| Competitive Intelligence & Perceptions Management num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais... CLARO |
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A CHINA CADA VEZ MAIS EMBRULHADA NO TIBETE . A China, como ontem aqui se escrevia, já começou a oficializar as prisões de tibetanos, com várias condenações a prisão perpétua. A reacção ocidental de Londres e Washington é de claro "descontentamento"... Os chineses continuam a poluir os Jogos Olimpicos com os seus hábitos e práticas de barbárie política. Tornam assim cada vez mais difícil aos ocidentais virar a cara para o lado, fazer que não estão a ver e fazer como se tudo fosse normal... Estará Pequim (depois da "diplomacia do sorriso") a desafiar o mundo mostrando-se como "infrequentável"? Será estratégia ou apenas falta de modos? Seja como fôr, cada me parece mais que estes comunas chineses não são herdeiros de Sun Tzu mas sim de qualquer pequeno déspota asiático... José Mateus Cavaco Silva at April 30, 2008 23:05 |
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Tags: china, visto de esquerda, direitos humanos, tibete “Cada vez admiro mais o comunismo chinês” CHINA: MILHARES DE CRIANÇAS VENDIDAS A FÁBRICAS CHINA QUER ALUGAR TERRAS ARÁVEIS NOUTROS PAÍSES . «O governo da China estuda a possibilidade de adotar uma série de políticas para encorajar suas empresas a alugar terras cultiváveis em outros países. Segundo informações do jornal Beijing Morning, autoridades do Ministério da Agricultura chinês afirmaram que o governo está procurando criar novas políticas para encorajar o arrendamento ou mesmo a compra de terras cultiváveis na América Latina, na Austrália, na Rússia e nas repúblicas da antiga União Soviética.» [BBC Brasil] SAIU DA SOMBRA E QUEIMOU-SE «Cunha Vaz tem uma agência de comunicação. As agências de comunicação deviam chamar-se agências de convicção, servem para convencer os clientes que convencem o mundo. Por profissão, Cunha Vaz é convincente. Com Vicente, com Menezes, com quem pagar: por exemplo, quando da liderança do BCP, Cunha Vaz estava com Santos Ferreira e com Luís Filipe Menezes que acusava Santos Ferreira de ser um pau-mandado do Governo. Com profissão de sombra, Cunha Vaz deu, ontem, uma entrevista de quatro páginas ao Público. Para dizer, por exemplo, sobre um assunto qualquer, que o seu cliente Menezes mentiu. Enfim, não foi bem assim. Cunha Vaz disse que ele "deixou cair [uma mentira]..." O entrevistador insistiu: "Menezes não disse a verdade?" Ao que Cunha Vaz respondeu: "Não. Colocaram-lhe a pergunta e ele quis ser simpático." Essa é outra função das agências de comunicação: saber valorar a imagem o cliente. Este não pode passar por mentiroso. Já tonto, pode.» Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias Nada a dizer sobre o texto (brilhante, como é hábito) do Ferreira Fernandes. Excepto talvez (ou mesmo de certeza) que ele expande exageradamente a generalização ao falar de "agência de comunicação. Parafraseando o Alexandre O., "há agências e agências...". E (já agora que estou com a mão na massa) referir que também lhe falta alguma coisa... Falta dizer que, quando a agência que comunica o cliente se torna ela mesma o tema de comunicação, então não é uma agência de comunicação mas sim um desastre! Para o cliente... e para si mesma! E já nem falo desse hábito (muito português...) da mesma agência "defender" interesses incompatíveis e mesmo antagónicos. Ou desse outro traço lusitano de a mesma agência trabalhar para o PSD e para o PS, em simultâneo ou indistintamente... O que é impensável, por exemplo, nos Estados Unidos (nunca ninguém viu K. Rove a trabalhar para o Partido Democrático...) e que, de resto, produz um trabalho indistinto. Um trabalho que leva a que a imagem do PS e a do PSD se confundam cada vez mais. Trabalho indistinto, imagens indistintas... O exacto contrário do que é o trabalho de uma agência de comunicação: produzir uma imagem distinta... Dito isto, a prosa de Ferreira Fernandes é um bom aviso. A imagem das agências de imagem anda pelas ruas da amargura... E seria bom que ninguém confundisse uma "agência de com." com uma venda de banha da cobra! À mulher de César não lhe basta parecer séria... Tem de o ser!
José Mateus Cavaco Silva at April 30, 2008 22:17 |
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Tags: media, perceptions management OBAMA NO PURGATÓRIO... .
By JEFF ZELENY and ADAM NAGOURNEY A week before two key primaries, the controversy surrounding his ex-pastor again erupted into a threat to Barack Obama’s ability to show that he could unify the Democratic Party. . . QUOTATION OF THE DAY
Do “Complexo”... Francisco Sarsfield Cabral "Décadas e décadas de isolamento internacional deixaram a sua marca, claro. Mas, de um modo geral, os portugueses que emigraram integraram-se bem noutros ambientes e noutras culturas. Mostraram uma abertura ao diferente que já se manifestara nos Descobrimentos. Só que nós somos descendentes dos que ficaram por cá... Esta (nossa) mentalidade fechada e provinciana é fatal num mundo onde os transportes e comunicações progrediram vertiginosamente. No passado, ela trouxe duas consequências aparentemente opostas: um complexo de inferioridade perante tudo o que é estrangeiro (automaticamente valorizando o que se faz "lá fora") e a rejeição dos "estrangeirados", isto é, dos que pretenderam modernizar Portugal. No presente, o provincianismo dificulta a nossa afirmação económica e cultural num mundo cada vez mais globalizado. Implica ficarmos à margem.» Francisco Sarsfield Cabral, in Público José Mateus Cavaco Silva at April 30, 2008 20:59 |
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Tags: perceptions management, portugal, complexo salazarento e neo-corpo, visto de lisboa A CHINA CONDENA TIBETANOS E TENTA DEGELO COM TÓQUIO As primeiras condenações de tibetanos, a prisão perpétua, depois da revolta de Março são conhecidas no mesmo dia em que se anuncia uma visita a Tóquio de Hu Jintao, o presidente chinês. Tibet: premières condamnations après les émeutes A China já condenou os primeiros 17 tibetanos, alguns a prisão perpétua, acusados de participarem nas manifestações de 14 de Março, em Lassa, segundo noticia hoje o L’Express. “(…) Ces 17 accusés ont été les premières personnes à être condamnées depuis les émeutes. Contacté par l'AFP, un responsable du tribunal a affirmé que les détails des jugements seraient annoncés publiquement plus tard dans la journée. “(…) Les manifestations anti-chinoises avaient démarré le 10 mars à Lhassa, jour anniversaire de la révolte anti-chinoise de 1959, avant de dégénérer le 14 mars, puis de s'étendre à d'autres régions où vivent des minorités tibétaines, dans l'ouest de “Les dirigeants tibétains en exil affirment que la répression chinoise a fait plus de 150 morts et que plus de 2.000 personnes ont été arrêtées. La police chinoise avait annoncé l'arrestation de 400 personnes pour leur participation aux émeutes de Lhassa. “ Chine-Japon: La diplomatie du ping-pong "Le président chinois Hu Jintao se rendra au Japon du 6 au 10 mai pour une visite officielle annoncée ce mardi matin par Pékin. Il s'agit de la seconde visite de l'histoire pour un chef d'Etat chinois, la première depuis dix ans. La visite de Hu Jintao interviendra dans un contexte de réchauffement des relations entre les deux pays, très tendues pendant l'ère du Premier ministre japonais Junichiro Koizumi (2001-2006). Entre les deux géants d'Asie, est-ce l'amorce d'un dégel? Rien ne vaut une partie de ping-pong pour s'entendre avec Certes, la période de glaciation des années 2001-2006 semble révolue. Depuis le départ de Junichiro Koizumi de la tête du gouvernement nippon, et l'arrêt des visites au sanctuaire nationaliste Yasukuni, les dirigeants de part et d'autre se rencontrent à nouveau. Fukuda, partisan d'un rapprochement avec Pékin, s'est déjà rendu en Chine il y a quatre mois. Hu lui rend la politesse. Une première, pour un dirigeant chinois, depuis dix ans. Mais les contentieux restent nombreux. D'abord, Yasuo Fukuda ne manquera pas de demander à son invité de résoudre la crise tibétaine par le dialogue : les échanges annoncés entre Pékin et le dalaï-lama seront surveillés de près. Ensuite, le différend sur la frontière maritime entre les deux pays, qui complique depuis quatre ans l'exploitation des gisements gaziers en mer de Chine orientale, ne devrait pas être résolu. Pas plus que l'affaire des gyoza, ces raviolis chinois à l'origine d'une intoxication au Japon: une enquête est en cours, sans résultat pour l'instant. Ce dernier point est jugé si sensible qu'il a déjà provoqué un report de la visite de Hu... Enfin, le Japon s'inquiète toujours des dépenses militaires de José Mateus Cavaco Silva at April 29, 2008 19:04 |
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Tags: china, direitos humanos, tibete
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RAMSES 2008 l'encyclopédie annuelle de l'actualité internationale fournit les clés d'analyse et les repères indispensables pour décrypter la géopolitique de la planète. |
En savoir plus | Sommaire | Commander l'ouvrage | Perspectives, par Thierry de Montbrial
HUMOR FEMINISTA
Da minha amiga Rosário, recebi esta notável estória de humor feminista:
Os HOMENS SÃO COMO AS BATATAS:
Os novos... só DESCASCADOS!
Os velhos... só a MURRO!
La Chine médaille d'or de la peine de mort selon Amnesty
O QUE É A CHINA?
análise geopolítica
.
A Stratfor analisa no quadro do tabuleiro geopolítico chinês a importância e significado do Tibete. Como Geoorge Friedman começa por explicar: "China is an island. We do not mean it is surrounded by water; we mean China is surrounded by territory that is difficult to traverse. Therefore, China is hard to invade; given its size and population, it is even harder to occupy. This also makes it hard for the Chinese to invade others; not utterly impossible, but quite difficult. Containing a fifth of the world’s population, China can wall itself off from the world, as it did prior to the United Kingdom’s forced entry in the 19th century and under Mao Zedong. All of this means China is a great power, but one that has to behave very differently than other great powers."
Chinese Geopolitics and
the Significance of
By George Friedman
Analyzing Chinese Geography
Let’s begin simply by analyzing Chinese geography, looking at two maps. The first represents the physical geography of China.
The second shows the population density not only of China, but also of the surrounding countries.
China’s geography is roughly divided into two parts: a mountainous, arid western part and a coastal plain that becomes hilly at its westward end. The overwhelming majority of China’s population is concentrated in that coastal plain. The majority of China’s territory — the area west of this coastal plain — is lightly inhabited, however. This eastern region is the Chinese heartland that must be defended at all cost.
China as island is surrounded by impassable barriers — barriers that are difficult to pass or areas that essentially are wastelands with minimal population. To the east is the Pacific Ocean. To the north and northwest are the Siberian and Mongolian regions, sparsely populated and difficult to move through. To the south, there are the hills, mountains and jungles that separate China from Southeast Asia; to visualize this terrain, just remember the incredible effort that went into building the Burma Road during World War II. To the southwest lie the Himalayas. In the northwest are Kazakhstan and the vast steppes of Central Asia. Only in the far northeast, with the Russian maritime provinces and the Yalu River separating China from Korea, are there traversable points of contacts. But the balance of military power is heavily in China’s favor at these points.
Strategically, China has two problems, both pivoting around the question of defending the coastal region. First, China must prevent attacks from the sea. This is what the Japanese did in the 1930s, first invading Manchuria in the northeast and then moving south into the heart of China. It is also what the British and other European powers did on a lesser scale in the 19th century. China’s defense against such attacks is size and population. It draws invaders in and then wears them out, with China suffering massive casualties and economic losses in the process.
The second threat to China comes from powers moving in through the underpopulated portion of the west, establishing bases and moving east, or coming out of the underpopulated regions around China and invading. This is what happened during the Mongol invasion from the northwest. But that invasion was aided by tremendous Chinese disunity, as were the European and Japanese incursions.
Beijing therefore has three geopolitical imperatives:
In short, China’s strategy is to establish an island, defend its frontiers efficiently using its geographical isolation as a force multiplier, and, above all, maintain the power of the central government over the country, preventing regionalism and factionalism.
We see Beijing struggling to maintain control over China. Its vast security apparatus and interlocking economic system are intended to achieve that. We see Beijing building coastal defenses in the Pacific, including missiles that can reach deep into the Pacific, in the long run trying to force the U.S. Navy on the defensive. And we see Beijing working to retain control over two key regions: Xinjiang and Tibet.
Xinjiang is Muslim. This means at one point it was invaded by Islamic forces. It also means that it can be invaded and become a highway into the Chinese heartland. Defense of the Chinese heartland therefore begins in Xinjiang. So long as Xinjiang is Chinese, Beijing will enjoy a 1,500-mile, inhospitable buffer between Lanzhou — the westernmost major Chinese city and its oil center — and the border of Kazakhstan. The Chinese thus will hold Xinjiang regardless of Muslim secessionists.
Now look at Tibet on the population density and terrain maps. On the terrain map one sees the high mountain passes of the Himalayas. Running from the Hindu Kush on the border with Pakistan to the Myanmar border, small groups can traverse this terrain, but no major army is going to thrust across this border in either direction. Supplying a major force through these mountains is impossible. From a military point of view, it is a solid wall.
Note that running along the frontier directly south of this border is one of the largest population concentrations in the world. If China were to withdraw from Tibet, and there were no military hindrance to population movement, Beijing fears this population could migrate into Tibet. If there were such a migration, Tibet could turn into an extension of India and, over time, become a potential beachhead for Indian power. If that were to happen, India’s strategic frontier would directly abut Sichuan and Yunnan — the Chinese heartland.
The Chinese have a fundamental national interest in retaining Tibet, because Tibet is the Chinese anchor in the Himalayas. If that were open, or if Xinjiang became independent, the vast buffers between China and the rest of Eurasia would break down. The Chinese can’t predict the evolution of Indian, Islamic or Russian power in such a circumstance, and they certainly don’t intend to find out. They will hold both of these provinces, particularly Tibet.
The Chinese note that the Dalai Lama has been in India ever since China invaded Tibet. The Chinese regard him as an Indian puppet. They see the latest unrest in Tibet as instigated by the Indian government, which uses the Dalai Lama to try to destabilize the Chinese hold on Tibet and open the door to Indian expansion. To put it differently, their view is that the Indians could shut the Dalai Lama down if they wanted to, and that they don’t signals Indian complicity.
It should be added that the Chinese see the American hand behind this as well. Apart from public statements of support, the Americans and Indians have formed a strategic partnership since 2001. The Chinese view the United States — which is primarily focused on the Islamic world — as encouraging India and the Dalai Lama to probe the Chinese, partly to embarrass them over the Olympics and partly to increase the stress on the central government. The central government is stretched in maintaining Chinese security as the Olympics approach. The Chinese are distracted. Beijing also notes the similarities between what is happening in Tibet and the “color” revolutions the United States supported and helped stimulate in the former Soviet Union.
It is critical to understand that whatever the issues might be to the West, the Chinese see Tibet as a matter of fundamental national security, and they view pro-Tibetan agitation in the West as an attempt to strike at the heart of Chinese national security. The Chinese are therefore trapped. They are staging the Olympics in order to demonstrate Chinese cohesion and progress. But they must hold on to Tibet for national security reasons, and therefore their public relations strategy is collapsing. Neither India nor the United States is particularly upset that the Europeans are thinking about canceling attendance at various ceremonies.
China has few countermoves to this pressure over Tibet. There is always talk of a Chinese invasion of Taiwan. That is not going to happen — not because China doesn’t want to, but because it does not have the naval capability of seizing control of the Taiwan Straits or seizing air superiority, certainly not if the United States doesn’t want it (and we note that the United States has two carrier battle groups in the Taiwan region at the moment). Beijing thus could bombard Taiwan, but not without enormous cost to itself and its own defensive capabilities. It does not have the capability to surge forces across the strait, much less to sustain operations there in anything short of a completely permissive threat environment. The Chinese could fire missiles at Taiwan, but that risks counterstrikes from American missiles. And, of course, Beijing could go nuclear, but that is not likely given the stakes. The most likely Chinese counter here would be trying to isolate Taiwan from shipping by firing missiles. But that again assumes the United States would not respond — something Beijing can’t count on.
While China thus lacks politico-military options to counter the Tibet pressure, it also lacks economic options. It is highly dependent for its economic well-being on exports to the United States and other countries; drawing money out of U.S. financial markets would require Beijing to put it somewhere else. If the Chinese invested in Europe, European interest rates would go down and U.S. rates would go up, and European money would pour into the United States. The long-held fear of the Chinese withdrawing their money from U.S. markets is therefore illusory: The Chinese are trapped economically. Far more than the United States, they can’t afford a confrontation.
That leaves the pressure on Tibet, and China struggling to contain it. Note that Beijing’s first imperative is to maintain China’s internal coherence. China’s great danger is always a weakening of the central government and the development of regionalism. Beijing is far from losing control, but recently we have observed a set of interesting breakdowns. The inability to control events in Tibet is one. Significant shortages of diesel fuel is a second. Shortages of rice and other grains is a third. These are small things, but they are things that should not be happening in a country as well-heeled in terms of cash as China is, and as accustomed as it is to managing security threats.
China must hold Tibet, and it will. The really interesting question is whether the stresses building up on China’s central administration are beginning to degrade its ability to control and manage events. It is easy to understand China’s obsession with Tibet. The next step is to watch China trying to pick up the pieces on a series of administrative miscues. That will give us a sense of the state of Chinese affairs.
CHINA: INFORMAÇÃO & DESINFORMAÇÃO
Informação e desinformação sobre a China é o tema de capa da última edição
do "Monde chinois". Um tema de absoluta actualidade nesta altura em que o Tibete marca a conjuntura asiática e mundial e promete a Pequim a medalha de ouro olímpica da barbaridade.
Edições anteriores:
crises sanitárias A Sécurité Globale apresenta-se como “Revue de référence française consacrée aux questions de sécurité intérieure et aux enjeux sécuritaires internationaux, Sécurité globale offre une plate-forme de recherche et de débats sur des thématiques comme le terrorisme, la criminalité organisée, les crises sanitaires, la gestion des catastrophe naturelles et industrielles. Son approche se veut autant conceptuelle qu’opérationnelle, selon une logique qui vise à éclairer la globalité des enjeux de sécurité de ce XXIe siècle naissant. "
Dirigida por um velho amigo e bom conhecedor de Portugal, Jean-François Daguzan, a revista Securité Globale dedica o seu terceiro número às crises sanitárias. Os números anteriores tinham tratado o “terrorismo” e “repensar a segurança nacional”.
