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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Wednesday, 30 April 2008

A CHINA CADA VEZ MAIS

EMBRULHADA NO TIBETE

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A China, como ontem aqui  se escrevia, já começou a oficializar as prisões de tibetanos, com várias condenações a prisão perpétua. A reacção ocidental de Londres e Washington é de claro "descontentamento"... Os chineses continuam a poluir os Jogos Olimpicos com os seus hábitos e práticas de barbárie política. Tornam assim cada vez mais difícil aos ocidentais virar a cara para o lado, fazer que não estão a ver e fazer como se tudo fosse normal... Estará Pequim (depois da "diplomacia do sorriso") a desafiar o mundo mostrando-se como "infrequentável"? Será estratégia ou apenas falta de modos? Seja como fôr, cada me parece mais que estes comunas chineses não são herdeiros de Sun Tzu mas sim de qualquer pequeno déspota asiático... 

Londres et Washington
 

“Cada vez admiro mais

 o comunismo chinês”

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explica o Jumento:

 

CHINA: MILHARES DE CRIANÇAS VENDIDAS A FÁBRICAS

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«Miles de niños de un pobre municipio chino fueron vendidos para trabajar en régimen de esclavitud en fábricas del próspero sur del país. Los miembros de una banda de crimen organizado engañaban a los menores, con edades comprendidas entre los siete y los quince años, en el municipio de Liangshan, en la provincia suroccidental de Sichuan, y los vendían a fábricas de provincias como Cantón o Fujian, según el diario Southern Metropolis Newspaper.» [20 Minutos]

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CHINA QUER ALUGAR TERRAS ARÁVEIS NOUTROS PAÍSES 

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«O governo da China estuda a possibilidade de adotar uma série de políticas para encorajar suas empresas a alugar terras cultiváveis em outros países. Segundo informações do jornal Beijing Morning, autoridades do Ministério da Agricultura chinês afirmaram que o governo está procurando criar novas políticas para encorajar o arrendamento ou mesmo a compra de terras cultiváveis na América Latina, na Austrália, na Rússia e nas repúblicas da antiga União Soviética.» [BBC Brasil]

SAIU DA SOMBRA E QUEIMOU-SE

«Cunha Vaz tem uma agência de comunicação. As agências de comunicação deviam chamar-se agências de convicção, servem para convencer os clientes que convencem o mundo. Por profissão, Cunha Vaz é convincente. Com Vicente, com Menezes, com quem pagar: por exemplo, quando da liderança do BCP, Cunha Vaz estava com Santos Ferreira e com Luís Filipe Menezes que acusava Santos Ferreira de ser um pau-mandado do Governo. Com profissão de sombra, Cunha Vaz deu, ontem, uma entrevista de quatro páginas ao Público. Para dizer, por exemplo, sobre um assunto qualquer, que o seu cliente Menezes mentiu. Enfim, não foi bem assim. Cunha Vaz disse que ele "deixou cair [uma mentira]..." O entrevistador insistiu: "Menezes não disse a verdade?" Ao que Cunha Vaz respondeu: "Não. Colocaram-lhe a pergunta e ele quis ser simpático." Essa é outra função das agências de comunicação: saber valorar a imagem o cliente. Este não pode passar por mentiroso. Já tonto, pode.» Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias

 

Nada a dizer sobre o texto (brilhante, como é hábito) do Ferreira Fernandes. Excepto talvez (ou mesmo de certeza) que ele expande exageradamente a generalização ao falar de "agência de comunicação. Parafraseando o Alexandre O., "há agências e agências...". E (já agora que estou com a mão na massa) referir que também lhe falta alguma coisa... Falta dizer que, quando a agência que comunica o cliente se torna ela mesma o tema de comunicação, então não é uma agência de comunicação mas sim um desastre! Para o cliente...  e para si mesma!

 

E já nem falo desse hábito (muito português...) da mesma agência "defender" interesses incompatíveis e mesmo antagónicos. Ou desse outro traço lusitano de a mesma agência trabalhar para o PSD e para o PS, em simultâneo ou indistintamente... O que é impensável, por exemplo, nos Estados Unidos (nunca ninguém viu K. Rove a trabalhar para o Partido Democrático...) e que, de resto, produz um trabalho indistinto. Um trabalho que leva a que a imagem do PS e a do PSD se confundam cada vez mais. Trabalho indistinto, imagens indistintas... O exacto contrário do que é o trabalho de uma agência de comunicação: produzir uma imagem distinta...

 

Dito isto, a prosa de Ferreira Fernandes é um bom aviso. A imagem das agências de imagem anda pelas ruas da amargura... E seria bom que ninguém confundisse uma "agência de com." com uma venda de banha da cobra! À mulher de César não lhe basta parecer séria... Tem de o ser!

 

OBAMA NO PURGATÓRIO...

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Obama’s Break With Ex-Pastor Sets Sharp Shift in Tone


By JEFF ZELENY and ADAM NAGOURNEY

 

A week before two key primaries, the controversy surrounding his ex-pastor again erupted into a threat to Barack Obama’s ability to show that he could unify the Democratic Party.

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QUOTATION OF THE DAY

 

"I find these comments appalling. It contradicts everything that I’m about and who I am."

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BARACK OBAMA, on remarks by his former pastor, the Rev. Jeremiah A. Wright Jr.

José Mateus Cavaco Silva at April 30, 2008 21:05 | link | comments (2)
Tags: obama

Do “Complexo”...

Francisco Sarsfield Cabral

 

"Décadas e décadas de isolamento internacional deixaram a sua marca, claro. Mas, de um modo geral, os portugueses que emigraram integraram-se bem noutros ambientes e noutras culturas. Mostraram uma abertura ao diferente que já se manifestara nos Descobrimentos. Só que nós somos descendentes dos que ficaram por cá...

Esta (nossa) mentalidade fechada e provinciana é fatal num mundo onde os transportes e comunicações progrediram vertiginosamente. No passado, ela trouxe duas consequências aparentemente opostas: um complexo de inferioridade perante tudo o que é estrangeiro (automaticamente valorizando o que se faz "lá fora") e a rejeição dos "estrangeirados", isto é, dos que pretenderam modernizar Portugal. No presente, o provincianismo dificulta a nossa afirmação económica e cultural num mundo cada vez mais globalizado. Implica ficarmos à margem.»

Francisco Sarsfield Cabral, in Público

Tuesday, 29 April 2008

A CHINA CONDENA TIBETANOS

E TENTA DEGELO COM TÓQUIO

 

As primeiras condenações de tibetanos, a prisão perpétua, depois da revolta de Março são conhecidas no mesmo dia em que se anuncia uma visita a Tóquio de Hu Jintao, o presidente chinês.

 

Tibet: premières condamnations après les émeutes

 

A China já condenou os primeiros 17 tibetanos, alguns a prisão perpétua, acusados de participarem nas manifestações de 14 de Março, em Lassa, segundo noticia hoje o L’Express.

“(…) Ces 17 accusés ont été les premières personnes à être condamnées depuis les émeutes.

Contacté par l'AFP, un responsable du tribunal a affirmé que les détails des jugements seraient annoncés publiquement plus tard dans la journée.

“(…) Les manifestations anti-chinoises avaient démarré le 10 mars à Lhassa, jour anniversaire de la révolte anti-chinoise de 1959, avant de dégénérer le 14 mars, puis de s'étendre à d'autres régions où vivent des minorités tibétaines, dans l'ouest de la Chine.

“Les dirigeants tibétains en exil affirment que la répression chinoise a fait plus de 150 morts et que plus de 2.000 personnes ont été arrêtées. La police chinoise avait annoncé l'arrestation de 400 personnes pour leur participation aux émeutes de Lhassa. “ 

Chine-Japon: La diplomatie du ping-pong 

 

"Le président chinois Hu Jintao se rendra au Japon du 6 au 10 mai pour une visite officielle annoncée ce mardi matin par Pékin. Il s'agit de la seconde visite de l'histoire pour un chef d'Etat chinois, la première depuis dix ans. La visite de Hu Jintao interviendra dans un contexte de réchauffement des relations entre les deux pays, très tendues pendant l'ère du Premier ministre japonais Junichiro Koizumi (2001-2006). Entre les deux géants d'Asie, est-ce l'amorce d'un dégel?

Rien ne vaut une partie de ping-pong pour s'entendre avec la Chine. Les Etats-Unis en ont joué pour la visite historique à Pékin, en 1972, de Richard Nixon. Et le Japon s'y met à son tour : durant son séjour à Tokyo, du 6 au 10 mai, le président Hu Jintao devrait échanger quelques balles avec le Premier ministre Yasuo Fukuda, histoire de détendre une atmosphère toujours pesante entre les deux pays.

Certes, la période de glaciation des années 2001-2006 semble révolue. Depuis le départ de Junichiro Koizumi de la tête du gouvernement nippon, et l'arrêt des visites au sanctuaire nationaliste Yasukuni, les dirigeants de part et d'autre se rencontrent à nouveau. Fukuda, partisan d'un rapprochement avec Pékin, s'est déjà rendu en Chine il y a quatre mois. Hu lui rend la politesse. Une première, pour un dirigeant chinois, depuis dix ans.

Mais les contentieux restent nombreux. D'abord, Yasuo Fukuda ne manquera pas de demander à son invité de résoudre la crise tibétaine par le dialogue : les échanges annoncés entre Pékin et le dalaï-lama seront surveillés de près. Ensuite, le différend sur la frontière maritime entre les deux pays, qui complique depuis quatre ans l'exploitation des gisements gaziers en mer de Chine orientale, ne devrait pas être résolu. Pas plus que l'affaire des gyoza, ces raviolis chinois à l'origine d'une intoxication au Japon: une enquête est en cours, sans résultat pour l'instant. Ce dernier point est jugé si sensible qu'il a déjà provoqué un report de la visite de Hu...

Enfin, le Japon s'inquiète toujours des dépenses militaires de la Chine et des problèmes environnementaux dont souffre son grand voisin. Bref, entre les deux géants de l'Asie, les motifs de fâcherie demeurent. Et il faudra plus qu'une partie de ping-pong pour en venir à bout.”

SOBRE A GUERRA NO SÉCULO XXI

A guerra do século XXI anuncia-se totalmente diferente das suas formas conhecidas no século XX. Face a isto, alguns estados (EUA, França e pouco mais) estão já a procurar doutrina e dispositivos capazes de enfrentar as  formas e teatros novos de conflito que percepcionam. Alguns pensadores e ensaístas têm também, nos últimos anos, procurado pensar e racionalizar a questão. John Robb, por exemplo, cujos trabalhos o CLARO tem seguido com atenção. Hoje, damos conta da reflexão de um autor, normalmente mais dado a tratar temas económicos, Nicolas Baverez, que na sua definição de "guerre eclatée" vai, curiosamente, muito ao encontro de certas noções de John Robb, mesmo se as suas conclusões não são coincidentes. O que não espanta nada face às diferenças de vida e de experiências entre o jurista/economista francês e o ex-comandante da Força Delta e actual consultor de empresas e governos...

Faire la guerre au XXIe Siècle

Nicolas Baverez, no Le Point

Le XXIe siècle est placé sous le signe de la mondialisation , qui inaugure l'ère de l'histoire universelle. La dernière décennie du XXe siècle, toute à l'euphorie de l'achèvement de la guerre froide et de l'effondrement du soviétisme, a cultivé les illusions sur la fin de la violence. Elles ont été tragiquement enterrées en 2001 dans les ruines du World Trade Center, confirmant le jugement de Platon selon lequel « seuls les morts voient la fin de la guerre ». La mondialisation n'a pas davantage éradiqué la guerre que les crises économiques ou les révolutions, au grand dam des démocraties, régimes fondamentalement pacifiques, et plus encore de l'Europe, hantée par les conflits mondiaux du XXe siècle qu'elle engendra et qui provoquèrent sa ruine matérielle et morale. Mais elle a provoqué une nouvelle mutation de ses formes.

Trois faits récents éclairent les transformations de la guerre. La mort, le 12 mars, de Lazare Ponticelli, le der des ders des poilus, a ravivé la mémoire de la Grande Guerre, qui vit une France de 39 millions d'habitants perdre 1,3 million des siens, le carnage atteignant jusqu'à 27 000 victimes pour la seule journée du 22 août 1914. Le 19 mars, l'intervention américaine en Irak est entrée dans sa sixième année, avec des pertes s'élevant à 4 000 morts et quelque 29 000 blessés pour une population de plus de 300 millions d'habitants. En dépit d'un corps expéditionnaire fort de 155 000 Américains et 5 000 Britanniques, d'un budget évalué entre 600 et 3 000 milliards de dollars pour les seuls Etats-Unis, l'Irak n'est ni pacifié, ni contrôlé, ni reconstruit. Le 3 avril, à l'occasion du sommet de l'Otan à Bucarest, Nicolas Sarkozy a confirmé l'envoi de 700 soldats français dans l'est de l'Afghanistan.

La guerre est donc revenue au premier plan de l'histoire et de la vie des démocraties, y compris en Europe, continent qui n'a plus été le théâtre de conflits armés depuis soixante ans, à l'exception de l'ex-Yougoslavie. Elle est une réalité durable de la mondialisation pour trois raisons. D'abord, la mondialisation repose sur un mouvement dialectique entre la diffusion universelle du capitalisme et des technologies, d'une part, l'exacerbation des conflits de valeurs, d'identités et de cultures, d'autre part. Ensuite, l'interdépendance des économies et des sociétés alimente la propagation des crises et des conflits. Enfin, des ambitions rivales se manifestent pour le contrôle des ressources rares (énergie, matières premières, eau) ou de nouveaux espaces stratégiques (stratosphère - voir les tirs de satellites effectués par la Chine et les Etats-Unis -, fonds marins, cyberespace - voir l'attaque russe qui a provoqué la paralysie de l'Estonie en 2007).

La guerre obéit à des principes et à des logiques de plus en plus hétérogènes. Le XVIe siècle fut celui des guerres de Religion ; le XVIIIe, celui des guerres limitées ; la Révolution française et l'Empire inventèrent la guerre d'anéantissement au confluent de la souveraineté des nations et des débuts de l'industrie ; le XXe siècle s'organisa autour de la guerre totale ; le XXIe siècle expérimente la guerre éclatée à l'état endémique, qui se distingue de plus en plus difficilement de la paix en même temps que les frontières s'estompent entre le civil et le militaire, le national et l'international. Ainsi coexistent des séquelles de la guerre froide (Corée, Cuba, guérillas marxistes), des crises liées au démembrement des empires (Caucase, Balkans), des guerres civiles à fort potentiel d'internationalisation (Maghreb, Afrique), des foyers de déstabilisation liés à des Etats effondrés (Afghanistan, Pakistan, Darfour), des conflits de légitimité et de territoires (Moyen-Orient), des rivalités de puissance (Asie), des opérations de police internationale conduites sous l'égide des Nations unies.

Asymétrique ou symétrique , d'intensité variable, la guerre au XXIe siècle est chaude et non pas froide, réelle et non pas contournée par la compétition, ou technologique ; elle obéit à une logique opérationnelle d'emploi dans les différents espaces et temps où elle se déploie. Logique qui s'applique aux armées françaises, avec plus de 11 000 soldats en opérations extérieures. Dans l'ordre géopolitique comme dans l'ordre économique avec la crise financière, l'ère de transition par laquelle débute le XXIe siècle évolue dans des zones largement inconnues, conjuguant forte instabilité et risques de rupture. C'est pourquoi il est fondamental pour les démocraties de chercher à maîtriser la spirale de la violence et à réguler la guerre en conjurant deux périls : l'exalter, à l'instar de l'idéologie néoconservatrice aux Etats-Unis-dont les dépenses militaires atteignent au moins 600 milliards de dollars, soit la moitié du total mondial ; occulter sa réalité et négliger les moyens de la puissance qui permettent de la contrôler. Une tentation à laquelle succombe l'Europe, dont l'effort de dépense plafonne à 1,2 % du PIB. La prévention de la guerre repose plus que jamais sur la conscience et l'engagement des citoyens des nations libres. Comme le rappelle René Girard, « il faut réveiller les consciences endormies. Vouloir rassurer, c'est toujours contribuer au pire »

O TRISTE FIM DE CARTER

NOS BRAÇOS DO HAMAS

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Em “La triste fin de Jimmy Carter”, Bernard-Henri Lévy  faz uma liquidação em regra do patético ex-presidente americano e, sobretudo, mostra a ausência total de moral deste homem que sempre pretendeu ter uma estatura moral superior.

 

Mas se o “fim” de Cárter é triste, como BHL demonstra, igualmente “tristes” foram o seu princípio e o seu meio. Nisto, ao menos, Carter mantém “coerência”…  Triste também é, na Europa, muita gente não ter logo percebido esta natureza “triste” de Carter e que houvesse tanta gente incapaz de o ver como ele é e era!

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Quem é que nesta “Europa intelectual” não estava com Carter contra o “bruto” do Reagan, um “inculto” cow-boy de Hollywood…? Enfim, “tristezas”… Foi necessário Carter ir acabar (esperemos…) a sua “carreira” nos braços do Hamas para BHL se resolver a ocupar-se do assunto! Há uns trinta anos teria sido muito conveniente e interessante, agora… Enfim, como dizia a minha avó Luzia, tarde é o que nunca vem.

La triste fin de Jimmy Carter

Bernard-Henri Lévy, no Le Point

 Bernard-Henri Lévy

 

Le problème n'est évidemment pas de discuter, ou non, avec les Syriens-tous, peu ou prou, le font.

Il n'est pas d'aller rencontrer, à Damas, le chef en exil du Hamas-les mêmes, Israéliens compris, finiront un jour ou l'autre par s'y résoudre en vertu du vieux principe selon lequel c'est avec ses ennemis, non avec ses amis, qu'il faut, à la fin des fins, dialoguer, faire la paix et s'entendre.

Non.

Le problème, c'est la façon dont l'ex-président Carter s'y est pris.

Le problème, c'est l'inutile et spectaculaire accolade donnée, à Ramallah, au dignitaire du Hamas Nasser Shaer.

Le problème, c'est cette gerbe pieusement déposée sur la tombe d'un Yasser Arafat dont il sait, comme tout le monde, l'obstacle qu'il fut à la paix.

Le problème, c'est, au Caire, et à en croire un autre responsable du Hamas, Mahmoud al-Zahar, qui n'a pas été démenti, le fait qu'il ait pu qualifier de « mouvement de libération nationale » un parti, le Hamas donc, qui a fait du culte de la mort, de la mythologie du sang et de la race, de l'antisémitisme version « Protocoles des sages de Sion », les piliers de son idéologie.

Le problème, c'est, encore, le formidable pied de nez que lui a adressé le chef en exil du parti, Khaled Mechaal, en lançant, à Keren Shalom, alors même qu'il le recevait, son premier gros attentat à la voiture piégée depuis plusieurs mois-et le problème, c'est que l'événement n'arracha à M. Carter, tout empêtré qu'il était dans ses calculs de médiateur autoproclamé, pas un mot d'émotion ni de réprobation.

L'ex-président, dira-t-on, est coutumier du fait.

Et ce n'est pas d'hier que date l'étrange dérive de celui qui fut, il y a trente ans, l'un des artisans de la paix avec l'Egypte et qui n'a cessé, depuis, de vilipender Israël, de comparer son système politique à celui de l'Afrique du Sud à l' époque de l'apartheid, d'ignorer son désir de paix non moins réel que ses erreurs, de nier jusqu'à ses souffrances (entre autres exemples, cette intervention, il y a un an, sur la chaîne de télévision CBS où il déclarait que le Hamas n'avait plus commis, depuis des années, le moindre attentat ayant coûté la vie à des civils-et cela, en oubliant le meurtre de six personnes au terminal de Karni et celui, le 30 août 2004, de 16 occupants de deux bus à Beersheba).

Une chose est, pourtant, de parler à CBS ; une autre est de prononcer les mêmes mots, sans mandat, mais fort d'une indiscutable autorité morale, au plus près des belligérants.

Une chose est de dire, à Dublin, le 19 juin 2007, que les vrais criminels ne sont pas ceux qui claironnent comme Mechaal qu'Israël doit, « avant de mourir », être « humilié et dégradé » mais ceux qui préféreraient voir ces sympathiques personnages écartés tôt ou tard (et, si possible, plus tôt que tard) des cercles du pouvoir-une autre est de venir, sur place, appuyer de tout son poids les éléments les plus radicaux, les plus hostiles à la paix, les plus profondément nihilistes, du camp palestinien.

La vérité est que, voudrait-on déconsidérer l'autre bord, voudrait-on achever d'humilier et ridiculiser le seul haut dirigeant palestinien-Mahmoud Abbas-qui continue, au péril de sa vie, de croire en la solution des deux Etats, voudrait-on, en un mot, ruiner les derniers rêves des hommes et femmes de bonne volonté qui croient encore en la paix, que l'on ne s'y prendrait pas autrement.

Alors, qu'est-il arrivé à l'ancien prix Nobel de la paix ?

Est-ce la vanité de celui qui n'est plus rien et qui veut, avant de quitter la scène, un dernier quart d'heure de lumière ?

Est-ce la sénilité d'un politique qui a perdu le contact avec le réel et, au passage, avec son parti (Barack Obama, plus nettement encore que sa rivale, vient de rappeler qu'il n'est possible de « s'asseoir » avec les gens du Hamas que s'ils « renoncent au terrorisme, reconnaissent le droit d'Israël à exister, et respectent les accords passés ») ?

Serait-ce une variante de la haine de soi et, en l'espèce, la haine de son propre passé de grand faiseur de paix ?

Toutes les hypothèses sont permises.

Mais ce qui est sûr c'est que l'ex-président Carter avait un point commun avec le bientôt ex-président Bush : ce sont deux « born again », deux chrétiens « nés une seconde fois », avec tout ce que cette mystique, fréquente dans les Eglises évangéliques d'aujourd'hui, suppose d'obscurantisme.

Il en avait un autre que ne dément, hélas, pas la fin du mandat de George W. Bush: ils resteront, l'un comme l'autre, dans un ordre que l'Histoire saura déterminer, comme deux des plus mauvais présidents qu'auront connus les Etats-Unis.

Eh bien, en voici un troisième, lié aux deux premiers et dont le cas Carter apprend qu'il survit, hélas, et pour longtemps, à l'exercice du pouvoir (avis à ceux qui s'imaginent être, dans six mois, définitivement débarrassés du président en exercice !) : une identique capacité à transformer leurs erreurs politiques en désastreuses fautes morales.

José Mateus Cavaco Silva at April 29, 2008 16:20 | link | comments
Tags: usa, terrorismo

"DIÁLOGO DAS CIVILIZAÇÕES",

RÉGIS DEBRAY QUEBRA O MITO

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Vaca sagrada dos politicamente correctos e outros estafadores de grilos, o "diálogo de civilizações" estava à espera de quem pudesse e se atrevesse a mostrar que a transparência da coisa é de facto a nudez deste rei de um certo modismo. Está feito. Régis Debray tratou disso e o CNRS acaba de colocar o trabalho à disposição 

“Dépasser les illusions du "dialogue". Mais qu'est-ce qu'un dialogue? Et qu'est-ce qu'une culture? Permettez-moi un petit examen de conscience sur cette formule pieuse, le dernier dogme d’un monde sans dogme, à la fois cri de détresse et protestation contre la détresse, je veux dire : "le dialogue des civilisations". La conférence inaugurale de Régis Debray lors du deuxième Atelier culturel (Méditerranée) tenue le 28 juin 2007 à Séville à l'invitation de la Fondation des Trois Cultures, vient d'être publiée chez CNRS Editions sous le titre Un mythe contemporain : le dialogue des civilisations. (in “Theoria”)

 

Que veut dire ce mantra et que faire pour qu’il ne tourne pas à l’exutoire, voire à l’exorcisme ? “  (da apresentação do CNRS)

 

"Il nous faut partir de ce constat, en toute sérénité, si l'on veut éviter que ne s'instaure à la longue une sorte de théâtre à double foyer où sur une scène illuminée une troupe de brillants professionnels du dialogue pour le dialogue (l'alter ego diplomatique de l'art pour l'art) viendrait débiter d'édifiantes tirades - dans ces stations spatiales au sol que sont nos grands hôtels, mais sans avoir à vivre durablement ensemble - tandis que sur une scène obscure mais infiniment plus peuplée, ceux qui sont appelés à vivre côte à côte sans dialoguer, continueraient de se tirer dessus comme par devant" (Regis Debray, p. 12-13).

Monday, 28 April 2008

“QUINTO IMPÉRIO”

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[cinquieme+empire.JPG]

Muito a propósito do “25 d’Abril”, está disponível em formato ‘bolso’ o que me parece o melhor romance sobre Portugal dos anos sessenta, a dissecação do "complexo salazarento" à moda da época, a preparação do levantamento militar, seu contexto, seus chefes e etc… Uma leitura cada vez mais imprescindível para quem aprecia literatura e para quem se interessa por Portugal.

“Une édition de poche récente chez Rocher du livre ultime de Dominique de Roux, Le Cinquième Empire, paru deux semaines avant sa mort, le 29 mars 1977. Plus d'informations sur cet auteur "provocateur" sur le blog de Stalker, ici, ici et ici” (in Theoria)

O ISLÃO  dossier

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L’islam, historiquement troisième religion monothéiste, revendique plus d’un milliard de fidèles. Ce poids démographique et son expansionnisme religieux inquiète l’occident, à tort ou à raison."

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continua no Le Point

LePoint.fr

José Mateus Cavaco Silva at April 28, 2008 19:11 | link | comments
Tags: islão, terrorismo

OS SUBMARINOS NA

CHICANA PARTIDÁRIA

 

Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, falou na AR de submarinos… Mal. Tem de se informar melhor, antes de se pronunciar sobre matérias que não são dos seus pelouros.

 

Os submarinos, senhor ministro das Finanças, não devem servir para chicana partidária… Estes dois escassos submarinos são o principal instrumento de soberania deste Estado de que é ministro. E soberania é das poucas coisas valiosas (e que o uso não desgasta…) e bem rentáveis que a este Estado restam. Ora, pense lá bem senhor ministro…

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E além da soberania, pense ainda em coisas mais comezinhas como, por exemplo, aproveitar bem as contrapartidas económicas que os dois escassos submarinos proporcionam. Isso é o Estado tem de fazer bem… E não tem feito! Como, de resto, ficou bem claro quando o então ministro da Defesa Paulo Portas negociou (muito mal) as contrapartidas e, de facto, as cedeu numa bandeja a um grupo económico privado, as submeteu a uma lógica de interesses particulares e as retirou do quadro do interesse nacional. Mas isso é um problema de política… e não dos submarinos! E fazer esta chicana partidária é manter a coisa nesse nível politiqueiro e renunciar a ter sobre a matéria pensamento de Estado (que é o que, regra geral, falta aos políticos e que excepções, como José Sócrates ou Luís Amado, não chegam para resolver).

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Mas isto prova ainda que o PS continua sem ter um pensamento construído sobre a questão da Defesa e não estabeleceu ainda uma concepção clara sobre a questão simples (de enunciar mas, pelos vistos, de resposta difícil) de saber para que serve hoje a Defesa. E um partido de governo, na área ocidental, não se pode dar hoje ao luxo deste tipo de vulnerabilidades... Que lhe comprometem toda a credibilidade e ameaçam toda a sua política. E, na prática, isso representa o entregar a Defesa ao velho "complexo neo-corporativo e salazarento" , quando o que se espera de um governo PS é precisamente o contrário: libertá-la do amplexo fatal desse bafiento "complexo".

Creio que o senhor ministro se deixou levar pelo entusiasmo da polémica parlamentar, mas perdeu uma ocasião para afirmar-se como o homem de Estado que, nas suas matérias próprias, parece ser…

 

AR: Ministro das Finanças admite que submarinos podem "comprometer desígnio de baixar impostos"

 

Lisboa, 24 Abr (Lusa) -- O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos admitiu hoje, no Parlamento, que a compra de dois submarinos pelo Estado português pode vir a comprometer o "desígnio de baixar os impostos".

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O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos admitiu hoje, no Parlamento, que a compra de dois submarinos pelo Estado português pode vir a comprometer o "desígnio de baixar os impostos".

"Há dois submarinos que vamos ter que pagar. Não sei até que ponto é que não compromete esse desígnio de baixar os impostos", afirmou Teixeira dos Santos em resposta ao CDS-PP, durante o debate de urgência do PSD sobre a evolução orçamento e política fiscal, na Assembleia da República.

O ministro fora questionado por Diogo Feio, líder parlamentar do CDS-PP, sobre a política fiscal e a possibilidade de descida de impostos pelo Governo.

Perante os protestos da bancada do CDS, e com o líder do partido e ministro da Defesa na altura em que foi decidida a compra dos submarinos, Paulo Portas, ausente da bancada, Teixeira dos Santos deixou uma pergunta sem resposta: "Se ficaram incomodados, digam porquê?".

A compra dos dois submarinos ao consórcio alemão GSC vai custar, no total, mais de mil milhões de euros. " NS. - Lusa/Fim 

EUROPA: INTELIGÊNCIA PRECISA-SE

Notre Europe, um think tank europeu sedeado em Paris, considera que os europeus devem informar-se melhor e fazer prova de mais inteligência e evitar fazer oposições (pouco fundamentadas ou mesmo sem fundamento algum) aos Estados Unidos, na questão das alterações climáticas. Nesta problemática, como em qualquer outra, dominar a informação e usar a inteligência é decisivo: 

L'Europe ne devrait pas s'opposer aux

Etats-Unis sur le changement climatique


25 avril 2008
Les Européens feraient bien d'examiner les plans sur le climat des candidats potentiels à la présidence des Etats-Unis plutôt que de se concentrer sur l'administration Bush, comme l'écrit Stephen Boucher, cosecrétaire de Notre Europe, un think tank basé à Paris.

Friday, 25 April 2008

OPERAÇÃO "OPEN GATE"

Há 34 anos... Sucesso total! Parabéns a quem concebeu e a quem executou esta operação que pôs termo a quase cinco décadas de miserável, bafienta e inquisitorial ditadura de sacristia.

Dezanove meses mais tarde, a operação "Closed Gate" pôs termo às derivas, a que a primeira dera azo, e estabeleceu a Democracia.

Vou aproveitar o comemorativo feriado para ler Dominique de Roux e o seu (nosso) "Quinto Império"...

 

Thursday, 24 April 2008

BRONCA... BIG BRONCA!

Via  Doug Ross @ Journal

Terrorist fundraisers for Obama 

The indispensible Charles Johnson points us to an almost unbelievable sight:
Another big Barack Obama supporter: Hatem El-Hady, former chairman of the Toledo-based Islamic charity Kindhearts, closed by the US government in 2006 for terrorist fundraising: Terrorist Fundraisers for Obama.

El-Hady has now devoted himself to raising money for Barack Obama;
he has a page at the official Obama campaign web site, with three “friends” listed on it: “Rick,” “Fatima from Toledo, Ohio,” and ... Michelle Obama.

Note: when someone is listed as a “friend,” it means they specifically chose it. In other words, Michelle Obama’s name isn’t there because El-Hady put it there — it’s there because she chose to be listed as his friend."

José Mateus Cavaco Silva at April 24, 2008 20:56 | link | comments
Tags: usa, obama

CIBERCRIME

reportagem no L'Express

Voyage au pays du cybercrime

Phishing, virus, cyberterrorisme, espionnage industriel… Au début du mois, la cybercriminalité s'est invitée au menu du Conseil de l'Europe. Laurence Ifrah, chercheur à l’université Paris II, détaille pour LEXPRESS.fr les menaces qui rodent sur le web.

continua aqui

Placing the Terrorist Threat to

the Food Supply in Perspective

análise da Stratfor a uma ameaça fatal...

 

April 22, 2008

Graphic for Terrorism Intelligence Report

 

By Fred Burton and Scott Stewart

High food prices have sparked a great deal of unrest over the past few weeks. Indeed, the skyrocketing cost of food staples like grain has caused protests involving thousands of people in places such as South Africa, Egypt and Pakistan. These protests turned deadly in Haiti and even led to the ouster of Prime Minister Jacques-Edouard Alexis.

With global food supplies already tight, many people have begun once again to think (and perhaps even worry) about threats to the U.S. agricultural system and the impact such threats could have on the U.S. — and global — food supply. In light of this, it is instructive to examine some of these threats and attempt to place them in perspective.

A Breakdown of Potential Threats

Since the Sept. 11, 2001, attacks, there have been many reports issued by various government and civilian sources warning of the possibility that terrorists could target the U.S. food supply. At the most basic level, threats to a country’s food supply can come in two general forms: attacks designed to create famine and attacks designed to directly poison people.

