárias de RJ McKinney no Reino Unido que seriam solicitados por Portugal por meio da Assistência Judiciária Mútua.

9. Material Bancário e de Planeamento pendente

Queira por favor prestar esclarecimentos actualizados sobre qual o material bancário, para além daquele proveniente do Reino Unido, que é identificado como necessário para completar qualquer cadeia de provas relativamente a quaisquer transacções que possam indiciar corrupção.

Queira prestar esclarecimentos actualizados sobre qual o material de planeamento que é identificado como necessário para completar qualquer cadeia de provas relativamente a quaisquer procedimentos que possam ser corruptos.

10. Material Detido pela Decherts

Encontra-se junto no Anexo '2' um índice de material detido pela Decherts Solicitors [Empresa de Advogados] no Reino Unido. Além disso, a Decherts Solicitors detém imagens digitais do servidor da Freeport PLC.

A Serious Fraud Office procurará obter a entrega deste material de forma voluntária ou por mandado judicial de apresentação.

Queira identificar os artigos constando do índice de materiais dos quais Portugal procuraria obter a entrega ou o acesso por meio de Assistência Judiciária Mútua.

Queira indicar uma lista de termos de busca que Portugal mandaria aplicar ao material digital através de Assistência Judiciária Mútua, ou se é solicitada uma cópia completa da imagem.

Com os melhores cumprimentos,

Sr. Wayil Eisa,

Gestor do Processo

Serious Fraud Office

 

A Coluna dos Sábados no Correio da Manhã, 31.01.09

 

Ver Claro

 

Inteligência: ‘A necessidade aguça o engenho’ ou a crise obriga a ter "inteligência". H. Clinton quer tornar os EUA a "potência inteligente" e Sarkozy remodela as suas FA para as tornar "inteligentes", duplica o orçamento da ‘secreta’ e fornece-lhe um blindado estatuto legal de protecção.

 Davos depressão A reunião anual do World Economic Fórum está a ser um fracasso emocional e intelectual... O ambiente profícuo desapareceu tal como as jovens modelos e até o champanhe e a lagosta deram lugar ao queijo, fiambre e vinho.

Putin "Faz o que eu digo, no faças o que eu faço"... Depois de injectar 50 mil milhões nas indústrias de defesa e de um aumento brutal do orçamento militar, Putin foi a Davos pregar contra o aumento das despesas militares...

Fantasma de Mao ameaça a China. Posta em causa por vigorosa extrema--esquerda, a direcção do PCC teme um 2009 agitado. No seu pior cenário, intelectuais integram, nos campos, os largos milhões de desempregados sem apoio retornados a casa, tornando inevitável a intervenção dos "homens fardados".

Aos papéis, é como parece andar a nossa ‘secreta’ na very british crise do Freeport, de tal modo que nem notou os erros, falhas e contradições da lista inglesa que até dá como cúmplices pessoas que há muito não se falam e nem se podem ver...

José Mateus

 consultor de inteligência competitiva

verclaro.jm@gmail.com

José Mateus Cavaco Silva at January 31, 2009 06:28 | link | comments
Tags: ver claro

VASCO PULIDO VALENTE E

AS CAMPANHAS NEGRAS…

 

Vasco Pulido Valente é um homem culto e inteligente. O problema é ele ter ficado nos anos 60 e pouco ou nada ter evoluído depois. Pouco ou nada, ter estado com atenção ao mundo. À evolução do mundo. Por isso, ele nem viu o aparecimento e a  imposição, nas últimas décadas, do 'perceptions management. Das novas técnicas de comunicação que não 'comunicam' mas gerem a percepção dos seus alvos. E fazem dos media não meras câmaras de eco (como fazia a propaganda e mesmo a comunicação tradicional) mas sim um uso inteligente e cínico que lhes permite nunca aparecer e pôr os media a dizer como sendo deles aquilo mesmo que querem que eles digam...

 

E, mesmo à distância, gerindo as vontades, emoções e até ansiedades dos seus alvos. Que até podem ser profissionais dos media... 'Ajudando-os', por exemplo, a apresentar óptimos trabalhos que vão defender convictamente. Pois acreditam piamente serem sua iniciativa! E também indo ao encontro das suas propensões emocionais e características profissionais. Por exemplo, um bom gestor de percepções sabe que não pode tratar do mesmo modo nem dar o mesmo tipo de coisa a uma MMG ou a um HM...

 

Um tal gestor sabe para que pode usar um ou outra e sabe e domina os modos diferentes de os tratar. Sabe que os objectivos, ansiedades e emoções que os fazem vibrar e acreditar são diferentes. Sabe, portanto, que os não pode gerir do mesmo modo, nem no mesmo tempo e nem com os mesmos temas. E até descobre como e para quê utilizar o Vasco...

 

Não faço juízos de valor sobre a evolução do mundo, mas ele mudou muito desde os anos 60. Muito, não está aqui em causa se bem ou mal, mas muito, muito  mesmo. Volkoff foi talvez o primeiro a escrever vários romances (um ou dois mesmo geniais, digo eu) sobre o tema ainda nos seus inícios. E também deu uns anos de aulas sobre a matéria numas universidades americanas. Mas mesmo Vladimir Volkoff é já pré-história destas coisas...
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Entrevista con Vladimir Volkoff
Marc Vittelio  .  traducción de Damián Verde

Vladimir Volkoff es doctor en filosofía, profesor de inglés, militar durante la guerra de Argelia, funcionario del Ministerio de Defensa y, más tarde, profesor de lenguas y literaturas francesa y rusa en Estados Unidos. Fue el primer escritor de Francia que dedicó seriamente sus estudios a la manipulación informativa. Pariente de Tchaikovsky, es uno de los escritores mejor situados a la hora de explicar el concepto que conocemos como "políticamente correcto", tema de su último libro publicado en Editions du Rocher: "La désinformation par l’image". Nos hemos encontrado con este autor que rezuma humor y cultura por todos sus poros y que nos ha prodigado algunos consejos para combatir ese veneno que ataca nuestra sociedad.


—¿Cuál es su definición de lo "políticamente correcto"?

—Lo políticamente correcto tal y como lo conocemos en la actualidad representa la entropía del pensamiento político. Como tal, es de imposible definición puesto que carece de un verdadero contenido. Su fundamento básico es aquello del "todo vale". En él encontramos restos de un cristianismo degradado, de un socialismo reivindicativo, de un economicismo marxista, y de un freudismo en permanente rebelión contra la moral del yo. Si comparamos el hundimiento del comunismo con una explosión atómica, diríamos que lo políticamente correcto constituye la nube radioactiva que sigue a la hecatombe.

—¿En qué consiste lo "políticamente correcto"?

—Lo políticamente correcto consiste en la observación de la sociedad y la historia en términos maniqueos. Lo políticamente correcto representa el bien y lo políticamente incorrecto representa el mal. El summun del bien consiste en buscar en las opciones y la tolerancia en los demás, a menos que las opciones del otro no sean políticamente incorrectas; el summum del mal se encuentra en los datos que precederían a la opción, ya sean éstos de carácter étnico, histórico, social, moral e incluso sexual, e incluso en los avatares humanos. Lo políticamente correcto no atiende a igualdad de oportunidades alguna en el punto de partida, sino al igualitarismo en los resultados en el punto de llegada.

—¿Quién lo inventó?

—Nadie ha inventado lo políticamente correcto: nace como consecuencia de la decadencia del espíritu crítico de la identidad colectiva, ya sea esta social, nacional, religiosa o étnica.

—¿Quién lo practica?

—Lo políticamente correcto es de uso común entre los intelectuales desarraigados, pero como es contagioso, es normal que otras personas estén contaminadas sin que por ello sean conscientes de ello.

—¿Cómo podemos desintoxicarnos?

—La desintoxicación es difícil, en la medida en que vivimos en un mundo en el que los media (y la palabra media es, en sí, un barbarismo políticamente correcto) han adquirido una importancia desmesurada y son precisamente éstos los encargados del contagio masivo. El primer remedio consiste en tomar conciencia de que lo políticamente correcto existe y que circula sobre todo a través de nuestro vocabulario. El segundo, sería tomar conciencia de que el "yo" forma parte de un "nosotros" y de que ese "nosotros" debe proteger al "yo" contra el "se dice..." políticamente correcto. El tercer remedio consiste en poner en práctica la conciencia de renuncia a toda terminología políticamente correcta y a las ideologías sobre las que se apoya. Por ejemplo, hay que decir "aborto" en lugar de "interrupción del embarazo", "sordo" en lugar de "deficiente auditivo", "vejez" en lugar de "tercera edad", "sinvergüenza" en lugar de "inadaptado". Un "docente" nunca llegará a ser un "maestro".

—¿Cuáles son los estragos producidos por lo "políticamente correcto"?
—Consisten fundamentalmente en confundir el bien y el mal, bajo el pretexto de que todo es materia opinable.

—Aparte de la nación, ¿cuáles son los blancos predilectos de lo "políticamente correcto"?

—Los blancos predilectos son la familia, las tradiciones y, sobre todo, la creencia en ello, puesto que para lo políticamente correcto solo hay una verdad y lo demás es falso.

—¿Tiene usted la impresión de que Francia es uno de los países más tocados por lo "políticamente correcto"?

—Lo políticamente correcto es supranacional como todas las enfermedades. Si estamos en condiciones de afirmar que nació en determinadas universidades americanas, no es menos cierto que se expandió rápidamente por todo el mundo. Quizá en los países de tradición cristiano-ortodoxa se resiste más y mejor a esta epidemia, probablemente debido a la propaganda comunista, quizá a la propia fe religiosa. Lo hemos visto recientemente con los casos de Serbia y Rusia.

—¿Cómo detectar a una persona "políticamente correcta"?

—Una persona políticamente correcta se considera a sí misma tolerante, pero no practica la tolerancia...

—¿Cómo evitar la contaminación?

—Es verdad que lo políticamente correcto nos acecha y se presenta siempre con argumentos inocentes y de fácil asimilación. Se trata de rechazar su inocencia y repudiar esa facilidad de asimilación. Es necesario, asimismo, prevenirse contra el mimetismo de hablar como los demás. Repito aún a riesgo de parecer pesado, el vocabulario políticamente correcto es el principal vehículo de contagio. En cualquier caso, hay que afirmar que lo políticamente correcto es una fe débil y que, como tal, no resiste a una enérgica aplicación del espíritu crítico. No hay que ser sumisos a los sentimientos y opiniones generalizados: el espíritu contradictorio más obtuso vale siempre más que la aceptación liberal del pasto mediático.

—Según vd., ¿cuáles pueden ser las consecuencias a corto y medio plazo del triunfo de lo "políticamente correcto"?

—Lo políticamente correcto prepara el terreno de forma ideal para las operaciones de desinformación y para la expansión de la mundialización. Cuando todo el mundo crea que las verdades pueden ser objetos de truque, de que no existen ni verdades ni mentiras, el mundo estará preparado para recibir la misma propaganda, de participar de la misma pseudo-opinión pública fabricada para consumo universal. Y esta pseudo-opinión pública aceptará cualquier acción, incluidas las más brutales que indefectiblemente irán en beneficio de los manipuladores.

Obras de Vladimir Volkoff sobre la manipulación de la información:

·         "Le montage",

·         "La désinformation, arme de guerre",

·         "Petite histoire de la désinformation",

·         "Désinformation, flagrant délit",

·         "Manuel du politiquement correct"

·         "La désinformation par l’image"

 

LE MONTAGE

para descobrir alguma coisa de ‘campanhas negras’… e até de outras mais cinzentas, ler com urgência este "Le Montage" de Vladimir Volkoff

 

 

Matéria de facto de… Gonçalo Amaral

 

Telhados de vidro...

O Reino Unido, país com dificuldade em responder a pedidos de cooperação, solicitou acesso às contas bancárias do nosso primeiro-ministro.

Parece que tal pedido se torna imperioso face a meras hipóteses e a poucos ou nenhuns indícios de práticas ilegais no caso Freeport. No ‘caso Maddie’ apenas se pedia registos de cartões de crédito dos pais e amigos.

