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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Friday, 29 August 2008

NOVOS MEDIA

Les nouveaux médias s'invitent à la convention démocrate de Denver

Les nouveaux médias se sont invités à la convention démocrate de Denver (Colorado, ouest) cette semaine, revendiquant clairement véhiculer une approche différente et plus fraîche de la politique américaine que celle diffusée par les médias traditionnels...    la suite

Nas Escolhas dos nº 2

PRUDÊNCIA DE OBAMA

E AUDÁCIA DE McCAIN

 

Surpresa... Grande surpresa ! Com toda a gente a apostar em três ou quatro nomes de cavalos cansados para nº 2 de McCain e surge um nome que não constava de nenhuma das short lists dos opinion makers. Um nome fortíssimo de que ninguém se lembrara... Talvez por ser mulher e andar lá longe pelo Alaska. Enquanto o vice de Obama  foi um dos três nomes da short list e era o mais previsto e previsível (talvez pela forma quase perfeita como compensa as lacunas do candidato...), McCain surpreende tudo e todos, mostrando conhecer muito bem o partido e seus recursos e saber o que o eleitorado quer. À prudência de Obama, McCain responde com audácia. Mas uma audácia alicerçada em conhecimento, inteligência política e rapidez de decisão. Surpresa total! E tudo isto servido por um percurso sem faltas nem falhas na comunicação... Ou como os pitbull de Karl Rove funcionam mesmo a sério.

 

McCain encontra a sua Condi Rice (que lhe pode recuperar uma parte do eleitorado feminino de Hillary Clinton....), numa jovem mulher (44 anos, a mais nova governadora e a primeira mulher a governar o Alaska), casada e mãe de cinco filhos, que gosta de caçar e de pescar, que defende as posições da poderosa National Rifle Association sobre as armas, que é identificada com a ala conservadora do partido (a tal que não aprecia em excesso a falta de ortodoxia de McCain, o rebelde), que é defensora de uma política energética, no oposto dos democratas de Obama, de reforço da autonomia dos USA e de aumento da produção própria de petróleo e gáz e que tem como imagem de marca a luta contra a corrupção...

 

A campanha presidencial americana entra mesmo numa nova e interessantíssima fase, será (tudo o indica) uma campanha apaixonante e irá apaixonar todo este mundo. Nada a ver, portanto, com a falta de espessura da vida política europeia, nem com o golpe de estado permanente da Rússia pós-soviética, nem com a aborrecida burocracia totalitária dos mandarins chineses... Vantagens da democracia.

 

Com esta escolha audaciosa, McCain relança a campanha eleitoral americana. E faz muito bem... até a Obama e Hillary Clinton! E confirma que “na prática a teoria é outra” com o já normal paradoxo de ser no Partido Republicano que as mulheres acedem mais facilmente aos lugares cimeiros...


John McCain, matricule "624787", prêt pour une nouvelle bataille
Vétéran de la politique, le républicain John McCain, qui fête vendredi ses 72 ans et a créé la surprise en choisissant comme colistière la gouverneure d'Alaska, aborde en homme aguerri sa vraisemblable dernière grande bataille: la conquête de la Maison Blanche.     la suite

Sarah Palin, une conservatrice pure et dure aux côtés de John McCain
Sarah Palin, gouverneure de l'Alaska, 44 ans, colistière choisie vendredi par le candidat républicain John McCain à la Maison Blanche, est une jeune conservatrice pure et dure, mère de cinq enfants et farouchement hostile à l'avortement.     la suite

McCain choisit comme colistière le gouverneur d'Alaska Sarah Palin
Le candidat républicain à l'élection américaine John McCain a choisi comme co-listière le gouverneur d'Alaska Sarah Palin, 44 ans, a annoncé vendredi son équipe de campagne.      la suite

Kenya: dans le fief de Barack Obama, pas de doutes "il ira jusqu'au bout"
A l'instar des autres habitants du village reculé de Kogelo (ouest du Kenya), Sarah, 86 ans, grand-mère du candidat démocrate à la Maison Blanche, Barack Obama, ne doute pas une seule seconde que son petit-fils ira "jusqu'au bout".     la suite

Obama soutient la Géorgie contre Moscou, selon Tbilissi
Le candidat démocrate à la présidentielle américaine Barack Obama soutient la position de Tbilissi dans son conflit avec Moscou, a dit vendredi le président du Parlement géorgien après une rencontre avec le premier Noir à avoir une chance d'accéder à la Maison Blanche.     la suite

Le fils aîné de Martin Luther King affirme que son père serait fier d'Obama
L'homme qui sacrifia sa vie à la défense des droits civiques, Martin Luther King, assassiné il y a 40 ans, serait "fier" de Barack Obama, a affirmé jeudi son fils aîné Martin Luther King III à Denver (Colorado).     la suite

Candidat démocrate officiel à la Maison Blanche, Obama appelle les Américains à l'unité ( contient une vidéo )
Barack Obama a promis jeudi de mettre fin à une "politique inefficace" dont il a accusé John McCain d'être un rouage, appelant ses compatriotes à s'unir pour restaurer "la promesse américaine" dans un discours concluant une convention démocrate historique.     la suite

Les principaux points du discours de Barack Obama
Voici les principaux extraits du discours du candidat démocrate Barack Obama, jeudi soir à Denver (Coloradot):     la suite

Nouvellement investi, Barack Obama brûle les planches et conquiert un stade ( contient une vidéo )
A l'issue d'une semaine forte en émotions à la convention démocrate de Denver (Colorado), Barack Obama avait jeudi soir la scène pour lui tout seul.     la suite

Le discours d'Obama "trompeur" selon John McCain
Le candidat républicain à la Maison Blanche John McCain a estimé jeudi que le discours de son adversaire démocrate Barack Obama était "trompeur" et que le sénateur de l'Illinois n'était "toujours pas prêt à devenir président".     la suite

Thursday, 28 August 2008

Jacques Lacan e Catherine Millet

DESENCONTROS INFELIZES

 

«L’homme veut coucher avec toutes les femmes, une femme cherche l’homme idéal»

 

Jacques Lacan

 

A coisa chama-se psicanálise e Lacan é o seu papa ou profeta... Desde que assisti, em tempos, a uma conferência de Lacan que acho ‘delicioso’ este género (simultaneamente reducionista e totalitário) de marxismo de alcova. Apreciar (sem comentários, claro) um dos momentos altos do papa Lacan, uma verdadeira pérola, é proposta de hoje, mas com uma pergunta prévia: porque não teve Lacan a sorte de encontrar Catherine Millet...? Até viviam na mesma cidade... Foi mesmo um desencontro infeliz mas que produziu pérolas, como esta:

José Mateus Cavaco Silva at August 28, 2008 17:18 | link | comments
Tags: sexo e cidade

QUASE... ESTÁ QUASE... ESTIVE QUASE... 

xutospontaps.jpg picture by claromotime 

Ora, assim se descobre e aqui está mais um verdadeiro português, coisa própria daquela longa fornada salazatento-cunhalenta do triste século XX português. Um verdadeiro "estive quase"!

