France Télécom passe ses activités Internet, mobiles et télévision sous la seule marque Orange. L'opérateur dégaine ses premières offres triple play ainsi que la convergence fixe/mobile autour d'un téléphone GSM/WiFi. Et promet une qualité de communication "haute définition". Lire >>
" Somos um país essencialmente agrícola: Uns já cavaram, outros vão cavar e osque ficam são nabos!"
É verdade... Mas falta aqui uma coisa. Falta o que Jorge de Sena chamou os "insignes ficantes". E que eram os pais e os avós dos que hoje constituem o actual complexo neo-corporativo e salazarento... E que não são nabos mas espertos e pouco ou nada são (da agricultura, entenda-se)!
Depuis le rejet de la constitution européenne en France et aux Pays-Bas, les questions fréquemment posées sont : "Que s'est-il passé?" et "Comment relancer le projet?". Un récent événement franco-allemand sur l'avenir de l'Europe a tenté de faire un diagnostic de la situation et de trouver d'éventuelles solutions pour y remédier.
Timor: le président prend le contrôle de l'armée face aux violences
2006-05-30 15:12:36 DILI (AFP)
Le président timorais Xanana Gusmao a décrété mardi la mise en place de pouvoirs d'urgence lui permettant de prendre le contrôle total de l'armée, face à l'incapacité de venir à bout de violences dans la capitale Dili en dépit du déploiement d'une force étrangère.
"J'assume la seule responsabilité dans les secteurs de la Défense et de la sécurité nationale, en capacité de commandant en chef des forces armées", a déclaré le président dans un communiqué diffusé après deux jours de réunion de crise.
L'armée était jusqu'à présent sous le contrôle effectif du Premier ministre Mari Alkatiri, objet de multiples critiques pour n'avoir pas su, selon ses détracteurs, empêcher l'éruption de violences qui ont puisé leur origine dans un conflit entre déserteurs et troupes régulières.
Les pouvoirs d'urgence ont été déclenchés "en collaboration étroite et permanente" avec le Premier ministre, a assuré le président, et seront assumés durant une période de trente jours, éventuellement extensibles.
BAGHDAD, Iraq - An Iraqi tennis coach and two of his players were shot to death this week in Baghdad because they were wearing shorts, authorities said Saturday, reporting the latest in a series of recent attacks attributed to Islamic extremists...
Denúncia bem fundamentada deste complexo económico neo-corporativo e salazarento
«Portugal vive num sistema cartelizado»
Há já muito que aqui no Claro vimos tipificando o nó górdio que amarra as forças deste país e não só impede o seu desenvolvimento como o pressiona, de forma permanente e pesada, para o fundo. Temos-lhe chamado o complexo neo-corporativo e salazarento...
De certo modo, poder-se-à dizer que, contra este devorismo actual, Portugal luta desesperamente para manter a boca fora de água e conseguir respirar, mesmo se nem consegue ver bem o que o pressiona para baixo... É claro que o funcionamento deste complexo durante longos anos, supõe a existência muito sustentável de uma promiscuidade política do Complexo salazarento e neo-corporativo com a instância política...
Por ser este o nosso ponto, é muito interessante anotar a denúncia de uma das componentes desse complexo neo-corporativo e salazarento e dos seus modos de funcionamento e de como ele pratica a promiscuidade com dirigentes partidários e políticos. A denúncia visa o "reino do betão" mas poderia referir outros segmentos ou sub-sectores de bens e serviços "não-transacionáveis", de "direitos adquiridos" ou do que aqui chamamos o mercadismo leninismo...
Na sua corajosa denúncia, Paulo Morais aponta que:
"Portugal estar a viver, hoje em dia, «uma situação dramática», de «sistema cartelizado: um grupo restrito de pessoas domina o País». As «corporações que já mandavam em Portugal antes do 25 de Abril», precisa. Garantindo que para mudar o sistema «são precisos políticos com coluna vertebral» e que «em Portugal temos políticos que não são mais do marionetas ao serviço de interesses obscuros», Paulo Morais denuncia «um tráfico de influências generalizado» nas obras públicas, ao mesmo tempo que recorda que «a maioria dos partidos e da vida partidária é financiada por empreiteiros e imobiliárias». E assegura ainda que o Ministério Público tem «informação bastante para intervir»...