Attacks designed to create famine would entail the use of some agent intended to kill crops or livestock. Such agents could include pathogens, insects or chemicals. The pathogens might include such livestock diseases as Bovine spongiform encephalopathy (BSE), commonly called mad cow disease, or hoof-and-mouth disease. Crop diseases such as Ug99 fungus or molds also pose a threat to supplies.

Attacks designed to poison people could also be further divided into two general forms: those intended to introduce toxins or pathogens prior to processing and those intended to attack finished food products. Attacks against foodstuffs during agricultural production could include placing an agent on crops in the field or while in transit to a mill or processing center. Attacks against finished foodstuffs would entail covertly placing the toxin or pathogen into the finished food product after processing.

It must be noted that an attack against people could also be conducted for the purposes of creating a mass disruption — such action would not be designed to cause mass casualties, but rather to create fear, unrest and mistrust of the government and food supply, or to promote hoarding. In fact, based on historical examples of incidents involving the contamination of food products, such an attack is far more likely to occur than a serious systematic attack on the food supply.

Attack Constraints

While attacks against the food supply may appear simple in theory, they have occurred infrequently and for good reason: When one considers the sheer size of the U.S. agricultural sector, conducting a productive assault proves difficult.

As seen by the cocoa and marijuana eradication efforts by the United States and its partners in Mexico, Central America and the Andes, the logistical effort needed to make any substantial dent in agricultural production is massive. Even the vast resources the United States has dedicated to drug eradication tasks in small countries –- overt plane flights spraying untold thousands of gallons of herbicides for decades — have failed to create more than a limited effect on marijuana and cocoa crops. Obviously, any sort of meaningful chemical attack on U.S. agriculture would have to be so massive that it is simply not logistically feasible.

This is where pathogens — agents that can, at least in theory, be introduced in limited amounts, reproduce and then rapidly spread to infect a far larger area — enter the picture. In order to be effective, however, a pathogen must be one that is easily spread and very deadly and has a long incubation period (in order to ensure it is passed along before the host dies). It is also very helpful to the propagation of a disease if it is difficult to detect and/or difficult to treat. While a pathogen that possesses all of the aforementioned traits could be devastating, finding such an agent is difficult. Few diseases have all the requisite characteristics. Some are very deadly, but act too quickly to be passed, while others are more readily passed but do not have a long incubation period or are not as virulent. Other pathogens, such as the Ug99 wheat fungus, are easy to detect and kill. There is also the problem of mutation, meaning that many pathogens tend to mutat e into less virulent actors. It is also important to note that genetically engineering a super bug — one that possess all the characteristics to make it highly effective — is still much harder in real life than it is on television.

Even if such an effective pathogen is found, someone intending to use it in an attack must isolate the virulent strain, manufacture it in sufficient quantities to be effective, ship it to the place of the planned attack and then distribute it in a manner whereby it is effectively dispersed. The infrastructure required to undertake such an endeavor is both large and expensive. Even in past cases where groups possessed the vast monetary resources to fund biological weapons efforts and amassed the scientific expertise to attempt such a program — Aum Shinrikyo comes to mind — virulent pathogens have proven very difficult to produce and effectively disperse in large quantities.

Another factor making these sorts of attacks difficult to orchestrate is the very nature of farming. For thousands of years, farmers have been battling plant and animal diseases. Most of the pathogens that are mentioned in connection with attacks against agriculture include elements already existing in nature such as hoof-and-mouth disease, H5N1 bird flu or a fungus like Ug99. As a result, farmers and governmental organizations such as the Animal and Plant Health Inspection Service have systems in place to monitor crops and animals for signs of pathogens. When these pathogens appear, action is taken and diseased crops are treated or eradicated. Animals are treated or culled. Even in past cases where massive eradication and culling efforts occurred — BSE in the United Kingdom, citrus canker in Florida or the many bird flu outbreaks over the past few years –- the measures have not crippled or affected the country’s agricultural sector or the larger economy.

Creating famine and poisoning the food supply are also difficult, given the sheer quantity of agricultural products grown. Applying some sort of toxin before the raw food is processed is difficult, given the volume produced. In fact, much grain is diverted to uses other than human consumption, as when corn is used to produce ethanol or feed livestock. Therefore, if a truckload of corn is poisoned, it might never funnel into the human food chain. Furthermore, even if a truck of contaminated grain were destined for the food chain, by the time it made its way through the process it would likely be too diluted to have any effect. During the production process, contaminated corn would first have to combine with other grain, sit in a silo, be moved and stored again, ground and finally made into a finished food product such as a loaf of cornbread — an unlikely source of poisoning for the end user. Processing, washing, cooking, pasteurizing and refining may all also serve to further dilute, cleanse or damage the pathogen in the targeted product. At this point, food is also inspected for naturally occurring pathogens and toxins. Such inspections could help spot an intentional contamination.

Besides, even contaminating one truckload of grain would require a large amount of toxin. Producing that much toxin would require a substantial infrastructure –- one that would require a great deal of time and money to build. Not to mention the difficulty inherent in transporting and delivering the toxin.

Past Attacks Prove Few and Far Between

Actual attacks against food are very rare. And due to the considerations enumerated above, nearly every food attack we are aware of was an attempt to directly poison people and not cause famine. Furthermore, almost all of these attacks involved processed foods or raw foods packaged for human consumption.

While people are frequently sickened by pathogens in food such as E. coli or salmonella bacteria, most incidents are not intentional. One of the few known successful attempts at using a biological agent to contaminate food in the United States occurred in 1984 in the small Oregon town of The Dalles. Followers of cult leader Bhagwan Shree Rajneesh, attempting to manipulate a local election, infected salad bars in 10 restaurants with Salmonella typhimurium, causing about 751 people to become ill.

A second contamination attempt occurred in October 1996, when 12 laboratory workers at a large medical center in Texas experienced severe gastrointestinal illness after eating muffins and doughnuts left in their break room. Laboratory tests revealed that the pastries had been intentionally infected with S. dysenteriae, a pathogen that rarely occurs in the United States. An investigation later determined that the pathogen came from a stock culture kept at the lab.

While many people recall the 1989 Chilean grape scare — when two grapes imported to the United States were injected with cyanide — few recall that the perpetrator in the case made several calls to the U.S. Embassy warning of the contamination and was therefore not seriously attempting to harm people, but rather attempting an action designed to draw attention to social injustice in Chile. The warning calls allowed agricultural inspectors to find the damaged and discolored grapes before they were eaten.

In a lesser-known case that took place in 1978, a dozen children in the Netherlands and West Germany were hospitalized after eating oranges imported from Israel. The Arab Revolutionary Council, a nom de guerre used by the Abu Nidal Organization, deliberately contaminated the fruit with mercury in an attempt to damage the Israeli economy.

Potential Players and the Public Impact

Such attacks could potentially be conducted by a wide array of actors, ranging from a single mentally disturbed individual on one end of the spectrum to sovereign nations on the other end. Cults and domestic or transnational terrorist groups fall somewhere in the middle. The motivation behind these diverse actors could range from monetary extortion or attempts to commit mass murder to acts of war designed to cripple the U.S. economy or the nation’s ability to project power.

Of these actors, however, there are very few who possess the ability to conduct attacks that could have a substantial impact on the U.S. food supply. In fact, most of the actors are only capable of contaminating finished food products. While they all have this rudimentary capability, there is also the question of intent.

Documents and manuals found in Afghanistan after the 2001 U.S.-led invasion revealed an al Qaeda interest in conducting chemical and biological attacks, although this interest was not a well-developed program. From a cost-benefit standpoint, it would be much cheaper and easier to use explosives to create disruption than it would be to execute a complicated plot against the food supply. Besides, such a target would not produce the type of spectacular imagery the group enjoys.

While we do not foresee any huge attempt by the Russians or Chinese, and food supply is not a part of al Qaeda’s preferred target set, it is possible that a lone wolf or a smaller extremist organization could attempt to conduct such an attack. While any such offensive will likely have limited success, it could have far wider societal repercussions. At the present time, the public has become somewhat accustomed to food scares and recalls over things such as contaminated spinach, ground beef and green onions. Even warnings over lead and other harmful chemicals in food imported from China have caused concern. However, if even a relatively unsuccessful attack on the food supply were conducted by a terrorist group, it could create significant hysteria — especially if the media sensationalized the event. In such a case, even an ineffective terror plot could result in a tremendous amount of panic and economic loss.

Perhaps the best recent example of this type of disruptive attack is the 2001 anthrax letter attacks. Although the attacks only claimed the lives of five victims, they caused a huge, disproportionate effect on the collective American and world psyche. The public fears that arose from the anthrax attacks were augmented by extensive media discussions about the use of the agent as a weapon. The public sense of unease was further heightened by the fact that the perpetrator was never identified or apprehended. As a result, countless instances surfaced in which irrational panic caused office buildings, apartment buildings, government offices and factories to be evacuated. Previously ignored piles of drywall dust and the powdered sugar residue left by someone who ate a donut at his desk led to suspicions about terrorists, who suddenly seemed to be lurking around every corner. It did not matter, in the midst of the fear, that the place where the “anthrax” was found cou ld have absolutely no symbolic or strategic value to the Islamist militants that most Americans pictured in their minds. The sense of threat and personal vulnerability was pervasive.

In the years since 2001, thousands of hoax anthrax letters have been sent to companies, government offices, schools and politicians in the United States and abroad. Many of these hoaxes have caused psychosomatic responses, resulting in victims being hospitalized, and further economic losses in terms of lost production time, emergency hazmat response costs and laboratory tests.

In the end, the most probable attack against the food supply is unlikely to create a significant death toll, but the panic such an attack may evoke can cause repercussions that are far greater than the death toll itself."

Santana Lopes PSD: "Estou aqui mais uma vez disponível para o combate"

 

Lisboa, 24 Abr (Lusa) - O ex-presidente do PSD Pedro Santana Lopes terminou hoje o seu discurso perante o Conselho Nacional do partido afirmando-se "mais SantanaLopes-2.jpg picture by claromotimeuma vez disponível para o combate".

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PSD: Santana Lopes anuncia que é candidato à liderança do partido

 

Lisboa, 24 Abr  - 19:33 (Lusa) - O líder parlamentar do PSD, Pedro Santana Lopes, anunciou hoje que é candidato à liderança do partido.

 

 

Não é notícia! É déjà vu... Notícia será o dia em que ele não esteja “disponível”… Já sabemos, o “princípio do Pedro” é a tradução em calão lisboeta (tipo Estrada de Benfica) do “princípio de peter”!

Mas quando é que a "direita" local se liberta do "complexo neo-SantanaLopes-1.jpg picture by claromotimecorporativo e salazarento" e consegue produzir política e políticos apresentáveis e com pés e cabeça...? Esta direita torna Portugal um país deficiente!

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E agora com óculos!

Irão: 6 meses de prisão e 10 chicotadas para activista feminista

ayatholas e outros talibans demonstram grande “criatividade” na sua relação com as mulheres… Misogenia? Bom, vendo bem, eles até gostam muito de andar de mãos dadas… uns com os outros! Agora, leia-se atentamente esta pérola da “tolerante” cultura islâmica a que as feministas ocidentais têm andado pouco atentas:

Teerão, 23 Abr (Lusa) - Uma terceira activista iraniana, Nahid Jafari, foi condenada a uma pena suspensa de seis meses de prisão e a dez chicotadas pelo Tribunal Revolucionário do Teerão, anunciou hoje o diário reformador Etemad.

"O tribunal absolveu a minha cliente das acusações de risco à segurança nacional e ao desrespeito de uma ordem dada pela polícia, mas reconheceu-a culpada da tentativa de perturbação da ordem pública", declarou o advogado Zohreh Arzani segundo o jornal diário. Esta pena é acompanhada de uma suspensão de dois anos.

Nahid Jafari foi presa em Março de 2007 em companhia de 32 outras feministas à frente do Tribunal Revolucionário de Teerão, onde deviam ser julgadas outras cinco activistas por terem participado numa manifestação em Junho de 2006.

A jornalista, Nasrin Afzali, outra militante feminista, foi condenada à mesma pena segunda-feira passada, tal como Marzieh Mortazi Langueroudi em Fevereiro.

As feministas iranianas lançaram uma campanha para reunir um milhão de assinaturas a pedir direitos iguais no que diz respeito ao casamento, o divórcio, a herança e a custódia dos filhos.

Recentemente várias militantes feministas foram presas pelas autoridades iranianas, algumas das quais ainda continuam encarceradas.” MZA Lusa/Fim

José Mateus Cavaco Silva at April 24, 2008 17:20 | link | comments
Tags: islão

China: Pequim cancela o principal

festival de música pop do país 

O principal e mais antigo festival de música pop da China foi cancelado e não vai, portanto, realizarse como previsto em Pequim no dia 01 de Maio, informou hoje a imprensa chinesa, segundo as agências. Não se sabe se o festival foi anulado ou simplesmente adiado, mas esta decisão acontece depois do cancelamento de outro festival, o Shanghai Midi, e da introdução de medidas de controlo rígido das actuações de bandas estrangeiras no país, sobretudo depois da manifestação de apoio à independência do Tibete pela cantora islandesa Bjork no seu concerto em Xangai, em Fevereiro.

O alinhamento musical da edição deste ano, que coincidia com a contagem dos 100 dias para a realização dos Jogos Olímpicos, incluía a presença de várias bandas francesas.

O motivo invocado para esta decisão é "a falta de apoio policial e de condições de segurança". Mas a forte onda de nacionalismo que está a espalhar-se pelo país apelando ao boicote aos produtos franceses e à união contra as críticas da imprensa e da comunidade internacional à China pode ter motivado a decisão do governo de adiar o festival para evitar uma situação propícia a manifestações.

Segundo Zhang Fan, da organização do festival, citado pelo Sina.com, "é possível que se trate de um adiamento, mas a decisão final ainda não está tomada". À revista City Weekend de Pequim,  Zhang disse que "prefiro não fazer mais declarações para já. Dentro em breve faremos um comunicado sobre o assunto".

O esperado comunicado oficial dirá se o festival vai ser adiado ou cancelado, mas existe a possibilidade do evento se realizar na semana de feriados de Outubro, depois dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, que decorrem entre 08 e 24 de Agosto, segundo a City Weekend.

O Midi Festival, que reune anualmente milhares de fans, começou em 2000.

HUMBERTO DELGADO CONTINUA

A SER VÍTIMA DOS SALAZARENTOS

 

Trinta e quatro anos depois do "25 d'Abril" e trinta e três anos depois do "25 de Novembro", eis que continua o Portugal salazarento em todo o seu esplendor. Ao contrário do que diz o provérbio, o bicho morreu mas a peçonha ainda anda por aí... Antídotos precisa-se:

 Humberto Delgado: Ministro da Justiça diz "não ter conhecimento" de deficiente conservação do processo

 

Lisboa, 23 Abr (Lusa) - O ministro da Justiça disse hoje "não ter conhecimento" que o processo relativo ao homicídio de Humberto Delgado estava a deteriorar-se numa cave de um tribunal, onde foi encontrado pelo investigador e neto do general. 

O ministro da Justiça disse hoje "não ter conhecimento" que o processo relativo ao homicídio de Humberto Delgado estava a deteriorar-se numa cave de um tribunal, onde foi encontrado pelo investigador e neto do general. "Não me chegou nenhuma referência ao que agora foi mencionado", afirmou Alberto Costa, no final da entrega do processo, com 18 volumes, ao Arquivo Distrital de Lisboa (Torre do Tombo).

O governante revelou ter mantido contactos duas vezes esta semana com familiares de Humberto Delgado e nunca lhe ter sido referida a situação de abandono em que foi encontrado o processo no Tribunal da Boa-Hora, Lisboa.

O caso foi relatado terça-feira à Agência Lusa por Frederico Delgado Rosa, neto do general assassinado pela PIDE, em 1965, em território espanhol junto à fronteira portuguesa. Alberto Costa considerou "negativo" que seja realçado esse facto no dia em que o processo vai para uma instituição que pode "dar-lhe melhores condições do que o Tribunal (da Boa Hora) podia garantir".

O antigo advogado de Humberto Delgado e ex-Presidente da República, Mário Soares, disse que esta cerimónia foi mais uma homenagem ao general que desafiou Salazar. "Foi-lhe feita justiça a seguir ao 25 de Abril [de 1974] com o julgamento" dos elementos da PIDE responsáveis pela sua morte, "tem o nome em ruas e praças de todo o país" e os restos mortais no Panteão Nacional, o que considerou ser raro e reservado só a algumas das grandes personalidades do país.

Durante a cerimónia, o ministro da Justiça elogiou Delgado pelo "vigoroso e excepcional contributo que deu à luta pela implantação da democracia e pela instituição do Estado de Direito em Portugal, sob cuja égide vivemos hoje". Aproveitando o facto da cerimónia decorrer na sala onde funcionava o Tribunal Plenário de Lisboa, que julgava os opositores à ditadura, Alberto Costa referiu que só no ano a seguir à campanha presidencial de Delgado foram presas 3.811 pessoas, 256 das quais julgadas naquele espaco entre Outubro de 1959 e Agosto de 1960. Apesar dos apoiantes do general assegurarem que Humberto Delgado venceu as eleições de 1959, a vitória foi atribuída ao candidato do regime, Américo Tomás.

Numa alusão ao 34º aniversário da revolução que derrubou a ditadura que se comemora sexta-feira, o ministro da Justiça fez ainda questão de salientar que a entrega daquele processo histórico ao Arquivo Distrital de Lisboa "é um acto que evoca o 'general sem medo' e, ao mesmo tempo, um momento que celebra o 25 de Abril". Na intervenção que fez como convidado para a cerimónia, Mário Soares contou episódios que protagonizou ou a que assistiu enquanto advogado de Delgado e terminou a afirmar que o "Doutor Salazar foi o autor moral do crime", porque "deu a ordem e sabia que o matavam se ele reagisse, como aconteceu".

Defendeu, contudo, que a intenção da operação que acabou na morte do general teria como objectivo capturá-lo em Espanha e trazê-lo para Portugal. Mas como Delgado andava sempre armado, terá reagido e acabou por ser abatido pelos elementos da PIDE, sustenta.” AMN/FC. - Lusa/Fim

A"Tortilla's Revolution" já

dá notícias todos os dias…

 

Venezuela: ALBA acorda fundo se segurança alimentar

 

Caracas, 24 Abr (Lusa) - A Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Cuba assinaram, quarta-feira, um acordo para a implementação de programas de soberania alimentar, para criar um fundo de segurança alimentar e uma Rede de Comercialização Alimentar.

 

Brasil: Governo suspende exportações de arroz para proteger mercado interno

 

Rio de Janeiro, 24 Abr (Lusa) - O Governo brasileiro suspendeu as exportações de arroz das reservas públicas e vai pedir ao sector privado que faça o mesmo, num esforço para defender o mercado interno e contra-atacar a alta dos preços do cereal.

 

Food Crisis 2008: The Tipping Point

 

by info@stratfor.com

The global shortage of grains has reached a geopolitical tipping point, and governments around the world are taking action...

Micaela Ramazzotti, Lucilla Agosti, Michela Quattrociocche e Violante Placido, pelo Tibete

FREE TIBET
 


 via
"E deus criou a mulher"

Escolas islâmicas

via Pitigrili 

Billion-dollar industry springs from

religious system based on servitude

 

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This story, part of a yearlong investigation, is the first in an occasional series on trafficking and exploitation of children in West and Central Africa. Related stories will move in the coming months.
DAKAR, Senegal - On the day he decided to run away, 9-year-old Coli awoke on a filthy mat.
Like a pup, he lay curled against the cold, pressed between dozens of other children sleeping head-to-toe on the concrete floor. His T-shirt was damp with the dew that seeped through the thin walls. The older boys had yanked away the square of cloth he used to protect himself from the draft. He shivered.
It was still dark as he set out for the mouth of a freeway with the other boys, a tribe of 7-, 8- and 9-year-old beggars.
Coli padded barefoot between the stopped cars, his head reaching only halfway up the windows. His scrawny body disappeared under a ragged T-shirt that grazed his knees. He held up an empty tomato paste can as his begging bowl.
There are 1.2 million Colis in the world today, children trafficked to work for the benefit of others. Those who lure them into servitude make $15 billion annually, according to the International Labor Organization.
It's big business in Senegal. In the capital of Dakar alone, at least 7,600 child beggars work the streets, according to a study released in February by the ILO, the United Nations Children's Fund and the World Bank. The children collect an average of 300 African francs a day, just 72 cents, reaping their keepers $2 million a year.
Most of the boys — 90 percent, the study found — are sent out to beg under the cover of Islam, placing the problem at the complicated intersection of greed and tradition. For among the cruelest facts of Coli's life is that he was not stolen from his family. He was brought to Dakar with their blessing to learn Islam's holy book.

In the name of religion, Coli spent two hours a day memorizing verses from the Quran and over nine hours begging to pad the pockets of the man he called his teacher.
It was getting dark. Coli had less than half the 72 cents he was told to bring back. He was afraid. He knew what happened to children who failed to meet their daily quotas.
They were stripped and doused in cold water. The older boys picked them up like hammocks by their ankles and wrists. Then the teacher whipped them with an electrical cord until the cord ate their skin.
Coli's head hurt with hunger. He could already feel the slice of the wire on his back.
He slipped away, losing himself in a tide of honking cars. He had 20 cents in his tomato can.
Children seen as entry to paradise
Three years ago, a man wearing a skullcap came to Coli's village in the neighboring country of Guinea-Bissau and asked for him.
Coli's parents immediately addressed the man as "Serigne," a term of respect for Muslim leaders on Africa's western coast. Many poor villagers believe that giving a Muslim holy man a child to educate will gain an entire family entrance to paradise.
Since the 11th century, families have sent their sons to study at the Quranic schools that flourished on Africa's western seaboard with the rise of Islam. It is forbidden to charge for an Islamic education, so the students, known as talibe, studied for free with their marabouts, or spiritual teachers. In return, the children worked in the marabout's fields.
(Ler o resto em
http://www.msnbc.msn.com/id/24229321/)
By Rukmini Callimachi
updated 5:55 p.m. ET, Sun., April. 20, 2008

José Mateus Cavaco Silva at April 24, 2008 15:41 | link | comments
Tags: africa, islão
Wednesday, 23 April 2008

AS NTIC AFIRMAM-SE COMO

INDÚSTRIA MOTORA DO NOVO

MODELO ECONÓMICO GLOBAL

 

O high-tech dá mostras de não se deixar atingir pela crise. Nem crise de investimentos, nem de vendas, nem de criatividade…  Novos avanços tecnológicos, novas propostas de serviços, novos usos e novas formas, as empesas a reequipar-se e os investimentos a manter o sector como motor de crescimento. Apesar da crise geral, aqui se apresenta um mundo cada vez mais novo e inovador. As NTIC (com o C a significar cada vez mais “conhecimento” e já não o velho “comunicação”…) definem-se e afirmam-se como indústria motora do próximo (mas já apercebível no horizonte) modelo económico global. Vejam-se algumas notícias da última semana:

 

Applications - Web 2.0 : les entreprises mettent la main à la poche
Les dépenses des entreprises en technologies interactives et collaboratives vont croître de manière spectaculaire. Une évolution qui fera la part belle aux réseaux sociaux.

 

Investissements - Le secteur high-tech ne connaît pas de crise de l'investissement
Aux Etats-Unis, les venture capitalistes ont moins investi en 2008. Seul secteur épargné par ce ralentissement : les nouvelles technologies, qui restent un moteur de la croissance.

 

Infrastructures - L'optimisation des systèmes critiques en entreprise
Indicateurs, niveaux de services... Toutes les problématiques liées à la conception, à la création et au suivi des systèmes critiques ont été abordées lors de la conférence proposée par la filiale de services aux entreprises de Thales.

 

Sécurité - Protectoria sécurise les mails par mobile
Le fournisseur lance une solution de sécurisation des e-mails basée sur l'obtention d'un code de sécurité via un simple combiné portable.

 

E-marketing - La génération Y séduite par le mobile banking
Aux USA les opérations financières sur téléphone portable sont un secteur prometteur. Ce sont les 18 - 34 ans qui portent ce type de services mobiles.

 

Usages - Quand le site web est un organisme qui se régénère
Creative Synthesis développe un logiciel permettant aux sites Internet d'évoluer au rythme de leurs utilisateurs. Le système est capable de changer automatiquement une police ou une couleur qui rencontre peu de succès.

 

Recherche - Le robot pressent l'utilité d'un objet
Kurt3D sera prochainement capable d'identifier spontanément à quoi peut servir un objet et l'utiliser pour réaliser une tâche. Ce, sans avoir été programmé au préalable.

DALAI LAMA PROPÕE A PEQUIM

UM “DIÁLOGO SEM CONDIÇÕES”

 

O monge budista francês, Matthieu Ricard, filho do filósofo Jean-François Revel, fala em entrevista ao L’Express sobre a situação real no Tibete, fazendo revelações sobre a realidade prática da ocupação chinesa e sobre a desinformação conduzida por Pequim… E reafirma que o Dalai Lama está disponível para um diálogo sem condições prévias.

 

TIBET: "Le dalaï-lama veut

 dialoguer sans conditions"

 

Logo L'ExpressProche du guide spirituel des Tibétains, le moine bouddhiste Matthieu Ricard compte sur la mobilisation internationale pour forcer la main de Pékin. Et contrecarrer sa politique de sinisation forcée. Entretien.

 

(…)

 

La perspective des Jeux olympiques de Pékin a-t-elle été, selon vous, le déclencheur des événements?

Beaucoup de Tibétains se sont dit: «Si la comédie des Jeux se joue et qu'il ne se passe rien, c'est fichu pour nous.» Le dalaï-lama, en exil, préconise le dialogue mais, à l'intérieur du pays, les jeunes se sont radicalisés. Pour eux, l'attitude de l'occupant encourage le terrorisme. A Lhassa, il y a désormais des trains qui viennent de Chine quatre fois par jour. 80% des résidents de cette capitale sont chinois. Au total, ils sont 7 millions sur le territoire, pour 6 millions de Tibétains. Les ressources naturelles sont pillées. La déforestation a été massive, et aujourd'hui les Tibétains n'ont même plus le droit de récolter du bois pour construire leurs maisons. Le tourisme est devenu le principal moteur de l'économie. Il y a, en proportion, plus de prostituées à Lhassa que dans n'importe quelle ville de Chine. Ils veulent la transformer en une sorte de Las Vegas. Les Tibétains ne supportent plus cette situation, qui s'ajoute à la dictature et à la sinisation forcée, semblable à celle imposée à la Mongolie-Intérieure. Toutes les écoles enseignent en chinois. Les fonctionnaires tibétains ont l'obligation de s'exprimer en chinois. S'ils ne sont pas vêtus à la chinoise, s'ils refusent de boire de l'alcool, ils sont suspects. Et puis il y a la propagande. On raconte aux Chinois que les Tibétains se nourrissent de la chair des nouveau-nés. Je me souviens d'avoir discuté avec une avocate qui y croyait dur comme fer.

© J. Robine/ AFP

Matthieu Ricard avec le dalaï-lama, à Paris, en 2003. «Il est d'abord une figure spirituelle qui défend ses valeurs: la non-violence, l'altruisme, la compassion. Il n'est pas un chef.»

En France, quelques voix dénoncent le caractère théocratique du bouddhisme tibétain. Le retour du dalaï-lama pourrait-il se traduire par un système dans lequel tout le pouvoir irait aux moines?

Ça, c'est l'argument du pouvoir en place à Pékin. C'est à peu près comme si on parlait d'un retour à la France de Louis XVI! Aucun Tibétain ne veut revenir soixante ans en arrière. Le dalaï-lama a maintes fois répété que son projet d'autonomie s'inscrivait dans un cadre démocratique et laïque. Une Constitution a été rédigée. Un Parlement a été élu en exil dans le respect strict de la séparation de l'Eglise et de l'Etat. Il faut bien comprendre que le dalaï-lama est d'abord une figure spirituelle qui défend ses valeurs: la non-violence, l'altruisme, la compassion. Ce n'est pas un chef. Il ne délivre pas des encycliques comme le pape.

Gandhi, autre adepte de la non-violence, avait une dimension politique que le dalaï-lama n'a pas...

On ne peut pas comparer. L'Inde était confrontée à une puissance coloniale qui n'était pas totalitaire: l'Empire britannique. Aujourd'hui, le dalaï-lama vit à l'extérieur de son pays avec un soixantième de la population. A l'intérieur, le territoire est immense, les 6 millions de Tibétains sont dispersés. Il doit compter sur le soutien des nations, afin d'effectuer une véritable pression sur la Chine. S'il ne dispose pas d'un appui politique fort, comme celui des Etats-Unis à Taïwan ou à Israël, il n'arrivera à rien. Il est sincère dans ses revendications, il ne réclame pas l'indépendance. Le dalaï-lama demande l'ouverture d'un dialogue sans conditions.

(…) continua aqui

 

 

Dossier: Le combat du Tibet

Le combat du Tibet

Le Tibet ou la quête de l'inaccessible

Chat, jeudi 24 avril à 16h, avec Jean-Paul Ribes

Jours de colère à Dharamsala

 

Le Tibet sous la botte chinoise

 

 

·                               Le combat du Tibet

o                                                   Le combat du Tibet

o                                                   Un royaume sur le Toit du monde

o                                                   La quête de l'inaccessible

o                                                   Tibetintin

o                                                   Jours de colère à Dharamsala

o                                                   «Le dalaï-lama demande un dialogue sans conditions»

§                                                                          Un porte-parole converti

o                                                   Rebelles en robe pourpre

·                               Le Tibet, une cause française

·                               JO: le casse-tête chinois

·                               Un réseau de soutien planétaire

·                               Samdhong Rinpoché: un sage pour le Tibet

·                               Pékin souffle le chaud et le froid

·                               La résistante de Lhassa

·                               Samdhong Rinpoché, l'autre voix du Tibet

·                               Tibet: la résistance des religieuses

·                               La fuite du 17e karmapa

·                               Lhassa la mort dans l'âme

·                               Entretien avec le dalaï-lama

·                               Repères

·                               Voir le dossier sur la Chine

 

L’Inde tiraillée entre Chine et Tibet

Manifestation hier à New Dehli, à l'occasion du passage de la flamme olympique.

BARROSO TENTA SALVAR A CHINA

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Desde os anos noventa que alguns líderes europeus, desprovidos de visão estratégica e apenas obcecados por afirmações de curto prazo, iniciaram um namoro com a China da "diplomacia do sorriso". Ao contrário destes líderes europeus, os chineses tinham objectivos estratégicos bem definidos e achavam que este namoro os servia... Hoje, os europeus descobriram que o namoro era "muito interesseiro", que não havia amor e que, portanto, foram usados. Uma desilusão... Mas também os chineses estão um pouco desiludidos. Usaram os parvos dos europeus mas eles não lhes servem para tudo o querem, durante todo o tempo que querem e precisam. Ou seja, acham os chineses que os europeus nem para namorados cornudos lhes servem completamente...

O Tibete, com a incapacidade e incompetência dos chineses para executarem os seus planos de controlo, acabou por ser o detonador para o fim do namoro... Agora, o ex-maoísta Barroso, tornado presidente da Comissão Europeia, vai a Pequim ver o que pode fazer para salvar o que resta da honra do primeiro amor da sua vida. E leva (para se camuflar....?) 9 comissários 9:

Neuf commissaires européens évaluent

la situation en Chine [FR][en][de] 

 

Publié: mardi 22 avril 2008

Le président de la Commission européenne José Manuel Barroso prendra la tête d'un groupe fort de neuf commissaires lors d'une visite en Chine les 23 et 24 mars. C'est la plus grande délégation de l'exécutif européen à se rendre sur un sol étranger pour une visite bilatérale.

Officiellement, l’objectif principal de la visite est d’ouvrir le dialogue avec le Premier ministre chinois Wen Jiabao et le gouvernement chinois qui se concentreront sur les défis du changement climatique et du développement durable. Une réunion avec le président  Hu Jintao est également prévue à l’ordre du jour. M. Barroso est accompagné des commissaires S. Dimas, A. Piebalgs, J. Potočnik, B. Ferrero-Waldner, P. Mandelson, L. Michel, V. Špidla, M. Kuneva et L. Kovács.

Prête à devenir la plus grande économie au monde, la Chine est déjà le plus grand émetteur de gaz à effet de serre et la Commission compte amener Pékin à contribuer à la lutte contre le changement climatique en engageant le pays à respecter des objectifs internationaux contraignants de réduction des émissions (EurActiv 04/12/07). 

Mais M. Barroso et son équipe sont également confrontés à la tâche difficile consistant à améliorer le climat général des relations entre l’UE et la Chine au moment où d’importants groupes de pression du Vieux Continent, notamment au sein du Parlement européen, appelle au boycott des Jeux Olympiques de cet été à Pékin – ou au moins, au boycott de la cérémonie d’ouverture. Suite à la répression chinoise des manifestants tibétains, le Parlement européen a également prévu d’inviter le leader spirituel du Tibet, le Dalaï Lama, à l’une de ses sessions plénières.

