EFEITOS DO
AQUECIMENTO
GLOBAL SOBRE
A MODA VISTA
EM BERLIM...
O aquecimento global está cada vez mais perigoso e já afecta Berlim, como se pode ver por este desfile de moda a que o Correio da Manhã dedicou esta caixinha nas suas páginas de "magazine"... O tema, pela sua importância para o futuro do planeta, merecia outro destaque. Esperemos que para a próxima haja mais atenção dos editores...
Apito Dourado: José Luís Oliveira pede Tribunal Constitucional anulação escutas telefónicas
OBVIAMENTE...
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Braga, 30 Nov (Lusa)- O principal arguido do caso "Apito Dourado" de Gondomar, José Luís Oliveira, recorreu para o Tribunal Constitucional pedindo a anulação das escutas telefónicas e solicita …" continua Aqui
INTELIGÊNCIA COMPETITIVA
E INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
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"(...) in such a world there can be no real fighting capabilities, real victories, without Competitive Intelligence. One can not rebuild its reputation, adapt himself to revolution in data processing without competitive intelligence. Hence, there will be companies with competitive intelligence "and those who are no longer." There will be no one else but those who will have integrated this structuring method." O que aqui é dito para a indústria farmacêutica é válido para qualquer outra empresa, neste modelo de economia global que se desenha neste início do século XXI. Para qualquer empresa, em qualquer sector de actividade, e para qualquer Estado...
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" Pharma : nouvelles règles du jeux
Les règles du jeu changent dans l’univers pharma : des recherches plus poussées, plus complexes, des encadrements légaux plus exigeants et donc des coûts de R&D plus élevés alors que le pouvoir d’achat du consommateur ne suit pas. L’industrie se retrouve écrasée par des marges de plus en plus réduites. Au-delà de la question à court terme de la rentabilité des médicaments sur lesquels les entreprises misent déjà, se pose la question de l’orientation future de la recherche : quels types de médicaments seront de facto consommés ? quels marchés futurs seront exploitables ?à quelles nécessités une entreprise pharmaceutique peut-elle, ou doit-elle, répondre désormais si elle veut survivre, vivre et grandir ? La question qui se dessine alors est celle de la raison d’être de l’entreprise, du projet qui la porte, des aspirations qui la meuvent. Bref, c’est l’assise de la stratégie de la boîte qui est en jeu : tout est à redéfinir.
Il n’y a pas de vision stratégique sans projet de puissance mais encore faut-il, dans un monde en révolution, être capable de remettre en question la projection de départ et, ensuite, de se doter des outils nécessaires à son recadrage. Nouvelles réalités techniques et scientifiques, nouveaux entrants, nouvelles lois : comment se positionner en force et durablement dans un monde changeant et complexe ? Marchés émergeants, consommateurs exigeants, Etats vigilants… dans un tel univers il ne peut exister de réelles capacités de combats, de vraies victoires, sans Intelligence Economique. On ne peut pas reconstruire sa réputation, s’adapter à la révolution du traitement de données par Internet sans competitive intelligence. Il y aura donc les entreprises qui auront intégrée l’IE et celles qui « ne seront plus ». Il y aura celles qui auront assimilé cette méthode structurante et il n’y aura personne d’autre.
Alice Lacoye Mateus, in pharma-and-ci "
NOVO PACTO GERMANO-SOVIÉTICO
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Günter Grass se une a Saramago y aboga por un Estado ibérico federal, informa o El País.
Nada de novo. A coisa, mais detalhe ou menos detalhe, já estava no programa subscrito pelas SS. As tais de que o senhor escondeu, mais de meio-século, de que fazia parte e que agora, tendo sido desmascarado, nos quer enganar fazendo-nos crer que as SS eram uma tropa como qualquer outra e ele, apesar de usar a dupla runa, era um militar como outro qualquer. Está claro, jovem e desmiolado.
Ou está com demência senil e não se lembra do singular tipo de juramento que fez ou é tão desmiolado que imagina que não sabemos de que tipo e do que constava e como se desenrolava o juramento que fez... Seja como fôr, está desmiolado. O que é coerente com o tipo de declarações sobre Portugal que agora faz... E que também é coerente com o seu passado de SS. Duplamente coerente, portanto.
E tudo isto me dá vontade de ser também eu "coerente": é fundamental para o futuro da Europa que o norte da Alemanha seja "federado" pela Polónia, que o estado livre da Baviera assuma de vez a sua liberdade e recupere o seu lugar na ONU e que o resto assuma a sua realidade, já com 62 anos, de protectorado dos Estados Unidos, devidamente protegido por uns 250.000 GI, claro.
Portanto, depois do Saramago de Lanzarote, o Grass das SS… Mas por que diabo é que Portugal incomoda tanto esta gente? De onde vem tanta “nobel” preocupação de querer “fundir” Portugal? De mete-lo no Estado Espanhol (sem sequer interpelar previamente o “espanhol”…), de onde vem isto?
O mais curioso de tudo é esta espécie de novo pacto germano-soviético que ousa querer decidir o futuro dos Portugueses... Esta aliança vermelho-negra entre o SS e o militante comuna da saudade soviética! O que nos vale é que uns e outros foram sucessivamente derrotados pelo grande satã americano…
E, já agora, proponho um acto de higiene: expulsar do sul de Portugal todos os ex-nazis, SS ou não, que aí se acolham, dando-lhes guia de marcha para Israel (onde terão umas contas a saldar) ou para alguma pampa ou altiplano... onde terão uns velhos amigos à espera.
"Duas para ti, uma para mim…?

Envelopes, de todos os tamanhos, para todos os contributos
Há, como sempre houve, três coisas que estimulam a grande parte dos actores que dizem praticar política, com ou sem ideologia: envelopes, tijolos e malas. Conteúdos que aliviam o risco das minhocas nas letras no banco. Estimulantes que formam um outro género de triângulo das Bermudas, em que o objecto desaparece num apíce e o mistério subsiste.
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A propósito, recordo uma conversa que me contaram vai para uns vinte anos:
- Ó pá, tu tiraste cinco mil contos da mala...!
- Tirei. Mas agora vão lá dizer que roubei... Vá... Vão lá...
Etiquetas: Financiamentos
posted by Vidas @ 29.11.07 0 comments links to this post "
Oh, Rui, isso era há uns bons vinte anos... Agora, além de malas existe essa maravilha dos canais de comunicação que as agências das malas são! Já não há espaço para estórias dessas... Nada pára o progresso neste país maravilhoso, de excelente clima e tão amáveis habitantes!
A Polícia Vai Desarmar a Tropa...?
«A actual Lei das Armas pode dar prisão aos militares que usem as suas espadas e espadins sem ser no exercício de funções, as transportem na via pública ou tenham em casa.Em causa está a definição do que são armas brancas, a sua inclusão na chamada "classe A" das armas e o facto de a lei 5/2006 se referir às Forças Armadas como instituição e sem abranger os seus efectivos, na prática equiparando os militares aos civis. Como consequência, garantiram fontes militares ao DN, diversas viúvas já entregaram à PSP - "por medo" - as armas que os respectivos maridos tinham trazido de África, no fim das respectivas comissões na guerra colonial.» in Diário de Notícias
Nem sei bem porquê mas isto traz um perfuminho da nossa primeira República… aquela que acabou a 28 de Maio de 1926, depois de ter passado pela tentativa de ordo ab chao do presidente Sidónio Pais. E também é verdade que aos nossos militares já pouco mais resta que as espadas… e a paciência.
BOLONHESAS… HÁ MUITAS!
"Claro que a minha bolonhesa é outra. Tem mais a ver com um velho aluno da instituição, um tal João Hispano, a que, nós demos o nome de João das Regras, esse constitucionalista que elaborou, pelo discurso, a primeira constituição portuguesa, mais ou menos escrita, a das actas das Cortes de Coimbra de 1385, talvez uma das primeiras perspectivas políticas consensualistas pós-feudais que, sem esforço, podemos equiparar à ideia de democracia, baseada no princípio dito do QOT que, traduzido do tópico latinista, sempre quis dizer: o que a todos diz respeito, por todos deve ser decidido. O tal princípio, bem relatado por Fernão Lopes, assente no dever geral de conselho, que obrigou à eleição do rei, contra os pactos de Salvaterra do senhorio de honra, em nome do senhorio natural das velhas franquias nacionais que, entre nós, nunca admitiram o rei morto, rei imposto, quando os reinos não eram monarquias de tradução em calão." in "TempoQuePassa", do Zé Adelino Maltez.
Ao Zé Adelino, sobre isto, posso dizer que, sendo um apreciador da herança bolonhesa do João das Regras (felizmente, esse tinha já ido formar-se fora…) a minha bolonhesa é ainda aquela que, na minúscula cozinha da casa de Heverlee, fazia a Rita, flamenga amiga querida dos meus 20 anos em Louvaina, e me punha a cantarolar a musiqueta homónima dos saudosos Beatles: Rita, Rita... Rita…
Com estas bolonhesas made in Brussels, não tenho, felizmente, nada a ver, são-me totalmente estranhas. E, já agora, obrigado por ter recordado o Artaud… Há mais de trinta anos que já não leio esse Antonin que não provaria bolonhesas liofilizadas de Bruxelas.
A "OTA" EM... BADAJOZ!
O LNEC vai apresentar no próximo dia 12 o seu parecer sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa, tendo considerado todos os estudos que recebeu, em tempo útil. Claro, os que tenha recebido de véspera não terão sido tidos em conta. O que aponta já, previsivelmente para grandes fogachos de protesto da parte de regionalismos vários e outros corporatismos. E previsivelmente ainda o pedido de mais estudos (em Portugal pode não se fazer nada, mas é sempre preciso fazer estudos que são uma óptima forma de redistribuição de rendimentos...).
Mas, francamente, enquanto os portugueses fazem "estudos", outros fazem coisas. E, já se percebeu, o novo aeroporto de Lisboa vai ser em Badajoz! Até já lá há TGV...
Arranje-se outro tema para continuar a redistribuir rendimentos através dos "estudos"... Neste caso, já se sabe, a "Ota" vai ser em Badajoz!
Foi Você Que Pediu
Um Copo de Tinto...?

PUTIN: "EU OU O CAOS"
"Ou votam em mim, no meu partido, ou é o caos, a humilhação e a desintegração". Esta a mensagem de Putin aos russos hoje pelas televisões... Mas onde é que eu já ouvi isto?! Pobres russos...
"© AFP, le 29-11-2007 . Allocution télévisée de Vladimir Poutine le 29 novembre 2007 à Moscou. Le président russe Vladimir Poutine a appelé jeudi les Russes à choisir entre son parti et le retour à "l'humiliation" et à la "désintégration" dimanche aux législatives qui "donneront le ton" pour l'élection du "nouveau président" en 2008.
"Poutine le 29 novembre 2007 lors d'un message télévisé
"© AFP, le 29-11-2007 . Le président russe Vladimir Poutine a appelé jeudi les Russes à choisir entre son parti et le retour à "l'humiliation" et à la "désintégration" dimanche aux législatives qui "donneront le ton" pour l'élection du "nouveau président" en 2008."
E, TAMBÉM HOJE, KASPAROV
FOI LIBERTADO DA PRISÃO...
"L'ex-joueur d'échecs, Garry Kasparov , est accueilli devant sa maison à Mascou, le 29 novembre 2007 après sa libération de prison
"© AFP, le 29-11-2007 . Un des chefs de file de l'opposition russe, Garry Kasparov, légende des échecs, a été libéré après cinq jours de prison pour manifestation illégale et a aussitôt dénoncé les dérives "dictatoriales" du président Vladimir Poutine."
Villepin: Ange ou Demon...?
Anjo ou Demónio? Mas esta é a falsa questão. A verdadeira é a do Villepin... Afinal, de que falamos? Do infeliz ex-primeiro-ministro francês que não chegou sequer à candidatura presidencial que ele se propunha com o apadrinhamento de Chirac? Não. Villepin não é esse... Agora, Villepin é a Marie. Com "de", se fazem favor! Marie de Villepin. Identificada e resolvida a verdadeira questão, resta a falsa... Quero lá saber se é anjo ou demónio. Nem eu, nem provavelmente ninguém. Nem os do marketing da Givenchy. Estes, aliás, só querem que muitos parvos românticos ofereçam (já no Natal, mas também em Fevereiro, na Páscoa e no Verão) o dito perfume em questão às namoradas... Talvez na esperança inconsciente de que, com umas gotinhas de Ange ou Démon, elas fiquem com um rabo como o que aqui exibe a Marie de Villepin.
Depois do estático da foto, o movimento do vídeo:
BELA GOZAÇÃO IBERISTA
NO “ TEMPO QUE PASSA “
«Eu que me considero um europeísta, adepto do divisão dos imperialismos frustrados que nos geraram a Europa da hierarquia das potências, para que se possa atingir a unidade na diversidade da Europa das libertações nacionais, não posso deixar de ser um adepto da união ibérica, sob a forma de uma aliança peninsular que passe por Madrid, Barcelona, Bilbau, Sevilha, Santiago de Castela e Valência, embora sem vontade de destruir séculos de Estado Espanhol. E até acredito que no espaço europeu é possível semear essa velha ideia através da Espanha juancarlista, plural e autonómica.»
Quer dizer, no seu sofisticado humor, o Zé Adelino Maltez diverte-se e decidiu gozar com os iberismos e companhia, apesar de ou talvez por estar constipado... Mesmo "sem vontade de destruir séculos de Estado Espanhol", ele acha possível semear “essa velha ideia juancarlista, plural e autonómica, no espaço europeu!”
Oh, meu querido amigo, ainda o hei-de ver a pedir uma ficha de adesão ao “Triângulo do Bacalhau”, coisa com vértices em Lisboa-Barcelona-Bilbau, que ajudei o saudoso Xavier Domingo a fundar vai para mais de vinte anos. E recordo-me ainda que na mesma altura, com o Francisco Palma Dias, criámos o Movimento de Libertação de Castela, cujo manifesto fundacional chegámos a escrever e nem sei já se não publicámos. Por mim, apadrinho já a sua entrada no “Triângulo” ou no “Movimento” ou nos dois. Abraços e recomponha-se depressa. Da gripe, claro.

O BANCO POSTAL E
O MARKETING VIRAL
O projecto de Banco Postal tem andado de Herodes para Pilatos e está, como manda a norma salazarenta, atrasado e muito atrasado. Como ainda manda tal norma, quando vier a sair do "faz que anda mas não anda" já o seu tempo terá passado e tornar-se-à presumivelmente mais um "elefante branco". Pela Europa as coisas estão muito mais avançadas. Como também tem sido, desde há largas ´decadas, norma. Os franceses, por exemplo, já têm o seu banco postal. E apostam muito, para o tornar conhecido, no marketing viral... como mostra este exemplo que aqui se deixa ao cuidado de Luís Nazaré, como nota para inspiração de campanhas futuras...