Os Portugueses que vivem fora do território do Estado português são - dependendo das formas de fazer as contas - metade, quase tantos ou até mais dos que vivem dentro das fronteiras. É um caso único de nação dispersa, de povo globalizado muito antes de ter sido inventado o palavrão da "globalização". É sabido também que o Estado português, os seus vários serviços e braços burocráticos fazem prova de uma dificuldade imensa em compreender e tratar estes "emigrantes". No fundo, o problema é que o Estado português não pode tratar esta gente como trata os pobres desgraçados que ficaram dentro das suas fronteiras...
Os casos de sucesso económico e também universitário da primeira geração não têm conta, os casos de sucesso cultural, político ou artístico da segunda geração (totalmente ignorados dentro das fronteiras portuguesas!) multiplicam-se em todos os campos e domínios. Hoje, o Claro resolveu quebrar o tabú em volta da mais bela portuguesa, uma modelo e artista conhecida em todo o mundo (até no Japão!) menos em Portugal - LNA (ler: élená...), Helena Noguerra, de seu nome, nascido há uns anos em Bruxelas e residente algures na Europa...
Continuo a ler a jornalada e reparo que o Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO), do Conselho da Europa, tornou ontem público o relatório sobre o combate ao crime económico relativo a Portugal. Além da "falta de uma estratégia de combate à corrupção", o relatório resulta num retrato que pode ajudar a compreender as razões para a falta de resultados no combate à corrupção. Nos jornais também se lê que, na terra de Bush, o antigo presidente executivo da Enron Kenneth Lay foi considerado culpado pela prática de fraude e conspiração, no âmbito do maior escândalo financeiro nos Estados Unidos, que resultou na falência do maior grupo energético do país. Por cá, o juiz do processo «Casa Pia» estava em Timor há dois meses. Regressou no sábado porque o Estado português não lhe pagou os ordenados. Há mais três juízes a trabalhar no território. Mas só Teixeira não recebeu
20/05/06 - A l'heure où le Kremlin décide l'entrée à la City de Londres de 49 % de Rosneft (un Gazprom version pétrole), où les Européens se rendent compte de leur dépendance au gaz russe et que les déclarations de Dick Cheney et de Vladimir Poutine rappellent le temps de la Guerre froide, un petit cadrage s'impose concernant la stratégie de Gazprom, bras armé du renouveau géopolitique et géoéconomique russe.
« Les affaires, c'est la guerre ». Cette maxime nous éclaire sur le spectre des missions menées par les entreprises pour obtenir un avantage concurren...
Comment s'informer sur Internet au sens défini précédemment (acquérir des connaissances vraies et pertinentes) ? Il semblerait que la question doive être résolue depuis longtemps tant il existe de sociétés, de consultants, de logiciels, qui se proposent de nous initier aux délices de la veille sociétale ou stratégique, avec des bases de données, de la cartographie sémantique, du knowledge management, du crawling, du data mining et autres techniques qu'il faudra évaluer par benchmarking… Par ailleurs, qui n'a un jour suivi une formation sur l'emploi des métamoteurs et des agents intelligents, qui n'a au moins lu un texte sur les opérateurs booléens (qui relient plusieurs des mots d'une requête par des termes comme et, ou, sauf, etc.) ?
Une étude indépendante sur le football européen recommande un certain nombre de réformes en profondeur, dont des contrôles sur les salaires des joueurs et des règles sévères sur la propriété multiple de clubs.
L'armada de l'antiterrorisme Faire face aux nouveaux dangers qui guettent Washington et ses alliés, tel est l'objectif poursuivi par l'Otan dans le premier port militaire du monde, en Virginie. Une impressionnante machine de guerre qui conjugue très haute technologie et coopération internationale renforcée... Ler Aqui
Depuis l'adoption, en 1997, de la convention OCDE interdisant le paiement de commissions à des agents publics étrangers, les multinationales, en particulier dans le secteur de la défense, ont mis en place de nouveaux mécanismes de manière à pouvoir rémunérer légalement les intermédiaires et les décideurs dans les pays où elles opèrent.
Since the OECD Convention against bribing foreign officials was signed in 1997, multi-national corporations - and particularly those in the defense industry - have found new ways of legally paying go-betweens and decision-makers in the countries in which they operate. [...]