INTELIGÊNCIA ECONÓMICA nova literatura muito recomendável Nouvel ouvrage "Les politiques d'intelligence économique" 31/03/2008 : Parution le 11 avril 2008 dans Sortie d'un Guide pratique sur l'IE à l'usage des dirigeants de PME 31/03/2008 : Sortie d'un guide pratique à l'usage du dirigeant de PME-PMI & l'intelligence économique - Les précaustions d'usage dans l'activité de l'entreprise - par
A maior parte dos textos, tanto teóricos, como técnicos e de casos práticos, sobre Inteligência Económica são mais facilmente acessíveis em formatos digitais do que em suporte papel. É normal. Isto é característica do tempo mas também da própria IE. No entanto, a divulgação através do livro também faz o seu caminho e a biblioteca de IE tem já um bom número de títulos de trabalhos sólidos de autores sérios. Mais dois destes títulos estão agora disponíveis, como dá conta a École de Guerre Economique:
‘ESTRATÉGIA DE LISBOA’ JÁ É RESPOSTA INSUFICIENTE diz consultor do governo francês Interview Cohen-Tanugi: Lisbon Strategy 'inadequate' answer to globalisation The current Lisbon Strategy will not be sufficient for Europe to compete with fast-growing Asian economies and needs to be upgraded to a "Lisbon Plus" agenda that encompasses the bloc's external economic policies, Laurent Cohen-Tanugi, the author of a report for the French government entitled "A European strategy for globalisation" (FINAL REPORT here in French ) told EurActiv France. . Continua aqui em francês e aqui em inglês
17 April 2008
UM "SMALL BUSINESS ACT" EUROPEU Finalmente... Bruxelas parece ganhar alguma inteligência e algum bom senso! 'Small Business Act' to boost job creation
17 April 2008
EU ministers have called on the Commission to produce a strong "Small Business Act" that will help SMEs grow, amid fears that jobs in big industry could be lost due to competition with low-cost countries.
RADARES EM ESTADO "CRITICAL"
Uma estória muito, mesmo muito, "very critical". Ou, como dizia a minha avó Luzia, as novas tecnologias, filho, às vezes só amplificam velhos e maus hábitos... Um grande trabalho de investigação jornalística de Valentina Marcelino, no Expresso desta semana:
12:13 | Segunda-feira, 21 de Abr de 2008
O concurso para o sistema de radares de vigilância da costa portuguesa, que vale €30 milhões, está envolto
Rui Guerra é o principal foco da controvérsia. A sua experiência na adjudicação de um sistema de vigilância idêntico para o IPTM, valeu-lhe ser convidado pelo anterior ministro da Administração Interna, António Costa, para consultor do SIVICC (Sistema Integrado de Vigilância, Comando de Controlo), a 'fortaleza electrónica' que vai blindar a costa. A justificação era uma possível articulação entre o SIVICC e o equipamento do IPTM.
Em plena fase de definição dos requisitos técnicos para o Caderno de Encargos, Guerra teve carta branca para aceder e contactar quem tinha o processo do SIVICC
Guerra defende-se, dizendo que o relacionamento com uma das empresas concorrentes não afectará a sua isenção no júri. "Tenho a incumbência e o dever de defender os interesses do Estado (...) o que tento fazer humildemente com todo o empenho e capacidade de que disponho", sublinha.
A proximidade de um outro membro do júri com dois consultores do mesmo consórcio está também a levantar celeuma. Os consultores, antigos comandantes da BF, trabalham para a Critical Software, que concorre com a EADS/Atlas. Segundo o porta-voz da empresa, os coronéis Gâmboa Marques e Arménio Vitória foram contratados pela "sua experiência e conhecimento operacional, importantes para o desenho de activos tecnológicos que possam ser bem sucedidos".
De facto, Gâmboa e Vitória continuam a ter abertas as portas das instalações da BF. Para surpresa de outras empresas concorrentes, ambos passaram vários dias nas instalações da Brigada na altura em que se estavam a definir os requisitos técnicos para o concurso. O actual comandante-geral, Samuel Mota, reconhece que autorizou as visitas, mas garante que foi com o objectivo destes "consultarem, seleccionarem e digitalizarem fotografias do arquivo histórico da ex-Guarda Fiscal e da BF, com vista à elaboração de um trabalho sobre as memórias destas duas instituições".
Em relação à proximidade destes elementos com o oficial da BF que está no júri do concurso, o general Samuel Mota não vê incompatibilidades: "o major Paulo Guerreiro foi por mim indicado dado os seus conhecimentos e experiência operacional na área de vigilância da costa", sustenta.
Guerreiro, por seu turno, não esconde o seu desconforto com o facto de poder ser acusado de favorecimento à empresa dos seus ex-chefes. Considerado um "oficial brilhante" por várias fontes da GNR - foi coordenador da megaoperação da BF 'Setúbal Connection', que levou à detenção de 23 pessoas ligadas ao contrabando de tabaco - Guerreiro admitiu ao Expresso que já pensou "abandonar" o júri. Os coronéis asseguram não esperar "qualquer tratamento privilegiado". "Guerreiro é um oficial de grande mérito e não merece dúvidas sobre a sua conduta", assevera Arménio Vitória, antigo superior.
A Critical conseguiu, por outro lado, outra vantagem em relação às suas concorrentes. Foi a única empresa convidada pelo ex-secretário de Estado de António Costa, Rocha Andrade, para fazer, no próprio MAI, uma apresentação do seu plano para o SIVICC.
Pelo MAI, o secretário de Estado José Magalhães finta a polémica. Admite ter tido conhecimento da visita às fábricas de uma das concorrentes, mas não comenta a presença de um membro do júri nessa viagem. Por outro lado, em relação ao acesso privilegiado que estas empresas tiveram a instalações da BF, bem como a fazer demonstrações, garante que "todas as empresas que o solicitassem teriam, em condições de igualdade", a mesma benesse. Sobre Paulo Guerreiro realça que este oficial "foi louvado por diversas vezes por sucessivos comandantes".
José Magalhães não vislumbra qualquer tentativa de pressão. "A metodologia apresentada propiciou maior imunidade a pressões, ao mesmo tempo que assegurou a troca de informações sobre matérias de elevada tecnicidade em que o mercado oferece uma grande variedade de soluções". Por outro lado, lembra que "estão salvaguardadas no júri e na definição dos critérios de avaliação adicionais e inultrapassáveis garantias de segurança, imparcialidade e ética". O presidente do júri, João Carlos Silva, ex-secretário de Estado do Orçamento de António Guterres e ex-presidente da RTP, já foi informado da situação. e garantiu ao Expresso que "todas as deliberações do júri vão ser na mais estrita legalidade e igualdade dos concorrentes".
Há seis candidatas e o relatório do júri deverá estar concluído
LIGAÇÕES A EMPRESAS
RUI GUERRA
. Fez parte do júri que adjudicou, em 2004, o sistema de vigilância marítima do Ministério das Obras Públicas à empresa EADS/Atlas
. Entre 2005 e 2006 foi consultor do Ministério da Administração Interna para o SIVICC
. Em 2006 levou os oficiais da Brigada Fiscal que estavam a elaborar os requisitos técnicos do SIVICC a visitar as fábricas na Europa da EADS/Atlas
. Neste mesmo período acompanhou os técnicos da EADS/Atlas em reuniões no MAI
. Desde 2007 é vogal da administração do IPTM, onde gere, em conjunto com a EADS/Atlas, o sistema de vigilância
. Faz hoje parte do júri do MAI que vai adjudicar o SIVICC, ao qual concorre a EADS/Atlas, em conjunto com a Critical Software
PAULO GUERREIRO
. Foi vários anos subalterno de dois coronéis consultores da Critical Software - que concorre ao SIVICC com a EADS/Atlas - ex-comandantes da BF, que o condecoraram pelo seu trabalho, uma proximidade que pode suscitar dúvidas sobre a isenção na sua escolha. O próprio Paulo Guerreiro já ponderou deixar de fazer parte do júri.
"GUERRA ECONÓMICA" JÁ SECOU BARCELONA
"Espanha: Falta de água em Barcelona" é hoje título da Lusa. Notícia... Surpresa! De facto, estamos aqui ao lado do Estado Espanhol mas temos uma quase inultrapassável dificuldade em ver e perceber o que lá se passa... E somos surpreendidos deixamo-nos surpreender - por qualquer coisa, como esta "notícia" da Lusa prova.
Há alguns dias um site francês de "Inteligência Económica" - o Knowckers.org - publicava uma interessante análise da "guerra económica" no interior do Estado Espanhol, ou seja, entre as suas regiões e a "ausência de solidariedade nacional"... Principal alvo desta guerra? Barcelona e toda a região da Catalunha.
A escassez de água em Barcelona e em toda a Catalunha é apenas um dos aspectos das consequências dessa guerra económica. De facto, praticamente todos os sistemas de infraestruturas da Catalunha (transportes incluídos) estão esgotados e a rebentar pelas costuras. A água é apenas o mais visível e tocante...
Veja-se a análise do Knowckers.org sobre "Le débat sur les intérêts stratégiques de l’Espagne":
“Espagne: une contradiction à
dimension de guerre économique”
Quand le discours contredit les faits: le PP en flagrant délit.
"Vous n'avez aucune vision de ce qu'est l'Espagne" lançait le candidat du PP, la veille des élections espagnoles, à Zapatero, finalement vainqueur du choix démocratique. Le premier ministre socialiste ne s'est pas privé de lui répondre que l'"on peut défendre l'Espagne sans attaquer
Un tel discours est en contradiction avec les longues années de pouvoir d'Aznar. En effet, les politiques fortement centralisatrices qui ont été alors menées ont eu pour corollaire logique une forte hostilité aux régions, en particulier à
Le déclin économique de la capitale catalane suscite aujourd'hui un malaise dans cette région. L'étrange politique "d'intérêt général" a stimulé les mouvements régionalistes, autonomistes, nationalistes, en Catalogne. Economie, politique et sentiments nationaux sont intimement liés. Les relations économiques avec Madrid sont donc devenues antagoniques sur plusieurs points qui constituent autant de terrains de batailles.
Impôts: la fatigue catalane ou le manque de solidarité nationale.
Depuis l'avènement de la démocratie,
Cependant, au delà de cette absurdité mathématique, un problème plus pesant se fait , encore aujourd'hui, sentir. Madrid réinjecte une grande partie de ces recettes dans l'amélioration de l'ensemble des infrastrutures mais Barcelone se trouve en marge de cette poliitque. Ainsi, le centre catalan se caractérise par l'asphixie de son réseau routier, la saturation de son aéroport et le symbolique retard de sa liaison à Madrid par TGV. Par conséquent, la region perd en termes d'attractivité pour les investissements étrangers.
La spirale de la décapitalisation publique et du déclin de
Comme la plupart de ses "compatriotes",
En 2005,
Aujourd'hui, Gas Natural se maintient éloigné des mouvements de concentration en cours sur le territoire espagnol. Depuis l'échec Endesa, le groupe gazier joue la carte solitaire mais il possède une solide position financière qui l'autorise à avoir de grandes ambitions en matière d'investissements. Comme Madrid lui bloque le chemin des acquisitions, le groupe se redéploie sur une logique de croissance organique. Ainsi,
Une guerre économique entre régions.
Sentiments nationalistes, économie, politique et doutes identitaires se mélangent en Espagne. Le boycott constitue le symbole de cette dynamique: à chaque grande action catalane qui menace "de briser l'unité espagnole", des mouvements de boycott se mettent en marche, menés par le politique, les media et par des acteurs au sein même de la société civile (chaînes de magasins…) contre les entreprises installées en Catalogne (SEAT, Gerblé, Sony, Danone, Nestlé…).
Le discours du PP sur l'intérêt général n'efface donc pas la réalité: capitale politique contre capitale culturelle, qui rafflera les circuits economico-financiers?
La guerre économique fait rage en Espagne: oú est la "grande Espagne unie" de Madrid? “
Alice Lacoye-Mateus (École de Guerre Économique), in Knowckers.org
Na sua modalidade preferida,
é óbvio que a China já ganhou...
“China will execute 374 people during Olympics, Amnesty estimates
«An estimated 374 people will be executed in
A new league table of the world's most frequent executioners showed China officially used capital punishment 470 times last year. But some campaigners believe the true figure may be 8,000.
The human rights group called on Olympic athletes and the International Olympic Committee (IOC) to press for greater openness about executions by the host country.
Amnesty's
Continua aqui, no Guardian
Chinese police display a group of prisoners at a sentencing rally in the east Chinese city of Wenzhou. Eleven prisoners were later executed. Photograph: AFP/Getty Images
TÓQUIO SAI DO SILÊNCIO E ENFRENTA
PEQUIM SOBRE A QUESTÃO DO TIBETE
Alegria e entusiasmo na blogosfera japonesa depois da decisão do governo de Tóquio de não permitir a presença em solo japonês dos ‘homenzinhos’ vestidos de azul e branco, os agentes especiais que a China tem espalhado pelo mundo ao longo do percurso da pálida tocha olímpica. Também a decisão de Tóquio de manifestar a sua “preocupação” com a situação no Tibete e a atitude pró-activa da diplomacia japonesa
exigindo a Pequim que negoceie com o Dalai Lama “sem condições prévias” foi muito bem recebida pela opinião pública japonesa e, sobretudo, por todo o universo budista. Como noticia o Libération.
JO: le Japon ne veut pas des gardes chinois

Le Japon est le premier pays à dire non aux désormais célèbres agents de sécurité chinois en survêtement bleu et blanc. Pas question que ces mystérieux karatékas, lunettes noires et écouteur à l’oreille, chargés en théorie de veiller à la sécurité de la torche olympique - tout en étant prêts à l’éteindre en cas de débordement -, puissent accompagner, tout au long de son parcours, l’étape japonaise du relais de la flamme en provenance de Canberra, prévu à Nagano (centre du pays), samedi 26 avril.
Suspense. Le Japon a tranché et Yang Jiechi, le ministre chinois des Affaires étrangères, qui rencontrait avant-hier à Tokyo son homologue japonais Masahiko Komura en vue de préparer le voyage officiel au Japon du président chinois Hu Jintao prévu entre les 6 et 10 mai, a pris acte de cette décision de Tokyo. Il n’empêche que le suspense demeure et que sur des blogs et sites web, les internautes japonais s’en donnent à cœur joie. «Les gardiens de la flamme chinois seront-ils quand même là ?» interroge l’un. «S’ils sont privés de Nagano, le risque est que les petits hommes en bleu et blanc soient expédiés au Tibet pour des interrogatoires musclés», écrit un autre…
Revirement. À l’évidence, à trois mois des Jeux olympiques de Pékin, la diplomatie japonaise sort de ses gonds. Jeudi, le Japon, qui accueille souvent le dalaï-lama, a mis les pieds dans le plat en faisant part de sa «préoccupation» autour de la situation au Tibet et appelé
Au Japon, elle ne l’est pas, en tout cas, pour les autorités bouddhistes du célèbre temple Zenkoji de Nagano, d’où était censée partir, samedi prochain, la flamme olympique. Alors que ses moines avaient accepté à l’automne d’accueillir le coup d’envoi du relais, ils ont changé d’avis à la lumière des événements récents au
UM PSD TENDENCIALMENTE
RESIDUAL E REGIONALIZADO?
Olhe-se para os candidatos que se alinham para a candidatura à liderança do PSD e veja-se como a maioria dos nomes mais sonantes são oriundos do Porto e… políticos de segunda linha (além de Cadilhe, que foi ministro de Cavaco mas saiu sem honra nem glória, nenhum foi além de secretário de Estado ou presidente da Câmara apesar de serem já cinquentões).
De Lisboa não há candidatos. Manuela Ferreira Leite parece não estar convencida a ser a “dama de ferro” do PSD e Marcelo Rebelo de Sousa mesmo se adoraria voltar não é hoje, para o PSD, senão um professor de direito que faz comentários na televisão. Passos Coelho é ainda um “jota” de Coimbra que foi presidente da JSD.
Cotado com 26% das intenções de voto, o PSD, em termos de quadros dirigentes, não parece ter hoje massa crítica a sul e aparece com uma distribuição orgânica muito assimétrica e desequilibrada para norte de Leiria. E a demissão de Luís Filipe Menezes pode ter como consequência colateral o fim político do “último barão de Lisboa”, Ângelo Correia (que começou da pior maneira, no Verão passado, uma carreira de king’s maker… enganando-se redondamente na escolha do “rei”). Não deixaria de ser imensamente irónico que o inoxidável Ângelo fosse liquidado por este “fogo amigo” do instável Menezes.
Mas a grande questão que desta perspectiva se levanta é a seguinte: será hoje o PSD uma formação política residual, concentrando a massa crítica restante dos seus dirigentes no Porto…? Não me parece haver ainda uma resposta clara e definitiva para a pergunta, mas nas próximas semanas ver-se-á se o PSD escapa ou não a esta tendência para a residualização e regionalização… Mas se ela se acentuar, abre-se o campo a uma marcante recomposição da paisagem política portuguesa.
O "CANDIDATO IDEAL" e as novas formas de o definir As novas tecnologias permitem e acabam por impor novas formas de relacionamento com o mundo, alteram as formas como o apercebemos e, consequentemente, a nossa percepção do mundo... E, portanto, alteram o mundo. A política não pode, claro, ficar fora destas alterações que também a contaminam e afectam. E alteram. Até na definição do pessoal político. Veja-se este novo modo de criar o "candidato ideal"...
MARA CARFAGNA
mas como e com que critérios políticos é que Berlusconi escolhe deputadas e ministras...?
A piquena abaixo chama-se Mara Carfagna e as suas medidas políticas estão à vista e convenceram Berlusconi... Há quem diga, porém, que a Itália precisa de outras medidas políticas. As da Carfagna não chegam para animar e insuflar o élan necessário a uma Itália deprimida...
L'Italie à l'épreuve d'une croissance atone et d'un moral en berne
Ralentissement de la croissance, compétitivité mal en point, perte de confiance dans les institutions, montée de l'antipolitique: c'est une Italie en proie à un profond malaise qui se
rend aux urnes les 13 et 14 avril.Evénement
inadaptée et des dépenses publiques élevées et peu efficaces", résume Alberto Quadrio Curzio, professeur d'économie à l'Université catholique de Milan et éditorialiste à Il Sole 24 Ore.
MENEZES PREMATURO
sai sem honra, nem glória
Não é Sarkozy quem quer… Menezes andou a berrar que queria ser Sarkozy. E agora invoca "contrariedades" oriundas do partido para justificar o abandono. Se o autarca de Gaia conhecesse dez por cento (ou mesmo até apenas cinco!) das “contrariedades” que Sarkozy enfrentou e venceu, Menezes num tal cenário não se demitia apenas: suicidava-se mesmo.
Ora, Sarkozy está no Eliseu e os seus adversários estão a explicar-se
PS: Guterres e Barroso, ao menos, ainda chegaram a PM antes de fugirem... Talvez, por isso, puderam ser "emigrantes de luxo", fugiram para o estrangeiro, enquanto Menezes regressa a Gaia. Diferenças... também aqui.