BELEZA DE DIÁSPORA
Milhões, muitos milhões, de portugueses vivem fora de Portugal. Alguns até já lá nasceram. Alguns (e não por culpa deles mas deste estúpido Estado) já nem falam português o que não os impede de se sentirem menos portugueses. Às vezes, até bem pelo contrário. E falo do que conheço... Estes muito milhões de portugueses que vivem, trabalham e estudam fora deste pobre sítio não correspondem mais (e já há muitos anos) a certas velhas imagens ainda por cá dominantes de "pobres emigrantes" com "valise en carton". A Secretaria de Estado deixou de se chamar da "Emigração" e passou a chamar-se "das Comunidades" já há uns anos mas esta evolução ainda não se deu em muitas cabeças, mesmo de dirigentes políticos, que continuam num passado longínquo. É também verdade que a realidade dessas comunidades de portugueses, dessa diáspora, é quase totalmente desconhecida no interior de Portugal.
Em Lisboa, sabe-se pouco sobre estes portugueses da diáspora. Ignora-se tudo ou quase sobre os seus empresários (e a verdade é que há mais empresas de portugueses fora do que dentro de Portugal), sobre os seus cientistas, sobre os seus artistas (Nelly Furtado é só uma excepção), sobre os seus universitários e até mesmo sobre as suas belas modelos, que são das portuguesas mais belas. O Claro já aqui apresentou a LNA, ou Helena Nogueira ou Noguerra...) e hoje trazemos Teresa Lourenco (ou Lourenço) e a luso descendente Brooke Burke...


via "e deus criou a Mulher"
Inteligência Económica
Competitive Intelligence
"THE QUESTION THAT EMERGE..."
"(...) There is no strategic vision without a project of power but the problem is to be able to question the initial projection in a world in revolution, and then to acquire the tools needed for its cropping. New technical and scientific realities, new entrants, new laws: how one company can position itself on a sustainable basis in a changing and complex world? Emerging Markets, demanding consumer, vigilant States … in such a world there can be no real fighting capabilities, real victories, without Competitive Intelligence. One can not rebuild its reputation, adapt himself to revolution in data processing without competitive intelligence. Hence, there will be companies with competitive intelligence "and those who are no longer." There will be no one else but those who will have integrated this structuring method.(…)”
.“(…) The question that emerges then is the firm’s “raison d'être” , the project that sustains it, the aspirations that move it. To be short, it's the firm’s strategy basis that is at stake: everything is to be redefined."
Alice Lacoye Mateus
École de Guerre Économique
in Pharma - and - CI
The Sexiest Woman Alive
Com esta bela foto da Charlize já se tentou provar que há mais vida para além do deficit , crítica implícita à política de contenção do "monstro" conduzida por José Sócrates. E, há que dizê-lo, há mesmo mais vida para além da morte, perdão, do défice. Dúvida: mas que vida é essa...? Certeza: é a vida que há em dú vida. Segunda certeza, ao contrário do que sugere a inclusão da foto, essa vida da dúvida não inclui , claro, a Chalize Theron (que não está virada para tais vidas). Nem sequer, de resto, o fantasma dela...
O CAMINHO REFORMISTA DE SÓCRATES
José Sócrates reafirmou, em encontro com o PS de Coimbra, o "caminho reformista" do Governo. E fez muito bem. Este caminho é, aliás, o único que poderá poupar Portugal a uma crise muito, mesmo muito, grave e de incertíssima saída... Quem não perceber hoje isto, não é capaz de perceber mesmo nada. Ou então está de má-fé e apenas finge que não percebe. Vejam-se os últimos números da OCDE, agora divulgados, e que mostram como entre 2002 e 2005 Portugal perdeu vários pontos percentuais no seu PIB, empobreceu e se endividou ainda mais para manter níveis de consumo…
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José Sócrates destacou ainda, em Coimbra, que, desde 2005, foram criados 105,9 mil novos postos de trabalho. É também evidente e claro que este é o único caminho possível: criar postos de trabalho. E criar ainda postos de trabalho! Porque deixou de haver dinheiro e outras condições para manter artificialmente postos de trabalho que faziam Portugal parecer um museu da economia industrial do fim do século XIX (na melhor das hipóteses...) e porque há, portanto, imensos postos de trabalho que, não sendo possível sustentar a sua artificialidade, vão desaparecer nos próximos anos (e quanto mais depressa melhor e menos caro). Criar novos postos de trabalho, enquanto desaparecem os artificiais da "economia de museu", é o único caminho possível.
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Parabéns a José Sócrates por ter percebido estas evidências que, apesar de evidências, nenhum outro primeiro-ministro antes dele tinha sido capaz de perceber e muito menos ainda de tratar. Nem Cavaco, nem Guterres, nem Soares...
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Por isso é que o recente conselho de Soares a Sócrates (no DN de dia 25) para se voltar mais para o mundo do trabalho faz sorrir e mostra que Soares, passados todos estes anos, ainda não aprendeu a lição de Felipe Gonzalez. Virar à esquerda e para o mundo do trabalho só pode hoje ser reforçar os mecanismos de apoio e inclusão social e não financiar, com subsídios vários e paletes de notas, patrões que não empresários e empresas inviáveis, sem capital, sem tecnologia, sem know-how, sem management, sem produtos próprios, sem mercados e sem inteligência.
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Apoiar directamente trabalhadores com dificuldades de emprego ou no desemprego, sim. Apoiar empresas inviáveis e condenadas, mantendo-as artificialmente com o álibi de “manter postos de trabalho”, como fizeram Cavaco, Soares, Guterres e outros, não. Portanto, num mundo, que mudou muito na última dúzia de anos, há que saber bem o que é a esquerda, ser de esquerda e “virar à esquerda”… Senão ainda veremos inesperados apoios a essa bizarra manifestação do complexo salazarento e neo-corporativo que é o projecto conjunto de greve dos patrões do comércio da CCP e dos sindicatos comunistas da Inter!
JAIME NEVES
'Não foi para isto o 25 de Novembro'
"Jaime Neves coronel na reserva está desiludido com o País, afirma que não foi para isto que fizeram o 25 de Novembro e confessa que nesse dia, há 32 anos, queria ir mais longe nas operações militares que acabaram com o PREC. E revela que nunca mais falou com Otelo Saraiva de Carvalho ... "
E revela muito mais, o coronel comando nesta grande entrevista ao Correio da Manhã, de leitura imprescindível para perceber o que realmente se passou no famoso "Verão Quente". E revela-se um homem de carácter raro e de uma inteligência prática absolutamente notável. Desiludido com muita coisa e muita gente, magoado até, mas sempre decidido e nunca arrependido. "Volta a fazer o 25 de Abril, que fiz convicto, (esteve na sarrafusca, de madrugada ainda,entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço) e o 25 de Novembro"... E não percebe porque foram tão maltratados os "comandos" que são "fundamentais para a Defesa".
a ler Aqui
Entrevista de Soares ao Diário de Notícias
QUANDO MÁRIO SOARES
RECONHECE QUE ERROU:
"O primeiro-ministro Sócrates é uma pessoa que me surpreendeu muito positivamente. Quando entrou no Partido Socialista, jovem, era eu líder do partido. Pensei que ele fosse uma criatura do Guterres... Era a minha ideia, mas era uma ideia falsa. Estava errado."
(Toda a gente que tivesse falado uma vez com Sócrates sabia logo disso... Soares demorou mais uns anos.)
MÁRIO SOARES VOLTA A
ERRAR E LOGO DE SEGUIDA:
"É assim: eu acho que passados estes dois anos - ele [José Sócrates] tem mais quatro até às próximas eleições em 99 [Mário Soares engana-se pois quereria dizer mais dois anos, até 2009] -, deve ter grandes preocupações, a partir de agora, com o mundo do trabalho."
(Era clássica a confusão dos milhares e dos milhões, mas nos timings eleitorais... oh, dr. Soares?!)
in entrevista ao DN, 25.11.07

"FUTURO JÁ",
pensem nisto!
Santa Maria da Feira: Lista independente ganha intercalares de Caldas de São Jorge, Santa Maria da Feira. Diz a Lusa hoje, 25 Novembro de 2007, que a lista independente "Futuro Já" ganhou as eleições intercalares para a assembleia de freguesia de Caldas de S. Jorge, no concelho de Santa Maria da Feira. A lista, encabeçada por José Carlos Martins, obteve 463 votos (32,51 por cento), seguindo-se o PSD, com uma lista liderada por Alexandre Pinto, que registou 454 votos (31,88 por cento). O PS, que apresentou Jorge Pinto como cabeça-de-lista, ficou em terceiro lugar com 438 votos (30,76 por cento).
As três primeiras listas - independentes, social-democratas e socialistas - elegeram três elementos, cada uma, para a assembleia de freguesia. Estavam inscritos 2290 eleitores para as eleições, a que concorreram a Lista Independente Futuro Já, PSD, PS, CDU e Bloco de Esquerda. Votaram 1469 eleitores, tendo-se registado 22 votos em branco e 14 nulos, e uma percentagem de abstenção de 35,85 por cento. As eleições resultam da renúncia, em 28 de Setembro passado, dos membros do PS e da Lista Unitária Independente aos seus mandatos na junta de freguesia. Hermínio Mota (PSD), então presidente da junta de freguesia, ocupava o cargo há cerca de meio ano, tendo sucedido ao também social-democrata Fernando Coelho, entretanto falecido, eleito nas autárquicas de 2005. Caldas de São Jorge é uma das 31 freguesias do concelho de Santa Maria da Feira, no norte do distrito de Aveiro. Conta com 2728 habitantes, segundo o Censos 2001/Instituto Nacional de Estatística, ocupando uma área total de 5,6 quilómetros quadrados.
Não será pior reparar no quadro deste "Futuro Já":
Abstenção: 35,85 por cento
A lista independente: 32,51 por cento
PSD: 31,88 por cento
PS: 30,76 por cento
CDU e Bloco de Esquerda desaparecem da notícia.
Neste "25 de Novembro" de 2007, esta é a notícia do "Futuro Já"… Think about, que é como quem diz: pensem nisso!
"DENEUVE L'AFFRANCHIE"
A gélida imagem de uma estrela fria... Catherine Deneuve como nunca a viu.

"Deneuve l'Affranchie", uma biografia não autorizada escrita pelo especialista dessas coisas Bernard Violet, espreita por baixo das saias de Catherine Deneuve e o que mostra não é bonito, a começar no nascimento da glacial star, em 1943, numa família colaboracionista com os nazis... O que valerá ao seu pai, após 1945, o estatuto de "indignidade nacional", coisa de que Deneuve, descrita como ávida, infiel e vingativa, nem quer ouvir falar! Tal como parece querer ouvir falar desta biografia...
Catherine Deneuve, em recente anúncio, a fazer de "loira Vuitton"
E BASTOU UMA FRASE
SOBRE FUGA AO FISCO...
Para estoirar a guerra na componente betão do "complexo"... Outra componente, a da banca agiota, está em profunda mutação, depois do estoiro do projecto Bcp. Apesar dos pântanos e dos atoleiros e ainda do tradicional pedalar na areia, Portugal avança. Devagarinho, é certo. Eppur si muove...
SARKOZY GANHA BRAÇO DE FERRO
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A "ofensiva de rua" conjugada com a paralização dos grandes sistemas de transportes, que os sindicatos comunistas e aparentados lançaram contra Sarkozy e os seus planos de reformas, esgotou-se sem alcançar os objectivos e o seu único resultado directo foi o de infernizar a vida durante nove dias a milhões de franceses. Teve, porém, um resultado indirecto bem importante mas muito indesejado para os seus promotores: um sólido reforço de Sarkozy e suas posições. O aventureirismo político, que consistiu em mobilizar sindicatos e seus associados contra o programa político acabado de sair das urnas, teve um resultado desastroso, cujas consequências se vão poder ver nos próximos meses e mesmo anos. Sarkozy sempre disse que não recuava e, de facto, foram os sindicatos a recuar, como é hoje notícia:
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A la SNCF comme à la RATP, une majorité d'assemblées générales a appelé à la reprise du travail dès vendredi. Le climat est à « la suspension de la grève » a confirmé la CGT cheminot. Y compris sur les lignes les plus mobilisées, comme la ligne B du RER."
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Os franceses tiveram a vida infernizada, durante estes 9 longos dias, mas não perderam o sentido de humor. E, enquanto faziam quilómetros ao frio e à chuva para ir trabalhar, tiveram a ideia de chamar em seu socorro um guerreiro de grandes causas: Steven Seagal, que bem ajudou como se pode apreciar no aqui vídeo sobre o "Regime Special".
ESTÁ ALGUÉM EM S.BENTO OU NO RATO?
uma pergunta angustiada que chega da Bélgica, no Miguel Lomelino
No Telejornal da RTP acabou de ser noticiado que Portugal está mais pobre. Foi ultrapassado pela República Checa e tem os preços mais caros que na Grécia e na Coreia do Sul, e os preços são quase como em Espanha. Estará alguém no Largo do Rato ou em S. Bento a ver as notícias ou vão dizer que a RTP se enganou?
Written by Miguel Lomelino
CAMERON DIAZ E O SEU GORACLE
O clima só pode mesmo estar a aquecer... Notem as mangas arregaçadas do Al Gore, também já chamado "Goracle", e notem, mas penso que já notaram, os bem repuxados calções da Cameron Diaz... Os calções, disse eu, e não as pernas que essas não estão repuxadas!