A resposta foi hilariante: "Desconhece-se contas bancárias e quaisquer cartões de crédito." Aqueles médicos tinham hipotecas e usavam cartões de crédito para viajar e adquirir bens e serviços, no entanto a informação foi negada, nem com carta rogatória se obteve o que se considerava essencial para a investigação, baseada em fortes indícios e não em meras especulações.

Se neste momento, por razões políticas, a morte daquela criança é considerada, em Inglaterra, assunto de segurança nacional, o que dizer do ataque britânico ao primeiro-ministro de um país independente e democrático. Será que os ingleses continuam a pensar Portugal como uma república das bananas em que por tudo e por nada se diz sempre ‘sim’? Vai sendo tempo de dizer ‘não’.

Espera-se uma resposta que respeite o princípio da reciprocidade: não são conhecidas contas bancárias nem cartões de crédito do nosso primeiro-ministro…

Gonçalo Amaral, ex-inspector da PJ

in “Correio da Manhã” de 31 de Janeiro 2009

Friday, 30 January 2009

Alma portuguesa

pelo homem do “Conquilhas”

 Almasalazarenta.jpg picture by claromotime

 

Nós – portugueses – estamos, ainda hoje, entre Eusébio Macário e A Capital ou A relíquia. Provavelmente, bebemos por esse mundo em que nos entornámos, por essas tantas paragens onde os ventos e as velas nos levaram, o pior que encontrámos. Enchemos porões de especiarias e materiais preciosos, mas esquecemo-nos de embarcar a dialéctica e a poesia, a arte e os saberes, e muitas outras coisas que por lá existiam. Ampliámos os defeitos, mas não as qualidades, como diria Almada Negreiros. É esta «alma portuguesa» que leva a que os piores de entre nós, tribunos fanáticos, anquilosados, sem respeito pela democracia e pelo Estado de Direito, se arvorem em polícias (cuja vocação não se coloca em causa), acusadores e julgadores. Tudo ao mesmo tempo, como nas ditaduras. E, sem decoro, ainda evocam em seu abono uma cruzada pela «decência». Ontem, na Quadratura do Círculo, em defesa da sua dama, Pacheco Pereira representou o papel de um destes portugueses «exemplares».

 

Etiquetas: alma portuguesa

 

Por Tomás Vasques às 20:44

Thursday, 29 January 2009

...E AS NOTÍCIAS DEPOIS

DA COMUNICAÇÃO DO PM



Sócrates volta a repudiar «noticias difamatórias»

- TSF Online

O primeiro-ministro repudiou, esta quinta-feira, «mais uma vez e com indignação, as notícias difamatórias» sobre o seu envolvimento no licenciamento do projecto Freeport. José Sócrates frisou ainda que já não é a primeira vez que enfrenta uma «campanha ...

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Sócrates indignado com informação difamatória

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Caso Freeport: José Sócrates volta a repudiar notícias "difamatórias" contra si

Magistrado diz que diligências passam por análise a operações bancárias

Secretário de Estado garante que poder político não pode intrometer-se na Justiça
.
FreeportScratesClaro.jpg picture by claromotime

Cabul, 2005

olhar naufragado
Jorge - Cabul, 2005

 

olho-te.

verde, verde, verde.
o pensamento é um cavalo alado que se junta ao coração.
subitamente sereno.

[não precisamos de palavras. às vezes]

posted by: jorge at 16:36 | link | |

Freeport: As Notícias Hoje

até à comunicação do PM ao País

 

Freeport: Não há dados "relevantes" que indiquem que há suspeitos ...

- Público.pt

A Procuradoria-geral da República esclareceu hoje que a carta rogatória inglesa que recebeu a 19 de Janeiro "não contém nenhum facto juridicamente relevante" para a investigação do caso Freeport, reiterando que não há arguidos ou suspeitos no processo...    ... todas as 80 relacionadas

 

 

PGR e DCIAP dizem que "não há suspeitas fundadas" sobre ninguém

- Jornal de Negócios – Portugal

Comunicado da Procuradoria-Geral da República omite nome de José Sócrates, mas diz que ninguém pode ser considerado arguido porque outro país o coloca sob investigação. Quanto à carta rogatória da polícia inglesa, adianta que “não contém nenhum facto...   ... todas as 27 relacionadas

 

 

PGR considera que a carta rogatória inglesa não contém factos «juridicamente relevantes»

 

 

 

Freeport: Não há suspeitos nem arguidos

 

 

António Costa Pinto considera que é difícil prever consequências do caso Freeport


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PORTUGAL: ESTADO FALHADO...?

 

Um estado tem de se dar ao respeito. Para ser respeitado. Porque um estado que não é respeitado não é... estado! É um fracasso. Uma coisa falhada. Falha na sua essência. Quer para dentro, quer para fora. Quer para os seus cidadãos, quer para os outros estados. O estado português, deste ponto de vista, há muito que entrou em processo de colapso. Mas o que se está a passar, nestes dias, ultrapassa o imaginável. A realidade, como soe dizer-se, ultrapassou a ficção. E ou alguém põe termo a esta deriva ou não se sabe para que descalabro isto vai cair.

 

Não é possível, nem é admissível, que uma polícia estrangeira trate o primeiro-ministro de Portugal como se fosse um gangster lá da terra deles. Gostava imenso de ver os ingleses fazerem com o Sarkozy ou com o Obama o que estão a fazer a Sócrates!

 

Há, aliás, para além do mais, na démarche inglesa uma inversão total da realidade: se há alguma corrupção nesta história ela é inglesa. Corruptos, na história que a polícia inglesa conta, são os ingleses. Nessa história inglesa, eles é que vieram cá corromper pessoas. Mas isso parece não ser importante para esses funcionários de Sua Majestade... O que eles querem mesmo, com um desplante tão alarve quanto inglês, é ver as contas do primeiro-ministro de Portugal! Inverteram tudo!

 

Se descobrirem nas suas contas inglesas que algum inglês entregou a Sócrates dinheiro, comuniquem-no. Se não o descobrem, vão para onde o Pinheiro de Azevedo mandou os comunas que lhe chamavam fascista. Bardamerda!

 

E não chateiem!

 

Mas não são só os ingleses que não se sabem comportar nesta trapalhada. O estado português também se está a portar muito mal. A começar pelo Governo e pelo gabinete do primeiro-ministro. Que estão a demorar demasiado tempo a reagir aos despropósitos colonialistas ingleses e a não saberem fazer-se respeitar. E um estado que não se dá ao respeito...

 

A Inglaterra não está a saber-se comportar, mostra sobranceria, leviandade e falta de respeito por um estado estrangeiro. Esse estado tem que os meter na ordem. Imagino o que já teria acontecido se isto fosse com Sarkozy! Até os resultados da análise às cuecas e os hábitos sexuais da rainha já estavam em circulação e o embaixador em Londres já tinha sido chamado para consultas e uma série de planos e projectos ingleses já estavam severamente ameaçados...

 

E não venham com a história da Maddie que afectou amigos do senhor Gordon Brown... É, aliás, talvez altura de alguém contar os telefonemas em inglês para chefes da polícia portuguesa a 'explicar-lhes' quea família da miúda porque era tudo boa gente e que, portanto, não perdessem tempo a investigá-los...

 

E nem invoquem qualquer independência da “justiça”. Recordo, aliás, uma outra história inglesa com a Arábia Saudita para lhes vender uma grande encomenda... Que interferência teve aí o senhor Brown...? Como está esse inquérito, oh sr. Brown? Enfim, histórias inglesas...

 

Síntese: se a atitude inglesa é intolerável, é igualmente intolerável esta atitude do estado português que a admite sem reagir em consequência.

Ingleses querem o quê…?

ISTO É INTOLERÁVEL!

Alguém vai ter de explicar aos súbditos de Sua Majestade inglesa que Portugal não é o Zimbabwé… E, sobretudo, dizer-lhes “Já chega!” Ou teremos aqui que arranjar um juiz e três polícias para quererem ver e bisbilhotar as contas do Gordon Brown e as cuecas da rainha…? Alguém acredita que teriam este desplante alarve com o Sarkozy, com a Merkel ou até com o Zapatero?  Juízo, senhores!

QUEM ENTREGOU O DVD DO FREEPORT AO JORNAL SOL

Se soubéssemos quem fez chegar o famoso DVD ao jornal e em que data tal sucedeu ficaríamos a saber mais sobre o caso Freeport do que alguma vez vai saber o Ministério Público. E se soubéssemos quem violou o segredo de justiça seria a cereja em cima do bolo.

A tentativa de golpe que este caso representa é um crime bem maior do que o oportunismo familiar o neurónio criativo.

Talvez percebêssemos porque razão este caso ia provocando um orgasmo precoce em muita gente que anda desesperada há quatro anos, gente que começou por apontar baterias para os eventuais favores a familiares de Sócrates, depois tornaram-se ambientalistas e agora estão preocupados com a celeridade na decisão de um processo. O seu desespero denuncia claramente a estratégia.

 

Uma interrogação do “Jumento” que o Claro assina de cruz!

Rui Perdigão. "Coisa inacabada"


coisa-inacabada

 Ecoline (Janeiro 2009)

Abraço, Rui...

José Mateus Cavaco Silva at January 29, 2009 02:15 | link | comments
Tags: blogs & sites
Wednesday, 28 January 2009

É o Smart Power, Claro !

A senhora Clinton, a nova grande patroa da política externa americana, colocou o conceito na moda, depois de o ter usado uma larga meia-dúzia de vezes na sua audição no Congresso... Mas afinal o que é o smart power? É ao que duas entrevistas do Jorge Nascimento Rodrigues no “Geoscópio” procura responder. H. Clinton fez, porém, mais do que invocar simplesmente o “smart power”. Ela anunciou que o seu objectivo é fazer dos EUA a “potência inteligente”, mas para chegar aí...  Descubra aqui as novas aventuras do conceito de Joseph Nye, “Smart power is the ability to combine hard and soft power resources for a successful strategy “.

A Internet a Rebentar de Novo

 

No meio dos estoiros que no ano passado destruíram a economia da era w. bush, mal se ouviu o pequeno estalido que acompanhou o rebentar da bolha da net 2.0. Ainda assim, a coisa fez-se...

 

Continuar a ler no Consumering, do Henrique Agostinho

 

DA ANA ANES, CLARO!

 

Esta miúda não pára... E quanto mais hot, melhor!


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A Coluna dos Sábados no CM, 24 Janeiro 2009

 

Ver Claro

 

Big Crise. “Bigger than a president” é como um dos mais bem informados analistas americanos considera esta crise vinda do “shadow banking system”, que ele calcula ser 9 vezes superior ao PIB mundial.

 

Direitos humanos não são uma política. Os estados, todos eles, são monstros frios. Gelados mesmo. Tudo em aberto, portanto, sobre Obama que vai ter de passar das palavras belas aos actos necessários. Para o presidente do país de que H. Clinton quer fazer a “potência inteligente”, o jogo começa agora.

 

Novo terramoto atinge a grande banca mundial e arrasa o automóvel e o imobiliário... As vendas das NTIC desmoronam-se e já nem o sector do luxo brilha!

 

Cenário islandês ameaça a Inglaterra e pode afundar a City e o sistema britânico.

 

Bancarrota da Califórnia suspende pagamentos do Estado já a 1 de Fevereiro.

 

Pico da crise em Portugal deve ser em Agosto. Até lá, resta apoiar desempregados vítimas do terramoto e preparar o relançamento, sabendo as exportações liquidadas pelo campo de ruínas em que os nossos clientes, de Espanha a Inglaterra, Alemanha e EUA, se tornaram...

 

Lingerie e rendas tapam... o que se queira. A dirigente de uma grande marca de charme foi assassinada no ataque terrorista a Bombaim... Mossad, alemães e franceses enviaram condolências.

José Mateus Cavaco Silva at January 28, 2009 18:38 | link | comments
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UM DIA DE MUITAS NOTÍCIAS

boas e más, claro, e até umas incríveis!