 

Ele esteve quase... O outro esteve quase... a Jaquina esteve quase... O manel esteve quase... Basta preencher o espaço em branco das reticências. Põe-se lá o que se quiser. Estiveram quase...

 

Merda ("estive quase" a não o dizer, mas digo-o), quando é que este sítio deixa de ser salazarento e se liberta da ditadura do "estar quase"... a ser um País? Para, simplesmente, ser. Um país. E nunca mais um sítio de gente que "esteve quase".

A NOVA AMEAÇA RUSSA

Outra 'cortina de ferro' caíu sobre a Europa, Moscovo impõe de novo as relações de força como única 'gramática' de relações internacionais, goza com a Europa e pratica uma duplicidade total onde palavras e actos nunca coincidem... A nova ameaça russa vista e explicada pelo director do L'Express, em vídeo:

Un rideau de fer est tombé sur l'Europe...

Wednesday, 27 August 2008

SAINT-BARTHELEMY

Paris, 24 août 1572

SaintBarthelemy.jpg picture by claromotime

 

Com um certo humor negro, até há quem já tenha visto na “Saint Barthelemy” uma “saine révolte contre le monde marchand “... Talvez com alguma inspiração (muito negativa e papista) em  “a ética protestante e o espírito do capitalismo”.

catherine millet em “jour de souffrance” 

ALCOVA, FILOSOFIA E INFERNO

 

La couverture du Nouvel Observateur.A turma do Nouvel Obs sempre teve um grande interesse pela filosofia e... pelo "ar do tempo". Depois de ter escandalizado o que resta de existencialistas púdicos com uma grende foto do rabo da Beauvoir (conta Art Shay, o autor da foto, que " je me trouvais là, photographe stagiaire de Life Magazine (initialement embaucher pour porter les sacs et rédiger les légendes), quand j'ai vu Beauvoir émerger du bain et se coiffer devant le miroir. J'ai pris rapidement deux ou trois clichés et elle a entendu le déclic. "Vous êtes un vilain garçon", a-t-elle dit, mais sans pour autant fermer la porte ni me demander d'arrêter de prendre des photos…") e de ter numa outra capa misturado "os filósofos e as mulheres", o Nouvel Obs. descobriu estes dias que "la jalousie, c'est l'enfer" (coisa que, perdoem a falta de modéstia, sempre me pareceu óbvia e me evitou frequentar tais domínios...). Há já umas décadas, um filósofo que partilhava a vida da Beauvoir em Paris escrevia que “l’enfer c’est les autres”... Escrever “la jalousie c’est l’enfer’ é continuar a dizer o mesmo. Numa variante muito específica. E, claro, viver “Jour de souffrance”.

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"La gerbe de la semaine : cette couverture du Nouvel Obs. "les philosophes et les femmes : Platon, Rousseau, Kierkegaard, Nietzsche, Hannah Arendt, Michel Onfray" et une photo de femme à poil."
 
CatherineMillet.jpg picture by claromotime
E este escândalo de "jalousie" chega, claro, pela mão perita  de Catherine Millet, a de «la Vie sexuelle de Catherine M.».

 

Les femmes, leurs maris, leurs amants

 

Sept ans après «la Vie sexuelle de Catherine M.», qui fut un succès mondial, la romancière raconte, dans «Jour de souffrance», comment la jalousie est entrée dans son couple. Elle explique à Jérôme Garcin la genèse de ce beau livre qui paraîtra le 27 août...Sept ans après...

Elle, jalouse? On ne s'y attendait pas. Catherine Millet, telle qu'en elle-même la légende l'épouse, semblait si peu possessive, si généreuse de son propre corps, si prompte à s'offrir à qui pouvait lui donner du plaisir, qu'on ne l'imaginait guère en tigresse sortant les griffes pour empêcher de jeunes rivales d'approcher son mari.

Il faut se rappeler en effet l'incroyable séisme que provoqua, en 2001, «la Vie sexuelle de Catherine M.» (Seuil), vendu dans le monde à plus de 1,2 million d'exemplaires. Une femme d'une cinquantaine d'années, par ailleurs directrice de la revue «Art Press», commissaire d'exposition, spécialiste de Salvador Dalí et d'Yves Klein, y écrivait: «J'ai partouzé dans les semaines qui ont suivi ma défloration» et ajoutait : «On m'attrape et on me tourne en tout sens comme on veut.» Sur un ton volontairement neutre et laconique, elle racontait comment elle se livrait «à un nombre incalculable de mains et de verges», «baisait par-delà toute répugnance», se faisait prendre par des hommes anonymes dans les parkings souterrains, les stades à ciel ouvert, les bois de la capitale, les cabines des semi-remorques, les camionnettes de la Ville de Paris, les cimetières, les gares, les placards des salles d'exposition et jusqu'aux bureaux d'«Art Press». Et pourtant, cette même femme avait - et a toujours - un amour, une passion fixe, l'écrivain Jacques Henric, rencontré lorsqu'elle avait 24 ans, et lui-même auteur de «Légendes de Catherine M.» (Denoël). Si elle tenait ses propres et machinales pratiques sexuelles pour anecdotiques, elle élevait au contraire son couple à la hauteur d'un absolu. Indifférente à l'hygiène, aux préjugés et plus encore aux sentiments, elle laissait les hommes de passage disposer de son corps, jugeant qu'il n'engageait pas sa personne, mais réservait à son mari, dont elle avait fait «un mythe», le corps exclusif de l'amour.