Mas o que aqueceu mesmo foi o coração de Al Gore desde que o seu filme sobre o clima arrecadou mais de 50 milhões de dólares de receitas e ele lançou uma televisão e ainda se tornou presidente de um fundo de investimento e consultor da Google, sem abandonar, claro, o seu core-business, a cruzada climática para a qual formou já um bom exército de 10.000 voluntários, o "Climate Project"... E, claro, já nem refiro aquela boquinha estendida da Diaz, que não é coisa de todos os dias na vida mesmo de um Goracle!
AS 6 TECNOLOGIAS NECESSÁRIAS
À PROSPERIDADE DA INGLATERRA
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A Inglaterra identificou as seis teconologias vitais para a sua prosperidades, nos próximos cinco anos. O documento do Council for Science and Technology, intitulado "Strategic Decision Making for Technology Policy Making" isola, equaciona e aponta "Six New Technologies Named as Vital to the UK’s Future - Major Science Report" e já foi entregue ao secretário de Estado da Inovação, do governo de Gordon Brown, John Denham, que se pronunciou sobre os seus objectivos de modo claro:
“I welcome this valuable report by the Council for Science and Technology. The UK is well known for its world-class science and technology. In order to translate this into wealth creation and social benefits we have to work to capitalise on new and lucrative technologies. It’s vital we exploit cutting-edge innovation to achieve global success."
O documento, que pode ser consultado aqui , merece uma leitura atenta e é também claro:
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"The six winning technologies span the breadth of the UK economy covering both the manufacturing and service sectors. They are:
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• Carbon Capture and Storage - enabling coal and gas to be used for power generation without adding further to CO2 emissions;
• Disaster Mitigation Technologies – predicting, preventing and responding to the impact of disasters such as earthquakes, tropical cyclones and flooding;
• Plastic Electronics – developing a new generation of products, such as computing, sensors, flexible displays, solar cells and communication systems;
• Low Carbon Distribution Networks for Electricity Supply – enabling and stimulating large-scale, local electricity generation by renewable and low carbon technologies;
• Medical Devices – improving healthcare, targeting prevention, diagnosis, treatment and related technologies;
• E-health – delivering and enhancing health services through the internet and related technologies."
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O trabalho tinha sido solicitado pelo então Secretary of State for the Department of Trade and Industry, Alistair Darling, em Janeiro 2007!
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Os franceses já tinham, desde o ano passado, o seu estudo "France : quelles technologies clés pour ces prochaines années ? ". Agora, foi a vez de a Inglaterra assumir o seu. Os alemães, já sabemos, nestas matérias são silenciosos. Outros procuram fazer o mesmo. Dos USA chegam todos os dias sinais e trabalhos deste tipo. E, permitam a pergunta, alguém já terá lembrado que isto é necessário, imprescidível, mesmo? Claro que, se fôr para formar uma "comissão" como as costumeiras, é evidente que não vale a pena. Mas se José Carlos Zorrinho conseguisse pôr uma dúzia de cérebros notáveis e responsáveis a trabalhar o assunto... Este governo de Sócrates ficaria lembrado como o governo que introduziu inteligência na governação deste pobre país cuja "mãe de todos os seus défices" é... o défice de inteligência!
O GUARDIÃO VITAL MOREIRA
ou de como "com amigos destes..."
José António Lima, no seu "Dito e Feito", na contra-capa da última edição do "Sol", faz uma demolição em regra de Vital Moreira e dos seus escolásticos arrazoados jurídico-políticos. Mas comete um deslize. JAL chama-lhe "zeloso guardião da verdade oficial do Governo"... Penso que há aqui, pelo menos, muita bontade de JAL. Ninguém de bom senso político investiria nessa personagem para tal função. De facto - e basta ler o resto que JAL escreve para ficar seguro disso - este estalinista "polícia do pensamento" desqualifica o que e quem apoiar. E, no caso vertente, ele com o seu zeloso "apoio" faz mesmo muito mal ao Governo Sócrates. Talvez ele tenha decidido que (por algumas razões bem "objectivas"...) deveria desempenhar a função de "zeloso guardião da verdade oficial do Governo". Mas não acredito que alguém lhe tenha feito tal encomenda... E muito menos Sócrates. Que ninguém o mande calar é natural pois, graças à derrota de Vital Moreira e seus camaradas no "25 de Novembro" de 1975 (que se comemora daqui a 3 dias), existem, de facto, hoje "as mais amplas liberdades" de expressão...
No seu zeloso papel de guardião da verdade oficial do Governo, o incansável, prolixo e sempre vigilante Vital Moreira veio dizer que as «bombásticas notícias» do SOL, sustentadas no relatório do Tribunal de Contas sobre a empresa Estradas de Portugal, continham «fantásticas falsificações e mistificações». Dando assim cobertura e insofismável crédito à pouco habilidosa (para não dizer mais...) tentativa de desmentido do ministro Mário Lino. Procurando explicar a discrepância entre as duas versões, a ‘bombástica’ e a governamental, Vital adiantou que a fonte do SOL era «o projecto de relatório do TC e não o relatório final». Ora, podendo hoje confrontar os ‘dois’ documentos, Vital Moreira já terá constatado que são apenas um e o mesmo, com as mesmas vírgulas, os mesmos e exactos números, as mesmas conclusões.
Apesar disso, Vital não se deu ao trabalho de repor a verdade dos factos. Nem de denunciar as fantásticas falsificações e mistificações ensaiadas por Mário Lino para desmentir o indesmentível. Antes pelo contrário. Na sua persistente actividade de polícia da informação (uma vocação que já exercia, com outras tonalidades e outros alvos, mas com idêntico afã, nos seus anos de militância no PCP), veio qualificar de «tabloidismo sensacionalista» outra notícia do SOL, que referia a existência de 415 pontes com anomalias graves. Também ela fundamentada num relatório da própria empresa responsável pela gestão e conservação das pontes. Quando os factos são inconvenientes, desmentem-se os factos...
Ao mesmo tempo que se ocupa a fiscalizar e desacreditar as notícias desagradáveis para o Governo, Vital Moreira fala de um «pseudo-estudo da CIP» e levanta a bandeira da Ota contra tudo e todos, diz que a actual carga fiscal não é excessiva e deita foguetes com o crescimento de 1,8% do PIB (o pior da zona Euro).
E o desemprego? Bem, quanto ao desemprego, Mário Lino esclareceu esta semana que, «apesar do aumento do número de empregos, não conseguimos ainda dar resposta, não só para aumentar o número de empregos daqueles que estavam desempregados, como ainda absorver aqueles novos que chegam ao mercado de trabalho»… Confusos? Vital Moreira conseguirá certamente, explicar.
Publicado por JAL |”

ECONOMIA DO IMATERIAL
campo ainda desconhecido onde já se joga o nosso futuro
Sob a influência da internet, está a registar-se uma radical mutação nos nossos ecosistemas socio-económicos e a net será a primeira potência económica mundial antes do fim da década. Esta é a tese central de Denis Ettighoffer, no seu novo livro "NetBrain", onde se defende ainda que a grande batalha da inteligência, pelo controlo, se vai livrar entre estados, entre empresas e entre estados e empresas... A economia do imaterial é, portanto, onde se está já a jogar o nosso futuro. E os países mais avançados da Europa estão, neste momento, no ponto em que estavam os USA nos... anos oitenta! Da posição/situação de Portugal nem vale a pena falar, tal é o atraso e, sobretudo, a ignorância do que está em jogo, da parte de políticos, universidades e empresas.
Denis Ettighoffer na NetEco
Consultant en organisation spécialisé dans les NTIC, Président fondateur d'Eurotechnopolis Institut et Virtual Organisation Consulting (VOC) et auteur de nombreux ouvrages sur l'entreprise, Denis Ettighoffer dévoile "NetBrain", un nouveau livre consacré à l'économie de l'immatériel.
JB - Denis Ettighoffer, bonjour. 25 ans après votre livre sur l'entreprise virtuelle, vous publiez "NetBrain". Le roman vous semble plus adapté qu'un essai pour faire passer vos idées sur l'économie de l'immatériel ?
DE - En vérité, j'ai pris le parti d'écrire un essai car il me donnait plus de liberté pour décrire des phénomènes interdépendants et complexe sur l'économie de l'immatériel. Rapprocher le formidable développement de la Toile et les différents aspects de la netéconomie caractérisés par le développement des échanges des biens numériques ( donc des contenus) et leur influence sur les stratégies à la fois des opérateurs, des entreprises et des Etats, notamment en matière de propriété intellectuelle, nécessitait un écriture en long cours et globaliste. Il s'agit en effet d'analyser des écosystèmes sociaux-économiques en pleine mutation sous l'influence d'Internet. C'est la raison pour laquelle j'ai souhaité rappeller à chacun et d'entrée que la Toile serait la première puissance économique mondiale avant la fin de la décennie. Ce qui pèse de façon considérable sur les modes de création de richesses et les modèles économiques de nos entreprises. Il n'est qu'à voir les difficultés actuelle des éditeurs de musiques pour s'en faire une idée.
JB - Concrètement, qu'est-ce que ce Netbrain ? La bataille de l'intelligence se livrera t'elle entre Etats ? Entre entreprises ? Entre entreprises… et Etats ?
DE - Tout cela à la fois. Des entreprises essaient déjà d'évincer leurs concurrents en utilisant toutes les stratégies possibles offertes par les lois sur le droit des marques et des brevets. De ce point de vue, elles tenteront de s'emparer de biens immatériels pour leurs usages exclusifs. En d'autres termes elles vont tenter de transformer des biens numériques collectifs en biens numériques privés en pratiquant ce que j'appelle des "stratégies d'expropriation des savoirs" comme on le constate déja dans de nombreux secteurs comme les logiciels informatiques, les OGM ou le génome humain. De façon similaire, les nations vont tenter de se doter de blocs de compétences exclusives, ce qui fait monter en première ligne le braconnage international des compétences et une accentuation de la concurrence entre les grandes écoles et les laboratoires de R&D. La défense et l'acquisition des patrimoines immatériels de valeur va devenir l'objet central de l'intensification annoncée des batailles de l'intelligence... au grand bonheur des cabinets d'avocats.
JB - Le gouvernement français semble prendre conscience des enjeux de l'économie de l'immatériel et a récemment commandé un rapport sur le sujet à Maurice Levy. Qu'avez-vous pensé de ses conclusions ? Auriez vous de nouvelles recommandations ?
DE - La qualité de ce rapport est d'avoir porté à l'attention du plus grand nombre un enjeu dont je suis convaincu qu'il n'est pas suffisament compris dans les états majors politiques et des entreprises. J'ai eu l'occasion de m'en expliquer lors de la fusion de Mital et d'Usinor. De ce point de vue je l'ai trouvé trés insuffisant sur les dangers et les enjeux auquels une nation comme la nôtre devra faire face. Je pense par exemple à la spéculation croisante sur les innovations et leurs effets sur la bourse, sur l'importance à accorder à la confusion entre découvertes ( qui favorise la biopiraterie) et les brevets ( qui assure la preuve d'une véritable activité inventive) ou encore au fait que la concurrence ne s'établit pas sur la quantité de savoir mais sur l'intensité des échanges et la libaralisation des idées et qu'il existe des méthodes et des outils pour en tirer parti.La France se trouve dans la même situation que les Etats-Unis dans les années 80, un immense savoir faire et mais insuffisament organisée pour le transformer, le promouvoir et le vendre. Un simple exemple. Au Canada des universités ont passé des contrats avec une société ( trader) spécialisée dans la valorisation et la commercialisation de leurs brevets. Ce qui leur facilite le financement de leurs dépôts et le suivi de la défense de leurs droits. Ce n'est pas le cas en France où les universités ont du mal à financer la protection et la commercialisation de leur R&D.
JB - Denis Ettighoffer, je vous remercie.
Pour aller plus loin
05/12 L'économie de l'immatériel va-t-elle doper la France ?
14/05 Marque & nom de domaine : Un actif immatériel stratégique pour l'entreprise
24/03 Pierre Chapignac, spécialiste de l'Economie de l'Immatériel »
ISTO VAI SER LINDO...!
Quem era o dirigente político português que hoje, ao almoço, em pleno Ganbrinus, exclamava um ameaçador "isto vai ser lindo", referindo-se à situação em que a evolução da conjuntura económica mundial coloca esta pobre, desarmada e falha de inteligência (económica e estratégica) economia aberta, à beira mar plantada e de costas voltadas ao dito...? Ajuda: é um ex-dirigente de primeira linha recentemente "retornado" a dirigente de primeira linha, depois de uma larga travessia do deserto em que praticou outros "milagres". Vá lá, não é assim tão difícil... Mas a visão é muito reveladora!
A Gestão Estratégica
das Regiões na Europa
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Este "A Gestão Estratégica das Regiões na Europa" é um documento de leitura indispensável para quem quer saber em que Europa vive e muito interessante ainda pela análise que faz de Lisboa e pela posição em que nos coloca e mostra... Como em Portugal não há nada de comparável à ADIT, organismo de produção de inteligência estratégica, é o gabinete de José Carlos Zorrinho que tem de tomar conta do assunto e informar Sócrates.
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Claro que os maluquinhos da "regionalização" como panaceia para todos os males existentes e ainda os que venham a ser inventados têm todo o interesse em ignorar este tipo de documentos... A sua "fé" é incompatível com o conhecimento racional. Estas "regiões" de que fala a ADIT são outras que as da "regionalização". São coisa do mundo real e não do das efabulações políticas...
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Portugal ou o País em que
"ninguém é responsável por nada"
Medina Carreira continua sem papas na língua
"A democracia em Portugal é uma brincadeira em que ninguém é responsável por nada, não há responsáveis", afirmou Medina Carreira, num debate sobre a actual situação do País, em Gaia, salientando que "o País apenas é governado com rigor durante um ano ou um ano e meio por legislatura", segundo refere a Lusa.
Medina Carreira traçou um quadro muito negativo de Portugal, considerando que a actual situação resulta de uma quebra acentuada no crescimento económico, num país em que "ninguém é responsável por nada".
Quem vence as eleições começa por tentar corrigir as promessas que fez na campanha eleitoral e, a meio do mandato, "começa a preparar as mentiras para a próxima campanha eleitoral. Com esta gente que temos, não podemos ter muitas esperanças (quanto ao futuro)".
Medina Carreira defendeu que "a raiz do problema" de Portugal resulta da quebra no crescimento económico. "Durante 15 anos crescemos seis por cento ao ano, entre 1975 e 1990 crescemos quatro por cento ao ano e de 1990 para cá estamos a crescer 1,4 por cento ao ano. Se não mudarmos de vida, o futuro exige meditação", frisou.
"Não há economia que aguente um Estado social com tudo para todos, desde o berço até ao túmulo", defendendo que esta concepção "está condenada".
Sobre as verbas europeias destinadas a Portugal através do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), Medina Carreira desvalorizando a sua importância. "Antes do QREN já vieram muitos milhões da Europa e veja-se o estado em que o País está".
Medina Carreira foi um dos participantes num debate sobre a situação do País e em que também participaram Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, e Pedro Arroja. Jorge Coelho, cuja presença tinha sido anunciada, faltou, assinala ainda a Lusa.
Dinossauros à porta da história
WEB 2.0 OU O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
ou como a batalha pelo controlo da nova ordem societal só ainda está a começar...
Uma abordagem muito interessante das perspectivas de soft-power e perceptions management abertas pelo universo web 2.0, por um analista especializado, na La lettre de L'Atelier:
"Le web 2.0 ou l'illusion libertaire
Le web collaboratif semble faire voler en éclat les méthodes traditionnelles de contrôle médiatique. En fait, de nouvelles règles émergent s’inscrivant dans l’univers du "soft power", fondées sur la séduction et l’art de faire adhérer à ses idées et à ses projets.
Par Pierre Chapignac, analyste des impacts sociétaux des nouvelles technologies au cabinet Rivière Consult Associés. Publié le 14 Novembre 2007
Le contrôle social est lui-même remis en cause par le web 2.0. Et ceux que l’on suppose être les puissants sont désemparés. Comment les dircoms peuvent-ils maîtriser le discours des multinationales face aux propos incontrôlés des internautes se propageant comme des traînées de poudre ? Comment les patrons et leurs DRH vont-ils faire comprendre et partager leurs objectifs à leurs équipes alors que peuvent fleurir autant de blogs contestataires qu’il y a de salariés ? Les chefs de produits et les directeurs commerciaux ne sont-ils pas dans une situation tout aussi difficile face à la dynamique de prescription et de conseil entre internautes court-circuitant les systèmes de vente bien huilés ? Il faut se rendre à l’évidence : ni la puissance de feu des différents discours des élites ni la diffusion massive de contenus par les lieux de pouvoir ne peuvent endiguer les « petits tas de paroles massivement parallèles » de Monsieur Lambda et de Madame Machinchose.
En attente de nouveaux modes de fonctionnement
Le mythe libertaire du web, jardin d’Eden des pionniers du réseau va-t-il reprendre des couleurs ? Le fumet appétissant de la subversion émoustille sans doute les plus romantiques des internautes. Cependant, l’espoir de voir s’effondrer le vieux monde pour laisser triompher l’utopie n’a pas grand sens. Nous sommes au contraire face à une dynamique structurante. Le double mouvement de la numérisation et de la mondialisation crée des attentes, des usages, des pratiques, des manières de penser, des formes d’interactivité qui appellent de nouveaux modes de fonctionnement social. Nous assistons à l’émergence d’un nouvel ordre plus complexe et obéissant à des règles du jeu différentes. La situation n’est pas plus incontrôlable qu’avant. Mais elle ne se contrôle pas de la même manière. Quelles sont ces nouvelles règles du jeu ?
Le pouvoir c'est le contrôle des consciences
Rien n’est encore figé pour l’instant. Cependant, quelques principes se font jour. On ne peut plus se contenter d’imposer un discours, il faut savoir convaincre. On ne peut ignorer les critiques et les remises en cause. Il faut les accepter, y répondre avec subtilité et contre argumenter. On ne peut plus donner des ordres. Il faut faire comprendre et mobiliser. Il ne suffit plus de savoir, il faut maîtriser « la connaissance de la connaissance » pour guider ceux qui disposent désormais d’un libre accès au savoir. Etc., etc. Ces règles laissent supposer que les nouveaux modes de fonctionnement social impliquent une place plus importante au partage de la connaissance, au partage des projets et à la conscience individuelle. Cela ne peut que faire vibrer notre fibre humaniste. Mais, le visage avenant du soft power ne doit pas nous faire perdre de vue que la clé du pouvoir réside désormais dans le contrôle des consciences et qu’à ce titre, le web peut aussi être une arme redoutable. La bataille pour le contrôle du nouvel ordre sociétal ne fait que commencer !"
"Arroz... Já Te Dou o Arroz"
diz a SIC de Balsemão a Alcochete
com uns Maçaricos-de-bico-direito
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Assentaram praça na Ota estes passarocos e já estão mobilizados contra a localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, muito por obra e graça dos meios do dr. Balsemão que, e isto que fique claro, nunca investiu, muito certamente, nada na região da Ota, nem em nome próprio nem de outros. Portanto, que ninguém comece por aí a pensar e dizer coisas, como até já ouvi dizer a propósito de um candidato às últimas presidenciais e que dizem as tais vozes desbocadas "só queria ser presidente para garantir a Ota".
"Cada maçarico-de-bico-direito pesa cerca de 300 gramas e mede à volta de 40 centímetros. Como a SIC revelou, podem voar a 500 metros de altura e em bandos que chegam a ter milhares de unidades. Neste caso, no caminho entre os dormitórios no estuário do Tejo e os arrozais de Benavente." No caminho, portanto, dos aviões... Que ideia esta de meter esses horríveis aviões a perturbar e massacrar estes pobres passarinhos comedores de arroz. Chamem já a Quer cus e abra-se um debate público sobre estes belos passarinhos e a sua imperiosa protecção!
Maçaricos... !?
Rota de colisão entre aviões e maçaricos-de-bico-direito, uns comedores de arroz. E se fizessem um arroz de passarinhos com estes maçaricos...?!
MACÁRIO E O FUMO
e uma boca que o " ecologista " nunca poderá beijar