La revue DSI (Défense & Sécurité Internationale) de mars 2006 cite Infoguerre.com en référence à l'article"Guerre économique : les Etats en première ligne" Lire la suite...
Fracture de forme et de fond entre Frères Musulmans et Jihadistes en Europe ?
18/05/06 - Dans une analyse synthétique (4 pages), Douglath Farah, l'un des chercheurs du think-tank américain International Assessment and Strategy Center (IASC), traite de l'évolution des relations entre Frères Musulmans et Jihadistes en Europe : « Splits between muslim brotherhood and 'offensive Jihadistes' brewing in Europe ». En savoir plus...
Publication de la National Security Strategy 2006
22/03/06 - Le 16 mars dernier, la Maison Blanche a publié son document de référence en matière de sécurité nationale alors que, comme le rappelle le Président G. W. Bush dans une lettre destinée à ses compatriotes et ouvrant le rapport « America is at War ». En savoir plus...
«Milhares de clientes são regularmente confrontados com comissões cobradas por serviços não solicitados. Outros sofrem na pele com cartões de crédito emitidos ao abrigo de contratos eivados de cláusulas abusivas, só postas em causa quando um cidadão menos resignado se predispõe ao martírio de uma exasperante via-sacra de tribunais e advogados. A mera transferência para outro banco de uma conta de depósito a prazo poupança-habitação alcançou o estatuto de missão impossível. A mobilidade de um banco para outro está hoje severamente ameaçada por cláusulas subrepticiamente apostas em contratos de crédito, que contemplam «pacotes» de outros serviços cuja aquisição ou subscrição é obrigatória por parte do cliente. Chegamos ao ponto de qualquer um hoje pensar duas vezes antes de sacar do livro de cheques, o custo de preencher o papelinho passou a pesar na decisão. «Criação de valor», invocam os banqueiros. «Abuso de posição dominante» – retorquirão alguns. »
Parece que o DCIAP anda a meter o nariz em submarinos e viaturas blindadas...
E parece que a PGR fica curiosa sobre estes andamentos...
Tudo "parece"... E "parece" é uma percepção e, portanto, coisa diferente de "pareceres", coisa que é uma indústria das mais prósperas do país mas, infelizmente, pouco exportadora...
Portugal é um país bizarro.... Os Portugueses têm comportamentos bizarros! Pelo menos, assim pode parecer para quem não lhes reconheça (e, portanto, muito menos lhes conheça) as especificidades. Há, porém, também quem os estude e procure isolar as suas especificidades. Há mesmo alguém que compara a sua matriz comportamental à do ... Atlântico. Uma grande placidez à superfície durante um tempo imenso e, de repente, uma tempestade medonha que rebenta. A ser verdade, a ter esta analogia fundamento, mais que a sociólogos, psicólogos e outros "ólogos" é aos pescadores de Peniche, da Nazaré, de Sagres, da Manta Rota e de tantos outros portinhos que temos de perguntar pelas características da "raça". Talvez nos saibam rapidamente explicar o que "estudos" e mais estudos têm dificuldade em definir e mostrar... Nas "pavorosas" primeiras décadas do século XX, a placidez deu lugar a sucessivas borrascas e algumas tempestades súbitas e grossas... Foram esses tempos anunciados pela circulação de listas impressas em papel com "os nomes dos responsáveis políticos e outros das tragédias e desgraças" e o poema de Guerra Junqueiro sobre D. Carlos antecipou a operação de Ribeira Brava no Terreiro do Paço...
" Papagaio Real, diz-me quem passa? - É e-rei D. Simão, que vai à caça. "
Depois...
" Papagaio Real, diz-me quem passa? - É alguém que foi à caça. Do caçador Simão ... "
Hoje, já não circulam listas em papel, circulam pela net... Mas já circulam, há meses. Surgem de forma espontânea, são reenviadas entre conhecidos por mail, são publicadas em blogs. No mesmo registo de indignação moral e justicialista do início do século passado... Para que se perceba de que sintomas falo, aqui deixo a última que me chegou:
" TODOS DE LUTO CONTRA A VERGONHA!