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OPTIMISMO AMERICANO NA CRISE

Jobs Come and Go, but U.S. Will Rule the Waves

On a bad day for the global economy, with at east 70,000 jobs cut by major corporations, Dr. George Friedman takes an optimistic view of the future. Upon the launch of his new book, The Next 100 Years, he tells Colin Chapman that far from the United States being in decline, this will be America’s century. And one key will be naval power… na Stratfor

Year of the Ox a Beastly Period for China

China’s attempts to pump new life into its domestic economy will not compensate for losses in export markets, as more than 60,000 factories shut and millions of jobs are lost. Dr. George Friedman talks to Colin Chapman about China’s prospects, saying the 30 years of stunning growth will not be repeated… na Stratfor
 

China: Festas de Ano Novo

UM SÉRIO CU DE BÚFALO

 

Milhões de chineses partiram para as “festas do ano novo” com semanas de antecedência... Não por temerem as enchentes em gares e aeroportos verificadas em anos anteriores (e que este ano não se verificaram...) mas simplesmente por nada os prender às cidades onde estavam: nem trabalho, nem qualquer apoio ou ligação! Só não tinham já regressado às casas de família por vergonha, dada a sua situação miserável. Passadas as “festas”, iniciado o “ano do búfalo”, terão de tomar decisões... Estarão face a um sério “cu de búfalo” ! E, dependendo das suas reacções, também o regime o pode estar... Pois transmite a percepção de que quebrou o pacto em que se firmava: confiscar a liberdade em troca de progresso económico, apresentando mesmo essa confiscação como uma condição do progresso económico.

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Tuesday, 27 January 2009

GLOSSÁRIO DE TOM BARNETT

(cujo "Great Powers" sai dentro de dias)

A-to-Z Rule Set for Processing Politically Bankrupt Nations
Asymmetrical Warfare
Big Bang
Caboose braking
Connectivity
Department of Everything Else
Disconnectedness
Frontier Integration
Functioning Core
Globalization
Grand strategy
Greater inclusive
Lesser includeds
Leviathan
Military-Market Nexus
Military Operations Other Than War
Non-Integrated Gap
Rule Sets
Rule-Set Reset
Seam States
System Administrators (SysAdmin)
System Perturbations


 

“Celeridade invulgar” no Freeport

 

Há muita gente a encontrar “celeridade invulgar” num processo que demorou... 3 anos!

 

Este país é mesmo o sítio de um condensado de funcionários autistas e inimputáveis, de alarves, de pacóvios e outros trogloditas diplomados.

AUTARCA COMUNISTA CONCLUI QUE

O PCP É UM ‘PARTIDO RETRÓGRADO’

 

«Concluo que este partido está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado», afirmou o autarca de Sines, eleito pelo PCP, que anunciou a sua desvinculação deste partido devido a «recriminações e acusações» lançadas contra si por causa da sua acção de autarca. Manuel Coelho diz que estas recriminações são «absurdas, idiotas, insuportáveis e não mais toleráveis».

Coelho, que há 35 anos militava no PCP explicou ainda ter sido questionado sobre os motivos pelos quais tem comparecido nos «actos de cerimónia do senhor primeiro-ministro» ou sobre «o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines». Estes factos levaram-no a uma «análise dos fundamentos ideológicos, da estrutura, dos programas e das práticas políticas do PCP» e a conclusão foi a decisão, agora anunciada, de se desvincular do PC, que comunicou pessoalmente a «três elementos dirigentes do partido», no sábado, «após mais uma discussão semelhante a outras e que levou, inevitavelmente, a esta decisão».

E, após 35 anos, lá concluiu...

DECADÊNCIA DO ESTADO

analisada por John Robb

  A core dynamic behind the emergence of the nation-state was it's ability to run a successful protection business (aka racket).  A system that has been growing since the treaties of Westphalia in the 1600s.  The protection business is relatively simple:

  1. It is a monopoly.  It has exclusive ownership over the use of violence.  As a monopoly, it must crush all internal competitors.  
  2. It defends its monopoly from outside interests -- as in warfare with nation-state and non-state competitors. 
  3. It charges the customers (individuals and businesses) within its geographical areas of control for this service.  This isn't optional.  Customers presumably benefit from this protection.  

Historically Successful Protection Rackets

So what made the nation-state formula for protection so superior to its competitors during its ascent over the last 400 years?   It's simple.  It delivered value to its customers.  Let's dive into this with a paper by Charles Tilly (War Making and State Making as Organized Crime).  He cites the economic historian Frederic Lane's simple formula for success:

  • The protection monopoly must generate tributes in excess of the costs necessary to maintain it's monopoly.  
  • The protection monopoly must generate protection rents for its customers.  The amount the customers benefit gain from the protection of their interests less the amount they pay for it. 
  • Both tributes and protection rents must be positive for long term success.  Further, the nation-state that minimized protection tributes in favor of maximizing protection rents grew the fastest (historically, that was partly accomplished through economies of scale).    

The Status of Modern Protection Rackets 

The protection formula broke down in the latter half of the 20th Century as the nation-state became more complex.  Key elements of this breakdown include:

  • First, the advent of nuclear weapons made full scale war impossible (van Creveld).  
  • Second, the emergence of a global marketplace with global property rights meant that the commercial interests of the nation-state's remaining customers became more powerful than nation-state's interests.  This restricted/limited warfare even more.
  • The result has been a slow unraveling of the nation-state's ability to maintain it's monopoly over violence (and much more) within and outside its geographical borders.  This has created a gap in protection at the local level into which small violent groups are now quickly converging.  Finally, there is additional evidence that the economies of scale that drove the growth of earlier protection monopolies has broken down.

Ver mais Aqui

ATAQUE TERRORISTA A BOMBAIM

Mumbai: The Dossier

Here is the package compiled by Indian intelligence describing the specifics of the attack.

01.09.09 | By Shlok Vaidya | Permalink | Comment

HISTÓRIA DAS “SECRETAS”

Francesa, americana, russa, chinesa…

 

Renseignement et services secrets

in “Questions internationals”

25-01-2009 dans Lectures et bibliographies

Notons la parution d’un numéro de Questions internationales (n° 35 – janvier / février 2009) intitulé « Renseignement et services secrets ». Ce dossier de près de 100 pages aborde la question des services de renseignement d’un point de vue historique en retraçant les dates clés afin d’évaluer leur montée en puissance depuis le XIXème siècle, mais également sous l’angle étatique pour comprendre et comparer les services de renseignement de la France, des Etats-Unis, de la Russie, de la Chine… ainsi que les différentes formes de coopération, et de coopétition, qui existent entre eux…   Lire la suite

 

A lire également :  La révolution du renseignement, Coll. Sécurité globale n°4 (Institut Choiseul)

José Mateus Cavaco Silva at January 27, 2009 02:35 | link | comments
Tags:

Geo-política da energia

O JOGO DE PUTINE E O

‘IDEALISMO’ EUROPEU

 

Leitura muito recomendável, a todos os que se interessam pelas questões da geo-política da energia, a do muito sério relatório de coronel Pol-Henry Dasseleer, do Centre d’Etudes de Sécurité et de Défense, sobre “Enjeux politiques d'un acteur économique dans le secteur énergétique : Gazprom. Les acteurs privés au service d'une vision géopolitique”.

Dentro de semanas, ou mesmo dias, estará disponível, também de Pol-Henry Dasseleer, “GAZPROM : l’idéalisme européen à l’épreuve du réalisme russe”, a editar brevemente em Paris, por L’Harmattan, com o preço de 16 €.

Géographie de la ville en guerre

Um blog dedicado aos vários aspectos e problemas da guerra nas cidades, da guerra em ambiente urbano. Muito interessante. Muito interessante, sobretudo, para observadores, estudiosos e estrategistas de países em que o assunto, se não é virgem, anda lá perto. Como o caso de Portugal…  Usem a velhinhe costela de descobridores e naveguem para lá.

DRONES CONTINUAM EM ACÇÃO COM OBAMA

Taliban Hostage Heard Drone, 'And Then - Boom!'

By James Gordon Meek,  no CounterterrorismBlog

On Friday, President Obama made it clear he has no intention on letting up on the CIA offensive inside Pakistan’s tribal areas begun by ex-President Bush last spring. Missiles fired by unmanned drones struck two targets inside North Waziristan. We reported in the New York Daily News' Mouth of the Potomac Blog on Jan. 18 (and mirrored here on the CT Blog) that missile strikes by unmanned Predator drones have killed eight senior Al Qaeda leaders, including some plotting attacks against the West.

José Mateus Cavaco Silva at January 27, 2009 00:48 | link | comments
Tags: usa, terrorismo, obama

INTELIGÊNCIA ECONÓMICA

NO PARLAMENTO FRANCÊS

 

Christian Harbulot dans "Ça vous regarde" sur la chaîne parlementaire

 

Emission intitulée "Intelligence économique : une profession à inventer ?" diffusée en directe sur La Chaîne Parlementaire.
Visionner la vidéo

ESTA BANCA NÃO TEM SALVAÇÃO

Sejamos lúcidos, realistas, honestos e claros, como se pode ver no vídeo abaixo, este sistema bancário não tem  salvação possível… Como bem mostra e demonstra o congressista americano Alan Grayson nesta conversa com o “pobre” do vice da Fed, Donald Kohn:

$1.2 Trillion Slush Fund: Congressman Alan Grayson Grills Fed Vice Chair Donald Kohn

Friday, 23 January 2009

Freeport: Já Cheira a Campanha…

Os “meninos” do gabinete do PM têm aqui a oportunidade de mostrar que são tão bons quanto se pensam…

Uma coisa é certa: até às eleições muitos “mortos” vão passar debaixo das pontes. Esta ofensiva montada contra um PM ganhador só pode ter “réplicas” e originar “danos colaterais”… Mais, não parece ter havido muito cuidado, da parte dos promotores da campanha, na escolha e avaliação do alvo!

Lá para os fins de 2009, já se poderão fazer as contas…

Take The Lead Tango Scene HOT!

 

BOM FIM DE SEMANA

 

E se se portarem mal, façam-no com distinção!

 “NAIFA” DE PONTA

 DA NOSSA MÚSICA

João Aguardela, in memoriam

José Mateus Cavaco Silva at January 23, 2009 04:32 | link | comments
Tags: fotos e vídeos

PERGUNTAS (AINDA) SEM RESPOSTA…

As políticas que despontaram com G H Bush eram uma manifestação residual do séc. XX ou uma anunciação do que vai surgir nas próximas décadas? E Obama é uma primeira manifestação do séc. XXI ou o canto do cisne do séc. XX?

Perguntas um pouco angustiadas mas que só dentro de alguns anos vão ter resposta. Mas - me parece - que vale a pena olhar à volta, ver claro e pensar nelas…

E – já agora – alguém me sabe dizer se dentro de dois ou três anos ainda haverá telemóveis e net no Kénia… E milho na Cidade do México haverá?

E já se percebeu que os estados nunca terão possibilidades (nem recursos) para re-injectar nos circuitos os montantes exorbitantes queimados (literalmente) pelo sistema bancário (e a sua ‘sombra’…).

E já alguém o disse a Sócrates (a Obama devem ter dito ontem…)?

São dias de demasiadas perguntas para tão poucas respostas possíveis…

Thursday, 22 January 2009

100 FOTOS DE B. OBAMA

da infância à Casa Branca

De son enfance à Hawaï jusqu'à son investiture, retour sur l'incroyable destin du nouveau Président des Etats-Unis. 100 photos

No L’Express… Sem comentários

 

Des francs-maçons au Maroc

Par Vincent Hugeux, publié le 22/01/2009 12:00

 

lexpress.frDu jamais-vu dans la nébuleuse franc-maçonne: pour la première fois, les Rencontres humanistes et fraternelles africaines et malgaches (Rehfram) auront lieu au Maghreb. En l'occurrence à Casablanca, les 6 et 7 février prochain. Un détail: pour accéder au site officiel de ce forum annuel, l'internaute doit répondre à une question sur l'heure de clôture des travaux. Non-initiés, s'abstenir... Si la maçonnerie s'est implantée dans le royaume chérifien voilà plus d'un siècle, la première obédience strictement marocaine, baptisée Grande Loge de l'Atlas, a vu le jour en 1964. On en recense aujourd'hui une demi-douzaine, flanquées depuis 2004 de la loge féminine Al-Aïn (la Source).

http://www.lexpress.fr/actualite/indiscret/des-francs-macons-au-maroc_734853.html?XTOR=EPR-181

SOBRE A DIMENSÃO DA CRISE

John Robb põe os pontos nos ii na análise da crise. Isto ajuda a ter uma ideia do Adamastor que temos pela frente... Ora, leiam com atenção:

"

BIGGER THAN A PRESIDENT

I'm not sure most people grasp the sheer scale of the current crisis.  This may help.

