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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Monday, 30 June 2008

VER CLARO

a coluna dos sábados no "Correio da Manhã"

·         Empurrada pela alta do petróleo e do sector alimentar, a inflação geral bate todos os recordes dos últimos vinte anos. A inflação subjacente não está, porém, a acelerar. Mas o BCE procede como se estivesse...

continua Aqui

José Mateus Cavaco Silva at June 30, 2008 19:53 | link | comments
Tags: ver claro

POIS, MUDAMOS MESMO DE ERA!

Vejam bem as palavras usadas: "speed",  "a lot of people", "low cost" e "don't need a memo from HQ"... Pois, isto já não é, mesmo nada, o 'simpático mundo' do século XX com "a lot of people" ou mesmo todo o "people" reduzido a uma posição passiva da qual só saía para meter... o voto na urna. Neste século XXI, já não é bem assim. "A lot of people" aproveita a Web 2.0 e intervém na campanha e até a "perturba"... A campanha de Obama descobre-o neste momento, e em Portugal talvez se descubra a coisa já em 2009. Veja-se o  NYTimes.com  de hoje e atente-se bem nas palavras:

"It’s negative politics at the speed of Internet. There’s just a lot of people who at a very low cost can do this stuff and don’t need a memo from H.Q."

DAN CAROL, an Obama strategist, on attack videos.

MAS PARA ONDE FOI O PS...?

Calma... a coisa não é com o PS de Sócrates, é com  o PS Francês que está - ao que parece - missing in action. Sobre todos os temas importantes, o PS desapareceu (dizem que para preparar um congresso...) e deixa a cena toda ao Presidente lá do sítio, Sarkozy, e a Besancenot, o Louçã local, como nota o Libé:

Mais où est passé le PS?
.
35 heures, télé publique, Europe?: les socialistes, accaparés par leur congrès, laissent le champ libre à Sarkozy et à Besancenot.
Ler Aqui

Saturday, 28 June 2008

MEDIA: PARABÉNS AO “CM” E AO “OJE”

que souberam mostrar que os jornais têm futuro... desde que sejam bons produtos e bem feitos

O “Correio da Manhã”, líder da imprensa quotidiana, subiu ainda mais as vendas em banca, entre Janeiro e Abril deste ano, destacando-se na liderança e vende agora, cada dia,  mais uns milhares de jornais do que as vendas somadas dos três outros generalistas de Lisboa, que em conjunto vendem 111.703 contra os 115.154 do Correio da Manhã.

“Segundo os dados divulgados ontem pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o “Correio da Manhã” vendeu mais 6069 exemplares entre Janeiro e Abril de 2008, quando comparado com o período homólogo do ano anterior, em que vendeu 109 085. Nos primeiros quatro meses do corrente ano foram comprados uma média de 115154 exemplares do Correio da Manhã por dia.

No que respeita às vendas em banca, referentes aos primeiros quatro meses do ano, o ‘Jornal de Notícias’ vendeu 97 705 (85 637 em 2007), o ‘Diário de Notícias’ 40 389 ( 29 578 em 2007), o ‘24 Horas’ 35 709 ( 33 626 em 2007). O ‘Público’ foi o único generalista que registou uma quebra nas vendas em banca, com 35 605 exemplares vendidos em 2008 face aos 36 016 de 2007. “

Parabéns, portanto, ao Director do “Correio da Manhã” e à sua equipa. Parabéns, Octávio Ribeiro!

Quanto aos diários económicos, o OJE - O Jornal de Economia, título diário com assinatura anual simbólica, sobe 13,73% relativamente ao período homólogo para uma média de 23.486 exemplares. Deste valor, 22.016 exemplares do título da Megafin surgem no item vendas em bloco. Muito à frente do “Diário Económico” (13.144) e do “Jornal de Negócios”( 8.458 exemplares). Parabéns, portanto, também para o João Bugalho que afirma de forma bem clara a liderança do OJE nos diários de economia.

José Mateus Cavaco Silva at June 28, 2008 19:14 | link | comments
Tags: media

SOBRE A RECESSÃO E O

DESEMPREGO NOS USA

Global Insight Perspectives E-Newsletter

Metro Economies – The Engines of America's Growth

 

Prepared by Global Insight for: The United States Conference of Mayors and the Council for the New American - June 2008 City

There is no question that the metropolitan areas of the United States are the driving forces of the U.S. economy, responsible for more than 85% of jobs, 90% of wage income and production, and 92% of the country's real GDP growth in 2007.  

It is also clear, however, that with the economy on the cusp of recession, many metros have fallen on hard times, a result of the housing/credit crisis, higher oil/food prices, and manufacturing cuts.

Global Insight forecasts that job growth in 2008 will be tepid at best and unemployment will surge, while real GMP gains slow and nearly 10% of metro areas actually have output declines. Of significant concern is a group of metro areas, nearly one in five, that are likely to experience no job growth for the entire decade.

To access the full report, click here.

Friday, 27 June 2008

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

 

Relatório da Inteligência Americana

sobre as Ameaças para a Segurança

 

Um relatório das agências americanas de inteligência  avalia as consequências (as ameaças decorrentes) das mudanças climáticas para a segurança dos Estados-Unidos. O relatório foi apresentado a uma comissão especializada da Câmara dos representantes, no dia 25 de Junho, e está disponível aqui . A Euractiv deu hoje conta do assunto:

 

Changement climatique - Un rapport des Etats-Unis évalue les menaces du changement climatique sur la sécurité

27 juin 2008

Alors que les Etats-Unis seront moins touchés par le changement climatique en tant que tels, la hausse du niveau de la mer et la pénurie des ressources devraient entraîner toute une série de complications dans d'autres pays qui pourraient affecter sérieusement la sécurité nationale américaine, comme le déclare un nouveau rapport du service des renseignements américains.

Selon l’évaluation des implications du changement climatique mondial sur la sécurité nationale d’ici 2030, publiée le 25 juin par les services de renseignements américains, le changement climatique mondial aura de vastes répercussions sur les intérêts de la sécurité nationale des Etats-Unis au cours des 20 prochaines années.

A l’instar des Etats-Unis, le rapport indique que l’Europe sera gravement affectée par les conséquences du changement climatique. Mais le climat changeant, les mauvaises récoltes, les inondations et les sécheresses augmenteront les problèmes actuels comme la pauvreté, les tensions sociales, la dégradation de l’environnement, le leadership inefficace et la faiblesse des institutions politiques dans les pays tiers.

Cela, à son tour, pourrait également avoir un effet domino, entraînant des implications à grande échelle pour l’économie américaine et mondiale, affirme le rapport, élaboré conjointement par l’armée et les agences de sécurité américaines.

L’Afrique subsaharienne, le Moyen-Orient et certaines parties de l’Asie, pourraient être les plus touchés, laissant entrevoir la perspective d’une augmentation des flux migratoires vers le nord, étant donné que les réfugiés fuient les climats plus rigoureux. Cette approche est citée comme une préoccupation particulière dans la mesure où les pays d’accueil n’auront ni les ressources, ni l’intérêt de recevoir ces immigrants du climat.

Le rapport est le troisième du genre à être publié aux Etats-Unis en un an. La CNA Corporation, un think tank représentant les intérêts de l’armée, a publié un rapport en avril 2007 dans lequel il averti que le changement climatique sera le vecteur d’instabilité politique, d’Etat déchus, de guerres provoquées par la pénurie des ressources et de millions de réfugiés du climat (EurActiv 17/04/07). De plus, en novembre 2007, le Center for Strategic and International Studies (CSIS – Centre pour les études stratégiques et internationales) avait affirmé que le changement climatique pourrait annoncer la fin de mondialisation (EurActiv 08/11/07).

Parallèlement, le responsable de la politique étrangère de l’UE, Javier Solana, a publié différents avertissements en Europe. Le continent doit se préparer à faire face à la concurrence croissante concernant la diminution des ressources, les vagues de réfugiés fuyant le changement climatique et les guerres sur l’énergie, selon un rapport présenté aux dirigeants européens lors du Conseil européen de printemps de mars 2008 (EurActiv 11/03/08).

Liens

Gouvernement:

·                                 US Congress (House Permanent Select Committee on Intelligence, House Select Committee on Energy Independence and Global Warming): National Intelligence Assessment on the National Security Implications of Global Climate Change to 2030 (25 June)

A lire aussi:

News:   Solana met en garde contre les conflits potentiels liés au changement climatique [FR]

News:   Le changement climatique pourrait mettre fin à la mondialisation [FR]

Thursday, 26 June 2008

AS  GRANDES  OBRAS  PÚBLICAS

 

uma carta aberta do Prof. António Brotas

 

À especial atenção do Ministro Mário Lino e da

Dra. Manuela Ferreira Leite Presidente do PSD 

 

As grandes obras públicas dos próximos anos serão provavelmente decididas pelo PS, ou pelo PS em conjunto com o PSD.  Os outros partidos PCP, Bloco, CDS e “Verdes” poderão ter um papel muito importante se, com antecedência, forem capazes de apresentar propostas que  a comunidade considere serem as melhores e, consequentemente, os dois referidos partidos aceitem. E, ainda, se com algumas críticas contundentes e precisas contribuirem para por rapidamente de lado algumas propostas descabidas que vemos anunciadas. As dificuldades financeiras em que o país se encontra vão obrigar-nos a ponderar muito seriamente as decisões a tomar. Com este texto, em que vou referir 7 problemas que temos na frente,  pretendo mostrar que, com um debate amplo e aberto, podemos ainda chegar a soluções consensuais que sejam as melhores para o  país.

.

1-O novo aeroporto.  O NAL – Novo Aeroporto de Lisboa,  deve ser encarado como uma futura fonte de riqueza.  Poucos paises terão o privilégio de estar  na intercepção de grandes rotas aéreas internacionais e ter, simultaneamente, uma área plana disponivel e tão propícia como a de Alcochete para fazer um grande aeroporto ( e, adicionalmente, propriedade do Estado) .  Temos, desde o início,  de ter uma visão do futuro impacto e um plano de conjunto do NAL, incluindo dos  seus acessos, mas a sua construção deve ser  faseada.  Devemos começar por fazer uma torre de controle muito bem dimensionada e uma só pista com a largura de 60 m para poder receber todos os futuros aviões. Podemos, assim, assegurar, desde logo, trabalho para as empresas de construção civil. O  finaciamento dos  futuros desenvolvimentos do aeroporto devem, depois,  ser progressivamentre negociados com as companhias aéreas e outras empresas interessadas na sua exploração. (Se tivermos uma gestão capaz, quatro ou cinco anos depois de iniciadas as obras podemos ter nele aviões a aterrar, tal como no aeroporto que está a ser construido em Espanha, em Cidade Real, cujas obras devemos acompanhar.)

 

2-A linha de Caia (Badajoz) ao Poceirão.  Esta linha, cuja construção foi agora decidida, é fundamentalíssima para a nossa economia porque vai  ligar a  plataforma logística do Poceirão  à rede  europeia de bitola “standard”, permitindo assim  o transporte internacional por ferrovia das  nossas mercadorias. Mas ela tem  outras  duas funções. Com um acrescento de cerca de 12 km, do Poceirão ao Pinhal Novo, onde há uma estação da FERTAGUS,   vai permitir aos portugueses habituarem-se  de novo a deslocar-se de comboio de Lisboa para o Alentejo.  Uma  terceira função, no imediato, de todas, talvez,  a menos importante, é a de servir para os comboios TGV para Madrid,  que com o acrescento  atrás referido, poderão chegar a curto prazo ao Pinhal Novo, que é uma estação na Área Metropolitana de Lisboa.
      Há outros projectos de caminhos de ferro no Alentejo que parecem francamente errados e que têm de ser repensados, mas temos tempo para isso. 

 

3-A travessia ferroviária do Tejo. Não temos que tomar uma decisão urgente sobre este assunto. A nova travessia só começará  a ser verdadeiramente necessária quando o novo aeroporto estiver em pleno funcionamento. Temos tempo para estudar seriamente o problema. 
      As duas soluções  de que mais  se tem falado, as travessias nas  direcções do Barreiro e do Montijo, são obras com impactos ambientais ainda não  avaliados e com problemas ainda não resolvidos,  que exigem, em ambos os casos,  investimentos muito grandes  concentrados na região de Lisboa. 
     Há  outras possiveis soluções mais baratas e faceis de construir,  que nos permitem  ter uma  rede ferroviária melhor e mais operacional e que o Ministério não considerou até agora.  Uma delas delas é a da travessia entre Alverca e Alhandra na direcção do Porto Alto, por ponte ou tunel. Desde o Ministro António Mexia que tenho insistido com o Ministério para mandar estudar esta solução. Uma outra,  apresentada, pelo Engenheiro Cabral da Silva,  é a da travessia por  tunel um pouco a Sul de Alverca.  Nestas duas soluções, os futuros comboios de bitola europeia para Badajoz, para o Porto, e os “shuttles” para o aeroporto, poderão utilizar , à saida de Lisboa,  duas das actuais quatro vias de bitola ibérica depois de mudadas para a bitola “standard”. Estas soluções são, assim francamente baratas. O problema é o de se saber  são compativeis com a proteção da Reserva Natural do Tejo. Penso que sim, mas é um assunto em que o Ministério do Ambiente tem uma palavra a dizer. 
      Penso que deve também ser pedido aos  movimentos ambientalistas para estudarem o problema e dizerem quais, de todos as soluções consideradas, as que   lhes parecem do ponto de vista ambiental preferiveis. 