Les récentes manifestations au Tibet ont déjà marqué les cérémonies de la flamme olympique dans les pays occidentaux et ont provoqué la fureur des autorités chinoises. Des messages anonymes sur les téléphones mobiles ont mobilisé des manifestants chinois contre certaines entreprises occidentales présentes en Chine, comme le détaillant français Carrefour.

M. Barroso s’est néanmoins déclaré opposé au boycott des cérémonies d’ouverture, ce qui pourrait jouer en sa faveur avec ses homologues chinois. Il prévoit d’utiliser cet avantage pour parler des Jeux Olympiques et montrer la contradiction entre les plus grands festivals de jeunesse dans le monde et la répression et les violations des droits de l’homme.

M. Barroso et le Premier ministre Wen lanceront également un mécanisme économique et commercial de haut niveau UE-Chine. Proposé par les autorités chinoises et approuvé lors du sommet UE-Chine à Pékin en novembre 2007, ce mécanisme apportera un nouvel outil pour faire face aux problèmes auxquels sont confrontées les entreprises européennes qui tentent de s’établir en Chine, en particulier dans les domaines de l’investissement, de l’accès au marché et de la protection des droits de propriété intellectuelle.

A la veille de la visite des commissaires à Pékin, BusinessEurope a fait circuler une lettre énumérant certains des problèmes rencontrés par les entrepreneurs en Chine.

Positions:

Le professeur Mario Telo, président de l’Institut des études européennes à l’Université Libre de Bruxelles, a déclaré à EurActiv qu’il ne faut pas s’attendre à des résultats importants à l’issue de la visite de M. Barroso. « Mais il est important que les Chinois sachent que la question des droits de l’homme fait partie des politiques bilatérale et multilatérale avec l’UE », a-t-il souligné.

Il estime également que la visite est un pas en avant comparé à l’ancienne approche. Avec le commissaire au Commerce Peter Mandelson, l’approche était uniquement concentrée sur le commerce, montrant ainsi une certaine réticence à faire face à Pékin sur la question des droits de l’homme. Aujourd’hui, l’UE traite avec son homologue asiatique sur un vaste agenda comprenant des questions mondiales, notamment le développement durable. C’est extrêmement important, a-t-il déclaré, ajoutant : « si nous n’impliquons pas la Chine dans Kyoto, nous sommes perdus ».

Le 19 avril à Londres, le commissaire européen au Commerce Peter Mandelson a déclaré qu’il ne soutiendrait pas le boycott des Jeux Olympiques de Pékin dans la mesure où cela ne ferait que nuire aux intérêts des Européens ordinaires ainsi que des Chinois. Il a déclaré que l’interdépendance entre la Chine et le Royaume-Uni, ainsi qu’avec l’Europe au sens large, grandit rapidement. En outre, l’Europe devra travailler en collaboration avec la Chine pour résoudre les problèmes émergeants dans le processus de développement. M. Mandelson a ajouté qu’il s’agisse des Européens ou des Américains, le succès de la Chine serait essentiel à leurs propres intérêts. Par conséquent, tout boycott contre la Chine ne serait pas conforme aux intérêts européens, a-t-il souligné.

Tout en insistant sur le fait qu’il est opposé à un boycott des Jeux Olympiques dans leur ensemble, le président du Parlement européen Hans-Gert Poettering, a déclaré qu’il était en faveur d’une position commune entre les leaders de l’UE. Sur une chaîne de la télévision allemande, il a affirmé que le Parlement demandera aux gouvernements des Etats membres de l’UE, en d’autres termes, aux équipes dirigeantes, de parvenir à un accord sur une politique commune pour la cérémonie d’ouverture des Jeux Olympiques le 8 août.

Prochaines étapes:

  • 8 août : Début des Jeux Olympiques de Pékin, la cérémonie d’ouverture étant prévue à 20:08:08 (12:08:08 UTC). Les Jeux termineront le 24 août.

Liens

Documents officiels de l'UE

Fédérations

Articles de Presse

Contexte:

En octobre 2006, la Commission a présenté sa stratégie avec la Chine dans une communication intitulée « UE-Chine : rapprochement des partenaires, accroissement des responsabilités ». La communication dresse le bilan des relations entre l’UE et la Chine dans le contexte de la réémergence du pays en tant que puissance économique et politique mondiale. Elle signale la volonté de l’UE de poursuivre et d’intensifier son vaste engagement envers la Chine.

La communication poursuit une stratégie axée sur le soutien en faveur de la transition de la Chine vers une société plurielle, la promotion du développement durable, l’amélioration des relations commerciales et économiques et le renforcement de la coopération bilatérale, régionale et internationale.

D’une façon plus générale, la communication souligne également que l’augmentation de l’influence de la Chine et sa position dans le monde vont de pair avec l’augmentation de ses responsabilités et de ses attentes.

Publié le même jour que la communication, le document de travail sur le commerce et l’investissement entre l’UE et la Chine, intitulé « concurrence et partenariat » complique encore les options politiques pour garantir des relations commerciales mutuellement avantageuses. L’accent est mis sur les avantages de l’ouverture, de la concurrence et de l’accès au marché, tout en insistant sur la nécessité de soutenir les entreprises européennes en concluant des affaires en Chine et d’améliorer notre connaissance du marché chinois.

Le Conseil a salué la communication et le document de travail sur le commerce et a approuvé leurs recommandations dans les conclusions adoptées le 11 décembre 2006, soulignant que pour développer l’ensemble du potentiel du partenariat UE/Chine, il doit être équilibré, réciproque et mutuellement avantageux.

A lire aussi:

News:   Le Parlement européen appelle au boycott des JO en Chine [FR]

Interview:   Barroso : le changement climatique et l’énergie sont les priorités politiques de l’UE

Autres articles:

A STRATFOR ANALISA

The Politics of the Improbable

April 23, 2008

Graphic for Geopolitical Intelligence Report

By Peter Zeihan

Fear is a powerful motivator, even getting results when the threat is exceedingly remote. It makes us cross at crosswalks even when traffic is thin, pay more over time for fire insurance than our homes are worth, and shy away from snakes even when signs clearly inform us they are not poisonous. Humans instinctively take steps to prevent negative outcomes, oftentimes regardless of how likely — or more to the point, unlikely — those unpleasant outcomes are.

As with individuals, the same is true for countries. Anyone can blithely say Cuba or Serbia would not dare ignore the will of their more powerful neighbors, or that Brazil’s or Egypt’s nuclear programs are so inconsequential as not to impact the international balance of power. But such opinions — even if they truly are near-certainties — cannot form the foundation of state power. National leaders do not have the luxury of ignoring the plethora of coulds, mights and maybes that pepper their radar screens every day. An analyst can dismiss a dark possibility as dubious, but a national leader cannot gamble with the lives of his countrymen and the existence of his state. They must evaluate even improbable threats against the potential damage to their respective national interests.

Many of the standing policies we take for granted have grown from such evaluations. While the likelihood of Israel bombing the Aswan High Dam is rather remote, Egypt cannot afford to risk the possibility, which contributed to Cairo’s burying-of-the-hatchet with Israel. Worrying about continental European countries sublimating their national differences, uniting into a federated superstate and invading the United Kingdom may seem to flirt with lunacy, but within that lingering concern lies the root of the Anglo-American alliance. Similarly, worrying about China using the archipelagos of Southeast Asia as a staging point for an invasion of Australia may seem ludicrous, but that fear dominates military planning in Canberra.

Predicting national management of improbable outcomes is among the more difficult tasks presented to Stratfor’s staff. Such empathetic analysis requires not just a deep and dispassionate understanding of a country’s strengths and weaknesses, but also a deep and extremely passionate understanding about how a country’s neighbors perceive it. Our work is not simply about what is, but about what leaders fear might come to be. And that requires not merely understanding reality, but developing an accurate evaluation of the sorts of risks national leaders are willing to take with their actions — and their inactions.

This management of improbable outcomes also dominates the question of the day: Iraq.

Currently, the Iranians and Americans are locked into increasingly public negotiations over Iraq’s future. Buried at the heart of those talks are two nightmare scenarios. Iran wants to ensure that a Sunni-controlled Iraq is never resuscitated, while the United States desires a framework to guarantee that Iran cannot invade the oil-rich Arabian Peninsula.

Neither of those nightmares is particularly likely to occur.

The Sunnis of Iraq not only are the smallest of Iraq’s three major ethno-sectarian groups, but as a community, they are just as fractured as the country’s notoriously squabbling Shia. The Sunnis thus sport splits between secular Baathist nationalists and Islamist militants, among other fractures. Yes, the Sunnis under Saddam Hussein rose to command all of Iraq, but even with strong American support the recreation of such a constellation could come neither quickly nor easily. And even were that to occur, it is not as if Iraq’s Sunnis are itching for a genocidal war with a neighboring country sporting a population more than ten times the size of Iraq’s Sunni community.

On the flip side, the Iranian military is hardly capable of marching into the Saudi oil fields. The mountainous nature of Iran means the country is packed with minority groups — in fact nearly half of all Iranians are not ethnically Persian — that could rise up and threaten the regime in Tehran. Managing this country requires an infantry-heavy military better suited toward domestic control than to a 350-mile slog through swamps and very flat, very hot, dry deserts where the Iraqi army discovered it was very easy to see one’s entire force become very destroyed.

Yet what may seem remote to one side cannot be ruled out as impossible by the other, and in that sliver of possibility lies a foe’s worst fear — and American and Iranian leaders alike do not dare ignore the risks of those nightmares arising. The last Persian-Mesopotamian war (known in modern vernacular as the 1980-1988 Iran-Iraq war) claimed a million casualties. Would you like to be the Iranian leader who allowed a Sunni-ruled Iraq to re-emerge? Nearly 25 million barrels per day of crude oil — nearly one-third of global output — is produced in the Persian Gulf. Would you like to be the American president who failed to prevent all that power from becoming concentrated under a single (hostile) state?

The topic of the American-Iranian negotiations is not to get past these fears — no amount of Carter-esque goodwill is going to convince Washington and Tehran to trust the other — but instead to embed these fears in the final settlement and craft a solution that is institutionally neutral. For this a template does indeed exist. In fact, the United States has done precisely this, in partnership with a country for which it held far more vitriol and anger that it does for Iran.

At the end of World War II, the Soviets wanted to ensure that Finland could never again bloody the Russian nose (casualty ratios in the Russo-Finnish War, or Winter War, of 1941 were the worst Soviet Russia ever suffered). Yet the bulk of Finland was not in Soviet hands at war’s end, and the Western powers certainly did not want to see the balance of power in the Baltic states altered. The settlement was that Finland would have a Western-style participatory democracy, but the Soviet Union would enjoy a de facto veto over all decision-making. The result was a “free” Finland with a capitalist economy and a robust defense force, but a country that did not join either NATO or the European Economic Community and remained strictly neutral in international affairs.

Replicating the Finnish example in Iraq would create a united Iraq with American security guarantees that could prevent any Iranian incursion into Arabia, but with sufficient Iranian aspects to prevent the formation of a powerful offensive military. The fears of both sides would be managed by being built into the foundation of a new Iraqi state. Should Washington seek to double-cross Tehran and begin a serious Iraqi rearmament campaign, Iran could use its influence over the Shia to tear Iraq down and revive the threat to Arabia. And should Iran play the Shiite card, the United States could side militarily with the Sunnis. No one would really “win,” but neither would anyone really lose.”

 

Tuesday, 22 April 2008

Ainda não se habituaram?

no "Vida das Coisas" 

Não se pode esperar verdade, quando a verdade não faz parte do quotidiano. Não se pode esperar espontaneidade, quando muita mentira se embrulha com pouca verdade. Não pode se esperar seguidismo simplório, quando a manipulação é de uma clareza chocante. Não se pode esperar inteligência, quando todos os dias nos tratam como palermas. Paciência...
Convenhamos, porém, que a dois passos das eleições, a vida da coisa vai ser de "face humana", ou lá o que isso quer dizer. Por isso façamos a pose de gente atenta ao espectáculo da autenticidade, avisados, desde já, que a crueldade faz parte do ofício de governar, mas que vai abrandar circunstancialmente, para aliviar o ambiente e as cabeças dos cidadãos/eleitores/contribuintes - salazarentos incluídos - uma população de artificiosos crédulos, felizmente fora de qualquer teatro de guerra cruel.
É sempre aconselhável fazer uma leitura, mesmo que em diagonal, dos escritos e das opiniões do Professor Doutor em Direito Excelentíssimo Senhor Vital Martins Moreira. Na circunstância, recomenda-se um texto com o título "
O mal-estar nacional", publicado em primeira mão no Público, anotado na íntegra no blog A aba da causa. Trata-se, tão somente, de uma forte critica aos fazedores de manchetes, as quais, ao que parece, malvados, só revelam os aspectos sórdidos, mórbidos, falsos, espectaculares ("É evidente que a vulnerabilidade da opinião pública ao enviesamento informativo e opinativo é tanto maior quanto mais atávica for a propensão para o derrotismo social e quanto menor for o nível de educação e de autonomia crítica na sociedade.") da nossa vida colectiva que, ao contrário deste e tortuoso caminho das pedras sem sentido perceptível, deveria - para inglês ver - ser o sítio onde termina o arco-íris.

"O tratamento noticioso é claramente enviesado para seleccionar e sublinhar os lados mais negativos da actualidade. Em princípio, só as más notícias são notícias, mesmo quando não são verdadeiras. É notícia o aumento da criminalidade, não a sua redução; a subida da inflação, não a sua descida; a elevação do desemprego, não o seu decréscimo; a erupção de um surto infeccioso, nunca a sua debelação; uma maior área de floresta ardida pelo Verão, não uma menor extensão; e assim por diante. Há dias, por exemplo, um jornal "popular" anunciava em manchete que os encargos dos empréstimos para compra de casa iam "voltar a aumentar", mas provavelmente nunca houve nem haverá nenhuma manchete a anunciar a descida de tais encargos, quanto tal ocorre. Há uma propensão atávica da generalidade dos media - incluindo os de serviço público - para uma certa dose de populismo noticioso, sublinhando a grosso os aspectos socialmente mais chocantes da realidade social e omitindo ou depreciando em geral as notícias que poderiam atenuar aquela impressão negativa."

Professor Doutor Vital Martins Moreira, in Público e A aba da causaseta link A aba da causa Blogspot Etiquetas: ,   


MISTÉRIOS E RUMORES DE GUERRA

NO MÉDIO ORIENTE - Alerta a Stratfor

 

Rumores de guerra no Médio Oriente e outros mistérios analisadas pela sempre muito atenta e bem informada Stratfor: 

 

A Mystery in the Middle East

April 8, 2008

Graphic for Geopolitical Intelligence Report

By George Friedman

The Arab-Israeli region of the Middle East is filled with rumors of war. That is about as unusual as the rising of the sun, so normally it would not be worth mentioning. But like the proverbial broken clock that is right twice a day, such rumors occasionally will be true. In this case, we don’t know that they are true, and certainly it’s not the rumors that are driving us. But other things — minor and readily explicable individually — have drawn our attention to the possibility that something is happening.

The first thing that drew our attention was a minor, routine matter. Back in February, the United States started purchasing oil for its Strategic Petroleum Reserve (SPR). The SPR is a reserve of crude oil stored in underground salt domes. Back in February, it stood at 96.2 percent of capacity, which is pretty full as far as we are concerned. But the U.S. Department of Energy decided to increase its capacity. This move came in spite of record-high oil prices and the fact that the purchase would not help matters. It also came despite potential political fallout, since during times like these there is generally pressure to release reserves. Part of the step could have been the bureaucracy cranking away, and part of it could have been the feeling that the step didn’t make much difference. But part of it could have been based on real fears of a disruption in oil supplies. By itself, the move meant nothing. But it did cause us to become thoughtful.

Also in February, someone assassinated Imad Mughniyah, a leader of Hezbollah, in a car bomb explosion in Syria. It was assumed the Israelis had killed him, although there were some suspicions the Syrians might have had him killed for their own arcane reasons. In any case, Hezbollah publicly claimed the Israelis killed Mughniyah, and therefore it was expected the militant Shiite group would take revenge. In the past, Hezbollah responded not by attacking Israel but by attacking Jewish targets elsewhere, as in the Buenos Aires attacks of 1992 and 1994.

In March, the United States decided to dispatch the USS Cole, then under Sixth Fleet command, to Lebanese coastal waters. Washington later replaced it with two escorts from the Nassau (LHA-4) Expeditionary Strike Group (ESG), reportedly maintaining a minor naval presence in the area. (Most of the ESG, on a regularly scheduled deployment, is no more than a few days sail from the coast, as it remains in the Mediterranean Sea.) The reason given for the American naval presence was to serve as a warning to the Syrians not to involve themselves in Lebanese affairs. The exact mission of the naval presence off the Levantine coast — and the exact deterrent function it served — was not clear, but there they were. The Sixth Fleet has gone out of its way to park and maintain U.S. warships off the Lebanese coast.

Hezbollah leaders being killed by the Israelis and the presence of American ships off the shores of Mediterranean countries are not news in and of themselves. These things happen. The killing of Mughniyah is notable only to point out that as much as Israel might have wanted him dead, the Israelis knew this fight would escalate. But anyone would have known this. So all we know is that whoever killed Mughniyah wanted to trigger a conflict. The U.S. naval presence off the Levantine coast is notable in that Washington, rather busy with matters elsewhere, found the bandwidth to get involved here as well.

With the situation becoming tense, the Israelis announced in March that they would carry out an exercise in April called Turning Point 2. Once again, an Israeli military exercise is hardly interesting news. But the Syrians apparently got quite interested. After the announcement, the Syrians deployed three divisions — two armored, one mechanized — to the Lebanese-Syrian border in the Bekaa Valley, the western part of which is Hezbollah’s stronghold. The Syrians didn’t appear to be aggressive. Rather, they deployed these forces in a defensive posture, in a way walling off their part of the valley.

The Syrians are well aware that in the event of a conventional war with Israel, they would experience a short but exciting life, as they say. They thus are hardly going to attack Israel. The deployment therefore seemed intended to keep the Israelis on the Lebanese side of the border — on the apparent assumption the Israelis were going into the Bekaa Valley. Despite Israeli and Syrian denials of the Syrian troop buildup along the border, Stratfor sources maintain that the buildup in fact happened. Normally, Israel would be jumping at the chance to trumpet Syrian aggression in response to these troop movements, but, instead, the Israelis downplayed the buildup.

When the Israelis kicked off Turning Point 2, which we regard as a pretty interesting name, it turned out to be the largest exercise in Israeli history. It involved the entire country, and was designed to test civil defenses and the ability of the national command authority to continue to function in the event of an attack with unconventional weapons — chemical and nuclear, we would assume. This was a costly exercise. It also involved calling up reserves, some of them for the exercise, and, by some reports, others for deployment to the north against Syria. Israel does not call up reserves casually. Reserve call-ups are expensive and disrupt the civilian economy. These appear small, but in the environment of Turning Point 2, it would not be difficult to mobilize larger forces without being noticed.

The Syrians already were deeply concerned by the Israeli exercise. Eventually, the Lebanese government got worried, too, and started to evacuate some civilians from the South. Hezbollah, which still hadn’t retaliated for the Mughniyah assassination, also claimed the Israelis were about to attack it, and reportedly went on alert and mobilized its forces. The Americans, who normally issue warnings and cautions to everyone, said nothing to try to calm the situation. They just sat offshore on their ships.

It is noteworthy that Israeli Defense Minister Ehud Barak canceled a scheduled visit to Germany this week. The cancellation came immediately after the reports of the Syrian military redeployment were released. Obviously, Barak needed to be in Israel for Turning Point 2, but then he had known about the exercise for at least a month. Why cancel at the last minute? While we are discussing diplomacy, we note that U.S. Vice President Dick Cheney visited Oman — a country with close relations with Iran — and then was followed by U.S. Secretary of Defense Robert Gates. By itself not interesting, but why the high-level interest in Oman at this point?

Now let’s swing back to September 2007, when the Israelis bombed something in Syria near the Turkish border. As we discussed at the time, for some reason the Israelis refused to say what they had attacked. It made no sense for them not to trumpet what they carefully leaked — namely, that they had attacked a nuclear facility. Proving that Syria had a secret nuclear program would have been a public relations coup for Israel. Nevertheless, no public charges were leveled. And the Syrians remained awfully calm about the bombing.

Rumors now are swirling that the Israelis are about to reveal publicly that they in fact bombed a nuclear reactor provided to Syria by North Korea. But this news isn’t all that big. Also rumored is that the Israelis will claim Iranian complicity in building the reactor. And one Israeli TV station reported April 8 that Israel really had discovered Saddam Hussein’s weapons of mass destruction, which it said had been smuggled to Syria.

Now why the Bush administration wouldn’t have trumpeted news of the Syrian reactor worldwide in September 2007 is beyond us, but there obviously were some reasons — assuming the TV report is true, which we have no way of establishing. In fact, we have no idea why the Israelis are choosing this moment to rehash the bombing of this site. But whatever their reason, it certainly raises a critical question. If the Syrians are developing a nuclear capability, what are the Israelis planning to do about it?

No one of these things, by itself, is of very great interest. And taken together they do not provide the means for a clear forecast. Nevertheless, a series of rather ordinary events, taken together, can constitute something significant. Tensions in the Middle East are moving well beyond the normal point, and given everything that is happening, events are moving to a point where someone is likely to take military action. Whether Hezbollah will carry out a retaliatory strike or Israel a pre-emptive strike in Lebanon, or whether the Israelis’ real target is Iran, tensions systematically have been ratcheted up to the point where we, in our simple way, are beginning to wonder whether something has to give.

All together, these events are fairly extraordinary. Ignoring all rhetoric — and the Israelis have gone out of their way to say that they are not looking for a fight — it would seem that each side, but particularly the Americans and Israelis, have gone out of their way to signal that they are expecting conflict. The Syrians have also signaled that they expect conflict, and Hezbollah always claims there is about to be conflict.

What is missing is this: who will fight whom, and why, and why now. The simple explanation is that Israel wants a second round with Hezbollah. But while that might be true, it doesn’t explain everything else that has happened. Most important, it doesn’t explain the simultaneous revelations about the bombing of Syria. It also doesn’t explain the U.S. naval deployment. Is the United States about to get involved in a war with Hezbollah, a war that the Israelis should handle themselves? Are the Israelis going to topple Syrian President Bashar al Assad — and then wind up with a Sunni government, or worse, an Israeli occupation of Syria? None of that makes a lot of sense.

In truth, all of this may dissolve into nothing much. In intelligence analysis, however, sometimes a set of not-fully-coherent facts must be reported, and that is what we are doing now. There is no clear pattern; there is no obvious direction this is taking. Nevertheless, when we string together events from February until now, we see a persistently escalating pattern of behavior. In fact, what we can say most clearly is that there is escalation, without being able to say what is the clear direction of the escalation or the purpose.

We would like to wrap this up with a crystal clear explanation and forecast. But we can’t. The motives of the various actors are opaque; and taken separately, the individual events all have quite innocent explanations. We are not prepared to say war is imminent, nor even what sort of war there would be. We are simply prepared to say that the course of events since February — and really since the September 2007 attack on Syria — have been startling, and they appear to be reaching some sort of hard-to-understand crescendo.

The bombing of Syria symbolizes our confusion. Why would Syria want a nuclear reactor and why put it on the border of Turkey, a country the Syrians aren’t particularly friendly with? If the Syrians had a nuclear reactor, why would the Israelis be coy about it? Why would the Americans? Having said nothing for months apart from careful leaks, why are the Israelis going to speak publicly now? And if what they are going to say is simply that the North Koreans provided the equipment, what’s the big deal? That was leaked months ago.

The events of September 2007 make no sense and have never made any sense. The events we have seen since February make no sense either. That is noteworthy, and we bring it to your attention. We are not saying that the events are meaningless. We are saying that we do not know their meaning. But we can’t help but regard them as ominous.

RAMSES 2008

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RAMSES 2008

 l'encyclopédie annuelle de l'actualité internationale fournit les clés d'analyse et les repères indispensables pour décrypter la géopolitique de la planète.

En savoir plus | Sommaire | Commander l'ouvrage | Perspectives, par Thierry de Montbrial 

HUMOR FEMINISTA

Da minha amiga Rosário, recebi esta notável estória de humor feminista:

Os HOMENS SÃO COMO AS BATATAS:

Os novos... só DESCASCADOS!

Os velhos... só a MURRO!

José Mateus Cavaco Silva at April 22, 2008 15:50 | link | comments
Tags: humor

La Chine médaille d'or de la peine de mort selon Amnesty

 Logo L'Express

+ d'informations

O QUE É A CHINA?

análise geopolítica

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A Stratfor analisa no quadro do tabuleiro geopolítico chinês a importância e significado do Tibete. Como Geoorge Friedman começa por explicar: "China is an island. We do not mean it is surrounded by water; we mean China is surrounded by territory that is difficult to traverse. Therefore, China is hard to invade; given its size and population, it is even harder to occupy. This also makes it hard for the Chinese to invade others; not utterly impossible, but quite difficult. Containing a fifth of the world’s population, China can wall itself off from the world, as it did prior to the United Kingdom’s forced entry in the 19th century and under Mao Zedong. All of this means China is a great power, but one that has to behave very differently than other great powers."

 

 

Chinese Geopolitics and

the Significance of Tibet

April 15, 2008
Graphic for Geopolitical Intelligence Report

By George Friedman

Analyzing Chinese Geography

Let’s begin simply by analyzing Chinese geography, looking at two maps. The first represents the physical geography of China.

China Physical Geography Map

The second shows the population density not only of China, but also of the surrounding countries.

China’s geography is roughly divided into two parts: a mountainous, arid western part and a coastal plain that becomes hilly at its westward end. The overwhelming majority of China’s population is concentrated in that coastal plain. The majority of China’s territory — the area west of this coastal plain — is lightly inhabited, however. This eastern region is the Chinese heartland that must be defended at all cost.

China as island is surrounded by impassable barriers — barriers that are difficult to pass or areas that essentially are wastelands with minimal population. To the east is the Pacific Ocean. To the north and northwest are the Siberian and Mongolian regions, sparsely populated and difficult to move through. To the south, there are the hills, mountains and jungles that separate China from Southeast Asia; to visualize this terrain, just remember the incredible effort that went into building the Burma Road during World War II. To the southwest lie the Himalayas. In the northwest are Kazakhstan and the vast steppes of Central Asia. Only in the far northeast, with the Russian maritime provinces and the Yalu River separating China from Korea, are there traversable points of contacts. But the balance of military power is heavily in China’s favor at these points.

China Population Density
(click image to enlarge)

Strategically, China has two problems, both pivoting around the question of defending the coastal region. First, China must prevent attacks from the sea. This is what the Japanese did in the 1930s, first invading Manchuria in the northeast and then moving south into the heart of China. It is also what the British and other European powers did on a lesser scale in the 19th century. China’s defense against such attacks is size and population. It draws invaders in and then wears them out, with China suffering massive casualties and economic losses in the process.

The second threat to China comes from powers moving in through the underpopulated portion of the west, establishing bases and moving east, or coming out of the underpopulated regions around China and invading. This is what happened during the Mongol invasion from the northwest. But that invasion was aided by tremendous Chinese disunity, as were the European and Japanese incursions.

Beijing’s Three Imperatives

Beijing therefore has three geopolitical imperatives:

  1. Maintain internal unity so that far powers can’t weaken the ability of the central government to defend China.
  2. Maintain a strong coastal defense to prevent an incursion from the Pacific.
  3. Secure China’s periphery by anchoring the country’s frontiers on impassable geographical features; in other words, hold its current borders.

In short, China’s strategy is to establish an island, defend its frontiers efficiently using its geographical isolation as a force multiplier, and, above all, maintain the power of the central government over the country, preventing regionalism and factionalism.

We see Beijing struggling to maintain control over China. Its vast security apparatus and interlocking economic system are intended to achieve that. We see Beijing building coastal defenses in the Pacific, including missiles that can reach deep into the Pacific, in the long run trying to force the U.S. Navy on the defensive. And we see Beijing working to retain control over two key regions: Xinjiang and Tibet.

Xinjiang is Muslim. This means at one point it was invaded by Islamic forces. It also means that it can be invaded and become a highway into the Chinese heartland. Defense of the Chinese heartland therefore begins in Xinjiang. So long as Xinjiang is Chinese, Beijing will enjoy a 1,500-mile, inhospitable buffer between Lanzhou — the westernmost major Chinese city and its oil center — and the border of Kazakhstan. The Chinese thus will hold Xinjiang regardless of Muslim secessionists.

The Importance of Tibet to China

Now look at Tibet on the population density and terrain maps. On the terrain map one sees the high mountain passes of the Himalayas. Running from the Hindu Kush on the border with Pakistan to the Myanmar border, small groups can traverse this terrain, but no major army is going to thrust across this border in either direction. Supplying a major force through these mountains is impossible. From a military point of view, it is a solid wall.

Note that running along the frontier directly south of this border is one of the largest population concentrations in the world. If China were to withdraw from Tibet, and there were no military hindrance to population movement, Beijing fears this population could migrate into Tibet. If there were such a migration, Tibet could turn into an extension of India and, over time, become a potential beachhead for Indian power. If that were to happen, India’s strategic frontier would directly abut Sichuan and Yunnan — the Chinese heartland.

The Chinese have a fundamental national interest in retaining Tibet, because Tibet is the Chinese anchor in the Himalayas. If that were open, or if Xinjiang became independent, the vast buffers between China and the rest of Eurasia would break down. The Chinese can’t predict the evolution of Indian, Islamic or Russian power in such a circumstance, and they certainly don’t intend to find out. They will hold both of these provinces, particularly Tibet.

The Chinese note that the Dalai Lama has been in India ever since China invaded Tibet. The Chinese regard him as an Indian puppet. They see the latest unrest in Tibet as instigated by the Indian government, which uses the Dalai Lama to try to destabilize the Chinese hold on Tibet and open the door to Indian expansion. To put it differently, their view is that the Indians could shut the Dalai Lama down if they wanted to, and that they don’t signals Indian complicity.

It should be added that the Chinese see the American hand behind this as well. Apart from public statements of support, the Americans and Indians have formed a strategic partnership since 2001. The Chinese view the United States — which is primarily focused on the Islamic world — as encouraging India and the Dalai Lama to probe the Chinese, partly to embarrass them over the Olympics and partly to increase the stress on the central government. The central government is stretched in maintaining Chinese security as the Olympics approach. The Chinese are distracted. Beijing also notes the similarities between what is happening in Tibet and the “color” revolutions the United States supported and helped stimulate in the former Soviet Union.

It is critical to understand that whatever the issues might be to the West, the Chinese see Tibet as a matter of fundamental national security, and they view pro-Tibetan agitation in the West as an attempt to strike at the heart of Chinese national security. The Chinese are therefore trapped. They are staging the Olympics in order to demonstrate Chinese cohesion and progress. But they must hold on to Tibet for national security reasons, and therefore their public relations strategy is collapsing. Neither India nor the United States is particularly upset that the Europeans are thinking about canceling attendance at various ceremonies.

A Lack of Countermoves

China has few countermoves to this pressure over Tibet. There is always talk of a Chinese invasion of Taiwan. That is not going to happen — not because China doesn’t want to, but because it does not have the naval capability of seizing control of the Taiwan Straits or seizing air superiority, certainly not if the United States doesn’t want it (and we note that the United States has two carrier battle groups in the Taiwan region at the moment). Beijing thus could bombard Taiwan, but not without enormous cost to itself and its own defensive capabilities. It does not have the capability to surge forces across the strait, much less to sustain operations there in anything short of a completely permissive threat environment. The Chinese could fire missiles at Taiwan, but that risks counterstrikes from American missiles. And, of course, Beijing could go nuclear, but that is not likely given the stakes. The most likely Chinese counter here would be trying to isolate Taiwan from shipping by firing missiles. But that again assumes the United States would not respond — something Beijing can’t count on.

While China thus lacks politico-military options to counter the Tibet pressure, it also lacks economic options. It is highly dependent for its economic well-being on exports to the United States and other countries; drawing money out of U.S. financial markets would require Beijing to put it somewhere else. If the Chinese invested in Europe, European interest rates would go down and U.S. rates would go up, and European money would pour into the United States. The long-held fear of the Chinese withdrawing their money from U.S. markets is therefore illusory: The Chinese are trapped economically. Far more than the United States, they can’t afford a confrontation.