 

First, there is the shadow banking system (see the estimate of its size below relative to other big things...). 

 

 

In short, it's the massive pile of derivatives accumulated over the past decades.  It's also tightly coupled and extremely complex (worse, not understood).  It isn't regulated, nor is it liquid enough to price (which is why global banks are still able to "act" like they are solvent). 

 

 

This shadow banking system is in the process of melting down/popping/exploding.

 

Shadow Banking System 1
 

 

Next, there is the global economy.


Shadow Banking System 2
 

Finally, there is the US economy.


Shadow Banking System3


You can see why global banks are now trading at prices that anticipate insolvency and government bailout ( See this chart from JP Morgan for more).  And why the UK looks like Iceland more each day.

 

NOTE: fixed the circles.



| | Comments (5) | TrackBack (0)  "

QUE DESASTRE !

O mundo desmorona-se.

E continua a desmoronar-se…

E Ferreira Leite e outros inteligentes do mesmo calibre dizem que a culpa é de José Sócrates.

E dizem que basta votar nela ou neles e tudo ficará com solução.

E, mais grave, dizem isto sem rir.

E se fossem…

Já não nos bastava o desmoronamento do mundo, temos ainda de levar com esta desgraça de gente… Que desastre!


AI, SCARLETT… SCARLETT JOHANSSON!



que tão doce estás, a fazer de Marylin, nesta campanha Dolce ...

Wednesday, 21 January 2009

"SOL" ANGOLANO

 

SOLComo aqui se disse há dias, o “Sol”  ganha cores angolanas...

.
O desafio que então se deixava aos jornalistas (para descobrirem o que se estava a passar) parece já ter sido resolvido.

José Mateus Cavaco Silva at January 21, 2009 22:47 | link | comments
Tags: media, portugal, angola

A DIREITA MAIS CEGA

E BURRA DO MUNDO…

 

Um editor de uma revista de “gajas nuas” considera a “legalização do casamento gay” uma medida de Sócrates “para a esquerda”. Para a esquerda…?! Saberá este homem o que se passa em matéria de casamentos gay nos conservadores ingleses (que não me parecem ser de esquerda…) ou até como anda de gays a sua direita portuguesa (que tão pouco me parece ser eleitorado de Sócrates…?). Não conhece, não sabe, está de má fé ou ele é mesmo assim…?

 

A cultura salazarenta em matéria de costumes (muito típicos de uma sociedade rural, fechada, provinciana (mesmo com residência na Quinta da Marinha), periférica e muito católica, com uns ballets rose ou mesmo blue pelo meio) continua muito “vivinha da costa”! Até nos editores de “revistas para homens”…

 

Do “raciocínio” subjacente, que fala em “triangulações” e “ir à direita, depois à esquerda, em movimento pendular”, nada direi senão que é mais coisa de bola de bilhar…

 

Já percebe por que é a portuguesa a direita mais cega e burra do mundo? E por que não tem José Sócrates oposição? E por que mesmo que ele perca a maioria absoluta nada daí resultará com capacidade de governo, mas apenas um saco de gatos que nada ajudará à solução mas apenas aumentará o problema…?

 

É triste ter de (com)viver com a direita mais cega e burra do mundo… E, claro, também a mais improdutiva e menos competitiva.

Barack Obama na Tomada de Posse

O Discurso traduzido em Português 
Uma boa iniciativa do "Público", quase em realtime...

José Mateus Cavaco Silva at January 21, 2009 01:38 | link | comments
Tags: media, usa, obama
Tuesday, 20 January 2009

CRÓNICA DE UMA GUERRA ANUNCIADA

OU ANÚNCIO DE UMA GUERRA CRÓNICA

 

CapitalClaro.jpg picture by claromotimeA actual guerra de Israel contra o terrorismo na banda de Gaza só surpreendeu quem não estivesse minimamente atento e só choca as boas almas que estão... de má fé. Com um mínimo de atenção, podia perfeitamente prever-se tudo isto que se está a passar actualmente. Há quase cinco anos, em “A Capital” de 20 de Abril de 2004, na minha coluna semanal, escrevia então:

 

É óbvio que os palestinianos têm direito a uma casa própria e a mandar nela. É também óbvio que Israel tem o direito de se antecipar a quem publicamente anuncia como objectivo a matança indiscriminada de gente indefesa e desarmada. Por isso, é também óbvio que não será pela via do terrorismo que o problema político israelo-palestiniano será resolvido. É óbvio, mesmo, que por aí só será atrasado. O Hamas não pode queixar-se de ser pago no mesmo tipo de moeda que usa. Pelo menos, ser-lhe-ia exigível que não se escandalizasse com a “retribuição”… Que a considerasse normal dentro do género de relações com Israel que o próprio Hamas definiu. De resto, os dirigentes do Hamas deveriam saber que se atacassem alvos militares israelitas tal seria – mesmo para quem não concordasse com a opção – violência política e enquadrável na cultura internacional de gestão e resolução de conflitos. Mas a definição e escolha dos alvos do Hamas é outra: o Hamas escolhe civis indefesos e desarmados e escolhe-os apenas por serem de ou estarem em Israel. Isto não é violência política, é terrorismo e como tal não é enquadrável na actual cultura internacional de gestão e resolução de conflitos. Para resolver esta contradição – ache-se bem ou mal – Israel desenvolveu a “cultura do míssil”. Quer se goste ou não, forçoso é reconhecer que tal é apenas o desenvolvimento dialéctico da situação colocada pelo próprio Hamas. E, se como dizia no Público o teórico da Al-Qaeda, o terror é a linguagem do século XXI, então ter-se-à que reconhecer que Israel é o estado democrático que melhor já faz as concordâncias de sujeito, predicado e complemento directo.

 

  

PUTINE E A SUA MONTAGEM

 

 

Publiquei, há quase meia-dúzia de anos, no “Correio da Manhã” de Octávio Ribeiro, um texto que alguém fez o favor de me recordar e agora reenviar com uns comentários laudatórios (que me dispenso de aqui referir, desculpa lá, oh B.) e com a sugestão de que o republicasse no Claro, agora que a política  desta pobre Europa cheira demasiado a gás russo... Obrigado, meu caro B. E está feito.

 

Correio da manhãVINGANÇA DE PUTIN

 

2004-02-26 00:00:00

 

Definitivamente, os serviços do KGB derrotaram os comunistas na luta pelo controlo de “todas as Rússias”. Se o aparelho comunista entrou em colapso na era Gorbachov, a verdade é que o aparelho do KGB está hoje em melhor forma do que nunca.

 

Um estudo da socióloga Olga Kryshtanovskaya mostra que mais de metade dos membros do poliburo informal de Putin são dos serviços e que o número de membros do KGB nas altas administrações públicas, central e locais, foi multiplicado por 12 desde o fim de ‘Gorby’... Nada que não tivesse sido previsto, há 30 anos, no romance ‘Le Montage’ de Vladimir Volkoff. Nada que o facto de Yuri Andropov ter passado directamente da cadeira de chefe do KGB para a cadeira de chefe de Estado e do partido, levando como chefe de gabinete um tal Gorbachov, não tivesse já anunciado.

 

Só os ingénuos pensam que Putin caiu do céu... Logo no início de 2001, o governo de Moscovo decidiu reorganizar os serviços de informação e de segurança, levando alguns observadores a prever o regresso do “velho” KGB.

 

Esta reorganização, apresentada como a principal tarefa do governo de Putin para o primeiro semestre desse ano, consistia no reforço das ligações entre os serviços especiais – o FSB, o nome pós-comunista do mesmíssimo KGB sempre responsável pela recolha e tratamento da informação e pelas montagens da “desinformatie”, as estruturas dos chamados guardas de fronteira e a FAPSI, a central da intercepção de comunicações. É evidente que este eufemisticamente chamado “reforço de ligações” entre estas três estruturas significa o dotar do FSB do controlo das fronteiras e das comunicações... Pouco depois, em 2003, Putin decidiu que a estátua de Yuri Andropov era instalada numa das ruas de Moscovo justamente baptizada com o nome desse grande patrão do KGB. Aliás, um dos primeiros gestos de Putin já tinha sido precisamente o de mandar reinstalar na fachada do edifício-sede na Praça Djerzinsky a lápide com o busto de Andropov!

 

Quem já não pode apreciar estes factos, que mostram e demonstram a vitória do KGB sobre os comunistas russos, foi o dirigente do PC português Rogério de Carvalho – que certamente teria sabido apreciar – falecido em Setembro de 1999, meses antes de Putin começar a tornar claro o que até aí era só lisível por alguns.

 

José Mateus - Consultor de Comunicação e Auditor de Defesa Nacional

FREEPORT: O MILHÃO DE MR. SMITH...

 

“O DVD da denúncia” é o tema forte do último “Sol”. “A gravação de uma conversa entre um administrador do Freeport e um consultor alertou os ingleses para a corrupção”, diz-se de entrada para explicar o tal dvd... Felícia Cabrita, uma sénior, assina a prosa. Li a prosa toda. Com muita atenção. A todas as vírgulas e às virgulas ausentes. E percebo uma coisa.

 

Tudo isto é nada… Ou uma estória montada. Ou alguém se está a aproveitar da costela missionária da Felícia Cabrita, tendo-lhe pregado uma valente intoxicação. Não sei nada do que se passou no Freeport. Oiço, há meia dúzia de anos, estórias sem consistência que referem sempre montantes enormes mas nunca coincidentes (longe disso) e com destinos diversos e disparatados.

 

Felícia Cabrita fala aqui numa quantia que, no contexto dos custos da obra, é peanuts: um milhão de euros ou 200 mil contos! Um administrador vindo de Londres pergunta a Mr. Smith que foi feito de um milhão e este conta-lhe uma história…

 

Qual português chico-esperto, o homem de Londres filma a cena à sucapa e passa as imagens à polícia inglesa. Tudo isto é inconsistente e de uma grande debilidade mental e revela uma administração incompetente e alarve nos procedimentos. Armada em esperta, dir-se-ia em português familiar.

 

Smith quer um álibi. Inventa uma estória para calar as suspeitas de Londres. Cita nomes e quantias. Não sabe que está a ser gravado e filmado. Quem o grava não parece perceber nada. E os nomes citados vão parar à polícia inglesa… E depois ao Sol e sem filtros. Uma leviandade pegada. Se a família real inglesa entrega dinheiro a gente desta merece mesmo ficar sem ele!

 

Quanto ao “Sol”, com este tipo de trabalhos que está a produzir, está muito nublado... Deve ser do tempo!

OBAMA: THE RISING...

BruceSpringsteenClaro.jpg picture by claromotime

“The Rising” by the Boss, Bruce Springsteen… via L’Express.

PUTINE CHEIO DE GÁS E

UMA EUROPA DE JOELHOS

 

Os europeus não souberam antecipar e demoraram imenso tempo a perceber a potência que a sua dependência do gás russo e do controlo russo dos gasodutos davam a Moscovo. Mas se os europeus fizeram prova de ausência de inteligência, Putine percebeu bem a situação e não hesitou em desenvolver, sobre essa base, a nova política de potência de Moscovo. Quando os europeus perceberam a dimensão do problema em que uma espécie de discurso lírico bruxelense (realmente um discurso cínico que se destina a cobrir a contradição de interesses entre estados europeus e o pacto russo-alemão para o gás...) os tinha preso, era demasiado tarde. Mesmo se é urgente fazer o necessário para sair disso, começando por olhar e analisar a realidade geo-política da Europa e desta sua dependência. E ver os caminhos que possam permitir sair desta prisão. Sobretudo depois da eliminação do Nabucco, com a batalha da Geórgia. E não escamotear que existem nesta matéria interesses radicalmente divergentes na Europa, com a Alemanha e também a Hungria bem alinhadas, por interesses próprios, com Moscovo. A Sratfor analisou o assunto:

The Russian Gas Trap

 By Peter Zeihan

January 13, 2009 - At the time of this writing, the natural gas crisis in Europe is entering its 13th day.