ESPANHA: ZAPATERO INJECTA
NA ECONOMIA 18.000.000.000
Zapatero está muito preocupado com a queda da economia de Espanha e faz do seu relançamento o objectivo central deste seu segundo mandato e anuncia um "plano" de 18 mil milhões de euros, para os próximos dois anos. Em tempo de crise, faz toda a diferença ter ou não ter dinheiro... Zapatero tem, pois ainda em 2007 o seu superavit orçamental foi de 23.000.000.000 de euros. Pode, por isso, tomar medidas que, para quem acumula défices orçamentais, são uma miragem:
L’Espagne annonce un plan de relance de 18 milliards d’euros
Several pieces today tie together to forma disturbing mosaic. The first two are the growing threat of radical Islam in Great Britain and the penetration of the structures of several elite universities there.
The second is the new report by the NEFA Foundation on the Muslim Brotherhood structure in Belgium.
The most disturbing to me is a report that Britain's Home Secretary Jaqui Smith believes the police are being overwhelmed by the growing threat of radical Islam in Britain.
"There are 2,000 individuals who are being monitored. There are 200 networks involved and 30 active plots," she said.
And she warned the menace of Islamic fanatics is mounting so fast that police will be unable to cope within a year—unless they are given new powers to lock up terror suspects for longer.
At present cops can hold suspects for up to 28 days, but the Home Office wants that increased to 42 days.
"We can't wait for an attack to succeed and then rush in new powers," said Mrs Smith. "We have got to stay ahead."
"Because we now understand the scale of what is being plotted, the police have to step in earlier—which means they need more time to put evidence together."
If they are willing to talk about 2,000 individuals and 200 plots under observation, imagine what the real scale must be.
At the same time, the Daily Telegraph today reports a new study showing that Saudi Arabia and Muslim organizations operating from there have donated 233.5 pounds (about $460 million) to eight British universities since 1995. That is almost $40 million a year. My full blog is here.
Travessia Ferroviária do Tejo, TGV para o Porto e Ligação ao Novo Aeroporto… Por António Brotas, Professor jubilado do ‘Técnico’
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16 de Abril de 2008
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Para Celso Filipe e Alexandra Noronha, jornalistas do Jornal de Negócios,
Transmitiram-me a vossa notícia publicada hoje no Jornal de Negócios sobre o contrato que será (?) formalizado amanhã entre o Arquitecto Calatrava e a RAVE para expansão da gare do Oriente. Surpreende-me que esta obra, inteiramente dependente das soluções que vierem a ser adoptadas para a travessia ferroviária do Tejo e para a entrada do TGV para o Porto em Lisboa, seja desde já decidida.
Se o trajecto deste TGV não vier a ser pelo vale do Trancão, como a RAVE pretende com base em estudos, a meu ver, absolutamente irrisórios, será dinheiro deitado à rua. Surpreende-me, também, que jornalistas se permitam afirmar, agora, num título, que a GARE DO ORIENTE NUNCA PODERÁ SER A ESTAÇÃO CENTRAL DE LISBOA, SÓ QUEM NÃO ENTENDE DE COMBOIOS PODE FAZER A PROPOSTA. Este título teria sido extremamente útil em 1996, antes da Gare do Oriente ser encomendada ao Arquitecto Calatrava.
A cidade dispunha, então, do local ideal para construir uma estação Central. Era o espaço da antiga gare de triagem de Beirolas que pertencia à CP e que a CP vendeu à EXPO que fez nele uma urbanização. Falei sobre este assunto com o antigo Comissário da EXPO, Engenheiro Cardoso e Cunha que me disse que tecnicamente tinha razão, mas que o que propunha não podia ser feito por razões financeiras. Estamos, portanto, numa cidade onde foi vendido para uma urbanização o espaço ideal para fazer a estação central de caminhos de ferro.
Mas o tempo não volta para trás e temos a Gare do Oriente que é um apeadeiro de luxo. O problema, agora, é o de saber onde deve ser a estação terminal dos TGV para o Porto (e para Badajoz e para os shuttle para o novo Aeroporto) que um dia entrarão
Permito-me enviar-vos, a seguir, a parte da proposta relativa à gare do Oriente incluída na proposta para a travessia do Tejo e a entrada do TGV em Lisboa, que apresentei no passado dia 13 de Março, na Sociedade de Geografia de Lisboa. Nesta proposta, os TGV saídos de Lisboa vão pela actual linha do Norte até um pouco depois de Alverca onde atravessam o Tejo.
" Na Gare do Oriente, com 8 cais, mas que não foi pensada como estação terminal, é fácil passar duas das vias a bitola standard, mas os comboios não poderão nelas ficar estacionados nem inverter a marcha. Os comboios ao sair da estação terão, assim, de seguir no mesmo sentido. A solução é prever perto de Braço de Prata, onde há espaço para isso, uma zona onde estes comboios de bitola standard possam estacionar, ser limpos e esperar a hora para reentrar na Gare do Oriente, já em sentido contrário. "
É manifesto que a Comunicação Social ainda não se apercebeu de que é necessária uma crítica muito mais atenta às propostas exaustivamente apresentadas para o TGV e para a travessia ferroviária do Tejo podendo eventualmente existirem soluções muito mais económicas e convenientes. Peço, assim, a vossa atenção para o modo de tratamento destes assuntos.
Com os meus melhores cumprimentos
António Brotas
Professor Jubilado do ‘Técnico’
15 de Abril de 2008
Caro Engenheiro Carlos Fernandes
Houve um claro desentendimento entre nós (sobre os trajectos de que estavamos a falar) quando no final do encontro sobre “Alta Velocidade”, promovido no passado dia 10 pelo Clube de Reflexão “Margem Esquerda” em que foi um dos oradores convidados, respondeu às minhas perguntas.
A 1ª pergunta foi sobre se confirmava ser pelo vale do Trancão o trajecto actualmente previsto pela RAVE, à saida de Lisboa para o TGV com destino ao Porto. Nas suas respostas, confirmou.
A 2ª pergunta foi sobre se a RAVE, nos seus estudos, tinha considerado outros trajectos pela margem esquerda do Tejo. Na sua responta, referiu-se ao trajecto em que os TGV para o Porto utilizariam a ponte para o Barreiro, seguiriam pela margem esquerda até perto de Vila Nova da Rainha, onde voltariam a atravessar o Tejo para passarem perto da Ota e seguirem para o Norte por entre as serras de Montejunto e dos Candeeiros, e falou da menor duração da viagem pelo trajecto pelo vale do Tancão em relação ao deste segundo trajecto,
Ora, o projecto dos TGV para o Porto a passar pela ponte para o Barreiro e a atravessar de novo o Tejo perto de Vila Nova da Rainha, foi, de facto, um projecto considerado em 2005, mas depois abandonado exactamente devido à excessivamente longa duração da viagem. A RAVE, assim, se bem o entendi, para justificar o trajecto pelo vale do Trancão, foi compara-lo com um projecto à muito abandonado.
Quando me referi a “outros projectos pela margem esquerda” estava a pensar no projecto que apresentei no encontro : ” Travessia Ferroviária do Tejo. TVG para o Porto. Acesso Ferroviário ao Novo Aeroporto”, promovido em 13 de Março pela Sociedade de Geografia de Lisboa, e no projecto bastante semelhante apresentado pelo Engenheiro Luis Cabral da Silva, no encontro do LNEC do dia 12 de Fevereiro, havendo ainda a considerar uma proposta apresentada pelo Professor António Diogo Pinto no referido encontro da SGL .
Todos estes projectos são caracterizados por trajectos seguirem pela margem esquerda do Tejo, possivelmente até perto da Chamusca, onde os comboios podem atravessar o Tejo com facilidade para irem passar perto do Entroncamento, que manteria a sua vocação ferroviária. Estes projectos são, assim, radicalemente diferentes, e a meu ver francamente preferiveis, ao do vale do Trancão proposto pela RAVE.
Com respeito a este último, para avaliar as suas dificuldades, sugiro a quem se interessar por estes assuntos, que se debruce sobre a carta corográfica de Portugal 34-B , na escala 1/50.000, editada pelo Instituto Geográfico e Cadastral.
Penso ter interpretado bem o que disse e não estar a falsear o que se passou no encontro do dia 10. Se assim não for , peço-lhe que me corrija.
Espero que a RAVE, num assunto com esta importância, pondere estas outras soluções e mantenha um diálogo.
Com as minhas melhores saudações
António Brotas
Professor Jubilado do ‘Técnico’
Les colonisateurs économiques : Echange de bons procédés : Pour Chris Alden, auteur de China in Africa (2007), la Chine présente des avantages indéniables par rapport au reste de la scène internationale: "Que ce soit pour un chemin de fer ou un barrage, ils fournissent de l'argent à une vitesse avec laquelle ni la Banque mondiale, l'Europe ou les donneurs traditionnels ne peuvent rivaliser." En échange, les Chinois peuvent récupérer à moindre coût les précieuses matières premières africaines, essentielles pour continuer leur croissance économique. La Chine assure que les échanges avec l'Afrique bénéficient aux deux continents et rejettent l'accusation de néo-colonialisme. Pour le prouver, le président chinois Hu Jintao décrit souvent l’exemple de l’Angola. Le pays d’Afrique australe sort d’une guerre civile de 27 ans. Pékin fait figure de partenaire idéal pour sa reconstruction : des prêts et des ouvriers chinois participent aux chantiers de tout type, d'une liaison ferroviaire vitale vers le nord à des immeubles de bureaux. En échange, l'Angola fournit à la Chine deux millions de tonnes de pétrole brut chaque mois. La concurrence des "anciennes puissances" : L’Europe n’a pourtant pas dit son dernier mot. La France et la Grande-Bretagne sont encore très présentes: par exemple, les trois quarts des capitaux qui alimentent les pays du Sahel (Mali, Niger, Burkina Faso…) viennent des deux anciennes puissances coloniales. Les Etats-Unis ont aussi investi chez certains producteurs de minerais (Libéria) ou de pétrole (Nigéria). Le géant chinois n’inspire pas encore confiance aux dirigeants africains: "les Chinois construisent des mines en quantité, mais la qualité n’y est pas" a déploré José Severino, directeur de l’Association industrielle d’Angola, après l’énième effondrement d’une infrastructure. Mais les politiques africains ont surtout peur de se trouver au milieu d’une nouvelle guerre froide. Une guerre froide réchauffée : Le danger chinois : Les gouvernements africains détestent les questions sur les droits de l'Homme, la bonne gouvernance et la responsabilité. Or les Chinois ne les posent jamais. Un atout majeur sur les Américains et Européens. Mais selon le professeur d’économie Justino Pinto de Andrade, "si l’Afrique ne fait pas attention et qu’elle continue de solliciter la Chine économiquement et financièrement, la Chine va prendre tellement d'influence sur les gouvernements qu’ils tomberont dans une dépendance politique". L’exemple révélateur du Darfour : Cette région du nord-ouest du Soudan est toujours en conflit. Si le Tchad s’appuie sur la France, le Soudan a choisi Pékin. Depuis une dizaine d’années, les Chinois investissent massivement au Soudan, en échange de pétrole et de gaz. Mais la majorité des réserves d’hydrocarbures se situent dans des zones politiquement instables (au sud du pays). Pressée par la communauté internationale, la Chine a dû agir sur le plan diplomatique: Hu Jintao a demandé officiellement au gouvernement d’Omar el-Béchir de "mettre fin au conflit meurtrier qui sévissait au Darfour". Conscients du poids de Pékin dans l’économie soudanaise, l’Union européenne et les Etats-Unis demandent désormais à la Chine de faire ce qu’elle a toujours refusé: s’immiscer dans la vie politique d’un "partenaire économique". Pékin se trouverait alors dans une position de néo-colonialiste. Quelques chiffres : Population Afrique/Chine : 944 / 1322 millions d’habitants Superficie Afrique/Chine : 30,2 / 9,6 millions de km² Densité Afrique/Chine : 31 / 136 habitant/km² Quelques indices de développement humain (calculé à partir du niveau de vie, de la santé et de l’éducation de la population) : 0,761 pour la Chine (81è rang mondial) 0,708 pour l’Egypte (112è) 0,674 pour l’Afrique du Sud (121è) 0,446 pour l’Angola (162è) 0,177 pour la Sierra Léone (177è et dernier rang mondial connu)
Gaël Vaillant La flamme olympique n'est resté qu'une heure à Dar-es-Salaam, en Tanzanie. Une étape africaine bien courte, au vu des nombreux liens économiques entre Pékin et l'Afrique. (...) En décembre dernier, les Européens tentaient de resserrer leurs liens avec le continent africain, à l’occasion du sommet très attendu de Lisbonne. Résultat: une polémique sur la venue du dictateur zimbabwéen Robert Mugabe, quelques accords commerciaux conclus et de nombreuses poignées de main qui n’ont pas amélioré le partenariat Europe-Afrique.
La Chine et...Alors que la flamme olympique parcourt le monde, LEXPRESS.fr revient sur l'influence de la Chine dans le monde. Retrouvez nos zooms précédents:
. La Chine et l'Europe: l'économie prime sur la politique
. La Chine et les USA: la guerre des idéologies
. La Chine investit l'Amérique du sud
Selon Euractiv, la commission Affaires constitutionnelles du Parlement a appelé, dans un rapport adopté le 1er avril dernier, à la création d'un registre public obligatoire pour les lobbyistes, commun au Conseil, à
L'eurodéputé finlandais Alexander Stubb (PPE-DE) (à priori futur ministre des Affaires étrangères de son pays) est le rédacteurd e ce rapport. Selon lui, la définition des lobbyistes inclut les « lobbyistes professionnels », « les représentants internes d'une entreprise » ainsi que « les ONG, les groupes de réflexions, les groupements de professionnels, les syndicats et les organisations d'employeurs ». Il cite également les « avocats, dès lors que ces derniers ont l'intention d'influer non pas sur le droit jurisprudentiel mais sur l'orientation d'une politique ».
François JEANNE-BEYLOT, no FJB - weblog
MENEZES GARANTE ABOLIR A
LEI DA OFERTA E DA PROCURA
Última grande descoberta programática do líder do PSD, depois da promessa do desmantelamento do Estado em três meses e da subordinação da política fiscal a Espanha. Luís Filipe Menezes garantiu, ontem à noite, num seminário "à descoberta do Portugal profundo", realizado
O PCP, pela voz de Bernardino Soares, já veio esclarecer que "tal lei parece não existir na Coreia do Norte" e que "desde sempre dizemos que essa lei celerada é inconstitucional e o facto do dr. Menezes ter chegado a este entendimento é um sinal interessante da ampla frente de luta contra a política de direita do governo de Sócrates, um falso socialista, que está a ameaçar a qualidade da democracia e a provocar o aquecimento do clima fascista".
Já o gabinete do Primeiro-Ministro garantiu não conhecer tal lei. Um contacto com o 'pai' de boa parte da legislação da República, Almeida Santos, também se revelou "inconclusivo". Finalmente, para falar desta matéria, José Sócrates esteve sempre incontactável.
O ex-Presidente da República considerou ontem que "o prestígio da América no Mundo nunca esteve tão baixo como agora" e que "o ciclo da América como senhora única do Mundo acabou". Mário Soares lamentou, porém, que a UE continue num impasse e "sem líderes à altura da situação".
"Infelizmente, a UE não encontrou no momento histórico desta transformação os líderes à altura da situação. A velha Europa tentou reagir mas em vão e criou-se um impasse que tem paralisado a Europa", sublinhou.
com Eric Dupin e Fuzz
Le Web 2. fait preuve actuellement d'une grande solidarité à l'égard d'Eric Dupin, blogueur influent, auteur du blog Presse-citron et fondateur de l'agrégateur de contenus Fuzz. Pourquoi un soudain soutien à Eric dans la blogsphère depuis quelques jours ? Un agrégateur, ou Digg like, permet de envoyer des liens vers un billet d'un blog ou une actu, souvent au format RSS. Récement un lien a été créé depuis l'agrégateur créé par Eric, Fuzz, lien renvoyant vers un blog people et évoquant une rumeur, concernant l'acteur Olivier Martinez et sa relation - démentie - avec la chanteuse Kylie Minogue. Suite à la publication de ce lien, l'acteur attaque Eric Dupin, fondateur de Fuzz pou atteinte à sa vie privée. Fuzz est mis en atente et suspend son activité et la blogsphere se mobilise et n'aime pas Olivier Martinez ...
Hier, le Tribunal de Grande Instance de Paris a condamné ce jour Bloobox.net, éditeur de Fuzz à 1000 Euros de dommages et intérêts et 1500 Euros de frais de justice pour atteinte à la vie privée dans l'affaire olivier Martinez/Fuzz. La encore la blogsphère se mobilise et propose à Eric de partager l'amende en faisant payer les liens sur Fuzz ! L'auteur de Presse Citron a décliné cette offre de ses lecteurs mais vendra peut être des Tshirt pour financer ses frais de justice.
O DESASTRE DE COMUNICAÇÃO DA “MOTA” E OS FARISEUS À SOLTA…
Com o falso moralismo do costume, que usam para cercear a liberdade individual dos outros, os fariseus da política atiraram-se a Jorge Coelho como gato a bofe. A mensagem que querem fazer passar é: a “Mota” contratou para CEO o Jorge Coelho para usar a sua influência e ganhar muitos concursos dos que aí vêm…
São tão pobres de espírito que nem vêem o mais evidente. Se fosse esse o propósito, bastava-lhes uma discreta contratação de Coelho como consultor. Seria mais eficiente e nem seria conhecido. Portanto, se o contratam como CEO não é para isso mas sim para outra coisa… E assim cai pela base o “raciocínio” falacioso e hipócrita destes fariseus. (E diga-se, entre parêntesis, ficou muito mal a Pacheco Pereira alinhar e ser solista nesse conjunto…).
Importa, porém, dizer o essencial da coisa e que ainda não foi dito (pelo menos, não o ouvi nem vi em lado algum). A comunicação da coisa foi gerida mal. Muito mal. Mesmo, diria, com os pés. Coelho assumiu uma inevitável posição de grande discrição (e, portanto, deixou campo livre à barulhada) e a “Mota”, grande responsável da coisa, não teve comunicação à altura, não soube fazer o perception’s management da situação. Deixou-se ir e não teve comunicação alguma… Um desastre! Que o pobre do Jorge Coelho pagou… Isso mesmo acaba agora de ser muito bem explicado no “Inteligência Competitiva”, de mestre André Nunes.
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Jorge Coelho é para os comuns um político, um político com muito peso no PS, um estratega da política, um político profissional e apesar desta não ser uma verdade, em absoluto, ganha o sentido de verdade porque o público assim o crê e porque foi essa a imagem construída, pelo próprio e por outros a quem essa imagem interessou, e apercebida pela generalidade das pessoas, ao longo das últimas décadas.
Esta imagem criada e apercebida de Jorge Coelho concedeu-lhe um estatuto em Portugal que não esmorece nem se apaga com um virar de página. Pelo contrário, serve de contexto à leitura da nova página, uma leitura que pode ser distorcida, é verdade, mas que é legitimada pelas páginas anteriores... a não ser que o autor consiga assinalar e fazer passar de um modo claro e evidente uma ideia de ruptura. Até por que não é difícil esclarecer que há modos mais discretos de conseguir favores com a "contratação" de alguém e que se fosse essa, de facto, a intenção da Mota Engil, certamente não tornavam Jorge Coelho CEO, antes o contratavam como consultor, sem sequer terem que o publicitar.