"Seremos de início dez, depois cem, após mil, um milhão.....
vista algo de cor preta... pendure algo desta cor na janela de sua casa... a gente consegue... a gente consegue...
DIAS 22 e 23 Maio ( 2 dias )
TODOS DE LUTO CONTRA A VERGONHA! COLABOREM!
DIAS 22 e 23 - NOVO LUTO NACIONAL
Sabemos que sair às ruas é complicado devido a compromissos diários, então estamos propondo que nos dias 22 + 23 de Maio todos ao saírem de casa vistam camisas/blusas pretas, amarrem um lenço/pano preto no braço ou em qualquer lugar do corpo .
Pendurem um pano preto na sua janela em sinal de luto pela morte da dignidade dos políticos.
Devemos ter vergonha de assistir a bandalheira de boca fechada e mãos atadas como um povo ignorante que não sabe como protestar!
Envie este texto ao maior número de pessoas. Veja, analise e proteste !
Mais um roubo aos portugueses! Leiam até ao fim e divulguem. Isto não pode continuar!!!
Serão os políticos os únicos [...] ??? 9 em cada 10 aposentados com mais de 5.000 euros mensais foram juízes!!!! Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo: verhttp://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3
Janeiro Ministério da Justiça 5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março Ministério da Justiça 7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República 5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Empresas Públicas e Sociedades Anónimas 6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA
Abril Ministério da Justiça 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República Antigos Subscritores 6193.34 Professor Auxiliar Convidado
Maio Ministério da Justiça 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura 5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República 5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura 5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho Ministério da Justiça 5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho Ministério da Justiça 5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura 5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República 5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto Ministério da Justiça 5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado 5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro Ministério dos Negócios Estrangeiros 7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo) 6758.68 Vice-Cônsul ; Secretaria-Geral (Quadro Externo) Ministério da Justiça 5663.51 Juiz Conselheiro ; Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador ; Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador ; Conselho Superior Magistratura Ministério da Educação 5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro Ministério da Justiça 5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Novembro Ministério dos Negócios Estrangeiros 7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo) Tribunal de Contas 5663.51 Presidente Ministério da Justiça 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura 5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 5015.16 Professor Coordenador Instituto Superior de Engenharia de Lisboa
Boas Vidas!!!
Nem tudo vai mal nesta nossa República (pelo menos para alguns) Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades . Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração : - um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo. Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros. No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma ( mesmo que não tenham 60 anos ). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos. Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Quanto aos ilustres reintegrados , encontramos os seguintes: Luís Filipe Pereira .....................26.890, euros / 9 anos de serviço; Sónia Fortuzinhos .................... 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço Maria Santos . ..........................62.000, euros /9 anos de Serviço ; Paulo Pedroso ......................... 48.000, euros / 7 anos e meio de serviço David Justino .......................... 38.000, euros / 5 anos e meio de serviço; Ana Benavente . ......................62.000 , euros / 9 anos de serviço; Mª Carmo Romão ................... 62.000, euros / 9 anos de serviço; Luís Nobre Guedes ................. 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada.
É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE..
MAS... HÁ MAIS !!!
APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador. A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade. A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social. O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro. Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses. A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco. Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro. Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
É BOM QUE TODOS SAIBAM COMO SE GOVERNA QUEM NOS GOVERNA. MAS HÁ MUITO MAIS...
Este é um dos caminhos possíveis para mudar o país.
Vamos dar um "basta!" e reagir como gente grande dizendo um grande NÃO! "
Mudam as tecnologias, mas não mudam certas manifestações de personalidade... Se não quisermos entrar no século XXI às arrecuas ou repetir décadas do século passado, é melhor perceber rápido e agir a tempo!
A notícia no Expresso de hoje sobre o interesse numa estação espacial na Madeira é uma história velha, que vem dos tempos dos governos Barroso/Santana Lopes e a que na altura estiveram ligados altos responsáveis do PSD.
Giuseppe Viriglio, que é fonte do Expresso, não estava ainda na ESA - Agência Espacial Europeia mas numa empresa privada italiana e já aparecia então ligado ao projecto...
Os "capitais chineses", de uma cidadão chinesa com residência em Hong-Kong e casa em Vilamoura, representada pelo advogado (e ex-ministro do PSD) Rui Gomes da Silva também já apareciam...