 

4-A linha de bitola europeia (vulgo TGV) para o Porto. A construção desta linha pode (e deve) ser remetida para bastante mais tarde.  Quando estiver pronta permitirá o trânsito de comboios TGV entre as duas cidades, mas deverá também servir para o trânsito de mercadorias e para o trânsito local. Para isso deve ter desvios onde sejam possiveis paragens intermédias. É um assunto que deve interessar aos autarcas. Esta linha virá a ser a mais importante linha ferroviária portuguesa.  O que temos, agora, é de pensar muito bem o seu trajecto.
   Em qualquer caso, a travessia ferroviária do Tejo não pode ser decidida sem simultaneamente ser decidido o  trajecto desta linha à saida de Lisboa. 
   A solução da ponte para o Barreiro parece estar associada  à ideia da futura linha para o Porto seguir para o Norte pelo vale do Trancão.  Quem se interessar por este assunto deve olhar a carta topográfica  34.B , 1/50.000 , editada pelo Instituto Geográfico Cadastral, onde verá, imediatamente, que este trajecto é, senão quase impossivel, pelo menos altamente inconveniente.  Outras travessias, em particular as próximas de Alverca, são conciliáveis com a passagem da futura linha para o Porto serguir pela margem Esquerda do Tejo até perto da Chamusca.  Este parece ser o trajecto mais económico e mais conveniente em termos de planeamento geral dos nossos Caminhos de Ferro.   
       Felizmente, não estamos  pressionados, e dispomos de tempo (de dois, três, ou mesmo mais anos)  para estudar convenientemente estes assuntos fundamentais para o país e para a região de Lisboa (o da travessia do Tejo, o da linha de bitola europeia para o Norte, e o dos acessos ao novo aeroporto.)

 

5-O fecho da golada. Há quem se recorde de na maré baixa ir a pé pelo areal até ao farol do Bugio.Mas, depois, tivemos pouco cuidado. Retirou-se areia e deixou-se que passassem correntes entre o farol e a terra. Estas correntes estão a fazer recuar a linha da costa na Costa da Caparica. Os esforços para travar este recuo, com espigões e transporte de pedras e de areia, são simples paleativos. Para proteger a Caparica é necessário fechar a golada, isto é, estabelecer uma  contínuidade entre a terra e o farol. Consolidada por um paredão, esta linha pode proteger em definitivo a Caparica e ganhar terrenos ao mar. Numa altura em que estão são pensadas grandes obras de construção civil, esta obra não pode ser esquecida.

 

6 – Outra obras em Lisboa e no estuário do Tejo. A Câmara Municipal de Lisboa têm-se referido a algumas obras importantes mas, dum modo geral, não particularmente  urgentes, e algumas, talvez, nem sequer benéficas.  Assim, por exemplo, a linha de Cascais enterrada em Belém permite a quem visite os Jerónimos ter uma melhor vista sobre o Tejo, mas obriga  todos os utentes da linha de Cascais (em muito maior número) a viajarem  por um tunel e a perderem  as maravilhosas vistas para os Jerónimos,  e para o Tejo. É conveniente que os municipes e os autarcas de Lisboa discutam estes e outros problemas, mas sem perder de vista os problemas globais do estuário. Há  um problema que  pela que pela sua complexidade  será sempre   da  responsabilidade do poder central: o de uma nova  ligação rodoviária entre as duas margens do Tejo.  A ponte 25 de Abril aproxima-se da saturação. Daqui a alguns anos,  quando for necessário reparar o seu pavimento, teremos um problema muito dificil se não tivermos uma alternativa.  Esta alternativa poderá, eventualmente, ser a de um tunel rodoviário da Trafaria a Algés. No IST já houve um primeiro seminário técnico com peritos internacionais para estudar esta solução que terá, naturalmente, que ser comparada  com outras. No caso da solução adoptada vir a ser a do tunel Trafaria Algés, ela obriga, conjugada com o fecho da golada,  a um estudo urbanistíco do lado Oeste do Concelho de Almada.

 

7- A linha de bitola europeia de Aveiro a Vilar Formoso. Temo-nos atrasado no estudo da linha acordada com os espanhois na Cimeira Ibérica de 2003. O problema dos camionistas recentemente impedidos de entrar em Espanha em Vilar Formoso veio chamar a atenção para a importância internacional desta linha, que não será  destinada  a comboios TGV  mas é fundamental para o trânsito para o centro da Europa das nossas mercadorias. Se não fizarmos esta linha, as nossas mercadorias do Norte seguirão para o centro da Europa, por Vigo.  Perdemos também o benefício do trânsito pelo porto de Aveiro das mercadorias do centro de Espanha. 

 

Há actualmente  um polo capaz de pensar os problemas ferroviários do Norte centrado na Escola de Engenharia do Porto, que retoma uma antiga tradição,  e que estudará estes problemas.  Com um olhar de longe, permito-me dizer que, na sequência da linha de Vilar Formoso a Aveiro,  convirá   construir um troço de bitola europeia de Aveiro a Gaia,  mais tarde integrável na futura linha para Lisboa, mas, desde logo, utilíssimo para o transito suburbano,  e que permita reintroduzir o hábito de viajar de comboio do Porto para a Beira Alta.  E quando olho o mapa da Península Ibérica, penso que deviamos propor uma espécie de “Estrada de Santiago ferroviária”, que ligasse a Corunha, Santiago de Compostela, Vigo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Salamanca,  Valladolid, Burgos, San Sebastián.  Seria uma linha util  para as  curtas, médias e longas distâncias. Uma condição fundamental  para ser rentavel e se inserir na Geografia e neste caso também na História.

  

António Brotas     

Professor Jubilado do IST

OBAMA... OBAMAMOBILE!

As campanhas eleitorais nos Estados Unidos pouco têm a ver com as europeias e muito menos com as portuguesas. os candidatos são examinados à lupa pela opinião pública e todo o seu passado (e presente9 é esquadrinhado e avaliado. Torna-se, assim, muito difícil ao candidato ocultar ou não assumir certos actos, ligações ou relações... E se é apanhado a mentir ou a dissimular está feito! Já aconteceu a vários e vai continuar a acontecer. Que o diga Obama... Depois de ver as suas ligações perigosas à indústria do etanol (e aos largos subsídios estatais que recebe...) postas à vista de todos, Obama vê-se a apresentar o automóvel do futuro... o "Obamamobile"!

Obama Camp Closely Linked With Ethanol
 New York Times

E vê outras velhas relações pouco recomendáveis (nascidas e forjadas no seu escritório de advogado e que de "profissionais" passaram rapidamente a "políticas") estampadas nos jornais, sites e blogs...

Obama appears to have blatantly lied about Rezko

As a state senator, Barack Obama wrote letters to city and state officials supporting his political patron Tony Rezko's successful bid to get more than $14 million from taxpayers to build apartments...

...Obama's letters, written nearly nine years ago, for the first time show the Democratic presidential hopeful did a political favor for Rezko -- a longtime friend, campaign fund-raiser and client of the law firm where Obama worked -- who was indicted last fall on federal charges that accuse him of demanding kickbacks from companies seeking state business under Gov. Blagojevich...

Earlier, author John K. Wilson and other sources quoted Obama as denying any assistance to Rezko's corrupt operation.

Rezko’s eye for scouting political talent was amazing, but he did not capitalize on Obama’s influence. Obama said he had known Rezko for twenty years and "he had never asked me for anything. I’ve never done any favors for him." ...The reality is that all politicians have connections to people like Rezko. What matters is whether they acquiesce to the demands of such donors or serve the public good.

I guess assistance that netted Rezko nearly a million dollars of skim doesn't qualify as a "favor" in Chicago.

Hope! Change!*

*Hope and Change now available in convenient 8-oz., Chicago-style packaging.

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Janice Okubo, Director of Communications of the State of Hawaii Department of Health, told Israel Insider: "At this time there are no circumstances in which the State of Hawaii Department of Health would issue a birth certification or certification of live birth only electronically." And, she added, "In the State of Hawaii all certified copies of certificates of live birth have the embossed seal and registrar signature on the back of the document."

Be that as may, there's something I'm still wondering about.
It's the "June 6, 2007" date that bled through the back of the document.

Lucy, you got some 'splainin' to do!

p.s., If you've missed the back-story, read "
Polarik asks whether Obama's birth certificate was forged."

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Islão: A Verdade Inconveniente

 

no L’Express

 L'Express.fr

 

Les vérités qui dérangent

mis à jour le 12/06/2008 17:59:00 - publié le 12/06/2008 16:14:00

 
L'affaire du mariage annulé pour non-virginité a relancé le débat sur l'intégration de la religion musulmane dans la République. Du statut des femmes à la laïcité en passant par une foi qui régit tout, c'est l'occasion de confronter le Coran et ses traditions aux valeurs d'une démocratie moderne. Et d'aborder sans tabou les sujets qui fâchent.
 

Les femmes - Un statut d'infériorité

Le Coran leur donne des droits, mais l'homme reste le maître du foyer. Ce qui était précurseur au viie siècle est devenu archaïque. 

 

Les enfants - Allah d'abord

La foi passe avant tout lien familial. Les textes y veillent : aimer sa descendance ne doit pas détourner de Dieu. 

 

L'individu - « Sous le regard de Dieu »

Ancien chercheur au CNRS, Jean-Paul Charnay est l'auteur d'Esprit du droit musulman (Dalloz). Il explique comment, dans l'islam, chacun est soumis à la loi divine. 

 

La laïcité - L'Etat ou Mahomet ?

En Arabie, le Prophète créa une théocratie, même si le Coran reste presque muet sur la politique. Ce sujet divise le monde musulman. 

La violence - Au nom du djihad

La guerre sainte occupe une place de choix dans le Coran. Une lecture belliqueuse dont s'est emparé l'extrémisme islamiste. 

La modernité - Ce passé trop présent

Le poids de la tradition et du Coran freine les sociétés musulmanes. Comment trouver un autre chemin vers le progrès ? 

 

L'esclavage - Histoire d'un tabou

Aujourd'hui encore persiste dans certains pays musulmans une culture de l'asservissement.

Les plaisirs - Parfums d'Orient

Morose, l'islam ? L'anthropologue Malek Chebel - auteur du Kama-sutra arabe - rappelle que la terre d'Allah a donné naissance à une civilisation où religiosité rime aussi avec sensualité. 

Quand l'Algérie s'en prend aux chrétiens

Pressions, condamnations... Le durcissement récent crée un climat d'intolérance contre ceux qui pratiquent une autre religion que l'islam.  

José Mateus Cavaco Silva at June 26, 2008 11:27 | link | comments
Tags: islão
Wednesday, 25 June 2008

COMO RAJOY RECENTRA O PP ESPANHOL

e mete 2 mulheres atrás do presidente... 

Rajoy.jpg picture by claromotime Soroya A senhora na foto com Mariano Rajoy é Saenz de Santamaria, 37 anos, que sucede a Eduardo Zaplana como porta-voz e se tornou, no recente congresso, o numero três do partido, enquanto outra mulher, Dolores de Cospedal, uma mãe celibatária de 40 anos, acede ao posto de secretária-geral e é número dois do Partido Popular espanhol. Verdadeiras rupturas com o que tem sido a cultura societal arcaica dos "populares"... E que recentram o PP em termos de uma cultura mais urbana e mais individual, afastando-o de um certo tribalismo campónio. Porém, o "homem forte" do partido é... um homem, Javier Arenas, que vem dos tempos de Aznar e tem dirigido o partido na Andaluzia. 

José Mateus Cavaco Silva at June 25, 2008 19:47 | link | comments
Tags: espanha
Tuesday, 24 June 2008

POLUIÇÃO DE PEQUIM:
Rising pollution levels threaten Olympics
A Chinese worker cleans a window near the National Stadium also known as the Bird's Nest 
          Slide Show

CHINA: O SAQUE DOS MARES
 
"A China, com a sua imensa população e um crescente poder de compra, consome hoje já um 1/3 de todo o pescado mundial. A Greenpeace tem alertado em particular para a falta de escrúpulos das empresas de pesca chinesas, que estão a devastar impunemente as reservas de peixe de muitos pequenos países do Pacífico, valendo-se de "acordos comerciais" negociados em posição vantajosa e incapacidade destas nações do Pacífico se defenderem militarmente contra as intrusões da numerosa frota de pesca chinesa."
 
in "Quintus"

FERREIRA LEITE COMO WOODY ALLEN

 

“(...) Ferreira Leite demonstrou em Guimarães não perceber que o País tem de avançar em múltiplas frentes ao mesmo tempo, e não numa só vertente. Leite, ao defender o que defendeu em matéria de investimentos públicos - disse ao País que não se pode fazer muita coisa bem ao mesmo tempo e, portanto, agora é o momento de o País congelar todos os investimentos em infra-estruturas e investir em programas de apoio aos desempregados e no combate à pobreza. Mal comparado, isto mais parece uma tirada à Woody Allen... Em que a parceira que com ele contracena espera alguma coisa..., e ele põe-se a filosofar sobre as causas da ejaculação precoce.(...)”

 

RPM, in “Macro

Monday, 23 June 2008

Mais uma ‘Nova Economia Colectiva’

‘A excessiva concentração de activos empresariais e de talentos nas grandes metrópoles suscitam muitas questões quanto à verdadeira dimensão estruturante de muitas das apostas feitas em matéria de investimentos destinados a corrigir esta “dualidade” de desenvolvimento do país ao longo dos últimos anos.’