Ora aqui está uma que o pobre do Macário, que lutava no mar e em terra, nunca poderá beijar... Ah, Macário, para tua segurança, depois de todas essas historietas de assédios, contrata só fumadoras para a câmara.
A COLÔMBIA FARTA DE CHAVEZ
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A Colômbia, segundo hoje o L'Express, começa a ficar farta das intromissões de Chavez no país a pretexto dos reféns das FARC. E dá-lhe até Dezembro para apresentar resultados ou... Chavez esteve hoje em Paris com uma agenda quase reduzida aos esforços para libertar Ingrid Betancourt
Médiation de Chavez: la Colombie s'impatiente
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Alors que le président vénézuélien est arrivé lundi soir à Paris pour une visite centrée sur le sort de l'otage franco-colombienne Ingrid Betancourt, la Colombie semble s'agacer de l'implication de Chavez dans les affaires du pays. Elle lui donne jusqu'à décembre pour tenter de faire libérer les otages.
les enfants d'Ingrid Betancourt, Mélanie (4eG) et Lorenzo (5eG) et des personnalités du monde politique et artistique lors d'une marche pour sa libération à Paris, le 18 novembre 2007

L'ex-époux d'Ingrid Betancourt, Fabrice Delloye et son fils Lorenzo, devant un portrait de la Franco-colombienne, le 6 octobre 2007 à Paris
MOTORES DE PESQUISA
e Inteligência Económica
O futuro dos motores de pesquisa visto por um economista e dois novos motores (um deles disponível em português) a experimentar. A proposta é do blog de i.e., FJB - weblog , de François Jeanne-Beylot
J'entends ce matin sur Radio Classique un interview de Dominique Roux , universitaire et dirigeant d'entreprise français, ancien membre du Collège de l'Autorité de régulation des télécommunications, membre du Cercle des économistes, et aujourd'hui président de Bolloré Télécom. Il est interrogé sur la capitalisation de Google dont l' action atteint les 600 USD. Si l'économiste apporte une analyse pertinente sur la capitalisation boursière du moteur, losrqu'il parle du metier de Google, il déraille ...
Il précise qu'il n'existe aucun acteur en Europe pour contrer Google ; C'est sans compter sur Exalead, pour un français, c'est dommage ! Et quand le journaliste l'interroge sur l'avenir des moteurs, il explique que demain, les moteurs apporteront l'information "sur un plateau" lorsque l'on saisira un mot clé ... C'est bien mal connaître le fonctionnement d'un moteur de recherche ! Leur index grandissant il apporte de plus en plus de résultats et donc de moins en moins de résultats pertinents ; Mais cela correspond bien aux attentes des internautes : saisir de moins en moins de mots-clés (donc des requêtes de moins en moins précises) et obtenir des résultats plus pertinents !
Cela risque de faire quelques déçus ... Comment un moteur peut il devenir plus pertinent si l'internaute devient moins précis ? L'avenir est bien évidement dans la recherche avancée et donc la formation des internautes à utiliser cette dernière. Et sur ce point Exalead est plus avancé que Google, proposant plus d'options de recherche avancée, là où Google stagne. Encore une fois ils 'agit bien de méthode dans la recherche ; l'outil étant au service de la méthode, et non l'inverse ... Les internautes qui ont compris cela obtiennent l'inforamtion sur un plateau.
François JEANNE-BEYLOT
Un nouveau né dans la recherche d'actualité : News Tin . Disponible en onze langues (anglais, américain, allemand, français, espagnol, portugais, italien, tchèque, russe, arabe et chinois) cet outil intègre la traduction automatique en cliquant sur les logos des différents pays.
Très performant, ce site propose plus de 250.000 "sujets", il offre notamment la particularité de scanner également les blogs, les communiqués de presse et le journaux citoyens dans les sources d'actualités. Pour mémoire Google Actualités et Yahoo Actus ne g'intègrent pas les blogs, ni les communiqués de presse. En revanche News Tin ne diffuse pas directement les dépèches d'actualité, là où Google le fait pour les flux provenant de l'AFP, d'Associated Press, de Brtish Press Association et de Canadian Press ( CF mon billet du 4 sept).
La recherche avancée de News Tin permet de :
- spécifier la date récente ou sur une période,
- d'ajouter quelques agents booléens (tous les mots, phrase exacte, au moins un des mots, aucun des mots),
- de limiter sa recherche sur une source pré-identifiée,
- de limiter sa recherche sur une des 11 langues,
-de limiter sa recherche à un genre d'actualité (actualité, blog, communiqué de presse)
- de limiter sa recherche sur des sources d'un pays (Etats-Unis, Royaume-Uni, Allemagne, Australie, Autriche, France, Espagne, Portugal, Russie, Italie, Belgique, Mexique, Argentine, Canada, Nouvelle-Zélande, Afrique du Sud, Irlande, Inde , Suisse, Égypte, Ukraine, Brésil, Yémen, Liban, Colombie, Chili, République arabe syrienne, Maroc, Arabie Saoudite, Biélorussie, Luxembourg, Israël, Venezuela, République dominicaine, Irak, République de Corée, Pérou, Qatar, Équateur, Bolivie, République Tchèque)
L'acces par session enregistrée (gratuite) permet également de personaliser l'outil avec notamment des thématiques ou des zones géographiques plus précises. Dans le premier cas il s'agit d'association de mots-clés liés à la thématique et dans le deuxième d'une séléction de source et de mots clés thématique.
Cet outil est tchèque, développé par NewsTin a. s., société basée à Prague, "un des plus grands centres de création de taxonomies multilingues en Europe. et fournit des services professionnelles dans le domaine de l'exploitation du texte (text mining) et de la gestion des données non structurées.
Il ne manque que l'alerte !
François JEANNE-BEYLOT
VeoSearch est un outil qui permet d'interroger plusieurs moteurs de recherche tout en soutenant un projet de développement durable. A la différence d'un metamoteur, un multimoteur présente les résultats des outils qu'il interroge de façon distincte (un metamoteur offre en plus un dédoublonnement et un tri compilé des résultats).
Mais la spécificité de VeoSearch c'est qu'en effectuant vos recherches sur cet outil, vous générez des revenus publicitaires. Ces revenus permettent de faire connaître et de financer des projets associatifs liés aux trois grands thèmes du développement durable : engagement pour l'homme, respect de la nature, pratiques économiques durables.
VeoSearch a deux sources principales de revenus : les fournisseurs de bandeaux publicitaires et les moteurs de recherche. Le site est rémunéré pour l'affichage des bannières et le trafic dirigé vers les moteurs. Ainsi, à chaque recherche, quelques centimes d'euros viennent s'ajouter au total collecté et VeoSearch s'engage à reverser 50% des revenus du site aux projets d'associations et d'ONG que l'internaute a choisi de soutenir : c'est le montant "collectés" affiché en page d'accueil. L'internaute peut également faire des dons en ligne.
VeoSearch s'est fixé deux objectifs allant bien au-delà de la simple viabilité financière du projet :
- Information et sensibilisation du grand public aux grandes thématiques du Développement Durable.
- Financement de projets & conseil en communication web gratuits pour les associations partenaires du site.
Les informations relayées sur la page d'accueil répondent au premier objectif avec l'aide de partenaires institutionnels et média (le Ministère de l'Ecologie et du Développement et de l'Aménagement durables (MEDAD), le magazine Terra Economica ou encore Ushuaïa TV)
PACHECO PEREIRA VISITA PORTUGAL
PELA MÃO DO CORREIO DA MANHÃ...
Não deixa de ter muita graça que Pacheco Pereira, no "Público" de que é colaborador semanal, ao querer falar, por uma vez, da realidade de Portugal, vá buscar e se inspire da actualidade do "Correio da Manhã" para mostrar, diz ele, uma "fatia da realidade"... pois "o país do Correio da Manhã é o nosso país.». E o "Público" o que é? Já agora, o país do "público" é o país de quem? Ou é simplesmente um autismo...? Há alturas assim, claro. Alturas em que a realidade, a que se fecha a porta, irrompe pela janela...
«Há alturas assim, parece que se vive naqueles sonhos em que se quer correr e não se sai do sítio. Freud explica, qualquer manual dos sonhos explica, mas a gente continua a sonhar o mesmo. Tudo é pastoso, parece um barco que entra no lodo e não avança mais no meio de um grande e enorme rio. Toda a agitação é vã, sabe-se que algures há um perigo indefinido, uma escuridão que avança, um movimento profundo nas águas. Não é por acaso que esta é um das "sete tramas fundamentais" na literatura. Está no Beowulf, está na lenda de S. Jorge e o Dragão, está nos livros de Stephen King, está no Portugal de 2007. O barco está bem encalhado no meio do rio e não se consegue fugir para fora do perigo.
A gente olha para o Correio da Manhã, aquilo que os anglo-saxónicos chamam uma "fatia de realidade", e vê bem o sonho do quero andar, mas não ando. ""Marta" (nome fictício), de 24 anos, confessou ontem às autoridades que deitou o seu filho num contentor do lixo", atrás de muitas outras "martas" que desde tempos imemoriais mataram os seus filhos, ou os deixaram na roda, ou na estrada para serem encontrados com um fiozinho e uma medalha para, dizem os leitores de Dickens e os espectadores de telenovelas, um dia mais tarde se dar o improvável rencontro, ou se confirmar qualquer tragédia incestuosa. Destinos. "Marta" não leu a intelectual Prospect, que coloca o dilema ético-social sobre se há direito a ter filhos que não se podem alimentar, ou dito de outro modo, se é moralmente legítimo e socialmente aceitável os pobres terem filhos que depois vão viver dos impostos dos ricos que não os procriaram. Amanhã haverá outras "martas". O barco decididamente não anda.
A "assassina do ácido voltou a ser posta em liberdade" escreve, perturbado, o jornal perante mais uma saga judiciária. Escrevendo em "juridiquês", uma linguagem que hoje se tornou popular de tão usada que é, vê-se que a "assassina do ácido", que estava detida em Tires para cumprir sete anos e nove meses de pena, "recebeu a ordem de libertação imediata, emanada pelos juízes desembargadores", após recurso do advogado.
Continua o jornal: "Nessa altura, o colectivo de juízes considerou que o acórdão condenatório tinha transitado em julgado e, por consequência, estava esgotado o prazo para um eventual recurso.
Para chegar a esta deliberação, os juízes guiaram-se pelos prazos dos processos urgentes, mas (o advogado) contestou. Primeiro, entrou com um pedido de habeas corpus (libertação imediata) da sua cliente, que foi indeferido. Depois, alegou que a decisão dos juízes da primeira instância teria efeitos suspensivos sobre a eficácia dos mandados de captura (...) o que foi aceite pelos juízes desembargadores." Corre Kafka, busca Kafka, bom cão Kafka!
A "assassina do ácido" anda nesta saga desde Maio de 2001, há mais de seis anos. O crime de amor, ciúme e raiva, que a levou a matar o namorado, crime do "coração" (o mesmo "coração" com que o povo se enleva no "pai de coração") já não suscita sequer atenção de per si, a não ser no epíteto de "assassina do ácido", são agora as peripécias jurídicas, o outro pântano, a outra areia que está debaixo do barco. Antes o mundo parecia simples: julgada, condenada, presa, libertada no fim da pena. Agora não, há advogados, juízes, polícias, desembargadores, um nome tão arcaico que se percebe bem encaixar na coisa. De que é que tens medo Kafka, não está nada aí, é só uma sombra...
Mantendo-nos nos crimes, temos mais um acto da saga mediática da "pequena Maddie", opondo os defensores da tese do rapto aos defensores da tese do assassinato, hoje uma matéria patriótica. Cada revelação, num ou noutro sentido, faz parte da também pequena guerra civil que os portugueses travam contra John Bull, contra a pérfida Albion, que insiste em nos tratar como comedores de sardinhas, insulta o nosso embaixador, goza com os nossos polícias, e suspeita que, se algum louro britânico, algum cidadão civilizado dos países frios, cai nas malhas desses brutos (nós) é como no tempo da Inquisição. E nós, nessa altura, ficamos todos índios venezuelanos diante do Borbón que nos manda calar, nós explorados desde o Tratado de Methuen, vítimas dos vexames de Beresford, espoliados pelo Ultimato e que temos agora que aturar a sobranceria desses "bifes" que acham que podem vir cometer crimes ao nosso Algarve e voltaram para casa a dizer mal do senhor inspector de Portimão. Nós que até lhes ganhamos, de vez em quando, no futebol. Agarrem-me senão eu faço e aconteço, ouve-se no barco encalhado pelo medo.
Depois o Correio da Manhã explica-nos que há portas e portas. Umas servem para abrir, outras para snifar e ganhar muito, muito dinheiro. São "portas da percepção" diria Huxley, cheias de felicidade terrestre, contendo a módica quantia de 301 quilos (o quilo a mais dos trezentos seria para pagar o transporte?) de cocaína metida numas portas vindas do Brasil, cerca de três milhões e cem mil doses individuais com valor de cerca de 15 milhões de euros. No mesmo dia, mostrando a diferença entre o poderoso cartel latino-americano e a pobreza dos PALOP, um infeliz guineense identificado como Isolmané trazia três quilos numa mala de viagem vindo de Caracas e foi direitinho parar à prisão, porque só lhe devia faltar ter escrito na T-shirt ao que vinha e com que vinha. Nas casas de banho da noite chique de Lisboa, onde os famosos da Nova Gente riscam umas linhas de neve, não vai faltar produto, nem que seja a consumir a porta. Se no barco encalhado se tem medo e se quer fazer de conta que não se passa nada, há sempre maneira de o fazer, no nariz, na veia, na garganta.
O resto? Nem no Correio da Manhã sobra alguma coisa como resto: uma greve na Valorsul, uma empresa que dá "valor" ao lixo do Sul; uma mãe que quer que a filha ouça e arranjou o dinheiro para a operação e diz, sábia, que "as mães não devem ficar à espera do Estado"; uma senhora professora que nem três cancros diferentes chegavam para ser aposentada e que só conseguiu "ter justiça"; a ASAE, mostrando como se leva a sério a gestão política das polícias, deixou por um dia de funcionar como braço armado do fisco, para apreender numa humilde loja das Portas de Santo Antão umas aparelhagens de quinta categoria que servem para escutas, obtendo assim um bom título no jornal para o senhor ministro da Administração Interna. O barco está mesmo encalhado e afunda-se pouco a pouco. Haverá piranhas, crocodilos neste rio? Há sempre.
A culpa é do Correio da Manhã? Longe disso, aquilo é o Portugal de 2007, tal como ele é, irrelevâncias antigas, infelicidades de sempre, vidas miúdas, perdidas num mundo que cada vez menos se controla, de que cada vez menos se descola. Não é obra de cínicos intelectuais que só querem dizer mal e não partilham do glorioso optimismo dos governantes, é o retrato do pântano do nosso lento empobrecimento a que nos condena o "modelo social" vigente, da desorganização atávica das nossas instituições, do salve-se quem puder, de uma mediania muito perto da pobreza e do atraso. É o que o espelho da verdade nos mostra.
É como nos sonhos, bem se quer correr, mas é difícil correr no meio de gelatina, da pasta viscosa da nossa anomia, quando uma a uma se perdem as raríssimas oportunidades de fazer diferente. Até o Papa percebeu isso e fez o que fez aos bispos, só que nós, se o tivéssemos à civil, atirávamos pedras ao homem. Não se é feliz no país do Correio da Manhã, mas o país do Correio da Manhã é o nosso país.» Pacheco Pereira, pois, no Público
Só uma pequeníssima pergunta: além de colunista semanal do Público e de mais não sei quantas media, que bem o pagam, Pacheco não é também (ou não tem sido até este episódio do seu conterrâneo Manezes) dirigente do partido que mais tempo ocupou os ministérios-chave (Educação, Defesa, etc.) deste paupérrimo país ou como diz o ARF, "este sítio cada vez mais mal frequentado"... Ou estarei enganado de autor? Uma coisa é certa, não é este o do "Esmeraldo de situ orbis".
E, já que nisto estamos, que diabo levará certos analistas a ver e perorar sobre a espuma destes tempos menores e não verem (qual é o pior cego?) as realidades do monstro do "complexo neo-corporativo e salazarento" que nos bloqueia e devora... Porque será?