No entanto, não passou a ideia de ruptura. E na opinião pública estranha-se que um político profissional assuma um cargo de executivo de topo numa construtora, "ainda para mais nesta altura de grandes obras", dizem. Para os comuns, esta nomeação tem que ver com o peso político de Jorge Coelho, o único que os comuns lhe conhecem e reconhecem, e com os "favores" que poderá conseguir para a construtora.
Ora, este entendimento dos comuns cidadãos deste país tem por base apenas a informação a que têm acesso pelos media e a imagem pessoal ou a que colectivamente se faz de Jorge Coelho. Com base apenas nesta imagem e face às informações disponíveis é legítimo que as pessoas tracem cenários de "interesses", "favores", que, mesmo que não aconteçam, vão "existir".
Doravante, sempre que a Mota Engil ganhar um concurso público ficará a ideia do demérito do grupo e do CEO Jorge Coelho e o mérito do político Jorge Coelho... e esta ideia fica porque não foram dados aos comuns outros elementos de informação que contribuissem para assinalar uma ruptura e/ou justificar uma escolha.
A Mota Engil e o seu novo CEO não souberam gerir a informação, não soberam agir sobre o tabuleiro informacional onde hoje se joga a vida pública de personalidades e empresas para gerarem as condições favoráveis a esta nomeação. À Mota Engil cabia a necessária, como evidencia o actual clima de suspeição e, em alguns casos, de histerismo, justificação da escolha, do mesmo modo que Jorge Coelho mais teria a ganhar que a perder de falar sobre o assunto, não para se justificar, porque quem precisa de o fazer é quem o nomeia, mas para deixar clara uma ruptura com imagem que dele faziam e ainda fazem.
Este é um caso evidente de falta de gestão estratégica da informação, de falta de Inteligência Competitiva, que fragiliza a imagem de um grupo e de um responsável.
Se, de facto, não está em causa qualquer ilegalidade ou imoralidade, porque não soube a Mota Engil preparar convenientemente esta nomeação? Porque não agiu preventivamente para afastar cenários ou teorias da conspiração, uma consequência previsível do silêncio?
Quando não mobilamos convenientemente uma sala sujeitamo-nos ao eco, mesmo que o que se ouve seja desagradável, ou incorrecto. Havia aqui que saber mobilar o espaço público, preparar a opinião para receber sem teorizações ou especulações a notícia da entrada de Jorge Coelho para a administração do grupo Mota Engil. Havia que traçar os cenários, saber os pontos fracos da nomeação, em termos de imagem, para que a melhor resposta não fosse o silêncio (sempre a melhor resposta dos mal preparados) ou um mero "é assim", como disse Jorge Coelho a José Pacheco Pereira.
PS (post script e não Partido Socialista): Não importam aqui as declarações tão oportunas, quanto ridículas, de algumas personalidades da política nacional, para generalidade da população vistas como um exemplo de dedicação aos superiores interesses de si mesmos. A visão destas personalidades sobre a matéria, enquadrada pelos ainda inexplicados exemplos de passagens da política à acção empresarial, transversais aos vários partidos, é tida em conta pelas generalidade da opinião pública com o desprezo que merece ao povo quem aparentemente (e para esta aparência muito contribuiram os que desgovernaram este país ao longo de décadas, "sempre os mesmos", como comummente se diz), ao invés de servir o povo, tem sabido, com grande grau de competência, servir-se do povo.
André Gonçalves Nunes
KWC - ou a ASAE no Snob
Paulo Pinto Mascarenhas, no "Atlântico"
Hoje à noite o restaurante-bar Snob em Lisboa, local habitual de reunião de perigosos jornalistas, foi invadido por mais de uma dezena de agentes da ASAE que certamente pretenderam deste modo contribuir para piorar ainda mais a má imagem da organização, depois da cigarrilha no Casino do inspector-geral, António Nunes. Conseguiram. Na fotografia, propositamente escurecida, atrás do jornalista António Ribeiro Ferreira, estão alguns dos agentes em acção de inspecção. Um deles guardou com cuidado as casas de banho, de onde poderia surgir algum inesperado perigo - daí a KWC, congénere lusitana do extinto KGB.
Os jornalistas presentes - o Snob é uma casa frequentada por muitos jornalistas - revoltaram-se contra a atitude intimidatória dos recrutas da ASAE, utilizando os telemóveis para os fotografarem, para além de outros argumentos trocados. Antes de sairem, uma das agentes despediu-se de nós com um sinal obsceno documentado em fotografia que não publicamos para preservar a sua identidade.
O Repórter Atlântico estava lá.
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publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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||| Ataque frontal.
O Snob invadido pela ASAE.
Categorias: gente estranha, lei do tabaco, perseguição geral
[ Publicado por FJV ] link
Francisco José Viegas no "Origem das Espécies"
Será que estes funcionários públicos entraram em campanha contra José Sócrates, para lhe tramarem a maioria absoluta em 2009…? Se não é, parece! E em política…
"TORTILLA'S REVOLUTION" JÁ
COM DIMENSÃO PLANETÁRIA.
Do Haiti à Tailândia e a África, generalizam-se
os “motins da fome” contra a alta dos preços dos
cereais e a insegurança alimentar generalizada
A realidade confirma amplamente o que aqui temos vindo a escrever sobre as consequências sociais e políticas dessa extraordinária descoberta dos bio-combustíveis e que, há meses, chamámos de tortilla's revolution. A capa do Libération de hoje é bem o retrato dessa situação catastrófica que aqui se previu. Tal como o recentíssimo e angustiado alerta da FAO e outros até do Banco Mundial.
Era evidente e muito claro que colocar os automóveis a 'comer' cerreais, na precisa altura em que a globalização introduzia no mercado centenas de milhões de novos consumidores e lhes abria o acesso a bens alimentares, aumentando brutalmente a procura para uma oferta razoavelmente rígida, só podia mesmo car nisto.
La FAO tire la sonnette d'alarme face aux émeutes de la faim
Selon
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Alors que les cours du cacao, du café et du sucre ont chuté brusquement en début de mois sous l’impact d’un retrait des fonds d’investissement, le prix des céréales, lui, continue son ascension. Celui du maïs profite notamment d’une météo défavorable aux cultures aux Etats-Unis, d’une grève dure en Argentine mais également de la baisse du dollar.
"Sur la base d'une analyse sommaire, nous estimons que le doublement des prix alimentaires au cours des trois dernières années pourrait pousser plus profondément dans la misère 100 millions d'individus vivant dans les pays pauvres", a expliqué le président de l'institution Robert Zoellick.
"Ces derniers mois, la flambée alimentaire a entraîné des manifestations violentes en Egypte, au Cameroun, en Côté d'Ivoire, en Mauritanie, en Ethiopie, à Madagascar, aux Philippines, en Indonésie...
"La flambée des prix du riz, du blé, du maïs, de l'huile de cuisson, du lait et d'autres produits alimentaires survient en pleine crise financière. L'organisation estime que la hausse des prix du blé a atteint 181% en trois ans et celle des prix alimentaires 83% sur la même période."
Crise alimentaire: la Banque mondiale appelle les gouvernements à intervenir
SEXO E STASI . Sexo e Stasi, uma sigla SS ao gosto da Alemanha comunista durante a Guerra Fria. A polícia política da ex-RDA entrou a fundo na indústria pornográfica e na feitura de filmes ‘eróticos’ para consumo próprio, dos seus militares e nomenklatura e de ‘convidados ilustres’. Um dos filmes para consumo caseiro tinha o bizarro título de ‘Fucking for the Fatherland’… . Continua na coluna do Correio da Manhã
Les JO entraînent des violations des droits de l'homme en Chine
Un rapport publié en avril par Amnesty International affirme que la vague actuelle de répression en Chine n'a pas lieu malgré les Jeux Olympiques, mais à cause des Jeux Olympiques."
continua aqui
Assim se demonstra que a lógica da barbárie totalitária asiática é radicalmente diferente da lógica das democracias ocidentais. Portanto, cada vez que um observador ocidental não abdicar da sua própria lógica para observar e analisar o regime chinês chegará necessariamente a resultados falsos. Foi o que aconteceu com a decisão de lhes entregar os jogos olímpicos. Em vez de contribuirem para uma abertura do regime, aconteceu o contrário: os mandarins de Pequim sentiram-se na obrigação de "limpar a casa" da única maneira que sabem...
Os casos Jorge Coelho e Fernanda Câncio mostram bem: A POLÍTICA DA OPOSIÇÃO REDUZIDA A HIPÓCRITAS ATAQUES AD-HOMINEM A hipocrisia, a duplicidade, a argumentação falaciosa e o vício do ataque ad-hominem dos neo-salazarentos não conhece limites. Duas vergonhosas manifestações desta peçonha aconteceram esta semana. Os alvos foram Fernanda Câncio e Jorge Coelho. Sem horizonte político e sem propostas políticas para os novos problemas do século XXI, certa gente (que vive algures no passado, que lá se sente confortável, que não quer de lá sair e que pretende mesmo encerrar-nos nele…) faz do ataque pessoal e da intriga rastejante a sua “política”. Isto é comum a todos estes arcaicos, digam-se eles de esquerda ou de direita. A prova disso é que desde a espécie de padre jesuíta-trotsquista até ao suicidário de Gaia, passando pelo metalúrgico de Pirescoxe, os agrupamentos políticos que eles estão a representar deixaram de ter outra política que a do hipócrita, dúplice e falacioso ataque ad-hominem. Jorge Coelho que abandonou o Governo há sete anos, que não desempenha cargos dirigentes na política há vários anos (tendo-os abandonado sucessivamente e saindo agora, por último, do Conselho de Estado), não pode… trabalhar. Não pode aceitar um cargo dirigente numa empresa! Querem o quê? Que ele entre na função pública? Que emigre? Que viva de uma tença de Estado? Que limitação ilegal da liberdade de uma pessoa é esta? Que neo-salazarentos são estes que usam uma pretensa moral para impor uma real barreira à liberdade de cada um? Lembrem-se: a ditadura de sacristia do ‘Botas’ não fazia outra coisa… Hoje, o "complexo neo-corporativo e salazarento" mantém os seus velhos reflexos. Sócrates, ontem, no Parlamento denunciou bem e no momento certo a hipocrisia e a duplicidade de Francisco Louça, no seu ataque ad-hominem a Jorge Coelho. O que Sócrates disse a esse vale também para os outros neo-salazarentos. Mas será que essa gente não entende que, ao fechar-se assim no passado e reduzindo-se a uma vácua maledicência, estão a abandonar todo o tabuleiro da política real a José Sócrates e ao seu PS…? Basta-lhes ver as sondagens e (no caso do PSD) ouvir com atenção Ângelo Correia… E isto é, claro, o mais preocupante: o estado de esclerose mental e de inanição a que estes grupos políticos chegaram, a propensão suicidária de alguns, tudo factos que quando vistos no seu conjunto e friamente indicam que estes partidos estão sem vida própria e que são uma espécie de cascas vazias. reocupante... Jorge Coelho, que mais do que duplicou o período de ‘nojo’ que a lei impõe às pessoas na sua circunstância, tem, claro, a lei, a legitimidade e a moral do seu lado e, portanto, toda a liberdade para escolher e fazer as opções de vida que bem entender. Posso, é claro, lamentar que Coelho abandone a política. Posso até lamentar que tendo decidido abandonar, escolha um determinado sector económico e não outro. Mas isso é direito dele. Penso que Jorge Coelho faz falta ao PS e ao País. E que não devia, por isso, abandonar a política. Lamento, portanto, que o tenha feito. Penso que há sectores da economia (sectores emergentes mas de importância estratégica e já com alguma massa crítica como as NTIC, a bio-tecnologia, o aero-espacial, etc.) que merecem mais a presença e a actividade de um líder como Jorge Coelho do que este onde lhe ofereceram emprego. Acho, portanto, um desperdício de talento que um líder desta envergadura e com os seus conhecimentos do mundo se perca no sector da construção. Mas, provavelmente, não o convidaram, estavam distraídos enquanto a ‘Mota’ estava atenta… Lamento e espero que ele não se deixe perder nos negócios do betão e faça opções por actividades e sectores mais importantes para o futuro do País e que precisam de líderes como ele. O caso de Fernanda Câncio é, se possível, ainda mais escandaloso, como se pode ver. Sob suspeita por ser namorada do Primeiro-Ministro, Fernanda Câncio não poderia exercer a sua profissão de forma limpa e livre... É claro que estas suspeitas revelam muito sobre quem as lança (e, felizmente, ninguém do Governo ou do PS falou ainda de ascensões meteóricas no reino de Luís Filipe Menezes...) e nada têm para atingir Fernanda Câncio. DA QUALIDADE DA DEMOCRACIA ou os senhoritos neo-salazarentos contra a Liberdade «Uma jornalista apresenta um projecto de documentários a uma produtora de audiovisual. A produtora acolhe o projecto e apresenta-o a um canal público de TV, que encomenda os documentários. Um partido político resolve tratar esta decisão como uma "contratação" da jornalista para o canal público e qualifica-a de "pornográfica", anunciando um "requerimento" para "pedir explicações". E que apresenta o partido, como fundamento de tão trepidante indignação e fino palavreado? A inexperiência televisiva da jornalista (falso); as suas opiniões (intolerável); a sua vida privada (abjecto). Não, não sucedeu na Venezuela de Chávez nem na Rússia de Putin, para nos ficarmos apenas por países com democracias, digamos, de qualidade duvidosa, e onde a intimidação ostensiva de jornalistas é comum. Foi por cá e o partido dá pelo nome de PSD - o mesmo que enquanto se diz "muito preocupado com a qualidade da democracia portuguesa" interdita congressos a jornalistas por "não serem confiáveis". » Fernanda Câncio, no Diário de Notícias Nota do Claro: A Fernanda Câncio tem mais que razão. Tem carradas dela. E tem, ainda, a paciência e a serenidade suficientes para explicar objectiva e friamente a pulhice de que é alvo sem mandar os senhoritos à tal parte que eles bem merecem. E alerta para o fundamental: a bizarra concepção de liberdade de imprensa e de expressão que tais senhoritos demonstram e que é um perigo letal para a Democracia. E, note-se, nem costumo estar muito de acordo com as 'leituras' que Fernanda Câncio faz de situações especifícas e nem com o seu tipo de discurso (que me parece um pouco anos oitenta...). Mas esta não coincidência de olhares ou de opiniões é muito saudável e imprescindível mesmo à respiração das sociedades ocidentais. Por isso, agradeço à Fernanda o contribuir para essa respiração ao ser uma voz livre. De que posso (ou não) discordar. Muito ou pouco. E isto é o oxigénio da Democracia. Por isso, é inadmissível que alguém, seja lá com que pretexto fôr, procure condicionar o direito de Fernanda Câncio a exercer a sua profissão e a fazer livremente o seu trabalho. Essa é a "qualidade de democracia" dos Chavez e dos Putines. A qualidade da Democracia é outra e tem que ver com Liberdade. Com liberdade de imprensa e de expressão. Coisas com que o Portugal salazarento nunca soube conviver (e ainda anda por aí muito resto disso…). Como diria um certo amigo meu: "não foi para isto que fizemos o 25 de Abril"... Nem, acrescento eu, muito menos foi para isto que fizemos o "25 de Novembro".
PARLAMENTO EUROPEU BOICOTA OS JOGOS OLÍMPICOS CHINESES . se a China não começar já uma negociação com o Dalai Lama . 11 avril 2008
Le Parlement européen appelle au boycott des JO en Chine [FR]
Une grande majorité d'eurodéputés a voté en faveur d'une résolution appelant les dirigeants européens à boycotter la cérémonie d'ouverture des Jeux Olympiques de 2008 à Pékin à moins que
GEO-POLÍTICA DAS CURVAS

Portugal gosta de (e tem de...) olhar o mar. Sempre. Mas, ao ficar de costas para os continentalistas, é, das Castelas, visto e apercebido do modo que a foto mostra. Daí vem a tal avidez que os da Meseta sempre manifestaram quando dizem ou pensam "Portugal"! E que sempre os pôs a salivar... Há nisto uma geo-política das curvas que, para se garantir, exige vários pares de olhos e muita inteligência...
Agência do Regime, Procura-se...
O "China Digital Times", referindo um editorial do New York Times, dá conta da azáfama de Pequim para tratar da saúde à opiniãi pública ocidental... Depois de terem instalado um "war room" para isolar o Tibete, estabelecer o blackout e liquidar os tibetanos à vontade (ver aqui...), Pequim prepara a ocupação do espaço mediático ocidental, inundando-o com as suas 'montagens'...
Chinese government is said to be looking for a p.r. firm to patch up China’s image before...
Here is an editorial on the Chinese government's Olympic PR crisis, from The New York Times:
After facing major protests in London and Paris as the Olympic torch made stops on its journey to Beijing, the Chinese government is said to be looking for a public relations firm to patch up China's image before the 2008 Games in August. In the spirit of the Olympic ideals, we are prepared to help China — free of charge.
Here's what you do: Stop arresting dissidents. Stop spreading lies about the Dalai Lama, and start talking to him about greater religious and cultural freedoms for Tibet. Stop being an enabler to Sudan in its genocide in Darfur. In other words, start delivering on the pledge you made to the International Olympic Committee to respect human rights — which, by the way, include the freedom of expression and the freedom of assembly.
……
Since the Chinese government does not hesitate to whip up "spontaneous demonstrations" in favor of its policies, it's not a stretch for it to presume that foreign "enemies" are doing the same along the route of the torch. Thus, the pathetic presumption that a P.R. firm can make the protesters go away. It can't and won't.
Nobody expected China to democratize overnight, and, given the country's mighty economic power, nobody really wants to antagonize Beijing. But a nation that applies to host the Olympic Games also must demonstrate that it is worthy of the honor. China has only itself to blame for messing up its coming-out party.
China suffered another unexpected public relations setback on Wednesday when Buddhist monks interrupted a government-managed news media tour in western China by waving a Tibetan flag and protesting that the authorities were depriving them of their human rights.
The disruption, in Xiahe, a city in Gansu Province, was the second in which monks had upstaged government efforts to control foreign media tours of Tibetan areas.
Last month, several monks in Lhasa, the Tibetan capital, risked official punishment when they made an emotional appeal to foreign journalists inside the Jokhang Monastery, one of the city's holiest shrines.
The following blog post was signed as written by "a student from the Central University of Nationalities". Translated by CDT:
I've wanted to write something for a while in the wake of the latest developments in Tibetan regions. But after seeing press reports by media outlets from home and abroad, I don't know whom to believe in. I lost my judgment. I tried to start writing, but then couldn't continue because my feelings are too complex. This afternoon, I talked to a colleague again about this issue and the conversation escalated into a fight. The colleague finally used a very "Chinese Communist" style to stop me from "venting angry words." Faced with irrationality, I zipped my mouth. I've worked with a variety of people, but I didn't imagine that there are people who have been brainwashed so much, and I started to realize this issue isn't a small matter!