Alors, le jour où Catherine Millet découvrit que, de son côté, Jacques Henric ne se privait pas d'avoir des aventures, elle s'écroula. «Jour de souffrance» est le récit méthodique de cette jalousie qui naît presque par hasard, croît à la vitesse d'une herbe folle, envahit l'espace vital, prospère, étouffe, détruit, et ne rend jamais les armes. Tant il est vrai, comme le pensait Montaigne, que, «de toutes les maladies de l'esprit, la jalousie est celle à qui le plus de choses servent d'aliment et le moins de choses, de remède». A mesure qu'elle fouille dans les papiers de son mari, contrôle ses allées et venues, progresse dans son enquête, Catherine Millet décrit, de manière clinique, l'accélération vertigineuse de son rythme cardiaque, sa difficulté à respirer, ses crises d'angoisse, de rage, de larmes, ses cauchemars récurrents, les fantasmes que sa méfiance fabrique heure après heure («Je ne rêvais plus ma vie sexuelle, je rêvais celle de Jacques»), l'étendue de son désarroi, les anxiolytiques qu'elle ingurgite en vain, les conflits de plus en plus ouverts avec celui qu'elle suspecte «d'infatigables priapées avec d'autres femmes». Et, pour tenter de raisonner sa douleur, elle cherche dans son enfance, son passé, sa vie, la source obscure de son mal, l'explication de sa disposition naturelle à imaginer le meilleur comme le pire. L'origine du monde.

Sept ans après...
La jalousie, c'est l'enfer
Extraits de "Jour de souffrance"

Tuesday, 26 August 2008

Obama e McCain

a dificuldade da escolha

 

FotoObama.jpg picture by claromotimeObama apresenta-se hoje como o candidato democrático e John McCain vai apresentar-se, brevemente, como o candidato republicano. Não voto, não posso votar nestas eleições. Mas se pudesse, teria grandes dificuldades na escolha...

 

Não me parece (claro, posso estar errado...) que qualquer destes dois homens seja o presidente que os USA precisam. São pessoas estimáveis, McCain é mesmo um herói a sério, mas o presidente dos USA precisa de ser mais do que isso.

 

Por mim, tanto Obama como McCain seriam óptimos assessores do presidente dos USA: Obama nos “assuntos sociais” e McCain na área “Defesa e Relações Externas”. Mas presidente, mesmo, é talvez excessivo. Daí a dificuldade de escolha que teria se pudesse votar.

 

Mas, enfim, um deles vai mesmo mandar neste nosso mundo...

 

Nota: o novo ‘patrão’ da campanha de John McCain parece ser mesmo bom e muito perigoso... e é um discípulo de Karl Rove. A evolução dos últimos dois meses (o período de que é responsável) é esclarecedor do que vão ser para Obama os próximos 3 meses...

O QUE ESCONDE ‘THINK-TANK’ ?

E COMO CIRCULAM AS IDEIAS...?

 

"Que cache le terme de « think-tank » ? Dans nos démocraties occidentales où le rôle des partis, la représentation parlementaire et les pouvoirs sociaux vivent en interaction, que viennent apporter ces groupes, véritables laboratoires d’idées, dans le débat ? Comment se constituent-ils ? Qui y participe ? À partir de quelles valeurs et avec quels objectifs ?

 

- Immergez-vous dans le monde des groupes de réflexion et d’influence en France et dans les autres pays européens. Pierre-Emmanuel Moog passe au crible tout ce qu’il faut savoir pour définir un think-tank, l’évaluer et le situer dans le panorama des zones d’influence qui irriguent le débat des idées actuel. - Un guide très pratique qui permet de disposer de la carte d’identité complète de chacun des groupes qui « comptent ». Il détaille leur histoire, leur fondateur et leurs principaux membres mais aussi leur production, leur budget et surtout leur influence, notamment dans la préparation de rapports ou l’élaboration en amont de certaines lois. - À qui s’adresse ce livre ? Aux acteurs et décideurs politiques et sociaux, étudiants ou chercheurs en sciences politiques mais aussi à tout citoyen en quête d’information. U ne source documentaire indispensable pour comprendre l’évolution de notre démocratie, connaître ceux qui s’expriment dans le débat public et repérer comment circulent les idées.

 

Pierre-Emmanuel Moog est consultant, diplômé de l’EM-Lyon et de l’EHESS, cofondateur d’un cabinet de conseil en gestion des compétences et du projet KronoBase.

 

La fondation Prometheus est soutenue par de grands groupes français et est présidée par le député Bernard Carayon.

 

‘Les Groupes de réflexion et d'influence en Europe’, Une source documentaire indispensable pour comprendre comment circulent les idées, en France et en Europe, accompagnés d’un carnet d’adresses utiles."

Monday, 25 August 2008

China: Desocultar e Descobrir

 

Para nós, «bárbaros do Ocidente», a China é... a China. São muitos milhões a escrever nuns incompreensíveis gatafunhos, a fazer chinesices e, mais recentemente, a inundar-nos com umas muito duvidosas mercadorias, que escoam pelas suas “lojas dos 300”. Além disso, nunca vimos um chinês morto ou ouvimos dizer que tivesse morrido, pelo que devem ser eternos ou acabarem servidos em shop-soy... Quer dizer, não sabemos nada da China. Não sabemos o que se esconde atrás do nome “China”. E a bibliografia é escassa, rara e difícil de encontrar (mesmo se todos os meses saem dezenas de títulos sobre a China...). E os JO Pequim2008 não servem de ajuda, nesta matéria... mesmo antes pelo contrário.

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Há, portanto, todo um trabalho de desocultação e descoberta da China a fazer, no Ocidente. Recentemente, o L’Express ofereceu-nos uma magnífica síntese, informadíssima e de grande inteligência, assinada por Benoit Vermander, jesuíta e sinólogo.

 

Benoît Vermander dirige  o site www.erenlai.com centrado nas questões de desenvolvimento sustentável na China e na Ásia e publicou recentemente 'Chine brune ou Chine verte? Les dilemmes de l'Etat-parti', nas Presses de Sciences Po. Dirige também o Instituto Ricci, em Taiwan. 

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L'empire sans milieu

30/07/2008 16:00:00

Comment s'est développée, au fil des siècles, dans un territoire si immense, la civilisation chinoise ? En quoi l'histoire de l'empire et de ses populations éclaire-t-elle les défis lancés à la Chine d'aujourd'hui ? Sinologue et jésuite, Benoît Vermander apporte ses réponses. Brillantes et iconoclastes.

Continua Aqui

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Vidéo

Benoît Vermander décrivait la Chine, à l'occasion de la visite de Nicolas Sarkozy dans ce pays en novembre dernier. Retrouvez le ici, en vidéo.
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OUTROS TRABALHOS DO DOSSIER DO L'EXPRESS

Une marche de soixante ans

La Chine détient des secrets bien gardés. Liu Heug-Shing, un photojournaliste chinois a réuni des images pour la plupart inédites de la Chine et son peuple. Un magnifique voyage pour découvrir le pays depuis 1949.

Plus que la démocratie, il est urgent de créer un Etat de droit, souligne Stéphanie Balme, chercheuse au Centre d'études et de recherches internationales (Ceri), détachée à Pékin.