COMO FICAR COM UM JORNAL
e receber ainda… 40 milhões de euros !
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O jornal é o económico “La Tribune” e a notícia é da 18H de hoje:
"Alain Weill rachèterait La Tribune pour... 1 euro symbolique
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Alain Weill ne se ruinera pas sur ce coup là : selon Presse News, le patron de RMC et BFM reprendrait en effet La Tribune pour la modique somme de 1 euro ! Le quotidien économique, constamment déficitaire au cours des dernières années (-12 millions en 2005, -17 millions en 2006) aurait « une valeur d’entreprise négative » indique une source bancaire citée par Presse News.
Conséquence, l'essentiel des négociations avec les 4 repreneurs en lice a consisté à discuter de la somme qu'aurait à verser LVMH pour recapitaliser le titre. Et à ce petit jeu, c'est Alain Weill qui aurait été le moins disant. Ou le moins gourmand. Il n'aurait demandé que 40 millions d'euros, dont 10 sous forme de prêt remboursable. Par ailleurs, LVMH se serait engagé à acheter pour 1 million d’espaces publicitaires sur trois ans. A terme, le quotidien devrait déménager du 2ème arrondissement de Paris et rallier le paquebot NextRadioTV au fin fond du 15ème près de la place Balard."
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Candidatos a este papel do « La Tribune » não faltam em Portugal... Falta é quem tenha e dê os 40 milhões para se ver livre deles!
OLHA QUE DOIS…
de punho erguido!
Hugo Chavez e o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad cumprimentam-se muito folcloricamente na 3ª cimeira da OPEP, em Riade, a 18 Novembro.
De facto, face a este arcaico cerimonial típico da esquerda soviética e do asiático-leninismo, faz todo o sentido colocar a questão de Nick Cohen, "what's left" ... Quanto mais não seja por uma questão de simples higiene mental!

E, para que não pensem que estou a imaginar coisas, vejam esta:
Lisboa: apoiantes esperam Chávez
Portugal Diário - 1 hora atrás
Cerca de 200 pessoas estão hoje concentradas junto à porta principal do Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, para «receber e saudar» o Presidente da Venezuela Hugo Chávez, noticia a Lusa. Ao som de músicas de Zeca Afonso e empunhando cartazes com ..." continua AQUI
MODA
Meia-dúzia de reportagens sobre moda no "L'Express" em linha com as grandes tendências e preços doces... Mas, sobretudo, uma boa amostra de como se trabalha online. Coisa que os jornais portugueses ainda têm de aprender a fazer. Se luxo é sinónimo de "made in France" e de bons lucros não é, claro, por acaso... 
A Intoxicação da República
ou o Islão Contra a Laicidade
in "Tous Contre le Voile"
PARA DEBATER OTA/ALCOCHETE
e o porquê, como e onde da coisa

Um site aberto para discutir Ota/Alcochete e as razões da necessidade de um novo aeroporto em Lisboa. Para "um debate sério e estratégico" sobre as funções de um verdadeiro hub, nesta plataforma marítima que é o território continental português, na economia global do século XXI.
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Aberto a todas as colaborações que, numa lógica totalmente web 2.0, são editadas e postadas directamente por qualquer cidadão, o http://nal-blog.blogspot.com/ é uma excelente iniciativa cívica e um dos primeiríssimos sites portugueses da era web 2.0
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Ver Aqui
Ameaça da poluição chinesa,
exercício de prospectiva
no Inteligência Competitiva
A China será responsável, na próxima década, por um acréscimo significativo da poluição global e, tendo a mesma origem (um preocupante desenvolvimento insustentável), por grande fatia do consumo de recursos.
A CARMA, uma organização que controla as emissões de carbono para a atmosfera, revela agora que o país vai aumentar em 60% as suas emissões poluentes, na próxima década, sendo já o segundo maior poluidor do mundo, logo atrás dos Estados Unidos(país que, apesar de alguma intransigência, começa já a dar sinais de um entendimento de ter chegado o esgotamento do actual modelo energético, assente sobretudo no petróleo).
Quatro empresas de energia chineses estão na lista dos 10 maiores poluidores do planeta. Estados Unidos e Alemanha surgem com duas empresas cada, e África do Sul e Índia encerram a lista com uma empresa cada.
Pequim prevê construir de futuro mais centrais nucleares, que não emitem gases de estufa, mas colocam sérios problemas ao nível da segurança do armazenamento urânio utilizado.
Sobre estes dados importa referir um aspecto importante: o crescimento da China como potencia global ameaça ainda mais o fraco equilíbrio entre recursos disponíveis e necessários e pior fere de morte, aos actuais ritmos de crescimento, quaisquer esforço de contenção da ameaça da poluição.
Se querer de modo algum defender que se deve impedir o desenvolvimento dos países, importa saber até que ponto o globo está preparado para suportar a hipótese de um terço da população mundial começar, dentro de poucos anos, a consumir recursos ao ritmo das famílias norte-americanas.
Ainda que os Estados Unidos se venham a esforçar por reduzir a sua "pegada ecológica", a situação continuará a deteriorar-se.
Face à ameaça ecológica chinesa é previsível uma reacção dos outros países, nomeadamente sob a forma de sanções. Isto cria outro problema, talvez perigosamente pior do que o precedente. Isolar a China pode levá-la a agir de um modo inesperado, o que teria forçosamente implicações globais, dado, em particular, o forte empenho financeiro da economia global neste país.
Exige-se hoje um esforço para perceber três pontos fundamentais:
1. Como se desenha verdadeiramente o desenvolvimento económico chinês?
2. Que solução para múltiplos cenários que podem ser despoletados pela crise ecológica que se avizinha?
3. Como estimular a China a mudar o seu modelo de crescimento, sem pôr em causa aspirações legítimas, do ponto de vista comercial, mas forçando-a a alterar, quer o modo como se posiciona no mercado (questões de concorrência pouco leal), quer, sobretudo, o modo como consome?
Logicamente, neste quadro, os ameaçados têm também de dar o exemplo, de um modo coordenado e sério, e saber comunicar aos chineses essa intenção e esforço, a começar pelos Estados Unidos.
A revolução Industrial Chinesa chegou muito tarde. O ritmo actual de qualquer indústria é muito mais elevado e dificilmente permite travagens. O fenómeno chinês é na sua base muito igual ao que existiu na Era Industrial, com a diferença da escala,do tempo e da tecnologia.
Vasco P. Valente Sugere Extinção
das Cimeiras Ibero-Americanas…
percebo esta emoção mas falta aqui a razão
«A esquerda e a direita andam por aí muito excitadas por causa de Hugo Chávez, que o rei de Espanha mandou calar na XVII Cimeira Ibero--Americana. No primeiro dia, em que, muito à Fidel, arengou mais 20 minutos do que devia, Chávez resolveu chamar "fascista de todo o tamanho a José Maria Aznar", "magnata do petróleo" a Lula da Silva e "fascismo dos fascismos" à democracia americana. No dia seguinte, enquanto falava Daniel Ortega, da Nicarágua, Chávez recomeçou a insultar Aznar, fora de ordem e com o microfone desligado. Já farto do espectáculo, o rei de Espanha perguntou: "Por que não te calas?". Pergunta razoável, tanto mais que o homem insistia em ignorar as regras da reunião. Mas dizem que a cimeira ficou "gelada" e a "Europa" inteira discute agora a intervenção do rei. Hugo Chávez é um fenómeno político curioso. A velha esquerda ocidental, incluindo o dr. Mário Soares, fez dele um grande herói. Por antiamericanismo, evidentemente. E, como de costume, não quer ver ou perceber o que se passa na Venezuela (como antes não quis ver ou perceber o que se passava em Cuba). Parece que Fidel ressuscitou, para humilhação do "monstro" e deleite da já falecida "inteligência" progressista. Mas ninguém dá pela farsa em que se meteu. Com uma economia dependente do petróleo, Hugo Chávez não pesa. As palhaçadas revolucionárias com que se tem universalmente distinguido são a prova e o sinal da sua impotência. Está, de facto, reduzido a ameaçar, a berrar, a injuriar. O Brasil, a Argentina e o Chile olham para ele com embaraço e desprezo. Só em Cuba, claro, o admiram. Fidel foi importante por causa da guerra fria. Era uma base inimiga a uns quilómetros da América. Sozinho, Chávez não existe. Nem ele, nem Ortega, nem Morales, nem o mais que vier. A América pode, sem incómodo, deixar toda essa gente criar na sua terra uma boa miséria "bolivariana" e "socialista", como deixou o "marxismo" arruinar tranquilamente a África. E também não há qualquer razão para Portugal e Espanha participarem em aberrações como a Cimeira Ibero-Americana. A influência da Ibéria na América Latina é quase nula e a "Europa" (que Portugal e a Espanha tentam impressionar) sabe isso perfeitamente." VPV no Público
Discordo do Vasco. A América do Sul merece mais do que ser deixada ao abandono nas mãos dos Chavez, bufões, soezes e boçais. E, depois ainda, é bom não esquecer as centenas de milhares de portugueses (milhões com a segunda geração) que têm a sua vida na Venezuela…
UM ABRAÇO DE LISBOA

É este o mapa da distribuição dos leitores do Claro, segundo dados de ontem. Há nestes mapas indicações de mistérios destes mundo que fazem sorrir. Por exemplo, gostria de desvendar o mistério daquele pontinho vermelho a norte dos Himalaias... Quem será que, por lá, lê o Claro e em que circunstâncias? Mera curiosidade mas adorava perceber. Tal como adorava perceber todas as variáveis desta equação com o anómalo resultado do Claro ser mais lido na Argélia do que em Angola... E muito mais na Finlândia do que em Moçambique. Eu sei das questões de literacia e de rácios de computadores, tão diferentes entre o Maputo e Helsínquia (onde não vou há tanto tempo...), mas, bolas, a língua... E os leitores das ilhas? Vêm todos aqueles pontinhos vermelhos no azul, pelo Atlântico, Indico, Pacífico, Mediterrâneo... São fascinantes, claro. Há quem diga que não falta nunca um português em qualquer cantinho deste mundo (a diáspora portuguesa é, aliás, muito superior a qualquer outra e, se incluirmos a segunda geração deve haver já mais portugueses a residir fora de Portugal do que dentro e... talvez de melhor qualidade). Há, de facto, um português em qualquer canto deste mundo e, pelos vistos, muitos deles têm computador e lêem o Claro. Obrigado e um abraço aqui de Lisboa.
«Portugal pode perder controlo da ZEE se não souber exercer os seus direitos»
Adriano Moreira no Congresso do Algarve
«Vivemos na teologia do mercado, esquecemo-nos que não há países que sobrevivam sem conceito estratégico, e Portugal deixou de o ter desde 1974», disse Adriano Moreira, no Congresso do Algarve, em Lagos, durante a sessão sobre «Portugal, o Algarve e o Mar”. Adriano Moreira abordou o tema numa perspectiva estratégica e foi muito cáustico em relação à história recente portuguesa. Frisou que a opção da continentalidade versus maritimidade pode ser fatal se Portugal não souber tirar lições da sua história.
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“Não há direitos sem as necessárias capacidades efectivas de os exercer, e há sinais de que isso pode acontecer na Zona Económica Exclusiva». Adriano Moreira recordou, a propósito, o episódio do Mapa Cor-de-Rosa no século XIX: «nessa altura as potências europeias retiraram-nos territórios africanos que não controlávamos, nem tínhamos possibilidade de controlar. Parece que o mesmo poderá acontecer em relação aos Oceanos, se Portugal não for capaz de exercer de uma forma efectiva o controlo da imensa área que nos está entregue». Finalizou, inspirando-se em Camões e nos Lusíadas, onde está bem escrito como «os Descobrimentos portugueses foram estrategicamente pensados, executados, e são um modelo de conceito estratégico nacional, curiosamente já na altura compatível com a Unidade Europeia».
Adriano Moreira acerta no diagnóstico mas não tem receitas... Conversa desta não nos leva longe! E quanto a não haver, desde 74, conceito estratégico, um dos responsáveis disso é precisamente ele e outros da sua geração. Pelo que fizeram antes do 25 de Abril e pelo que não fizeram depois, nestes últimos trinta e poucos anos… E, como agora se vê, continuam a não ter nada a dizer sobre o que há a fazer! Explicar assim só “explica” quem não sabe fazer!
SALAZAR E MICAS
Luís Carvalho, no Instante Fatal, lembra que o pide Rosa Casaco “aparecia com a sua Rolleiflex e batia umas chapas para eternizar este quadro bucólico e feliz. Perfeito como o 6x6 o permite. Micas confessava que Salazar se mostrava inquieto com a velocidade com que o Mundo mudava. Inquieto com as modas, os liberalismos, o consumo, a indústria. Resistiu até onde pôde a uma sociedade americana, consumidora. E resistiu ao fim do colonialismo..."