While the topic has only penetrated the Western mind as an issue in recent years, Russia and Ukraine have been spatting about the details of natural gas deliveries, volumes, prices and transit terms since the Soviet breakup in 1992. In the end, a deal is always struck, because Russia needs the hard currency that exports to Europe (via Ukraine) bring, and Ukraine needs natural gas to fuel its economy. But in recent years, two things have changed.

First, Ukraine’s Orange Revolution of 2004 brought to power a government hostile to Russian goals. Ukrainian President Viktor Yushchenko would like to see his country integrated into the European Union and NATO; for Russia, such an evolution would be the kiss of death.

Ukraine is home to most of the infrastructure that links Russia to Europe, including everything from pipelines to roads and railways to power lines. The Ukrainian and Russian heartlands are deeply intertwined; the two states’ industrial and agricultural belts fold into each other almost seamlessly. Eastern Ukraine is home to the largest concentration of ethnic Russians and Russian speakers anywhere in the world outside Russia. The home port of Russia’s Black Sea Fleet is at Sevastopol on Ukraine’s Crimean Peninsula, a reminder that the Soviet Union’s port options were awful — and that Russia’s remaining port options are even more so.

Ukraine hems in the south of European Russia so thoroughly that any hostile power controlling Kiev could easily threaten a variety of core Russian interests, including Moscow itself. Ukraine also pushes far enough east that a hostile Kiev would sever most existing infrastructure connections to the Caucasus. Simply put, a Ukraine outside the Russian sphere of influence transforms Russia into a purely defensive power, one with little hope of resisting pressure from anywhere. But a Russified Ukraine makes it possible for Russia to project power outward, and to become a major regional — and potentially global — player.

Related Links

·                       Part 1: Instability in a Crucial Country

·                       Part 2: Domestic Forces and Capabilities

·                       Part 3: Outside Intervention

·                       The Russo-Georgian War and the Balance of Power

·                       Russia and Rotating the U.S. Focus

·                       Europe: Feeling the Cold Blast of Another Russo-Ukrainian Dispute

·                       Global Market Brief: Europe’s Long-Term Energy Proposal

Related Special Topic Page

·                       Russian Energy and Foreign Policy

The second change in recent years is that Russia now has an economic buffer, meaning it can tolerate a temporary loss in natural gas income. Since Vladimir Putin first came to power as prime minister in 1999, every government under his command has run a hefty surplus. By mid-2008, Russian officials were regularly boasting of their $750 billion in excess funds, and of how Moscow inevitably would soon become a global financial hub. Not surprisingly, the 2008-2009 recession has deflated this optimism to some extent. The contents of Moscow’s piggy bank already have dropped by approximately $200 billion. Efforts to insulate Russian firms and protect the ruble have taken their financial toll, Russia’s 2009 bu dget is firmly in deficit, and all talk of a Russian New York is on ice.

But Russia’s financial troubles pale in comparison to its neighbors’ problems — not in severity, but in impact. Russia is not a developed country, or even one that, like the states of Central Europe, is seriously trying to develop. A capital shortage simply does not damage Russia as it does, say, Slovakia. And while Russia has not yet returned to central planning, rising government control over all sources of capital means the Russia of today has far more in common economically with the Soviet Union than with even the Russia of the 1990s, much less the free-market West. In relative terms, the recession actually has increased relative Russian economic power — and that says nothing about other tools of Russian power. Moscow’s energy, political and military levers are as powerful now as they were during the August 2008 war with Georgia.

This is a very long-winded way of saying that before 2004, the Russian-Ukrainian natural gas spat was simply part of business as usual. But now, Russia feels that its life is on the line, and that it has the financial room to maneuver to push hard — and so, the annual ritual of natural gas renegotiations has become a key Russian tool in bringing Kiev to heel.

And a powerful tool it is. Fully two-thirds of Ukraine’s natural gas demand is sourced from Russia, and the income from Russian natural gas transiting to Europe forms the backbone of the Ukrainian budget. Ukraine is a bit of an economic basket case in the best of times, but the global recession has essentially shut down the country’s steel industry, Ukraine’s largest sector. Russian allies in Ukraine, which for the time being include Yushchenko’s one-time Orange ally Yulia Timoshenko, have done a thorough job of ensuring that the blame for the mass power cuts falls to Yushchenko. Facing enervated income, an economy in the doldrums and a hostile Russia, along with all blame being directed at him, Yushchenko’s days appear to be numbered. The most recent poll taken to gauge public sentiment ahead of presidential elections, which are anticipated later this year, put Yushchenko’s support level below the survey’s margin of error.

Even if Yushchenko’s future were bright, Russia has no problem maintaining or even upping the pressure. The Kremlin would much rather see Ukraine destroyed than see it as a member of the Western clubs, and Moscow is willing to inflict a great deal of collateral damage on a variety of players to preserve what it sees as an interest central to Russian survival.

Europe has been prominent among these casualties. As a whole, Europe imports one-quarter of the natural gas it uses from Russia, and approximately 80 percent of that transits Ukraine. All of those deliveries now have been suspended, resulting in cutoffs of various degrees to France, Turkey, Poland, Germany, Italy, Hungary, Romania, Austria, the Czech Republic, Greece, Croatia, Macedonia, Bosnia, Serbia and Bulgaria — in rough order of increasing severity. Reports of both mass power outages and mass heating failures have been noted in the countries at the bottom half of this list.

A variety of diversification programs have put Europe well on its way to removing its need for Russian natural gas entirely, but these programs are still years from completion. Until then, not much can be done for states that use natural gas for a substantial portion of their energy needs.

Unlike coal, nuclear energy or oil, natural gas can be easily shipped only via pipeline to previously designated points of use. This means the decision to link to a supplier lasts for decades and is not easily adjusted should something go wrong. Importing natural gas in liquid form requires significant skill in cryogenics as well as specialized facilities that take a couple of years to build (not to mention a solid port). Alternate pipe supply networks, much less power facilities that use different fuels, are still more expensive and require even more time. All European countries can do in the immediate term is literally rely upon the kindness of strangers until the imbroglio is past or a particularly creative solution comes to mind. (Poland has offered several states some of its share of Russian natural gas that comes to it v ia a Belarusian line.) Some Central European states are taking the unorthodox step of recommissioning mothballed nuclear power plants.

Because Russia’s goal in all this is to crack Kiev, there is not much any European country can do. But one nation, Germany, is certainly trying. Of the major European states, Germany is the most dependent upon Russian resources in general, and energy in particular.

German Chancellor Angela Merkel and Putin spent three nights this past week on the phone with each other discussing the topic, and the pair has a two-day summit set for later this week. The Germans have three primary reasons for cozying up to the Russians at a time when it seems they should be as angry as anyone else in Europe.

First, because most of the natural gas Germany gets from Russia passes not through Ukraine, but through Belarus — and because the Russians have not interrupted these secondary flows — the Germans desperately want to avoid rocking the boat and politicizing the dispute any more than necessary. The Germans need to engage the Russians in discussion, but unlike most other players, they can afford not to be accusatory, because they have not been too deeply affected so far. (Like all the other Europeans, the Germans are working feverishly to diversify their energy supplies away from Russia, but while Berlin can keep the lights on, it doesn’t want to ruffle any more feathers than it needs to.)

Second, as any leader of Germany would, Merkel recognizes that if current Russian-Western tensions devolve into a more direct confrontation, the struggle would be fought disproportionately with German resources — and perhaps even on German soil. Germany is the closest major power to Russia and would therefore be the focus of any major action, Russian or Western, offensive or defensive. France, the United Kingdom and the United States enjoy the buffer of distance — and in the case of the last two, a water buffer to boot.

German national interest, therefore, is not to find a way to fight the Russians, but to find a way to live with them. Germany traditionally has been Russia’s largest trading partner. Every time the two have clashed, it has been ugly, to say the least. In the German mind, if Ukraine (or perhaps even adjusting the attitude of Poland) is what is necessary to make the Russians feel secure, so be it.

Third, Germany has a European angle to think about. To put it bluntly, Merkel is always on the lookout for any means of easing Germany back into the international community with a foreign policy somewhat more sophisticated than the “I’m sorry” that has reigned since the end of World War II. After the war, France successfully hijacked German submission and used German economic strength to achieve French political desires. Since the Cold War’s end, Germany has slowly wormed its way out of that policy straitjacket, and the natural gas crisis raises an interesting possibility. If Merkel’s discussions with Putin result in restored natural gas flows, then not only will Russia see Germany as a partner, but Germany might win goodwill from European states that no longer have to endure a winter without heat.

Still, it will be a tough sell: the European states between Germany and Russia have always lived in dread that one power or the other — or, God forbid, both — will take them over. But Germany is clearly at the center of Europe, and all of the states affected by the natural gas crisis count Germany as their largest trading partner. If Merkel can muster sufficient political muscle to complement Germany’s economic muscle, the resulting image of strength and capability would go a long way toward cementing Berlin’s re-emergence.

ESCÂNDALOS E FRAUDES AFUNDAM

AS ‘SOFTWARE HOUSES’ INDIANAS

 

O impacto da crise nos países emergentes e, sobretudo, nos BRIC começa já a fazer as primeiras vítimas. Se em países totalitários e opacos submetidos a censura e desinformação (China e mesmo a Rússia de Putine) a informação é distorcida em função da vontade dos governos, na democrática India, um estado de direito com regras contabilísticas claras, não é possível ocultar ou distorcer a realidade como na China... Por isso, nos chegam estórias como estas contadas pela L’Expansion que demonstram bem as fragilidades do modelo de crescimento BRIC:

 

Scandale L'Inde au chevet de Satyam

 et la Banque mondiale bannit Wipro

 

L'Expansion.com -  12/01/2009  - L'Expansion.com 

 

Après avoir changé la direction du 4ème groupe de conseil informatique indien, coupable d'une fraude comptable sans précédent, le gouvernement indien envisage une aide financière. La Banque mondiale ne veut plus travailler avec Wipro, le n°3 du secteur.

En plus

·        L'Inde frappée par un scandale comptable sans précédent

A scandale sans précédent, intervention gouvernementale extraordinaire. Les autorités indiennes ont effet imposé trois nouveaux dirigeants dimanche à la tête de Satyam, le quatrième groupe indien de logiciels et services informatiques, au centre d'une fraude comptable d'un milliard de dollars.

Ces trois hommes sont Deepak Parekh, le patron de l'une des plus grandes banques privées indiennes, Kiran Karnik, ancien président de l'association nationale des entreprises du secteur des logiciels et des services informatiques, et C. Achuthan, un éminent juriste, ancien patron de la Commission des opérations de Bourse indienne. Il s'agit en effet pour le gouvernement de restaurer la crédibiltié des groupes indiens et notamment ceux d'un secteur clé de l'économie, l'informatique.

Exit donc la direction intérimaire mise en place par le groupe Satyam lui même après que le président et fondateur de l'entreprise, B. Ramalinga Raju, a reconnu avoir falsifié ses comptes et fait artificiellement gonfler ses bénéfices pendant plusieurs années.  Arrêté, il se trouve en détention provisoire jusqu'au 23 janvier et encourt plusieurs années de prison.

La nouvelle direction « va fournir la vision et la responsabilité nécessaires en ces temps de crise pour restaurer la crédibilité de l'entreprise, rétablir la confiance des clients et remonter le moral des salariés », a déclaré le ministre du Travail, P.C. Gupta.

Son homologue en charge du commerce et de l'industrie, Kamal Nath, s'est dit pour sa part prêt à envisager « tous les aspects » d'une aide au groupe en difficulté. Y compris un soutien financier. « Il y a beaucoup d'emplois en jeu ainsi que des enjeux institutionnels » a-t-il justifié. Satyam emploie 53.000 personnes dans le monde.

 Cette intervention publique vigoureuse a été saluée lundi par la bourse de Bombay. Le titre a rebondi de 45% à la clôture lundi à 34,40 roupies (0,7 dollar) dans un marché en baisse de 3,15%. Il faut dire que l'action avait été massacrée après l'éclatement du scandale, perdant près de 80% de sa valeur en une séance jeudi.