Victimes des spéculateurs, de nombreux paysans chinois réclament l'accession à la propriété privée. Nouveau défi pour Pékin. 

Ils demandent la parole

Membres de la classe moyenne, ces Chinois ne sont pas révolutionnaires. Mais ils souhaitent que l'Etat leur rende des comptes. Et tancent les hiérarques du Parti.

La Chine, en quelques livres

Saturday, 23 August 2008

 

Ver Claro

A Coluna do “Correio da Manhã”Correio da manhã

23 Agosto 2008 - 00h30

Intoxicação e manipulação, assim foi a manobra russa para convencer os georgianos de que tinham margem para meter na ordem os bandos mafiosos que dominam a Ossétia e a Abkházia.

Objectivo Nabucco: aniquilar o gasoduto que autonomizará a Europa Central da dependência russa é o objectivo geoeconómico da invasão da Geórgia.

Ciberguerra foi por onde tudo começou, com a neutralização das redes C4 da ‘Defesa’ georgiana e outras essenciais.

Síria oferece aos russos base naval para submarinos nucleares e instalações para mísseis nucleares, como resposta ao apoio ocidental à Geórgia. Mas este é um linkage fatal que pode impor o que até aqui tem sido evitado: a rápida resolução da questão do Irão "por outros meios"...

A Abkházia tem 150 000 habitantes. Em 1992, tinha 500 000 (60% georgianos e 17% abkhazes) ...

Guerra da Informação. A presença de jornalistas ocidentais na Geórgia (de férias...) teve como resposta russa a imediata activação das suas redes e agentes de influência nos media ocidentais. Moscovo acha, porém, que está a perder esta guerra.

A delegação olímpica portuguesa foi a Pequim dar-nos uma bela lição: mostrou-nos como sem Inteligência, Estratégia e Management nunca iremos a lado algum.

verclaro.jm@gmail.com

José Mateus, consultor de inteligência competitiva

José Mateus Cavaco Silva at August 23, 2008 15:03 | link | comments
Tags: ver claro

Krugmam usa indicador criado

por investigador português

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O mediático economista americano usou numa das suas colunas no The New York Times um indicador desenvolvido por Nuno Limão, português radicado na Universidade de Maryland.

 

Jorge Nascimento Rodrigues

in Expresso, 15:13 | Terça-feira, 12 de Ago de 2008        

Paul Krugmam usa indicador criado por investigador português O investigador português Nuno Limão

Um indicador de elasticidade do comércio internacional em relação aos custos de transporte, avaliado por Nuno Limão, investigador português radicado nos Estados Unidos, foi usado por Paul Krugmam para concluir que o comércio internacional poderá diminuir 17% em relação aos níveis de 2000, se os preços do barril de crude continuarem no patamar actual.

 

Nuno Limão, de 34 anos, em entrevista ao EXPRESSO, que será publicada na sexta-feira, na edição em papel, refere que as principais consequências do actual choque petrolífero poderão sentir-se numa inversão da tendência para as deslocalizações distantes e num crescimento do regionalismo económico e do bilateralismo nas trocas comerciais. A China poderá vir a ser, paradoxalmente, a principal vítima. A globalização decididamente escreve a história por linhas tortas.

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Ver o texto na integra Aqui

 

Nota CLARO: O Jorge Nascimento Rodrigues é uma das poucas presenças regulares na imprensa portuguesa que junta duas interessantíssimas características: tem uma perspectiva  e uma concepção de Portugal intelectualmente rigorosas (como bem demonstra nos seus livros) e uma atenção permanente e uma curiosidade intelectual insaciável ao que é estratégico e ao que é inovação (como bem demonstra nos seus apontamentos na imprensa). E sabe combinar as duas coisas. Isto faz do seu olhar um dos mais interessantes e estimulantes de toda a Imprensa portuguesa. (Jorge, não digo isto por ser teu amigo, mas porque, considero eu, é mesmo verdade.)

Friday, 22 August 2008

Diferenças.. Geórgia on our mind
 
"...existe hoje espaço para a Rússia entender que o seu quintal é - e sempre será a sua coutada, e os EUA e o Ocidente no seu conjunto entenderem que o Caucaso já não integra uma plataforma geopolítica na órbita de influência de Moscovo. E é aqui que estas duas leituras do mundo se chocam entre si. Os EUA entende que todas aquelas repúblicas são independentes e livres e nenhuma limitação à sua soberania poderá ser feita pela Rússia; esta, por seu turno, quer, a cada momento, proclamar que o seu ADN-político só assume verdadeira grandeza geopolítica se aquele dispositivo de zonas de influência, típico da Guerra Fria, se fizer sentir.

Portanto, os velhos problemas políticos regressam à mesa das negociações, revelando que apenas mudam as suas roupagens, na essência o núcleo dos problemas é imutável: os EUA - enquanto Estado - teram de lidar com um regime ditatorial. E é aqui que reside a grande diferença. Enquanto que os Estados do Ocidente actuam em ordem a preservar a segurança e a paz internacionais (com os seus interesses, naturalmente), mas calculando o interesse em vista do bem comum; o regime russo, ao invés, actua com uma lógica fragmentada, dado que não lhe interessa o bem comum nem a segurança internacional (regional), apenas lhe interessa os benefícios que a sua actuação política-militar lhe permite alcançar enquanto regime. Regime, partido, aparelho - é tudo indistinto quando tocam os sinos da guerra.

São, pois, como diria Kissinger, potências revolucionárias - que procuram alterar o statu quo sempre em seu benefício, reforçando o poder dos decisores russos e do regime que servem, que os consolida ainda mais no aparelho de poder. É um ciclo vicioso a que o povo e o chamado interesse comum das populações, da economia e da sociedade - é completamente alheio. "
 
Rui Paula de Matos, no 'Macro'

MAIS ALGUMAS LEITURAS BEM

INTERESSANTES NESTE AGOSTO

 

Le montageAo longo do ano, guardam-se algumas leituras para os momentos mais tranquilos de Verão. Além de outras obras e autores, há dias já referidos,  tive agora o tempo para dedicar a coisas que, nos últimos meses, lera a correr. A muito opaca questão dos Fundos Soberanos; a crise financeira, suas causas, seus efeitos e as reformas necessárias; a China como  pesadelo e os desastres que o seu selvagem capitalismo de estado inflige à própria China e ao mundo; a necessidade de fazer tábua rasa de velhos dogmas e preconceitos para que a esquerda possa de novo ter ideias; o papel decisivo das mulheres e das empresárias para resolver o crescimento económico; o funeral anunciado da publicidade incapaz de assegurar um eficaz perceptions management...  Aqui ficam as referências. Ah, e também umas visitas ao velho mas sempre muito actual Vladimir Volkoff...