A notícia do Expresso de hoje sobre esta história velha termina com um parágrafo que, se a a coisa não metesse Madeira, seria para rir: a China a fornecer tecnologia à ESA! Só mesmo na Madeira...
A ler aqui, com muito cuidado e atenção... E, a propósito, Portugal tem um ministro dos "estrangeiros"? E uma estratégia na política externa há?
(" Australian sources report that the scenario is the same as employed by Autralian neo-colonialists in the civil war-plagued Solomon Islands: secretly support a rebellion, force the government to call on Australian military assistance, and then declare the country a "failed state" and permanently establish a military and political presence in the country. ")
E, por falar de petróleo, alguém se lembra ainda de como uns senhores do Porto recusaram a entrada da Galp numa estratégia de globalização quando sabotaram a entrada da Carlyle no capital da Galp...? E como, para "combater o imperialismo norte-americano", a Galp meteu o lobo no redil das ovelhas?
(Ai como certas sequelas e resíduos da "guerra fria" bem misturadas com a falta de inteligência estratégica e económica de uma burguesia provinciana originam uns cocktails que não sendo Molotov são explosivamente "castrofs e catastrofs"...)
DILI (AFP), 2006-05-27 11:29:27
Un homme écoute la radio en passant devant des soldats australiens, alors que de nouvelles violences ont éclaté dans la capitale du Timor oriental.
Ora aqui e ainda aqui está uma "história" que em nenhum sítio civilizado ficaria por esclarecer... E o que define um sítio civilizado (que fica nos antípodas de "sítio cada vez mais mal frequentado") é mesmo essa capacidade de esclarecer "histórias" destas ! Seremos nós (a questão do "ser" e "estar" no português presta-se a isto...) um sítio civilizado...?
Les Etats membres en faveur de l'ouverture à la concurrence des industries de défense.Le code de conduite volontaire destiné à ouvrir les marchés européens de défense à la concurrence a été adopté par 22 Etats membres de l'UE.
The idea that a non-binding code of conduct would be the fastest way forward to boost competition in the hitherto sheltered sector of defence procurement, have proven to be true.
Launched in September 2005, 22 EU member states have now signed up to the code of conduct. Only Spain, Hungary and Denmark have opted out. Because on national security concerns, the defence equipment sector have so far been excluded from the overall rule of barrier free trade in the European single market.
European Defence Agency Chief Executive Nick Witney, who has led the effort, said: "This regime will create new opportunities for companies across Europe, strengthen our defence technological and industrial base and offer better value for money to the armed forces and to taxpayers."
The key operational element is that defence equipment contracts will now be posted on an electronic bulletin board, which will be operated by the EDA, which will set transparent criteria for selecting bidders and awarding contracts.
In parallel with this effort, the Commission consults with stakeholders in order to produce a communication on the defence industry before the end of 2006.
A pseudo-élite que nos tem governado e que tem moldado este estado em que estamos "esqueceu-se" há muito (quer dizer, vendo bem, nunca soube...) que a corrupção é um "buraco do ozono" a cuja exposição a República vai rapidamente cancerizando enquanto, ao mesmo tempo, o dito "buraco" retira todo o oxigénio à cidadania... Há uma imagem do Rui que retrata a coisa deste estado:
o " canibalismo, que tem vindo a atravessar o país vai para longos anos, sendo que muitos já nem se dão ao trabalho de limpar o sangue dos beiços depois das secretas orgias".
"Vergonha", "humilhante", "em degradação contínua", "falta de liderança"... Quem fala assim de quem? É Jack Welch que fala assim de nós, de Portugal. Até nisto, Jack mostra e demonstra por que razão é o melhor gestor vivo... Nada de estúpidos paninhos quentes à portuguesa e nem da patetice de andar à volta da coisa sem ser capaz de a abordar! Olho certeiro, uma análise feita a bisturi (na carne viva do ego patético das pseudo-élites do económico, do político e de outras culturas à la carrilho filho) e a capacidade de chamar gato a um gato.
E um diagnóstico preciso e claro: Precisamos de um "grande abalo".
"Jack Welch diz que Portugal precisa de um «grande abalo», alertando para a necessidade de «liderança no país e um choque muito forte, que permita criar um ambiente positivo, por forma a ser um verdadeiro motor de crescimento económico».