montagem de fotos do Rui
Mas em 1961, um ano de todos os perigos, acabou-se o sossego as coisas na quinta do doutor mudaram definitivamente, como notou Maria José Oliveira no Público:
"...1961 foi o ano em que, perante a sequência de episódios que abalam o regime, Salazar levou para casa as preocupações que o assaltavam. E eram muitas: Henrique Galvão desviou o paquete Santa Maria; deflagrou a guerra em Angola; deu-se a "ocupação" de Goa, Damão e Diu pela União Indiana; e Salazar deparou-se com a rebelião no interior do seu Executivo, quando o seu ministro da Defesa, Botelho Moniz, liderou um golpe de Estado que não passou da tentativa..."
Está viva e bem lúcida uma das testemunhas privilegiadas deste fatal 1961 (ano em que Costa Gomes fora exilado para o comando do DRM de Beja), o senhor coronel Eugénio Oliveira. Um dos poucos que ainda pode contar como foi… Oh, Eugénio, tu já me contaste tudo. Quando é que me deixas publicar…?
O QUE RESTA DA ESQUERDA?
tradução à portuguesa de "what's left?"
ou "how the feft lost it's way"
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"...Nick Cohen (...) demonstra que todo o deslizar de abraços (expressos ou apenas cúmplices) para com gente imprópria, forças saídas da escuridão medieva e com uma essência política a tresandar a fascismo, tem uma lógica, a da fixação assente em dois pilares quase ancestrais na esquerda eternamente oscilante entre os modelos democrático e revolucionário: a) a aversão fundamental da esquerda que vive em democracia para com a democracia (baseando-a no asco ao capitalismo) e disponível para apoiar contrapontos onde jamais aceitaria viver; b) a persistente antipatia referencial para com os Estados Unidos e Israel (os dois juntos a comporem o estereótipo caricatural detestável do "judeu endinheirado", a casar na perfeição com um ódio cristão de estimação), demonstrando que, além da morte política, o komintern não só continua como contamina o próprio outono do reformismo, em tempos apelidado de "social-fascismo" (e o paradigma Mário Soares aí está a demonstrá-lo na plenitude vigorosa do seu ultra-esquerdismo tardio)....". Assim fala João Tunes no “Água Lisa”
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Portanto, pergunto eu, "O Que Resta da Esquerda?" Por mim, espero que não reste grande coisa desse monstro asiático-leninista (que sucessivas gerações de "intelectuais" dos países europeus da contra-reforma e suas colónias ou "ex" confundiram com Esquerda). O que espero mesmo é que tudo isso seja remetido para um museu de horrores "intelectuais", desande definitivamente de cena e liberte espaço para que, nesta Europa tão esclerosada, algo de genuíno e novo surja (capaz de não envergonhar, o velho cartismo inglês...). Isso, sim. Da contaminação e da poluição leninistas, espero que nada reste.
E parabéns à Zita Seabra e à sua editora por terem publicado este panfleto bem construído e tão necessário ao debate de Nick Cohen.
Hayek e a Torneira
O meu vizinho senhor Luís, o da Barbearia, vê assim a abertura de "a torneira liberal no mundo globalizado"... Visões, formas de ver Hayek.
Também conheço quem perante tal visão falaria dos canais, canalizações, tubagens, torneiras e sistemas de controlo dos dispositivos keynesianos da economia. Coisas...
De resto, entre Hayek, Keynes e outras curvas da economia, a Salma está muito melhor!
FINLÂNDIA… FINLÂNDIA!
As conversas sobre a Finlândia já me começam a aborrecer. Há uns trinta anos que oiço falar da Finlândia a despropósito. No fim dos anos setenta, era a "finlandização" da Europa pelos soviéticos. Toda a gente, pela Europa ocidental, falava disso nos cafés, em teses de mestrado e doutoramento e outros artigos e ensaios. A Finlândia tornava-se o exemplo do que não podia acontecer, daquilo a que a Europa tinha de escapar para poder ser.
É claro que ninguém desta gente que falava de "finlandização" alguma vez pensou ir à Finlândia ver o que lá se passava. Quem fosse passar umas semanas no terreno, indo onde e como as necessidades do inquérito o levassem, descobriria uma realidade muito diferente da badalada "finlandização". Descobriria como os finlandeses elegiam para presidente um ex-comandante dos regimentos de comandos da "morte branca". Descobriria que as forças irregulares de auto-defesa finlandesas treinavam regularmente, estavam bem armadas e motivadas, na tradição da "morte branca". Descobriria a população mais anti-comunista da Europa, mas de um anti-comunismo racionalizado e capaz de conviver com a realidade e o peso do seu monstruoso vizinho. Descobriria que a cerveja mais popular era aquela em cujo rótulo a espada traçada de um guerreiro tinha a ponta nua virada para leste… Mas para se conhecer isto era preciso lá ir e andar a pé e como calhasse por todo o lado. Era preciso falar com taxistas e até passar uma ou duas noites na gare central de Helsínquia a falar em inglês macarrónico com quem por lá se encontrasse. Era preciso ter namoradas finlandesas, passar dias e noites pelas cabanas da floresta, entre lagos, e ter conversas de travesseiro. Era preciso tomar o pulso à coisa. Em lado algum, vi a expressão "finlandização da Europa" provocar tantos sorrisos…
A Finlândia aguentou-se bem até à queda do muro de Berlim e à glasnost do ex-chefe de gabinete do presidente kgb Andropov, viveu em seguida uma crise económica grave, provocada pelo afundar das suas exportações para a URSS, com o desemprego a atingir picos de dois dígitos e sectores inteiros de actividade económica a afundar-se. É neste quadro que uma, entretanto falida, fábrica de botas de borracha, faz a sua reconversão com os despedimentos imprescindíveis, decide estabelecer parcerias com centros de pesquisa de universidades e encontrar novos mercados para os seus novos produtos. O projecto, muito racional, é apoiado pela banca e o governo tem, imediatamente, sobre ele uma perspectiva estratégica. O parto foi muito doloroso mas os médicos foram, de facto, exemplares. Nascia assim o bebé Nokia, destinado a ser o núcleo de um cluster.
Hoje, volta-se a ouvir falar da Finlândia não como o exemplo a evitar mas aquele que a Europa deve, agora, seguir. E, mutatis mutandis, os que o fazem são os mesmos que falavam da "finlandização", sem nunca lá terem ido ver como era e, no terreno, apalpar o pulso à coisa.
Tenho, confesso-o, saudades da Finlândia. Acho que, brevemente, lá voltarei passar umas semanas…
UM HINO AO TEMPLO
A mocinha tem voz, é simpática mas aqui não sabe nem sonha o que canta... Nem sabe a quem canta. Nem quem é a quem canta. Muito menos sequer imagina que percurso é esse "do vale à montanha...", nem o que são "vales", nem o que são "montanhas". Por isso surge o seu claro desfasamento mímico e gestual, a sua proxemia disfuncional, até um tom de voz pouco adequado ao "caminhais aliados... caminhais secretos... caminhais libertos... caminhais sozinhos... caminhais em mim". Pois, o "caminhais em mim" tão certo em Fernando Pessoa, não está aqui no tom certo. Nela, nem na sua voz, de certeza, não caminham... Alguém deveria ter explicado à pobre Mariza o que estava a fazer, que a tinham posto a cantar um belo hino ao Templo. Não aconteceu, claramente. Foi pena.
Nota: estes cavaleiros que Pessoa canta nada têm a ver com uns senhores que costumam aparecer em rvistas de socialite com umas luxuosas capas brancas e escarlates e vistosas "condecorações"...
Surrealismo dos Belgas e o... Melhor Rabo do Mundo
A Bélgica vai a caminho de seis meses sem governo, depois das últimas eleições que deram a vitória aos flamengos, e o seu estado já bateu todos os records de impotência...
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Uma belga passeia, entretanto, pelo Nordzee todo o esplendor do seu aparelho de sedução e ganha um concurso do melhor rabo belga! Quer dizer, tal como o actual líder flamengo candidato a primeiro-ministro, o seu rabo foi eleito mas... não forma governo!
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Valha que os belgas continuam a votar... em rabos! Mas, tal como  as práticas belgas têm dificuldades em exportar-se, também não foi esta coisinha criada com moules et des frites, nas costas do Norzee, que se impôs ao mundo.
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O melhor do mundo é... um rabo búlgaro! Este aqui que se banha em águas mais cálidas e criado, certamente, com kavarmas, mussakas e iogurtes búlgaros.
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O rabo português concorrente perdeu-se, é claro, no meio da tabela, sem honra nem glória mediáticas. As massas, arroz e batatas de preparação quase instantânea, que invadiram as cozinhas portuguesas afastando a gastronomia portuguesa, estão muito longe de produzir os aparelhos de sedução capazes de se impor no mercado global...
O MUNDO EM QUE VIVEMOS...
"Un ado arrêté pour vol de meubles virtuels
La police hollandaise ne patrouille plus seulement dans le monde réel. Pour la première fois, elle a arrêté un adolescent accusé de vol dans les mondes virtuels. Le larcin, estimé tout de même à 4000 euros, porte sur une collection de meubles dérobés en piratant les comptes des utilisateurs d’Habbo Hotel, un monde virtuel très populaire qui revendique plus de 80 millions d’avatars créés. Une fois récupérés, et faute de pouvoir être revendus facilement, ces meubles servaient ensuite à décorer le propre univers virtuel du voleur."
UM OUTRO CAMPEONATO...
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Até no mundo do futebol, os modelos actuais estão a sofrer erosões irreversíveis enquanto aparecem permanentemente sinais da emergência de novos modelos. Ou, como se diz às vezes, isto é mesmo outro campeonato que se está a formar... Hoje, a EurActiv, de Bruxelas, dá conta de mais um (e bem forte...) desses sinais:
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En Bref:
The G-14 group of top European football clubs' general assembly approved, on 13 November 2007, plans to hold a conference to discuss the creation of a new independent organisation to represent them at international level. It is not yet known how many clubs would join the new entity, nor what the membership criteria are.
The 'exploratory conference' on the new body will bring clubs together to consider its appropriate structure and format in January 2008. It will be "a landmark event for the future of clubs' organisation and representation at international level," said G-14 General Manager Thomas Kurth.
"Our discussions with clubs have indicated clear support for an international clubs' organisation which is independent and which can fully represent the interest of the clubs with governing bodies, the European Commission and other key stakeholders," said Jean-Michel Aulas, G-14 president.
The G-14's original plan was to invite 20-odd more clubs to join the current 18-member group in order to respond to criticism from UEFA and FIFA, which argue it is too elitist to be able to represent all clubs in Europe. However, faced with an "overwhelmingly positive response" by invited and non-invited clubs, the group said it needed to reconsider the original idea.
The plans have also been finetuned following talks with UEFA, the European football governing body. UEFA welcomes the creation of a new representative body, providing it is dissociated from the current G-14. The goal is now "to create a new club group that everyone, including UEFA and public administrations, can recognise as the only organisation representing the clubs," said G-14 vice president Ferran Soriano of FC Barcelona.
The Commission's White Paper on Sport , published in July 2007, calls on a more structured dialogue with law enforcement services, sport organisations and other stakeholders to strengthen co-operation on issues such as the licensing system for clubs and racism.
Liens
Net, gajas e brilhantina
no Vida das Coisas esta bela apreciação sobre as coisas da vida na JS

"Esta é a imagem pela qual devemos descodificar a Juventude Socialista actual, inovadora, moderna, empreendedora, confiante, através de mais um “tintin” brilhantina a armar ao atrevido… e duas Floribelas à espera de portáteis? Bom… se é este o target, vou ali desaconselhar uns jovens meus amigos que me pediram uns esclarecimentos sobre certas propostas políticas da JS.
Vendo bem, também não seria acertado usar uns betinhos precoces, a armar ao atiladinho e umas miúdas dotadas… um, como dizer… os três - ele, a futura mulher, e a outra - preparados para constituir família com a moeda boa e má dos papás.
Porreiro, pá. Mas acordem. Atentem no diz o cartaz: O futuro já começou."
SOBRE A "BIO-LOUCURA"
Biofuels bonanza facing 'crash'
By Roger Harrabin
Environment Analyst, BBC News, Valencia
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Mr Steiner warns that Indonesia palm oil may never be sustainable
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The biofuels bonanza will crash unless producers can guarantee their crops have been produced responsibly, the UN's environment agency chief has said.
Achim Steiner of the UN Environment Programme (Unep) said there was an urgent need for standards to make sure rainforests weren't being destroyed.
Biofuel makers also had to show their products did not produce more CO2 than they negated, he told BBC News.
Critics say biofuels will lead to food shortages and destroy rainforests.
They point to the destruction of Indonesia's peat swamps as an example of biofuel folly.
The swamps are one the richest stores of carbon on the planet and they are being burned to produce palm oil.
Mr Steiner implied that because of Indonesia's inability to police its land use, biofuels from palm oil grown by the nation might never be deemed to be sustainable.
But he said some biofuels could be considered sustainable. He highlighted ethanol production in Brazil, and a dry land crop called jatropha, which is resistant to pests and droughts.
Mr Steiner urged investors not to turn their backs on developing second or third generation fuels that would use non-food crops and burnable waste.
He feared that beneficial biofuels might be lost as part of a consumer backlash.
Mr Steiner made his comments in response to criticism from a group of independent scientists who said they had written to the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) complaining that the climate body's comments on biofuels have been naive.
The independent scientists pointed to two phrases in reports by the IPPC, of which Unep is a co-sponsor, which the scientists said could not be substantiated.
One stated that biofuels were an effective solution in at least a number of countries, while the other suggested that biofuels in the transport sector would generally have positive social and environmental benefits.
False economy
One of the scientists, Tad Patzek from University of California Berkeley, US, said: "In the long-run, the planet cannot afford to produce biofuels because we're going to run out of the land and water and environmental resources.
"In addition, because of the land use changes, drying up peat-swamps, burning tropical forest, these biofuels involve up-front enormous emissions of greenhouse gases that will never be recouped by their later use," he told BBC News.
Professor Patzek also doubted Mr Steiner's confidence in Brazilian ethanol. "The [IPCC] description of Brazilian sugar-cane ethanol production as 'highly advanced' and 'a model' is somewhat of an exaggeration.
"It's neither good nor a model," he said.
Brazilian producers are adamant that their bio-crops are not grown on rainforest land - but the environmental group Friends of the Earth Brazil claim that peasant farmers - dispossessed by biofuel conglomerates - are moving to the Amazon to seek new land.
Mr Steiner said Brazil had enough land to ensure that biofuel cropping could be sustainable.
The group of scientists said their letter to the head of the IPCC, Professor Pachauri, had not been answered.
BBC News has not been able to obtain a comment from Professor Pachauri, though this may be hardly surprising given that the final summit on the IPCC Fourth Assessment Report (A4R) is currently underway in Valencia, Spain.
Mr Steiner said Unep had set up a high-level task force to study the life-cycle implications of all biofuels. The group is expected to publish its findings next year.
By then much of the Indonesian peat swamps - one of the most valuable stores of carbon in the world - will have been torched.
The only way of stopping may not be through the UN or the Indonesian government, but through one or more private philanthropist with a burning desire to own an Indonesian swamp. "
in BBC
Menezes, Luís Filipe ou a indecorosa proposta
… felizmente, logo rejeitada pelos socialistas!
"Pacheco Pereira tem toda a razão: o pacto de dez anos proposto por Luís Filipe Menezes a José Sócrates, quanto às grandes obras públicas, é uma proposta indecorosa. Traduzida por miúdos, quer dizer o seguinte: "Independentemente de saber quem vai ganhar as eleições nos próximos dez anos, vamos pôr-nos de acordo em satisfazer os nossos comuns clientes e financiadores, para que eles tenham a segurança de saber que, seja quem for, os seus negócios estão seguros com qualquer um de nós". Justamente o que seria de esperar de um partido que quer liderar a oposição e ser a principal alternativa de governo era que tivesse uma atitude diferente perante esse regabofe dos grandes negócios com o Estado. Se assim não for, as eleições servirão apenas para mudar o titular da conta no livro de cheques."
Miguel Sousa Tavares, no Expresso
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Ou um Luís Filipe, não de Orléans mas do Porto, como comissário político do complexo neo-corporativo e salazarento. Um "bravo" a José Sócrates pela imediata recusa desta falta de senso político em forma de proposta indecorosa.
NOVA IMAGEM DAS
FA's ESPANHOLAS...
Tivessem os castelhanos vindo a Aljubarrota com uma tropa com esta imagem e nestes preparos e o forno da padeira teria sido outro... E até duvido que estivessemos agora a assistir à canonização desse fabuloso general que foi Nuno Álvares Pereira! Aqui no Claro registamos com agrado esta evolução da "ameaça" castelhana.