CercledesEconomistes.jpg picture by claromotime

Chinecauchemar.jpg picture by claromotime

Gaucheaujourdhui.jpg picture by claromotime

Womenomics.jpg picture by claromotime

Womenomicscontracapa.jpg picture by claromotime

 

LaPubEstMorte.jpg picture by claromotime

 

José Mateus Cavaco Silva at August 22, 2008 19:04 | link | comments
Tags: livros

JEAN-FRANÇOIS JONVELLE

Jonvelleexpo.jpg picture by claromotime

uma exposição, já em Setembro, para recordar o mestre e justificar um saltinho a Paris

José Mateus Cavaco Silva at August 22, 2008 18:25 | link | comments (1)
Tags: fotos e vídeos

ESTA CRISE ECONÓMICA GLOBAL 

É DO MAIS DIFÍCIL JAMAIS VISTO

A conjuntura europeia dá novos e graves sinais negativos, Londres reconhece oficialmente que entrou em estagnação económica e anuncia uma recessão e o 'patrão' da FED confessa que a crise financeira passou à economia real criando um dos "momentos mais difíceis alguma vez vistos"...  As más notícias já não se podem esconder e, portanto, já são oficiais. O velho modelo económico global, pós II GM, já não responde às realidades actuais. A crise é estrutural e coincide com uma outra crise estrutural de natureza geo-política. E, claro, cada uma age sobre a outra... Sobre o evoluir da crise económica, veja-se, por exemplo, o que noticia hoje a AFP:

Contexte économique: "l'un des plus difficiles" jamais vus selon le président de la Fed
Le président de la Fed Ben Bernanke a estimé vendredi que la crise financière qui a débuté il y a un an ne s'était pas affaiblie et qu'elle commençait même à toucher le reste de l'économie américaine, créant "l'un des plus difficiles" contextes jamais vus.     la suite

L'économie britannique officiellement au bord de la récession
C'est désormais officiel: après une période exceptionnellement longue d'expansion ininterrompue, l'économie britannique est entrée en stagnation au deuxième trimestre, et semble plus que jamais promise à une récession qui menace également les pays de la zone euro.     la suite

Zone euro: recul des commandes industrielles, creusement des comptes courants
En juin, dans la zone euro, le déficit des comptes courants s'est creusé à 8,2 milliards d'euros et les commandes industrielles ont accusé leur quatrième recul mensuel depuis le début de l'année, de nouveaux signaux négatifs pour la conjoncture européenne.     la suite

Thursday, 21 August 2008

To Have and Have Not…

INTELIGÊNCIA E ESTRATÉGIA

Há umas semanas, aqui no Claro, ao falar de "dois homens de inteligência, possuidores de grande capacidade de antecipação e de sólida visão estratégica – infelizmente, ambos já falecidos", colocava-se "a questão da inexistência em Portugal de lugares de síntese entre instâncias da estratégia e da política e a inexistência no interior deste Estado pós-25 de Abril de práticas e tradição de grupos de decisão informal de estrategas e de políticos. O conhecimento dos casos de França e dos Estados Unidos (mestres absolutos destas artes) e de Espanha (onde então o almirante Salgado Alba criava e dirigia equipas que juntavam jovens oficiais superiores e quadros dirigentes do PSOE) tornava esta questão... (ver o resto Aqui).

Na sequência disto (até parece que a falta de "mundo" dos portugueses é ilimitada...), houve quem me perguntasse que diabo queria eu dizer com isto... Nem de propósito, o Le Point publica um pequeno texto, que esclarece concretamente a matéria, com um caso exemplar:

Dans le plus grand secret, un groupe occulte a épaulé la commission du Livre blanc

Par Jean Guisnel

Dans le plus grand secret, un groupe occulte a épaulé la commission du Livre blanc

Jean-Claude Cousseran, secrétaire général de l'académie diplomatique internationale, ancien directeur de la DGSE et Alain Dumontet, amiral (2e section), ancien chef de la Force d'action navale © LOUAI BESHARA / ERIC ESTRADE / AFP

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On n'a jamais parlé d'eux, et pourtant leur rôle s'est avéré essentiel dans la rédaction du Livre blanc de la défense et de la sécurité intérieure , que le président de la République a rendu public le 17 juin dernier. À côté des membres officiels désignés par l'Élysée, un groupe secret a travaillé en parallèle durant dix mois, en se réunissant un jeudi sur deux autour du président de la commission, le conseiller d'État Jean-Claude Mallet. C'est ce dernier qui avait choisi en personne ces personnalités, avec lesquelles il avait travaillé dans des fonctions antérieures, notamment du temps où il avait été patron de la DAS (Délégation aux affaires stratégiques) du ministère de la Défense, ou secrétaire général de la défense nationale.

Curieusement, ce groupe dont l'existence n'avait pas été révélée jusqu'à ce jour, est demeuré durant près d'un an totalement indépendant de la commission, et déconnecté de ses membres. "Nous avons réfléchi aux mêmes choses, en même temps, mais complètement à part. Entre nous, nous nous appelions black team (équipe noire) et n'avons jamais été identifiés. Même pas lorsque Jean-Claude Mellet nous a invités au pot de départ de la commission du Livre blanc."

 

Ce groupe de huit personnes était composé de (par ordre alphabétique):


- Jean-Marc Balencie, docteur en sciences politiques, cadre de la société d'analyse stratégique Risk & Co. Dernier ouvrage paru :
Les Guerres bâtardes .


- Pierre Conesa , ancien administrateur civil, directeur général de la Compagnie européenne d'intelligence stratégique ( CEIS ) ;


- Jean-Claude Cousseran, secrétaire général de l'académie diplomatique internationale, ancien directeur de la DGSE ;


- Philippe Duluc, ingénieur de l'armement en disponibilité, directeur de la sécurité du groupe Orange ;


- Alain Dumontet, amiral (2e section), ancien chef de la Force d'action navale ;


- Nicole Gnesotto, ancienne responsable de l' Institut de sécurité de l'Union européenne , titulaire de la chaire sur l'Europe au CNAM ;


-
Marie Mendras , politologue, spécialiste de la Russie au Ceri ;


-
Patrice Sartre , général (2e section), conseiller militaire du groupe Safran;

 
- Thérèse Delpech, conseillère stratégique du Commissariat à l'énergie atomique et - persiflent ceux que son activisme atlantiste agace - membre de droit de toutes les commissions existant en France, donc de la commission du Livre blanc sur la défense et la sécurité intérieure, a été associée aux travaux de la black team . L'une des personnalités de ce groupe précise, perfide : "Sa présence a été fort utile pour nous rappeler que les résistances se traitent avec l'arme nucléaire."