A convicção ideológica salazarenta, mas também de católicos e de comunistas é autora de um discurso contra uma “dualidade” (que, de facto, nunca existiu, há sim, apenas, diferenças, divisões de trabalho e complementaridade) que nos levou a queimar montanhas de dinheiro para impedir o aumento dessa imaginária “dualidade”  e impedir realmente o crescimento e a inovação…

‘Apesar da relativa reduzida dimensão do país, não restam dúvidas de que a aposta numa política integrada e sistemática de cidades médias, tendo por base o paradigma da inovação e do conhecimento, com conciliação operativa entre a fixação de estruturas empresariais criadoras de riqueza e talentos humanos indutores de criatividade, é o único caminho possível para controlar este fenómeno da metropolização da capital que parece não ter fim.’

E a coisa continua. Basta ver como neste texto do Expresso (sem link), que tenho vindo a citar, se elege a luta contra essa imaginária “dualidade” como objectivo central para a aplicação dos escassos recursos que ainda nos restam! E continua o fartote… Agora, queimaríamos os recursos a impedir o possível desenvolvimento (a “metropolização”) e a incentivar o impossível (as tais “cidades médias”, quando a única “cidade média” existente (vejam-se os números europeus) em Portugal é… Lisboa e que por ser já uma cidade média responde um pouco aos estímulos para o desenvolvimento que se pretende!).

E dizer que os mesmos adoram apontar alegremente o que parecem não conhecer: a Irlanda!

Quando a 'Inteligência' Dança e Valsa

Au bal de l'intelligence économique

(...) Le troisième Gala de l'Intelligence Economique, organisé par l'Association des Anciens Élèves de l'Ecole de Guerre Économique (AEGE), le premier réseau d'intelligence économique en France, sera l'occasion, comme lors de la précédente édition, de rencontrer l'ensemble des professionnels de l'Intelligence Economique.
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Cet événement, qui réunira les décideurs politiques, les dirigeants de grands groupes industriels, les directeurs de cabinets de conseils, les responsables de services d'intelligence économique et les anciens de l'EGE, aura lieu le 26 juin à 20h30, à la Rotonde – Ecole Militaire.
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L'AEGE, qui compte 600 anciens et fête ses onze ans d'existence, a convié l'ensemble des grands acteurs de l'intelligence économique dans cet endroit prestigieux pour fédérer et animer une communauté en plein développement.
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Toutes les informations sont sur le site du gala (inscription, plan...) : http://www.associationege.com/gala2008/index.html 

Euro 2008 ou a derrota por

grande falta de Inteligência

 

‘Eficácia da Alemanha coloca Portugal fora’, diseram os jornais. Mas disseram pouco, não foram até ao fim nem ao fundo da questão. Eficácia, sim, mas não só… Esta eficácia é fruto de inteligência, estratégia e grande disciplina táctica. Ou seja, os alemães olharam com olhos de ver (trabalho de inteligência), identificaram a falha do adversário e, feito isto, montaram a sua própria estratégia para explorar a falha identificada. Para isso, precisavam ainda de grande disciplina táctica, mas isso, para alemães, era o mais fácil…

Mais uma vez, os portugueses apesar da força e génio que apresentavam foram “corridos” por falta de inteligência e de estratégia. Nada de novo… o costume desde meia-dúzia de anos depois da morte do senhor D. João II e depois bem consolidado por inquisições, indexes, padrecos, Salazares, pides e outros Cunhais, todos empenhadíssimos em liquidar qualquer inteligência que detectassem e em liquidar as condições imprescindíveis dessa inteligência! E, como sabe toda a gente que se preocupa com a matéria, montar estratégias sem prévia inteligência é derrota certa... E estratégia coerente , baseada numa boa inteligência (como fizeram os alemães), assegura a vitória. Em tudo... E no futebol, pelos vistos, também!

Em suma, no futebol, como no resto, o défice de inteligência é a mãe de todos os défices deste sítio com saudades de ser país...

O MAU SENSO DA ERSE

ou como gerar alta tensão na energia

e deixar a arder o ministro da Economia

 

Propostas da ERSE estão a gerar alta tensão na energia e na ‘Economia’. A ideia peregrina (mas pelos vistos possível neste sítio...) de pôr os cidadãos cumpridores a pagar à EDP o que não lhe devem mas que ela não consegue cobrar a maus pagadores é de bradar aos céus. E deu mesmo brado... O ministro da tutela, Manuel Pinho, até disse publicamente que a proposta da ERSE “era de muito mau senso”! Se isto não é, em todo o seu esplendor, o "complexo neo-corporativo e salazarento", em versão de "mercadismo-leninismo", então que alguém me explique o que é...

Questão: Que anda o homem de Pina Moura, o Vítor Santos, a preparar-nos na ERSE para melhorar a EDP do seu “amigo” António Mexia … Pobre Manuel Pinho!

Recorde-se um texto de ficção do ARF publicado há quase dois anos:

Monday, 06 November 2006

"Ficção  

Imaginemos que Mexia, o tal que defende o Estado na EDP por razões estratégicas, e que mantém a Iberdrola de Pina Moura afastada do Conselho Superior da EDP por razões estratégicas, encontra por acaso o seu concorrente na Avenida Paulista. Imaginemos, também, que o presidente da EDP vai acompanhado do seu fornecedor Moura Santos e que o presidente da Iberdrola em Portugal do seu grande amigo Fernando Castro, ex-arquivista do PCP e ex-banqueiro dos ex-comunistas que se converteram ao socialismo. Imaginemos, finalmente, que perante tão singular encontro em terras brasileiros os quatro decidem fazer uma jantarada de amigos. Ficção, pura ficção.

ARF 8:13 PM "

 

Oh, António, e eu a julgar-te sem tempo para ficções e "apenas" um dos tipos mais bem informados deste sítio...

SANTANA LOPES...

‘Santana e Passos Coelho demarcam-se de Ferreira Leite’, diz o Semanário (sem link). Por mim, parece-me que Santana Lopes ainda se há-de candidatar à junta de freguesia da rua das Furnas… E perder!

José Mateus Cavaco Silva at June 23, 2008 20:23 | link | comments
Tags: humor, psd

Pacheco Pereira, aprendiz de alquimista

Pacheco Pereira, no seu texto na última Sábado (infelizmente sem link) cria o quadro que acha ser o necessário para o Governo atingir o ponto de não-retorno, o momento da afundação… E reza para que a sua ficção, como uma maionese ideológica, pegue e agarre, transformando-se em realidade. Ao mesmo tempo, mete Ferreira Leite no seu caldeirão, tentando transformar o chumbo em ouro...

Pacheco Pereira está um aprendiz de alquimista! Vamos ver se não rebenta o atanor.

INTELIGÊNCIA... PRECÁRIA!

Diz o BE que se prepara para marchar contra a precaridade... Como se disse, há muito, aqui no Claro, o precário veio… para ficar. Que o BE se prepare agora para “contra o precário, marchar, marchar” é de uma inteligência da coisa bastante... precária!

Teresa Horta e O Inimigo Público

“A matéria é satírica, mas (…) envolver dessa maneira um nome de repercussão internacional é, no mínimo, deselegante e desrespeitoso.”

Uma desgraça! Esta tomou-se a sério… Como dizia o outro, “les portugais quand ils veulent faire serieux, ils déconnent ”… Fatal.

Como é que é possível perder assim todo o sentido da realidade...? Como não perceber que é este tipo de reacção (a querer fazer “sério”) que cobre de ridículo...? Como não ter a noção que é este medo do ridículo e consequente fuga para o “sério” que mergulha num imenso oceano de ridículo...?

”Pobre caçoila sem asas” diria a minha avó Luzia. Coitada... Quanto ao IP, o melhor é rever a sua lista de prioridades, pois anda a gastar cera com ruim defunto!

O FADO DO CONTRA-CICLO

JÁ PÔS O GRILO EXAUSTO...

 

Grande coligação ou esquerda plural?, pergunta hoje André Freire, no Público. Para além de questões mais substantivas, a tratar noutro local, há uma questão que surge imediatamente. Andamos, neste raio deste sítio, sempre a inventar a pólvora, a inventar a roda e a fazer punhetas a grilos (como diz uma amiga minha "párem, o diabo do grilo está exausto!" E sempre em contra-ciclo...! Parece que temos a sina de tentar reanimar cadáveres, décadas depois de terem expirado. Agora, vamo-nos perder a ressuscitar o disparate que liquidou Jospim, afastou o PS Francês do poder por longos anos e abriu uma avenida para o Eliseu a Nicholas Sarkozy...?  Quem querem liquidar, agora... Quem é o "Sarkozy" que querem colocar no poder, aqui? Isto é parece uma condenação... Parece mesmo o fado do contra-ciclo!

A BURRICE POLÍTICA

DESTES COMUNISTAS

 

“O PS teria de fazer uma ruptura com as políticas que tem há 30 anos”, para fazer uma coligação com os comunistas em 2009, afirma o dirigente comunista Agostinho Lopes (que a semana passada acompanhou Jerónimo de Sousa a uma reunião institucional com José Sócrates).  Ou seja… o PS teria de renegar-se! De virar-se do avesso... E tornar-se um apêndice eleitoral do PC, assim uma espécie de MDP ou de “Verdes” em formato eleitoral XXL! Seria, 33 anos depois, a vitória dos derrotados do “25 de Novembro”.

Estes comunas nasceram burros e… burros hão-de morrer! O que nos vale (e lhes vale…) é que já não têm os meios “soviéticos” para nos fuzilar ou mandar para a Sibéria… Como resíduos, não-reciclados, da manobra estratégica soviética de envolvimento da Europa deixaram de constituir uma ameaça e são agora apenas um remake autista. Não era o Karl Marx que dizia que a história se repete sempre, da primeira como tragédia e a segunda vez como comédia...? A 'tragédia' passou-se no Verão Quente mas teve um final feliz com a vitória da Democracia sobre a ameaça ditadorial comunista, a "comédia" tem sido nos últimos anos (e continua...) com a repetição pelos comunistas de todos os seus velhos tiques e disparates, como se nada se tivesse passado...

AU REVOIR, MR. COSSERY...

 

Albert Cossery  fazia parte do Paris dos meus 18 anos e seguintes. Do seu banco ‘reservado’ no jardim do Luxemburgo até ao Bd St Germain, do lado da Lipp e do Flore, há uma geografia pessoal que vai empobrecendo. O desaparecimento dela do “Grand Albert” (como me apetecia chamar a este copta de Paris habitado pelo Egipto) é um golpe profundo. O Libé de hoje assinala a sua última sexta, no seu hotel de sempre, o 'la Louisiane', aos 94 anos, sete romances, algumas novelas e outras conversas. Au revoir, Mr. Cossery! 

 

Cossery, la dernière sieste

 

Disparition. L’écrivain égyptien est mort dans l’hôtel parisien où il vivait depuis 1945. Un jour qu’il croisait par hasard une ex - il y en eut beaucoup - sur le boulevard Saint-Germain, elle lui fit le récit de ses quarante dernières années : «Trois enfants, deux divorces, quatre déménagements. Et toi ?» «Oh moi, rien n’a changé, lui répondit Albert Cossery. Je fais toujours la sieste, sur le lit où j’étais couché quand tu m’as quitté.» Désormais, plus personne ne viendra troubler la sieste de monsieur Cossery, ni femmes, ni journalistes, ni éditeurs, ni emmerdeurs. On l’a retrouvé, hier matin, sur son lit, dans sa chambre de l’hôtel la Louisiane, rue de Seine. Mort. Il avait 94 ans.

 

CHRISTOPHE AYAD

QUOTIDIEN : lundi 23 juin 2008

 

Prince. Les copains sont partis depuis longtemps : Camus, Vian, Giacometti, Mouloudji, Mastroianni, Mitrani. De cette époque, seule reste la Greco. Et de ce Germain-des-Près, il ne restait que Cossery. Un prince. Tous les jours, il sortait déjeuner. Complet veston, cravate joyeuse, pochette discrète, chaussures impeccables, parfumé, peigné ; le dernier Zazou. Après Lipp ou le restaurant de l’Emporium Armani, qui a pris la place du Drugstore, il s’attablait au Flore, à mater les filles. Qui le lui rendaient bien. Le week-end, pour échapper aux touristes et aux cons, il se réfugiait au Chais de l’Abbaye.

Une vie entière d’oisiveté créatrice et de loisirs, Il a fait mieux que Cioran. Surtout, il était plus drôle et moins pessimiste.

Fils d’un rentier et d’une illettrée, il a été éduqué par les frères des écoles chrétiennes. Un premier recueil de nouvelles, les Hommes oubliés de Dieu (1941), l’introduit dans les cercles littéraires francophones du Caire : la fibre sociale y est étonnamment présente, mais déjà le sens de la dérision. Henri Miller le remarque. Comme c’est à Paris que ça se passe, il s’y installe en 1945. Déjà à la Louisiane. Les filles sont belles, l’hôtel pas cher et la fête, permanente. Il reste, c’est tout.

Il n’a jamais eu de plan de carrière, ni d’autre ambition que de se tenir à la hauteur de ce qu’il attendait de lui : de la classe et du détachement. Il avait compris que la propriété, c’est non seulement le vol, mais surtout la prison, l’esclavage de celui qui possède. Il a donc vécu libre de la générosité de ses amis et de quelques droits d’auteur.