Na Interviú, Claro !
"Pilar Pacheco, la primera soldado española que se desnuda
Reúne todas las cualidades que responden a lo que debe esperarse de un soldado de Infantería, heredadas de la mejor tradición de nuestros Tercios; es franca, clara, valiente y combativa, y así ha querido posar porque admite que “una es militar con uniforme y sin él. El Ejército es un sentimiento, una pasión, mi vida”.
De hecho, Pilar se alistó nada más cumplir la mayoría de edad y pidió destino en Ceuta. Y en este destino permanece desde hace ocho años. Aunque no quiere darle demasiada importancia a su aparición en este reportaje, sí reconoce que la sesión de fotos casi ha sido igual de dura que unas maniobras: “Ya hago toples en la playa y tampoco me da tanta vergüenza posar delante de la fotógrafa, aunque al día siguiente tuve agujetas”, explica Pilar con todo el aplomo de alguien capaz de disparar un fusil sobre una diana. “Como cualquier otra, ni mejor ni peor”, especifica.
Visite la galería completa de Pilar Pacheco
Salvar a la soldado Pacheco

Protagonizó la portada de `interviú´ la semana pasada y desde entonces su vida ha dado un vuelco. Pilar ha pasado de su trabajo en un cuartel en Ceuta a convertirse en una celebridad solicitada por la prensa y la televisión. Además, compañeros y vecinos apoyan abiertamente su sonado paso al frente.
Muy poca gente sabe qué es el JEMAD (Jefe del Estado Mayor de la Defensa), pero quedan pocos españoles que no sepan quién es Pilar Pacheco, la soldado más famosa de España. En los últimos siete días la vida de esta joven salmantina de 26 años, criada en Puebla de Sanabria (Zamora), ha dado un vuelco espectacular, y ha pasado de ser una administrativa militar que presta sus servicios en el Archivo Intermedio Militar de Ceuta a convertirse en el centro de atención de los comentarios en su ciudad y objetivo de las cámaras de televisión.
Tan merecida fama le ha llegado tras la publicación en el número 1.644 de interviú de un reportaje de la militar en toples que no ha dejado indiferente a nadie, comenzado por los mandos de su unidad, perteneciente a la Infantería Ligera, donde trabaja desde hace ocho años.
De hecho, según ha podido saber esta revista, y ante el terremoto mediático que provocó el destape de la soldado Pacheco, los servicios jurídicos de Defensa estudiaron las fotografías por si hallaban en ellas motivo de sanción, pero no encontraron ninguna razón reflejada en las Reales Ordenanzas. En el reportaje no se exhibían emblemas ni distintivos de ningún regimiento, circunstancia que hubiera contravenido la legislación militar. (...)"

MENEZES, OLIVEIRA E SONDAGENS
ou de como certos ditos me deixam céptico e desconfiado
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Dizem-me no Porto que Menezes celebrou a sua vitória, durante toda a madrugada, na vivenda de Oliveira, até ao nascer do sol, a conversar e a beber whisky… Não acredito. Menezes tem de ter mais senso do que isto... Dizem-me que estou muito céptico e que esse cepticismo me trai.
Mas ainda assim não acredito. Como não acredito naqueles resultados da sondagem publicada pelo Diário de Notícias sobre o impacto nacional obtido por Menezes nas primeiras semanas, após a vitória. A sondagem é da Marktest e os seus resultados são... singulares. Tão singulares que quando os olho desconfio... dos lugares onde a sondagem foi feita.
Ok, estarei um céptico… e também muito desconfiado.
PACOTE TELECOM
de Bruxelas com amor...
Já aqui escrevemos várias vezes sobre o facto de a mudança do modelo global da economia se impor através de alterações radicais, entre outro, do estatuto da empresa e do quadro de concorrência. Alterações radicais que, em escassos, anos produzem de facto um novo estatuto da empresa e um novo quadro de concorrência. Em Portugal, os decisores políticos,económicos e empresariais têm estado pouco atentos a estas questões (que são mesmo passadas em silêncio no quadro do Plano Tecnológico... quando são uma componente fundamental e mesmo sine-qua-non do sucesso desse palano!). A universidade, fiel à sua tradição escolástica e autista, tem-nas totalmente ignorado. Mas entra sempre pela janela aquilo a que fechamos a porta... Como agora se vê com esta notícia que chega de Bruxelas e que deverá fazer sorrir o engenheiro Belmiro de Azevedo, um dos poucos portugueses que antecipou estes fenómenos e que assim pode ter uma atitude pró-activa e não apenas e tardiamente reactiva... Ou seja, o exacto oposto da atitude dominante nos restantes decisores deste país.
La Commission explique ses plans de réorganisation radicale des télécoms
14 novembre 2007
La Commission européenne présente sa proposition tant attendue sur une révision des règles en matière de télécommunication. Même si elle satisfait les nouveaux entrants sur le marché, cette révision devrait être confrontée à la résistance des Etats membres, des régulateurs et des opérateurs de télécommunication historiques.
New telecoms package: towards a single eCommunication market
08 November 2007
The Commission's telecommunications reform is "substantial" and should "integrate very fast technological development and globalisation" in the field, writes André Ferron in the October edition of Confrontations Europe.
Sócrates versus Santana
"HABITUEM-SE!"
A expressão de António Vitorino, à porta do Altis, mantém por aí uma presença que falta ao seu autor... Agora, com a liderança parlamentar de Santana Lopes, no PSD, e com a facilidade com que Sócrates o deixou a bufar, nos jornais surgiu imediatamente o "Habituem-se!"... Luís Filipe Menezes e muitos outros vão mesmo ter de se habituar! Santana é que parece já estar habituado...