Aux yeux du président de la commission, confirme-t-on dans son entourage, il s'agissait de s'entourer d'experts incontestables, à même de le rassurer sur sa "hantise : louper une très grosse évolution stratégique, en étant pris en main par une pensée trop conformiste". Un des membres de ce groupe secret précise que Jean-Claude Mallet "ne voulait pas être plombé par les penseurs officiels". Résultat : ce cénacle a étudié des problématiques qui n'ont pas été abordées par la Commission officielle : le rôle des sociétés militaires privées, les risques posés par l'unilatéralisme américain sur les options stratégiques françaises, et même le tabou : la réorganisation des services du ministère de la Défense.

"Nous étions les seuls à pouvoir mettre les mains dans le cambouis, chercher à comprendre pourquoi les technocrates du contrôle général des armées font des carrières plus rapides que les opérationnels, ce qui est quand même un comble !" Sauf que les services centraux du ministère seront peu touchés par la réforme, et que nombre de membres de la commission du Livre blanc le regrettent. De ce point de vue, les chevaliers blancs de la black team font grise mine !

O FIM DA GLOBALIZAÇÃO

E O BRAVO NOVO MUNDO

A evolução das sociedades ocidentais para uma estrutura e um funcionamento baseado em redes (muito expostas e alvos fáceis de disrupção...) e a crença e tentativa  de criar um mundo global a esta 'imagem e semelhança' (a que chamámos 'globalização') parecia marchar sobre rodas bem oleadas... até ao '11 de Setembro'. A nova era  então iniciada (com evolução ainda em curso) criou as condições para interpelar e interrogar todas estas crenças e práticas... e iniciar uma mudança (talvez a mais radical desde há séculos) na estruturação das sociedades ocidentais e nas relações internacionais e seu modelo.

Esta problemática (muito descurada na Europa e até um pouco nos próprios USA) tem sido trabalhada há anos por dois autores muito próximos da "linha da frente":  Tom Barnett e John Robb.

Este último prepara, para breve, a publicação da sua visão já bastante  avançada destas mudanças em curso - 'The Resilient community'. Este estudo é o desenvolvimento da obra, publicada em 2007, 'Brave New War The Next Stage of Terrorism and the End of Globalization' e (enquanto não sai 'The Resilient community') é 'Brave New War'  que penso ser uma leitura muito interessante para este fim de Agosto... Eu sei que há quem prefira Margaridas Rebelo Pinto, mas ainda assim acredito que quem lê o Claro tenha outras preferências de leitura... Por isso, deixem-me apresentar a obra deste 'chato' (porque supõe leitores dispostos e capazes de pensar...) do John Robb, de Barnett e do "The Pentagon's New Map: War and Peace in the  Twenty-First Century" falaremos outro dia. Agora, John Robb:

BNW.jpg picture by claromotime

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A HISTÓRIA DE VOLTA

 

Robert Kagan escreve, no ‘The Weekly Standard’, sobre “O Regresso da História” (a tal sobre a qual há pouco mais de uma década um certo ingénuo dizia que ela tinha chegado ao fim...) e sobre as autocracias ambiciosas e as hesitantes democracias... Isto não augura nada de bom.

 

History's Back
Ambitious autocracies, hesitant democracies

by Robert Kagan, in The Weekly Standard

Wednesday, 20 August 2008

If Obama Loses ...

If Obma loses his White House bid it will be because the US was not ready for a Muslim-born, multicultural mystery man with multiple identities and creeds, and, it seems, multiple birth certificates, passports and citizenships. His troubling school registration certificate in his stepfather's native country, Indonesia--a hothouse of Al-Qaeda associated Islamist terrorism and Muslim separatism--confirms that Obama was born and reared a Muslim, raises questions about his legal name--is it Barack Obama or Barry Soetoro?--and his citizenship. The certificate identifies him as an Indonesian citizen, which means that The Candidate of Change may hold dual US and Indonesian citizenship. Obama is also believed by many analysts to be a citizen of Kenya, his biological father's native country, and to have traveled to Pakistan as a student on a Kenyan passport.

 

if Barack Hussein Obama loses the Presidential election this November it will not be because the country was not ready for an African-American President. On the contrary; the US is more than "ready." Racism and bigotry still exist; but today's America is a vastly different place--for the better in this regard--than the America of 10 or 20 years ago… “ Continua Aqui

.

Tal como aqui no Claro há uns meses se tinha avisado, Obama está a ser atacado pelo lado obscuro da sua biografia... É espantoso que ele e a sua equipa de campanha não tenham já tomado as medidas necessárias para travar esta erosão, potancialmente fatal, da imagem do candidato e colocar tudo em 'pratos limpos'.  À medida que esta campanha de erosão(omnipresente na net)  avança e a cada dia que passa instala-se mais a dúvida no eleitorado e na opinião pública americana e também internacional. Afinal o que esconde Obama? Quem é, afinal, este candidato? Já há mesmo quem diga que ele nem se chama Obama... O candidato e a sua equipa vão ter de reagir ou, a persistirem no silêncio,  arriscam-se a cometer um erro. Fatal...

Monday, 18 August 2008

 A insustentável não defesa
 
 Fernanda Palma, no "CM"

    "Por influência alemã, a doutrina da legítima defesa tem considerado que não há que respeitar qualquer proporcionalidade na reacção contra agressões ilícitas. Quer isto dizer que se poderá usar a força mais intensa para repelir uma ofensa a bens pouco importantes, se isso for indispensável para o êxito da defesa.

    Até há alguns anos, era esta a perspectiva dominante entre os penalistas portugueses. Porém, os tribunais orientaram-se (e bem) para critérios de proporcionalidade. Mantiveram-se fiéis a um arquétipo da consciência jurídica, que subsiste por influência de uma tradição diferente da prussiana – a católica.

    Em 1992, defendi que só há legítima defesa ilimitada perante agressões contra a vida, a integridade física, a liberdade e até contra o património, desde que sejam afectadas as condições de realização da pessoa. Nesses casos, é insuportável a não defesa, mesmo que a defesa conduza à morte do agressor.

    Uma estrita proporcionalidade, que rejeito, impediria sempre as vítimas de violação ou de sequestro de matar o agente do crime e poderia obrigá-las a suportar a agressão. Ora, não é possível fazer uma comparação abstracta dos valores em conflito, porque o agressor e a vítima não estão em pé de igualdade.