Já depois da conferência, a TSF entrevistou Jack Welch que, apesar de ser menos duro nas palavras, não deixou de questionar o desempenho da economia portuguesa.
«Se compararmos o crescimento com o dos países da Europa do Leste, com a Irlanda ou Espanha , eu ficaria embaraçado com o desempenho económico português», afirmou."
Ao ouvir isto, recordei-me imediatamente da teoria do presidente de uma das poucas empresas exemplares que temos: Como não há liderança no país, para tomar decisões, Portugal só é gerível não por objectivos mas apenas por gestão de... catástrofes! Sem o terramoto, Pombal nunca teria conseguido mexer em Lisboa... Precisamos, por isso, de terramotos a intervalos regulares e precisamos de um Pombal a cada terramoto..."
" O problema mais grave nos próximos tempos, digamos, no próximo ano, é a sustentabilidade dos mecanismos precários da coesão social, mantida, por artes enigmáticas, nos limites. É fundamental que não acabe a “sopa dos pobres”. Mas pode acontecer que estes, um dia, de tijela estendia e um buraco no estômago, se confrontem com o facto de não haver mesmo mais caldo, nem sequer para entornar. "
Pois é, oh, Rui... O triângulo da felicidade é chão que deu uvas. Não sei bem por que artes mágicas - e nem que loucura os movia - mas os dirigentes políticos dos últimos trinta anos empenharam-se com êxito em convencer os portugueses de que lhes era possível ganhar como quadros americanos, viver como burgueses de Paris e... trabalhar como funcionários públicos portugueses ou como os comunistas de UCPs e outras públicas e semi-públicas, com ou sem golden share. E acontece, apenas, que tal não é possível! Na sua ignorância preguiçosa e no seu autismo, as (pseudo) élites políticas embalaram e adormeceram os Portugueses num sonho louco de felicidade a pataco... O acordar para a realidade é brutal. E o risco não se reduz a um ficar sem discurso...
Se, depois de o ter lido, alguém não perceber as razões do estado a que chegámos...
Diz VPV, no Público (que bizarramente não tem links disponíveis):
"Recebi uma carta assinada por três ministros (a sra. Ministra da Cultura, a sra. Ministra da Educação e o sr. ministro Santos Silva), que me convidava para ser membro de uma Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura. Com a carta vinha uma síntese do dito Plano. O papel da Comissão de Honra seria dar o seu "prestígio e aconselhamento à execução do Plano". Por outras palavras, fazer alguma propaganda à coisa, como de resto o dr. Graça Moura, "muito penhorado", já começou a fazer. Propaganda por propaganda, resolvi responder em público que não aceito. Por várias razões. Em primeiro lugar, porque a carta e a "síntese do Plano" estão escritas num português macarrónico e analfabeto (frases sem sentido, erros de sintaxe, impropriedades, redundâncias, por aí fora). Quem escreve assim precisa de ler, e de ler muito, antes de meter o bedelho no que o próximo lê ou não lê. Em segundo lugar, (...)
O Plano Nacional da Leitura não passa de uma fantasia para uns tantos funcionários justificarem a sua injustificável existência e espatifarem milhões, que o Estado extraiu esforçadamente ao contribuinte. Quem não percebe como o país chegou ao que chegou, não precisa de ir mais longe: foi com um número infinito de “causas nobres” como esta."
Ok...? Quem não tenha percebido, as tais razões do estado a que chegámos, só lhe resta ir urgentemente ao médico...
" Os pobres do meu bairro não são os que vivem nos muitos prédios de realojamento e que vivem do rendimento mínimo, os pobres do meu bairro é gente que toda a vida trabalhou, que cumpriram com todas as suas obrigações, que descontaram para a segurança social e pagaram os seus impostos, e que hoje esperam ansiosamente o dia do mês em que recebem uma pensão miserável e vivem em casas degradadas onde pagam rendas.
Os pobres do meu bairro são os que se levantam cedo para ir trabalhar, levam os filhos à escola a tempo de entrarem nas aulas, que vão ao mercado em busca de produtos mais
em conta.