The key is, a lot of Han and some ethnic Tibetans with vested interests have become blind to the blue sky, white clouds, green mountains and water. Amidst the long history and mystical culture of Tibet, their brains are only thinking about how to commercialize these things. They don't know that many aspects of the Tibetan way of life, religion and custom, culture and values are gradually being dismantled. Neither do they know that the dignity of Tibetans is shedding tears, and many Tibetans are struggling…
NPR has broadcast the last in a seven-part series on China. The final installment looked at the country's military growth: The evidence of China's military modernization is ample: double-digit increases for military spending since 1989; the rapid expansion of China's cruise and ballistic missile force and the deployment of hundreds of missiles along China's coast across [...] Read more »
From RFA Mandarin service reporter Ding Xiao in Hong Kong. Translated by Chen Ping: After the Tibet riots, the communications of Tibetans living in China are under surveillance, and they don't dare to express their views for fear of retribution for the authorities, as talking to foreign media might get them punished. However, a Tibetan youth [...] Read more »
As the Olympic torch relay keeps the world's attention focused on recent unrest in Tibetan areas, more details are emerging about reported incidents in Xinjiang. From AP: As China grapples with protests in Tibet, it also faces unrest on its Central Asian frontier. Resentment against the Chinese has long simmered in this traditionally Muslim western region, which [...] Read more »

ATÉ EM S.FRANCISCO A BARBÁRIE CHINESA AGRIDE...
The Shanghai pension fund scandal that came to light in the summer 2006 involved some 30 people including major political figures, senior managers at state-owned enterprises and wealthy businessmen. After a lengthy process spanning nearly two years of investigations and hearings, the culmination was reached March 25, the opening day of trial for Chen Liangyu.
The previous afternoon, the 61-year-old Chen was brought under guard from Beijing’s Qincheng Prison to a courtroom Tianjin. The judicial proceedings came 18 months after he fell from power for his involvement in the pension scandal and was removed from public sight after serving as a prestigious member of the national Politburo and secretary-general of the Communist Party in Shanghai.
As the most senior official among those implicated in the far-reaching scandal, Chen’s trial marked the beginning of closure for a deep scar of corruption that rocked China.
Read also The Trial of Chen Liangyu by Hanwei.
JO BEIJING 2008
primeira grande derrota da China
JO: Brown n'ira pas à la cérémonie d'ouverture
Le Premier ministre britannique a indiqué qu'il n'assisterait pas à la cérémonie d'ouverture des Jeux Olympiques à Pékin mais il refuse de parler de boycott.
O COLAPSO DE ALGUMAS IDEIAS E O REGRESSO DA GEO-POLÍTICA André Freire lamenta, no Público, o regresso, em força, da política e da geopolítica à Europa…Lamenta o fim do intervalo marcado pelo predomínio da “gestão corrente” dos eurocratas, à sombra do guarda-chuva americano. Mas é sabido, os intervalos sempre encontram um fim. É por isso que são intervalos… E, depois de lamentar o estado a que chegou agora a Europa (e aqui apetece recitar aquele soneto do “não lamentes oh Nise o teu estado…”), pergunta “que interesse poderá ter Portugal, pequeno e sem força militar relevante, numa Europa baseada no hard power”. A pergunta, claro, é despicienda e própria de gongórica retórica universitária. A Europa é, vai sendo, o que vai. Independentemente do interesse que Portugal nisso possa ter. E “independentemente” porque Portugal é (ou os Portugueses assim o julgam desde, pelo menos, esse prof de Coimbra que fez dessa retórica justificação apologética da sua miserável ditadura de sacristia) “pequeno e sem força”… A pergunta certa é: como tirar as nossas castanhas deste lume e nestas condições? Para responder a isto, os professores de ciência política vão ter de alargar os seus estudos e trabalhar outras matérias. Desde a geografia à arte da guerra no século XXI, passando pela história. E sair da sua torre de marfim ou da sua toca. E se não gostarem de geo-política, pois, tanto pior para eles e, sobretudo, para quem os ler sem suficiente sentido crítico… KOSOVO: O COLAPSO DE UMA CERTA IDEIA DE EUROPA André Freire «Numa entrevista a este jornal (1/4/08), o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Luís Amado, comentava assim as declarações do Presidente sobre a impossibilidade de, à luz do direito internacional, se reconhecer a independência do Kosovo: "(...) O direito é um instrumento ao serviço de opções políticas que, em cada circunstância histórica, se vão constituindo. E há momentos de ruptura no sistema jurídico internacional e de ajustamento das normas jurídicas internacionais à realidade, decorrente do que pensam os actores que pesam na modelação do sistema internacional." Muito bem, mas para passarmos do mero registo da força ("os actores que pesam") para o domínio dos valores, que sempre foram apanágio do soft power europeu, é preciso especificar que princípios poderão justificar uma tal decisão. A entrevista é decepcionante: a única coisa que nos é dita é que "a missão de 1999 (isto é, o bombardeamento da Jugoslávia pela OTAN, sem mandato prévio da ONU) foi levada a cabo em nome de princípios e valores que, na altura, se impuseram como valores prevalecentes sobre os valores jurídicos". A verdade é que, seja nas declarações do ministro, seja nas posições tomadas pelos países da UE que já reconheceram a independência do Kosovo, não há uma explicitação clara dos fundamentos de tal decisão. Procurarei demonstrar que é difícil discernir razões para tal opção, a não ser as da força, e, por isso, pode dizer-se que a política externa europeia entra numa nova era: ancorada sobretudo na força e não na legalidade e nos valores. A par da democracia, uma das construções políticas fundamentais da Europa moderna é o Estado-Nação. Porém, apesar de a palavra sugerir uma completa adequação entre as duas entidades, um Estado para cada nação, a verdade é que a realidade europeia esteve sempre marcada pelos Estados multinacionais. Na Europa Ocidental, os exemplos paradigmáticos de tais "sociedades divididas" são a Suíça e a Bélgica. Nessas e noutras construções do género (Holanda, Espanha, etc.), foram usados diversos mecanismos de partilha do poder capazes de acomodar tais divisões: sistemas eleitorais muito proporcionais, governos de coligação, Estados altamente descentralizados, etc. A cultura política das elites, orientada no sentido do compromisso, é um elemento central do sucesso de tais soluções (ou, quando se desvanece, como na Bélgica actual, do seu insucesso). No Sudeste Europeu, a Jugoslávia era o exemplo paradigmático de uma "sociedade dividida". A Federação Jugoslava estava marcada pelo cruzamento não só entre o Ocidente e o Oriente, mas também entre vários impérios (Otomano, Austro-Húngaro, Russo, etc.): a profunda segmentação em diferentes confissões religiosas (católica, ortodoxa, muçulmana, para além da componente secular) e em diferentes etnias (sérvios, croatas, eslovenos, bósnios, albaneses, húngaros, etc.) evidenciava-o bem. Embora geograficamente restrita, a sua implosão representa o colapso de uma certa ideia de Europa: a dos Estados multinacionais. Os processos subsequentes de construção de entidades políticas etnicamente homogéneas são aliás contraditórios não só com a integração europeia (uma construção eminentemente multinacional) mas também com a defesa da integração dos imigrantes. A implosão da Jugoslávia, bem como as suas trágicas consequências, é bem conhecida, mas vale a pena sublinhar que as secessões até agora verificadas se fizeram geralmente tendo por base fronteiras com algum lastro histórico. Ora é isso que não encontramos no Kosovo, uma região histórica e miticamente ligada à Sérvia: a "velha Sérvia" onde se encontram as raízes da nacionalidade (séculos XIII-XIV) e que só durante as guerras austro-turcas do final do século XVIII deixou de ser habitada por uma maioria de sérvios, obrigados a fugir perante as investidas otomanas. E é aqui que surgem as dúvidas quanto aos princípios que poderiam fundamentar o reconhecimento do Kosovo. Fala-se da existência de uma região onde cerca de 90 por cento dos seus habitantes (os kosovares - albaneses) apoiam a independência. Mas se o princípio é esse, então, para sermos coerentes, teremos de estar abertos à separação da República Sprska, face à Bósnia, dos albaneses do Norte da Macedónia, da Voivodina, face à Sérvia, dos enclaves sérvios, face ao Kosovo, da República Turca do Norte do Chipre, etc. Será por causa das tensões separatistas? Mas encontramo-las também noutros países europeus em relação aos quais, para sermos coerentes, teremos de aceitar processos de secessão. Mas dizem-nos sempre que a independência do Kosovo é um caso especial, que não pode constituir um precedente. Logo, não podem ser essas as razões. Acabamos sem perceber que valores fundamentais poderiam estar por detrás de uma tal opção. Terminamos na "razão da força": o Kosovo como um instrumento no braço-de-ferro entre o Ocidente, especialmente os EUA, e a Rússia, para enfraquecer o domínio desta nos Balcãs. A implosão da Jugoslávia representa o colapso de uma certa ideia de Europa caracterizada pela convivência interétnica e pela cidadania alicerçada em laços históricos e políticos, típica dos Estados multinacionais, em prol da construção de entidades políticas etnicamente homogéneas. A independência do Kosovo seria apenas mais um passo num processo que já vem de trás. O que é novo neste processo é que ele não se baseia em fronteiras historicamente reconhecidas, tal como geralmente ocorreu nos casos anteriores, abrindo um precedente muito perigoso. Mas o reconhecimento da independência do Kosovo inaugura também uma nova era da política externa europeia, para além da legalidade internacional e de valores fundamentais, no sentido do hard power. Não me parece um caminho adequado para alicerçar a Europa e a projectar no mundo. E que interesse poderá ter Portugal, pequeno e sem força militar relevante, numa Europa baseada no hard power?» in Público
COMO A WEB MUDA O MUNDO
(começando por mudar a nossa percepção do mundo...)

Quando a "Tortilla's Revolution" Começa a Aquecer os Motores... 

2008-04-08 18:08:26 . LE CAIRE (AFP)

Les Egyptiens votaient mardi pour des élections municipales boycottées par l'opposition islamiste, sur fond d'une tension sociale qui a fait la veille un mort dans une cité ouvrière du delta du Nil.
"Les résultats étaient connus d'avance, le parti au pouvoir à déjà emporté les deux tiers des sièges faute de la moindre concurrence", a noté l'ONG Egyptian Organisation of Human Rights (EOHR), résumant l'absence de suspens.
Les bureaux de vote fermaient à 19H00 locales (17H00 GMT) pour l'élection des maires des 52.000 localités de ce pays de près de 80 millions d'habitants, dont 35,6 millions d'électeurs.

Si ce scrutin ne menacera pas le régime du président Hosni Moubarak, il s'est toutefois déroulé dans une grande tension sociale en raison d'une flambée des prix et d'une pénurie du pain subventionné.
Dans la nuit de lundi à mardi, un adolescent de 15 ans a été tué par un tir policier lors de heurts à Mehalla, un centre de l'industrie textile à 120 km au nord du Caire.
A la suite de cette annonce, le Premier ministre Ahmad Nazif et d'autres membres du gouvernement se sont déplacés sur les lieux pour tenter de désamorcer la contestation, encore localisée. Une prime d'un demi-mois de salaire pour les 24.000 ouvriers de la grande usine textile a été annoncée.
Il y a deux ans, c'est de là qu'était parti un grand mouvement de grèves qui avait gagné le secteur textile public, le second secteur industriel du pays.

Depuis dimanche, les heurts à Mehalla ont fait 82 blessés légers, selon une source de sécurité, et 96 dont certains grièvement touchés, de source médicale. 331 personnes arrêtées ont en outre été placées en garde à vue pour 15 jours.
Parallèlement, le vote s'est poursuivi dans le pays sans incidents notables, mais avec une faible participation apparente, selon les premiers rapports de l'EOHR.
Une autre ONG, Egyptian Association for Supporting Democracy (EASD), a rapporté que ses observateurs avaient été empêchés d'opérer dans un demi-douzaine de gouvernorats, et certains interpellés. EASD détaille quelques cas d'intimidation ou de fraudes.
Déjà mis de facto hors jeu par le pouvoir, les Frères musulmans, dont les candidats ont été victimes de rafles ou empêchés de se présenter, ont appelé lundi à boycotter le scrutin.
Dix-neuf militants de la formation islamiste, interdite mais tolérée, ont été arrêtés mardi à Islamiyya (nord-est), a affirmé à l'AFP Mohammed Habib, numéro deux des Frères musulmans, estimant qu'il s'agissait d'une réaction du pouvoir à ce boycott.
Le PND, lui, était présent partout avec ses 52.000 candidats qui submergent un millier de candidats d'un camp adverse divisé, du parti libéral Wafd aux communistes du Tagammou.
Cette consultation avait été reportée en 2006, le pouvoir redoutant de voir se rééditer une percée des islamistes. Les Frères musulmans, principale force d'opposition, avaient remporté un siège sur cinq aux législatives de 2005.
Plus haut dignitaire musulman d'Egypte et proche du pouvoir, le cheikh d'Al-Azhar, Mohammad Sayyed Tantaoui, avait lancé un appel en faveur du vote, estimant qu'il s'agissait d'un devoir pour tout musulman, dans une déclaration à Mena.
Parmi les rares votants rencontrés par l'AFP, certains exprimaient l'espoir d'une élection transparente. Les ONG égyptiennes et internationales affirment que les scrutins électoraux sont toujours entachés d'une fraude massive.
"Je vote dans l'espoir d'une vie moins dure, sans pénurie de pain. Espérons que le scrutin ne soit pas truqué comme d'habitude", a affirmé à l'AFP Mohamed Abdel Meguid, 28 ans, venu voter dans une école d'Agouza, au Caire.
Les résultats du scrutin seront annoncés par les gouverneurs des provinces à partir de mercredi et pendant cinq jours.
CRISE: A FED JÁ ADMITE A RECESSÃO
La banque centrale américaine (Fed) prévoit désormais une contraction de la croissance au premier semestre 2008 aux Etats-Unis, et certains de ses responsables n'excluent pas un repli "sévère et prolongé", selon les minutes de la réunion du 18 mars publiées mardi... no Le Monde
FMI: Une "légère récession" des Etats-Unis menace l'économie mondiale
Les Etats-Unis, ébranlés par leur pire crise financière depuis le grand krach de 1929, vont connaître cette année "une légère récession", qui va peser sur la croissance mondiale, ramenée à 3,7%, a jugé mercredi le Fonds monétaire international dans un rapport semestriel. la suite
AULA SOBRE USO
DO TELEMÓVEL...
Ahmadinejad A FESTA NUCLEAR E O DISCURSO DOIDO Ahmadinejad é muito semelhante a Hitler: deixa-se envolver pelo seu próprio discurso, perde-se nele e perde de vista a realidade exterior a esse discurso. O seu mundo fica assim reduzido ao labirinto das suas frases e sentidos que ele lhes projecta. É uma forma radical de autismo político e é uma perigosa esquizofrenia. Com Hitler, vimos no que deu... Com este, estamos a observar uma evolução que provoca um déjà-vu. Hoje, Ahmadinejad comemorou a sua "Festa Nuclear". E anunciou mais seis mil centrifugadoras, sublinhando a sua recusa em aceitar as pressões internacionais para que cesse o seu controverso programa nuclear, com que ameaça "riscar Israel do mapa". Mas foi ainda mais longe. No seu discurso, perante uma plateia de dirigentes iranianos e de embaixadores estrangeiros e transmitido em directo pela sua televisão, Ahmadinejad pôs em causa o carácter terrorista dos atentados do 11 de Setembro, em New York, e negou a existência das quase três mil vítimas dizendo que os seus nomes eram desconhecidos (quando todos os nomes das 2.750 vítimas foram lidas nas cerimónias do ano passado...). Finalmente, tudo não teria sido mais que um pretexto para as intervenções ocidentais no Afeganistão e no Iraque... O discurso é de doidos. Mas o doido tem um avançado programa nuclear... A AFP noticiou o facto: L'Iran célèbre sa "fête du nucléaire" par de nouvelles centrifugeuses
Le président iranien Mahmoud Ahmadinejad a célébré mardi la Journée nationale du nucléaire en annonçant l'installation prochaine de 6.000 nouvelles centrifugeuses, marquant son refus de céder aux pressions internationales sur son programme atomique controversé. la suite 
Iran: pour Ahmadinejad, le 11-septembre était un "prétexte" pour des invasions
Le président ultraconservateur iranien Mahmoud Ahmadinejad a accusé mardi les Etats-Unis d'avoir utilisé les attentats du 11-Septembre comme un "prétexte" pour leurs interventions en Afghanistan et en Irak, et a mis en doute le caractère terroriste de ces attaques. la suite
TIBETE: A CHAMA OLÍMPICA PODERÁ QUEIMAR A CHINA? Decididamente, estes chineses não sabem, não conhecem e nem suspeitam o significado da palavra liberdade. Nem tal consta do seu curto dicionário. Pretendem possuir nove mil anos de história mas ainda não tiveram o tempo suficiente de criar palavras como "liberdade" e "eu" ou conceitos como "direitos humanos" ou "indivíduo". O despotismo asiático tem uma "cultura"... A marcha da tocha começou logo em Londres a não ser a festa sagrada do desporto (é esse o significado do "olímpicos") mas uma sucessão de manifestações (vídeo) contra a apropriação pelo despotismo asiático desta chama sagrada. Até um extintor serviu para apagar (uma vez) aquela chama que uma vez acesa não se pode apagar. Em Paris, a coisa fiou mais fino e os chineses descobriram que a sua propaganda é inútil e impotente para enganar durante todo o tempo toda a gente... Nem de autocarro e com percursos alterados e anulados, a pobre da chama roubada pelo despotismo se escapou de ser cinco vezes apagada (uma delas pela própria segurança chinesa, facto desmentido à televisão francesa pelo nº 2 da embaixada (que deveria julgar-se a falar para a televisão de Pequim...). O Libération, o diário mais à esquerda de Paris, fazia manchete, na segunda-feira dia 7, com um apelo à libertação dos JO, com um grafismo que tranforma o logo olímpico em grilhetas. E, no dia seguinte, ou seja, hoje, a sua manchete era simplesmente "China - A Bofetada"... E explicava logo na primeira página que a passagem da chama olímpica em Paris foi uma catástrofe para as autoridades chinesas e para a polícia francesa. Na sequência, surge a pergunta certa: "La question qui se pose désormais, selon Time, est de savoir si la "flamme olympique va brûler la Chine". La réaction du Parti communiste chinois, en particulier, est attendue. "Ils ont été surpris, choqués par l'ampleur du ressentiment contre le pouvoir chinois (...). Et c'est là que réside le mystère. Les leaders chinois ne semblent pas être en mesure de répondre à ces incidents sans donner dans la force et les mots durs", explique l'hebdomadaire. Il cite Perry Link, sinologue de l'université de Princeton, qui rappelle que l'actuel président, Hu Jintao, "est de cette génération qui a reçu une éducation 'à la soviétique' dans les années 1950. Ils ne possèdent pas l'imagination pour prendre des décisions plus sensées". Quant aux conséquences que va avoir la présence de plus de 30 000 journalistes étrangers en Chine, au mois d'août, il est encore trop tôt pour le dire, écrit Time. Mais une chose est sûre, "ils [Pékin] ne s'imaginent toujours pas ce qui va leur tomber dessus". E a Time levanta outro aspecto muito incómodo para a bárbarie do despotismo chinês: "But it is the invisible opposition, what Beijing prevents the rest of the world from seeing, that elicits the most concern. Recent reports indicate that sporadic violence in Tibet continues despite a massive Chinese military crackdown that has now lasted almost three weeks. According to Tibetan exiles and activist groups, Chinese police on April 3 fired on monks from the Tongkor monastery in Ganzi, Sichuan Province, killing an unknown number. China's official Xinhua News Agency confirmed that disturbances had taken place but did not report any deaths..." Mas estas mortes foram registadas à revelia das tropas chinesas e imagens passaram o blackout imposto ao Tibete e surgiram em publicações como a Interviú espanhola ou a AsiaNews. ÚLTIMAS:
Operação "anti-terrorista" contra os alunos do Liceu Francês de Pequim (noticiada no Le Monde), tentativa (noticiada pelo L'Equipe e pelo L'Express) do embaixador da China em Paris de retirar pela força os "pin" pacifistas "Pour un Monde Meilleur" aos atletas franceses que transportavam a tocha olímpica (o que levou o judoca David Douillet a explicar que 'se ele tentasse logo via o que lhe acontecia'...), ameaças directas a políticos franceses pela imprensa chinesa, enfim, de tudo um pouco tem havido na reacção oficial chinesa às manifestações ocidentais pela defesa dos direitos humanos e pelo Tibete livre. De tudo, mas sempre brutal, mal-educado e deselegante...