That leaves the pressure on Tibet, and China struggling to contain it. Note that Beijing’s first imperative is to maintain China’s internal coherence. China’s great danger is always a weakening of the central government and the development of regionalism. Beijing is far from losing control, but recently we have observed a set of interesting breakdowns. The inability to control events in Tibet is one. Significant shortages of diesel fuel is a second. Shortages of rice and other grains is a third. These are small things, but they are things that should not be happening in a country as well-heeled in terms of cash as China is, and as accustomed as it is to managing security threats.

China must hold Tibet, and it will. The really interesting question is whether the stresses building up on China’s central administration are beginning to degrade its ability to control and manage events. It is easy to understand China’s obsession with Tibet. The next step is to watch China trying to pick up the pieces on a series of administrative miscues. That will give us a sense of the state of Chinese affairs.

CHINA: INFORMAÇÃO & DESINFORMAÇÃO

Informação e desinformação sobre a China é o tema de capa da última edição Monde chinoisdo "Monde chinois". Um tema de absoluta actualidade nesta altura em que o Tibete marca a conjuntura asiática e mundial e promete a Pequim a medalha de ouro olímpica da barbaridade.

"Founded in 2004, Monde Chinois is a leading French journal dedicated to the analysis of economic, strategic, political and cultural evolutions in the Chinese world (People's Republic of China, Taïwan, Hong Kong and Singapore)."   

Edições anteriores:

N° 8  La Chine en Afrique
Eté/automne 2006
  Know More Epuisé
N° 7  Diasporas chinoises
Printemps 2006
  Know More Epuisé

SECURITÉ GLOBALE

crises sanitárias

Dirigida por um velho amigo e bom conhecedor de Portugal, Jean-François Daguzan, a revista Securité Globale dedica o seu terceiro número às crises sanitárias. Os números anteriores tinham tratado o “terrorismo” e “repensar a segurança nacional”.

A Sécurité Globale apresenta-se como “Revue de référence française consacrée aux questions de sécurité intérieure et aux enjeux sécuritaires internationaux, Sécurité globale offre une plate-forme de recherche et de débats sur des thématiques comme le terrorisme, la criminalité organisée, les crises sanitaires, la gestion des catastrophe naturelles et industrielles. Son approche se veut autant conceptuelle qu’opérationnelle, selon une logique qui vise à éclairer la globalité des enjeux de sécurité de ce XXIe siècle naissant. "

José Mateus Cavaco Silva at April 22, 2008 12:37 | link | comments
Tags: homeland security

INTELIGÊNCIA ECONÓMICA

nova literatura muito recomendável 

A maior parte dos textos, tanto teóricos, como técnicos e de casos práticos, sobre Inteligência Económica são mais facilmente acessíveis em formatos digitais do que em suporte papel. É normal. Isto é característica do tempo mas também da própria IE. No entanto, a divulgação através do livro também faz o seu caminho e a biblioteca de IE tem já um bom número de títulos de trabalhos sólidos de autores sérios. Mais dois destes títulos estão agora disponíveis, como dá conta a École de Guerre Economique:

Nouvel ouvrage "Les politiques d'intelligence économique"

 

31/03/2008 : Parution le 11 avril 2008 dans la Collection "que-sais-je ?" de l'ouvrage Les politiques d'intelligence économique par Eric Delbecque et Gérard Pardini

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Sortie d'un Guide pratique sur l'IE à l'usage des dirigeants de PME

31/03/2008 : Sortie d'un guide pratique à l'usage du dirigeant de PME-PMI & l'intelligence économique - Les précaustions d'usage dans l'activité de l'entreprise - par la CGPME Ile-de-France, la Région Ile-de-France et Agefos Ile-de-France.

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Monday, 21 April 2008

‘ESTRATÉGIA DE LISBOA’

É RESPOSTA INSUFICIENTE

 

diz consultor do governo francês EurActiv Logo

 

Interview

Cohen-Tanugi: Lisbon Strategy 'inadequate' answer to globalisation

 Laurent_Cohen-Tanugi_big.jpg17 April 2008

The current Lisbon Strategy will not be sufficient for Europe to compete with fast-growing Asian economies and needs to be upgraded to a "Lisbon Plus" agenda that encompasses the bloc's external economic policies, Laurent Cohen-Tanugi, the author of a report for the French government entitled "A European strategy for globalisation"  (FINAL REPORT here in French ) told EurActiv France.

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Continua aqui em francês  e  aqui em inglês

UM "SMALL BUSINESS ACT" EUROPEU

 

Finalmente... Bruxelas parece ganhar

alguma inteligência e algum bom senso!

 

'Small Business Act' to boost job creation
17 April 2008
EU ministers have called on the Commission to produce a strong "Small Business Act" that will help SMEs grow, amid fears that jobs in big industry could be lost due to competition with low-cost countries.

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RADARES EM ESTADO "CRITICAL"

Uma estória muito, mesmo muito, "very critical". Ou, como dizia a minha avó Luzia, as novas tecnologias, filho, às vezes só amplificam velhos e maus hábitos... Um grande trabalho de investigação jornalística de Valentina Marcelino, no Expresso desta semana:

Segurança interna
Radares sob suspeita
Concurso de €30 milhões. Composição do júri abre polémica, por causa de ligações de jurados com empresas concorrentes.

12:13 | Segunda-feira, 21 de Abr de 2008  

          

O concurso para o sistema de radares de vigilância da costa portuguesa, que vale €30 milhões, está envolto em polémica. Dois elementos do júri do Ministério da Administração Interna (MAI) têm ligações a um dos consórcios concorrentes. Um deles, Rui Guerra, do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), trabalha actualmente com uma das empresas candidatas. Outro, Paulo Guerreiro, oficial da Brigada Fiscal (BF) da GNR, unidade que vai gerir o sistema, foi subalterno e condecorado por dois consultores do mesmo consórcio. O ministro, Rui Pereira, que herdou o processo de António Costa não gostou do que soube, mas não quis comentar. Passou o ónus dos esclarecimentos ao secretário de Estado José Magalhães.

 

Rui Guerra é o principal foco da controvérsia. A sua experiência na adjudicação de um sistema de vigilância idêntico para o IPTM, valeu-lhe ser convidado pelo anterior ministro da Administração Interna, António Costa, para consultor do SIVICC (Sistema Integrado de Vigilância, Comando de Controlo), a 'fortaleza electrónica' que vai blindar a costa. A justificação era uma possível articulação entre o SIVICC e o equipamento do IPTM.

 

Em plena fase de definição dos requisitos técnicos para o Caderno de Encargos, Guerra teve carta branca para aceder e contactar quem tinha o processo do SIVICC em mãos. Promoveu as propostas da empresa que montou o sistema no IPTM, a EADS (European Aeronautic Defense and Space), que também concorre ao SIVICC. No IPTM, Guerra trabalha directamente com esta empresa.

 

Guerra defende-se, dizendo que o relacionamento com uma das empresas concorrentes não afectará a sua isenção no júri. "Tenho a incumbência e o dever de defender os interesses do Estado (...) o que tento fazer humildemente com todo o empenho e capacidade de que disponho", sublinha.

 

A proximidade de um outro membro do júri com dois consultores do mesmo consórcio está também a levantar celeuma. Os consultores, antigos comandantes da BF, trabalham para a Critical Software, que concorre com a EADS/Atlas. Segundo o porta-voz da empresa, os coronéis Gâmboa Marques e Arménio Vitória foram contratados pela "sua experiência e conhecimento operacional, importantes para o desenho de activos tecnológicos que possam ser bem sucedidos".

 

De facto, Gâmboa e Vitória continuam a ter abertas as portas das instalações da BF. Para surpresa de outras empresas concorrentes, ambos passaram vários dias nas instalações da Brigada na altura em que se estavam a definir os requisitos técnicos para o concurso. O actual comandante-geral, Samuel Mota, reconhece que autorizou as visitas, mas garante que foi com o objectivo destes "consultarem, seleccionarem e digitalizarem fotografias do arquivo histórico da ex-Guarda Fiscal e da BF, com vista à elaboração de um trabalho sobre as memórias destas duas instituições".

 

Em relação à proximidade destes elementos com o oficial da BF que está no júri do concurso, o general Samuel Mota não vê incompatibilidades: "o major Paulo Guerreiro foi por mim indicado dado os seus conhecimentos e experiência operacional na área de vigilância da costa", sustenta.

 

Guerreiro, por seu turno, não esconde o seu desconforto com o facto de poder ser acusado de favorecimento à empresa dos seus ex-chefes. Considerado um "oficial brilhante" por várias fontes da GNR - foi coordenador da megaoperação da BF 'Setúbal Connection', que levou à detenção de 23 pessoas ligadas ao contrabando de tabaco - Guerreiro admitiu ao Expresso que já pensou "abandonar" o júri. Os coronéis asseguram não esperar "qualquer tratamento privilegiado". "Guerreiro é um oficial de grande mérito e não merece dúvidas sobre a sua conduta", assevera Arménio Vitória, antigo superior.

  

A Critical conseguiu, por outro lado, outra vantagem em relação às suas concorrentes. Foi a única empresa convidada pelo ex-secretário de Estado de António Costa, Rocha Andrade, para fazer, no próprio MAI, uma apresentação do seu plano para o SIVICC.

 

Pelo MAI, o secretário de Estado José Magalhães finta a polémica. Admite ter tido conhecimento da visita às fábricas de uma das concorrentes, mas não comenta a presença de um membro do júri nessa viagem. Por outro lado, em relação ao acesso privilegiado que estas empresas tiveram a instalações da BF, bem como a fazer demonstrações, garante que "todas as empresas que o solicitassem teriam, em condições de igualdade", a mesma benesse. Sobre Paulo Guerreiro realça que este oficial "foi louvado por diversas vezes por sucessivos comandantes".

 

José Magalhães não vislumbra qualquer tentativa de pressão. "A metodologia apresentada propiciou maior imunidade a pressões, ao mesmo tempo que assegurou a troca de informações sobre matérias de elevada tecnicidade em que o mercado oferece uma grande variedade de soluções". Por outro lado, lembra que "estão salvaguardadas no júri e na definição dos critérios de avaliação adicionais e inultrapassáveis garantias de segurança, imparcialidade e ética". O presidente do júri, João Carlos Silva, ex-secretário de Estado do Orçamento de António Guterres e ex-presidente da RTP, já foi informado da situação. e garantiu ao Expresso que "todas as deliberações do júri vão ser na mais estrita legalidade e igualdade dos concorrentes".

 

Há seis candidatas e o relatório do júri deverá estar concluído em Maio. Até Setembro serão seleccionadas as propostas que passam à negociação. Prevê-se para Outubro a decisão final.

 

LIGAÇÕES A EMPRESAS  

 

RUI GUERRA

 

. Fez parte do júri que adjudicou, em 2004, o sistema de vigilância marítima do Ministério das Obras Públicas à empresa EADS/Atlas

 

. Entre 2005 e 2006 foi consultor do Ministério da Administração Interna para o SIVICC

 

. Em 2006 levou os oficiais da Brigada Fiscal que estavam a elaborar os requisitos técnicos do SIVICC a visitar as fábricas na Europa da EADS/Atlas

 

. Neste mesmo período acompanhou os técnicos da EADS/Atlas em reuniões no MAI

 

. Desde 2007 é vogal da administração do IPTM, onde gere, em conjunto com a EADS/Atlas, o sistema de vigilância

 

. Faz hoje parte do júri do MAI que vai adjudicar o SIVICC, ao qual concorre a EADS/Atlas, em conjunto com a Critical Software

 

PAULO GUERREIRO

 

. Foi vários anos subalterno de dois coronéis consultores da Critical Software - que concorre ao SIVICC com a EADS/Atlas - ex-comandantes da BF, que o condecoraram pelo seu trabalho, uma proximidade que pode suscitar dúvidas sobre a isenção na sua escolha. O próprio Paulo Guerreiro já ponderou deixar de fazer parte do júri.

Valentina Marcelino, no Expresso

"GUERRA ECONÓMICA"  

JÁ SECOU BARCELONA 

"Espanha: Falta de água em Barcelona" é hoje título da Lusa. Notícia... Surpresa! De facto, estamos aqui ao lado do Estado Espanhol mas temos uma quase inultrapassável dificuldade em ver e perceber o que lá se passa... E somos surpreendidos deixamo-nos surpreender - por qualquer coisa, como esta "notícia" da Lusa prova.

Há alguns dias um site francês de "Inteligência Económica" - o Knowckers.org - publicava uma interessante análise da "guerra económica" no interior do Estado Espanhol, ou seja, entre as suas regiões e a "ausência de solidariedade nacional"... Principal alvo desta guerra? Barcelona e toda a região da Catalunha.

A escassez de água em Barcelona e em toda a Catalunha é apenas um dos aspectos das consequências dessa guerra económica. De facto, praticamente todos os sistemas de infraestruturas da Catalunha (transportes incluídos) estão esgotados e a rebentar pelas costuras. A água é apenas o mais visível e tocante...

Veja-se a análise do Knowckers.org sobre "Le débat sur les intérêts stratégiques de l’Espagne":

“Espagne: une contradiction à

dimension de guerre économique”

 

Quand le discours contredit les faits: le PP en flagrant délit.

 

"Vous n'avez aucune vision de ce qu'est l'Espagne" lançait le candidat du PP, la veille des élections espagnoles, à Zapatero, finalement vainqueur du choix démocratique. Le premier ministre socialiste ne s'est pas privé de lui répondre que l'"on peut défendre l'Espagne sans attaquer la Catalogne". Malgré la défaite des élections, le PP continue de de se présenter comme le seul défenseur de l'intérêt général espagnol et de la grande Espagne.

Un tel discours est en contradiction avec les longues années de pouvoir d'Aznar. En effet, les politiques fortement centralisatrices qui ont été alors menées ont eu pour corollaire logique une forte hostilité aux régions, en particulier à la Catalogne. Ainsi, pour le PP, l'intérêt n'est général que lorsqu'il est à Madrid. Le parti de droite n'a pas oublié de profiter de ces années dorées pour placer ses amis à la tête des entreprises et banques : BBVA, Endesa, Repsol, Telefonica… l'intérêt général a trouvé ainsi une étrange traduction: la centralisation de l'économie autour de Madrid. Jusqu'alors cette ville avait monopolisé le pouvoir administratif mais elle a su utiliser les instrument politiques pour dévier les circuits économiques de Barcelone .

Le déclin économique de la capitale catalane suscite aujourd'hui un malaise dans cette région. L'étrange politique "d'intérêt général" a stimulé les mouvements régionalistes, autonomistes, nationalistes, en Catalogne. Economie, politique et sentiments nationaux sont intimement liés. Les relations économiques avec Madrid sont donc devenues antagoniques sur plusieurs points qui constituent autant de terrains de batailles.

Impôts: la fatigue catalane ou le manque de solidarité nationale.

Depuis l'avènement de la démocratie, la Catalogne a payé, pendant des dizaines d'années, les plus lourds tribus à l'Etat espagnol. Ce poids fiscal était justifié en fonction de la richesse de la région. Toutefois, aprés les prélèvements et les redistributions entre régions, le revenu catalan par tête se retrouvait au dessous de la moyenne nationale. 

Cependant, au delà de cette absurdité mathématique, un problème plus pesant se fait , encore aujourd'hui, sentir. Madrid réinjecte une grande partie de ces recettes dans l'amélioration de l'ensemble des infrastrutures mais Barcelone se trouve en marge de cette poliitque. Ainsi, le centre catalan se caractérise par l'asphixie de son réseau routier, la saturation de son aéroport et le symbolique retard de sa liaison à Madrid par TGV. Par conséquent, la region perd en termes d'attractivité pour les investissements étrangers.

La spirale de la décapitalisation publique et du déclin de la Catalogne en tant que marché attrayant a amené Barcelone à privilégier la question fiscale lors du nouveau statut qu'elle a négocié en 2006. Le Parlement Catalan n'a cependant pas réussi à obtenir de Madrid les réformes structurelles qu'il voulait faire passer: le modèle instauré en 1979 a été maintenu.Toutefois, les ressources de la Generalitat (gouvernement de Catalogne) ont été accrues et l'Etat s'est engagé à mettre en place de nouveaux mécanismes de contrôle de solidarité entre les différentes régions.

La Caixa : symbole du modèle économique catalan.

La Catalogne constitue un marché caractérisé par des traits spécifiques. En effet, l'entreprise familiale est un acteur économique typique dans la region; celle ci est devenue un territoire oú les familles et les entreprises se respectent entre elles. A un niveau macro, cela se traduit par un modèle qui favorise le statu quo: le changement (fusions, acquisitions…) n'est accepté qu'en dernière solution. Et lorsque l'entreprise catalane est confrontée à cette nécessité, elle s'y soumet sans grandes effusions; elle finit docilement par se laisser dévorer par un autre acteur. Cette faille a permis à Madrid d'absorber une grande partie du secteur catalan de la construction.

Comme la plupart de ses "compatriotes", La Caixa, société financière catalane, se caractérise par la culture de la discrétion; cependant, elle est redoutablement efficace. Les succès silencieux de La Caixa font d'elle à la fois un tabou et un symbole de la région. En effet, elle constitue le plus gros potentiel des sociétés financières espagnoles; elle possède une capacité d'innovation reconnue, une extraordinaire mainmise du marché du détail (1/3 des clients de banque en Catalogne et 1/5 dans toute l'Espagne)… mais surtout elle est caractérisée par une identité juridique ambigue: ce n'est pas une banque, elle n'a pas de propriétaires, elle ne peut pas efectuer des OPA, elle ne peut pas être l'objet d'une OPA… ce caractère fuyant est une arme redoutable face à la concurrence et irrite sérieusement les autres acteurs espagnols qui doivent lui faire face.

La Caixa vs. Endesa: le choc des titans.

En 2005, La Caixa lance, à travers Gas Natural, une OPA de 100% sur Endesa, grand opérateur énergéticien espagnol qui était à l'époque dirigé par Manuel Pizarro, nouvelle étoile montante du PP. Pour la vision nationaliste catalane, il était nécessaire, d'un point de vue stratégique, de construire un pôle financier et industriel "d'ici". La réactivité violente d'un certain establishment político-financier de Madrid et des media qui lui sont liés a contré l'opération qui s'est soldée par un échec.

Aujourd'hui, Gas Natural se maintient éloigné  des mouvements de concentration en cours sur le territoire espagnol. Depuis l'échec Endesa, le groupe gazier joue la carte solitaire mais il possède une solide position financière qui l'autorise à avoir de grandes ambitions en matière d'investissements. Comme Madrid lui bloque le chemin des acquisitions, le groupe se redéploie sur une logique de croissance organique. Ainsi, la Catalogne entend non seulement préserver sa forcé énergétique mais elle ne renonce pas à conquérir le marché énergétique espagnol.

Une guerre économique entre régions.

Sentiments nationalistes, économie, politique et doutes identitaires se mélangent en Espagne. Le boycott constitue le symbole de cette dynamique: à chaque grande action  catalane qui menace "de briser l'unité espagnole", des mouvements de boycott se mettent en marche, menés par le politique, les media et par des acteurs au sein même de la société civile (chaînes de magasins…) contre les entreprises installées en Catalogne (SEAT, Gerblé, Sony, Danone, Nestlé…).

Le discours du PP sur l'intérêt général n'efface donc pas la réalité: capitale politique  contre capitale culturelle, qui rafflera les circuits economico-financiers?

La guerre économique fait rage en Espagne: oú est la "grande Espagne unie" de Madrid? “

Alice Lacoye-Mateus (École de Guerre Économique), in Knowckers.org 

Saturday, 19 April 2008

Na sua modalidade preferida,

é óbvio que a China já ganhou...

 

“China will execute 374 people during Olympics, Amnesty estimates

«An estimated 374 people will be executed in China during this summer's Olympic games in Beijing, Amnesty International has claimed.

A new league table of the world's most frequent executioners showed China officially used capital punishment 470 times last year. But some campaigners believe the true figure may be 8,000.

The human rights group called on Olympic athletes and the International Olympic Committee (IOC) to press for greater openness about executions by the host country.

Amnesty's UK director Kate Allen said: "As the world's biggest executioner, China gets the 'gold medal' for global executions.”

Continua aqui, no Guardian

Chinese police display a group of prisoners at a sentencing rally in the east Chinese city of Wenzhou

Chinese police display a group of prisoners at a sentencing rally in the east Chinese city of Wenzhou. Eleven prisoners were later executed. Photograph: AFP/Getty Images

TÓQUIO SAI DO SILÊNCIO E ENFRENTA

PEQUIM  SOBRE A QUESTÃO DO TIBETE

 

Alegria e entusiasmo na blogosfera japonesa depois da decisão do governo de Tóquio de não permitir a presença em solo japonês dos ‘homenzinhos’ vestidos de azul e branco, os agentes especiais que a China tem espalhado pelo mundo ao longo do percurso da pálida tocha olímpica. Também a decisão de Tóquio de manifestar a sua “preocupação” com a situação no Tibete e a atitude pró-activa da diplomacia japonesa exigindo a Pequim que negoceie com o Dalai Lama “sem condições prévias” foi muito bem recebida pela opinião pública japonesa e, sobretudo, por todo o universo budista. Como noticia o Libération.

 

JO: le Japon ne veut pas des gardes chinois

Le Japon est le premier pays à dire non aux désormais célèbres agents de sécurité chinois en survêtement bleu et blanc. Pas question que ces mystérieux karatékas, lunettes noires et écouteur à l’oreille, chargés en théorie de veiller à la sécurité de la torche olympique - tout en étant prêts à l’éteindre en cas de débordement -, puissent accompagner, tout au long de son parcours, l’étape japonaise du relais de la flamme en provenance de Canberra, prévu à Nagano (centre du pays), samedi 26 avril.

Suspense. Le Japon a tranché et Yang Jiechi, le ministre chinois des Affaires étrangères, qui rencontrait avant-hier à Tokyo son homologue japonais Masahiko Komura en vue de préparer le voyage officiel au Japon du président chinois Hu Jintao prévu entre les 6 et 10 mai, a pris acte de cette décision de Tokyo. Il n’empêche que le suspense demeure et que sur des blogs et sites web, les internautes japonais s’en donnent à cœur joie. «Les gardiens de la flamme chinois seront-ils quand même là ?» interroge l’un. «S’ils sont privés de Nagano, le risque est que les petits hommes en bleu et blanc soient expédiés au Tibet pour des interrogatoires musclés», écrit un autre…

Revirement. À l’évidence, à trois mois des Jeux olympiques de Pékin, la diplomatie japonaise sort de ses gonds. Jeudi, le Japon, qui accueille souvent le dalaï-lama, a mis les pieds dans le plat en faisant part de sa «préoccupation» autour de la situation au Tibet et appelé la Chine à engager un dialogue «sans aucune condition» avec le leader spirituel tibétain. En réponse, Pékin a sèchement rétorqué que «la question du Tibet est une affaire interne à la Chine».

Au Japon, elle ne l’est pas, en tout cas, pour les autorités bouddhistes du célèbre temple Zenkoji de Nagano, d’où était censée partir, samedi prochain, la flamme olympique. Alors que ses moines avaient accepté à l’automne d’accueillir le coup d’envoi du relais, ils ont changé d’avis à la lumière des événements récents au Tibet. Le Zenkoji s’est retiré du parcours, «pour des raisons de sécurité» , et en signe de solidarité avec les chefs religieux tibétains en proie à la «répression» chinoise. Les organisateurs du parcours ont pris acte de ce revirement et annoncé qu’ils allaient changer le point de départ de la flamme, attendue ensuite à Séoul, en Corée du Sud.

UM PSD TENDENCIALMENTE

RESIDUAL E REGIONALIZADO?

 

Olhe-se para os candidatos que se alinham para a candidatura à liderança do PSD e veja-se como a maioria dos nomes mais sonantes são oriundos do Porto e… políticos de segunda linha (além de Cadilhe, que foi ministro de Cavaco mas saiu sem honra nem glória, nenhum foi além de secretário de Estado ou presidente da Câmara apesar de serem já cinquentões).

 

De Lisboa não há candidatos. Manuela Ferreira Leite parece não estar convencida a ser a “dama de ferro” do PSD e Marcelo Rebelo de Sousa mesmo se adoraria voltar não é hoje, para o PSD, senão um professor de direito que faz comentários na televisão. Passos Coelho é ainda um “jota” de Coimbra que foi presidente da JSD.

 

Cotado com 26% das intenções de voto, o PSD, em termos de quadros dirigentes, não parece ter hoje massa crítica a sul e aparece com uma distribuição orgânica muito assimétrica e desequilibrada para norte de Leiria. E a demissão de Luís Filipe Menezes pode ter como consequência colateral o fim político do “último barão de Lisboa”, Ângelo Correia (que começou da pior maneira, no Verão passado, uma carreira de king’s maker… enganando-se redondamente na escolha do “rei”). Não deixaria de ser imensamente irónico que o inoxidável Ângelo fosse liquidado por este “fogo amigo” do instável Menezes.

 

Mas a grande questão que desta perspectiva se levanta é a seguinte: será hoje o PSD uma formação política residual, concentrando a massa crítica restante dos seus dirigentes no Porto…? Não me parece haver ainda uma resposta clara e definitiva para a pergunta, mas nas próximas semanas ver-se-á se o PSD escapa ou não a esta tendência para a residualização e regionalização… Mas se ela se acentuar, abre-se o campo a uma marcante recomposição da paisagem política portuguesa.

José Mateus Cavaco Silva at April 19, 2008 20:22 | link | comments
Tags: psd

O "CANDIDATO IDEAL"

e as novas formas de o definir

 

As novas tecnologias permitem e acabam por impor novas formas de relacionamento com o mundo, alteram as formas como o apercebemos e, consequentemente, a nossa percepção do mundo... E, portanto, alteram o mundo. A política não pode, claro, ficar fora destas alterações que também a contaminam e afectam. E alteram. Até na definição do pessoal político. Veja-se este novo modo de criar o "candidato ideal"...

 

Etats-Unis : le candidat idéal se créé par wiki

WikiCandidate08 reprend le principe de communauté en ligne et permet aux internautes d'élaborer eux-mêmes la figure du candidat idéal aux présidentielles. Et de lui faire mener une campagne virtuelle.

Friday, 18 April 2008

MARA CARFAGNA

mas como e com que critérios políticos é que Berlusconi escolhe deputadas e ministras...?

A piquena abaixo chama-se Mara Carfagna e as suas medidas políticas estão à vista e convenceram Berlusconi... Há quem diga, porém, que a Itália precisa de outras medidas políticas. As da Carfagna não chegam para animar e insuflar o élan necessário a uma Itália deprimida...

L'Italie à l'épreuve d'une croissance atone et d'un moral en berne

Ralentissement de la croissance, compétitivité mal en point, perte de confiance dans les institutions, montée de l'antipolitique: c'est une Italie en proie à un profond malaise qui se

rend aux urnes les 13 et 14 avril.Evénement

Le choix de Milan pour organiser l'Exposition universelle 2015 a redonné un peu d'optimisme à l'Italie et lui a donné l'occasion de montrer son unité et son dynamisme alors que le pays souffre de l'image déplorable renvoyée par la crise des ordures à Naples ou l'agonie d'Alitalia.

Mais à court terme, le nouveau gouvernement va devoir affronter une conjoncture très morose, marquée par un brusque ralentissement de la croissance à seulement +0,6% du PIB pour l'année, après +1,5% l'an dernier, selon le ministère de l'Economie.

"La faiblesse de la croissance est due à une carence d'infrastructures, une dépendance énergétique abyssale, une fiscalité

inadaptée et des dépenses publiques élevées et peu efficaces", résume Alberto Quadrio Curzio, professeur d'économie à l'Université catholique de Milan et éditorialiste à Il Sole 24 Ore.

Pour relancer la croissance, "un accord bipartisan sera nécessaire après les élections sur ces points essentiels", dit-il soulignant la similitude des programmes des deux camps sur la baisse de la fiscalité et des dépenses publiques et les efforts sur les infrastructures.

La faiblesse de la croissance italienne comparée aux autres économies européennes se fait encore plus douloureusement sentir dans les années de vache maigre.

Malgré une situation des comptes publics en amélioration depuis 2 ans, le futur gouvernement disposera de marges de manoeuvres inexistantes avec un déficit public prévu de 2,4% cette année et une dette attendue à 103% du PIB.

Il devra aussi s'attacher à combler le fossé qui sépare schématiquement le nord du sud du pays, l'industrie de certains secteurs des services, d'autant plus que "les départs des travailleurs qualifiés du sud vers le nord ont repris, accentuant ce fossé", souligne le professeur Quadrio Curzio.

Aux perspectives internationales peu engageantes, s'ajoute une situation difficile pour les ménages qui affichent un moral en berne, leur indice de confiance calculé par l'Institut Isae ayant touché en mars son plus bas niveau depuis 4 ans.

Le chômage est pourtant au plus bas (6,6% au dernier trimestre 2007) mais sa baisse s'est ralentie en fin d'année.

Les difficultés économiques alimentent un sentiment diffus de perte de statut et se doublent d'une défiance croissante envers les institutions.

Un peu plus de la moitié des Italiens (51,4 %) estiment que leur situation économique personnelle s'est aggravée contre 36,1 % en mars 2006, selon un sondage de l'institut Demos-coop publié fin mars.

"Le sentiment du déclin est un sentiment partagé qui limite la projection dans l'avenir, obscurcit l'horizon, influence les attitudes envers la politique et les institutions", a commenté le sociologue Ilvo Diamanti à l'occasion de ce sondage, dans le journal La Repubblica.

La cote des institutions est au plus bas et le livre "La Caste" de deux journalistes du Corriere della Sera sur les dérives de la classe politique a remporté un succès retentissant, avec plus d'un million d'exemplaires vendus depuis sa parution en mai 2007.

La société et la classe politique ressemblent de plus en plus "à un couple séparé qui vit dans la même maison", commentait récemment le président de l'institut d'études politiques Eurispes, Gian Maria Fara. © AFP.

MENEZES PREMATURO

sai sem honra, nem glória

Não é Sarkozy quem quer…  Menezes andou a berrar que queria ser Sarkozy. E agora invoca "contrariedades" oriundas do partido para justificar o abandono. Se o autarca de Gaia conhecesse dez por cento (ou mesmo até apenas cinco!) das “contrariedades” que Sarkozy enfrentou e venceu, Menezes num tal cenário não se demitia apenas: suicidava-se mesmo.

Ora, Sarkozy está no Eliseu e os seus adversários estão a explicar-se em tribunal. Diferenças

PS: Guterres e Barroso, ao menos, ainda chegaram a PM  antes de fugirem... Talvez, por isso, puderam ser "emigrantes de luxo", fugiram para o estrangeiro, enquanto Menezes regressa a Gaia. Diferenças... também aqui.

José Mateus Cavaco Silva at April 18, 2008 17:05 | link | comments
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ESPANHA: ZAPATERO INJECTA

NA ECONOMIA 18.000.000.000

Zapatero está muito preocupado com a queda da economia de Espanha e faz do seu relançamento o objectivo central deste seu segundo mandato e anuncia um "plano" de 18 mil milhões de euros, para os próximos dois anos. Em tempo de crise, faz toda a diferença ter ou não ter dinheiro... Zapatero tem, pois ainda em 2007 o seu superavit orçamental foi de 23.000.000.000 de euros. Pode, por isso, tomar medidas que, para quem acumula défices orçamentais, são uma miragem:

L’Espagne annonce un plan de relance de 18 milliards d’euros

SOBRE O TERRORISMO NA EUROPA

Não são bons os resultados da análise à ameaça do terrorismo islamista na Europa. São mesmo preocupantes...

Europe's Road Ever More Difficult

By Douglas Farah

TerrorWatch.jpg picture by claromotimeSeveral pieces today tie together to forma disturbing mosaic. The first two are the growing threat of radical Islam in Great Britain and the penetration of the structures of several elite universities there.

The second is the new report by the NEFA Foundation on the Muslim Brotherhood structure in Belgium.

The most disturbing to me is a report that Britain's Home Secretary Jaqui Smith believes the police are being overwhelmed by the growing threat of radical Islam in Britain.

"There are 2,000 individuals who are being monitored. There are 200 networks involved and 30 active plots," she said.

And she warned the menace of Islamic fanatics is mounting so fast that police will be unable to cope within a year—unless they are given new powers to lock up terror suspects for longer.

At present cops can hold suspects for up to 28 days, but the Home Office wants that increased to 42 days.

"We can't wait for an attack to succeed and then rush in new powers," said Mrs Smith. "We have got to stay ahead."

"Because we now understand the scale of what is being plotted, the police have to step in earlier—which means they need more time to put evidence together."

If they are willing to talk about 2,000 individuals and 200 plots under observation, imagine what the real scale must be.

At the same time, the Daily Telegraph today reports a new study showing that Saudi Arabia and Muslim organizations operating from there have donated 233.5 pounds (about $460 million) to eight British universities since 1995. That is almost $40 million a year. My full blog is here.