Cossery a publié un recueil de nouvelles et sept romans en cinquante ans, comme quoi il n’était pas si fainéant que ça (1). Chaque phrase était travaillée, polie, ouvragée le temps qu’il faut, jusqu’à ce qu’il en soit satisfait. Le souci principal d’Albert Cossery était de donner à entendre l’arabe égyptien dans la langue française. Cossery est un drôle d’écrivain, qui pensait en arabe mais écrivait en français.

L’Egypte ne l’a d’ailleurs jamais quitté, ses fous, ses mystiques, ses marlous et ses miséreux, qu’il avait eu le temps d’observer pendant les années passées au Fishawi, le «café aux miroirs» du Vieux-Caire qui servait de repère aux écrivains égyptiens, dont Mahfouz.

Rêvasser. Le chef-d’œuvre d’Albert Cossery reste Mendiants et Orgueilleux (1955), dont le titre est une parfaite définition des Egyptiens (2). Tout comme la Violence et la Dérision (1964) fut le meilleur manuel de sédition politique. A force de ne rien faire d’autre que rêvasser et de se préserver du vacarme du monde, Cossery était traversé d’étranges prémonitions. Les soixante-huitards auraient eu intérêt à lire la Violence et la Dérision et Saddam Hussein n’aurait rien perdu à feuilleter Une Ambition dans le désert (1984), où la guerre du Golfe est comme annoncée. Encore eût-il fallu qu’ils aient le sens de l’humour…

Les ouvrages de Cossery étaient devenus quasiment introuvables au début des années 80. Jusqu’à ce qu’une jeune journaliste, Joëlle Losfeld, interviewe l’écrivain pour l’hebdomadaire Jeune Afrique. En 1986, elle hérite de la maison d’édition de son père, le Terrain vague, qu’elle rebaptise par la suite de son nom à elle. L’auteur vient de reprendre les droits de deux de ses romans. Elle le réédite. Peu à peu, elle récupère tous ses livres, non sans mal, certaines grandes maisons préférant laisser le stock pourrir dans une cave, que de lui céder les droits.

En 2005, elle publie enfin ses œuvres complètes en deux tomes et réédite Conversation d’Albert Cossery de Michel Mitrani, qui reste la meilleure introduction qui soit à sa vie et à son œuvre. Le travail de Losfeld remet Cossery à l’honneur. Il est distingué par l’Académie française, le prix Méditerranée et la Société des gens de lettres.

Il y a dix ans, il avait perdu sa voix à la suite d’une opération du larynx. Cela ne le gênait pas plus que ça. Et quand on ne parvenait pas à comprendre ses chuintements, il attrapait un stylo pour écrire ses réponses, toujours laconiques et cinglantes.

Mais derrière l’ironie, il était tendre avec les amis de passage et les enfants. «La vie est belle», disait-il toujours dans un sifflement rauque. Ceux qui le connaissaient avaient fini par oublier qu’Albert Cossery pouvait mourir. Les autres n’ont pas eu la chance de savoir qu’il vivait encore.

(1) Morsures, un recueil de poèmes, publié en 1931 au Caire, est quasiment introuvable. L es Fainéants dans la vallée fertile a été adapté par l’auteur pour le théâtre.

(2) Le dessinateur Golo en a fait une version BD. La réalisatrice Asmaa al-Bakri l’a adapté au cinéma, ainsi que la Violence et la Dérision.

José Mateus Cavaco Silva at June 23, 2008 15:37 | link | comments
Tags: livros

A ENERGIA DE OBAMA...

Obama Camp Closely Linked With Ethanol

By LARRY ROHTER


The ethanol industry has provided some top advisers to Senator Barack Obama, who has delivered ringing endorsements of ethanol as an alternative fuel.

 

Saturday, 21 June 2008

Ver Claro

a coluna do Correio da Manhã

A estagflação, estagnação do crescimento e disparo da inflação, nesta coluna anunciada no Outono passado, já domina, este Verão, a economia (...)

Um Ferrari vermelho,

comprado na África do Sul, para um ministro angolano...?"

continua na coluna do Correio da Manhã

José Mateus Cavaco Silva at June 21, 2008 21:42 | link | comments
Tags: africa, ver claro

A necessidade de empobrecer

sexta-feira, 20 de Junho de 2008
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«Cada vez que há uma crise do petróleo, aparece a ortodoxia a proclamar zelosamente duas coisas. Primeira, que temos de pensar a sério na energia solar e na energia eólica. Segunda, que temos de mudar de vida. É uma conversa sem sentido. A energia eólica e a energia solar, no estado actual da tecnologia, não resolvem problema nenhum: cobrem uma pequeníssima parte do consumo e, sobretudo, são caríssimas. Quanto à necessidade, e à urgência, de mudar de vida, nunca a ortodoxia explica exactamente o que isso na prática significa: significa um empobrecimento tão extenso e tão profundo que, mesmo num país como Portugal, com a sua miséria e o seu atraso, 80 por cento da população não a suportaria. "Mudar de vida" seria pior do que uma revolução, seria o fim de uma civilização.

 

Com a minha idade, um homem pode imaginar um país devolvido de repente a 1948 ou 1949, antes de enriquecer e de engordar com o petróleo barato. Bem sei que o Portugal de Salazar não serve de exemplo (mas já lá vamos). Por agora, basta falar da classe média urbana. Em Lisboa quase não se viam "automóveis" (como se dizia). Toda a gente andava de eléctrico (muitos do século XIX) ou de autocarro (de resto, poucos). Viagens não se faziam ou só se faziam de longe em longe com trepidação e sacrifício. Em casa, não existiam electrodomésticos fora a telefonia (um luxo) e o frigorífico (outro luxo) e o ocasional aspirador ou ferro de engomar (o fogão era naturalmente a gás). Não me lembro de ar condicionado: nem na escola, nem na faculdade, nem no trabalho. As roupas, como os livros, passavam de irmão a irmão ou de pais para filhos. Ninguém desaproveitava comida, meticulosamente medida e recozinhada, que ia ressuscitando de "prato" em "prato". Ninguém acendia a luz sem precisar. E o cinema estava reservado para sábado ou domingo (um dia por semana).

 

Quando comecei a sair de Portugal, num Mini perigosíssimo, não encontrei auto-estradas que me separassem do mundo, encontrei estradas de vinte e trinta anos com um trânsito suportável e até simpático. Em Inglaterra, apesar da euforia do tempo, as pessoas contavam tostões - libras, se quiserem - e andavam vestidas para "durar". Até em Londres (como na "Europa" inteira) o "automóvel" não se tornara ainda uma sufocação. Esse "equilíbrio" - se me permitem a palavra - acabou.

 

O slogan "mudar de vida" é uma pura fraude, com que os políticos mistificam a populaça. Tirando um milagre, voltar à pobreza é do que se trata. Pela força e pelo sofrimento.» 

 Vasco Pulido Valente, no Público

Cadilhe Presidente

da SLN e do BPN

 

Correio da Manhã - 21 Junho 2008 - 00h12

 

“Os accionistas confirmaram ontem em assembleia geral Miguel Cadilhe como presidente da SLN – Sociedade Lusa de Negócios e do BPN – Banco Português de Negócios. “

 

É uma boa notícia. Cadilhe e a sua equipa vão poder, certamente, inverter a deriva em que um banco e um grupo de empresas tinham mergulhado, colocando em risco a sua viabilidade e expondo-se desnecessarianente em estórias obscuras que facilmente colocavam o grupo como uma das peças do ' complexo neo-corporativo e salazarento '. Mas será desta que Cadilhe aceita sair do Porto? Ou vai presidir à SLN e ao BPN, tudo com sedes, administrações e negócios em Lisboa, lá do ‘seu’ Porto…?

CRISE: AS PESSOAS

COMEÇAM A PERCEBER...

QUOTATION OF THE DAY

 

"People are beginning to understand that

homeownership can be a very risky venture."

 

WILLIAM C. APGAR

of the Joint Center for Housing Studies at Harvard University, on a rise in the number of renters.

Carta do Prof. Brotas sobre

OS CAMINHOS DE FERRO NO ALENTEJO

 

 

Caro Nicolau Santos,

 

Leio na página 4 do “Expresso-Economia” de hoje  o seu rasgado elogio à  Secretária de Estado Ana Paula Vitorino pelo “anúncio do investimento de  1,8 mil milhões de euros em  doze novos troços ferroviários da rede convencional de passageiros e mercadorias, entre os quais a urgentíssima ligação Porto de Sines-Elvas”.  

 

O seu texto não é muito claro e  reúne coisas diferentes.   A linha  de Caia  ao Poceirão, com  características semelhantes às da  linha de Badajoz a Madrid,   recentemente posta a concurso (e que conviria prolongar até ao Pinhal Novo) é, certamente,   uma  urgente, acertada  e benéfica obra.   A ligação directa do Porto de Sines a Évora, continuada depois até Elvas e Badajoz  por um troço sobreposto à linha anterior, é um disparate total (que não está felizmente consumado) que só pode ser  apresentado    enquanto  a nossa  Imprensa  não debater   minimamente e esclarecer os cidadãos sobre  os problemas do Caminho de Ferro no Alentejo.  

 

Deixe que lhe explique:  

 

É absolutamente necessário ligar o Porto de Sines ao Poceirão  onde  converge a  actual rede de bitola ibérica  e está prevista uma plataforma logística  que ficará ligada à rede ferroviária europeia  pela linha para Caia.   Esta linha do Porto de Sines ao Poceirão, de bitola europeia, essencialmente destinada a mercadorias (e onde poderão eventualmente circular algumas automotoras) é uma linha de baixo custo,   que poderá, talvez, ser feita por reconversão da linha actual,   e que só terá de estar pronta quando estiver pronta a linha de Caia ao Poceirão.

 

Fazer, entretanto, uma linha directa de Sines a Évora,  é fazer  uma linha que, inevitavelmente,   ficará depois  “às moscas”, que não servirá nem para passageiros nem para mercadorias, porque a ligação de Sines ao Poceirão não se fará, certamente, por Évora. O projecto desta linha resulta, talvez, da ideia arrevesada de se pensar  que é mais importante a ligação de Sines à plataforma logística que os espanhóis  prevêem  em Badajoz,   do que ao  Poceirão.  

 

Enfim!   Estes assuntos que deviam estar agora a ser amplamente debatidos na Imprensa nacional e regional. Em vez disso, leio o seu texto.  

 

Permita-me que o classifique com uma expressão que ele me fez  surgir. Trata-se de “jornalismo de bancada”. Isto é, de um jornalismo que não se sente obrigado a abordar e estudar seriamente nenhum problema, nem os que mais interessam ao país,   e considera que o seu papel é o de estar numa bancada e, a partir das impressões mais superficiais, aplaudir ou a censurar os actos do governo.   

 

É uma expressão dura, mas creia que a sinto como verdadeira.

 

Com as minhas melhores saudações,

 

António Brotas

EURODEPUTADOS DOIDOS!

Esta inquietante estória, divulgada pelo francês « Courrier », está já a ser apontada – e com razão! – como “encore une preuve du manque de culture démocratique en Europe”... É uma inacreditável e perigosa patetice de eurodeputados, autistas e cortados da realidade das pessoas e da cidadania! E ainda esta gente quer alargar os poderes do Parlamento Europeu... Vade retro!

UNION EUROPÉENNE • Quand les blogs inquiètent les eurodéputés

Un rapport d'une élue estonienne invite l'Assemblée de Strasbourg à encadrer plus strictement la blogosphère. L'hebdomadaire bulgare Kapital y voit une menace pour la liberté d'expression sur la Toile.

Le Parlement européen produit souvent des paradoxes et se retrouve encore plus souvent accusé d'être coupé des réalités du quotidien des citoyens européens. Mais, cette fois-ci, cette importante institution européenne s'attaque à un sujet qui se trouve au cœur de la société civile moderne : elle considère la blogosphère comme dangereuse et envisage de voter une mesure encadrant cet espace de libre expression.

L'idée vient d'une députée socialiste estonienne,
Marianne Mikko, auteur d'un rapport sur la question qui vient d'être publié à Strasbourg. "Jusqu'à présent, la blogosphère était un espace de bonnes intentions, avec un discours relativement franc et ouvert, peut-on y lire. Beaucoup de gens font confiance aux blogs. Cependant, du fait de leur banalisation et de leur multiplication, les blogs sont également utilisés par des personnes de moins en moins scrupuleuses."

Pour que la blogosphère reste un espace de bonnes intentions, l'eurodéputée préconise dans son rapport l'introduction d'un "indice de qualité, pour qu'il soit clair pour tout le monde qui écrit et pour quelle raison". Dans la même veine, son texte estime que si "jusqu'à présent, nous n'avons pas considéré les blogueurs comme une menace, ces derniers peuvent polluer considérablement le cyberespace".

Les eurodéputés sont connus pour leurs capacités à produire des rapports fantaisistes, truffés de formules vides. Le rapport de la députée Mikko a reçu, en revanche, le feu vert de la commission de la Culture et de l'Education et sera bientôt voté en séance plénière du Parlement. Soyons clairs. S'il passe, cela ne veut pas dire que la législation européenne va désormais limiter la liberté d'expression sur le Net. Mais, politiquement, ce rapport ouvre justement la voie à de telles restrictions.