La «bulle» de sécurité qui entourait la flamme olympique, réfugiée dans le bus, lundi à Paris. (Photo Reuters)








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CONSEQUÊNCIAS DA INFLAÇÃO NA ÁSIA
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Asian Inflation Begins to Sting U.S. Shoppers
By KEITH BRADSHER
For two generations, Americans have imported goods produced ever more cheaply from a succession of low-wage countries. But that free ride may be coming to an end.
LUÍS FILIPE MENEZES,
com dedicatória a... e a outros imitadores de Sarkozy
ESTÉTICA E IDEIA DE ESTÉTICA OU COMO SER BÁRBARO E CULTO A ideia alemâ de estética é muito sofisticada. A estética alemã é muito... como se vê neste anúncio da Deutsch Magazine. De Hegel ao focinho de um pastor alemão entre um par de pernas entreabertas vai todo o problema da "cultura alemã". Ou ainda a diferença entre "civilização" e "cultura". Ou ainda a prova de que se pode simultâneamente ser bárbaro e culto. Ou, nos antípodos deste caso alemão, se pode ser civilizado e pouco ou nada culto...
BUSH MARCA PONTOS E PUTINE ACAMAL-SE O encontro Putine-Bush, em Sotchi, na Russia e junto ao Mar Negro, parece ter registado avanços interessantes na questão do escudo anti-míssil. A linguagem de Putine, pelo menos, mudou radicalmente e abandonou o inflamado tom radical da "guerra fria" (uma semântica muito marcada e pouco adaptada a estes tempos de "paz quente"). A AFP elaborou um exaustivo dossier sobre o assunto:
Poutine et Bush font état de progrès sur le bouclier antimissile
2008-04-06 19:42:53
SOTCHI (AFP)

Vladimir Poutine et George W. Bush ont fait état dimanche de progrès sur le bouclier antimissile en Europe sans toutefois régler le problème, et ont évoqué la création à part égale avec les Européens d'un système commun de défense antimissile.Evènement
Les deux présidents, qui ont participé à leur dernier sommet à Sotchi, sur les bords de la mer Noire, ont adopté une "déclaration pour un cadre stratégique" qui prend notamment acte de l'opposition du Kremlin au bouclier antimissile tout en assurant que la mise en oeuvre des mesures proposées par Washington pour rassurer Moscou sont "importantes et utiles".
Au cours de la conférence de presse qui a suivi sa rencontre avec M. Bush, Vladimir Poutine, qui doit quitter le Kremlin le 7 mai, s'est dit "prudemment optimiste" sur les chances de conclure un accord avec les Etats-Unis.
"Je pense qu'il est possible. Le plus important, c'est de travailler ensemble" sur ce projet, a-t-il ajouté.

De son côté, le président américain s'est félicité d'une "percée significative" dans la question du bouclier.
"J'ai été très impliqué dans ce dossier et je sais comment les choses ont avancé", a-t-il déclaré, tout en reconnaissant que les Etats-Unis "ont beaucoup de choses à faire pour convaincre les experts que le système n'est pas dirigé contre la Russie".
Moscou infléchit sa position sur le bouclier antimissile
Moscou et Washington n'ont pas trouvé d'accord sur le bouclier antimissile. Mais, estiment les analystes, Vladimir Poutine a finalement fait un grand pas vers George W. Bush, dépassant ses objections pour proposer de travailler ensemble à ce projet de défense. la suite
"Déclaration pour un cadre stratégique" entre la Russie et les Etats-Unis
Les présidents George W. Bush et Vladimir Poutine ont publié dimanche à Sotchi une "déclaration pour un cadre stratégique", inventaire de leurs relations et ébauche d'une feuille de route pour leurs successeurs. la suite
Bush et Poutine: sept années de relations personnelles
Vladimir Poutine et George W. Bush sont restés fidèles jusqu'au bout à leur principe de franchise totale, non sans essayer de laisser à l'Histoire la meilleure image possible du couple russo-américain et de sept années de relations personnelles. la suite
Bush et Poutine pour un système de défense antimissile commun avec l'Europe
Les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine ont prôné dimanche la création d'un système commun de défense antimissile avec l'Europe dans lequel les trois parties participeraient à "part égale", selon une déclaration commune. la suite
Bush: continuer à travailler à résoudre les problèmes avec Medvedev
Le président américain George W. Bush a dit dimanche vouloir établir avec le président russe élu Dmitri Medvedev une relation personnelle telle qu'elle permette de résoudre "les problèmes communs". la suite
Le bouclier antimissile au centre du dernier sommet Bush-Poutine à Sotchi
George W. Bush est arrivé samedi soir à Sotchi pour un dernier sommet avec Vladimir Poutine destiné à donner une nouvelle impulsion aux relations russo-américaines et à aplanir les divergences sur le projet de bouclier antimissile en Europe. la suite
La résidence Botcharov Routcheï, théâtre du dernier sommet Bush-Poutine
La résidence Botcharov Routcheï (Ruisseau Botcharov), où va se dérouler le dernier sommet entre les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine samedi et dimanche, est un lieu privilégié de villégiature au bord de la mer Noire. la suite
Les grands moments des relations russo-américaines sous Bush et Poutine
Le dernier sommet entre les présidents américain George W. Bush et russe Vladimir Poutine samedi et dimanche à Sotchi (Russie) vise à renouer avec une relation bilatérale plus apaisée, après de fortes crispations ces dernières années. la suite
Les "amis" Bush et Poutine laissent en héritage un climat russo-américain tendu
En smoking, cravate ou polo et lunettes de soleil, de sommets en réunions familiales, Vladimir Poutine et George W. Bush ont souri ensemble pendant huit ans devant les caméras, affichant des liens personnels chaleureux en décalage avec l'acrimonie des relations bilatérales. la suite
Medvedev rencontrera pour la première fois Bush dimanche à Sotchi
Le président américain George W. Bush rencontrera le successeur de Vladimir Poutine au Kremlin, Dmitri Medvedev, au cours de sa visite le 6 avril à Sotchi, dans le sud de la Russie, a annoncé mercredi Sergueï Prikhodko, un proche conseiller de M. Poutine cité par l'agence Itar-Tass. la suite
Bush exalte les bienfaits de l'Otan en ménageant la Russie
Le président George W. Bush a cité samedi la Croatie jadis en guerre pour vanter les bienfaits de l'élargissement de l'Otan et exalter une "Europe en paix", mais s'est gardé, avant de rencontrer son homologue Vladimir Poutine, d'évoquer les candidatures qui crispent la Russie. la suite
Emotion et stratégie pour un dernier entretien présidentiel Bush-Poutine
Après sept années de relations parfois compliquées, George W. Bush s'apprête à avoir ce week-end avec Vladimir Poutine des entretiens stratégiques mais aussi très personnels, pour leur probable dernière rencontre de président à président. la suite
galerie inachevée
uma bela aventura do fernandinho
em paris com siza vieira e outros...
A CRISE QUE AÍ VEM...
A última edição da Foreign Policy traz más notícias:
The U.S. financial crisis cannot be contained. Indeed, it has already begun to infect other countries, and it will travel further before it’s done. From sluggish trade to credit crunches, from housing busts to volatile stock markets, this is how the contagion will spread.
AR aprova diploma contra o
branqueamento de capitais
Esta notícia da Lusa é interessante. Não propriamente em si, mas mais pela declaração de voto comunista que refere, com os comunistas a congratular-se com a aprovação desta proposta do Governo para reforçar o combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
Isto prova que o PCP já não recebe, via Itália, as malas de dólares falsos fabricados pelo KGB e que a CIA conseguia trocar, no caminho, substituíndo-as por outras malas iguais mas com dólares verdadeiros e... marcados. Coisas da evolução do mundo que passam pela queda do muro de Berlim e "desgraças" subsequentes... Ao que isto chegou!
“A AR aprovou o diploma que reforça combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. O Parlamento aprovou esta quinta-feira uma proposta do Governo para reforçar o combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, que prevê coimas dos cinco mil aos 2,5 milhões de euros e penas de
O deputado comunista António Filipe apresentou uma declaração de voto congratulando-se com a integração, no texto final, de propostas do PCP para garantir às autoridades judiciárias e de supervisão o "acesso directo às informações, registos e documentos na posse de entidades sujeitas ao deveres estabelecidos na lei de combate ao branqueamento de capitais".
«Cheguei a Praga com 17 anos, em Julho de 1969…
no 'Entre as brumas da memória' e
de leitura (perdoem...) obrigatória!
"Cheguei a Praga com 17 anos, em Julho de 1969, naturalmente entusiasmada com a ideia de ir viver num país socialista.
Levaram-me para um hotel luxuoso situado no centro da cidade. Nunca vira nada de semelhante e, perante o meu espanto, explicaram-me que era assim que recebiam as entidades políticas estrangeiras importantes e as suas famílias.
Desconhecia, por completo, o que se tinha passado em 1968 e ninguém me falou então do assunto.
Integrada num grupo de estudantes de várias nacionalidades, fui para uma espécie de palácio, em regime de internato, para participar num curso intensivo de checo. Só podíamos sair uma vez por semana, mas foi durante essas saídas que conheci jovens checos.
Foi também então que começaram as surpresas. Eu que, em Portugal, tinha participado em manifestações contra a guerra do Vietname e contra os Estados Unidos, fui encontrar ali, num país dito socialista, pessoas da minha idade que só pensavam em fugir para qualquer parte e que adoravam os americanos.
Contaram-me então o que se passara um ano antes. Havia uma tristeza e uma revolta enormes em relação à invasão russa cujas marcas nas fachadas da Praça Venceslau eram bem visíveis – e sê-lo-iam por muito tempo.
Eu tentava falar-lhes da nossa ditadura, da falta de liberdade, das prisões, mas explicavam-me que lá era igual.
Para mim, tudo isto foi muito dramático, mas, quando tentei discutir o assunto com quem de direito, foi-me dito que não podia ter opinião nem meter-me "onde não era chamada".
Durante cinco anos, vivi na cidade mais linda da Europa com um povo fantástico, uma cultura geral impressionante, aprendi a gostar de música clássica, de teatro, de museus, de história e, sobretudo, a NÃO querer aquele socialismo para Portugal.
Tudo isto é muito pessoal, muito emocional e pouco político, mas foi a experiência do fim da minha adolescência, toda ela feita de descoberta de contradições – e de muitas mentiras.»
Joana Lopes
MAIO QUARENTÃO
Li atentamente a apresentação do colóquio e o "abregé" das intervenções (doutas todas) e não vi em nenhum lado referência às tabuínhas da "operação chaos" que financiou e organizou a construção deste caixão da hegemonia comunista... E, digam-me, foi mesmo há 40 anos?! E o Rosas (pelo menos o Rosas, senhor, que diz é historiador) não contempla esse "chaos" criador, essa genial e maquiavélica "Ordo ab Chaos", que sendo um pouco "underground" não era, porém, nem "metal" nem, muito menos, "lost"... E até nos permitiu, a nós Portugueses, encontrar, pouco depois, a liberdade. Nem o Rosas, que, além de historiador, até tinha em casa e na família, à época, os segredos do regime, nem ele alcança a coisa!? Francamente, Fernando...
Por mim, como no Luxembourg já não há a presença benigna e benéfica do Victor, como o velho Tuthankhamon há muito fechou, como na petite place derriére la Sorb já não há 'la Chope', como já ninguém está nos sítios e até o hotel da rue de Cujas já apresenta pretensões, vou simplesmente beber um café ao "Deux Magots" e depois talvez atravessar a rua e petiscar na Lipp... E mais tarde veremos como acaba a noite. É um programa muito mais adequado do que este dos bonzos do revivalismo.

PROGRAMA
11 DE ABRIL
9h30 - Sessão de Abertura
10h Maio no Mundo
Fernando Rosas
Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia
Gerd-Rainer Horn
Um conto das duas europas
Manuel Villaverde Cabral
Maio de '68 como revolução cultural
14h30 Ideias de Maio
Anselm Jappe
Maio de 68, do «assalto aos céus» ao capitalismo
Daniel Bensaid
Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso (da dominação)
Judith Revel
1968, o fim do intelectual sartriano
12 DE ABRIL
10h Maio em Movimento
Maud Bracker
Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68
João Bernardo
Estudantes ou trabalhadores?
Franco Berardi (Bifo)
68 e a génese do cognitariado
14h30 O Outro Movimento Operário
Xavier Vigna
As greves operárias em França em 1968
Yann Moulier Boutang
Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História
John Holloway
1968 e a crise do trabalho abstracto
18h 1968 - 2008
Bruno Bosteels
A revolução da vergonha
François Cusset
Os embalsamadores e os coveiros
RESUMO DAS COMUNICAÇÕES
Teses sobre a geração dos anos 60 em Portugal e a questão da hegemonia
Fernando Rosas
Pretende-se discutir o papel que o "Maio de 68" em Portugal, ou seja, a contestação estudantil de 1969, desempenhou na radicalização da luta política em geral e na alteração das relações de hegemonia em favor das mundivisões marxizantes e revolucionárias na sociedade portuguesa da época. Fernando Rosas, Historiador, Professor catedrático da FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Autor de bibliografia sobre a História do séc. XX em geral e a História do Estado Novo português em particular.
Um conto de duas Europas
Gerd-Rainer Horn
Em quase todo o lado o meio estudantil universitário serviu de catalisador para "1968", e isto será exemplificado com um breve olhar sobre as origens do 1968 Belga. Contudo, podemos distinguir dois padrões bem distintos na Europa Ocidental e nos Estados Unidos em 1968. Na "Europa do Norte" e nos Estados Unidos, 1968 representou sobretudo uma série de movimentos sociais de base estudantil. Na "Europa do Sul", 1968 foi muito mais transclassista, com a classe operária a assumir um papel proeminente. Gerd Rainer Horn ensina no departamento de Hiatória da Universidade de Warwick e escreveu The Spirit of '68.
Maio de '68 como revolução cultural
Manuel Villaverde Cabral
Testemunho pessoal sobre o momento mais alto de um movimento social internacional que não queria o poder, mas que nem por isso – ou talvez por isso – deixou de mudar o mundo. Manuel Villaverde Cabral nasceu em 1940. Fugiu à PIDE em 1963, indo para Paris onde trabalhou e estudou. Voltou a Portugal em 1974, ingressou na carreira docente no ISCTE, entrou para o antigo Gabinete de Investigações Sociais em 1975, passando para a carreira de investigação quando foi criado o Instituto de Ciências Sociais na Universidade de Lisboa em 1982. Foi Director da Biblioteca Nacional entre 1985 e 1990.
Maio de 68: do «assalto ao céu» ao capitalismo
Anselm Jappe
Começaremos por abordar a questão de saber qual foi a «influência» dos situacionistas em Maio de 68 bem como na sua preparação, opondo a outros movimento políticos e intelectuais mais visíveis da época a sua própria agitação subterrânea. Sublinharemos de seguida que Maio de 68 constituiu simultaneamente um esforço de emancipação mas também o início da passagem para uma nova forma mais subtil de dominação capitalista. Neste contexto, recorreremos às ideias de Guy Debord para compreender esta evolução tirando daí algumas consequências. Anselm Jappe ensina estética na Escola de Belas Artes de Frosinone (Itália). É autor de Guy Debord (edíção portuguesa da Antígona prevista para 2008) e As aventuras da mercadoria. Para uma nova crítica do valor.
«Como será possível pensar que se possa quebrar o ciclo vicioso [da dominação]?»
Daniel Bensaïd
Era esta a questão colocada, logo em 1964, por Herbert Marcuse, em L'homme unidimensionnel, e que assolava a sua época. A exuberância dos acontecimentos de Maio terá significado um princípio de resposta à questão ou confirmado, pelo contrário, o fecho daquele ciclo vicioso, como parece indicar a evolução posterior da obra de Debord ou de Baudrillard: depois do espectáculo, estado supremo do fetichismo da mercadoria, o simulacro, estado supremo do espectáculo? Daniel Bensaïd é Professor de Filosofia na Universidade de Paris VIII (Vincennes) e dirigente da Ligue Communiste Révolutionnaire (IV Internacional). Participante no movimento estudantil em Maio de 1968, é autor, entre outras, das seguintes obras: Mai 1968: Une répétition générale (1968), Walter Benjamin sentinelle messianique (1990), Marx l'intempestif : Grandeurs et misres d'une aventure critique (1996).