April 14, 2008 10:52 AM   Link     TrackBack (0)     Print

Wednesday, 16 April 2008

Travessia Ferroviária do Tejo, TGV para

o Porto e Ligação ao Novo Aeroporto…

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Por António Brotas,

Professor jubilado do ‘Técnico’

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16 de Abril de 2008

. .

Para  Celso Filipe e  Alexandra Noronha, jornalistas do Jornal de Negócios,

 

Transmitiram-me a vossa notícia publicada hoje no Jornal de Negócios sobre o contrato que será (?) formalizado amanhã entre o Arquitecto Calatrava e a RAVE para expansão da gare do Oriente. Surpreende-me que esta obra, inteiramente dependente das soluções que vierem a ser adoptadas para  a travessia ferroviária do Tejo e para a entrada do TGV para o Porto em Lisboa, seja desde já decidida.

 

Se o trajecto deste TGV não vier a ser pelo vale do Trancão, como a RAVE pretende com base em estudos, a meu ver, absolutamente irrisórios, será dinheiro deitado à rua.   Surpreende-me, também, que jornalistas se permitam  afirmar, agora, num título, que a GARE DO ORIENTE NUNCA PODERÁ SER A ESTAÇÃO CENTRAL DE LISBOA, SÓ QUEM NÃO ENTENDE DE COMBOIOS PODE FAZER A PROPOSTA. Este título teria sido extremamente útil em  1996, antes da Gare do Oriente ser encomendada ao Arquitecto Calatrava.

 

A cidade dispunha, então, do local ideal para construir uma estação Central. Era o espaço da antiga gare de triagem de Beirolas que pertencia à CP e que a CP vendeu à EXPO que fez nele  uma urbanização. Falei sobre este assunto com o antigo Comissário da EXPO, Engenheiro Cardoso e Cunha que me disse que  tecnicamente tinha razão, mas que o que propunha não podia ser feito por razões financeiras. Estamos, portanto, numa cidade onde foi vendido para  uma urbanização o espaço ideal para fazer a estação central de caminhos de ferro.

 

Mas o tempo não volta para trás e temos a Gare do Oriente que é um apeadeiro de luxo. O problema, agora,   é o de saber onde deve ser a estação terminal dos TGV para o Porto (e para Badajoz e para os shuttle para o novo Aeroporto) que um dia entrarão em Lisboa. Surpreende-me que jornalistas venham agora afirmar que  SÓ QUEM NÃO ENTENDE DE COMBOIOS PODE FAZER A PROPOSTA de ser na gare do Oriente. É difícil, mas pode com alguns arranjos, certamente muito mais baratos do que a construção de um anexo encomendada ao Arquitecto Calatrava (que será desaproveitado  se os TGV não vierem a seguir pelo vale do Trancão).  

 

Permito-me enviar-vos, a seguir, a parte da proposta relativa à gare do Oriente incluída na proposta para a travessia do Tejo e a entrada do TGV em Lisboa, que apresentei  no passado dia 13 de Março, na Sociedade de Geografia de Lisboa. Nesta proposta, os TGV saídos de Lisboa vão pela actual linha do Norte até um pouco depois de Alverca onde atravessam o Tejo.

  

" Na Gare do Oriente, com 8 cais, mas que não foi pensada como estação terminal, é fácil passar duas das vias a bitola standard, mas os comboios não poderão nelas ficar estacionados nem inverter a marcha.  Os comboios ao sair da estação terão, assim, de seguir no mesmo sentido. A solução  é prever perto de Braço de Prata, onde há espaço para isso, uma zona onde estes comboios de bitola standard possam estacionar, ser limpos e esperar a hora para reentrar na Gare do Oriente, já em sentido contrário. "

 

É manifesto que a Comunicação Social ainda não se apercebeu de que é necessária uma crítica muito mais atenta às propostas exaustivamente apresentadas para o TGV e para a travessia ferroviária do Tejo  podendo eventualmente existirem soluções muito mais económicas e convenientes. Peço, assim,  a vossa atenção para o modo de tratamento destes assuntos.

 

Com os meus melhores cumprimentos

 

António Brotas

Professor Jubilado do ‘Técnico’


15 de Abril de 2008

 

Caro Engenheiro Carlos Fernandes

 

Houve um claro desentendimento entre nós (sobre os trajectos de que estavamos a falar)  quando no final do encontro sobre “Alta Velocidade”,  promovido no passado dia 10 pelo Clube de Reflexão “Margem Esquerda”  em que foi um dos oradores convidados, respondeu às minhas perguntas.

 

A 1ª pergunta   foi sobre se confirmava ser pelo vale do Trancão  o trajecto actualmente previsto pela RAVE, à saida de Lisboa para o TGV com destino ao Porto.  Nas suas respostas,  confirmou.

 

A 2ª pergunta foi sobre se a RAVE,  nos seus estudos, tinha considerado outros trajectos pela margem esquerda do Tejo.  Na sua responta,  referiu-se ao trajecto em que os TGV para o Porto  utilizariam a ponte para o Barreiro, seguiriam pela margem esquerda  até perto de Vila Nova da Rainha, onde voltariam a atravessar o Tejo  para  passarem perto da Ota  e seguirem para o Norte por entre as serras de Montejunto e dos Candeeiros, e falou   da menor duração da viagem  pelo trajecto pelo vale do Tancão em relação ao deste segundo trajecto,

 

Ora, o projecto  dos TGV para o Porto a passar pela ponte para o Barreiro e a  atravessar de novo  o Tejo perto de Vila Nova da Rainha,  foi, de facto, um projecto considerado em 2005, mas depois abandonado  exactamente devido à  excessivamente longa duração da viagem.  A RAVE, assim, se bem o entendi, para justificar  o trajecto pelo vale do Trancão, foi compara-lo com um projecto à muito abandonado.

 

Quando me referi a “outros projectos pela margem esquerda” estava a pensar  no projecto  que apresentei no encontro : ” Travessia Ferroviária do Tejo. TVG para o Porto. Acesso Ferroviário ao Novo Aeroporto”,  promovido em 13 de Março  pela Sociedade de Geografia de Lisboa,  e  no projecto bastante semelhante apresentado pelo  Engenheiro Luis Cabral da Silva,  no encontro do LNEC do dia 12 de Fevereiro, havendo ainda a considerar uma proposta apresentada pelo Professor António Diogo Pinto no referido encontro da SGL  .   

 

Todos estes  projectos são caracterizados por   trajectos seguirem pela margem esquerda do Tejo, possivelmente  até perto da Chamusca, onde os comboios podem atravessar o Tejo com facilidade para irem passar perto do Entroncamento, que manteria a sua vocação ferroviária. Estes projectos são, assim, radicalemente diferentes, e a meu ver francamente preferiveis, ao do vale do Trancão proposto pela RAVE.

 

Com respeito a este último, para avaliar as suas dificuldades, sugiro a quem se interessar por estes assuntos, que se debruce sobre a  carta corográfica  de Portugal 34-B , na escala 1/50.000, editada pelo Instituto Geográfico e Cadastral.

 

Penso ter interpretado bem o que disse e não estar  a falsear o que se passou no encontro do dia 10.  Se assim não for , peço-lhe que me corrija. 

 

Espero que a RAVE, num assunto com esta importância, pondere estas outras soluções e  mantenha um diálogo.

 

Com as minhas melhores saudações

 

António Brotas

Professor Jubilado do ‘Técnico’

Monday, 14 April 2008

O ASSALTO CHINÊS A ÁFRICA

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O L'Express analisa, a propósito da rápida passagem da tocha (sem chama) olímpica pela Tânzania, o problema do assalto chinês a África, para o qual já aqui e no Correio da Manhã tinhamos alertado.

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La Chine à l’assaut de l’Afrique

 

Logo L'ExpressGaël Vaillant

 

La flamme olympique n'est resté qu'une heure à Dar-es-Salaam, en Tanzanie. Une étape africaine bien courte, au vu des nombreux liens économiques entre Pékin et l'Afrique. (...) En décembre dernier, les Européens tentaient de resserrer leurs liens avec le continent africain, à l’occasion du sommet très attendu de Lisbonne. Résultat: une polémique sur la venue du dictateur zimbabwéen Robert Mugabe, quelques accords commerciaux conclus et de nombreuses poignées de main qui n’ont pas amélioré le partenariat Europe-Afrique. La Chine fait partie des raisons de ce semi-échec. Les dirigeants africains ont trouvé chez le géant asiatique le partenaire idéal: en échange de matières premières, la Chine apporte investissements et capitaux à des pays en voie de stabilisation. Les Chinois ont une autre qualité: ils ne sont pas très regardants sur le régime politique de ses partenaires.

Les colonisateurs économiques :

Echange de bons procédés :

Pour Chris Alden, auteur de China in Africa (2007), la Chine présente des avantages indéniables par rapport au reste de la scène internationale: "Que ce soit pour un chemin de fer ou un barrage, ils fournissent de l'argent à une vitesse avec laquelle ni la Banque mondiale, l'Europe ou les donneurs traditionnels ne peuvent rivaliser."

En échange, les Chinois peuvent récupérer à moindre coût les précieuses matières premières africaines, essentielles pour continuer leur croissance économique. La Chine assure que les échanges avec l'Afrique bénéficient aux deux continents et rejettent l'accusation de néo-colonialisme.

Pour le prouver, le président chinois Hu Jintao décrit souvent l’exemple de l’Angola. Le pays d’Afrique australe sort d’une guerre civile de 27 ans. Pékin fait figure de partenaire idéal pour sa reconstruction : des prêts et des ouvriers chinois participent aux chantiers de tout type, d'une liaison ferroviaire vitale vers le nord à des immeubles de bureaux. En échange, l'Angola fournit à la Chine deux millions de tonnes de pétrole brut chaque mois.

La concurrence des "anciennes puissances" :

L’Europe n’a pourtant pas dit son dernier mot. La France et la Grande-Bretagne sont encore très présentes: par exemple, les trois quarts des capitaux qui alimentent les pays du Sahel (Mali, Niger, Burkina Faso…) viennent des deux anciennes puissances coloniales. Les Etats-Unis ont aussi investi chez certains producteurs de minerais (Libéria) ou de pétrole (Nigéria).

Le géant chinois n’inspire pas encore confiance aux dirigeants africains: "les Chinois construisent des mines en quantité, mais la qualité n’y est pas" a déploré José Severino, directeur de l’Association industrielle d’Angola, après l’énième effondrement d’une infrastructure. Mais les politiques africains ont surtout peur de se trouver au milieu d’une nouvelle guerre froide.

Une guerre froide réchauffée :

Le danger chinois :

Les gouvernements africains détestent les questions sur les droits de l'Homme, la bonne gouvernance et la responsabilité. Or les Chinois ne les posent jamais. Un atout majeur sur les Américains et Européens. Mais selon le professeur d’économie Justino Pinto de Andrade, "si l’Afrique ne fait pas attention et qu’elle continue de solliciter la Chine économiquement et financièrement, la Chine va prendre tellement d'influence sur les gouvernements qu’ils tomberont dans une dépendance politique".

L’exemple révélateur du Darfour :

Cette région du nord-ouest du Soudan est toujours en conflit. Si le Tchad s’appuie sur la France, le Soudan a choisi Pékin. Depuis une dizaine d’années, les Chinois investissent massivement au Soudan, en échange de pétrole et de gaz.

Mais la majorité des réserves d’hydrocarbures se situent dans des zones politiquement instables (au sud du pays). Pressée par la communauté internationale, la Chine a dû agir sur le plan diplomatique: Hu Jintao a demandé officiellement au gouvernement d’Omar el-Béchir de "mettre fin au conflit meurtrier qui sévissait au Darfour".

Conscients du poids de Pékin dans l’économie soudanaise, l’Union européenne et les Etats-Unis demandent désormais à la Chine de faire ce qu’elle a toujours refusé: s’immiscer dans la vie politique d’un "partenaire économique". Pékin se trouverait alors dans une position de néo-colonialiste.

Quelques chiffres :

Population Afrique/Chine : 944 / 1322 millions d’habitants

Superficie Afrique/Chine : 30,2 / 9,6 millions de km²

Densité Afrique/Chine : 31 / 136 habitant/km²

Quelques indices de développement humain (calculé à partir du niveau de vie, de la santé et de l’éducation de la population) : 0,761 pour la Chine (81è rang mondial) 0,708 pour l’Egypte (112è) 0,674 pour l’Afrique du Sud (121è) 0,446 pour l’Angola (162è) 0,177 pour la Sierra Léone (177è et dernier rang mondial connu)

La Chine et...Alors que la flamme olympique parcourt le monde, LEXPRESS.fr revient sur l'influence de la Chine dans le monde. Retrouvez nos zooms précédents: 

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La Chine et l'Europe: l'économie prime sur la politique

. La Chine et les USA: la guerre des idéologies

. La Chine investit l'Amérique du sud

BRUXELAS VOLTA AO LOBBY

e inclui aí advogados e ONG

Les lobbyistes surveillés par Bruxelles

Selon Euractiv, la commission Affaires constitutionnelles du Parlement a appelé, dans un rapport adopté le 1er avril dernier, à la création d'un registre public obligatoire pour les lobbyistes, commun au Conseil, à la Commission et au Parlement et « divulguant toutes les sources de financement » selon des paramètres significatifs plutôt que par des chiffres exacts. Le registre comprendrait également un code commun de déontologie. Les lobbyistes devront respecter ce code de conduite ou seront confrontés à des sanctions, comme l'exclusion éventuelle du registre par un mécanisme commun.

L'eurodéputé finlandais Alexander Stubb (PPE-DE) (à priori futur ministre des Affaires étrangères de son pays) est le rédacteurd e ce rapport. Selon lui, la définition des lobbyistes inclut les « lobbyistes professionnels », « les représentants internes d'une entreprise » ainsi que « les ONG, les groupes de réflexions, les groupements de professionnels, les syndicats et les organisations d'employeurs ». Il cite également les « avocats, dès lors que ces derniers ont l'intention d'influer non pas sur le droit jurisprudentiel mais sur l'orientation d'une politique ».

François JEANNE-BEYLOT, no FJB - weblog

José Mateus Cavaco Silva at April 14, 2008 18:57 | link | comments
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MENEZES GARANTE ABOLIR A

LEI DA OFERTA E DA PROCURA

 

Última grande descoberta programática do líder do PSD, depois da promessa do desmantelamento do Estado em três meses e da subordinação da política fiscal a Espanha. Luís Filipe Menezes garantiu, ontem à noite, num seminário "à descoberta do Portugal profundo", realizado em Vila Nova da Cafeteira, que logo que chegue ao governo vai decretar a abolição da lei da oferta e da procura porque ela é "incompatível com o futuro que o PSD quer e isso é economicamente possível e politicamente viável". Com a aplicação da abolição desta lei, Menezes garante que o bacalhau (da Noruega, esclareceu) a pataco e "na mesa de todos os portugueses e todos os dias".

 

O PCP, pela voz de Bernardino Soares, já veio esclarecer que "tal lei parece não existir na Coreia do Norte" e que "desde sempre dizemos que essa lei celerada é inconstitucional e o facto do dr. Menezes ter chegado a este entendimento é um sinal interessante da ampla frente de luta contra a política de direita do governo de Sócrates, um falso socialista, que está a ameaçar a qualidade da democracia e a provocar o aquecimento do clima fascista".

 

Já o gabinete do Primeiro-Ministro garantiu não conhecer tal lei. Um contacto com o 'pai' de boa parte da legislação da República, Almeida Santos, também se revelou "inconclusivo". Finalmente, para falar desta matéria, José Sócrates esteve sempre incontactável.

Mário Soares Reconhece
o Fracasso da Europa...

"América como senhora única do Mundo acabou"

O ex-Presidente da República considerou ontem que "o prestígio da América no Mundo nunca esteve tão baixo como agora" e que "o ciclo da América como senhora única do Mundo acabou". Mário Soares lamentou, porém, que a UE continue num impasse e "sem líderes à altura da situação".

"Infelizmente, a UE não encontrou no momento histórico desta transformação os líderes à altura da situação. A velha Europa tentou reagir mas em vão e criou-se um impasse que tem paralisado a Europa", sublinhou. 

SOLIDARIEDADE 2.0

com Eric Dupin e Fuzz

 
Via FJB - weblog
 

Solidarité 2.0

Le Web 2. fait preuve actuellement d'une grande solidarité à l'égard d'Eric Dupin, blogueur influent, auteur du blog Presse-citron et fondateur de l'agrégateur de contenus Fuzz. Pourquoi un soudain soutien à Eric dans la blogsphère depuis quelques jours ? Un agrégateur, ou Digg like, permet de envoyer des liens vers un billet d'un blog ou une actu, souvent au format RSS. Récement un lien a été créé depuis l'agrégateur créé par Eric, Fuzz, lien renvoyant vers un blog people et évoquant une rumeur, concernant l'acteur Olivier Martinez et sa relation - démentie - avec la chanteuse Kylie Minogue. Suite à la publication de ce lien, l'acteur attaque Eric Dupin, fondateur de Fuzz pou atteinte à sa vie privée. Fuzz est mis en atente et suspend son activité et la blogsphere se mobilise et n'aime pas Olivier Martinez ...

Hier, le Tribunal de Grande Instance de Paris a condamné ce jour Bloobox.net, éditeur de Fuzz à 1000 Euros de dommages et intérêts et 1500 Euros de frais de justice pour atteinte à la vie privée dans l'affaire olivier Martinez/Fuzz. La encore la blogsphère se mobilise et propose à Eric de partager l'amende en faisant payer les liens sur Fuzz ! L'auteur de Presse Citron a décliné cette offre de ses lecteurs mais vendra peut être des Tshirt pour financer ses frais de justice.

José Mateus Cavaco Silva at April 14, 2008 18:42 | link | comments
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A FERNANDA CÂNCIO É PRÉ-SOCRÁTICA
 
Grande crónica do Ferreira Fernandes sobre a hipocrisia e o farisaísmo do "complexo salazarento e neo-corporativo"

José Mateus Cavaco Silva at April 14, 2008 17:32 | link | comments
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O DESASTRE DE COMUNICAÇÃO DA “MOTA” E OS FARISEUS À SOLTA…

 

Com o falso moralismo do costume, que usam para cercear a liberdade individual dos outros, os fariseus da política atiraram-se a Jorge Coelho como gato a bofe. A mensagem que querem fazer passar é: a “Mota” contratou para CEO o Jorge Coelho para usar a sua influência e ganhar muitos concursos dos que aí vêm…  

 

São tão pobres de espírito que nem vêem o mais evidente. Se fosse esse o propósito, bastava-lhes uma discreta contratação de Coelho como consultor. Seria mais eficiente e nem seria conhecido. Portanto, se o contratam como CEO não é para isso mas sim para outra coisa… E assim cai pela base o “raciocínio” falacioso e hipócrita destes fariseus. (E diga-se, entre parêntesis, ficou muito mal a Pacheco Pereira alinhar e ser solista nesse conjunto…).

 

Importa, porém, dizer o essencial da coisa e que ainda não foi dito (pelo menos, não o ouvi nem vi em lado algum). A comunicação da coisa foi gerida mal. Muito mal. Mesmo, diria, com os pés. Coelho assumiu uma inevitável posição de grande discrição (e, portanto, deixou campo livre à barulhada) e a “Mota”, grande responsável da coisa, não teve comunicação à altura, não soube fazer o perception’s management da situação. Deixou-se ir e não teve comunicação alguma… Um desastre! Que o pobre do Jorge Coelho pagou… Isso mesmo acaba agora de ser muito bem explicado no “Inteligência Competitiva”, de mestre André Nunes.

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Jorge Coelho CEO, uma questão de percepção

Jorge Coelho é para os comuns um político, um político com muito peso no PS, um estratega da política, um político profissional e apesar desta não ser uma verdade, em absoluto, ganha o sentido de verdade porque o público assim o crê e porque foi essa a imagem construída, pelo próprio e por outros a quem essa imagem interessou, e apercebida pela generalidade das pessoas, ao longo das últimas décadas.

Esta imagem criada e apercebida de Jorge Coelho concedeu-lhe um estatuto em Portugal que não esmorece nem se apaga com um virar de página. Pelo contrário, serve de contexto à leitura da nova página, uma leitura que pode ser distorcida, é verdade, mas que é legitimada pelas páginas anteriores... a não ser que o autor consiga assinalar e fazer passar de um modo claro e evidente uma ideia de ruptura. Até por que não é difícil esclarecer que há modos mais discretos de conseguir favores com a "contratação" de alguém e que se fosse essa, de facto, a intenção da Mota Engil, certamente não tornavam Jorge Coelho CEO, antes o contratavam como consultor, sem sequer terem que o publicitar.

No entanto, não passou a ideia de ruptura. E na opinião pública estranha-se que um político profissional assuma um cargo de executivo de topo numa construtora, "ainda para mais nesta altura de grandes obras", dizem. Para os comuns, esta nomeação tem que ver com o peso político de Jorge Coelho, o único que os comuns lhe conhecem e reconhecem, e com os "favores" que poderá conseguir para a construtora.

Ora, este entendimento dos comuns cidadãos deste país tem por base apenas a informação a que têm acesso pelos media e a imagem pessoal ou a que colectivamente se faz de Jorge Coelho. Com base apenas nesta imagem e face às informações disponíveis é legítimo que as pessoas tracem cenários de "interesses", "favores", que, mesmo que não aconteçam, vão "existir".

Doravante, sempre que a Mota Engil ganhar um concurso público ficará a ideia do demérito do grupo e do CEO Jorge Coelho e o mérito do político Jorge Coelho... e esta ideia fica porque não foram dados aos comuns outros elementos de informação que contribuissem para assinalar uma ruptura e/ou justificar uma escolha.

A Mota Engil e o seu novo CEO não souberam gerir a informação, não soberam agir sobre o tabuleiro informacional onde hoje se joga a vida pública de personalidades e empresas para gerarem as condições favoráveis a esta nomeação. À Mota Engil cabia a necessária, como evidencia o actual clima de suspeição e, em alguns casos, de histerismo, justificação da escolha, do mesmo modo que Jorge Coelho mais teria a ganhar que a perder de falar sobre o assunto, não para se justificar, porque quem precisa de o fazer é quem o nomeia, mas para deixar clara uma ruptura com imagem que dele faziam e ainda fazem.

Este é um caso evidente de falta de gestão estratégica da informação, de falta de Inteligência Competitiva, que fragiliza a imagem de um grupo e de um responsável. Por exemplo, o silêncio de Jorge Coelho, na "Quadratura do Círculo", fez passar com grande impacto a mensagem de José Pacheco Pereira.

Se, de facto, não está em causa qualquer ilegalidade ou imoralidade, porque não soube a Mota Engil preparar convenientemente esta nomeação? Porque não agiu preventivamente para afastar cenários ou teorias da conspiração, uma consequência previsível do silêncio?

Quando não mobilamos convenientemente uma sala sujeitamo-nos ao eco, mesmo que o que se ouve seja desagradável, ou incorrecto. Havia aqui que saber mobilar o espaço público, preparar a opinião para receber sem teorizações ou especulações a notícia da entrada de Jorge Coelho para a administração do grupo Mota Engil. Havia que traçar os cenários, saber os pontos fracos da nomeação, em termos de imagem, para que a melhor resposta não fosse o silêncio (sempre a melhor resposta dos mal preparados) ou um mero "é assim", como disse Jorge Coelho a José Pacheco Pereira.

PS (post script e não Partido Socialista): Não importam aqui as declarações tão oportunas, quanto ridículas, de algumas personalidades da política nacional, para generalidade da população vistas como um exemplo de dedicação aos superiores interesses de si mesmos. A visão destas personalidades sobre a matéria, enquadrada pelos ainda inexplicados exemplos de passagens da política à acção empresarial, transversais aos vários partidos, é tida em conta pelas generalidade da opinião pública com o desprezo que merece ao povo quem aparentemente (e para esta aparência muito contribuiram os que desgovernaram este país ao longo de décadas, "sempre os mesmos", como comummente se diz), ao invés de servir o povo, tem sabido, com grande grau de competência, servir-se do povo.

André Gonçalves Nunes

KWC - ou a ASAE no Snob

Paulo Pinto Mascarenhas, no "Atlântico" 

 

Hoje à noite o restaurante-bar Snob em Lisboa, local habitual de reunião de perigosos jornalistas, foi invadido por mais de uma dezena de agentes da ASAE que certamente pretenderam deste modo contribuir para piorar ainda mais a má imagem da organização, depois da cigarrilha no Casino do inspector-geral, António Nunes. Conseguiram. Na fotografia, propositamente escurecida, atrás do jornalista António Ribeiro Ferreira, estão alguns dos agentes em acção de inspecção. Um deles guardou com cuidado as casas de banho, de onde poderia surgir algum inesperado perigo - daí a KWC, congénere lusitana do extinto KGB.

Os jornalistas presentes - o Snob é uma casa frequentada por muitos jornalistas - revoltaram-se contra a atitude intimidatória dos recrutas da ASAE, utilizando os telemóveis para os fotografarem, para além de outros argumentos trocados. Antes de sairem, uma das agentes despediu-se de nós com um sinal obsceno documentado em fotografia que não publicamos para preservar a sua identidade.

O Repórter Atlântico estava lá.

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publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
link do poste | comentar

 

||| Ataque frontal.

O Snob invadido pela ASAE.
Categorias: gente estranha, lei do tabaco, perseguição geral

[ Publicado por FJV ]  link 

Francisco José Viegas no "Origem das Espécies"


Será que estes funcionários públicos entraram em campanha contra José Sócrates, para lhe tramarem a maioria absoluta em 2009…? Se não é, parece! E em política…

"TORTILLA'S REVOLUTION" JÁ

COM  DIMENSÃO PLANETÁRIA.

 

Do Haiti à Tailândia e a África, generalizam-se

os “motins da fome” contra a alta dos preços dos

cereais e a insegurança alimentar generalizada

 

A realidade confirma amplamente o que aqui temos vindo a escrever sobre as consequências sociais e políticas dessa extraordinária descoberta dos bio-combustíveis e que, há meses, chamámos de tortilla's revolution. A capa do Libération de hoje é bem o retrato dessa situação catastrófica que aqui se previu. Tal como o recentíssimo e angustiado alerta da FAO e outros até do Banco Mundial.

 

Era evidente e muito claro que colocar os automóveis a 'comer' cerreais, na precisa altura em que a globalização introduzia no mercado centenas de milhões de novos consumidores e lhes abria o acesso a bens alimentares, aumentando brutalmente a procura para uma oferta razoavelmente rígida, só podia mesmo car nisto. 

Week-end d’une planète en proie à l’insécurité alimentaire: manifestations au Bangladesh, où le sac de riz coûte la moitié du revenu quotidien;...
lundi 14 avril 2008 - 06:00
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La FAO tire la sonnette d'alarme face aux émeutes de la faim

 

Selon la FAO, la flambée des prix agricoles aura un impact dévastateur sur la sécurité d'au moins 37 pays. Paris, qui a appelé une initiative européenne, y voit une occasion de défendre la PAC. [Lire]

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Prix des céréales Indice base 100 en 2000 .

Alors que les cours du cacao, du café et du sucre ont chuté brusquement en début de mois sous l’impact d’un retrait des fonds d’investissement, le prix des céréales, lui, continue son ascension. Celui du maïs profite notamment d’une météo défavorable aux cultures aux Etats-Unis, d’une grève dure en Argentine mais également de la baisse du dollar.

BANCO MUNDIAL PREOCUCADO
COM A "TORTILLA'S REVOLUTION"
 
"La Banque mondiale - informa a AFP -  considère que 33 Etats dans le monde sont menacés de troubles politiques et de désordres sociaux à cause de la montée brutale des prix des produits agricoles et énergétiques" pelo que  "a appelé les gouvernements des pays membres à intervenir d'urgence pour éviter que la crise alimentaire n'appauvrisse encore davantage quelque 100 millions de personnes dans le monde.

"Sur la base d'une analyse sommaire, nous estimons que le doublement des prix alimentaires au cours des trois dernières années pourrait pousser plus profondément dans la misère 100 millions d'individus vivant dans les pays pauvres", a expliqué le président de l'institution Robert Zoellick.

"Ces derniers mois, la flambée alimentaire a entraîné des manifestations violentes en Egypte, au Cameroun, en Côté d'Ivoire, en Mauritanie, en Ethiopie, à Madagascar, aux Philippines, en Indonésie...

"La flambée des prix du riz, du blé, du maïs, de l'huile de cuisson, du lait et d'autres produits alimentaires survient en pleine crise financière. L'organisation estime que la hausse des prix du blé a atteint 181% en trois ans et celle des prix alimentaires 83% sur la même période." 

 

Crise alimentaire: la Banque mondiale appelle les gouvernements à intervenir

La Banque mondiale, qui réunissait dimanche son comité pour le Développement, a appelé les gouvernements des pays membres à intervenir d'urgence pour éviter que la crise alimentaire n'appauvrisse encore davantage quelque 100 millions de personnes dans le monde.     la suite 

Saturday, 12 April 2008

SEXO E STASI

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Sexo e Stasi, uma sigla SS ao gosto da Alemanha comunista durante a Guerra Fria. A polícia política da ex-RDA entrou a fundo na indústria pornográfica e na feitura de filmes ‘eróticos’ para consumo próprio, dos seus militares e nomenklatura e de ‘convidados ilustres’. Um dos filmes para consumo caseiro tinha o bizarro título de ‘Fucking for the Fatherland’…

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Continua na coluna do Correio da Manhã

Les JO entraînent des violations des droits de l'homme en Chine

EurActiv LogoUn rapport publié en avril par Amnesty International affirme que la vague actuelle de répression en Chine n'a pas lieu malgré les Jeux Olympiques, mais à cause des Jeux Olympiques."

continua aqui

Assim se demonstra que a lógica da barbárie totalitária asiática é radicalmente diferente da lógica das democracias ocidentais. Portanto, cada vez que um observador ocidental não abdicar da sua própria lógica para observar e analisar o regime chinês chegará necessariamente a resultados falsos. Foi o que aconteceu com a decisão de lhes entregar os jogos olímpicos. Em vez de contribuirem para uma abertura do regime, aconteceu o contrário: os mandarins de Pequim sentiram-se na obrigação de "limpar a casa" da única maneira que sabem...

"Tortilla's Revolution"
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L'expansion.comLa FAO tire la sonnette d'alarme face aux émeutes de la faim
Selon la FAO, la flambée des prix agricoles aura un impact dévastateur sur la sécurité d'au moins 37 pays. Paris, qui a appelé une initiative européenne, y voit une occasion de défendre la PAC. [Lire]
article« La libéralisation accroît la spéculation sur les denrées alimentaires »
Como aqui  e aqui  se escreveu, a  grande descoberta ambientalista dos "bio-combustíveis" tinha, claro, de dar nisto... E é ainda só o aquecer dos motores da "tortilla's revolution". Preparemo-nos para o que aí vem...

 

Os casos Jorge Coelho e Fernanda Câncio mostram bem:

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A POLÍTICA DA OPOSIÇÃO REDUZIDA

A HIPÓCRITAS ATAQUES AD-HOMINEM

  

A hipocrisia, a duplicidade, a argumentação falaciosa e o vício do ataque ad-hominem dos neo-salazarentos não conhece limites. Duas vergonhosas manifestações desta peçonha aconteceram esta semana. Os alvos foram Fernanda Câncio e Jorge Coelho.

 

Sem horizonte político e sem propostas políticas para os novos problemas do século XXI, certa gente (que vive algures no passado, que lá se sente confortável, que não quer de lá sair e que pretende mesmo encerrar-nos nele…) faz do ataque pessoal e da intriga rastejante a sua “política”. Isto é comum a todos estes arcaicos, digam-se eles de esquerda ou de direita.

 

A prova disso é que desde a espécie de padre jesuíta-trotsquista até ao suicidário de Gaia, passando pelo metalúrgico de Pirescoxe, os agrupamentos políticos que eles estão a representar deixaram de ter outra política que a do hipócrita, dúplice e falacioso ataque ad-hominem.

 

Jorge Coelho que abandonou o Governo há sete anos, que não desempenha cargos dirigentes na política há vários anos (tendo-os abandonado sucessivamente e saindo agora, por último, do Conselho de Estado), não pode… trabalhar. Não pode aceitar um cargo dirigente numa empresa! Querem o quê? Que ele entre na função pública? Que emigre? Que viva de uma tença de Estado? Que limitação ilegal da liberdade de uma pessoa é esta? Que neo-salazarentos são estes que usam uma pretensa moral para impor uma real barreira à liberdade de cada um? Lembrem-se: a ditadura de sacristia do ‘Botas’ não fazia outra coisa… Hoje, o "complexo neo-corporativo e salazarento" mantém os seus velhos reflexos.