Mais, avant d'en arriver là, posons-nous la question de savoir sur quelles bases la Commission européenne peut juger à notre place de la qualité de ce que nous lisons ou écrivons sur Internet. Sur quelles bases jugera Strasbourg de la bonne foi ou non d'une opinion.

Les déclarations d'un autre eurodéputé, l'Allemand Jorgo Chatzimarkakis, posent d'autres interrogations. Ce dernier déclare, sur le site de la Commission, que les "blogueurs ne peuvent certainement pas être automatiquement qualifiés de menaçants". Mais, ajoute-t-il, les "blogs sont aujourd'hui un puissant instrument de communication et peuvent être considérés comme une forme avancée de lobbying. Et constituer, en tant que tels, une menace."

"Une forme avancée de lobbying"… Traduite en langage compréhensible, cette formule absconse du député européen veut dire l'expression d'une opinion différente de celle communément admise par la Commission ou par un autre organisme européen. Si de telles opinions circulent sur la Toile et contredisent telle ou telle position officielle, cela fait partie du débat démocratique normal. C'est la preuve qu'une pensée libre et indépendante existe sur notre continent. Est-ce bien cela qui semble inquiéter les députés européens ?

Irina Novakova
Kapital

CARLA BRUNI-SARKOZY 

Carla à «Libé», c'est du sérieux!

 

(...) "Quand vous avez dit à votre mari que vous veniez à Libération…

- Il a dit : «J’ai confiance en toi, vas-y.»

Il y a quand même des gens dans son entourage qui vous conseillent… Je demande conseil à certaines personnes, mais personne ne me conseille.

- Pierre Charon, un de ses fidèles s’occupe de votre communication.

- Il y a un monde qui m’était complètement étranger, le monde des gens conservateurs, c’est-à-dire qui ont été profondément choqués par l’arrivée dans le paysage d’une fille qui n’est pas française, pas mariée, libre d’avoir été qui elle a été, qui a un enfant… J’ai donc demandé à monsieur Charon comment désinquiéter ces personnes. Par exemple, je n’avais pas compris la prépondérance du fait d’être mariés. Même si je viens d’une famille bourgeoise, elle n’est pas du tout conservatrice. Les miens ont été choqués par son arrivée [celle de Nicolas Sarkozy, ndlr] dans notre paysage !

Mais mon mari ne correspond pas à l’idée que je me faisais des conservateurs. Il n’est pas du tout conservateur. Il ne correspond pas non plus à toute une partie des personnes qui composent son parti.

- Revenons au disque..." continua Aqui

Dès maintenant, en vidéo, un extrait de l'entretien en cliquant ici

Friday, 20 June 2008

Newsmagazines:

Diferenciação no Mercado

 

Nada me garante que tenha sido feito voluntariamente e com objectivos definidos, mas aconteceu uma diferenciação interessante no mercado dos newsmagazines. A Visão está cada vez mais feminina e a Sábado cada vez mais uma visão masculina.

Os publicitários é que parece não se enganarem… Esta semana, a Visão oferece uma amostra de tratamento anti-rugas (o que já diz muito sobre a tificação da leitora...) e a Sábado uma coisa para caras de homem!

José Mateus Cavaco Silva at June 20, 2008 19:20 | link | comments
Tags: media

NEGÓCIOS E... FURACÃO

Há, em Portugal, duas maneiras de estar e fazer negócios: a de Amorim, Berardo, Jardim Gonçalves, Ricardo Salgado e outros e a maneira do engenheiro Belmiro de Azevedo. E são formas radicalmente diferentes de estar e fazer. Adivinhem qual delas gera riqueza para o País e qual delas devora a riqueza que o País produz, o bloqueia e subdesenvolve ao submetê-lo á punção permanente do "complexo"... Veja-se o Jornal de Negócios:
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Grupo Amorim investigado

pela “Operação Furacão”

O Grupo Amorim está a ser alvo de buscas no âmbito da Operação Furacão, soube o Jornal de Negócios Online. O grupo liderado por Américo Amorim é investigado por utilização de facturação falsa, tanto em sociedades ligadas à área comercial e produtiva, como também no sector imobiliário, actualmente incorporado na empresa espanhola Chamartin.

 

Celso  Filipe

cfilipe@mediafin.pt

 

O Grupo Amorim está a ser alvo de buscas no âmbito da Operação Furacão, soube o Jornal de Negócios Online. O grupo liderado por Américo Amorim é investigado por utilização de facturação falsa, tanto em sociedades ligadas à área comercial e produtiva, como também no sector imobiliário, actualmente incorporado na empresa espanhola Chamartin.

A “Operação Furacão” é uma investigação a cargo da inspecção tributária, e dirigida por Rosário Teixeira, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

O Jornal de Negócios Online tentou contactar o Grupo Amorim mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

Amorim diz que está a ser
investigado por causa do BES
Américo Amorim refuta que as buscas às instalações da Amorim Investimentos tenham sido por facturação falsa e diz que lhe foi "comunicado que, na sequência dos contactos de muitos anos com o BES e outra empresa do grupo, a ERGER, pretendiam apurar a profundidade da relação no âmbito da 'Operação Furacão'".

Luísa  Bessa
lbessa@mediafin.pt
Celso  Filipe
cfilipe@mediafin.pt

Américo Amorim refuta que as buscas às instalações da Amorim Investimentos tenham sido por facturação falsa e diz que lhe foi "comunicado que, na sequência dos contactos de muitos anos com o BES e outra empresa do grupo, a ERGER, pretendiam apurar a profundidade da relação no âmbito da 'Operação Furacão'".

A 'Operação Furacão' chegou a Américo Amorim. As instalações do grupo liderado pelo homem mais rico de Portugal, com um fortuna avaliada em sete mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros) pela revista Forbes, foram ontem visitadas por uma equipa de inspectores da Direcção-Geral dos Impostos e da Brigada Fiscal da GNR, liderada pelo procurador titular do processo, Rosário Teixeira.

O empresário, contudo, refuta o envolvimento das suas empresas neste processo, tendo afirmado ao Jornal de Negócios que as investigações só se efectuaram por ter havido um relacionamento entre a Amorim Investimentos e Participações e o BES e a ERGER, uma empresa do Grupo Espírito Santo.

Thursday, 19 June 2008

« MAITRISER L’INFORMATION »

ChristianHarbulot-1.jpg picture by claromotime«La France fait partie des pays qui ont une attitude défensive en matière de guerre économique, contrairement aux États-Unis, au Japon, à la Russie, à la Chine et à l'Allemagne, qui cultivent depuis toujours l'offensive. C'est pour arrêter de pratiquer la politique de l'autruche et former les dirigeants du pays que nous avons créé cette école qui enseigne les rouages de l'intelligence et de la guerre économique, c'est-à-dire, la maîtrise de l'information».

Christian Harbulot, directeur de l'École de Guerre Économique

 

Se o Christian Harbulot diz isto da França, que não poderíamos dizer de Portugal...? Onde ainda nem se percebeu que a informação é a principal matéria-prima destas nossas sociedades pós-industriais e mediáticas e não há qualquer know-how para tratar tal matéria-prima... Tal como, de resto, desde a revolução industrial, nunca dominamos, em tempo, o know-how de tratamento das principais matérias-primas de cada conjuntura. Acresce que as (muito fracas) elites portuguesas nunca souberam, em todo o século XX, relacionar-se com a informação, não têm qualquer tradição nessa matéria e têm dificuldade em aprender...

Caso exemplar desta falha: como traduzir para português “la maitrise de l’information”... Sabem?

Wednesday, 18 June 2008

OBAMA: O PREÇO DO

SEU LADO OBSCURO   

 

Obama não vei ter a vida fácil nos próximos tempos. Zonas obscuras no seu atribulado passado, como a sua passagem pelas escolas indonésias e a sua educação islâmica pelo segundo marido da mãe, um wahabita extremista, mas também factos mais recentes como a ligação ao radical islâmico Odinga, que quer impôr a sharia no Quénia, começam a saltar-lhe ao caminho e ele vai ter, por mais doloroso que isso possa ser, de os esclarecer. 

 

A existência de zonas obscuras é fatal para qualquer candidato e Obama irá rapidamente perceber isso e, se não souber lidar e esclarecer as coisas, passará a campanha a defender-se e a justificar-se. Ou seja, a campanha não será um passeio mas uma via sacra... Com ou sem fundamento, as acusações já começaram a chover:

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Obama Has Made America Less Secure

 

OBAMA'S MUSLIM CONNECTION

 

Des musulmanes portant le hidjab écartées d'un podium avec Obama

2008-06-19 19:48:12
WASHINGTON (AFP)

© AFP
Le candidat démocrate à la présidentielle américaine Barack Obama, lors d'un meeting dans le Michigan le 16 juin 2008
Le candidat démocrate à la présidentielle américaine Barack Obama, lors d'un meeting dans le Michigan le 16 juin 2008

Deux partisanes du candidat démocrate à la présidentielle américaine Barack Obama, qui portaient le hidjab islamique, ont été empêchées lundi d'apparaître à ses côtés lors de rassemblements électoraux, suscitant jeudi une demande d'excuses d'un groupe musulman.

Les responsables de la campagne de M. Obama ont déjà présenté des excuses pour ces incidents, survenus lors de deux meetings différents à Detroit (Michigan, nord), l'une des villes américaines comptant la plus forte communauté musulmane.

Mais un groupe musulman de défense des droits civils, le Council on American Islamic Relations (CAIR) a estimé que des excuses personnelles de la part du candidat seraient les bienvenues, non seulement pour laver l'affront mais aussi pour combattre les sentiments anti-musulmans aux Etats-Unis.

La controverse, rapportée par le site en ligne Politico.com, est née après que les deux femmes ont été empêchées par des volontaires de campagne de figurer parmi les spectateurs formant l'arrière-plan visuel du candidat lors des meetings.

"J'étais venue pour le soutenir, et je me suis sentie discriminée par la personne même qui était censée apporter le changement", a témoigné l'une d'elles, Hebba Aref, une avocate de 25 ans, citée par Politico.com.

Selon une personne qui accompagnait la jeune femme, un volontaire de la campagne a explicitement invoqué "le climat politique" pour justifier cette mise à l'écart.

L'autre femme, Shimaa Abdelfaadel, a indiqué qu'on lui avait expliqué qu'aucune personne ayant la tête couverte, y compris celles portant casquette ou foulard, n'était autorisée à s'asseoir à l'arrière-plan du candidat.

L'équipe de campagne de M. Obama a expliqué que les volontaires avaient agi de leur propre initiative et n'avaient reçu aucune instruction en ce sens, et a distribué à l'appui des photographies prises à d'autres moments de la campagnes, montrant des personnes voilées entourant le candidat.

"Même si nous saluons les excuses de la campagne de M. Obama, nous sommes extrêmement inquiets concernant le niveau d'islamophobie dans notre société, qui pourrait encourager d'autres minorités à considérer des partisans musulmans comme étant des handicaps potentiels", écrit dans un communiqué un responsable de CAIR, Corey Saylor.

Le porte-parole de M. Obama, Bill Burton, a publié un communiqué qualifiant ce double incident de "choquant et contraire à l'engagement d'Obama d'unir les Américains". Ce n'est "tout simplement pas la campagne que nous faisons", a-t-il assuré.

M. Obama, qui est chrétien, fait régulièrement face à des rumeurs sur internet affirmant qu'il est musulman.

© AFP.

Obama présente ses excuses à des musulmanes empêchées de figurer à ses côtés

(mas pelo telefone e, portanto, sem fotos nem imagens...!)

2008-06-20 14:28:35
WASHINGTON (AFP)

© AFP
Barack Obama, candidat démocrate à la Maison Blanche, le 9 juin 2008 à Raleigh, en Caroline du Nord
Barack Obama, candidat démocrate à la Maison Blanche, le 9 juin 2008 à Raleigh, en Caroline du Nord

Barack Obama, candidat démocrate à la Maison Blanche, a présenté personnellement ses excuses jeudi à deux femmes musulmanes portant le foulard islamique empêchées par les militants démocrates de figurer sur une photo à ses côtés.

Barack Obama a téléphoné à Shimaa Abdelfaadel et a laissé un message à Hebba Aref à la suite d'une protestation qui lui a été adressée par des représentants de la communauté musulmane américaine lui demandant de présenter ses excuses aux deux femmes.

Les responsables de la campagne du candidat démocrate ont fait porter la responsabilité de l'incident à des militants volontaires qui assuraient le service d'ordre lors d'un rassemblement à Detroit (Michigan) lundi. Les volontaires ont dit aux deux femmes qu'elles ne pouvaient pas figurer sur la photo à cause du "hijab" (foulard islamique couvrant les cheveux) qu'elles portaient.

"L'action de ces militants est inacceptable et ne reflète en aucune façon les orientations de ma politique pendant ma campagne électorale" a souligné dans un communiqué Barack Obama.

"Notre campagne vise à rassembler les gens et je suis reconnaissant à Mme Abdelfaadel d'avoir accepté mes excuses et j'espère que Mme Aref, de même que toute autre personne qui se serait sentie offensée à la suite de cet incident, les acceptera également" a-t-il ajouté.

Les responsables de la campagne ont déjà présenté des excuses à la suite de l'incident, mais le Conseil des relations islamo-américaines (CAIR) avait exigé des excuses personnelles de la part d'Obama pour réparer l'offense et lutter contre la montée des sentiments anti-musulmans aux Etats-Unis.