1968: o fim do intelectual sartriano
Judith Revel
1968 não constitui apenas o levantamento de uma geração que não quer mais viver de forma semelhante à dos seus pais, alimentando-se da mesma memória – de Vichy, das guerras coloniais – e reconhecendo-lhe os valores. Constitui também uma outra forma de conceber a tomada da palavra e a acção colectiva, os modos de intervenção política e os processos de subjectivação. Nesta grande transição de uma época à outra, a própria função dos intelectuais vê-se profundamente redefinida: o modelo sartriano de envolvimento político cede pouco a pouco o lugar a uma outra figura que, por seu turno, implica já uma análise diferente das relações de poder e do papel do conhecimento, da função das lutas e dos usos colectivos da palavra. De Sartre a Foucault, trata-se pois de uma passagem de testemunho em forma de ruptura – que quarenta anos depois não deixa de suscitar mal-entendidos. Judith Revel, filósofa, italianista e tradutora, docente (maître de conférences) na Universidade de Paris-I Sorbonne. Especialista em pensamento contemporâneo, particularmente no de Michel Foucault, a quem consagrou numerosos livros e artigos, trabalha actualmente sobre as categorias políticas anteriores e posteriores a 1968. Integra a redacção das revistas Posse (em Itália) e Multitudes (em França), e o gabinete científico do Centre Michel Foucault. Membro da equipa de investigação ANR «La bibliothéque foucaldienne. Michel Foucault au travail" (CNRS-ENS-EHESS).
Participação, encontro, memória: os imigrantes e o Maio de 68
Maud Bracker
Esta comunicação debruça-se sobre alguns dos modos pelos quais os principais grupos que encabeçaram o Maio de 68 em França – estudantes, intelectuais, sindicalistas – tentaram compreender a emergência do mundo pós-colonial, e integraram essa passagem ao pós-colonialismo na sua oposição ao capitalismo. Contudo, as teorias e a acção em solidariedade com os trabalhadores imigrantes que se desenvolveram durante e após 1968 herdaram das formas mais antigas do anti-imperialismo marxista europeu alguns dilemas não-resolvidos. Maud Bracke dá aulas de História Moderna Europeia na Universidade de Glasgow. É autora de Which socialism, whose détente? West European communism and the Czechoslovak crisis of 1968.
Estudantes ou trabalhadores?
João Bernardo
Será paradoxal que os participantes num movimento que jornalistas e historiadores insistem em classificar como estudantil colocassem principalmente problemas políticos e sociais relativos à classe trabalhadora? O desenvolvimento do capitalismo, com as pressões ao aumento da produtividade e com a necessidade de qualificar a força de trabalho, converteu universidades de elite em universidades de massa e transformou a maioria dos estudantes universitários em futuros trabalhadores. João Bernardo é doutor pela Unicamp (Brasil). Em 1965 foi expulso por oito anos de todas as universidades portuguesas. Desde 1984 tem leccionado como professor convidado em universidades públicas brasileiras. É autor de numerosos artigos e livros.
1968 e a génese do Cognitariado
Franco Berardi (Bifo)
O movimento de 1968 representa o efeito da escolarização de massas e a primeira manifestação política da emergência do cognitariado, classe do trabalho cognitivo, composição social que se tornou predominante no final do século, com a difusão da rede. Rádios piratas, cibercultura, net-art, são as manifestações sucessivas do trabalho cognitivo em busca da sua própria autonomia. Só reencontrando o fio (actualmente submerso) da revolta de sessenta e oito poderá o trabalho cognitivo empreender um processo de recomposição e autonomia. Franco Berardi (Bifo), militante do Potere Operaio nos anos 60, redactor da Radio Alice em 1976 e fundador da revista A/traverso. Autor de Contro il lavoro, Mutazione Ciberpunk e Felix. Colabora actualmente com a revista on-line www.Rekombinant.org, ensina em Bologna numa escola para trabalhadores emigrantes e em Milão na Accademia di Belle Arti.
As greves operárias em França em 1968
Xavier Vigna
O movimento de Maio e Junho de 1968 em França constitui o mais importante fenómeno grevista de toda a história do país. Alarga-se a todo o território e mobiliza também operários de que até então não se falava: os jovens, as mulheres, os imigrantes. Retoma um vigoroso repertório de acções e levanta questões que não encontraram ainda resposta quando finalmente se retoma o trabalho em Junho de 1968. Nessa medida, o movimento grevista de Maio-Junho de 1968 constitui um evento que inaugura um período de dez anos de insubordinação operária: a década de 68. Xavier Vigna, docente (maître de conférences) em história contemporânea na Universidade de Bourgogne, trabalha sobre a conflituosidade social e política na segunda metade do século XX. Publicou recentemente L'insubordination ouvrière dans les années 68. Essai d'histoire politique des usines.
Maio de 68, herança por reclamar na divisão de perdidos e achados da História
Yann Moulier Boutang
Começou por ser grande o interesse na recuperação de Maio de 68, depois na sua liquidação. Abordaremos aqui um ponto de vista radicalmente diferente relativamente ao qual trataremos dois aspectos: 1) Que foi realmente Maio de 68? Canto do cisne do movimento operário, outro movimento operário, proclamação oculta do verdadeiro sujeito da renovação radical do capitalismo? 2) Qual o legado não reclamado mas efectivo de Maio de 1968? Concluímos que o evento foi e continua a ser critério de demarcação entre duas fases, embora não necessariamente do modo condensado pelas diferentes cristalizações fantasmáticas que gerou e continua a produzir. Director da Redacção da revista Multitudes. Professor universitário de ciências económicas (Universidade de Tecnologia de Compiègne e Escolas de Arte e Design de Saint Etienne).
1968 e a Crise do Trabalho Abstracto
John Holloway
1968 tornou evidente que a crise do trabalho é a crise do capital, que a luta contra o trabalho é a chave da luta contra o capital. Em 1968, o fazer fendeu o trabalho e transbordou. Falar hoje de 1968 não é falar de um legado histórico, mas sim das reverberações causadas por essa fissão. John Holloway é professor na Universidade Benemérita de Puebla, no México. É autor de vários livros, publicados em vários países, o mais recente dos quais, Mudar o Mundo sem Tomar o Poder.
A revolução da vergonha
Bruno Bosteels
Partindo do famoso poema de Octavio Paz, publicado pouco depois do massacre de Tlatelolco no México em 2 de Outubro de 1968, poema inspirado nas cartas de Karl Marx ao seu amigo Arnold Ruge, discutirei o destino da esquerda no período posterior a 1968 em termos de vergonha e de melancolia, de coragem e de justiça. Não é apenas Sarkozy e os seus acólitos pseudo-intelectuais que pretendem acabar com o legado de 1968; na realidade, semelhante legado vê-se igualmente corroído a partir do seu interior por uma forte tendência de negação, a favor de um certo recuo do político, que se proclama mais radical que qualquer noção de revolucionarização da vergonha. Bruno Bosteels é Professor Associado de estudos românicos na Universidade de Cornell. É autor dos livros Alain Badiou o el recomienzo del materialismo dialéctico e Badiou and Politics.
Os embalsamadores e os coveiros
François Cusset
No quadro da vastíssima bibliografia que 'explica' ou 'comemora' Maio de
By George Friedman
For the past year, Stratfor has been focusing on what we see as the critical global geopolitical picture. As the U.S.-jihadist war has developed, it has absorbed American military resources dramatically. It is overstated to say that the United States lacks the capacity to intervene anywhere else in the world, but it is not overstated to say that the United States cannot make a major, sustained intervention without abandoning Iraq. Thus, the only global power has placed almost all of its military chips in the Islamic world.
Russia has taken advantage of the imbalance in the U.S. politico-military posture to attempt to re-establish its sphere of influence in the former Soviet Union. To this end, Russia has taken advantage of its enhanced financial position — due to soaring commodity prices, particularly in the energy sector — as well as a lack of American options in the region.
The Russians do not have any interest in re-establishing the Soviet Union, nor even in controlling the internal affairs of most of the former Soviet republics. Moscow does want to do two things, however. First, it wants to coordinate commodity policies across the board to enhance Russian leverage. Second, and far more important, it wants to limit U.S. and European influence in these countries. Above all, Russia does not want to see NATO expand any further — and Moscow undoubtedly would like to see a NATO rollback, particularly in the Baltic states.
From a strategic point of view, the United States emerged from the Cold War with a major opportunity. Since it is not in the United States’ interests to have any great power emerge in Eurasia, making certain that Russia did not re-emerge as a Eurasian hegemon clearly was a strategic goal of the United States. The Soviet disintegration did not in any way guarantee that it would not re-emerge in another form.
The United States pursued this goal in two ways. The first was by seeking to influence the nature of the Russian regime, trying to make it democratic and capitalist under the theory that democratic and capitalist nations did not engage in conflict with democratic and capitalist countries. Whatever the value of the theory, what emerged was not democracy and capitalism but systemic chaos and decomposition. The Russians ultimately achieved this state on their own, though the United States and Europe certainly contributed.
The second way Washington pursued this goal was by trying to repeat the containment of the Soviet Union with a new containment of Russia. Under this strategy, the United States in particular executed a series of moves with the end of expanding U.S. influence in the countries surrounding Russia. This strategy’s capstone was incorporating new countries into NATO, or putting them on the path to NATO membership.
The Baltic states were included, along with the former Soviet empire in Central Europe. But the critical piece in all of this was Ukraine. If Ukraine were included in NATO or fell under Western influence, Russia’s southern flank would become indefensible. NATO would be a hundred miles from Volgograd, formerly known as Stalingrad. NATO would also be less than a hundred miles from St. Petersburg. In short, Russia would become a strategic cripple.
The U.S. strategy was to encourage pro-American, democratic movements in the former Soviet Republics — the so-called “color revolutions.” The Orange Revolution in Ukraine was the breaking point in U.S.-Russian relations. The United States openly supported the pro-Western democrats in Ukraine. The Russians (correctly) saw this as a direct and deliberate challenge by the United States to Russian national security. In their view, the United States was using the generation of democratic movements in Ukraine to draw Ukraine into the Western orbit and ultimately into NATO.
Having their own means of influence in Ukraine, the Russians intervened politically to put a brake on the evolution. The result was a stalemate that Russia appeared destined to win by dint of U.S. preoccupation with the Islamic world, Russian proximity, and the fact that Russia had an overwhelming interest in Ukraine while the Americans had only a distant interest.
U.S. interest might have been greater than the Russians thought. The Americans have watched the re-emergence of Russia as a major regional power. It is no global superpower, but it certainly has regained its position as a regional power, reaching outside of its own region in the Middle East and elsewhere. The Iranians and Germans must both take Russia into account as they make their calculations. The Russian trajectory is thus clear. They may never be a global power again, but they are going to be a power that matters.
It is far easier for the United States to prevent the emergence of a regional hegemon than to control one that has already emerged. Logically, the United States wants to block the Russian re-emergence, but Washington is running out of time. Indeed, one might say that the Americans are already out of time. Certainly, the United States must act now or else accept Russia as a great power and treat it as such.
This is why U.S. President George W. Bush has gone to Ukraine. It is important to recall that Bush’s trip comes in the context of an upcoming NATO summit, where the United States has called for beginning the process that will include Ukraine — as well as Georgia and other Balkan powers — in NATO. Having gone relatively quiet on the issue of NATO expansion since the Orange Revolution, the United States now has become extremely aggressive. In traveling to Ukraine to tout NATO membership, Bush is directly challenging the Russians on what they regard as their home turf.
Clearly, the U.S. window of opportunity is closing: Russian economic, political and military influence in Ukraine is substantial and growing, while the U.S. ability to manipulate events in Ukraine is weak. But Bush is taking a risky step. First, Bush doesn’t have full NATO support, which he needs since NATO requires unanimity in these issues. Several important NATO countries —particularly Germany — have opposed this expansion on technical merits that are hard to argue with. Germany’s stance is that not only is Ukraine not militarily ready to start meaningful membership talks, but that the majority of its population opposes membership in the first place.
Assuming Bush isn’t simply making an empty gesture for the mere pleasure of irritating the Russians, the United States clearly feels it can deal with German objections if it creates the proper political atmosphere in Ukraine. Put another way, Bush feels that if he can demonstrate that the Russians are impotent, that their power is illusory, he can create consensus in NATO. Russia’s relatively weak response over Kosovo has been taken by Washington and many in Europe (particularly Central Europe) as a sign of Russian weakness. Bush wants to push the advantage now, since he won’t have a chance later. So the visit has been shaped as a direct challenge to Russia. Should Moscow fail to take up the challenge, the dynamics of the former Soviet Union will be changed.
The Russians have three possible countermoves. The first is to use the Federal Security Service (FSB), its intelligence service, to destabilize Ukraine. Russia has many assets in Ukraine, and Russia is good at this game. Second, Russia can use its regional military power to demonstrate that the United States is the one bluffing. And third, Russia can return the favor to the Americans in a place that will hurt very badly; namely, in the Middle East — and particularly in Iran and Syria. A decision to engage in massive transfers of weapons, particularly advanced anti-aircraft systems, would directly hurt the United States.
Of these options, the first is certainly the most feasible. Not only is it where the Russians excel — and will such a strategy leave few fingerprints and produce results quickly — but the other two options risk consolidating the West into a broad anti-Russian coalition that may well return the favor across the entire Russian periphery. The latter two options would also commit much of Russia’s resources to a confrontation with the West, leaving precious little to hedge against other powers, most notably a China which is becoming more deeply enmeshed in Central Asia by the day.
Still, the United States must focus on where most of its troops are fighting. It would thus appear that provoking the Russians is a dangerous game. This is why events in Iraq this week have been particularly interesting. A massive battle broke out between two Shiite factions in Iraq. One, led by Abdel Aziz al-Hakim — who effectively controls Iraqi Prime Minister Nouri al-Maliki due to the small size and fractured nature of al-Maliki’s party — confronted the faction led by Muqtada al-Sadr. Clearly, this was an attempt by the dominant Shiite faction to finally deal with the wild card of Iraqi Shiite politics. By the weekend, al-Sadr had capitulated. Backed into a corner by overwhelming forces, apparently backed by U.S. military force, al-Sadr effectively sued for peace.
Al-Sadr’s decision to lay down arms was heavily influenced by the Iranians. We would go further and say the decision to have al-Sadr submit to a government dominated by his Shiite rivals was a decision made with Iranian agreement. The Iranians had been restraining al-Sadr for a while, taking him to Tehran and urging him to return to the seminary to establish his clerical credentials. The Iranians did not want to see a civil war among the Iraqi Shia. A split among the Shia at a time of increasing Sunni unity and cooperation with the United States would open the door to a strategically unacceptable outcome for Iran: a pro-American government heavily dominated by Sunnis with increasing military power as the Shia are fighting among themselves.
The Americans also didn’t want this outcome. While the Iranians had restrained al-Sadr at the beginning of the U.S. surge — and thereby massively contributed to the end of the strategy of playing the Sunnis against the Shia — Tehran had not yet dealt with al-Sadr decisively. Just like Iran, the United States prefers not to see a new Sunni government emerge in Iraq. Instead, Washington wants a balance of power in Baghdad between Sunnis, Shia and Kurds, and it wants intra-communal disputes to be contained within this framework. If a stable government is to emerge, each of the communities must be relatively (with an emphasis on “relatively”) stable. Thus, not for the first time, American and Iranian interests in Iraq were aligned. Both wanted an end to Shiite conflict, and that meant that both wanted al-Sadr to capitulate.
This is the point where U.S. and Iranian interests can diverge. The Iranians have a fundamental decision to make, and what happens now in Iraq is almost completely contingent upon what the Iranians decide. They can do three things. First, they can hold al-Sadr in reserve as a threat to stability if things don’t go their way. Second, they can use the relative unity of the Shia to try to impose an anti-Sunni government in Baghdad. And third, they can participate in the creation of that government.
We have long argued that the Iranians would take the third option. They certainly appeared to be cooperating in the last week. But it has not been clear what the U.S. government thought, partly because they have been deliberately opaque in their thinking on Iran, and partly because the situation was too dynamic.
It is the decision to visit Ukraine and challenge the Russians on their front porch that gives us some sense of Washington’s thinking. To challenge Moscow at a time when the Russians might be able to support Iran in causing a collapse in the Iraqi process would not make sense. The U.S. challenge is a long shot anyway, and risking a solution in Iraq by giving the Iranians a great power ally like Russia would seem too much of a risk to take.
But Bush is going to Ukraine and is challenging the Russians on NATO. This could mean he does not think Russia has any options in the Middle East. It also could mean that he has become sufficiently confident that the process (let’s not call it a relationship) that has emerged with the Iranians is robust enough that Tehran will not sink it now in exchange for increased Russian support, and that while a crisis with Syria is simmering, the Russians will not destabilize the situation there — Syria lacks the importance that Iran holds for U.S. strategy in Iraq, anyway.
Bush’s decision to go to Ukraine indicates that he feels safe in opening a new front — at least diplomatically — while an existing military front remains active. That move makes no sense, particularly in the face of some European opposition, unless he believes the Russians are weaker than they appear and that the American position in Iraq is resolving itself. Bush undoubtedly would have liked to have waited for greater clarity in Iraq, but time is almost up. The Russians are moving now, and the United States can either confront them now or concede the game until the United States is in a military position to resume Russian containment. Plus, Bush doesn’t have any years left in office to wait.
The global system is making a major shift now, as we have been discussing. Having gotten off balance and bogged down in the Islamic world, the only global power is trying to extricate itself while rebalancing its foreign policy and confronting a longer-term Russian threat to its interests. That is a delicate maneuver, and one that requires deftness and luck. As mentioned, it is also a long shot. The Russians have a lot of cards to play, but perhaps they are not yet ready to play them. Bush is risking Russia disrupting the Middle East as well as increasing pressure in its own region. He either thinks it is worth the risk or he thinks the risk is smaller than it appears. Either way, this is an important moment.
TIBETE E CHINA: NOTÍCIAS
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CHINE: Dissident condamné: les Occidentaux protestent
Hu Jia, l'un des principaux opposants au régime chinois, a été condamné à trois ans et demi de prison. C'est l'un des militants les plus actifs pour les droits de l'homme, les libertés religieuses et l'autonomie du Tibet.
No L’ Express
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US Lawmakers Rally Around Dalai Lama
(…) Two
In a statement Tuesday, Rohrabacher said he and Abercrombie urge other members of Congress to join the caucus to uphold the rights of
Says US Can't Hide
Rohrabacher also said the
Also on Tuesday, US lawmakers moved Tuesday to prohibit President George W. Bush from attending the Olympic games opening ceremony.
A bill was introduced in the House of Representatives by lawmaker Thaddeus McCotter, chairman of the House policy committee of Bush's own Republican party, compelling the
15 Lawmakers
In addition, 15 lawmakers from both the Republican and Democratic parties asked Bush in a letter to "renounce your decision to attend the Olympics in
The bill specifically wanted "to prohibit federal government officials and employees" from attending the opening session of the
German Chancellor Angela Merkel has said she will not attend the ceremony, and French President Nicolas Sarkozy has not ruled out following suit.
# posted by Confidential Reporter @ 1:36 AM
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Propos recueillis par Séverine Bardon
Auteur d'une pétition sur Internet, l'écrivain dissident chinois Liu Xiaobo explique pourquoi le régime de Pékin est mis en échec au Tibet.Le 22 mars, une pétition signée par une trentaine d'intellectuels chinois était diffusée sur Internet. Dans ce texte au ton très modéré, les signataires détaillaient 12 propositions pour une résolution pacifique de la crise tibétaine. Liu Xiaobo, un écrivain pékinois, ancienne figure du mouvement de la place Tiananmen, en 1989, est l'une des deux personnalités à l'origine de ce texte, dont l'accès est aujourd'hui bloqué en Chine.