 

Sócrates, ontem, no Parlamento denunciou bem e no momento certo a hipocrisia e a duplicidade de Francisco Louça, no seu ataque ad-hominem a Jorge Coelho.  O que Sócrates disse a esse vale também para os outros neo-salazarentos. Mas será que essa gente não entende que, ao fechar-se assim no passado e reduzindo-se a uma vácua maledicência, estão a abandonar todo o tabuleiro da política real a José Sócrates e ao seu PS…? Basta-lhes ver as sondagens e (no caso do PSD) ouvir com atenção Ângelo Correia… E isto é, claro, o mais preocupante: o estado de esclerose mental e de inanição a que estes grupos políticos chegaram, a propensão suicidária de alguns, tudo factos que quando vistos no seu conjunto e friamente indicam que estes partidos estão sem vida própria e que são uma espécie de cascas vazias. reocupante...

 

Jorge Coelho, que mais do que duplicou o período de ‘nojo’ que a lei impõe às pessoas na sua circunstância, tem, claro, a lei, a legitimidade e a moral do seu lado e, portanto, toda a liberdade para escolher e fazer as opções de vida que bem entender.

 

Posso, é claro, lamentar que Coelho abandone a política. Posso até lamentar que tendo decidido abandonar, escolha um determinado sector económico e não outro. Mas isso é direito dele. Penso que Jorge Coelho faz falta ao PS e ao País. E que não devia, por isso, abandonar a política. Lamento, portanto, que o tenha feito. Penso que há sectores da economia (sectores emergentes mas de importância estratégica e já com alguma massa crítica como as NTIC, a bio-tecnologia, o aero-espacial, etc.) que merecem mais a presença e a actividade de um líder como Jorge Coelho do que este onde lhe ofereceram emprego. Acho, portanto, um desperdício de talento que um líder desta envergadura e com os seus conhecimentos do mundo se perca no sector da construção. Mas, provavelmente, não o convidaram, estavam distraídos enquanto a ‘Mota’  estava atenta… Lamento e espero que ele não se deixe perder nos negócios do betão e faça opções por actividades e sectores mais importantes para o futuro do País e que precisam de líderes como ele.

 

O caso de Fernanda Câncio é, se possível, ainda mais escandaloso, como se pode ver. Sob suspeita por ser namorada do Primeiro-Ministro, Fernanda Câncio não poderia exercer a sua profissão de forma limpa e livre... É claro que estas suspeitas revelam muito sobre quem as lança (e, felizmente, ninguém do Governo ou do PS falou ainda de ascensões meteóricas no reino de Luís Filipe Menezes...) e nada têm para atingir Fernanda Câncio. 

DA QUALIDADE DA DEMOCRACIA

ou os senhoritos neo-salazarentos contra a Liberdade

«Uma jornalista apresenta um projecto de documentários a uma produtora de audiovisual. A produtora acolhe o projecto e apresenta-o a um canal público de TV, que encomenda os documentários. Um partido político resolve tratar esta decisão como uma "contratação" da jornalista para o canal público e qualifica-a de "pornográfica", anunciando um "requerimento" para "pedir explicações". E que apresenta o partido, como fundamento de tão trepidante indignação e fino palavreado? A inexperiência televisiva da jornalista (falso); as suas opiniões (intolerável); a sua vida privada (abjecto).

Não, não sucedeu na Venezuela de Chávez nem na Rússia de Putin, para nos ficarmos apenas por países com democracias, digamos, de qualidade duvidosa, e onde a intimidação ostensiva de jornalistas é comum. Foi por cá e o partido dá pelo nome de PSD - o mesmo que enquanto se diz "muito preocupado com a qualidade da democracia portuguesa" interdita congressos a jornalistas por "não serem confiáveis". » 

Fernanda Câncio, no Diário de Notícias

 

Nota do Claro:

 

A Fernanda Câncio tem mais que razão. Tem carradas dela. E tem, ainda, a paciência e a serenidade suficientes para explicar objectiva e friamente a pulhice de que é alvo sem mandar os senhoritos à tal parte que eles bem merecem. E alerta para o fundamental: a bizarra concepção de liberdade de imprensa e de expressão que tais senhoritos demonstram e que é um perigo letal para a Democracia. E, note-se, nem costumo estar muito de acordo com as 'leituras' que Fernanda Câncio faz de situações especifícas e nem com o seu tipo de discurso (que me parece um pouco anos oitenta...). Mas esta não coincidência de olhares ou de opiniões é muito saudável e imprescindível mesmo à respiração das sociedades ocidentais. Por isso, agradeço à Fernanda o contribuir para essa respiração ao ser uma voz livre. De que posso (ou não) discordar. Muito ou pouco. E isto é o oxigénio da Democracia. Por isso, é inadmissível que alguém, seja lá com que pretexto fôr, procure condicionar o direito de Fernanda Câncio a exercer a sua profissão e a fazer livremente o seu trabalho. Essa é a "qualidade de democracia" dos Chavez e dos Putines. A qualidade da Democracia é outra e tem que ver com Liberdade. Com liberdade de imprensa e de expressão. Coisas com que o Portugal salazarento nunca soube conviver (e ainda anda por aí muito resto disso…). Como diria um certo amigo meu: "não foi para isto que fizemos o 25 de Abril"... Nem, acrescento eu, muito menos foi para isto que fizemos o "25 de Novembro".

Friday, 11 April 2008

PARLAMENTO EUROPEU BOICOTA

OS JOGOS OLÍMPICOS CHINESES

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se a China não começar já uma negociação com o Dalai Lama

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EurActiv LogoLe Parlement européen appelle au boycott des JO en Chine [FR]

11 avril 2008
Une grande majorité d'eurodéputés a voté en faveur d'une résolution appelant les dirigeants européens à boycotter la cérémonie d'ouverture des Jeux Olympiques de 2008 à Pékin à moins que la Chine n'accepte d'entamer une discussion avec le Dalaï Lama, le leader spirituel du Tibet en exil.

GEO-POLÍTICA DAS CURVAS

SoraiaChaves-1.jpg picture by claromotime

Portugal gosta de (e tem de...) olhar o mar. Sempre. Mas, ao ficar de costas para os continentalistas, é, das Castelas, visto e apercebido do modo que a foto mostra. Daí vem a tal avidez que os da Meseta sempre manifestaram quando dizem ou pensam  "Portugal"! E que sempre os pôs a salivar... Há nisto uma geo-política das curvas que, para se garantir, exige vários pares de olhos e muita inteligência... 

Agência do Regime, Procura-se... 

O "China Digital Times", referindo um editorial do New York Times, dá conta da azáfama de Pequim para tratar da saúde à opiniãi pública ocidental... Depois de terem instalado um "war room" para isolar o Tibete, estabelecer o blackout e liquidar os tibetanos à vontade (ver aqui...), Pequim prepara a ocupação do espaço mediático ocidental, inundando-o com as suas 'montagens'...

Chinese government is said to be looking for a p.r. firm to patch up China’s image before...  

The Torch and Freedom

Image descriptionHere is an editorial on the Chinese government's Olympic PR crisis, from The New York Times:

After facing major protests in London and Paris as the Olympic torch made stops on its journey to Beijing, the Chinese government is said to be looking for a public relations firm to patch up China's image before the 2008 Games in August. In the spirit of the Olympic ideals, we are prepared to help China — free of charge.

Here's what you do: Stop arresting dissidents. Stop spreading lies about the Dalai Lama, and start talking to him about greater religious and cultural freedoms for Tibet. Stop being an enabler to Sudan in its genocide in Darfur. In other words, start delivering on the pledge you made to the International Olympic Committee to respect human rights — which, by the way, include the freedom of expression and the freedom of assembly.

……

Since the Chinese government does not hesitate to whip up "spontaneous demonstrations" in favor of its policies, it's not a stretch for it to presume that foreign "enemies" are doing the same along the route of the torch. Thus, the pathetic presumption that a P.R. firm can make the protesters go away. It can't and won't.

Nobody expected China to democratize overnight, and, given the country's mighty economic power, nobody really wants to antagonize Beijing. But a nation that applies to host the Olympic Games also must demonstrate that it is worthy of the honor. China has only itself to blame for messing up its coming-out party.

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Monks Disrupt Media Tour in China

From The New York Times:

China suffered another unexpected public relations setback on Wednesday when Buddhist monks interrupted a government-managed news media tour in western China by waving a Tibetan flag and protesting that the authorities were depriving them of their human rights.

The disruption, in Xiahe, a city in Gansu Province, was the second in which monks had upstaged government efforts to control foreign media tours of Tibetan areas.

Last month, several monks in Lhasa, the Tibetan capital, risked official punishment when they made an emotional appeal to foreign journalists inside the Jokhang Monastery, one of the city's holiest shrines.

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Buddhist monks waving a Tibetan flag interrupted a government-managed media tour in the city of Xiahe in the Chinese province of Gansu on Wednesday.

First Time I Feel Ashamed to be Han, and Lucky to Not Be a Party Member

The following blog post was signed as written by "a student from the Central University of Nationalities". Translated by CDT:

I've wanted to write something for a while in the wake of the latest developments in Tibetan regions. But after seeing press reports by media outlets from home and abroad, I don't know whom to believe in. I lost my judgment. I tried to start writing, but then couldn't continue because my feelings are too complex. This afternoon, I talked to a colleague again about this issue and the conversation escalated into a fight. The colleague finally used a very "Chinese Communist" style to stop me from "venting angry words." Faced with irrationality, I zipped my mouth. I've worked with a variety of people, but I didn't imagine that there are people who have been brainwashed so much, and I started to realize this issue isn't a small matter!

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The key is, a lot of Han and some ethnic Tibetans with vested interests have become blind to the blue sky, white clouds, green mountains and water. Amidst the long history and mystical culture of Tibet, their brains are only thinking about how to commercialize these things. They don't know that many aspects of the Tibetan way of life, religion and custom, culture and values are gradually being dismantled. Neither do they know that the dignity of Tibetans is shedding tears, and many Tibetans are struggling…

Looking at Tibet, I sometimes feel ashamed to be a Han...." continua Aqui 
 
 
 
 
 

China's Military Growth Creates Uncertainty for U.S.

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NPR has broadcast the last in a seven-part series on China. The final installment looked at the country's military growth: The evidence of China's military modernization is ample: double-digit increases for military spending since 1989; the rapid expansion of China's cruise and ballistic missile force and the deployment of hundreds of missiles along China's coast across [...] Read more »

  • Interview With a Qinghai Tibetan Youth

    Image description

    From RFA Mandarin service reporter Ding Xiao in Hong Kong. Translated by Chen Ping: After the Tibet riots, the communications of Tibetans living in China are under surveillance, and they don't dare to express their views for fear of retribution for the authorities, as talking to foreign media might get them punished. However, a Tibetan youth [...] Read more »

    China Faces Muslim Resentment in West

    Image description

    As the Olympic torch relay keeps the world's attention focused on recent unrest in Tibetan areas, more details are emerging about reported incidents in Xinjiang. From AP: As China grapples with protests in Tibet, it also faces unrest on its Central Asian frontier. Resentment against the Chinese has long simmered in this traditionally Muslim western region, which [...] Read more »

    ATÉ EM S.FRANCISCO A BARBÁRIE CHINESA AGRIDE... 

     

    The Shanghai pension fund scandal that came to light in the summer 2006 involved some 30 people including major political figures, senior managers at state-owned enterprises and wealthy businessmen. After a lengthy process spanning nearly two years of investigations and hearings, the culmination was reached March 25, the opening day of trial for Chen Liangyu.

    The previous afternoon, the 61-year-old Chen was brought under guard from Beijing’s Qincheng Prison to a courtroom Tianjin. The judicial proceedings came 18 months after he fell from power for his involvement in the pension scandal and was removed from public sight after serving as a prestigious member of the national Politburo and secretary-general of the Communist Party in Shanghai.

    As the most senior official among those implicated in the far-reaching scandal, Chen’s trial marked the beginning of closure for a deep scar of corruption that rocked China.

    Read also The Trial of Chen Liangyu by Hanwei.

     


  • Thursday, 10 April 2008

    JO BEIJING 2008

    primeira grande derrota da China

    JO: Brown n'ira pas à la cérémonie d'ouverture 

    Le Premier ministre britannique a indiqué qu'il n'assisterait pas à la cérémonie d'ouverture des Jeux Olympiques à Pékin mais il refuse de parler de boycott.

    Wednesday, 09 April 2008

    O COLAPSO DE ALGUMAS IDEIAS

    E O REGRESSO DA GEO-POLÍTICA

     

    André Freire lamenta, no Público, o regresso, em força, da política e da geopolítica à Europa…Lamenta o fim do intervalo marcado pelo predomínio da “gestão corrente” dos eurocratas, à sombra do guarda-chuva americano. Mas é sabido, os intervalos sempre encontram um fim. É por isso que são intervalos…

    E, depois de lamentar o estado a que chegou agora a Europa (e aqui apetece recitar aquele soneto do “não lamentes oh Nise o teu estado…”), pergunta “que interesse poderá ter Portugal, pequeno e sem força militar relevante, numa Europa baseada no hard power”.

    A pergunta, claro, é despicienda e própria de gongórica retórica universitária. A Europa é, vai sendo, o que vai. Independentemente do interesse que Portugal nisso possa ter. E “independentemente” porque Portugal é (ou os Portugueses assim o julgam desde, pelo menos, esse prof de Coimbra que fez dessa retórica justificação apologética da sua miserável ditadura de sacristia) “pequeno e sem força”…

    A pergunta certa é: como tirar as nossas castanhas deste lume e nestas condições? Para responder a isto, os professores de ciência política vão ter de alargar os seus estudos e trabalhar outras matérias. Desde a geografia à arte da guerra no século XXI, passando pela história. E sair da sua torre de marfim ou da sua toca. E se não gostarem de geo-política, pois, tanto pior para eles e, sobretudo, para quem os ler sem suficiente sentido crítico…

    KOSOVO: O COLAPSO DE UMA CERTA IDEIA DE EUROPA

    André Freire

    «Numa entrevista a este jornal (1/4/08), o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Luís Amado, comentava assim as declarações do Presidente sobre a impossibilidade de, à luz do direito internacional, se reconhecer a independência do Kosovo: "(...) O direito é um instrumento ao serviço de opções políticas que, em cada circunstância histórica, se vão constituindo. E há momentos de ruptura no sistema jurídico internacional e de ajustamento das normas jurídicas internacionais à realidade, decorrente do que pensam os actores que pesam na modelação do sistema internacional." Muito bem, mas para passarmos do mero registo da força ("os actores que pesam") para o domínio dos valores, que sempre foram apanágio do soft power europeu, é preciso especificar que princípios poderão justificar uma tal decisão. A entrevista é decepcionante: a única coisa que nos é dita é que "a missão de 1999 (isto é, o bombardeamento da Jugoslávia pela OTAN, sem mandato prévio da ONU) foi levada a cabo em nome de princípios e valores que, na altura, se impuseram como valores prevalecentes sobre os valores jurídicos". A verdade é que, seja nas declarações do ministro, seja nas posições tomadas pelos países da UE que já reconheceram a independência do Kosovo, não há uma explicitação clara dos fundamentos de tal decisão. Procurarei demonstrar que é difícil discernir razões para tal opção, a não ser as da força, e, por isso, pode dizer-se que a política externa europeia entra numa nova era: ancorada sobretudo na força e não na legalidade e nos valores.

    A par da democracia, uma das construções políticas fundamentais da Europa moderna é o Estado-Nação. Porém, apesar de a palavra sugerir uma completa adequação entre as duas entidades, um Estado para cada nação, a verdade é que a realidade europeia esteve sempre marcada pelos Estados multinacionais. Na Europa Ocidental, os exemplos paradigmáticos de tais "sociedades divididas" são a Suíça e a Bélgica. Nessas e noutras construções do género (Holanda, Espanha, etc.), foram usados diversos mecanismos de partilha do poder capazes de acomodar tais divisões: sistemas eleitorais muito proporcionais, governos de coligação, Estados altamente descentralizados, etc. A cultura política das elites, orientada no sentido do compromisso, é um elemento central do sucesso de tais soluções (ou, quando se desvanece, como na Bélgica actual, do seu insucesso).

    No Sudeste Europeu, a Jugoslávia era o exemplo paradigmático de uma "sociedade dividida". A Federação Jugoslava estava marcada pelo cruzamento não só entre o Ocidente e o Oriente, mas também entre vários impérios (Otomano, Austro-Húngaro, Russo, etc.): a profunda segmentação em diferentes confissões religiosas (católica, ortodoxa, muçulmana, para além da componente secular) e em diferentes etnias (sérvios, croatas, eslovenos, bósnios, albaneses, húngaros, etc.) evidenciava-o bem. Embora geograficamente restrita, a sua implosão representa o colapso de uma certa ideia de Europa: a dos Estados multinacionais. Os processos subsequentes de construção de entidades políticas etnicamente homogéneas são aliás contraditórios não só com a integração europeia (uma construção eminentemente multinacional) mas também com a defesa da integração dos imigrantes.

    A implosão da Jugoslávia, bem como as suas trágicas consequências, é bem conhecida, mas vale a pena sublinhar que as secessões até agora verificadas se fizeram geralmente tendo por base fronteiras com algum lastro histórico. Ora é isso que não encontramos no Kosovo, uma região histórica e miticamente ligada à Sérvia: a "velha Sérvia" onde se encontram as raízes da nacionalidade (séculos XIII-XIV) e que só durante as guerras austro-turcas do final do século XVIII deixou de ser habitada por uma maioria de sérvios, obrigados a fugir perante as investidas otomanas. E é aqui que surgem as dúvidas quanto aos princípios que poderiam fundamentar o reconhecimento do Kosovo. Fala-se da existência de uma região onde cerca de 90 por cento dos seus habitantes (os kosovares - albaneses) apoiam a independência. Mas se o princípio é esse, então, para sermos coerentes, teremos de estar abertos à separação da República Sprska, face à Bósnia, dos albaneses do Norte da Macedónia, da Voivodina, face à Sérvia, dos enclaves sérvios, face ao Kosovo, da República Turca do Norte do Chipre, etc. Será por causa das tensões separatistas? Mas encontramo-las também noutros países europeus em relação aos quais, para sermos coerentes, teremos de aceitar processos de secessão. Mas dizem-nos sempre que a independência do Kosovo é um caso especial, que não pode constituir um precedente. Logo, não podem ser essas as razões. Acabamos sem perceber que valores fundamentais poderiam estar por detrás de uma tal opção. Terminamos na "razão da força": o Kosovo como um instrumento no braço-de-ferro entre o Ocidente, especialmente os EUA, e a Rússia, para enfraquecer o domínio desta nos Balcãs.

    A implosão da Jugoslávia representa o colapso de uma certa ideia de Europa caracterizada pela convivência interétnica e pela cidadania alicerçada em laços históricos e políticos, típica dos Estados multinacionais, em prol da construção de entidades políticas etnicamente homogéneas. A independência do Kosovo seria apenas mais um passo num processo que já vem de trás. O que é novo neste processo é que ele não se baseia em fronteiras historicamente reconhecidas, tal como geralmente ocorreu nos casos anteriores, abrindo um precedente muito perigoso. Mas o reconhecimento da independência do Kosovo inaugura também uma nova era da política externa europeia, para além da legalidade internacional e de valores fundamentais, no sentido do hard power. Não me parece um caminho adequado para alicerçar a Europa e a projectar no mundo. E que interesse poderá ter Portugal, pequeno e sem força militar relevante, numa Europa baseada no hard power?»

     in  Público 

    COMO A WEB MUDA O MUNDO

    (começando por mudar a nossa percepção do mundo...)

    Commentlewebchangelemonde.jpg picture by claromotime

    Quando a "Tortilla's Revolution"

    Começa a Aquecer os Motores...

     
    A grande descoberta ambientalista dos "bio-combustíveis", no preciso momento em que centenas de milhões de pessoas entravam no mercado global como consumidores de cereais e outros alimentos, está a exercer sobre a curva da procura uma pressão que era facilmente previsível e com as consequências económicas também facilmente previsíveis - um disparo dos preços.
     
    As consequências sociais e políticas desta situação, que põe automóveis e outros devoradores de energia a "comer" os cereais e outros alimentos que uns milhares de milhões de bocas humanas disputam, é o que aqui no CLARO há largos meses (a pensar na disputa do milho entre os automóveis e os pobres da América Latina...) baptizámos de Tortilla's Revolution... Olhe-se para alguns acontecimentos recentes: 
     
    HAITI
     Des habitants d\'Haïti manifestent contre le coût de la vie le 8 avril 2008 à Port-au-Prince
    Des habitants d'Haïti manifestent contre le coût de la vie le 8 avril 2008 à Port-au-Prince. De nouveaux actes de violence accompagnés de tentatives de pillages étaient en cours mercredi en Haïti, où les Casques bleus de l'ONU sont à nouveau intervenus avec des tirs de gaz lacrymogène à Port-au-Prince, près de la présidence haïtienne, selon des témoins.  © AFP, le 09-04-2008  Photographe : Thony Belizaire © AFP.
    Des Haïtiens manifestent dans les rues de Port-au-Prince contre la cherté de la vie, le 8 avril 2008 
    © AFP, le 08-04-2008  . Des Haïtiens manifestent dans les rues de Port-au-Prince contre la cherté de la vie, le 8 avril 2008. Au moins huit personnes ont été blessées par balles mardi lors de nouvelles manifestations contre la cherté de la vie en Haïti et l'ONU a déployé des blindés pour protéger le Palais national du président René Préval à Port-au-Prince.
     
     
    EGIPTO
     
    Egypte: municipales sur fond de violente contestation sociale

    2008-04-08 18:08:26 . LE CAIRE (AFP) 

    © AFP
    Un Egyptien vote le 8 avril 2008 au Caire lors des municpales
    Un Egyptien vote le 8 avril 2008 au Caire lors des municpales

    Les Egyptiens votaient mardi pour des élections municipales boycottées par l'opposition islamiste, sur fond d'une tension sociale qui a fait la veille un mort dans une cité ouvrière du delta du Nil.

    "Les résultats étaient connus d'avance, le parti au pouvoir à déjà emporté les deux tiers des sièges faute de la moindre concurrence", a noté l'ONG Egyptian Organisation of Human Rights (EOHR), résumant l'absence de suspens.

    Les bureaux de vote fermaient à 19H00 locales (17H00 GMT) pour l'élection des maires des 52.000 localités de ce pays de près de 80 millions d'habitants, dont 35,6 millions d'électeurs. 

    © AFP
    La policie anti-émeutes ouvre le feu sur des manifestants à Mehallah, au nord du Caire, le 7 avril 2008
    La policie anti-émeutes ouvre le feu sur des manifestants à Mehallah, au nord du Caire, le 7 avril 2008

    Si ce scrutin ne menacera pas le régime du président Hosni Moubarak, il s'est toutefois déroulé dans une grande tension sociale en raison d'une flambée des prix et d'une pénurie du pain subventionné.

    Dans la nuit de lundi à mardi, un adolescent de 15 ans a été tué par un tir policier lors de heurts à Mehalla, un centre de l'industrie textile à 120 km au nord du Caire.

    A la suite de cette annonce, le Premier ministre Ahmad Nazif et d'autres membres du gouvernement se sont déplacés sur les lieux pour tenter de désamorcer la contestation, encore localisée. Une prime d'un demi-mois de salaire pour les 24.000 ouvriers de la grande usine textile a été annoncée.

    Il y a deux ans, c'est de là qu'était parti un grand mouvement de grèves qui avait gagné le secteur textile public, le second secteur industriel du pays. 

    © AFP
    Localisation des heurts à Mehalla
    Localisation des heurts à Mehalla

    Depuis dimanche, les heurts à Mehalla ont fait 82 blessés légers, selon une source de sécurité, et 96 dont certains grièvement touchés, de source médicale. 331 personnes arrêtées ont en outre été placées en garde à vue pour 15 jours.

    Parallèlement, le vote s'est poursuivi dans le pays sans incidents notables, mais avec une faible participation apparente, selon les premiers rapports de l'EOHR.

    Une autre ONG, Egyptian Association for Supporting Democracy (EASD), a rapporté que ses observateurs avaient été empêchés d'opérer dans un demi-douzaine de gouvernorats, et certains interpellés. EASD détaille quelques cas d'intimidation ou de fraudes.

    Déjà mis de facto hors jeu par le pouvoir, les Frères musulmans, dont les candidats ont été victimes de rafles ou empêchés de se présenter, ont appelé lundi à boycotter le scrutin.

    Dix-neuf militants de la formation islamiste, interdite mais tolérée, ont été arrêtés mardi à Islamiyya (nord-est), a affirmé à l'AFP Mohammed Habib, numéro deux des Frères musulmans, estimant qu'il s'agissait d'une réaction du pouvoir à ce boycott. 

     

    Le PND, lui, était présent partout avec ses 52.000 candidats qui submergent un millier de candidats d'un camp adverse divisé, du parti libéral Wafd aux communistes du Tagammou.

     Cette consultation avait été reportée en 2006, le pouvoir redoutant de voir se rééditer une percée des islamistes. Les Frères musulmans, principale force d'opposition, avaient remporté un siège sur cinq aux législatives de 2005.

    Plus haut dignitaire musulman d'Egypte et proche du pouvoir, le cheikh d'Al-Azhar, Mohammad Sayyed Tantaoui, avait lancé un appel en faveur du vote, estimant qu'il s'agissait d'un devoir pour tout musulman, dans une déclaration à Mena.

    Parmi les rares votants rencontrés par l'AFP, certains exprimaient l'espoir d'une élection transparente. Les ONG égyptiennes et internationales affirment que les scrutins électoraux sont toujours entachés d'une fraude massive.

    "Je vote dans l'espoir d'une vie moins dure, sans pénurie de pain. Espérons que le scrutin ne soit pas truqué comme d'habitude", a affirmé à l'AFP Mohamed Abdel Meguid, 28 ans, venu voter dans une école d'Agouza, au Caire.

    Les résultats du scrutin seront annoncés par les gouverneurs des provinces à partir de mercredi et pendant cinq jours.

    CRISE: A FED JÁ ADMITE A RECESSÃO

    La banque centrale américaine (Fed) prévoit désormais une contraction de la croissance au premier semestre 2008 aux Etats-Unis, et certains de ses responsables n'excluent pas un repli "sévère et prolongé", selon les minutes de la réunion du 18 mars publiées mardi... no Le Monde

    FMI:  Une "légère récession" des Etats-Unis menace l'économie mondiale

    Les Etats-Unis, ébranlés par leur pire crise financière depuis le grand krach de 1929, vont connaître cette année "une légère récession", qui va peser sur la croissance mondiale, ramenée à 3,7%, a jugé mercredi le Fonds monétaire international dans un rapport semestriel.    la suite

    AULA SOBRE USO
    DO TELEMÓVEL...
















    à atenção dos pobrezinhos dos nossos professores (com esperança de que , pelo menos, alguns entendam inglês...)

    José Mateus Cavaco Silva at April 09, 2008 10:30 | link | comments
    Tags: humor, fotos e vídeos
    Tuesday, 08 April 2008

    Ahmadinejad

    A FESTA NUCLEAR E

    O DISCURSO DOIDO

    Ahmadinejad é muito semelhante a Hitler: deixa-se envolver pelo seu próprio discurso, perde-se nele e perde de vista a realidade exterior a esse discurso. O seu mundo fica assim reduzido ao labirinto das suas frases e sentidos que ele lhes projecta. É uma forma radical de autismo político e é uma perigosa esquizofrenia. Com Hitler, vimos no que deu... Com este, estamos a observar uma evolução que provoca um déjà-vu.

    Hoje, Ahmadinejad comemorou a sua "Festa Nuclear". E anunciou mais seis mil centrifugadoras, sublinhando a sua recusa em aceitar as pressões internacionais para que cesse o seu controverso programa nuclear, com que ameaça "riscar Israel do mapa". Mas foi ainda mais longe.

    No seu discurso, perante uma plateia de dirigentes iranianos e de embaixadores estrangeiros e transmitido em directo pela sua televisão, Ahmadinejad pôs em causa o carácter terrorista dos atentados do 11 de Setembro, em New York, e negou a existência das quase três mil vítimas dizendo que os seus nomes eram desconhecidos (quando todos os nomes das  2.750  vítimas foram lidas nas cerimónias do ano passado...). Finalmente, tudo não teria sido mais que um pretexto para as intervenções ocidentais no Afeganistão e no Iraque...

    O discurso é de doidos. Mas o doido tem um avançado programa nuclear...

    A AFP noticiou o facto:

    L'Iran célèbre sa "fête du nucléaire" par de nouvelles centrifugeuses
    Le président iranien Mahmoud Ahmadinejad a célébré mardi la Journée nationale du nucléaire en annonçant l'installation prochaine de 6.000 nouvelles centrifugeuses, marquant son refus de céder aux pressions internationales sur son programme atomique controversé.     la suite

    Iran: pour Ahmadinejad, le 11-septembre était un "prétexte" pour des invasions
    Le président ultraconservateur iranien Mahmoud Ahmadinejad a accusé mardi les Etats-Unis d'avoir utilisé les attentats du 11-Septembre comme un "prétexte" pour leurs interventions en Afghanistan et en Irak, et a mis en doute le caractère terroriste de ces attaques.     la suite

    TIBETE: A CHAMA OLÍMPICA

    PODERÁ QUEIMAR A CHINA?

    Operação "anti-terrorista" contra os alunos do Liceu Francês de Pequim (noticiada no Le Monde), tentativa (noticiada pelo L'Equipe e pelo L'Express) do embaixador da China em Paris de retirar pela força os "pin" pacifistas "Pour un Monde Meilleur" aos atletas franceses que transportavam a tocha olímpica (o que levou o judoca David Douillet a explicar que 'se ele tentasse logo via o que lhe acontecia'...), ameaças directas a políticos franceses pela imprensa chinesa, enfim, de tudo um pouco tem havido na reacção oficial chinesa às manifestações ocidentais pela defesa dos direitos humanos e pelo Tibete livre. De tudo, mas sempre brutal, mal-educado e deselegante...

    Decididamente, estes chineses não sabem, não conhecem e nem suspeitam o significado da palavra liberdade. Nem tal consta do seu curto dicionário. Pretendem possuir nove mil anos de história mas ainda não tiveram o tempo suficiente de criar palavras como "liberdade" e "eu" ou conceitos como "direitos humanos" ou "indivíduo". O despotismo asiático tem uma "cultura"...

    A marcha da tocha começou logo em Londres a não ser a festa sagrada do desporto (é esse o significado do "olímpicos") mas uma sucessão de manifestações (vídeo) contra a apropriação pelo despotismo asiático desta chama sagrada. Até um extintor serviu para apagar (uma vez) aquela chama que uma vez acesa não se pode apagar. Em Paris, a coisa fiou mais fino e os chineses descobriram que a sua propaganda é inútil e impotente para enganar durante todo o tempo toda a gente... Nem de autocarro e com percursos alterados e anulados, a pobre da chama roubada pelo despotismo se escapou de ser cinco vezes apagada (uma delas pela própria segurança chinesa, facto  desmentido à televisão francesa pelo nº 2 da embaixada (que deveria julgar-se a falar para a televisão de Pequim...).

     La «bulle» de sécurité qui entourait la flamme olympique, réfugiée dans le bus, lundi à Paris. (Photo Reuters)

    O Libération, o diário mais à esquerda de Paris, fazia manchete, na segunda-feira dia 7, com um apelo à libertação dos JO, com um grafismo que tranforma o logo olímpico em grilhetas.

     Lib070408.jpg picture by claromotime

    E, no dia seguinte, ou seja, hoje, a sua manchete era simplesmente "China - A Bofetada"... E explicava logo na primeira página que a passagem da chama olímpica em Paris foi uma catástrofe para as autoridades chinesas e para a polícia francesa.Lib080408.jpg picture by claromotime

    Na sequência, surge a pergunta certa: "La question qui se pose désormais, selon Time, est de savoir si la "flamme olympique va brûler la Chine". La réaction du Parti communiste chinois, en particulier, est attendue. "Ils ont été surpris, choqués par l'ampleur du ressentiment contre le pouvoir chinois (...). Et c'est là que réside le mystère. Les leaders chinois ne semblent pas être en mesure de répondre à ces incidents sans donner dans la force et les mots durs", explique l'hebdomadaire. Il cite Perry Link, sinologue de l'université de Princeton, qui rappelle que l'actuel président, Hu Jintao, "est de cette génération qui a reçu une éducation 'à la soviétique' dans les années 1950. Ils ne possèdent pas l'imagination pour prendre des décisions plus sensées". Quant aux conséquences que va avoir la présence de plus de 30 000 journalistes étrangers en Chine, au mois d'août, il est encore trop tôt pour le dire, écrit Time. Mais une chose est sûre, "ils [Pékin] ne s'imaginent toujours pas ce qui va leur tomber dessus".