    Há agressões que, não atingindo a vida, põem em causa a dignidade da vítima e que esta não tem o dever de suportar. No recente assalto ao banco de Campolide, por exemplo, não nos podemos esquecer de que, para além da vida, a liberdade e a integridade dos reféns estiveram sempre em causa.

    Dizer-se, como li na internet, que a acção da polícia não constituiu nesse caso legítima defesa dos reféns, por ter sido premeditada, revela desconhecimento de uma doutrina construída ao longo de séculos. Tal entendimento entrega a liberdade e a integridade das vítimas ao arbítrio dos agressores.

    O Estado não pode admitir a persistência de agressões graves contra a liberdade ou a integridade. Nos sequestros, as negociações têm como justificação preservar a vida das vítimas e utilizar o meio de defesa menos danoso. O tempo da negociação não é ilimitado e depende desses parâmetros."

O JORNALISMO ECONÓMICO ANDA
MUITO PIOR QUE A...  ECONOMIA!
.
Um dos problemas do jornalismo económico português, explicava-me há dias um conhecido gestor de topo, é que "aquela rapaziada não pesca nada de economia, não sabe fazer contas e confunde o cash-flow com os capitais próprios, no fim sai tudo uma grande baralhação que ninguém entende". Tentei contrapor que ninguém com conhecimentos de economia e com talento aceita praticar o jornalismo económico aos preços que ele está a ser pago e até referi o caso recentíssimo de um grande editor de economia que ao fim de uma meia-dúzia de anos de exercício se fartou e decidiu, como ele disse, "que já é tempo de ir ganhar dinheiro"... Não consegui, como é óbvio, grande resultado. "Você até pode estar certo, eu não conheço esse mercado suficientemente para ajuízar, mas isso não altera nada, pode sugerir pistas de explicação, mas a realidade é uma miséria e uma vergonha". Ok... Isto foi há quatro ou cinco dias.
 
Agora, surge um inenarrável exemplar dessa "miséria e vergonha" da tal "rapaziada que não pesca nada de economia e não sabe fazer contas" no "Diário de Notícias" do senhor Oliveira. Um tal Manuel Esteves garante que "o governo vai falhar meta dos 150 mil empregos". Claro que confunde um bocado conceitos que ignora e que não sabe fazer contas. Mas faz um arrazoado e o arrazoado é dado à estampa com título afirmativo e definitivo... (O Afonso Camões - eu sei que é da administração... - não poderia dar umas aulinhas lá pela secção de economia...? Pois não seria pior...)
 
A coisa, claro, deu logo chinfrim na blogos. E com razão. Tanto mais que o Esteves não só mostra não saber de economia como também de jornalismo e vai daí pariu uma prosa de amálgama entre opinião e informação...

 

No "A Pente-Fino",  O Blog Cata-Disparates, num texto titulado "Trocas e baldrocas", Miguel Carvalho desanca o Esteves com vara de marmeleiro... Culpa dele que se pôs bem a jeito:

.

"GOVERNO VAI FALHAR META DOS 150 MIL EMPREGOS  diz  Manuel Esteves no DN de hoje. Assim mesmo em maiúsculas, pelo menos na versão online. Quando os últimos números dizem que a criação líquida de emprego foi de 133,7 mil desde o início do legislatura, e ainda falta mais de um ano para o seu fim, este título chama a atenção.

 1. Ao contrário do que seria de esperar de uma notícia, aquela afirmação não decorre dos números do INE, não é tirado de nenhum estudo ou projecção e não é sequer a opinião de algum especialista consultado. É pura e simplesmente a opinião pessoal do Manuel, que confunde opinar com informar. E repare-se no tempo verbal da afirmação. O título é apresentado como um dado adquirido, nem sequer é uma possibilidade.

 2. O Manuel diz "o Governo criou, em termos líquidos, 86 mil postos de trabalho". Talvez tenhamos entrado numa economia comunista de planeamento central e eu não tenha reparado, porque o Governo, propriamente dito, só tem destruído emprego em termos líquidos.

 3. Apesar de o governo ter entrado em funções no primeiro trimestre de 2006, o Manuel  - ao contrário de toda a gente - vai fazer a comparação com o segundo trimestre, daí os tais 86 mil. Ele sente a necessidade de se justificar dizendo (e bem) que se deve comparar os valores de trimestres homólogos. Só que a meta do Governo era o emprego criado desde o início da legislatura. Pode dizer-se que foi manha do Governo (e eu concordo) ao escolher como base de comparação um trimestre com números de emprego baixos, agora não se pode contrariar alhos com bugalhos. Não se pode contrariar um valor, por mais estapafúrdio que seja, com um valor ao lado. Se o objectivo do Benfica era alcançar os 70 pontos não posso dizer que ele não foi alcançado, no caso do Benfica ter 71, apenas porque não foi campeão.

 4. Voltando à argumentação do Manuel... é impossível encontrá-la. Dedica um parágrafo inteiro a dizer que o novo emprego foi maioritariamente absorvido pelo aumento da população activa. E então? Não contraria em nada a meta, nem lhe dá direito à conclusão do título.

 5. O Manuel levanta depois a questão da criação líquida vs bruta. Ora a criação bruta de emprego só tem importância para os estudiosos. Colocar o objectivo dos 150 mil empregos em termos brutos só ajudaria o Governo, porque já foi obviamente alcançado. Bastaria pensar que a criação líquida foi de 133,7, e que certamente já houve mais de 16,3 mil pessoas a perder o emprego em 3 anos e meio. Mais uma vez, nada tem a ver com a afirmação do título, nem percebo porque é que esta questão lateral é levantada. O Governo sempre foi claro, referia-se ao objectivo mais difícil, a criação líquida de emprego... as próprias declarações de ontem referiam-se a criação líquida. O Manuel cita algumas frases de ministros para mostrar que o Governo tinha a criação líquida em mente, mas só ele é que deve ter tido essa dúvida. Aliás, como disse, se tivesse sido em termos brutos, o objectivo já teria sido alcançado, e por ser em termos brutos, o "êxito" seria irrevogável e nem haveria discussão possível.