© AFP.

TECNOLOGIAS 'DUAL-USE'

E UMA CERTA INOCÊNCIA

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A 'dual-use technology' nem sempre é o que se pensa... às vezes e na prática, a teoria é outra, como no caso deste vídeo.


O ERRO DE ANTÓNIO COSTA

Cada dia ficará mais claro que o avanço de António Costa para a Câmara Municipal de Lisboa foi um erro. Em vários planos. Mas sobretudo um erro de timing. O que para um António Costa “cerebral” é, como diria um clássico francês, “pior que um crime”. Penso que António Costa já o percebeu e, dentro de pouco tempo, mesmo os que só percebem demasiado tarde (e até os que raramente percebem) vão perceber… mesmo que seja necessário disfarçá-lo.

Tuesday, 17 June 2008

 Livro Branco da Defesa 

Sarkozy : "La menace immédiate

est celle d'une attaque terroriste"

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lexpress.frDepois de sérios estudos prévios, o 'livro branco da defesa' de França foi hoje apresentado pelo presidente Sarkozy. Logo à primeira vista, saltam dois objectivos e uma inovação. Os dois objectivos são aparentemente contraditórios mas realmente significam a optimização do dispositivo francês de defesa: diminuir os efectivos e aumentar o orçamento. A inovação é de monta e está bem em linha com os novos tempos: prioridade absoluta à informação. O L'Express deu hoje conta da matéria:

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Nicolas Sarkozy a présenté mardi 17 juin devant un parterre de militaires, réunis à la porte de Versailles, à Paris, le Livre blanc de la Défense, qui trace les options stratégiques de la France jusqu'en 2020. S'il a assumé la réduction des effectifs, le président a assuré que le budget augmenterait durant son mandat.

 

Après dix mois de gestation, le Livre blanc sur la défense et la sécurité nationale détaillé mardi par Nicolas Sarkozy, fixe de nouvelles priorités stratégiques pour la France avec à la clef une réduction des effectifs des armées et l'accent mis sur le renseignement. Nicolas Sarkozya confirmé une "baisse substantielle des effectifs" des armées, ramenés à 225 000 hommes d'ici 6 à 7 ans. "L'armée de terre comptera 131 000 hommes, l'armée de l'air 50 000 hommes et la marine 44 000", a précisé le chef de l'Etat.

 

"Je sais que c'est une baisse substantielle des effectifs. Je l'assume", a-t-il ajouté, en précisant qu'elle "portera avant tout sur les soutiens et l'administration".

"Des mesures d'accompagnement seront mises en oeuvres", a-t-il promis. "Nous allons être inventifs pour compenser la fermeture ou le transfert des implantations militaires". "Les territoires les plus fragiles seront accompagnés", a-t-il ajouté. "Dans mon esprit l'armée, ça assure la sécurité de la nation, pas l'aménagement du territoire", a-t-il justifié."Je sais parfaitement qu'avec le Premier ministre et le ministre de la Défense, nous serons confrontés à des manifestations, il y a des protestations", a-t-il reconnu. Mais "il faut choisir" entre "une armée qui fait de l'aménagement du territoire et qui n'est pas opérationnelle" et une armée "qui assure la sécurité des Français".

 

"La menace immédiate est celle d'une attaque terroriste", "avec des moyens radiologiques, chimiques et biologiques", avait déclaré le chef de l'Etat, en commencant son discours devant plus de 3000 militaires, gendarmes, policiers et responsables de la sécurité civile réunis Porte de Versailles à Paris."Nous ne pouvons exclure la réapparition d'une menace majeure, de quelque nature qu'elle soit, qui mettrait en péril la survie même de la nation", a déclaré Nicolas Sarkozy.

"Mais aujourd'hui, la menace immédiate est celle d'une attaque terroriste", a-t-il ajouté. "Grâce à l'efficacité de l'ensemble de nos forces de sécurité, la France n'a pas été atteinte au cours de ces dernières années", a-t-il dit. M. Sarkozy a toutefois estimé que "la menace est là, réelle, et nous savons qu'elle peut prendre demain une forme nouvelle, encore plus grave, avec des moyens radiologiques, chimiques et biologiques".

 

Le président Nicolas Sarkozy a confirmé mardi que la France rejoindrait prochainement le commandement militaire intégré de l'Otan, mais en assurant que la dissuasion nucléaire resterait "strictement nationale". Il a affirmé que la "vocation" de l'Europe est d'incarner dans le monde un "idéal de paix et de liberté", "quels que soient les aléas institutionnels". "J'en ai la conviction, c'est la vocation de la France de porter cet idéal de paix et de liberté. C'est la vocation de l'Europe de l'incarner dans le monde actuel", a déclaré le chef de l'Etat. "Car l'Europe, quels que soient les aléas institutionnels, a surmonté ses divisions, ses affrontements historiques, pour créer, par une union toujours plus étroite, un modèle unique de coopération entre les nations", a-t-il plaidé, dans une allusion au "non" irlandais au Traité de Lisbonne. "Notre Europe démontre ainsi au monde entier qu'entre des peuples qui se sont tant combattus, on peut construire un destin commun de paix et de prospérité", a-t-il ajouté.

 

Nicolas Sarkozy a assuré que le budget de la Défense progresserait à partir de 2012 et s'est engagé à consacrer 377 milliards d'euros aux armées d'ici 2020, dont 200 milliards pour l'équipement de leurs forces. "Je m'engage à consacrer 377 milliards d'euros d'ici 2020 à nos armées, dont 200 milliards d'euros pour les équipements. Qu'on m'entende bien, le budget de la défense ne baissera pas, l'inflation sera compensée, et le budget progressera dès 2012, donc pendant mon mandat", a déclaré M. Sarkozy, lors d'un discours prononcé devant plus de 3000 militaires.

"Les réformes que j'ai confiées à Hervé Morin, c'est 3 milliards d'euros de plus par an pour l'équipement des forces. C'est quelque chose, quand même, 3 milliards d'euros par an, c'est une hausse de près de 20% des crédits d'équipement (...) ce n'est pas du luxe", a-t-il ajouté. "C'est pour cela que ces réformes, il faut les faire : parce qu'on va réinvestir dans la défense tout ce que l'on aura économisé. Dans les matériels, mais aussi dans l'entraînement et dans la condition militaire. Le Premier ministre et moi, allons inscrire ce principe dans la loi de programmation militaire", a promis Nicolas Sarkozy.

 

Le président français Nicolas Sarkozy a également souligné sa volonté de "rénover" les accords de défense avec l'Afrique, sans "abandonner" ce continent, dans un discours présentant la nouvelle politique de défense de la France.


 

 


Monday, 16 June 2008

Museu do Vinho

O ALGARVE JÁ MERECIA

UM RESTAURANTE ASSIM

MuseudoVinhoTavira.jpg picture by claromotime

O Algarve merecia e... precisava. Inaugurado há escassos meses, o "Museu do Vinho", no centro histórico de Tavira, na rua almirante Cândido dos Reis, 63, é das melhores e mais genuínas cozinhas algarvias e uma das maiores (senão mesmo a maior) garrafeira do País. Visitei-o, fiquei fascinado e conquistado. Por isso, digo, este é um museu a que vou voltar. E rápido... e sempre que me dê a saudade do bom peixe, do bom porco preto, do bom marisco, do bom vinho e até de um soberbo 'manchego'.

O "Museu do Vinho" é uma iniciativa do 'patrão' Jorge Bartolomeu que já comandava esse outro oásis da restauração no Algarve que é o "Veleiro", em Monte Gordo. Parabéns, ao 'patrão' que ao veleiro juntou  o museu! É de empreendedores deste calibre que o Algarve e o seu turismo precisam!

NOVA ORDEM ENERGÉTICA GLOBAL

 

A era do petróleo parece ter chegado ao fim e um novo modelo energético emerge no horizonte. O fim do petróleo, porém, anuncia-se lento e doloroso. E também lento e, por enquanto, nebuloso é, na sua emergência, o novo modelo energético. Convém, aliás, relembrar que as mudanças de modelo energético se acompanham sempre de radicais mudanças nas tecnologias dominantes, nas indústrias motoras e no próprio modelo social...  A última Foreign Policy aborda o assunto:

 

The New World Energy Order

Why are oil prices soaring so high, and will they ever return to Earth? Fatih Birol, chief economist at the International Energy Agency in Paris, explains why peak oil is real, why biofuels are indispensable, and how China determines what you pay at the pump.

 

Five Reasons to Love $4 Gas

Sure, it’s wrecking the global economy and making everyone miserable. But the oil crunch has an underappreciated upside, too.

From Islamabad to Madrid, angry drivers are hitting the streets to demand relief.

Pickets’ charge: Demonstrators protest in downtown Kuala Lumpur on June 5 after the price of gasoline in Malaysia jumped 41 percent overnight, while diesel prices rose an astronomical 63 percent. The government initiated these price increases to end heavy and increasingly costly fuel subsidies, but critics argue that Malaysia’s poor will suffer as a result.

Kryptonite: A demonstrator in Los Angeles, California, finds a creative way to call for less pain at the pump. The state has the highest average gasoline price in the United States at $4.49 per gallon. Gloomy predictions of $200 a barrel for crude oil have the world’s drivers praying for a superhero to come to the rescue.

Friday, 13 June 2008

FERREIRA LEITE... SILENCIOSA!

 

"É muito silenciosa esta Ferreira Leite, um dia destes alguma associação de cegos ainda a vai considerar um perigo para a circulação, faz menos barulho que os híbridos quando trabalham a electricidade."

 

in Jumento

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Porta-voz dos camionistas é militante activo do PSD...

 

revela o “Diário Económico”

 

VIVA A MISSA DAS SETE... VIVA!

 

BISPO ITALIANO PERDOA A CASAL QUE TEVE RELAÇÕES NO CONFESSIONÁRIO

«O bispo de Cesena, na Itália, perdoou um casal que foi flagrado fazendo sexo oral no confessionário da catedral da cidade.  O casal, que não teve a identidade revelada, havia sido descoberto no ato durante a missa das 7h do dia primeiro de junho, domingo. “

in BBC Brasil

José Mateus Cavaco Silva at June 13, 2008 15:51 | link | comments
Tags: humor

The Pentagon's New Map

ACTUALIZAÇÃO DE TOM BARNETT

 
Brave_new_warDepois dos recentes acontecimentos na África do Sul e da narco-desgraça em que o México mergulha, palpita-me que Tom Barnett vai ter de, brevemente, rever e actualizar o seu mapa... E quanto à China, também breve, veremos...
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São os problemas da "Brave New War -The Next Stage of Terrorism and the End of Globalization" que o John Robb anda a elencar, desde há anos. Agora, Tom Barnett vai ter de rever a "boundary of the non-integrated gap" e o cenário de "war and peace in the twenty-first century"... que marcam as novas fronteiras da globalização neste novo século.

A "EUROPA" MAIS UMA VEZ REJEITADA 

*       O ‘Dr. Não’ da Irlanda ou quem é o homem que empancou a Europa:

*       Declan Ganley, le "Dr No" du référendum irlandais qui veut guérir l'Europe

*        

*       A Vitória do Não passo a passo:

*       Les Irlandais ont rejeté le traité de Lisbonne, selon des projections

*       Les Irlandais ont rejeté le traité de Lisbonne, selon des projections

*       Référendum irlandais: le "non" en passe de l'emporter, selon la RTE

*       Traité: Londres veut maintenir la ratification indépendamment de l'Irlande

*       Europe: les Irlandais décident du sort du traité de Lisbonne

*       L' Irlande, le "Tigre celtique"

*       Les pêcheurs irlandais menacent de faire chavirer le traité de Lisbonne

*       L'essoufflement du "Tigre celtique" fait douter des bienfaits de l'UE

*       Des leaders de l'UE s'autorisent -tardivement- à défendre le "oui"

*       Les épouvantails des "nonistes"

*       Le nouveau Premier ministre Brian Cowen joue gros

 

Cenários pós-Não :

*       Les scénarios après un "non" en Irlande

*       L'Europe replonge dans une grave crise institutionnelle

*        

*       Antecedentes :

*       La construction européenne, une longue série de crises 

     Référendums européens: un parcours semé d'embûches

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E AGORA A INGLATERRA...Des députés britanniques eurosceptiques réclament un référendum sur le traité de Lisbonne, le 20 février 2008 au Parlement européen 
Des députés britanniques eurosceptiques réclament un référendum sur le traité de Lisbonne. Le rejet du traité de Lisbonne qui se confirme en Irlande s'ajoute à une longue liste de crises depuis les origines de l'Europe, mais elle intervient dans un contexte de désamour croissant des citoyens avec le projet européen. © AFP, le 13-06-2008

A AGENDA EUROPEIA TODA ALTERADANicolas Sarkozy, le 14 mars 2008 à Bruxelles 
La crise provoquée par le rejet du traité européen de Lisbonne en Irlande frappe de plein fouet la présidence française de l'Union européenne, remisant au second plan les ambitieux projets que le président Nicolas Sarkozy entendait lancer à partir du 1er juillet. © AFP, le 13-06-2008

José Mateus Cavaco Silva at June 13, 2008 15:34 | link | comments
Tags: europa
Thursday, 12 June 2008

MEDO DO "NÃO" IRLANDÊS

Daqui a pouco se saberá o que o "tigre celta" decidiu sobre o futuro do "tratado de Lisboa". Mas... como diz o Liberation, "En offrant un billet d’avion aux leaders du oui pour qu’ils aillent renégocier, dès demain à Bruxelles, le Traité de Lisbonne si le non l’emporte, Declan Ganley s’est fait une jolie pub.