    E a Time levanta outro aspecto muito incómodo para a bárbarie do despotismo chinês:

    "But it is the invisible opposition, what Beijing prevents the rest of the world from seeing, that elicits the most concern. Recent reports indicate that sporadic violence in Tibet continues despite a massive Chinese military crackdown that has now lasted almost three weeks. According to Tibetan exiles and activist groups, Chinese police on April 3 fired on monks from the Tongkor monastery in Ganzi, Sichuan Province, killing an unknown number. China's official Xinhua News Agency confirmed that disturbances had taken place but did not report any deaths..." Mas estas mortes foram registadas à revelia das tropas chinesas e imagens passaram o blackout imposto ao Tibete e surgiram em publicações como a Interviú espanhola ou a AsiaNews.

    + d'informations


     

    ÚLTIMAS:

    A CONDIÇÃO DE SARKOZY

    «La solution est dans la reprise du dialogue» entre Pékin et le chef spirituel des Tibétains. C'est le diagnostic de Nicolas Sarkozy «pour que les Jeux olympiques puissent se dérouler de façon apaisée». Avec le passage mouvementé de la flamme olympique dans les rues de Paris, l’éventuel boycott de la cérémonie d’ouverture par la France avait presque été oublié. Le Président s'est rappelé au bon souvenir de cette éventualité en marge d’un déplacement à Cahors.
    LIBERATION.FR : mardi 8 avril 2008

     

    .
    Em toda esta tragédia do Tibete é muito curioso e bizarro o facto de, sistematicamente, ser ocultado o seu carácter e a sua componente nuclear... Aqui  referida e bem documentada.

    CONSEQUÊNCIAS DA INFLAÇÃO NA ÁSIA 

    Asian Inflation Begins to Sting U.S. Shoppers

    By KEITH BRADSHER

    For two generations, Americans have imported goods produced ever more cheaply from a succession of low-wage countries. But that free ride may be coming to an end.

    Monday, 07 April 2008

    LUÍS FILIPE MENEZES,

    com dedicatória a... e a outros imitadores de Sarkozy

    iro:
farago:
gamella:  78864_Bruni3_122_207lo.jpg (image)

    ESTÉTICA E IDEIA DE ESTÉTICA

    OU COMO SER BÁRBARO E CULTO

    A ideia alemâ de estética é muito sofisticada. A estética alemã é muito... como se vê neste anúncio da Deutsch Magazine.

    De Hegel ao focinho de um pastor alemão entre um par de pernas entreabertas vai todo o problema da "cultura alemã". Ou ainda a diferença entre "civilização" e "cultura".

    Ou ainda a prova de que se pode simultâneamente ser bárbaro e culto. Ou, nos antípodos deste caso alemão, se pode ser civilizado e pouco ou nada culto...via pony Xpress  — keng001

    BUSH MARCA PONTOS

    E PUTINE ACAMAL-SE

    O encontro Putine-Bush, em Sotchi, na Russia e junto ao Mar Negro, parece ter registado avanços interessantes na questão do escudo anti-míssil. A linguagem de Putine, pelo menos, mudou radicalmente e abandonou o inflamado tom radical da "guerra fria" (uma semântica muito marcada e pouco adaptada a estes tempos de "paz quente"). A AFP elaborou um exaustivo dossier sobre o assunto:

    Poutine et Bush font état de progrès sur le bouclier antimissile

    2008-04-06 19:42:53
    SOTCHI (AFP)

    © AFP
    Les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine, le 6 avril 2008 à Sotchi en Russie.
    Les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine, le 6 avril 2008 à Sotchi en Russie.

    Vladimir Poutine et George W. Bush ont fait état dimanche de progrès sur le bouclier antimissile en Europe sans toutefois régler le problème, et ont évoqué la création à part égale avec les Européens d'un système commun de défense antimissile.Evènement

    Les deux présidents, qui ont participé à leur dernier sommet à Sotchi, sur les bords de la mer Noire, ont adopté une "déclaration pour un cadre stratégique" qui prend notamment acte de l'opposition du Kremlin au bouclier antimissile tout en assurant que la mise en oeuvre des mesures proposées par Washington pour rassurer Moscou sont "importantes et utiles".

    Au cours de la conférence de presse qui a suivi sa rencontre avec M. Bush, Vladimir Poutine, qui doit quitter le Kremlin le 7 mai, s'est dit "prudemment optimiste" sur les chances de conclure un accord avec les Etats-Unis.

    "Je pense qu'il est possible. Le plus important, c'est de travailler ensemble" sur ce projet, a-t-il ajouté.

    © AFP
    Les présidents Bush et Poutine, le 6 avril 2008 à Sotchi en Russie.
    Les présidents Bush et Poutine, le 6 avril 2008 à Sotchi en Russie.

    De son côté, le président américain s'est félicité d'une "percée significative" dans la question du bouclier.

    "J'ai été très impliqué dans ce dossier et je sais comment les choses ont avancé", a-t-il déclaré, tout en reconnaissant que les Etats-Unis "ont beaucoup de choses à faire pour convaincre les experts que le système n'est pas dirigé contre la Russie".

    Moscou infléchit sa position sur le bouclier antimissile
    Moscou et Washington n'ont pas trouvé d'accord sur le bouclier antimissile. Mais, estiment les analystes, Vladimir Poutine a finalement fait un grand pas vers George W. Bush, dépassant ses objections pour proposer de travailler ensemble à ce projet de défense.     la suite

    "Déclaration pour un cadre stratégique" entre la Russie et les Etats-Unis
    Les présidents George W. Bush et Vladimir Poutine ont publié dimanche à Sotchi une "déclaration pour un cadre stratégique", inventaire de leurs relations et ébauche d'une feuille de route pour leurs successeurs.     la suite

    Bush et Poutine: sept années de relations personnelles
    Vladimir Poutine et George W. Bush sont restés fidèles jusqu'au bout à leur principe de franchise totale, non sans essayer de laisser à l'Histoire la meilleure image possible du couple russo-américain et de sept années de relations personnelles.     la suite

    Bush et Poutine pour un système de défense antimissile commun avec l'Europe
    Les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine ont prôné dimanche la création d'un système commun de défense antimissile avec l'Europe dans lequel les trois parties participeraient à "part égale", selon une déclaration commune.      la suite

    Bush: continuer à travailler à résoudre les problèmes avec Medvedev
    Le président américain George W. Bush a dit dimanche vouloir établir avec le président russe élu Dmitri Medvedev une relation personnelle telle qu'elle permette de résoudre "les problèmes communs".     la suite

    Le bouclier antimissile au centre du dernier sommet Bush-Poutine à Sotchi
    George W. Bush est arrivé samedi soir à Sotchi pour un dernier sommet avec Vladimir Poutine destiné à donner une nouvelle impulsion aux relations russo-américaines et à aplanir les divergences sur le projet de bouclier antimissile en Europe.      la suite

    La résidence Botcharov Routcheï, théâtre du dernier sommet Bush-Poutine
    La résidence Botcharov Routcheï (Ruisseau Botcharov), où va se dérouler le dernier sommet entre les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine samedi et dimanche, est un lieu privilégié de villégiature au bord de la mer Noire.     la suite

    Les grands moments des relations russo-américaines sous Bush et Poutine
    Le dernier sommet entre les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine samedi et dimanche à Sotchi (Russie) vise à renouer avec une relation bilatérale plus apaisée, après de fortes crispations ces dernières années.     la suite

    Les "amis" Bush et Poutine laissent en héritage un climat russo-américain tendu
    En smoking, cravate ou polo et lunettes de soleil, de sommets en réunions familiales, Vladimir Poutine et George W. Bush ont souri ensemble pendant huit ans devant les caméras, affichant des liens personnels chaleureux en décalage avec l'acrimonie des relations bilatérales.     la suite

    Medvedev rencontrera pour la première fois Bush dimanche à Sotchi
    Le président américain George W. Bush rencontrera le successeur de Vladimir Poutine au Kremlin, Dmitri Medvedev, au cours de sa visite le 6 avril à Sotchi, dans le sud de la Russie, a annoncé mercredi Sergueï Prikhodko, un proche conseiller de M. Poutine cité par l'agence Itar-Tass.     la suite

    Bush exalte les bienfaits de l'Otan en ménageant la Russie
    Le président George W. Bush a cité samedi la Croatie jadis en guerre pour vanter les bienfaits de l'élargissement de l'Otan et exalter une "Europe en paix", mais s'est gardé, avant de rencontrer son homologue Vladimir Poutine, d'évoquer les candidatures qui crispent la Russie.     la suite

    Emotion et stratégie pour un dernier entretien présidentiel Bush-Poutine
    Après sept années de relations parfois compliquées, George W. Bush s'apprête à avoir ce week-end avec Vladimir Poutine des entretiens stratégiques mais aussi très personnels, pour leur probable dernière rencontre de président à président.     la suite

    Friday, 04 April 2008

    galerie inachevée

    uma bela aventura do fernandinho

    em paris com siza vieira e outros...

    A CRISE QUE AÍ VEM...

    A última edição da Foreign Policy traz más  notícias:

    The Coming Financial Pandemic

    The U.S. financial crisis cannot be contained. Indeed, it has already begun to infect other countries, and it will travel further before it’s done. From sluggish trade to credit crunches, from housing busts to volatile stock markets, this is how the contagion will spread.
    By Nouriel Roubini

    Web Extra:

    The Recession Felt Around the World By Nouriel Roubini

    AR aprova diploma contra o

    branqueamento de capitais

     

    Esta notícia da Lusa é interessante. Não propriamente em si, mas mais pela declaração de voto comunista que refere, com os comunistas a  congratular-se com a aprovação desta proposta do Governo para reforçar o combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

     

    Isto prova que o PCP já não recebe, via Itália, as malas de dólares falsos fabricados pelo KGB e que a CIA conseguia trocar, no caminho, substituíndo-as por outras malas iguais mas com dólares verdadeiros e... marcados. Coisas da evolução do mundo que passam pela queda do muro de Berlim e "desgraças" subsequentes... Ao que isto chegou!

     

    “A AR aprovou o diploma que reforça combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O Parlamento aprovou esta quinta-feira uma proposta do Governo para reforçar o combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, que prevê coimas dos cinco mil aos 2,5 milhões de euros e penas de 8 a 15 anos. O texto final da proposta de lei que transpõe duas directivas comunitárias e dá seguimento a 49 recomendações internacionais foi aprovado por unanimidade em votação final global.

     

    O deputado comunista António Filipe apresentou uma declaração de voto congratulando-se com a integração, no texto final, de propostas do PCP para garantir às autoridades judiciárias e de supervisão o "acesso directo às informações, registos e documentos na posse de entidades sujeitas ao deveres estabelecidos na lei de combate ao branqueamento de capitais".

    José Mateus Cavaco Silva at April 04, 2008 16:00 | link | comments
    Tags: crime, terrorismo, governo

    «Cheguei a Praga com 17 anos, em Julho de 1969…

     

    no 'Entre as brumas da memóriae

    de leitura (perdoem...) obrigatória!

     

    "Cheguei a Praga com 17 anos, em Julho de 1969, naturalmente entusiasmada com a ideia de ir viver num país socialista.

    Levaram-me para um hotel luxuoso situado no centro da cidade. Nunca vira nada de semelhante e, perante o meu espanto, explicaram-me que era assim que recebiam as entidades políticas estrangeiras importantes e as suas famílias.

    Desconhecia, por completo, o que se tinha passado em 1968 e ninguém me falou então do assunto.

    Integrada num grupo de estudantes de várias nacionalidades, fui para uma espécie de palácio, em regime de internato, para participar num curso intensivo de checo. Só podíamos sair uma vez por semana, mas foi durante essas saídas que conheci jovens checos.

    Foi também então que começaram as surpresas. Eu que, em Portugal, tinha participado em manifestações contra a guerra do Vietname e contra os Estados Unidos, fui encontrar ali, num país dito socialista, pessoas da minha idade que só pensavam em fugir para qualquer parte e que adoravam os americanos.

    Contaram-me então o que se passara um ano antes. Havia uma tristeza e uma revolta enormes em relação à invasão russa cujas marcas nas fachadas da Praça Venceslau eram bem visíveis – e sê-lo-iam por muito tempo.

    Eu tentava falar-lhes da nossa ditadura, da falta de liberdade, das prisões, mas explicavam-me que lá era igual.

    Para mim, tudo isto foi muito dramático, mas, quando tentei discutir o assunto com quem de direito, foi-me dito que não podia ter opinião nem meter-me "onde não era chamada".

    Durante cinco anos, vivi na cidade mais linda da Europa com um povo fantástico, uma cultura geral impressionante, aprendi a gostar de música clássica, de teatro, de museus, de história e, sobretudo, a NÃO querer aquele socialismo para Portugal.

    Tudo isto é muito pessoal, muito emocional e pouco político, mas foi a experiência do fim da minha adolescência, toda ela feita de descoberta de contradições – e de muitas mentiras.»

    Joana Lopes

     

    in

    MAIO QUARENTÃO

     

    Li atentamente a apresentação do colóquio e o "abregé" das intervenções (doutas todas) e não vi em nenhum lado referência às tabuínhas da "operação chaos" que financiou e organizou a construção deste caixão da hegemonia comunista... E, digam-me, foi mesmo há 40 anos?! E o Rosas (pelo menos o Rosas, senhor, que diz é historiador) não contempla esse "chaos" criador, essa genial e maquiavélica "Ordo ab Chaos", que sendo um pouco "underground" não era, porém, nem "metal" nem, muito menos, "lost"... E até nos permitiu, a nós Portugueses, encontrar, pouco depois, a liberdade. Nem o Rosas, que, além de historiador, até tinha em casa e na família, à época, os segredos do regime, nem ele alcança a coisa!? Francamente, Fernando...

    Por mim, como no Luxembourg já não há a presença benigna e benéfica do Victor, como o velho Tuthankhamon há muito fechou, como na petite place derriére la Sorb já não há 'la Chope', como já ninguém está nos sítios e até o hotel da rue de Cujas já apresenta pretensões, vou simplesmente beber um café ao "Deux Magots" e depois talvez atravessar a rua e petiscar na Lipp... E mais tarde veremos como acaba a noite. É um programa muito mais adequado do que este dos bonzos do revivalismo.

     

    Instituto Franco-Português
    Av. Luís Bívar, 91 METRO: São Sebastião - Campo Pequeno.

    Tradução Simultânea . Entrada Livre
    Mais informações:
    lisboa1968@gmail.com (+351) 213111468

    PROGRAMA

    11 DE ABRIL
    9h30 - Sessão de Abertura
    10h Maio no Mundo

    Fernando Rosas
    Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia

    Gerd-Rainer Horn
    Um conto das duas europas

    Manuel Villaverde Cabral
    Maio de '68 como revolução cultural

    14h30 Ideias de Maio

    Anselm Jappe
    Maio de 68, do «assalto aos céus» ao capitalismo em rede. O papel dos situacionistas

    Daniel Bensaid
    Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso (da dominação)

    Judith Revel
    1968, o fim do intelectual sartriano


    12 DE ABRIL
    10h Maio em Movimento

    Maud Bracker
    Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68

    João Bernardo
    Estudantes ou trabalhadores?

    Franco Berardi (Bifo)
    68 e a génese do cognitariado


    14h30 O Outro Movimento Operário

    Xavier Vigna
    As greves operárias em França em 1968

    Yann Moulier Boutang
    Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História

    John Holloway
    1968 e a crise do trabalho abstracto


    18h 1968 - 2008

    Bruno Bosteels
    A revolução da vergonha

    François Cusset
    Os embalsamadores e os coveiros


    RESUMO DAS COMUNICAÇÕES

    Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia
    Fernando Rosas
    Pretende-se discutir o papel que o "Maio de 68" em Portugal, ou seja, a contestação estudantil de 1969, desempenhou na radicalização da luta política em geral e na alteração das relações de hegemonia em favor das mundivisões marxizantes e revolucionárias na sociedade portuguesa da época. Fernando Rosas, Historiador, Professor catedrático da FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Autor de bibliografia sobre a História do séc. XX em geral e a História do Estado Novo português em particular.

    Um conto de duas Europas
    Gerd-Rainer Horn
    Em quase todo o lado o meio estudantil universitário serviu de catalisador para "1968", e isto será exemplificado com um breve olhar sobre as origens do 1968 Belga. Contudo, podemos distinguir dois padrões bem distintos na Europa Ocidental e nos Estados Unidos em 1968. Na "Europa do Norte" e nos Estados Unidos, 1968 representou sobretudo uma série de movimentos sociais de base estudantil. Na "Europa do Sul", 1968 foi muito mais transclassista, com a classe operária a assumir um papel proeminente. Gerd Rainer Horn ensina no departamento de Hiatória da Universidade de Warwick e escreveu The Spirit of '68.

    Maio de '68 como revolução cultural
    Manuel Villaverde Cabral
    Testemunho pessoal sobre o momento mais alto de um movimento social internacional que não queria o poder, mas que nem por isso – ou talvez por isso – deixou de mudar o mundo. Manuel Villaverde Cabral nasceu em 1940. Fugiu à PIDE em 1963, indo para Paris onde trabalhou e estudou. Voltou a Portugal em 1974, ingressou na carreira docente no ISCTE, entrou para o antigo Gabinete de Investigações Sociais em 1975, passando para a carreira de investigação quando foi criado o Instituto de Ciências Sociais na Universidade de Lisboa em 1982. Foi Director da Biblioteca Nacional entre 1985 e 1990.

    Maio de 68: do «assalto ao céu» ao capitalismo em rede. O papel dos situacionistas
    Anselm Jappe
    Começaremos por abordar a questão de saber qual foi a «influência» dos situacionistas em Maio de 68 bem como na sua preparação, opondo a outros movimento políticos e intelectuais mais visíveis da época a sua própria agitação subterrânea. Sublinharemos de seguida que Maio de 68 constituiu simultaneamente um esforço de emancipação mas também o início da passagem para uma nova forma mais subtil de dominação capitalista. Neste contexto, recorreremos às ideias de Guy Debord para compreender esta evolução tirando daí algumas consequências. Anselm Jappe ensina estética na Escola de Belas Artes de Frosinone (Itália). É autor de Guy Debord (edíção portuguesa da Antígona prevista para 2008) e As aventuras da mercadoria. Para uma nova crítica do valor.


    «Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso [da dominação]?»
    Daniel Bensaïd
    Era esta a questão colocada, logo em 1964, por Herbert Marcuse, em L'homme unidimensionnel, e que assolava a sua época. A exuberância dos acontecimentos de Maio terá significado um princípio de resposta à questão ou confirmado, pelo contrário, o fecho daquele ciclo vicioso, como parece indicar a evolução posterior da obra de Debord ou de Baudrillard: depois do espectáculo, estado supremo do fetichismo da mercadoria, o simulacro, estado supremo do espectáculo? Daniel Bensaïd é Professor de Filosofia na Universidade de Paris VIII (Vincennes) e dirigente da Ligue Communiste Révolutionnaire (IV Internacional). Participante no movimento estudantil em Maio de 1968, é autor, entre outras, das seguintes obras: Mai 1968: Une répétition générale (1968), Walter Benjamin sentinelle messianique (1990), Marx l'intempestif : Grandeurs et misres d'une aventure critique (1996).

    1968: o fim do intelectual sartriano
    Judith Revel
    1968 não constitui apenas o levantamento de uma geração que não quer mais viver de forma semelhante à dos seus pais, alimentando-se da mesma memória – de Vichy, das guerras coloniais – e reconhecendo-lhe os valores. Constitui também uma outra forma de conceber a tomada da palavra e a acção colectiva, os modos de intervenção política e os processos de subjectivação. Nesta grande transição de uma época à outra, a própria função dos intelectuais vê-se profundamente redefinida: o modelo sartriano de envolvimento político cede pouco a pouco o lugar a uma outra figura que, por seu turno, implica já uma análise diferente das relações de poder e do papel do conhecimento, da função das lutas e dos usos colectivos da palavra. De Sartre a Foucault, trata-se pois de uma passagem de testemunho em forma de ruptura – que quarenta anos depois não deixa de suscitar mal-entendidos. Judith Revel, filósofa, italianista e tradutora, docente (maître de conférences) na Universidade de Paris-I Sorbonne. Especialista em pensamento contemporâneo, particularmente no de Michel Foucault, a quem consagrou numerosos livros e artigos, trabalha actualmente sobre as categorias políticas anteriores e posteriores a 1968. Integra a redacção das revistas Posse (em Itália) e Multitudes (em França), e o gabinete científico do Centre Michel Foucault. Membro da equipa de investigação ANR «La bibliothéque foucaldienne. Michel Foucault au travail" (CNRS-ENS-EHESS).

    Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68
    Maud Bracker
    Esta comunicação debruça-se sobre alguns dos modos pelos quais os principais grupos que encabeçaram o Maio de 68 em França – estudantes, intelectuais, sindicalistas – tentaram compreender a emergência do mundo pós-colonial, e integraram essa passagem ao pós-colonialismo na sua oposição ao capitalismo. Contudo, as teorias e a acção em solidariedade com os trabalhadores imigrantes que se desenvolveram durante e após 1968 herdaram das formas mais antigas do anti-imperialismo marxista europeu alguns dilemas não-resolvidos. Maud Bracke dá aulas de História Moderna Europeia na Universidade de Glasgow.
    É autora de Which socialism, whose détente? West European communism and the Czechoslovak crisis of 1968.

    Estudantes ou trabalhadores?
    João Bernardo
    Será paradoxal que os participantes num movimento que jornalistas e historiadores insistem em classificar como estudantil colocassem principalmente problemas políticos e sociais relativos à classe trabalhadora? O desenvolvimento do capitalismo, com as pressões ao aumento da produtividade e com a necessidade de qualificar a força de trabalho, converteu universidades de elite em universidades de massa e transformou a maioria dos estudantes universitários em futuros trabalhadores. João Bernardo é doutor pela Unicamp (Brasil). Em 1965 foi expulso por oito anos de todas as universidades portuguesas. Desde 1984 tem leccionado como professor convidado em universidades públicas brasileiras. É autor de numerosos artigos e livros.

    1968 e a génese do Cognitariado
    Franco Berardi (Bifo)
    O movimento de 1968 representa o efeito da escolarização de massas e a primeira manifestação política da emergência do cognitariado, classe do trabalho cognitivo, composição social que se tornou predominante no final do século, com a difusão da rede. Rádios piratas, cibercultura, net-art, são as manifestações sucessivas do trabalho cognitivo em busca da sua própria autonomia. Só reencontrando o fio (actualmente submerso) da revolta de sessenta e oito poderá o trabalho cognitivo empreender um processo de recomposição e autonomia. Franco Berardi (Bifo), militante do Potere Operaio nos anos 60, redactor da Radio Alice em 1976 e fundador da revista A/traverso. Autor de Contro il lavoro, Mutazione Ciberpunk e Felix. Colabora actualmente com a revista on-line www.Rekombinant.org, ensina em Bologna numa escola para trabalhadores emigrantes e em Milão na Accademia di Belle Arti.

    As greves operárias em França em 1968
    Xavier Vigna
    O movimento de Maio e Junho de 1968 em França constitui o mais importante fenómeno grevista de toda a história do país. Alarga-se a todo o território e mobiliza também operários de que até então não se falava: os jovens, as mulheres, os imigrantes. Retoma um vigoroso repertório de acções e levanta questões que não encontraram ainda resposta quando finalmente se retoma o trabalho em Junho de 1968. Nessa medida, o movimento grevista de Maio-Junho de 1968 constitui um evento que inaugura um período de dez anos de insubordinação operária: a década de 68. Xavier Vigna, docente (maître de conférences) em história contemporânea na Universidade de Bourgogne, trabalha sobre a conflituosidade social e política na segunda metade do século XX. Publicou recentemente L'insubordination ouvrière dans les années 68. Essai d'histoire politique des usines.

    Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História
    Yann Moulier Boutang
    Começou por ser grande o interesse na recuperação de Maio de 68, depois na sua liquidação. Abordaremos aqui um ponto de vista radicalmente diferente relativamente ao qual trataremos dois aspectos: 1) Que foi realmente Maio de 68? Canto do cisne do movimento operário, outro movimento operário, proclamação oculta do verdadeiro sujeito da renovação radical do capitalismo? 2) Qual o legado não reclamado mas efectivo de Maio de 1968? Concluímos que o evento foi e continua a ser critério de demarcação entre duas fases, embora não necessariamente do modo condensado pelas diferentes cristalizações fantasmáticas que gerou e continua a produzir. Director da Redacção da revista Multitudes. Professor universitário de ciências económicas (Universidade de Tecnologia de Compiègne e Escolas de Arte e Design de Saint Etienne).

    1968 e a Crise do Trabalho Abstracto
    John Holloway
    1968 tornou evidente que a crise do trabalho é a crise do capital, que a luta contra o trabalho é a chave da luta contra o capital. Em 1968, o fazer fendeu o trabalho e transbordou. Falar hoje de 1968 não é falar de um legado histórico, mas sim das reverberações causadas por essa fissão. John Holloway é professor na Universidade Benemérita de Puebla, no México. É autor de vários livros, publicados em vários países, o mais recente dos quais, Mudar o Mundo sem Tomar o Poder.

    A revolução da vergonha
    Bruno Bosteels
    Partindo do famoso poema de Octavio Paz, publicado pouco depois do massacre de Tlatelolco no México em 2 de Outubro de 1968, poema inspirado nas cartas de Karl Marx ao seu amigo Arnold Ruge, discutirei o destino da esquerda no período posterior a 1968 em termos de vergonha e de melancolia, de coragem e de justiça. Não é apenas Sarkozy e os seus acólitos pseudo-intelectuais que pretendem acabar com o legado de 1968; na realidade, semelhante legado vê-se igualmente corroído a partir do seu interior por uma forte tendência de negação, a favor de um certo recuo do político, que se proclama mais radical que qualquer noção de revolucionarização da vergonha. Bruno Bosteels é Professor Associado de estudos românicos na Universidade de Cornell. É autor dos livros Alain Badiou o el recomienzo del materialismo dialéctico e Badiou and Politics.

    Os embalsamadores e os coveiros
    François Cusset
    No quadro da vastíssima bibliografia que 'explica' ou 'comemora' Maio de 68, a interpretação de esquerda, que lhe imputa o liberalismo da década de 1980, e a interpretação de direita, que o acusa de ter minado a autoridade e os valores, partilham entre si uma vontade intransigente de liquidar o movimento de Maio, denegando-lhe a dimensão de acontecimento, a sua actualidade intacta, em proveito de uma causalidade de carácter retrospectivo muito contestável. Embalsamadores de esquerda e coveiros de direita do Maio de 68 trabalham assim ombro a ombro para substituir a irrupção possível do comum pela impotência colectiva. François Cusset, que ensina história intelectual em Sciences-Po-Paris e na Universidade de Columbia em França, é autor de Queer Critics, Frenche Theory e La Décennie. Em Maio de 2008 publica na editora Actes Sud um panfleto contras as mentiras históricas sobre 68, L'avenir d'une irruption.

    Thursday, 03 April 2008

    COMO A CONJUNTURA

    DO ANTI-TERRORISMO

    BENEFICIA MOSCOVO…

     

    As relações Estados Unidos/ Rússia como pano de fundo da actual cimeira da Nato, em Bucareste, são aqui vistas pela sempre bem informada Stratfor. Uma muito interessante análise geo-política. Na opinião de George Friedman, enquanto os USA se concentram na luta anti-jihadistas, a Rússia aproveita essa “distração” para refazer a esfera de influência da ex-URSS, ajudada e financiada pela explosão do preço do petróleo:

    Russia and Rotating the U.S. Focus

    April 1, 2008
    Graphic for Geopolitical Intelligence Report

    By George Friedman

    For the past year, Stratfor has been focusing on what we see as the critical global geopolitical picture. As the U.S.-jihadist war has developed, it has absorbed American military resources dramatically. It is overstated to say that the United States lacks the capacity to intervene anywhere else in the world, but it is not overstated to say that the United States cannot make a major, sustained intervention without abandoning Iraq. Thus, the only global power has placed almost all of its military chips in the Islamic world.

    Exploiting U.S. Distractions

    Russia has taken advantage of the imbalance in the U.S. politico-military posture to attempt to re-establish its sphere of influence in the former Soviet Union. To this end, Russia has taken advantage of its enhanced financial position — due to soaring commodity prices, particularly in the energy sector — as well as a lack of American options in the region.

    The Russians do not have any interest in re-establishing the Soviet Union, nor even in controlling the internal affairs of most of the former Soviet republics. Moscow does want to do two things, however. First, it wants to coordinate commodity policies across the board to enhance Russian leverage. Second, and far more important, it wants to limit U.S. and European influence in these countries. Above all, Russia does not want to see NATO expand any further — and Moscow undoubtedly would like to see a NATO rollback, particularly in the Baltic states.

    From a strategic point of view, the United States emerged from the Cold War with a major opportunity. Since it is not in the United States’ interests to have any great power emerge in Eurasia, making certain that Russia did not re-emerge as a Eurasian hegemon clearly was a strategic goal of the United States. The Soviet disintegration did not in any way guarantee that it would not re-emerge in another form.

    The United States pursued this goal in two ways. The first was by seeking to influence the nature of the Russian regime, trying to make it democratic and capitalist under the theory that democratic and capitalist nations did not engage in conflict with democratic and capitalist countries. Whatever the value of the theory, what emerged was not democracy and capitalism but systemic chaos and decomposition. The Russians ultimately achieved this state on their own, though the United States and Europe certainly contributed.

    The second way Washington pursued this goal was by trying to repeat the containment of the Soviet Union with a new containment of Russia. Under this strategy, the United States in particular executed a series of moves with the end of expanding U.S. influence in the countries surrounding Russia. This strategy’s capstone was incorporating new countries into NATO, or putting them on the path to NATO membership.

    NATO Expansion and Color Revolutions

    The Baltic states were included, along with the former Soviet empire in Central Europe. But the critical piece in all of this was Ukraine. If Ukraine were included in NATO or fell under Western influence, Russia’s southern flank would become indefensible. NATO would be a hundred miles from Volgograd, formerly known as Stalingrad. NATO would also be less than a hundred miles from St. Petersburg. In short, Russia would become a strategic cripple.

    The U.S. strategy was to encourage pro-American, democratic movements in the former Soviet Republics — the so-called “color revolutions.” The Orange Revolution in Ukraine was the breaking point in U.S.-Russian relations. The United States openly supported the pro-Western democrats in Ukraine. The Russians (correctly) saw this as a direct and deliberate challenge by the United States to Russian national security. In their view, the United States was using the generation of democratic movements in Ukraine to draw Ukraine into the Western orbit and ultimately into NATO.

    Having their own means of influence in Ukraine, the Russians intervened politically to put a brake on the evolution. The result was a stalemate that Russia appeared destined to win by dint of U.S. preoccupation with the Islamic world, Russian proximity, and the fact that Russia had an overwhelming interest in Ukraine while the Americans had only a distant interest.

    U.S. interest might have been greater than the Russians thought. The Americans have watched the re-emergence of Russia as a major regional power. It is no global superpower, but it certainly has regained its position as a regional power, reaching outside of its own region in the Middle East and elsewhere. The Iranians and Germans must both take Russia into account as they make their calculations. The Russian trajectory is thus clear. They may never be a global power again, but they are going to be a power that matters.

    The Closing Window

    It is far easier for the United States to prevent the emergence of a regional hegemon than to control one that has already emerged. Logically, the United States wants to block the Russian re-emergence, but Washington is running out of time. Indeed, one might say that the Americans are already out of time. Certainly, the United States must act now or else accept Russia as a great power and treat it as such.

    This is why U.S. President George W. Bush has gone to Ukraine. It is important to recall that Bush’s trip comes in the context of an upcoming NATO summit, where the United States has called for beginning the process that will include Ukraine — as well as Georgia and other Balkan powers — in NATO. Having gone relatively quiet on the issue of NATO expansion since the Orange Revolution, the United States now has become extremely aggressive. In traveling to Ukraine to tout NATO membership, Bush is directly challenging the Russians on what they regard as their home turf.

    Clearly, the U.S. window of opportunity is closing: Russian economic, political and military influence in Ukraine is substantial and growing, while the U.S. ability to manipulate events in Ukraine is weak. But Bush is taking a risky step. First, Bush doesn’t have full NATO support, which he needs since NATO requires unanimity in these issues. Several important NATO countries —particularly Germany — have opposed this expansion on technical merits that are hard to argue with. Germany’s stance is that not only is Ukraine not militarily ready to start meaningful membership talks, but that the majority of its population opposes membership in the first place.