 6. À frente começamos a perceber que o Manuel não faz a mínima ideia da distinção entre os dois termos, quando começa a falar de desemprego. Criação líquida de emprego é o número de empregos criados menos os destruídos. Se a população activa estivesse fixa, então haveria uma relação directa com os números de desemprego, mas como o próprio Manuel diz antes, houve um grande aumento da população activa. Logo seria perfeitamente possível que houvesse criação líquida de emprego e que o desemprego aumentasse. Aqui fica a confusão dos termos bem explícita no texto: "Quando o Governo assumiu funções, havia 412,6 mil desempregados (e 399,3 mil no segundo trimestre de 2005), pelo que a promessa de José Sócrates correspondia a reduzir o universo de pessoas sem emprego a 263 mil". Ele ainda tenta meter as palavras na boca de outrem "Foi a pensar nisso [a redução para 263 mil] que o Partido Socialista avançou na altura com aquela meta.", mas mais uma vez acho que só ele é que teve essa dúvida.

 7. Relacionado com os dois pontos acima temos ainda este excerto "a população activa aumentou em 131 mil, enquanto o emprego cresceu um pouco mais, 133,7 mil. O diferencial são 2,7 mil novos postos de trabalho - uma gota no oceano de 150 mil novos empregos prometidos pelo Governo". Pois de facto 2,7 mil feijões são poucos comparados com 150 mil grãos de areia. Mas feijão é feijão, e areia é areia. A fazer fé nas contas do Manuel, os 2,7 mil são os números da redução do desemprego e não dos novos postos de trabalho, como ele escreve.

 8. Depois de vários tiros ao lado, o Manuel conclui "tendo em conta as estimativas nacionais e internacionais relativas ao desemprego, não é crível que o Governo venha a concretizar esta promessa". Ora e assim se fabricou mais afirmação bombástica, que tem direito a aparecer na capa. No texto, a frase anterior é completada com a enigmática "Não porque não queira, mas porque não pode"...

 9. Por último, 133,7 arredonda-se para 134 e não para 133, como o Manuel faz... e percebe-se porque o faz.

Uma dúvida: o Manuel se estiver a ler isto, que me explique esta frase "ao contrário do que seria desejável, este novo emprego alimenta-se exclusivamente do alargamento da população activa", que é mais um exemplo da confusão entre uma crónica e uma notícia. Se a população activa aumenta, o que seria então desejável? É que pondo as coisas nestes termos a coisa acontece assim por definição. Se há mais X empregos e mais ou menos X novos trabalhadores, isto acontece por definição.


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publicado por Miguel Carvalho às 16:21  link do post | comentar | adicionar aos favoritos "
 
Também no "Câmara Corporativa", o assunto é tratado com a 'finesse' que o disparate impõe:

" 150.000 empregos

Já procurei explicar a Zita Seabra como se aplicam as operações básicas da aritmética para perceber a questão do emprego e do desemprego. Esforcei-me para que o João Miranda pudesse acompanhar, sem sobressaltos, a explicação. Disponibilizei até um link para os que pretendessem aprofundar a sua formação básica.

Hoje, o DN garante, em letras garrafais, que o
GOVERNO VAI FALHAR META DOS 150 MIL EMPREGOS. Não me apetece agora voltar ao tema. Mas, caro leitor, saiba que fica bem (ou melhor) servido se ler o comentário de Miguel Carvalho sobre as Trocas e baldrocas do Manuel.

O DN deve ter um editor de economia e, se ele ler blogues, talvez possa imprimir o post de Miguel Carvalho para ajudar o tal Manuel a não disparatar tanto num só artigo. Eu faria isso.

Ver Claro

 

A Coluna do “Correio da Manhã”

16 Agosto 2008

 

Putin ou a mão que controla a torneira… O controlo energético da Europa é o objectivo que Moscovo visa na Geórgia, através do domínio dos oleodutos, os únicos que abastecem a Europa, vindos de leste, que escapam ao seu controlo.

No novo conceito francês de Defesa, ‘Securité Globale’, a ‘informação’ é rainha…

‘Fundos Soberanos’ e seu impacto na economia ocidental estão a ser estudados pela Rand americana… Até agora tinha sido sobretudo a École de Guerre Économique, de Paris, a estudar o ‘ataque’ a empresas ocidentais destes opacos instrumentos financeiros da política de Estados não--democráticos.

‘Presidenciais’ e evolução militar fazem de 2009 o ‘ano de decisão’, no Afeganistão, mas é o Paquistão que está cada vez mais próximo do abismo…

Missão da CIA, recentemente enviada ao Paquistão, confrontou os líderes dos "serviços" com ligações aos taliban e ao terrorismo.

O ‘Angolagate’ tem a sua primeira sessão de tribunal já a 6 de Outubro, em Paris, mas não vai ter pernas para andar… Sarkozy cumpre a promessa feita a Zédu.

Megamissão empresarial alemã estará em Luanda, em Outubro.

Jacques Attali concorda com a tipificação que aqui fizemos desta crise global e também a classifica como… tsunami. 

José Mateus, Consultor de inteligência competitiva

verclaro.jm@gmail.com

José Mateus Cavaco Silva at August 18, 2008 17:35 | link | comments
Tags: ver claro
Sunday, 17 August 2008

50 monumentos vistos pelo Google Earth

Em tempos de crise não se visitam monumentos longínquos... Mas nada que a nova tecnologia não resolva! Se está como aqueles 42% dos franceses que este ano não saíram de casa para férias e se já está info-incluído ou seja se já integra o novo mundo da grande mudança tecnológica, então, visite calmamente estes 50 monumentos via Google Earth e diga-me se as 'ntic' são ou não uma maravilha que vira do avesso a nossa relação com o mundo... E, portanto, o próprio mundo tal como o concebíamos até agora.

Les hauts lieux de Google Earth - La tour de Pise 

Italie, Pise, La tour de Pise © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]

Stonehenge Angleterre, Stonehenge © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]Les Pyramides de Gizeh

Egypte, Les Pyramides de Gizeh © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]
La tour Agbar de Barcelone
Espagne, Barcelone, Tour Agbar © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]

José Mateus Cavaco Silva at August 17, 2008 16:22 | link | comments
Tags: fotos e vídeos
Wednesday, 06 August 2008

Aqui, há muito que é... Claro!

De qualquer modo...

OBRIGADO, DR. HOUSE!

ObrigadoDrHouse.jpg picture by claromotime

José Mateus Cavaco Silva at August 06, 2008 14:49 | link | comments
Tags: humor, fotos e vídeos
Saturday, 02 August 2008

NA COLUNA DO 'CORREIO DA MANHÃ'

Ver Claro
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"Ou-ba-mast", "Ele está connosco", gritava-se durante a reunião de Obama com iranianos, há dias na Califórnia. O facto não ajuda Obama a ultrapassar o seu calcanhar de Aquiles: transformar a "popularidade" em "intenções de voto"...

José Mateus Cavaco Silva at August 02, 2008 14:14 | link | comments
Tags: obama, ver claro







Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…

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