L’entrepreneur irlandais, qui a fait irruption sur la scène politique il y a huit mois, a de nouveau démontré qu’une bonne part de la campagne référendaire s’organisait autour de son nom et de sa fortune. Au point d’éclipser le débat européen.

L’homme d’affaires âgé de 39 ans est aussi riche que méconnu. Etabli dans le comté de Galway (ouest), ce père de quatre enfants se passionne pour les belles voitures, les cigares et les costumes élégants. Mais son passé d’entrepreneur tous azimuts (bijouterie, aluminium, télécoms) dans l’ex-bloc de l’Est comporte plus d’une zone d’ombre. Tout comme le financement de sa campagne. «Comme l’autorise la loi, j’ai versé 6300 euros à Libertas, [son organisation], le reste provient des donations de particuliers», affirme-t-il. Il dément disposer de 1,3 million d’euros, mais table sur «300 000 euros déjà dépensés.»

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Tracts. Difficile à croire. Ses affiches squattent les rues, le tramway, le train. Un bus à ses couleurs, blanc et bleu, sillonne le pays. De jeunes militants tractent à tout-va. Et vantent la littérature anti-Bruxelles: contre la nomination d’un président non élu par les citoyens, contre l’abolition du droit de veto protégeant l’agriculture, contre le renforcement des pouvoirs de Bruxelles, contre la suppression du Commissaire irlandais et l’harmonisation fiscale qui priverait le pays d’une taxation avantageuse pour les sociétés. «Je suis un pro-européen enthousiaste», décoche Ganley, sûr de son fait et de sa personne. Il dit avoir voté oui à tous les référendums jusqu’à présent, mais affirme : «Je juge choquant que l’on ne prenne pas lesoinde consulter les citoyens européens pour leur demander leur avis.»

José Mateus Cavaco Silva at June 12, 2008 19:46 | link | comments
Tags: europa

A GENTE BEM DESTE PAÍS

ESTÁ A PORTAR-SE MUITO MAL

diz-me um amigo, numa bela síntese do habitual claudicar das nossas pobres élites (muito trampolineiras) face à menor dificuldade. Nos bons momentos, refastelam-se numa espécie de orgia à mesa do orçamento e com váriados ballets rose ou blue. Quando chega uma crise, por pequena que seja (e não é o caso da actual... que é estrutural e global) colocam-se à margem, não é nada com eles e esperam que passe para voltarem aos negócios dos dinheiros públicos e dos v

 Nesta crise, portanto, volta a repetir-se o habitual, desde há muitas décadas, que Émile Boutroux, ensaísta francês do século XIX, bem notou: "este é um país curiosamente diferente, o oposto da França, país onde as élites são estupendas e o povo não presta. Aqui, o que presta é o povo, as élites não valem nada!"

José Sócrates já teve ocasião e tempo para ver com quem pode contar... nos próximos meses.

SOBRE AS PRÓXIMAS GUERRAS

 

Uma análise absolutamente imperdível sobre o grande debate estratégico que atravessa a comunidade americana de Defesa e que tem, claro, consequências, a diversos níveis e em diversos sectores, para todo o mundo. De George Friedman, na Stratfor:

Graphic for Geopolitical Intelligence Report
 

The U.S. Air Force and the Next War

 

June 11, 2008

By George Friedman

U.S. Secretary of Defense Robert Gates has fired the secretary of the Air Force and the Air Force chief of staff. The official reason given for the firings was the mishandling of nuclear weapons and equipment related to nuclear weapons, which included allowing an aircraft to fly within the United States with six armed nuclear weapons on board and accidentally shipping nuclear triggers to Taiwan. An investigation conducted by a Navy admiral concluded that Air Force expertise in handling nuclear weapons had declined.

Focusing on Present Conflicts

While Gates insisted that this was the immediate reason for the firings, he has sharply criticized the Air Force for failing to reorient itself to the types of conflict in which the United States is currently engaged. Where the Air Force leadership wanted to focus on deploying a new generation of fighter aircraft, Gates wanted them deploying additional unmanned aircraft able to provide reconnaissance and carry out airstrikes in Iraq and Afghanistan.

These are not trivial issues, but they are the tip of the iceberg in a much more fundamental strategic debate going on in the U.S. defense community. Gates put the issue succinctly when he recently said that “I have noticed too much of a tendency toward what might be called ‘next-war-itis’ — the propensity of much of the defense establishment to be in favor of what might be needed in a future conflict.” This is what the firings were about.

Naturally, as soon as the firings were announced, there were people who assumed they occurred because these two were unwilling to go along with plans to bomb Iran. At this point, the urban legend of an imminent war with Iran has permeated the culture. But the Air Force is the one place where calls for an air attack would find little resistance, particularly at the top, because it would give the Air Force the kind of mission it really knows how to do and is good at. The whole issue in these firings is whether what the Air Force is good at is what the United States needs.

There is a neat alignment of the issues involved in the firings. Nuclear arms were the quintessential weapons of the Cold War, the last generation. Predators and similar unmanned aircraft are part of this generation’s warfare. The Air Force sees F-22s and other conventional technology as the key weapons of the next generation. The Air Force leadership, facing decades-long timelines in fielding new weapons systems, feels it must focus on the next war now. Gates, responsible for fighting this generation’s war, sees the Air Force as neglecting current requirements. He also views it as essentially having lost interest and expertise in the last generation’s weapons, which are still important — not to mention extremely dangerous.

Fighting the Last War

The classic charge against generals is that they always want to fight the last war again. In charging the Air Force with wanting to fight the next war now, Gates is saying the Air Force has replaced the old problem with a new one. The Air Force’s view of the situation is that if all resources are poured into fighting this war, the United States will emerge from it unprepared to fight the next war. Underneath this discussion of past and future wars is a more important and defining set of questions. First, can the United States afford to fight this war while simultaneously preparing for the next one? Second, what will the next war look like; will it be different from this one?

There is a school of thought in the military that argues that we have now entered the fourth generation of warfare. The first generation of war, according to this theory, involved columns and lines of troops firing muzzle-loaded weapons in volleys. The second generation consisted of warfare involving indirect fire (artillery) and massed movement, as seen in World War I. Third-generation warfare comprised mobile warfare, focused on outmaneuvering the enemy, penetrating enemy lines and encircling them, as was done with armor during World War II. The first three generations of warfare involved large numbers of troops, equipment and logistics. Large territorial organizations — namely, nation-states — were required to carry them out.

Fourth-generation warfare is warfare carried out by nonstate actors using small, decentralized units and individuals to strike at enemy forces and, more important, create political support among the population. The classic example of fourth-generation warfare would be the intifadas carried out by Palestinians against Israel. They involved everything from rioters throwing rocks to kidnappings to suicide bombings. The Palestinians could not defeat the Israel Defense Forces (IDF), a classic third-generation force, in any conventional sense — but neither could the IDF vanquish the intifadas, since the battlefield was the Palestinians themselves. So long as the Palestinians were prepared to support their fourth-generation warriors, they could extract an ongoing price against Israeli civilians and soldiers. The Israeli-Palestinian conflict thus became one of morale rather than materiel. This was the model, of course, the United States encountered in Iraq.

Fourth-generation warfare has always existed. Imperial Britain faced it in Afghanistan. The United States faced it at the turn of the last century in the Philippines. King David waged fourth-generation warfare in Galilee. It has been a constant mode of warfare. The theorists of fourth-generational warfare are not arguing that the United States will face this type of war along with others, but that going forward, this type of warfare will dominate — that the wars of the future will be fourth-generation wars.

Nation-States and Fourth-Generation Warfare

Implicit in this argument is the view that the nation-state, which has dominated warfare since the invention of firearms, is no longer the primary agent of wars. Each of the previous three generations of warfare required manpower and resources on a very large scale that only a nation-state could provide. Fidel Castro in the Cuban mountains, for example, could not field an armored division, an infantry brigade or a rifle regiment; it took a nation to fight the first three generations of warfare.

The argument now is that nations are not the agents of wars but its victims. Wars will not be fought between nations, but between nations and subnational groups that are decentralized, sparse, dispersed and primarily conducting war to attack their target’s morale. The very size of the forces dispersed by a nation-state makes them vulnerable to subnational groups by providing a target-rich environment. Being sparse and politically capable, the insurgent groups blend into the population and are difficult to ferret out and defeat.

In such a war, the nation-state’s primary mission is to identify the enemy, separate him from the population and destroy him. It is critical to be surgical in attacking the enemy, since the enemy wins whenever an attack by the nation-state hits the noncombatant population, even if its own forces are destroyed — this is political warfare. Therefore, the key to success — if success is possible — is intelligence. It is necessary to know the enemy’s whereabouts, and strike him when he is not near the noncombatant population.

The Air Force and UAVs

In fourth-generation warfare, therefore, unmanned aerial vehicles (UAVs) are one of the keys to defeating the substate actor. They gather intelligence, wait until the target is not surrounded by noncombatants and strike suddenly and without warning. It is the quintessential warfare for a technologically advanced nation fighting a subnational insurgent group embedded in the population. It is not surprising that Gates, charged with prosecuting a fourth-generation war, is furious at the Air Force for focusing on fighter planes when what it needs are more and better UAVs.

The Air Force, which was built around the concept of air superiority and strategic bombing, has a visceral objection to unmanned aircraft. From its inception, the Air Force (and the Army Air Corps before it) argued that modern warfare would be fought between nation-states, and that the defining weapon in this kind of war would be the manned bomber attacking targets with precision. When it became apparent that the manned bomber was highly vulnerable to enemy fighters and anti-aircraft systems, the doctrine was modified with the argument that the Air Force’s task was to establish air superiority using fighter aircraft to sweep the skies of the enemy and strike aircraft to take out anti-aircraft systems — clearing the way for bombers or, later, the attack aircraft.

The response to the Air Force position is that the United States is no longer fighting the first three types of war, and that the only wars the United States will fight now will be fourth-generation wars where command of the air is both a given and irrelevant. The Air Force’s mission would thus be obsolete. Only nation-states have the resources to resist U.S. airpower, and the United States isn’t going to be fighting one of them again.

This should be the key point of contention for the Air Force, which should argue that there is no such thing as fourth-generation warfare. There have always been guerrillas, assassins and other forms of politico-military operatives. With the invention of explosives, they have been able to kill more people than before, but there is nothing new in this. What is called fourth-generation warfare is simply a type of war faced by everyone from Alexander to Hitler. It is just resistance. This has not superseded third-generation warfare; it merely happens to be the type of warfare the United States has faced recently.

Wars between nation-states, such as World War I and World War II, are rare in the sense that the United States fought many more wars like the Huk rising in the Philippines or the Vietnam War in its guerrilla phase than it did world wars. Nevertheless, it was the two world wars that determined the future of the world and threatened fundamental U.S. interests. The United States can lose a dozen Vietnams or Iraqs and not have its interests harmed. But losing a war with a nation-state could be catastrophic.

The Next War vs. the War That Matters

The response to Gates, therefore, is that the Air Force is not preparing for the next war. It is preparing for the war that really matters rather than focusing on an insurgency that ultimately cannot threaten fundamental U.S. interests. Gates, of course, would answer that the Air Force is cavalier with the lives of troops who are fighting the current war as it prepares to fight some notional war. The Air Force would counter that the notional war it is preparing to fight could decide the survival of the United States, while the war being fought by Gates won’t. At this point, the argument would deadlock, and the president and Congress would decide where to place their bets.

But the argument is not quite over at this point. The Air Force’s point about preparing for the decisive wars is, in our mind, well-taken. It is hard for us to accept the idea that the nation-state is helpless in front of determined subnational groups. More important, it is hard for us to accept the idea that international warfare is at an end. There have been long periods in the past of relative tranquility between nation-states — such as, for example, the period between the fall of Napoleon and World War I. Wars between nations were sparse, and the European powers focused on fourth-generational resistance in their colonies. But when war came in 1914, it came with a vengeance.

Our question regards the weapons the Air Force wants to procure. It wants to build the F-22 fighter at enormous cost, which is designed to penetrate enemy airspace, defeat enemy fighter aircraft and deliver ordnance with precision to a particular point on the map. Why would one use a manned aircraft for that mission? The evolution of cruise missiles with greater range and speed permits the delivery of the same ordnance to the same target without having a pilot in the cockpit. Indeed, cruise missiles can engage in evasive maneuvers at g-forces that would kill a pilot. And cruise missiles exist that could serve as unmanned aircraft, flying to the target, releasing submunitions and returning home. The combination of space-based reconnaissance and the unmanned cruise missile — in particular, next-generation systems able to move at hypersonic speeds (in excess of five times the speed of sound) — would appear a much more efficient and effective solution to the problem of the next generation of warfare.

We could argue that both Gates and the Air Force are missing the point. Gates is right that the Air Force should focus on unmanned aircraft; technology has simply moved beyond the piloted aircraft as a model. But this does not mean the Air Force should not be preparing for the next war. Just as the military should have been preparing for the U.S.-jihadist war while also waging the Cold War, so too, the military should be preparing for the next conflict while fighting this war. For a country that spends as much time in wars as the United States (about 17 percent of the 20th century in major wars, almost all of the 21st century), Gates’ wish to focus so narrowly on this war seems reckless.