A ESCOLHA DA ESQUERDA
perspectiva de Bernard-Henry Lévy
Bernard-Henri Lévy, no seu "bloco-notas" semanal no Le Point, põe esta semana o dedo em cheio na ferida da esquerda europeia. BHL pega no caso da popularidade, evidenciada pelas sondagens, de Olivier Besancenot, o carteiro que dirige o principal grupo trotsquista francês, e demonstra como na esquerda têm andado misturadas duas tradições incompatíveis e que nunca se misturam e como, ao contrário do que reza certa cassete, não têm nada em comum entre quem se bate pela justiça social e pela liberdade e os iliberais totalitários. E que falar de uma "família" que engloba estas duas realidades é um "mito" que não tem sentido. Mas que envergonha... E que impede a esquerda de realmente se assumir e ser. E que é preciso, de uma vez por todas, romper com esse mito... E que tal ruptura é o programa mínimo para uma esquerda que queira, verdadeiramente, renascer das suas ruínas... Esta é hoje a escolha da esquerda:
Quand la gauche a le choix entre s'enferrer ou ressusciter
01/11/2007 - Bernard-Henri Lévy - © Le Point - N°1833
"Olivier Besancenot devant les grands leaders de la gauche sociale-démocrate, à croire un sondage publié par L’Express de la semaine dernière. Ce n’est qu’un sondage, naturellement. Et je n’ai rien, au demeurant, contre la personne même du très narcissique patron du « Parti d’Olivier ». Mais j’en ai après ses idées. J’en ai après ce qu’il représente. Et voir placer si haut notre dernier responsable à prôner la rupture avec le capitalisme, voir plébisciter un idéologue assez amnésique pour faire, avec Che Guevara, l’apologie d’un tortionnaire doublé d’un terroriste, voir 47 % de Français tomber dans le panneau de ce radicalisme « sympa » qui ne craint pas de prôner, au nom du vieux principe « les ennemis de mes ennemis sont mes amis », l’entrisme dans les organisations islamistes radicales, tout cela me consterne et me navre.
Un programme minimal pour une gauche qui voudrait, vraiment, renaître de ses ruines : prendre acte, une bonne fois, de tous les acquis, vraiment tous, de la révolution antitotalitaire du XXe siècle. Le principe sans lequel rien, vraiment rien, ne sera plus possible à gauche : rompre, une bonne fois, avec le mythe d’une « famille » qui, allant des héritiers de Robespierre à ceux de la Gironde, aurait en quelque sorte deux branches, l’autoritaire et la libérale.
Le premier, tout premier mot, de la fameuse refondation à laquelle chacun se prétend attelé : admettre, une fois pour toutes, que cette « famille » n’a pas de sens, qu’elle n’a que l’existence des spectres ou des chimères et qu’il n’y a rien de commun, rien, entre un social-démocrate, menant le combat sur le double front de la justice sociale et de la liberté, et un antilibéral bradant le triple héritage des révolutions française, anglaise et américaine. (...) "
PAQUISTÃO: JOGOS À BEIRA DO ABISMO
Benazir Bhutto convocou os paquistaneses para a rua, para manifestar massivamente contra a decisão do Presidente Musharraf de impor o estado de urgência. É uma maneira da recém-regressada Bhuto medir a sua popularidade e capacidade de mobilização mas é, sobretudo, um volte face na sua atitude política, como nota a AFP. A Stratfor, entretanto, em análise do sempre bem informado George Friedman, aponta as Forças Armadas, a sua unidade e a sua capacidade de manter a cadeia de comando como a condição sine-qua-non de continuação do estado paquistanês e analisa os vários cenários possíveis. Se Musharraf joga um jogo perigoso, Bhuto decidiu brincar com o fogo... enquanto talibans e outros al-qaedas mantêm a pressão religiosa e terrorista. Face a tudo isto, manter-se-ão os generais unidos?
Pakistan: Benazir Bhutto appelle à manifester contre l'état d'urgence
Benazir Bhutto a appelé mercredi les Pakistanais à manifester massivement pour exiger du président Pervez Musharraf qu'il lève l'état d'urgence, un revirement dans l'attitude de celle qui négociait jusqu'alors un partage du pouvoir avec le chef de l'Etat. la suite
Pakistan and its Army
By George Friedman
Pakistani President Gen. Pervez Musharraf declared a state of emergency over the weekend, precipitating a wave of arrests, the suspension of certain media operations and the intermittent disruption of communications in and out of Pakistan. As expected, protests erupted throughout Pakistan by Nov. 5, with clashes between protesting lawyers and police reported in Lahore, Karachi, Islamabad and several other cities. Thus far, however, the army appears to be responding to Musharraf's commands.
The primary issue, as Musharraf framed it, was the Pakistani Supreme Court's decision to release about 60 people the state had charged with terrorism. Musharraf's argument was that the court's action makes the fight against Islamist extremism impossible and that the judiciary overstepped its bounds by urging that the civil rights of the accused be protected.
Musharraf's critics, including the opposition's top leader, former Pakistani Prime Minister Benazir Bhutto, argued that Musharraf was using the Supreme Court issue to protect his own position in the government, avoid leaving the army as promised and put off elections. In short, he is being accused of staging a personal coup under the guise of a state of emergency.
Whether Musharraf himself survives is not a historically significant issue. What is significant is whether Pakistan will fall into internal chaos or civil war, or fragment into smaller states. We must consider what that would mean, but first we must examine Pakistan's underlying dilemma -- a set of contradictions rooted in Pakistani history.
When the British conquered the Indian subcontinent, they essentially occupied the lowlands and pushed their frontier into the mountains surrounding the subcontinent -- the point from which a relatively small British force, augmented by local recruits, could hold against any external threat. The eastern line ran through the hills that separated Bengal from Burma. The northern line ran through the Himalayas that separate China from the subcontinent. The western line ran along the mountains that separated British India from Afghanistan and Iran.
This lineation -- which represented not a political settlement but rather a defensive position selected for military reasons -- remained vague, driven by shifting tactical decisions designed to secure a physical entity, the subcontinent. The Britons were fairly indifferent to the political realities inside the line. The British Raj, then, was a wild jumble of states, languages, religions and ethnic groups, which the Britons were quite content to play against one another as part of their grand strategy in India. As long as the British could impose an artificial, internal order, the general concept of India worked. But as the British Empire collapsed after World War II, the region had to find its own balance.
Mahatma Gandhi envisioned post-British India as being a multinational, multireligious country within the borders that then existed -- meaning that India's Muslims would live inside a predominantly Hindu country. When they objected, the result was both a partition of the country and a transfer of populations. The Muslim part of India, including the eastern Muslim region, became modern Pakistan. The eastern region gained independence as Bangladesh following a 1971 war between India and Pakistan.
Pakistan, however, was not a historic name for the region. Rather, reflective of the deeply divided Muslims themselves, the name is an acronym that derives, in part, from the five ethnic groups that made up western, Muslim India: Punjabis, Afghans, Kashmiris, Sindhis and Balochis.
The Punjabis are the major ethnic group, making up just under half of the population, though none of these groups is entirely in Pakistan. Balochis also are in Iran, Pashtuns also in Afghanistan and Punjabis also in India. In fact, as a result of the war in Afghanistan more than a quarter century ago, massive numbers of Pashtuns have crossed into Pakistan from Afghanistan -- though many consider themselves to be moving within Pashtun territory rather than crossing a foreign border.
Geographically, it is important to think of Pakistan in two parts. There is the Indus River Valley, where the bulk of the population lives, and then there are the mountainous regions, whose ethnic groups are deeply divided, difficult for the central government to control and generally conservative, preferring tradition to modernization. The relative isolation and the difficult existence in mountainous regions seem to create this kind of culture around the world.
Pakistan, therefore, is a compendium of divisions. The British withdrawal created a state called Pakistan, but no nation by that name. What bound its residents together was the Muslim faith -- albeit one that had many forms. As in India -- indeed, as in the Muslim world at the time of Pakistan's founding -- there existed a strong secularist movement that focused on economic development and cultural modernization more than on traditional Islamic values. This secularist tendency had two roots: one in the British education of many of the Pakistani elite and the second in Turkish founder Mustafa Kemal Ataturk, who pioneered secularism in the Islamic world.
Pakistan, therefore, began as a state in crisis. What remained of British rule was a parliamentary democracy that might have worked in a relatively unified nation -- not one that was split along ethnic lines and also along the great divide of the 20th century: secular versus religious. Hence, the parliamentary system broke down early on -- about four years after Pakistan's creation in 1947. British-trained civilian bureaucrats ran the country with the help of the army until 1958, when the army booted out the bureaucrats and took over.
Therefore, if Pakistan was a state trying to create a nation, then the primary instrument of the state was the army. This is not uniquely Pakistani by any means, nor is it unprincipled. The point that Ataturk made -- one that was championed in the Arab world by Egypt's Gamal Abdul Nasser and in Iran by Reza Pahlavi -- was that the creation of a modern state in a traditional and divided nation required a modern army as the facilitator. An army, in the modern sense, is by definition technocratic and disciplined. The army, rather than simply an instrument of the state, therefore, becomes the guarantor of the state. In this line of thinking, a military coup can preserve a constitution against anti-constitutional traditionalists. If the idea of a military coup as a guarantor of constitutional integrity seems difficult to fathom, then consider the complexities involved in creating a modern constitutional regime in a traditional society.
Although the British tradition of parliamentary government fell apart in Pakistan, one institution the Britons left behind grew stronger: the Pakistani army. The army -- along with India's army -- was forged by the British and modeled on their army. It was perhaps the most modern institution in both countries, and the best organized and effective instrument of the state. As long as the army remained united and loyal to the concept of Pakistan, the centrifugal forces could not tear the country apart.
Musharraf's behavior must be viewed in this context. Pakistan is a country that not only is deeply divided, but also has the real capacity to tear itself apart. It is losing control of the mountainous regions to the indigenous tribes. The army is the only institution that transcends all of these ethnic differences and has the potential to restore order in the mountain regions and maintain state control elsewhere.
Musharraf's coup in 1999, which followed a series of military intrusions, as well as attempts at secular democratic rule, was designed to preserve Pakistan as a united country. That is why Musharraf insisted on continuing to wear the uniform of an army general. To remove the uniform and rule simply as a civilian might make sense to an outsider, but inside of Pakistan that uniform represents the unity of the state and the army -- and in Musharraf's view, that unity is what holds the country together.
Of course the problem is that the army, in the long run, reflects the country. The army has significant pockets of radical Islamist beliefs, while Inter-Services Intelligence (ISI), the military's intelligence branch, in particular is filled with Taliban sympathizers. (After all, the ISI was assigned to support the mujahideen fighting the Soviets in the 1980s, and the ISI and other parts of the army absorbed the ideology). Musharraf has had to walk a tightrope between U.S. demands that he crack down on his own army and his desire to preserve his regime -- and has never been able to satisfy either side fully.
It is not clear whether he has fallen off the tightrope. Whatever he does, as long as the army remains united and he controls the corps commanders, he will remain in power. Even if the corps commanders -- the real electors of Pakistan -- get tired of him and replace him with another military leader, Pakistan would remain in pretty much the same position it is in now.
In simple terms, the real question is this: Will the army split? Put more broadly, will some generals simply stop taking orders from Pakistan's General Headquarters and side with the Islamists? Will others side with Bhutto? Will ethnic disagreements run so deep that the Indus River Valley becomes the arena for a civil war? That is what instability in Pakistan would look like. It is not a question of civilian institutions, elections or any of the things we associate with civil society. The key question on Pakistan is whether the army stays united.
In our view, the senior commanders will remain united because they have far more to lose if they fracture. Their positions depend on a united army and a unified chain of command -- the one British legacy that continues to function in Pakistan.
There are two signs to look for: severe internal dissent among the senior generals or a series of mutinies by subordinate units. Either of these would raise serious questions as to the future of Pakistan. Whether Musharraf survives or falls and whether he is replaced by a civilian leader are actually secondary questions. In Pakistan, the fundamental issue is the unity of the army.
At some point, there will be a showdown among the various groups. That moment might be now, though we doubt it. As long as the generals are united and the troops remain under control, the existence of the regime is guaranteed -- and in some sense the army will remain the regime. Under these conditions, with or without Musharraf, with or without democracy, Pakistan will survive.
CHINA E "MILAGRE": VER O
QUE HÁ ATRÁS DA CORTINA
China e milagres são palavras que, desde pouco depois da queda do muro de Berlim, nos habituámos, a ouvir numa espécie de rima fácil... O problema com as rimas é que vendo bem, frequentemente, a métrica está errada, as sílabas tónicas estão mal situadas e o verso é então uma coisa de pé quebrado. É já mais que altura de espreitar, como aqui frequentemente se tem referido desde há tempo, o que se esconde atrás do "milagre", ver a realidade atrás da cortina e perceber o que a mãozinha chinesa anda a fazer por esse mundo. Orgãos oficiosos da UE já começam a perceber essa necessidade, como mostram algumas notícias recentes da EurActiv, enquanto o China Confidential se mostra, como há muito, um observador muito atento. E, claro, é preciso acrescentar a tudo isto a inexistência de direitos humanos e a negação total da liberdade, elementos fundamentais na racionalidade, na lógica global e nos dispositivos do "modelo" chinês...
The reality behind China's economic miracle
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China's economic miracle is largely built on the liquidation of social and natural capital, argues Dale Jiajun Wen in a paper for the Society for International Development - adding that "the country can no longer ignore the problems created by export-oriented growth".
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EU steelmakers demand tariffs on China imports
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Europe's anti-dumping policy looks set to be put to the test again as European steelmakers up the pressure on the Commission to impose punitive duties on imports from China, South Korea and Taiwan, which they say are being dumped on the market at below cost price. But importers warned such duties could affect some seven million metalworkers and mechanical engineers in Europe who rely on cheap imports to remain competitive.
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EU lifts Chinese textile quotas
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The European Commission has announced that it will not renew limits imposed more than two years ago on textiles and clothing from China after a dramatic surge in low-cost imports from the Asian giant threatened to cause serious damage to the European manufacturing industry.
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EU faces legal challenge over extension of Chinese light bulb duties
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EU ministers have approved a Commission decision to extend anti-dumping duties on imports of energy-saving light bulbs from China, despite protests from environmentalists and a number of leading European companies.
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A Chinese government report says the number of birth defects in the country has risen by almost 40 percent since 2001. Officials are linking the rise to China's worsening environmental degradation, as Claudia Blume reports from Hong Kong....
China's national population and family planning commission says that out of the 20 million babies born in the country each year, up to 1.2 million are born with defects.
This marks a dramatic rise in the number of birth defects in the past few years.
Government statistics do not specify the nature of the problems these children suffer from. But they show that only twenty to thirty percent of the affected infants can be cured. The remaining children die shortly after they are born or suffer their whole life from deformities. (...) continua
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PetroChina has become the world's largest company by market value after its trading debut on the Shanghai Stock Exchange Monday. Kate Woodsome reports from Hong Kong....
PetroChina made a stellar trading debut in Shanghai Monday, as hungry investors helped China's leading oil and gas producer surpass the value of the US giant ExxonMobil.
PetroChina shares, which have been trading on the New York and Hong Kong markets since 2000, rose two-and-a-half times in value on their first day of trading in Shanghai--from the opening price of $2.24, to about $5.90 at the market close.
The initial public offering of four billion shares raised $9 billion for the company. That made it the world's biggest IPO this year, and the biggest ever in China.
The combined value of PetroChina shares in Shanghai, New York and Hong Kong now exceeds $1 trillion--more than double ExxonMobil's value of roughly $500 billion.
PetroChina's massive market value bears little relation to its profitability, however. In the first half of this year, the company's net income was about $10.9 billion. ExxonMobil earned $19.5 billion during the same period.
Howard Gorges of South China Holdings in Hong Kong says the high price of PetroChina shares reflects Chinese investors' frenzy for stocks in general.
"There's a huge amount of money in Shanghai that's willing to buy literally anything--quality or speculative," he explains. "And so that market..." Continua
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The United States is expressing disappointment over what officials have described as a lack of urgency shown by China and Russia in big-power talks on new sanctions against Iran. Senior diplomats of the P5+1--five veto-wielding United Nations Security Council member countries and Germany--discussed the issue Friday in London. VOA's David Gollust reports from the US State Department....
Officials in Washington, DC say there continues to be a consensus among the six powers on the need for further sanctions against Iran because of its refusal to halt nuclear activities believed to be weapons-related. But they're expressing disappointment and frustration over the London meeting, in which, they say, neither China nor Russia appeared committed to swift action on a new UN Security Council sanctions resolution.
The Bush administration has hoped that the council would be able to approve a third sanctions measure this month, following reports by European Union foreign policy chief Javier Solana and International Atomic Energy Agency chief Mohamed ElBaradei on their latest nuclear talks with Iran.
There has been no indication from either Solana or ElBaradei that Iran is ready to halt uranium enrichment and return to negotiations over its nuclear program as demanded by the Security Council.
At a news briefing, State Department Deputy Spokesman Tom Casey said..." continua
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China is now running multifacted campaigns to undermine U.S. global leadership and emerge as the world's dominant military, scientific, manufacturing, and commercial power in the 21st century. The emergence of Strategic Investment Funds, backed by the $1.3 billion in hard currency that China has "earned" through its mercantilist, surplus-producing trade policies, is a frightening development. China is using these funds to gain "back-door" access to informationa and technologies that it could not acquire outright. As usual, the White House and Congress are asleep at the switch.
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A Amnistia Internacional quer, aproveitando a janela de oportunidade dos Jogos Olímpicos Pequim-2008, que todos vejam ao que se joga na China...
Pekín 2008: que todos vean a qué se juega en China
Los Juegos Olímpicos de Pekin 2008 son un escaparate a través del cuál China quiere mostrarse al mundo. Pero, ¿qué es lo que quiere mostrar exactamente?
En Amnistía Internacional estamos seguros de que el gobierno chino no desaprovechará la ocasión para exhibir la pujanza económica de su país, su desarrollo tecnológico, su tremenda capacidad organizativa… y tampoco nos cabe ninguna duda de que hará todo lo posible para ocultar la otra realidad de China.
Allí se producen más ejecuciones que en ningún otro lugar del mundo, y la pena de muerte se aplica sobre 68 delitos —algunos de ellos económicos— con prácticas tan escalofriantes como la extracción inmediata de los órganos de los ejecutados.
También se reprime a los periodistas, se censura Internet, se encarcela y se tortura por delitos de conciencia... Las propias autoridades chinas prometieron mejoras en los derechos humanos si su candidatura olímpica era elegida: ahora deben demostrar al mundo que cumplen esa promesa.
Mucha gente, dentro y fuera de China, espera que los Juegos Olímpicos impulsen una era de cambios en el gigante asiático, pero nosotros creemos que se necesita mucho más para mover a ese gigante.
Ahí es donde entras tú. Firma ahora nuestra petición. 
O PARADIGMA BIO-LÓGICO
Inovador e profícuo, a rasgar horizontes interessantes, é o que me parece este artigo do Cosmic Log, que abre uma "guerra" teórica com os físicos e procura afirmar um paradigma bio-lógico postulando que "Reality isn't a thing... It's a process."
"Theory of every-living-thing
Posted: Thursday, March 08, 2007 6:52 PM by Alan Boyle

ACT via IRG
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Stem cell pioneer Robert
Lanza says biology has to
be part of any "theory of
everything."
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The quest to unify all of physics into one big framework called "the theory of everything" has inspired a host of way-out ideas, with the current leading concept involving a 10- or 11-dimensional universe. Now a pioneer in the field of stem cell research has weighed in with an essay that brings biology and consciousness into the mix.
Robert Lanza, vice president for research and scientific development at Advanced Cell Technology, sets forth his view on the quest for a unified cosmic theory in "A New Theory of the Universe," an essay appearing in The American Scholar.
In the past, the intellectual journal has published the provocative musings of such luminaries as Albert Einstein and Bertrand Russell - and Lanza hopes his perspective on one of the biggest questions of the cosmos will make a similar splash.
Lanza argues that the debates over extra dimensions, unknowable multiverses and cosmic landscapes are heading down the wrong road:
"The urgent and primary questions of the universe have been undertaken by those physicists who are trying to explain the origins of everything with grand unified theories. But as exciting as these theories are, they are an evasion, if not a reversal, of the central mystery of knowledge: that the laws of the world were somehow created to produce the observer. And more important than this, that the observer in a significant sense creates reality and not the other way around. Recognition of this insight leads to a single theory that unifies our understanding of the world."
He points to recent research into retrocausality - the spooky idea that an observer can apparently decide the outcome of an event after it has occurred - as fresh evidence that observers create their own versions of reality. The idea goes back at least as far as Immanuel Kant's 18th-century philosophizing about space, time and other categories, and it also comes up as a new-age twist on quantum mechanics in the movie "What the Bleep Do We Know?"
So is Lanza's new theory actually a new-age spiritual tract rather than a scientific proposition? "Absolutely not," he told me Wednesday.
"Very real experiments show that space and time are indeed relative to the observer," he said, "and there are real experiments that also continue to show that the properties of matter itself are observer-determined. ... Science has to deal with these facts."
As physicists learn more about the constants that govern how the universe works - including the cosmological constant that appears to govern how fast the universe is expanding - they're starting to come around to the view that we've benefited from an astronomical stroke of luck that arranged things just right for life and consciousness to develop. Lanza, however, sees it a different way: that we observe these features in the universe because we are biologically built to see things in this particular way.
"Reality isn't a thing," he told me. "It's a process."
Many physicists may well protest that the "create-your-own-reality" mantra does nothing to reconcile the micro world of quantum mechanics with the macro world of general relativity - the stated aim of the quest for the theory of everything. But as far as Lanza is concerned, the contradictions and weirdnesses that arise from the quantum world serve as signals that a new approach is needed, with more weight given to the role of observers.
"Physicists have had 100 years of trying to resolve the conflicts in their foundations, and they've had no luck," Lanza said. "It's not because they're not bright. It's obviously because there's a part of the puzzle that's missing. And I think this is the answer: The answer is biology. Hopefully, if that message gets out, I think we'll be able to basically resolve the conflicts very quickly."
He said his ideas on "bio-logic" have put his own sometimes-controversial work with human embryonic stem cells in a new perspective.
"The very first thing that embryonic stem cells do, without any effort at all, is that they make neurons," Lanza observed. "They are assembling basically into the fundamental structures that are the building blocks of reality. ... If you look at embryonic stem cells, they can do anything - every cell of the body - but what they do, and every scientist who has studied this will tell you, is they make neurons. All the other cell types are a lot more problematic, they require more signaling. But this is what they do on their own without any external signals. I find that interesting, and I don't think necessarily it's an accident."
What next? Lanza said he's hoping to expand the essay into a book that goes into more of the "scientific nitty-gritty" behind his concept. In the meantime, I'd love to hear your reactions to Lanza's new theory. Please give the essay a read, then leave your comments below."
in COSMIC LOG
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Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…
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