Wipro sur la liste noire de la banque mondiale

En revanche, une autre mauvaise nouvelle est venue obscurcir les espoirs gouvernementaux d'enrayer la crise de confiance avant qu'elle ne touche d'autres groupes indiens. La Banque mondiale a en effet  révélé dimanche le nom de deux nouveaux groupes informatiques indiens interdits, comme Satyam, de participer à ses appels d'offres. Parmi elles, Wipro, la  troisième SSII du sous continent, sanctionnée en 2007 pour une durée de 4 ans. Son titre a aussitôt chuté de 12% lundi. Elle soupçonnée d'avoir « fourni des avantages irréguliers à des employés de la Banque mondiale ». En clair, elle a permis à certains d'entre eux d'acheter des actions Wipro au tarif proposé aux employés du groupe lors de son introduction en bourse sur le marché américain, a reconnu l'entreprise dans un communiqué.

 Fin décembre, la Banque mondiale avait déjà exclu Satyam de toute collaboration pendant 8 ans, en raison des de sommes « indécentes » versées à son personnel dirigeant. L'autre SSII mise en cause par l'institution internationale est la société de technologie Megasoft India. Elle serait impliquée dans un conflit d'intérêt.

Este país não merece os

economistas que tem...

 

Este país não merece os economistas que tem. Eles bem se esforçam, explicam tudo, alinham os números todos… E o País, népia… Nada! Não se comove. Não percebe. Não tuge, nem muge. Por exemplo, para que se perceba bem esta discrepância de que falo, entre a incompetência do País e a genialidade dos seus economistas, veja-se o caso do economista Carlos Fernandes e do projecto das SCUTS.

 

O economista estudou, estudou muito, estudou bem e apresentou o estudo. Está lá tudo. Só não vê quem não quer ver. E o País não quis ver.

 

Fernandes, o economista, bem explica (em 1999!) que para fazer SCUTS o País precisa, tem de, crescer na primeira década do séc. XXI à média anual de 3%. Que para alcançar essa média, tem de crescer, nos últimos 3 anos da década, acima dos 6%... Na prática, o homem diz, claramente, não se metam nisso, nem pensem em fazer SCUTS! E que vemos nós? Pois ninguém percebeu (e muito menos João Cravinho e António Guterres) o que ele dizia, o que queria dizer-nos depois de muito e aturado estudo... E fizeram as SCUTS! E não só isso como ainda se esqueceram de crescer à média e à velocidade que ele mandava. Ou será que estamos a crescer 6% e ninguém me disse…? Portugal não merece mesmo estes economistas!

 

E, atenção, o homem está agora a estudar o TGV... Vejam lá se percebem o que ele diz ou vai dizer nos seus novos estudos!

Monday, 19 January 2009

MADE IN CHINA

Novo Carro de Resposta à Crise!

AMERICAN FREEDOM

 

 

Uma velha imagem que vai ficando cada vez mais rara !

Sunday, 18 January 2009

A Coluna dos Sábados no CM, 17 Janeiro 2009

 

Ver Claro

 
Obras públicas (100 mil milhões) e business verde (criar 5 milhões de empregos) são os eixos do combate de Obama (até parece que ele estudou Sócrates) contra a crise. Mas Obama inova na combinação dos dois eixos (e aqui é Sócrates que tem de o estudar…): só empresas com certificações "verdes" podem concorrer a estas obras.

Capitais e cérebros vão, em 2009, devido a instabilidades, abandonar os BRIC e outros emergentes e rumar aos EUA e à Europa que, apesar das baixas taxas de juro, oferecem segurança.

Fundos Soberanos em evolução: a crise muda-lhes a geografia do investimento e muda-lhes o estatuto. Europa e EUA são os campos atractivos e os FS serão bem-vindos se aceitarem passar de predadores a partners... Discretamente, delegações ocidentais estão a negociar "condições" com islâmicos e outros.

Defesa é eixo do relançamento da Economia e como tal vai ter mais 1.400 milhões do que o previsto no orçamento 2009 e ainda mais 180 milhões para I&D. Tudo isto é verdade, mas... na França de Sarkozy. O orçamento americano é já tão grande que Obama não o pode aumentar... Que alguém explique aos nossos ministros da Defesa para que serve a dita!

Chineses ignoram sanções da ONU e assinam contratos para desenvolver a produção de petróleo no Irão.

Castro em coma sobrevive graças a um aparelho de respiração artificial. Os cubanos de Miami já lhe chamam o... Coma Andante! 

José Mateus

verclaro.jm@gmail.com

IMPERDOÁVEL... ESQUECERAM-SE DA MÓNICA !

Obama and the Winds of Change (Deja Vu Remix), no YouTube

Friday, 16 January 2009

MAÇONARIA E PORTUGAL

Entrevista do Prof. Maltez a “o Diabo”


Depoimento inteiro ao semanário O Diabo sobre aquilo sobre que todos murmuram em ódio ou cobardia, mas raros assumem em palavras e obras, publicamente:

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Como olha para a forma como a Maçonaria, em Portugal, exerce a sua influência nos meios políticos?
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Em Portugal, a maçonaria teve profunda influência na construção do regime demoliberal da monarquia constitucional e da I República e ainda foi uma alavanca fundamental das parcelas das forças armadas não salazaristas do 28 de Maio. A partir de 1935 foi legalmente extinta e efectivamente perseguida, retomando a sua actividade não clandestina depois de 1974, a partir de cerca de uma centena de irmãos que semearam a continuidade da tradição da ordem. A regeneração da tradição demoliberal, a que a Maçonaria está profundamente ligada não permitiu que a instituição clássica representada no Grande Oriente Lusitano e as novas obediências instituídas, sobretudo na década de noventa do século XX, pudessem ter influência moral equivalente ao que sempre sucedeu em regimes como os do Brasil, dos Estados Unidos da América, da França ou do Reino Unido, cujas democracias são efectivas co-criações maçónicas. Contudo, o processo de adaptação ao pós-autoritarismo das maçonarias portuguesas foi mais expansivo do que noutros países da Europa como na Alemanha e em Espanha.

Essa influência é, na sua opinião, clara ou, por seu turno, é muito pouco transparente?

O processo só pode ser visto como não transparente por quem não conhece o fenómeno democrático e as tradições de luta contra o fanatismo, a ignorância e a intolerância. Infelizmente, em Portugal, ainda permanece um subsolo de incompreensão face a uma ordem a que pertenceram pessoas como Kant, D. Pedro IV, Churchill ou Jean Monnet, de liberais a socialistas, de conservadores a destacadas figuras eclesiásticas. Bastava aliás notar que a última intervenção pública de Fernando Pessoa, nas vésperas da morte foi a defesa da não extinção da maçonaria contra os ditames da primeira lei do Estado Novo, desencadeada por um conhecido defensor da restauração da pena de morte que, em 1867, fora abolida depois de uma campanha e do empenhamento de maçons portugueses que, no mesmo dia, também lançavam o primeiro Código Civil, o do maçon António Luís de Seabra. Dizer que o Partido Conservador britânico sempre foi enraizadamente maçónico ou que a Resistência francesa nasceu desse impulso espiritual apenas causa espanto para mentalidades tão intolerantes quanto certa faceta ultra-positivista e neojacobina da história maçónica, a que queria “enforcar o último papa nas tripas do último padre”. Porque os maçons, em termos de opção política, correm todo o espaço dos arcos democráticos que defendem as sociedades livres e pluralistas.

Temos a ideia de que as nomeações governamentais por vezes têm de respeitar uma espécie de quota maçónica. Esta ideia corresponde à realidade?


Quotas, ao que parece, só para as mulheres e, noutros países multiculturais, para algumas minorias étnicas. Julgo que, por cá, se fôssemos para as quotas, em regime de proporcionalidade, qualquer organizador de governos não poderia desempenhar a sua missão. Quanto ao caso concreto, como não há lei nenhuma que imponha a declaração de crenças íntimas e a liberdade de associação de cada um, porque seria flagrantemente inconstitucional. Logo, resta a teoria da conspiração, a que se têm rendido algumas forças neocatolaicas, no habitual confronto do pluralismo eclesiástico...

É conhecida a posição da Igreja em relação à Maçonaria, sobretudo à sua atitude de secretismo. A Igreja sempre olhou de forma desconfiada para as relações crescentes entre o poder político e a Maçonaria e coloca em causa o poder democrático que é transferido do povo para mão alheia. Como se pode interpretar estas posições?

Julgo que a maçonaria é tão secreta quanto os conclaves e as conferências episcopais das várias igrejas. No caso concreto da Igreja Católica, talvez seja importante recordar que desde 1891, os católicos abandonaram a classificação de heresia para os demoliberais e a doutrina social católica obrigou a uma mudança profunda. Seria também correcto que alguns católicos, que parecem querer fundar um eventual partido antimaçónico, como já aconteceu há centenas de anos nos Estados Unidos, reparassem na pluralidade dos universos maçónicos, dado que eles não se confundem com o ateísmo, o agnosticismo ou o panteísmo.

Qual a importância da Maçonaria, no caso, em Portugal? Ou seja, que mais-valias pode ela dar à sociedade e ao desenvolvimento do País?

Julgo que Portugal tem urgência no renascimento de importantes forças morais e espirituais que marcaram a tradição portuguesa, até na tradição do altruísmo e da filantropia. A história da maçonaria e a história dos católicos portugueses impõem que eles regressem aos momentos altos de refundação nacional, como aconteceu com o lançamento do nosso mais recente regime democrático, onde, em todos os principais partidos, conviveram altos membros da Igreja Católica e da Maçonaria, todos impedindo o regresso a um confronto entre a política e a religião, ao contrário do que sucedeu em certas fases da I República e com o salazarismo, onde a persiganga mútua foi má para o povo. Nestes tempos de crise, a restauração de uma política de valores impõe que não se recrie um ambiente propício à incompreensão entre o humanismo cristão e o humanismo laico, cuja aliança é, aliás, a matriz do recente projecto europeu, nascido do combate aos totalitarismos. Basta que haja compreensão pelas diferenças e honesta intenção de homens de boa vontade, mesmo que ambas as famílias de valores reconheçam erros passados, de confrontos que, quase sempre, levaram à vitória de inimigos comuns.

PORTUGAL É PEQUENO E DOCE...

MAS TODA A GENTE SE CONHECE!

 

por isso é bizarro, muito bizarro !

 

Portugal apresenta, do meu ponto de vista, três características. Uma mais popular e duas mais eruditas. A mais popular enuncia-se facilmente e é de todos conhecida: “isto é uma aldeia em que toda a gente se conhece...”. Ok e tirem-se daqui (coisa nem sempre feita...) as devidas consequências. Das duas mais eruditas, a primeira vem do fim do século XVII, foi retomada por Oliveira Martins no fim do século XIX e mantém-se bastante actual: “Portugal é pequenino mas é um torrão de açúcar...” e a última é aquela que foi estabelecida por Émile Boutroux, ensaísta francês do século XIX, que bem notou: "este é um país curiosamente diferente, o oposto da França, país onde as élites são estupendas e o povo não presta. Aqui, o que presta é o povo, as élites não valem nada!" Destas duas últimas também (e muito para evitar desilusões e angústias...) é necessário tirar as devidas consequências...

 

São estas características que explicam, talvez, ou que, pelo menos, ajudam a explicar, o espanto de algumas instituições estrangeiras que, na sequência do “11 de Setembro”, se debruçaram (mas sem cair...) sobre as “elites” portuguesas e seus relacionamentos: toda a gente conhecia toda a gente, tudo tinha tido namoradas ou namorados comuns, tudo tinha andado pelas mesmas escolas, tudo tinha contas nos mesmos bancos, tudo trocava de lugares, tudo era muito amigo de tudo...

 

Por exemplo, dois ministros (de partidos diferentes), que ocuparam sucessivamente a mesma pasta estratégica, andaram juntos durante anos no mesmo colégio e são amigos desde a adolescência... Dois presidentes (sucessivos) de um partido andaram anos na mesma escola e tiveram as mesmas namoradas, umas enfermeiras de Madrid (a fama das espanholas já vem de longe...), etc., etc...