At the same time, building a new and fiendishly expensive version of the last generation’s weapons does not necessarily constitute preparing for the next war. The Air Force was built around the piloted combat aircraft. The Navy was built around sailing ships. Those who flew and those who sailed were necessary and courageous. But sailing ships don’t fit into the modern fleet, and it is not clear to us that manned aircraft will fit into high-intensity peer conflict in the future.

We do not agree that preparing for the next war is pathological. We should always be fighting this war and preparing for the next. But we don’t believe the Air Force is preparing for the next war. There will be wars between nations, fought with all the chips on the table. Gates is right that the Air Force should focus on unmanned aircraft. But not because of this war alone.

Wednesday, 11 June 2008

CHILE 1972, PORTUGAL 2008...

A tentativa dos camionistas de "secar" o país e conduzir à sua paralização e isolamento (com as bombas secas nem haveria aviões...) lembra-me qualquer coisa de há muitos anos. De 1972, mais precisamente. Creio que nenhum destes pobres camionistas sabe ou se lembrará da "greve dos camionistas" que durou meses e pôs o Chile de Salvador Allende de pantanas... Claro, depois levaram com o porrete do "chapelinho vermelho" (nome de código de Pinochet).

 

Estes nossos pobres camionistas devem estar a ver Portugal como os outros viam o Chile e a querer colocar Sócrates na posição que os outros colocaram Allende... Mas é intolerável!

 

Por isso, me parece que RPM no  Macro acerta em cheio quando diz: ‘A situação da alta do petróleo já é, por si só, grave, se os camionistas bloqueiam o País o caos instala-se e depois ninguém consegue circular e paralisa-se Portugal inteiro. Ora, esta situação de criação do caos por parte dos camionistas para meter o Governo de joelhos e negociar nessa base, é intolerável.’

 

UM DOS BONS LADOS DA CRISE...
 
Depois da "tanga" do Barroso e do "tsunami" da crise mundial,
a paisagem melhorou bastante...
Ou, como soe dizer-se entre portugueses,
é preciso ver o lado bom da coisa!
 
Anna Scharl, foto picada a " Deus... "
 
Ver mais fotos de:

A CHINA É... OUTRA
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A reacção epidérmica dos chineses à sugestão de Sharon Stone de que o recente terramoto seria uma consequência do mau karma que Pequim espalha no Tibete é bem reveladora de como o comunismo e os seus "grandes saltos em frente" e outras "revoluções culturais proletárias" não arranharam sequer a alma profunda e ancestral dos chineses. Convém, por isso, procurar conhecê-la, conhecer essa coisa de que Mao e sua soldadesca passaram o tempo a falar como as "influências feudais"... E, claro, ler quem a tenha conhecido de perto e estudado bem. O fecho da China aos ocidentais, que começou nos anos trinta do século XX e se reforçou depois com a tomada do poder em 1949 por Mao, limitou muito os estudos mas, além do sempre imprescindível e incontornável Lucien Bodard, recomenda-se um trabalho de 1936 de um médico francês de Pequim, o dr. J.-J. Matignon, agora disponível em edição electrónica disponibilizada on-line pela Université du Québec. Ou a descoberta de que a China não é bem o que o regime comunista apregoa nem o que vê quem a olha da janela de um recente hotel de 5 estrelas:
.
"Une édition électronique réalisée à partir du texte du Dr J.-J. Matignon, LA CHINE HERMÉTIQUE. Superstitions, Crime et Misère. Une édition électronique réalisée à partir du texte de J.-J. Matignon, Librairie orientaliste Paul Geuthner, Paris, 1936, 400 pages. Première édition, sous le titre ‘Superstitions, crime et misère’, 1898. Une édition réalisée par Pierre Palpant, bénévole, Paris.
 
La Chine hermétique.
Superstitions, Crime et Misère
 
Dr J.-J. Matignon
Médecin français à Pékin, fin du XIXe siècle

Voir la sous-collection CHINE ANCIENNE réalisée par Pierre Palpant, bénévole, Paris.

Extraits

 Table des matières

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Indice:
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  • Introduction.
  • De quelques superstitions.
  • Diagnostic intra-utérin du sexe du foetus.
  • Le suicide [ Causes : Vengeance, rancune Jalousie, colère, dépit Situation pénible, ridicule, tristesse et chagrin Point d’honneur et« perte de face » Questions d’argent Piété filiale Fidélité conjugale Maladies et misère Folie et religiosité Pour éviter une punition. —— Moyens]
  • Comment savaient mourir les vrais disciples de Confucius.
  • L’auto-crémation des prêtres bouddhistes.
  • Les eunuques du Palais Impérial de Pékin.
  • A propos d’un pied de Chinoise.
  • Infanticide et avortement : I. Infanticide. — II. Avortement.
  • Deux mots sur la pédérastie.
  • Le mendiant de Pékin.
  • Les morts qui gouvernent.
  • Les idées religieuses des Chinois.
  • Hystérie et « Boxeurs ».

José Mateus Cavaco Silva at June 11, 2008 18:30 | link | comments
Tags: china
Thursday, 05 June 2008

PORTUGAL PRESO NO PASSADO

 

O passado irrompe, por vezes, nos espaços do presente. Nestes dias iniciais de Junho, estamos confrontados com uma série de irrupções dessas em alguns jornais, em pequenas salas de teatro e nas ruas de Lisboa.

 

Vale a pena analisar sem concessões a semântica política dos discursos, o posicionamento dos protagonistas e a tipologia dos manifestantes. E procurar depois perceber onde é que tudo isso se cruza. Neste exercício, o resultado a que cheguei é, no mínimo, curioso: um Portugal do fim dos anos quarenta do século passado, ainda não-urbano e bastante rural, muito pobre de conhecimento e de qualificações e, portanto, também materialmente pobre.

 

Mas o Portugal deste século XXI pode ser reduzido ou aprisionado por isto, por estes resquícios, em fim de ciclo, dos malditos e pobres anos quarenta...? Essa é a questão. E questão tanto mais real quanto esse aprisionamento pode estar à beira de acontecer...

 

Pode o nosso futuro ser aprisionado por este miserável passado? Pode a sua irrupção no presente ameaçar a nossa vida? Nunca mais nos libertamos disso? Deste somatório de défices e de derrotas?

 

É urgente, face a isto, afirmar outro Portugal. Mais deste século XXI, mais virado para o exterior, mais urbano, mais tecnológico e mais qualificado. Ou seja, o nosso presente apresenta-nos uma terrível  “luta de classes” entre o passado e o futuro. A esquerda e a direita, os progressistas e os conservadores raramente ou mesmo nunca são o que as sempre desactualizadas cartilhas ideológicas dizem...

 

As forças da inércia e do passado (o complexo neo-corporativo e salazarento) têm sido, nas últimas décadas, bastante mais pesadas que as forças da mudança e daí que Portugal continue tão pobre e tão desigual, tão favorável aos vários interesses rentistas e tão penalizador da inovação, da dinâmica e da competência. Nos últimos tempos, alguns sinais pareciam indicar a afirmação de uma dinâmica de mudança. A irrupção do passado ameaça, porém, prender-nos por mais uns anos largos no passado...

 

 

PS FRANCÊS REABILITA O LIBERALISMO

 

De l'audace !As declarações de Ségolène Royal e, mais recentemente, de Bertrand Delanoe (ver aqui ) sobre “ser liberal e socialista”  e a necessidade da esquerda saber conjugar a dimensão liberal, inclusive no plano económico, e a dimensão social parecem indicar que os socialistas franceses se estão a libertar das peias ideológicas do velho leninismo asiático e despótico e pronto a reconciliar-se com esta doutrina filosófica que limitou o arbitrário do princípe, conduziu à abolição da escravatura, à supressão da pena de morte e conduziu à Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão...

 

Socialisme, libéralisme et égalité

 

Karl Marx était un libéral     

Wednesday, 04 June 2008

Entrevista de Christian Harbulot ao ‘le Monde’

sobre as especificidades da EGE e o domínio das armas da informação

 

21/05/2008 : A lire dans les "Les Cahiers de la compétitivité" du Monde (21 mai 2008), l'interview de Christian Harbulot sous le titre "S'initier aux armes de l'informations".

Télécharger l'interview au format .pdf

A INFORMAÇÃO É... A GUERRA

 

A Infoguerre aponta esta reportagem como exemplar para demonstrar a justeza do postulado ”a informação é a guerra”. Em questão está o afrontamento pela conquista da legitimidade (portanto, um caso de gestão da percepção...) entre a Boeing e a Airbus, a propósito da venda de “abastecedores” à US Air Force...

.

L'information, c'est la guerre ! l'EGE sur France24

Lorsqu'il s'agit de conquérir des parts de marché, certains n'hésitent pas à manipuler l'information. Un exemple sur tous : l'affrontement entre Boeing et EADS pour le "contrat du siècle" avec l'armée de l'air américaine.
Voir la vidéo

REGRESSO AO PASSADO

 

Os senhores do PS que, nas décadas de 40, 50 e 60 do século passado, entraram na vida pela porta do comunismo de Álvaro Cunhal têm e apresentam algumas dificuldades em perceber que mudámos de século, mudámos de mundo, mudámos de direita, mudámos de esquerda e estamos a mudar ainda mais e em modo acelerado. Eles não o entendem e mostram, querem mostrar todos os dias, que eles não mudaram, nem mudam. Resultado disto: coisas tristes, espectáculos lamentáveis, prosas enviesadas e uma espécie de triste poesia pífia. Nada de grave nisto. O que será grave é que isto venha a funcionar como grão de areia na engrenagem e lixe ainda um pouco mais o já lixado país que é este. E, confesso, que não gostava de pensar que é isso que Soares, Alegre e alguns soldados perdidos do PS procuram... com o seu ar e o seu discurso de gente perdida em meados do século passado e a sua vontade de fazer Portugal regressar a esses tempos miseráveis, tanto em termos materiais como, sobretudo, intelectuais.

 

Tuesday, 03 June 2008

Scientists sign petition denying

man-made global warming

 

By Graham Tibbetts

Last Updated: 5:31PM BST 30/05/2008

More than 31,000 scientists have signed a petition denying that man is responsible for global warming.

Continua Aqui

José Mateus Cavaco Silva at June 03, 2008 16:13 | link | comments
Tags: climate change

QUANDO "LE MONDE" DESCOBRE

A INTELIGÊNCIA ECONÓMICA 

O "Le Monde" de ontem dá um grande destaque, na sua secção de economia, à ascenção da Inteligência Económica nas empresas e nas instituições públicas, como instrumento indispensável para a sobrevivência e afirmação num mundo hiper-competitivo, marcado pela dimensão global e por tempos de decisão cada vez mais curtos, e onde a informação é a matéria prima decisiva. A descoberta pela grande imprensa generalista da Inteligência Económica (em Portugal, por uma vez sem o atraso costumeiro, o Correio da Manhã aos sábados tem uma rubrica de IE, "Ver Claro", desde o ano passado) é um momento do reconhecimento deste saber transversal próprio deste século XXI. Registe-se ainda que, na universidade portuguesa, se o ensino da IE ainda nem sequer faz parte dos planos de futuro, alguns estudantes estão a impor os seus mestrados e doutoramentos nesta área. Esta semana, na Universidade Católica, realizaram-se as primeiras provas de um mestrado em IE (grande abraço de parabéns ao Mestre André Nunes que obteve a distinção máxima por unanimidade do júri) e aguarda-se, para breve, numa outra universidade o doutoramento em IE de André Magrinho. Claro que isto pouco ou nada é quando comparado com as largas dezenas de mestres e de doutorados que as universidades francesas produzem todos os anos, desde meados dos anos 90...

L'essor de l'intelligence économique

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TWO MUST READS FOR THE SUMMER

While the rest of the world wastes precious mindshare on the latest 'kiss and tell', self-help, and 'Asian Century' books, those of us in contact with the real world can enjoy some excellent summer reading with two new entrants in the Global Guerrillas genre. Both are must reads.

REINVENTING COLLAPSE by Dmitry Orlov

Reinventing Collapse: The Soviet Example and American ProspectsNOTE: Dmitry graciously sent me a PDF of his book's early manuscript so I was able to provide some feedback. Thanks!

Reinventing Collapse makes three points:

  • The similarities between the US and the USSR, as countries that distorted their political and economic systems to become global superpowers, were/are greater than the differences. The implication is that the US will suffer a fate similar to the USSR: economic, political, and social collapse.
  • A comparison of the US and USSR's economic and social systems reveals that at a deep level, the US is much less resilient than the USSR. This implies that a collapse of the US will be substantially worse than the experience of the Soviet Union.
  • A series of insights on how to survive the collapse of a superpower (this is my favorite section).


McMAFIA by Misha Glenny

McMafia: A Journey Through the Global Criminal Underworld (Borzoi Books)Glenny dutifully documents, in exquisite detail, the rise of transnational criminal organizations in every global region. Simple formula: morally neutral global economic platform + economic/social distress = the rapid proliferation and unabated growth of transnational criminal organizations. The book is an excellent read and a natural compliment/backgrounder to Brave New War's analysis. Without a fundamental revision of global governance (not very likely), we will soon become very familiar with local variants of the stories he documents.








Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…

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