D'où vient cette animosité entre Chinois Han et Tibétains?
Les contradictions entre Chinois et Tibétains ne sont pas le fait des peuples, mais résultent de la politique du gouvernement central, qui ne donne pas d'autonomie au Tibet. La propagande dépeint le dalaï-lama sous les traits d'un séparatiste. Le gouvernement chinois prétend que le dalaï-lama est un loup recouvert d'une peau de mouton. Cette expression avait déjà été utilisée en 1989, elle ressert aujourd'hui. Le dalaï-lama est diabolisé, alors qu'il n'a jamais réclamé l'indépendance du Tibet.
En 1989 déjà, des émeutes avaient été réprimées à Lhassa. Le scénario est-il très différent cette fois-ci?
La répression avait été bien plus dure en 1989.
Vous dénoncez dans votre pétition l'échec de la politique ethnique du gouvernement. Quelles sont selon vous les raisons de cet échec?
Pour ce qui concerne la politique, les problèmes viennent de la limitation du droit à l'autonomie du Tibet. C'est le secrétaire général du Parti de la région, un Han, qui a le dernier mot sur tout. Les autres fonctionnaires ne sont là que pour les apparences. Les photos du dalaï-lama sont interdites, les moines sont parfois obligés de le critiquer au cours de réunions. L'impossibilité pour le dalaï et le panchen-lama de vivre au Tibet participe également de la répression dont souffrent les Tibétains.
L'autre point est la tentative d'acheter le Tibet par le biais du développement économique. Le gouvernement chinois représente le pouvoir des Han et de l'athéisme. Il pense qu'en donnant suffisamment d'argent, en permettant l'enrichissement matériel, les Tibétains s'éloigneront du dalaï-lama. Le niveau de vie des Tibétains s'est amélioré, et un peuple non religieux, comme les Han, en aurait sûrement été satisfait. Mais cela ne
Pensez-vous que l'agitation va continuer et pourrait se propager à d'autres régions?
Tôt ou tard, si le pouvoir ne change pas sa politique, il y aura des problèmes dans d'autres régions où cohabitent des minorités. C'est pour cela que je suis d'accord avec le dalaï-lama, qui s'oppose à la fois à la répression du gouvernement et aux émeutes. Le gouvernement central doit s'asseoir avec le dalaï-lama et discuter. "
"Nous soutenons l’appel du dalaï Lama en faveur de la paix...
Pour l’instant, le style de la propagande unilatérale déployée dans les médias officiels chinois, en attisant le ressentiment ethnique et en exacerbant la tension résultant de la situation actuelle, a considérablement miné l’objectif à long terme de la sauvegarde de l’unité nationale: nous appelons à mettre un terme à ce type de propagande.
Nous soutenons l’appel du dalaï Lama en faveur de la paix, nous espérons qu’en suivant les principes de bienveillance, de paix et de non-violence, une issue favorable sera trouvée aux affrontements ethniques. Nous condamnons toutes les actions violentes dirigées contre des civils innocents, et exhortons fermement le gouvernement chinois à arrêter la répression violente ;(...) »
Premiers Signataires:
Wang Lixiong (Pékin, écrivain), Liu Xiaobo (Pékin, écrivain indépendant), Zhang Zuhua (Pékin, juriste constitutionnaliste), Sha Yexin (Shanghai, écrivain, Hui), Yu Haocheng (Pékin, juriste), Ding Zilin (Pékin, professeur), Jiang Peikun (Pékin, professeur), Sun Wenguang (Shandong, professeur), Yu Jie (Pékin, écrivain), Ran Yunfei (Sichuan, éditeur, Tujia), Pu Zhiqiang (Pékin, avocat), Teng Biao (Pékin, avocat, universitaire), Liao Yiwu (Sichuan, écrivain), Jiang Qisheng (Pékin, universitaire), Zhang Xianling (Pékin, ingénieur), Xu Jue (Pékin, chercheur), Li Jun (Gansu, photographe), Gao Yu (Pékin, journaliste), Wang Debang (Pékin, écrivain indépendant), Zhao Dagong (écrivain indépendant), Jiang Danwen (Shanghai, écrivain), Liu Yi (Gansu, peintre), Xu Hui (Pékin, écrivain), Wang Tiancheng (Pékin, universitaire), Wen Kejian (Hangzhou, profession libérale), Li Hai (Pékin, écrivain indépendant), Tian Yongde (Mongolie intérieure, défenseur de droits populaires), Zan Aizong (Hangzhou, journaliste), Liu Yiming (Hubei, écrivain indépendant), Liu Di (Pékin, profession libérale).
L'original peut être consulté sur ce site en chinois
O "BACALHAU A PATACO"
DE LUÍS FILIPE MENEZES
RTP: Proposta para retirar publicidade é "politicamente sustentada e economicamente viável", diz Menezes, segundo a Lusa. Ora. Toda a gente sabe (menos Menezes, pelos vistos) que qualquer coisa tem de ser economicamente sustentada e politicamente viável … Menezes troca os termos. É uma cultura. A cultura da promessa do "bacalhau a pataco". Comum a muitos políticos que, infelizmente, nos têm governado. Menezes aparece assim como o último herdeiro de uma lamentável linhagem de políticos espertos especializados em prometer ao eleitorado que chegados ao governo põem logo o bacalhau a pataco... Mas esta é uma cultura economicamente insustentável mesmo se politicamente viável. Daí estarmos neste miserável estado… Deus nos livre de voltarmos a cair nisso, Deus nos livre dos Menezes!
Tibete – Boicote aos Jogos
não resultará um boicote, diz chefe da Missão Portuguesa. “Temos várias experiências de boicote que nunca funcionaram, apenas prejudicaram os desportistas e não resolveram os problemas políticos dos países onde se realizavam os Jogos”, afirmou Manuel Boa de Jesus, em declarações à Lusa. Ou seja, o homenzinho quer ir passear à China e ser mimado e bem tratado pelos chineses. Está no seu direito. Não tem é o direito de pretender “teorizar” para criar uma espécie de “cortina de bambu” a esconder as suas motivações. Nem tem estatuto, nem dimensão para o fazer. Em suma, não é Boa, a deste Jesus que é um Manuel.
Chantagem dos Comunistas
sobre o Presidente da República, Costa Gomes. A última edição do “Expresso” revela o que alguma gente já sabia. Prática sistemática, pelo PC, de chantagens pessoais sobre figuras-chave e, no caso concreto, o filho do PR era controlado e utilizado pelo PC (a seguir ao “25 de Novembro” arrecadaram-no em Cuba…) para “condicionar” as decisões do PR… O marechal enfrentou isto com grande dignidade, sofreu imenso e teve de fazer algumas figuras um pouco tristes em questões menores (como aquela de se tornar “um general pela paz”…) mas a sua capacidade “matemática” chegou-lhe sempre para, no fim, ganhar aos chantagistas. E veremos se não deixou por aí algumas bombas ao retardador…
Este foi o primeiro caso admitido em parangonas dos media. Mas há por aí mais… mesmo muitos mais! Aberta a caixa (no “Expresso”…!), vamos ver se a conseguem fechar ou, caso contrário, que mais surpresas (e algumas bem grandes….) de lá poderão saltar. E, note-se, muito pouca gente ou mesmo ninguém tinha a capacidade “matemática” , os meios e os nervos sólidos do marechal Costa Gomes…
Jorge Coelho na “Mota”
É um bom negócio… para a “Mota”, claro, a ida de Jorge Coelho para CEO da empresa. Coelho pode ser o presidente que “Mota” precisa para fazer a sua internacionalização. De notar que sendo Luís Parreirão responsável de uma subsidiária, o ministro e o secretário de Estado voltam a encontrar-se… Por mim, dou os parabéns ao novo CEO da “Mota”, mas acho que Jorge Coelho merece mais.
MONGES TIBETANOS OU
TRAVESTIS CHINESES ?
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"Just in case you wondered why these "Tibetan monks" were so violent in

Canada Free Press[Friday, March 21, 2008 10:20]
Brit spies confirm Dalai Lama's report of staged violence
By Gordon Thomas
London, March 20 - Britain's GCHQ, the government communications agency that electronically monitors half the world from space, has confirmed the claim by the Dalai Lama that agents of the Chinese People's Liberation Army, the PLA, posing as monks, triggered the riots that have left hundreds of Tibetans dead or injured.
GCHQ analysts believe the decision was deliberately calculated by the Beijing leadership to provide an excuse to stamp out the simmering unrest in the region, which is already attracting unwelcome world attention in the run-up to the Olympic Games this summer.
For weeks there has been growing resentment in Lhasa, Tibet's capital, against minor actions taken by the Chinese authorities.
Increasingly, monks have led acts of civil disobedience, demanding the right to perform traditional incense burning rituals. With their demands go cries for the return of the Dalai Lama, the 14th to hold the high spiritual office.
Committed to teaching the tenets of his moral authority---peace and compassion---the Dalai Lama was 14 when the PLA invaded Tibet in 1950 and he was forced to flee to India from where he has run a relentless campaign against the harshness of Chinese rule.
But critics have objected to his attraction to film stars. Newspaper magnate Rupert Murdoch has called him: "A very political monk in Gucci shoes."
Discovering that his supporters inside Tibet and China would become even more active in the months approaching the Olympic Games this summer, British intelligence officers in Beijing learned the ruling regime would seek an excuse to move and crush the present unrest.
That fear was publicly expressed by the Dalai Lama. GCHQ's satellites, geo-positioned in space, were tasked to closely monitor the situation.
The doughnut-shaped complex, near Cheltenham racecourse, is set in the pleasant Cotswolds in the west of England. Seven thousand employees include the best electronic experts and analysts in the world. Between them they speak more than 150 languages. At their disposal are 10,000 computers, many of which have been specially built for their work.
The images they downloaded from the satellites provided confirmation the Chinese used agent provocateurs to start riots, which gave the PLA the excuse to move on Lhasa to kill and wound over the past week.
What the Beijing regime had not expected was how the riots would spread, not only across Tibet, but also to Sichuan, Quighai and Gansu provinces, turning a large area of western China into a battle zone.
The Dalai Lama has called it "cultural genocide" and has offered to resign as head of the protests against Chinese rule in order to bring peace. The current unrest began on March 10, marking the anniversary of the 1959 Uprising against Chinese rule.
However, his followers are not listening to his "message of compassion." Many of them are young, unemployed and dispossessed and reject his philosophy of non-violence, believing the only hope for change is the radical action they are now carrying out.
For Beijing, the urgent need to find a solution to the uprising is one of growing embarrassment. In two weeks time, the national celebrations for the Olympic Games start with the traditional torch relay. The torch bearers are scheduled to pass through Tibet. But the torch could find itself being carried by runners past burning buildings and temples.
A sign of this urgency is that the Chinese prime minister has now said he is prepared to hold talks with the Dalai Lama. Just before this announcement, Britain's Prime Minister Gordon Brown declared he would meet the Dalai Lama, who is to visit London next month. This is the first time either leader has proposed to meet the Dalai Lama.

The son of infamous British wartime fascist leader Oswald Mosley is filmed romping with five hookers at a depraved NAZI-STYLE orgy in a torture dungeon. Mosley— a friend to F1 big names like Bernie Ecclestone and Lewis Hamilton— barks ORDERS in GERMAN as he lashes girls wearing mock DEATH CAMP uniforms and enjoys being whipped until he BLEEDS.
The multi-millionaire son of Sir Oswald, who was a pal of Adolf Hitler, plays a concentration camp commandant in a FIVE-HOUR torture chamber video.
Mosley—the most powerful man in motor-racing—barks orders in German as he WHIPS two hookers dressed in striped uniforms reminiscent of
At one point the wrinkled 67-year-old—who publicly likes to give the impression he has put his father's evil legacy behind him—yells "she needs more of ze punishment!" while brandishing a LEATHER STRAP over a brunette's naked bottom.
Then the lashes rain down as Mosley counts them out in German: "Eins! Zwei! Drei! Vier! Fünf! Sechs!"
With each blow, the girl yelps in pain as grinning, grey-haired Mosley becomes clearly aroused. And after the beating, he makes her perform a sex act on him. “ continua Aqui
Max Mosley est le fils d'Oswald Mosley, fondateur de
Selon le Times, Mosley compte porter plainte pour atteinte à sa vie privée par le News of the World.” Continua Aqui
A NOVA MÁQUINA CHINESA PARA LIQUIDAR O TIBETE O "Intelligence on Line" revela, na sua última edição, a enorme máquina repressiva montada por Pequim para matar a contestação no Tibete. Medida tomada a semana passada, sob a direcção do presidente Hu Jintao, que junta polícia política, secretas várias, a tropa e dispositivos de infiltração e de desinformação. Eis o dispositivo, suas componentes e dirigentes:.
. A War Room to Keep Down
Formed last week by president Hu Jintao to prevent uprisings in Tibet and neighboring provinces, the “special working group on Tibet” has a second objective: to counter conservative elements in government and the Chinese Communist Party who feel that too much flexibility in the run-up to the Olympic Games could trigger unrest that would undermine the status of the one-party state.
Chinese president Hu Jintao has just set up an emergency military-security unit on Tibet. The aim of the exercise is to save the Olympic Games in Beijing as well as shield the leadership from the Communist Party’s hard-line wing.
The “group” consists of the heads of the security and intelligence agencies, leading military men, newly-appointed politicians and members of Hu’s clan, with the exception of Zhou Yongkang: number three man in the party and supervisor of the security services. He is a member of the “Shanghai clan” of former president Jiang Zemin (see graph below).
In Tibet itself, Hu is obviously relying on Guoanbu (state security ministry) headed by Geng Huichang, whom he appointed to the job last summer. The service is endeavouring to provide information on the role of the United States in the crisis.
In Lhasa, capital of the autonomous region of Tibet, Guoanbu’s representative since 2004 has been Le Dake (as the French journalist Roger Faligot revealed in the book “Les Services Secret Chinoise de Mao aux JO (Chinese Secret Service from Mao to Olympic Games). With the chief of Guoanbu’s Tibet desk, the Tibetan Gaisang Quepel, Le has infiltrated agents into India where the Dalai Lama lives in exile, and has sought to isolate him politically.
Une War Room pour mater le Tibet
Le président chinois Hu Jintao vient de créer de toute urgence une cellule de crise militaro-sécuritaire sur le Tibet. Objectif : sauver les JO de cet été et empêcher sa mise en accusation, en interne, par l’aile dure du Parti communiste.
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Créé la semaine dernière par le président Hu Jintao pour faire échec aux soulèvements au Tibet et dans les provinces avoisinantes, le "groupe spécial de travail sur le Tibet" a un second objectif : contrer les éléments conservateurs au sommet de l’Etat et au sein du Parti communiste chinois (PCC), qui estiment qu’une trop grande ouverture à l’approche des Jeux olympiques risque de provoquer des mouvements spontanés, mettant en cause le statut du parti unique au pouvoir. |
TIBETE: TRAGÉDIA NUCLEAR
O Rui Perdigão, no seu "Vida das Coisas" chama a atenção para um decisivo aspecto da tragédia do Tibete e da hipocrisia chinesa:
Official Chinese pronouncements have
confirmed the existence in Tibet of the
biggest uranium reserves in the world
OLÍMPICA DESINFORMAÇÃO
Tibet, désinformation au quotidien
Chine. Fronde contre les télés occidentales, sites interdits, direct truqué… Pékin récrit l’histoire (são hábitos teorizados por Lénine, aplicados por Estaline - que até o Trotsky apagou da fotografia - e desenvolvidos por Mao e seus herdeiros pinguistas...).
no Libération
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Chine: La terre gronde
Oubliés des réformes économiques, 750 millions de paysans peinent à vivre. Lancé en décembre, un réseau de résistance s’organise contre la saisie illégale des terres par les gouverneurs, de mèche avec les promoteurs.
Envoyée spéciale dans le Shaanxi : PASCALE NIVELLE
«Voleurs de terres !» Le slogan est parti de Pékin fin 2007, lancé par un groupe d’intellectuels de l’université de Qinghua. Depuis, il court dans les rizières et les champs de maïs, réveillant la colère paysanne. Quelques enseignants, des dissidents, des avocats ont arpenté la campagne durant plusieurs mois et décidé de fédérer le plus gros malaise chinois, source d’innombrables conflits sociaux : le détournement des terres agricoles par les gouvernements des provinces. Après trente ans de réformes économiques, 750 millions de paysans sont sur le carreau : «La croissance, l’urbanisation et l’industrialisation font des centaines de milliers de victimes», explique un des activistes pékinois, dont il vaut mieux taire le nom. Selon lui, 75 % de la corruption serait liée au foncier. «Partout, des terres sont saisies illégalement, les autorités locales expulsent les paysans et vendent aux promoteurs immobiliers.»
Dans un café Starbucks de la capitale, à l’abri des oreilles indiscrètes, ce jeune avocat élégant et décontracté raconte le réseau de résistance qu’il tente d’implanter dans tout le pays, et «la deuxième révolution de la terre» en marche de la Mandchourie au Sichuan, jusqu’aux provinces de la côte est : «Nous prenons contact avec les paysans, nous écrivons un texte que signent quelques meneurs et nous le diffusons sur Internet.» L’espoir est d’être entendus par le gouvernement central : «Localement, il y a bien quelques sanctions, mais c’est du théâtre. Seul Pékin peut enrayer la corruption des pouvoirs provinciaux.» Partout, de nouvelles proclamations apparaissent, une vingtaine de provinces auraient déjà rallié le mouvement informel. Pékin, qui ne peut plus faire la sourde oreille, réunit commissions et comités d’experts dans ses ministères...
continua no Libération
Sur le même sujet: Trois ans d’enquête
So, what happens when China's high performance, globally connected capitalist economy which is flying at dangerously high speeds hits the inevitable speed bump? The answer is: it will derail (hollow out and fragment). The chaos it will produce in SE Asia is the real threat we have to deal with. Predicting the black swan that kicks off the death spiral is impossible... In anticipation of this, the Chinese government is following the lead of many other nations by radically improving the capabilities of its paramilitary force for domestic security (to the tune of one million men). However, this many not be enough. Global guerrilla theory indicates that endemic corruption will combine with the same forces of anti-state guerrilla action we have seen in other places to disconnect portions of China from the central government.
Tibet, Protests, and Insurgency
John Robb no "Global Guerrilhas"
[The torch relay is] "really giving a focus to groups like ours around the world for the next three months." Paul Bourke, an officer with the Australian Tibet Council to the NYTimes.
A global pro-Tibet protest movement has emerged. Its main focus is to protest the route of the Olympic torch as it makes its way to
The pro-Tibet movement/protest still isn't an open source insurgency since it is still too amorphous. For example, while the enemy (the Chinese government) is clear, the goal (to coerce
This could change very quickly though. A single subgroup's actions could recast this movement/protest into a powerful global insurgency if it provides a clear high level goal and a globally recognized demonstration of effective action (think social systempunkts).