 

Os pobres investigadores dessas instituições cada vez que estabeleciam a lista dos colegas de curso e das relações de um ministro ou de uma outra personagem que os interessava iam dar logo a uma série de outros alvos de primeira linha! Uma trabalheira, uma verdadeira desgraça... Depois ainda tropeçam em gente que faz escalas de horas na Suíça e no entretanto vai ao banco, em gente que se deixa (sem saber é claro) fotografar e filmar na cama e muito mal acompanhado, gente que se esquece de discursos que fez em tempos e gente que se esquece de documentos, gente que recolhe cheques (até de miseráveis quantias de 20 mil dólares...), gente que perde fortunas entre o Brasil e Portugal...  Só fenómenos!

 

Imagine-se o que éactualizar, nestas circunstâncias,  as relações de infância ou de escolas de um ministro ou de um primeiro-ministro ou de um outro decisor e estabelecer o seu estado actual... Os tipos tiveram de investigar milhares e milhares de percursos e biografias! Claro, ficaram com uma cartografia relacional (e actualizada) que não tem preço... qualquer ‘espírito santo’ daria milhões e milhões por ela.

 

Que heranças recebeu e como liquidou os impostos a líder da oposição, com quem e com que empresários é que o chefe do Governo andou na escola, como é que a fulana de tal pagou a casa de praia e como foi liquidada a herdade do Alentejo do secretário de Estado, quem foram os colegas de colégio do engº Belmiro... Ou seja, o “11 de Setembro” foi, de facto, uma catástrofe, para toda esta gente.

 

Claro que a cartografia, assim obtida, teve um uso imediato para as investigações surgidas nas várias sequências do “11 de Setembro” (até um pobre arquitecto português, que em 1999 tinha estado nas “torres gémeas” e tinha feita umas perguntas de arquitecto, recebeu a visita de duas equipas de investigadores que sabiam tudo dele mas queriam ainda saber mais...).

 

Mas também é claro que a seguir, nos anos seguintes e até agora, ela deve ter sido cruzada com uma outra cartografia muito dinâmica: a dos negócios em marcha em Portugal... O resultado deve ser fabuloso! Sobretudo, quando sabemos que certos mercados europeus (como o da energia e o das NTIC) são um campo de afrontamento total entre o ex-KGB de Putine, agora FSB, e um grupo de ex-quadros de topo da CIA em que o ex-embaixador americano em Portugal Frank Carlucci era figura preponderante ...

 

E o que é espantoso é que anda por aí uma série de gente a fazer como se de nada fosse!  Para complicar ainda mais tudo isto, dizem-me que agora anda por aí uma “Kroll” qualquer no terreno, chamada não me dizem por quem. Haja Deus e valha-lhes a Nossa Senhora do Rosário de Fátima!

 

Como se disse, Portugal é pequenino mas é um torrão de açúcar, toda a gente se conhece e as ‘elites’ não prestam, são, salvo honrosas excepções, uns trampolineiros ávidos... E a ‘malandrice’ acaba por ser toda muita ingénua e inocente. À dimensão deles, naturalmente!  Coisa fatal nestes tempos... Oh God!

UM RAIO DE SOL PARA LUANDA

 

A  "notícia" que aparece hoje é   "Coimbra formaliza compra de 33,3% do Sol"... Mas a notícia de hoje é: Capitais angolanos à conquista do Sol! E se os senhores jornalistas querem saber mais, trabalhem! Vão informar-se...

JAPÃO SOB SEDUÇÃO AMERICANA  

Soft-power norte-americano e estratégias de influência na outra margem do Pacífico... Ler Aqui

Thursday, 15 January 2009

Ver Claro


 

A Coluna dos Sábados no CM, 10 Janeiro 2009

 

A crise global é também um imparável processo de fragmentação do mundo da globalização e talvez até de alguns dos seus actores maiores, como os (...)

 

Siemens entalada: A SEC americana já terminou o inquérito à corrupção e às comissões (Nützliche Aufwendungen ou "despesas úteis"...) pagas pela Siemens  (...)

 

Estados árabes sunitas não ousam dizê-lo mas esperam bem que Israel os ajude a fazer o ‘containment’ do projecto imperial do xiismo persa (...)

 

Guerra dos carris assola a Europa, opondo franceses e alemães numa luta sem quartel para  (...)

 

Lenovo queixa-se: o gigante chinês da informática fecha 2008 no vermelho e é o primeiro a queixar-se (...)

 

Batendo queixos de frio, a Europa entendeu, finalmente, que Putin assentou no gás uma estratégia de potência (...)

 

 

Continua aqui na Coluna do Correio da Manhã

Wednesday, 14 January 2009

A INFLUÊNCIA NA INTERNET

Muito, muito interessante este ”a influência na internet” que me chegou via blog do François Jeanne-Beylot, mesmo se como ele assinala este texto não se aplica senão aos períodos de crise e que... é preferível proceder em tempo às campanhas de influência para, justamente, evitar as crises!

Communication Sensible, le magazine de la communication de crise, sensible et de la gestion de crise édité par l'Observatoire International des Crises a récement publié un article de 16 pages sur l'Influence sur Internet, sous-titré, "Perceptions et mécanismes d’influence sur Internet dans la société de l’urgence". Cet article de 16 pages à pour objectif de décrypter comment l'influence peut s'exercer sur Internet. 

Résumé : "Un des modes déterminant de l’influence sur Internet est d’imposer au public un parcours hypertexte et cognitif avec l’objectif de le convaincre d’adhérer aux propositions émises et de les relayer. En se fondant sur les typologies d’influence, cet article a pour objet d’analyser les mécanismes qui permettent de convoquer les internautes, d’agir sur la perception, d’imposer une représentation spécifique d’un thème et de la légitimer auprès d’un large public, ceci par la maîtrise des comportements individuels et collectifs des internautes dans la société de l’urgence à l’heure des réseaux sociaux."

L'auteur constate que l’utilisation d’internet dans l’exercice de l’influence passe par plusieurs étapes associées à des principes :

- Maîtriser l’agenda
- Convoquer
- Intéresser
- Abréger
- Légitimer
- Inférer
- Crédibiliser
- Faciliter
- Lâcher-prise

Ces étapes résume je trouve assez bien les prérequis d'une manoeuvre d'influence en ligne, bien que l'auteur se refuse de présenter un modèle d'influence sur Internet. J'insisterai sur la manipulation par inférence, très développée sur le Web participatif : « Partir d’une donnée brute, l’interpréter à minima pour que cette interprétation devienne ‘vraie’, ajouter une petite histoire pour mobiliser les bons ou mauvais sentiments. Puis demander d’approuver ou d’agir. »

Cette pratique est aussi utilisée dans la presse mais sans la dernière partie plus participative. c'est pourtant cette dernière implication du lecteur qui l'entrainera dans un processus d'engagement (lire à ce sujet les passionnants ouvrages de Joule et Beauvois, "La soumission librement consentie" et "Le petit traité de manipulation à l'usage des honnetes gens".

Je noterai enfin que cet article ne s'applique pas qu'aux périodes de crises; Il est même préférable de procéder à des campagnes d'influence pour éviter les crises.

François JEANNE-BEYLOT "


Télécharger "Influence sur Internet"
16 pages, 1 Mo.




Saturday, 10 January 2009

SEGURANÇA
Le Royaume-Uni publie sa topographie du crime


Les forces de police alimentent une base de données qui affiche, quartier par quartier, les chiffres de la criminalité. Les habitants peuvent la consulter, détailler les incidents, mais aussi témoigner d'incidents.

 

Ler AQUI

 

Para ver o site da polícia inglesa

HAMAS, SUNITAS E IRÃO...

 

Os estados árabes sunitas gostariam muito de ver desaparecer um Hamas (tal como o Hezbolah) inteiramente nas mãos do Irão chiita... Como disse Mubarak, quando o Hamas expulsou a OLP de Gaza e controlou o território, “has led to Egypt, in practice, having a border with Iran.”… Análise da Stratfor:

 

Hamas and the Arab States

 

By Kamran Bokhari and Reva Bhalla  January 7, 2009


Related Special Topic Page

Fatah, Hamas and the Struggle for the PNA

Israeli-Palestinian Geopolitics and the Peace Process

 

Graphic for Geopolitical Intelligence Report

Israel is now in the 12th day of carrying out Operation Cast Lead against the Palestinian Islamist movement Hamas in the Gaza Strip, where Hamas has been the de facto ruler ever since it seized control of the territory in a June 2007 coup. The Israeli campaign, whose primary military aim is to neutralize Hamas’ ability to carry out rocket attacks against Israel, has led to the reported deaths of more than 560 Palestinians; the number of wounded is approaching the 3,000 mark.

The reaction from the Arab world has been mixed. On the one hand, a look at the so-called Arab street will reveal an angry scene of chanting protesters, burning flags and embassy attacks in protest of Israel’s actions. The principal Arab regimes, however, have either kept quiet or publicly condemned Hamas for the crisis — while privately often expressing their support for Israel’s bid to weaken the radical Palestinian group.

Despite the much-hyped Arab nationalist solidarity often cited in the name of Palestine, most Arab regimes actually have little love for the Palestinians. While these countries like keeping the Palestinian issue alive for domestic consumption and as a tool to pressure Israel and the West when the need arises, in actuality, they tend to view Palestinian refugees — and more Palestinian radical groups like Hamas — as a threat to the stability of their regimes.

One such Arab country is Saudi Arabia. Given its financial power and its shared religious underpinnings with Hamas, Riyadh traditionally has backed the radical Palestinian group. The kingdom backed a variety of Islamist political forces during the 1960s and 1970s in a bid to undercut secular Nasserite Arab nationalist forces, which threatened Saudi Arabia’s regional status. But 9/11, which stemmed in part from Saudi support for the Taliban and al Qaeda in Afghanistan, opened Riyadh’s eyes to the danger of supporting militant Islamism.

Thus, while Saudi Arabia continued to support many of the same Palestinian groups, it also started whistling a more moderate tune in its domestic and foreign policies. As part of this moderate drive, in 2002 King Abdullah offered Israel a comprehensive peace treaty whereby Arab states would normalize ties with the Jewish state in exchange for an Israeli withdrawal to its 1967 borders. Though Israel rejected the offer, the proposal itself clearly conflicted with Hamas’ manifesto, which calls for Israel’s destruction. The post-9/11 world also created new problems for one of Hamas’ sources of regular funding — wealthy Gulf Arabs — who grew increasingly wary of turning up on the radars of Western security and intelligence agencies as fund transfers from the Gulf came under closer scrutiny.

Meanwhile, Egypt, which regularly mediates Hamas-Israel and Hamas-Fatah matters, thus far has been the most vocal in its opposition to Hamas during the latest Israeli military offensive. Cairo has even gone as far as blaming Hamas for provoking the conflict. Though Egypt’s stance has earned it a number of attacks on its embassies in the Arab world and condemnations in major Arab editorial pages, Cairo has a core strategic interest in ensuring that Hamas remains boxed in. The secular government of Egyptian President Hosni Mubarak is already preparing for a shaky leadership transition, which is bound to be exploited by the country’s largest opposition movement, the Muslim Brotherhood (MB).

The MB, from which Hamas emerged, maintains links with the Hamas leadership. Egypt’s powerful security apparatus has kept the MB in check, but the Egyptian group has steadily built up support among Egypt’s lower and middle classes, which have grown disillusioned with the soaring rate of unemployment and lack of economic prospects in Egypt. The sight of Muslim Brotherhood activists leading protests in Egypt in the name of Hamas is thus quite disconcerting for the Mubarak regime. The Egyptians also are fearful that Gaza could become a haven for Salafist jihadist groups that could collaborate with Egypt’s own jihadist node the longer Gaza remains in disarray under Hamas rule.

Of the Arab states, Jordan has the most to lose from a group like Hamas. More than three-fourths of the Hashemite monarchy’s people claim Palestinian origins. The kingdom itself is a weak, poor state that historically has relied on the United Kingdom, Israel and the United States for its survival. Among all Arab governments, Amman has had the longest and closest relationship with Israel — even before it concluded a formal peace treaty with Israel in 1994. In 1970, Jordan waged war against Fatah when the group posed a threat to the kingdom’s security; it also threw out Hamas in 1999 after fears that the group posed a similar threat to the stability of the kingdom. Like Egypt, Jordan also has a vibrant MB, which has closer ties to Hamas than its Egyptian counterpart. As far as Amman is concerned, therefore, the harder Israel hits Hamas, the better.