    Assuming Bush isn’t simply making an empty gesture for the mere pleasure of irritating the Russians, the United States clearly feels it can deal with German objections if it creates the proper political atmosphere in Ukraine. Put another way, Bush feels that if he can demonstrate that the Russians are impotent, that their power is illusory, he can create consensus in NATO. Russia’s relatively weak response over Kosovo has been taken by Washington and many in Europe (particularly Central Europe) as a sign of Russian weakness. Bush wants to push the advantage now, since he won’t have a chance later. So the visit has been shaped as a direct challenge to Russia. Should Moscow fail to take up the challenge, the dynamics of the former Soviet Union will be changed.

    The Russians have three possible countermoves. The first is to use the Federal Security Service (FSB), its intelligence service, to destabilize Ukraine. Russia has many assets in Ukraine, and Russia is good at this game. Second, Russia can use its regional military power to demonstrate that the United States is the one bluffing. And third, Russia can return the favor to the Americans in a place that will hurt very badly; namely, in the Middle East — and particularly in Iran and Syria. A decision to engage in massive transfers of weapons, particularly advanced anti-aircraft systems, would directly hurt the United States.

    Of these options, the first is certainly the most feasible. Not only is it where the Russians excel — and will such a strategy leave few fingerprints and produce results quickly — but the other two options risk consolidating the West into a broad anti-Russian coalition that may well return the favor across the entire Russian periphery. The latter two options would also commit much of Russia’s resources to a confrontation with the West, leaving precious little to hedge against other powers, most notably a China which is becoming more deeply enmeshed in Central Asia by the day.

    The Middle East Connection

    Still, the United States must focus on where most of its troops are fighting. It would thus appear that provoking the Russians is a dangerous game. This is why events in Iraq this week have been particularly interesting. A massive battle broke out between two Shiite factions in Iraq. One, led by Abdel Aziz al-Hakim — who effectively controls Iraqi Prime Minister Nouri al-Maliki due to the small size and fractured nature of al-Maliki’s party — confronted the faction led by Muqtada al-Sadr. Clearly, this was an attempt by the dominant Shiite faction to finally deal with the wild card of Iraqi Shiite politics. By the weekend, al-Sadr had capitulated. Backed into a corner by overwhelming forces, apparently backed by U.S. military force, al-Sadr effectively sued for peace.

    Al-Sadr’s decision to lay down arms was heavily influenced by the Iranians. We would go further and say the decision to have al-Sadr submit to a government dominated by his Shiite rivals was a decision made with Iranian agreement. The Iranians had been restraining al-Sadr for a while, taking him to Tehran and urging him to return to the seminary to establish his clerical credentials. The Iranians did not want to see a civil war among the Iraqi Shia. A split among the Shia at a time of increasing Sunni unity and cooperation with the United States would open the door to a strategically unacceptable outcome for Iran: a pro-American government heavily dominated by Sunnis with increasing military power as the Shia are fighting among themselves.

    The Americans also didn’t want this outcome. While the Iranians had restrained al-Sadr at the beginning of the U.S. surge — and thereby massively contributed to the end of the strategy of playing the Sunnis against the Shia — Tehran had not yet dealt with al-Sadr decisively. Just like Iran, the United States prefers not to see a new Sunni government emerge in Iraq. Instead, Washington wants a balance of power in Baghdad between Sunnis, Shia and Kurds, and it wants intra-communal disputes to be contained within this framework. If a stable government is to emerge, each of the communities must be relatively (with an emphasis on “relatively”) stable. Thus, not for the first time, American and Iranian interests in Iraq were aligned. Both wanted an end to Shiite conflict, and that meant that both wanted al-Sadr to capitulate.

    This is the point where U.S. and Iranian interests can diverge. The Iranians have a fundamental decision to make, and what happens now in Iraq is almost completely contingent upon what the Iranians decide. They can do three things. First, they can hold al-Sadr in reserve as a threat to stability if things don’t go their way. Second, they can use the relative unity of the Shia to try to impose an anti-Sunni government in Baghdad. And third, they can participate in the creation of that government.

    We have long argued that the Iranians would take the third option. They certainly appeared to be cooperating in the last week. But it has not been clear what the U.S. government thought, partly because they have been deliberately opaque in their thinking on Iran, and partly because the situation was too dynamic.

    Bush’s Long Shot

    It is the decision to visit Ukraine and challenge the Russians on their front porch that gives us some sense of Washington’s thinking. To challenge Moscow at a time when the Russians might be able to support Iran in causing a collapse in the Iraqi process would not make sense. The U.S. challenge is a long shot anyway, and risking a solution in Iraq by giving the Iranians a great power ally like Russia would seem too much of a risk to take.

    But Bush is going to Ukraine and is challenging the Russians on NATO. This could mean he does not think Russia has any options in the Middle East. It also could mean that he has become sufficiently confident that the process (let’s not call it a relationship) that has emerged with the Iranians is robust enough that Tehran will not sink it now in exchange for increased Russian support, and that while a crisis with Syria is simmering, the Russians will not destabilize the situation there — Syria lacks the importance that Iran holds for U.S. strategy in Iraq, anyway.

    Bush’s decision to go to Ukraine indicates that he feels safe in opening a new front — at least diplomatically — while an existing military front remains active. That move makes no sense, particularly in the face of some European opposition, unless he believes the Russians are weaker than they appear and that the American position in Iraq is resolving itself. Bush undoubtedly would have liked to have waited for greater clarity in Iraq, but time is almost up. The Russians are moving now, and the United States can either confront them now or concede the game until the United States is in a military position to resume Russian containment. Plus, Bush doesn’t have any years left in office to wait.

    The global system is making a major shift now, as we have been discussing. Having gotten off balance and bogged down in the Islamic world, the only global power is trying to extricate itself while rebalancing its foreign policy and confronting a longer-term Russian threat to its interests. That is a delicate maneuver, and one that requires deftness and luck. As mentioned, it is also a long shot. The Russians have a lot of cards to play, but perhaps they are not yet ready to play them. Bush is risking Russia disrupting the Middle East as well as increasing pressure in its own region. He either thinks it is worth the risk or he thinks the risk is smaller than it appears. Either way, this is an important moment.

    TIBETE E CHINA: NOTÍCIAS

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    CHINE: Dissident condamné: les Occidentaux protestent 

    Hu Jia, l'un des principaux opposants au régime chinois, a été condamné à trois ans et demi de prison. C'est l'un des militants les plus actifs pour les droits de l'homme, les libertés religieuses et l'autonomie du Tibet.  

    No L’ Express

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    US Lawmakers Rally Around Dalai Lama

     

    (…) Two US lawmakers have formed a caucus to help mobilize support for Tibet's exiled spiritual leader, the Dalai Lama, (…) Republican Congressman Dana Rohrabacher of California and Democrat Neil Abercrombie of Hawaii plan to co-chair the caucus.

     

    In a statement Tuesday, Rohrabacher said he and Abercrombie urge other members of Congress to join the caucus to uphold the rights of Tibet's people and give a voice to those silenced by China's government.

     

    Says US Can't Hide

     

    Rohrabacher also said the US cannot hide behind the spirit of the Olympics this August in Beijing as an excuse to ignore what the Congressman called China's "horrifying" human rights record. (…)

     

    Also on Tuesday, US lawmakers moved Tuesday to prohibit President George W. Bush from attending the Olympic games opening ceremony.

     

    A bill was introduced in the House of Representatives by lawmaker Thaddeus McCotter, chairman of the House policy committee of Bush's own Republican party, compelling the US leader to skip the ceremony.

     

    15 Lawmakers

     

    In addition, 15 lawmakers from both the Republican and Democratic parties asked Bush in a letter to "renounce your decision to attend the Olympics in China and urge the Chinese government to change its policies and begin to respect international standards of human rights."

     

    The bill specifically wanted "to prohibit federal government officials and employees" from attending the opening session of the Beijing Olympics based upon China's "brutalizing protesters in Tibet." (…)

     

    German Chancellor Angela Merkel has said she will not attend the ceremony, and French President Nicolas Sarkozy has not ruled out following suit.

     

    # posted by Confidential Reporter @ 1:36 AM 

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    "Pékin doit discuter avec le dalaï-lama"

     

    Propos recueillis par Séverine Bardon

     

    Auteur d'une pétition sur Internet, l'écrivain dissident chinois Liu Xiaobo explique pourquoi le régime de Pékin est mis en échec au Tibet.

     

    Le 22 mars, une pétition signée par une trentaine d'intellectuels chinois était diffusée sur Internet. Dans ce texte au ton très modéré, les signataires détaillaient 12 propositions pour une résolution pacifique de la crise tibétaine. Liu Xiaobo, un écrivain pékinois, ancienne figure du mouvement de la place Tiananmen, en 1989, est l'une des deux personnalités à l'origine de ce texte, dont l'accès est aujourd'hui bloqué en Chine.

    D'où vient cette animosité entre Chinois Han et Tibétains?
    Les contradictions entre Chinois et Tibétains ne sont pas le fait des peuples, mais résultent de la politique du gouvernement central, qui ne donne pas d'autonomie au Tibet. La propagande dépeint le dalaï-lama sous les traits d'un séparatiste. Le gouvernement chinois prétend que le dalaï-lama est un loup recouvert d'une peau de mouton. Cette expression avait déjà été utilisée en 1989, elle ressert aujourd'hui. Le dalaï-lama est diabolisé, alors qu'il n'a jamais réclamé l'indépendance du Tibet.

    En 1989 déjà, des émeutes avaient été réprimées à Lhassa. Le scénario est-il très différent cette fois-ci?
    La répression avait été bien plus dure en 1989. La Chine a aujourd'hui des liens économiques intimes avec le monde extérieur; elle veut devenir un grand pays, reconnu comme tel à l'étranger. Le gouvernement sait à quel point les événements de 1989 ont nui à son image internationale. Et puis, il y a l'influence des Jeux olympiques.
    Mais le degré de propagande dans les médias chinois est sans précédent. Les autorités affirment que le dalaï-lama a organisé et manipulé les événements, mais elles n'en donnent aucune preuve. C'est la méthode traditionnelle du pouvoir central : face à des conflits sérieux, il faut trouver un bouc émissaire, une "main noire". Dans les périodes d'accalmie, on peut finir par penser que le gouvernement a changé. Mais, dès que surviennent des événements tels que ceux de 1989 ou ceux du Tibet aujourd'hui, on se rend alors compte que la nature du Parti communiste reste la même.

    Vous dénoncez dans votre pétition l'échec de la politique ethnique du gouvernement. Quelles sont selon vous les raisons de cet échec?
    Pour ce qui concerne la politique, les problèmes viennent de la limitation du droit à l'autonomie du Tibet. C'est le secrétaire général du Parti de la région, un Han, qui a le dernier mot sur tout. Les autres fonctionnaires ne sont là que pour les apparences. Les photos du dalaï-lama sont interdites, les moines sont parfois obligés de le critiquer au cours de réunions. L'impossibilité pour le dalaï et le panchen-lama de vivre au Tibet participe également de la répression dont souffrent les Tibétains.

    L'autre point est la tentative d'acheter le Tibet par le biais du développement économique. Le gouvernement chinois représente le pouvoir des Han et de l'athéisme. Il pense qu'en donnant suffisamment d'argent, en permettant l'enrichissement matériel, les Tibétains s'éloigneront du dalaï-lama. Le niveau de vie des Tibétains s'est amélioré, et un peuple non religieux, comme les Han, en aurait sûrement été satisfait. Mais cela ne marche pas avec les Tibétains. On ne peut pas acheter un peuple religieux. Le Parti communiste est incapable de comprendre le sens des valeurs des Tibétains. Il était inévitable que la politique du gouvernement échoue au Tibet.

    Pensez-vous que l'agitation va continuer et pourrait se propager à d'autres régions?
    Tôt ou tard, si le pouvoir ne change pas sa politique, il y aura des problèmes dans d'autres régions où cohabitent des minorités. C'est pour cela que je suis d'accord avec le dalaï-lama, qui s'oppose à la fois à la répression du gouvernement et aux émeutes. Le gouvernement central doit s'asseoir avec le dalaï-lama et discuter. "

    "Nous soutenons l’appel du dalaï Lama en faveur de la paix...

    Pour l’instant, le style de la propagande unilatérale déployée dans les médias officiels chinois, en attisant le ressentiment ethnique et en exacerbant la tension résultant de la situation actuelle, a considérablement miné l’objectif à long terme de la sauvegarde de l’unité nationale: nous appelons à mettre un terme à ce type de propagande.

    Nous soutenons l’appel du dalaï Lama en faveur de la paix, nous espérons qu’en suivant les principes de bienveillance, de paix et de non-violence, une issue favorable sera trouvée aux affrontements ethniques. Nous condamnons toutes les actions violentes dirigées contre des civils innocents, et exhortons fermement le gouvernement chinois à arrêter la répression violente ;(...) »

    Premiers Signataires:

    Wang Lixiong (Pékin, écrivain), Liu Xiaobo (Pékin, écrivain indépendant), Zhang Zuhua (Pékin, juriste constitutionnaliste), Sha Yexin (Shanghai, écrivain, Hui), Yu Haocheng (Pékin, juriste), Ding Zilin (Pékin, professeur), Jiang Peikun (Pékin, professeur), Sun Wenguang (Shandong, professeur), Yu Jie (Pékin, écrivain), Ran Yunfei (Sichuan, éditeur, Tujia), Pu Zhiqiang (Pékin, avocat), Teng Biao (Pékin, avocat, universitaire), Liao Yiwu (Sichuan, écrivain), Jiang Qisheng (Pékin, universitaire), Zhang Xianling (Pékin, ingénieur), Xu Jue (Pékin, chercheur), Li Jun (Gansu, photographe), Gao Yu (Pékin, journaliste), Wang Debang (Pékin, écrivain indépendant), Zhao Dagong (écrivain indépendant), Jiang Danwen (Shanghai, écrivain), Liu Yi (Gansu, peintre), Xu Hui (Pékin, écrivain), Wang Tiancheng (Pékin, universitaire), Wen Kejian (Hangzhou, profession libérale), Li Hai (Pékin, écrivain indépendant), Tian Yongde (Mongolie intérieure, défenseur de droits populaires), Zan Aizong (Hangzhou, journaliste), Liu Yiming (Hubei, écrivain indépendant), Liu Di (Pékin, profession libérale).

    L'original peut être consulté sur ce site en chinois

    O "BACALHAU A PATACO"

    DE LUÍS FILIPE MENEZES

     

    RTP: Proposta para retirar publicidade é "politicamente sustentada e economicamente viável", diz Menezes, segundo a Lusa. Ora. Toda a gente sabe (menos Menezes, pelos vistos) que qualquer coisa tem de ser  economicamente sustentada e politicamente viável … Menezes troca os termos. É uma cultura. A cultura da promessa do "bacalhau a pataco". Comum a muitos políticos que, infelizmente, nos têm governado. Menezes aparece assim como o último herdeiro de uma lamentável linhagem de políticos espertos especializados em prometer ao eleitorado que chegados ao governo põem logo o bacalhau a pataco... Mas esta é uma cultura economicamente insustentável mesmo se politicamente viável. Daí estarmos neste miserável estado… Deus nos livre de voltarmos a cair nisso, Deus nos livre dos Menezes!

    Wednesday, 02 April 2008

    Tibete – Boicote aos Jogos

     

    não resultará um boicote, diz chefe da Missão Portuguesa. “Temos várias experiências de boicote que nunca funcionaram, apenas prejudicaram os desportistas e não resolveram os problemas políticos dos países onde se realizavam os Jogos”, afirmou Manuel Boa de Jesus, em declarações à Lusa. Ou seja, o homenzinho quer ir passear à China e ser mimado e bem tratado pelos chineses. Está no seu direito. Não tem é o direito de pretender “teorizar” para criar uma espécie de “cortina de bambu” a esconder as suas motivações. Nem tem estatuto, nem dimensão para o fazer. Em suma, não é Boa, a deste Jesus que é um Manuel.

     

    Chantagem dos Comunistas

     

    sobre o Presidente da República, Costa Gomes. A última edição do “Expresso” revela o que alguma gente já sabia. Prática sistemática, pelo PC, de chantagens pessoais sobre figuras-chave e, no caso concreto, o filho do PR era controlado e utilizado pelo PC (a seguir ao “25 de Novembro” arrecadaram-no em Cuba…) para “condicionar” as decisões do PR… O marechal enfrentou isto com grande dignidade, sofreu imenso e teve de fazer algumas figuras um pouco tristes em questões menores (como aquela de se tornar “um general pela paz”…) mas a sua capacidade “matemática” chegou-lhe sempre para, no fim, ganhar aos chantagistas. E veremos se não deixou por aí algumas bombas ao retardador…

    Este foi o primeiro caso admitido em parangonas dos media. Mas há por aí mais… mesmo muitos mais! Aberta a caixa (no “Expresso”…!), vamos ver se a conseguem fechar ou, caso contrário, que mais surpresas (e algumas bem grandes….) de lá poderão saltar. E, note-se, muito pouca gente ou mesmo ninguém tinha a capacidade “matemática” , os meios e os nervos sólidos do marechal Costa Gomes…

     

    Jorge Coelho na “Mota”

     

    É um bom negócio… para a “Mota”, claro, a ida de Jorge Coelho para CEO da empresa. Coelho pode ser o presidente que “Mota” precisa para fazer a sua internacionalização. De notar que sendo Luís Parreirão responsável de uma subsidiária, o ministro e o secretário de Estado voltam a encontrar-se… Por mim, dou os parabéns ao novo CEO da “Mota”, mas acho que Jorge Coelho merece mais.

    MONGES TIBETANOS OU

    TRAVESTIS CHINESES ?

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    "Just in case you wondered why these "Tibetan monks" were so violent in Lhasa...

    TravestisnoTibete.jpg picture by claromotime

    Canada Free Press[Friday, March 21, 2008 10:20]

     

    Brit spies confirm Dalai Lama's report of staged violence

     

    By Gordon Thomas

    London, March 20 - Britain's GCHQ, the government communications agency that electronically monitors half the world from space, has confirmed the claim by the Dalai Lama that agents of the Chinese People's Liberation Army, the PLA, posing as monks, triggered the riots that have left hundreds of Tibetans dead or injured.

    GCHQ analysts believe the decision was deliberately calculated by the Beijing leadership to provide an excuse to stamp out the simmering unrest in the region, which is already attracting unwelcome world attention in the run-up to the Olympic Games this summer.

    For weeks there has been growing resentment in Lhasa, Tibet's capital, against minor actions taken by the Chinese authorities.

    Increasingly, monks have led acts of civil disobedience, demanding the right to perform traditional incense burning rituals. With their demands go cries for the return of the Dalai Lama, the 14th to hold the high spiritual office.

    Committed to teaching the tenets of his moral authority---peace and compassion---the Dalai Lama was 14 when the PLA invaded Tibet in 1950 and he was forced to flee to India from where he has run a relentless campaign against the harshness of Chinese rule.

    But critics have objected to his attraction to film stars. Newspaper magnate Rupert Murdoch has called him: "A very political monk in Gucci shoes."

    Discovering that his supporters inside Tibet and China would become even more active in the months approaching the Olympic Games this summer, British intelligence officers in Beijing learned the ruling regime would seek an excuse to move and crush the present unrest.

    That fear was publicly expressed by the Dalai Lama. GCHQ's satellites, geo-positioned in space, were tasked to closely monitor the situation.

    The doughnut-shaped complex, near Cheltenham racecourse, is set in the pleasant Cotswolds in the west of England. Seven thousand employees include the best electronic experts and analysts in the world. Between them they speak more than 150 languages. At their disposal are 10,000 computers, many of which have been specially built for their work.

    The images they downloaded from the satellites provided confirmation the Chinese used agent provocateurs to start riots, which gave the PLA the excuse to move on Lhasa to kill and wound over the past week.

    What the Beijing regime had not expected was how the riots would spread, not only across Tibet, but also to Sichuan, Quighai and Gansu provinces, turning a large area of western China into a battle zone.

    The Dalai Lama has called it "cultural genocide" and has offered to resign as head of the protests against Chinese rule in order to bring peace. The current unrest began on March 10, marking the anniversary of the 1959 Uprising against Chinese rule.

    However, his followers are not listening to his "message of compassion." Many of them are young, unemployed and dispossessed and reject his philosophy of non-violence, believing the only hope for change is the radical action they are now carrying out.

    For Beijing, the urgent need to find a solution to the uprising is one of growing embarrassment. In two weeks time, the national celebrations for the Olympic Games start with the traditional torch relay. The torch bearers are scheduled to pass through Tibet. But the torch could find itself being carried by runners past burning buildings and temples.

    A sign of this urgency is that the Chinese prime minister has now said he is prepared to hold talks with the Dalai Lama. Just before this announcement, Britain's Prime Minister Gordon Brown declared he would meet the Dalai Lama, who is to visit London next month. This is the first time either leader has proposed to meet the Dalai Lama.

    Tuesday, 01 April 2008

    Patrão da “formula 1”

    filmado em orgia nazi

     

    Max Mosley, o patrão da “fórmula 1”, foi filmado numa sessão sado-masoquista em que umas mulheres usavam uniformes nazis e outras o fato às riscas dos prisioneiros dos campos de concentração nazi, enquanto ele fazia o papel de comandante do campo de extermínio...

    Para além do mais que discutível mau gosto da coisa, Mosley, cujo pai era um nazi e a cujo casamento presidiu o próprio Goebbels, meteu-se numa grande encrenca, com esta explosiva mistura de sexo perverso e política ignóbil. 

    Várias organizações estão a exigir já a sua demissão imediata. Pela boca morre algum peixe, mas pelo sexo (perversões, sobretudo) estampa-se muita gente... Felizmente, a Inglaterra tem uma imprensa livre!

     

    F1 boss Max Mosley has sick

    Nazi orgy with 5 hookers

     

    Son of fascist Hitler lover in sex shame

    FORMULA One motor racing chief Max Mosley is today exposed as a secret sado-masochist sex pervert.

    The son of infamous British wartime fascist leader Oswald Mosley is filmed romping with five hookers at a depraved NAZI-STYLE orgy in a torture dungeon. Mosley— a friend to F1 big names like Bernie Ecclestone and Lewis Hamilton— barks ORDERS in GERMAN as he lashes girls wearing mock DEATH CAMP uniforms and enjoys being whipped until he BLEEDS.

    The multi-millionaire son of Sir Oswald, who was a pal of Adolf Hitler, plays a concentration camp commandant in a FIVE-HOUR torture chamber video.

    Mosley—the most powerful man in motor-racing—barks orders in German as he WHIPS two hookers dressed in striped uniforms reminiscent of AUSCHWITZ garb while girls in Nazi uniforms look on.

    At one point the wrinkled 67-year-old—who publicly likes to give the impression he has put his father's evil legacy behind him—yells "she needs more of ze punishment!" while brandishing a LEATHER STRAP over a brunette's naked bottom.

    Then the lashes rain down as Mosley counts them out in German: "Eins! Zwei! Drei! Vier! Fünf! Sechs!"

    With each blow, the girl yelps in pain as grinning, grey-haired Mosley becomes clearly aroused. And after the beating, he makes her perform a sex act on him. “    continua Aqui

    Max Mosley filmé dans une orgie nazie

     

    Le président de la Fédération internationale de l'automobile Max Mosley a été filmé lors d'une séance sadomasochiste impliquant des jeunes femmes en uniformes nazis et d'autres en costumes rayés des camps de concentration. L'affaire fait scandale en Grande-Bretagne où les organisations juives exigent sa démission.

     

    Max Mosley est le fils d'Oswald Mosley, fondateur de la British Union of Fascists (BUF) et leader des "chemises noires" britanniques dans les années 1930. Les parents de Max Mosley se sont mariés en 1936 chez Joseph Goebbels à Berlin. Oswald Mosley a été emprisonné par les autorités britanniques durant la Seconde guerre mondiale.

    Selon le Times, Mosley compte porter plainte pour atteinte à sa vie privée par le News of the World.”    Continua
    Aqui

    A NOVA MÁQUINA CHINESA

    PARA LIQUIDAR O TIBETE

    O "Intelligence on Line" revela, na sua última edição, a enorme máquina repressiva montada por Pequim para matar a contestação no Tibete. Medida tomada a semana passada, sob a direcção do presidente Hu Jintao, que junta polícia política, secretas várias, a tropa e dispositivos de infiltração e de desinformação. Eis o dispositivo, suas componentes e dirigentes:.

    .

    A War Room to Keep Down Tibet

     Chinese president Hu Jintao has just set up an emergency military-security unit on Tibet. The aim of the exercise is to save the Olympic Games in Beijing as well as shield the leadership from the Communist Party’s hard-line wing.

    Formed last week by president Hu Jintao to prevent uprisings in Tibet and neighboring provinces, the “special working group on Tibet” has a second objective: to counter conservative elements in government and the Chinese Communist Party who feel that too much flexibility in the run-up to the Olympic Games could trigger unrest that would undermine the status of the one-party state.

    The “group” consists of the heads of the security and intelligence agencies, leading military men, newly-appointed politicians and members of Hu’s clan, with the exception of Zhou Yongkang: number three man in the party and supervisor of the security services. He is a member of the “Shanghai clan” of former president Jiang Zemin (see graph below).

    In Tibet itself, Hu is obviously relying on Guoanbu (state security ministry) headed by Geng Huichang, whom he appointed to the job last summer. The service is endeavouring to provide information on the role of the United States in the crisis.

    In Lhasa, capital of the autonomous region of Tibet, Guoanbu’s representative since 2004 has been Le Dake (as the French journalist Roger Faligot revealed in the book “Les Services Secret Chinoise de Mao aux JO (Chinese Secret Service from Mao to Olympic Games). With the chief of Guoanbu’s Tibet desk, the Tibetan Gaisang Quepel, Le has infiltrated agents into India where the Dalai Lama lives in exile, and has sought to isolate him politically.

    Une War Room pour mater le Tibet

     Le président chinois Hu Jintao vient de créer de toute urgence une cellule de crise militaro-sécuritaire sur le Tibet. Objectif : sauver les JO de cet été et empêcher sa mise en accusation, en interne, par l’aile dure du Parti communiste.

    Créé la semaine dernière par le président Hu Jintao pour faire échec aux soulèvements au Tibet et dans les provinces avoisinantes, le "groupe spécial de travail sur le Tibet" a un second objectif : contrer les éléments conservateurs au sommet de l’Etat et au sein du Parti communiste chinois (PCC), qui estiment qu’une trop grande ouverture à l’approche des Jeux olympiques risque de provoquer des mouvements spontanés, mettant en cause le statut du parti unique au pouvoir.

    Ce "groupe" rassemble des chefs de services spéciaux, des militaires et des politiques fraîchement nommés et membres du clan de Hu Jintao, à l’exception de Zhou Yongkang : numéro trois du PCC et superviseur des services de sécurité, il est issu du "clan de Shanghaï" de l’ancien président Jiang Zemin (voir schéma).

    Au Tibet, Hu Jintao compte fermement sur l’appui du Guoanbu (Sécurité d’Etat), dirigé par Geng Huichang qu’il a fait nommer l’été dernier. Ce service est notamment chargé de fournir des informations sur le rôle des Etats-Unis dans la crise. A Lhassa, capitale de la région autonome du Tibet, son représentant depuis 2004 est Le Dake (comme l’a révélé le journaliste Roger Faligot dans Les Services secrets chinois, de Mao aux JO, éd. Nouveau monde). Avec le chef du desk Tibet du Guoanbu, le Tibétain Gaisang Qupei, Le Dake dirige les infiltrations en Inde où est exilé le dalaï-lama et contre lequel il monte des opérations pour l’isoler politiquement.

    TIBETE: TRAGÉDIA NUCLEAR

    O Rui Perdigão, no seu "Vida das Coisas" chama a atenção para um decisivo aspecto da tragédia do Tibete e da hipocrisia chinesa:

    Official Chinese pronouncements have
    confirmed the existence in Tibet of the
    biggest uranium reserves in the world


    Click na imagem link para visionar o video Why Are We Silent
     
    This report analyzes nuclear negligence in Tibet by the Chinese government. It is the first comprehensive report to analyze in detail allegations that range from descriptions of nuclear weapons production, deployment of nuclear missiles, deaths from radiation poisoning, and dumping of nuclear waste, to plans for building a nuclear reactor in Lhasa. The report is a product of a year-long research effort during which ICT pursued innumerable leads to verify information.
                                 Click na imagem para visionar o link

                               

    OLÍMPICA DESINFORMAÇÃO

    Tibet, désinformation au quotidien

    Chine. Fronde contre les télés occidentales, sites interdits, direct truqué… Pékin récrit l’histoire (são hábitos teorizados por Lénine, aplicados por Estaline - que até o Trotsky apagou da fotografia -  e desenvolvidos por Mao e seus herdeiros pinguistas...).

     

    no Libération

    .

    Chine: La terre gronde

     

    Oubliés des réformes économiques, 750 millions de paysans peinent à vivre. Lancé en décembre, un réseau de résistance s’organise contre la saisie illégale des terres par les gouverneurs, de mèche avec les promoteurs.

     

    Envoyée spéciale dans le Shaanxi : PASCALE NIVELLE

    «Voleurs de terres !» Le slogan est parti de Pékin fin 2007, lancé par un groupe d’intellectuels de l’université de Qinghua. Depuis, il court dans les rizières et les champs de maïs, réveillant la colère paysanne. Quelques enseignants, des dissidents, des avocats ont arpenté la campagne durant plusieurs mois et décidé de fédérer le plus gros malaise chinois, source d’innombrables conflits sociaux : le détournement des terres agricoles par les gouvernements des provinces. Après trente ans de réformes économiques, 750 millions de paysans sont sur le carreau : «La croissance, l’urbanisation et l’industrialisation font des centaines de milliers de victimes», explique un des activistes pékinois, dont il vaut mieux taire le nom. Selon lui, 75 % de la corruption serait liée au foncier. «Partout, des terres sont saisies illégalement, les autorités locales expulsent les paysans et vendent aux promoteurs immobiliers.»

    Dans un café Starbucks de la capitale, à l’abri des oreilles indiscrètes, ce jeune avocat élégant et décontracté raconte le réseau de résistance qu’il tente d’implanter dans tout le pays, et «la deuxième révolution de la terre» en marche de la Mandchourie au Sichuan, jusqu’aux provinces de la côte est : «Nous prenons contact avec les paysans, nous écrivons un texte que signent quelques meneurs et nous le diffusons sur Internet.» L’espoir est d’être entendus par le gouvernement central : «Localement, il y a bien quelques sanctions, mais c’est du théâtre. Seul Pékin peut enrayer la corruption des pouvoirs provinciaux.» Partout, de nouvelles proclamations apparaissent, une vingtaine de provinces auraient déjà rallié le mouvement informel. Pékin, qui ne peut plus faire la sourde oreille, réunit commissions et comités d’experts dans ses ministères...

    continua no Libération

    Sur le même sujet: Trois ans d’enquête

    Tibet and beyond
    John Robb no Global Guerrillas
     
    Tibet is proving to be much more than a flash of unrest in a remote Chinese province. It may be the trigger for much greater dislocation and disruption (from "When China Derails"):

    So, what happens when China's high performance, globally connected capitalist economy which is flying at dangerously high speeds hits the inevitable speed bump? The answer is: it will derail (hollow out and fragment). The chaos it will produce in SE Asia is the real threat we have to deal with. Predicting the black swan that kicks off the death spiral is impossible... In anticipation of this, the Chinese government is following the lead of many other nations by radically improving the capabilities of its paramilitary force for domestic security (to the tune of one million men). However, this many not be enough. Global guerrilla theory indicates that endemic corruption will combine with the same forces of anti-state guerrilla action we have seen in other places to disconnect portions of China from the central government.

    Tibet, Protests, and Insurgency

    John Robb no "Global Guerrilhas"

    [The torch relay is] "really giving a focus to groups like ours around the world for the next three months." Paul Bourke, an officer with the Australian Tibet Council to the NYTimes.

    A global pro-Tibet protest movement has emerged. Its main focus is to protest the route of the Olympic torch as it makes its way to Beijing. An ancillary focus has been on the corporate sponsors of the torch relay (Coca-Cola and Samsung), although the pressure applied to date has been tepid.

    The pro-Tibet movement/protest still isn't an open source insurgency since it is still too amorphous. For example, while the enemy (the Chinese government) is clear, the goal (to coerce China into easing its crackdown on Tibet) needs substantial refinement since it is too narrow. If it was more expansive, it could attract participants like the Falun Gong and other dissident groups. Worse, there still hasn't been a clear demonstration of the potential for success for any possible goal. If the movement continues on its current path, it will dissipate by the end of the spring.

    This could change very quickly though. A single subgroup's actions could recast this movement/protest into a powerful global insurgency if it provides a clear high level goal and a globally recognized demonstration of effective action (think social systempunkts).








    Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…

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