Finally, Syria is in a more complex position than these other four Arab states. The Alawite-Baathist regime in Syria has long been a pariah in the Arab world because of its support for Shiite Iran and for their mutual militant proxy in Lebanon, Hezbollah. But ever since the 2006 war between Israel and Hezbollah, the Syrians have been charting a different course, looking for ways to break free from diplomatic isolation and to reach some sort of understanding with the Israelis.

For the Syrians, support for Hamas, Palestinian Islamic Jihad and several other radical Palestinian outfits provides tools of leverage to use in negotiating a settlement with Israel. Any deal between the Syrians and the Israelis would thus involve Damascus sacrificing militant proxies such as Hezbollah and Hamas in return for key concessions in Lebanon — where Syria’s core geopolitical interests lie — and in the disputed Golan Heights. While the Israeli-Syrian peace talks remain in flux, Syria’s lukewarm reaction to the Israeli offensive and restraint (thus far) from criticizing the more moderate Arab regimes’ lack of response suggests Damascus may be looking to exploit the Gaza offensive to improve its relations in the Arab world and reinvigorate its talks with Israel. And the more da mage Israel does to Hamas now, the easier it will be for Damascus to crack down on Hamas should the need arise.

With Saudi Arabia, Egypt, Jordan and Syria taking into account their own interests when dealing with the Palestinians, ironically, the most reliable patron Sunni Hamas has had in recent years is Iran, the Sunni Arab world’s principal Shiite rival. Several key developments have made Hamas’ gradual shift toward Iran possible:

  1. Saudi Arabia’s post-9/11 move into the moderate camp — previously dominated by Egypt and Jordan, two states that have diplomatic relations with Israel.
  2. The collapse of Baathist Iraq and the resulting rise of Shiite power in the region.
  3. The 2004 Iranian parliamentary elections that put Iran’s ultraconservatives in power and the 2005 election of President Mahmoud Ahmadinejad, whose public anti-Israeli views resonated with Hamas at a time when other Arab states had grown more moderate.
  4. The 2006 Palestinian elections, in which Hamas defeated its secular rival, Fatah, by a landslide. When endowed with the responsibility of running an unrecognized government, Hamas floundered between its goals of dominating the Palestinian political landscape and continuing to call for the destruction of Israel and the creation of an Islamist state. The Arab states, particularly Saudi Arabia and Egypt, had hoped that the electoral victory would lead Hamas to moderate its stance, but Iran encouraged Hamas to adhere to its radical agenda. As the West increasingly isolated the Hamas-led government, the group shifted more toward the Iranian position, which more closely meshed with its original mandate.
  5. The 2006 summer military confrontation between Hezbollah and Israel, in which Iranian-backed Hezbollah symbolically defeated the Jewish state. Hezbollah’s ability to withstand the Israeli military onslaught gave confidence to Hamas that it could emulate the Lebanese Shiite movement — which, like Hamas, was both a political party and an armed paramilitary organization. Similar to their reaction to the current Gaza offensive, the principal Arab states condemned Hezbollah for provoking Israel and grew terrified at the outpouring of support for the Shiite militant group from their own populations. Hezbollah-Hamas collaboration in training, arms-procurement and funding intensified, and almost certainly has played a decisive role in equipping Hamas with 122mm BM-21 Grad artillery rockets and larger Iranian-made 240mm Fajr-3 rockets — and potentially even a modest anti-armor capability.
  6. The June 2007 Hamas coup against Fatah in the Gaza Strip, which caused a serious strain in relations between Egypt and Hamas. The resulting blockade on Gaza put Egypt in an extremely uncomfortable position, in which it had to crack down on the Gaza border, thus giving the MB an excuse to rally opposition against Cairo. Egypt was already uncomfortable with Hamas’ electoral victory, but it could not tolerate the group’s emergence as the unchallenged power in Gaza.
  7. Syria’s decision to go public with peace talks with Israel. As soon as it became clear that Syria was getting serious about such negotiations, alarm bells went off within groups like Hamas and Hezbollah, which now had to deal with the fear that Damascus could sell them out at any time as part of a deal with the Israelis.

Hamas’ relations with the Arab states already were souring; its warming relationship with Iran has proved the coup de grace. Mubarak said it best when he recently remarked that the situation in the Gaza Strip “has led to Egypt, in practice, having a border with Iran.” In other words, Hamas has allowed Iranian influence to come far too close for the Arab states’ comfort.

In many ways, the falling-out between Hamas and the Arab regimes is not surprising. The decline of Nasserism in the late 1960s essentially meant the death of Arab nationalism. Even before then, the Arab states put their respective national interests ahead of any devotion to pan-Arab nationalism that would have translated into support for the Palestinian cause. As Islamism gradually came to replace Arab nationalism as a political force throughout the region, the Arab regimes became even more concerned about stability at home, given the very real threat of a religious challenge to their rule. While these states worked to suppress radical Islamist elements that had taken root in their countries, the Arab governments caught wind of Tehran’s attempts to adopt the region’s radical Islamist trend to create a geopolitical space for Iran in the Arab Middle East. As a result, the Arab-Persian struggle became one of the key drivers that has turned the Arab states against Hamas.

For each of these Arab states, Hamas represents a force that could stir the social pot at home — either by creating a backlash against the regimes for their ties to Israel and their perceived failure to aid the Palestinians, or by emboldening democratic Islamist movements in the region that could threaten the stability of both republican regimes and monarchies. With somewhat limited options to contain Iranian expansion in the region, the Arab states ironically are looking to Israel to ensure that Hamas remains boxed in. So, while on the surface it may seem that the entire Arab world is convulsing with anger at Israel’s offensive against Hamas, a closer look reveals that the view from the Arab palace is quite different from the view on the Arab street.

DEFESA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO...

 

Disseram-me assim: “o Primeiro-Ministro está-se a lixar para as indústrias de Defesa e a prova são as nomeações que ele faz ou deixa fazer para as empresas…”. Eu já sabia que o senhor até perdia os dossiers mas ainda ignorava que era tão falho de inteligência e conhecimento!

 

Foi há uma meia-dúzia de anos. Não consigo, porém, acreditar que também seja verdade com este PM, José Sócrates. Mas continuo à espera de ver...

 

De ver em acção um poder político que compreenda esta coisa básica: as indústrias de Defesa são o único instrumento que um Governo da EU tem hoje para alavancar um formidável upgrade da sua economia (aquilo que Sócrates chamou de “choque tecnológico”), reposicioná-la na cadeia de valor e tudo isto a custos sem concorrência e praticamente inexistentes (o que é óptimo em tempos de “vacas magras”).

 

Perguntem ao Sarkozy que acaba de lançar (na transição de ano) um novo cluster – 'Defesa e Segurança'.  Baptizado “European Defense Economic Network” é uma resposta inteligente (isto é: com muita Inteligência Competitiva...) da França à desestabilização das 'tecnológicas' da Defesa e também um meio de desenvolver o business internacional das empresas de Defesa e garantir e até expandir postos de trabalho…

Friday, 09 January 2009

TERRORISMO EM 2008

 
A evolução do terrorismo e da nebulosa Al-Qaeda em 2008 analisada pela Stratfor:

Jihadism in 2009: The Trends Continue

By Fred Burton and Scott Stewart  January 7, 2009

Related Special Topic Page

·                       The Devolution of Al Qaeda

Global Security and Intelligence Report

For the past several years, we have published an annual forecast for al Qaeda and the jihadist movement. Since the January 2006 forecast, we have focused heavily on the devolution of jihadism from a phenomenon focused primarily on al Qaeda the group to one based primarily on al Qaeda the movement. Last year, we argued that al Qaeda was struggling to remain relevant and that al Qaeda prime had been marginalized in the physical battlefield. This marginalization of al Qaeda prime had caused that group to forfeit its position at the vanguard of the physical jihad, though it remained deeply involved in the leadership of the ideological battle.

As a quick reminder, Stratfor views what most people refer to as “al Qaeda” as a global jihadist network rather than a monolithic entity. This network consists of three distinct entities. The first is a core vanguard, which we frequently refer to as al Qaeda prime, comprising Osama bin Laden and his trusted associates. The second is composed of al Qaeda franchise groups such as al Qaeda in Iraq, and the third comprises the grassroots jihadist movement inspired by al Qaeda prime and the franchise groups.

As indicated by the title of this forecast, we believe that the trends we have discussed in previous years will continue, and that al Qaeda prime has become marginalized on the physical battlefield to the extent that we have not even mentioned their name in the title. The regional jihadist franchises and grassroots operatives pose a much more significant threat in terms of security concerns, though it is important to note that those concerns will remain tactical and not rise to the level of a strategic threat. In our view, the sort of strategic challenge that al Qaeda prime posed with the 9/11 attacks simply cannot be replicated without a major change in geopolitical alignments — a change we do not anticipate in 2009.

2008 in Review

Before diving into our forecast for the coming year, let’s take a quick look back at what we said would happen in 2008 and see what we got right and what we did not.

What we got right:

·                       Al Qaeda core focused on the ideological battle. Another year has passed without a physical attack by the al Qaeda core. As we noted last October, al Qaeda spent a tremendous amount of effort in 2008 fighting the ideological battle. The core leadership still appears to be very intent on countering the thoughts presented in a book written in 2007 by Sayyed Imam al-Sharif, also known as Dr. Fadl, an imprisoned Egyptian radical and a founder (with Ayman al-Zawahiri) of Egyptian Islamic Jihad. Al-Sharif’s book is seen as such a threat because he provides theological arguments that counter many of the core teachings used by al Qaeda to justify jihadism. On Dec. 13, an 85-page treatise by one of al Qaeda’s leading religious authorities, Abu-Yahya al-Libi, was released to jihadist Web sites in the latest of al Qaeda’s many efforts to counter Dr. Fadl’s arguments.

S-Weekly Graphic: 2008 al Qaeda-Jihadist Forecast Review

·                       Pakistan will be important as a potential flashpoint. Eight days after we wrote this, former Pakistani Prime Minister Benazir Bhutto was assassinated. Since then, Pakistan has become the focal point on the physical battlefield.

·                       The November 2007 addition of the Libyan Islamic Fighting Group (LIFG) to the global jihadist network will not pose a serious threat to the Libyan regime. The Libyans have deftly used a combination of carrots and sticks to divide and control the LIFG.

·                       Jihadists will kill more people with explosives and firearms than with chemical, biological or radiological weapons. We saw no jihadist attacks using WMD in 2008.

What we got mostly right:

·                       The Algerian jihadist franchise, al Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM), will be hard-pressed in 2008, but not eliminated. AQIM succeeded in launching a large number of attacks in the first eight months of 2008, killing as many people as it did in all of 2007. But since then, the Algerian government has been making progress, and the jihadist group has only conducted two attacks since August 2008. The Algerians also are working closely with neighboring countries to combat AQIM, and the group is definitely feeling the heat. On Dec. 23, 2008, the Algerian government reportedly rejected a truce offered by AQIM leader Yahia Djouadi. Djouadi offered that al Qaeda would cease attacks on foreigners operating in oil fields in Algeria and Mauritania if the Algerian security service would cease targeting al Qaeda members in the Sahel region. The group is still alive, and government pressure appears to have affected its operational ability in recent months, but it di d take a bit longer than we anticipated for the pressure to make a difference.

·                       Syria will use Fatah al-Islam as a destabilizing force in Lebanon. We had intelligence last year suggesting that the Syrians were going to press the use of their jihadist proxies in Lebanon — specifically Fatah al-Islam. We saw a bit of this type of activity in late May, but not as much as anticipated. By November, Syria actually decided to cut ties with Fatah al-Islam.

·                       Jihadist operatives outside war zones will focus on soft targets. Major terrorist strikes in Islamabad and New Delhi were conducted against hotels, soft targets Stratfor has focused on as vulnerable for many years now. Other attacks in