Os pobres do meu bairro não são os realojados que bebem minis e whisky durante uma tarde toda, que não se preocupam se os seus filhos têm 10 anos e ainda anda no primeiro ano de escolaridade, que mesmo quando trabalham o fazem à margem da lei e não pagam qualquer imposto ou contribuição para a Segurança Social.
Sou defensor do rendimento mínimo ou como lhe quiserem chamar, mas seria cego se não percebesse as injustiças que gera e a sua ineficácia se a medida se limitar a mandar um envelope com dinheiro.
Em Portugal há muitos pobres que se esforçam por superar a sua pobreza, que trabalham pagando todos os seus impostos, que alugam ou tentam comprar uma casa, que tentam educar os seus filhos de forma a superar o círculo vicioso da pobreza.
A estes o Estado português nunca deu nada e se fizermos bem as contas ganham menos do que os pobres que o Estado está a institucionalizar, ganham muito menos que o somatório do custa da habitação oferecida pelo Estado, dos subsídios e dos custos resultantes da burocracia exigida pela sua institucionalização. "
Diz o meu amigo Zé Adelino, a propósito do "Código", que "e não foi por acaso que a minha visita ao filme foi precedida por uma visita a fígados de tamboril, lá para os lados de...".
Fígados de tamboril... Mas isto é muito mais interessante que o filme do "código" (que não é código algum mas uma rentável historieta tão cruel e inocente como a da branca de neve ou da cinderela)! oh, Zé, onde é que se visitam esses fígados de tamboril e como é que são cozinhados? É que desde que o meu amigo Pepe, ali dos lados de Huelva, abandonou as lides (por ter bem ultrapassado o limite de idade) que ando à procura do petisco...
Eurico de Melo, Carlos Brito, Valente de Oliveira... tudo "mias" que foram durante anos nos respectivos partidos pesos pesados e dirigentes de primeira linha. Como desapareceram in action...? Que acontecimentos os atiraram para uns limbos no fundo de qualquer província, bem no portugal profundo? Que pontos de apoio (parafraseando o grego) usaram os "aparelhos" para os remover...?
A solução política mais usada (e, portanto, dominante) nas últimas décadas foi a de atirar dinheiro para cima dos problemas. Bastava a alguém berrar um problema e era bombardeado com contos e euros. Esta coisa de atirar notas para o fogo dos problemas não só não apagava o fogo como fazia desaparecer as notas em cinzas... E lá surgia, uns tempos depois, mais uma batelada de notas em cima dos velhos fogos. Até à seguinte...
Esta solução acabou, vai ser necessário imaginação para inventar soluções realmente políticas, ou seja, finalmente, decidir sobre as coisas.
Esta tão simpática "solução" de atirar dinheiro para cima dos problemas acabou quando... acabou o dinheiro! Diria o outro, "é a vida". Não é, foi a estupidez de uma pseudo-élite que não soube sequer copiar o Felipe Gonzalez... O "é a vida" é uma treta balofa e conformista para calar os parvos, bem que o viu o José Gil.
Para quem aqui vive todo o tempo, não há nada como sair de Lisboa, mesmo que isso implique ficar uns tempos longe das companhias do Snob (o ARF, o Jorge e outros que me desculpem). Uns raids por terras do estado espanhol (estava eu numa Galiza em plena febre do "estatuto" quando aquele infeliz do ministro Lino decidiu confessar-se e revelar aos galegos ser ele o que os galegos não querem ser...) e várias incursões pelo Portugal profundo, tudo nas últimas semanas, e volto a esta antiga capital do Atlântico com duas descobertas: em Espanha, está a nascer uma coisa nova ( "entramos na Jugoslávia", disse-me um funcionário de um parador do Bierzo...) e, em Portugal, há um país que acabou!
"La crise est, par definition, um moment transitoire entre deux moments de stabilité", explica Alain Mergier, um sociológo do Institut Wei ( L'institut WEI est spécialisée dans l'analyse des processus de formation des attitudes et des opinions.)... Neste nosso caso (quando prolongamos artificial, irresponsável e indecentemente o momento de estabilidade pré-crise...), a grande incógnita é saber o que será o momento de estabilidade pós-crise...
Há um país que acabou. Esta é a certeza, a evidência que se mete pelos olhos dentro. A grande dúvida: ressurgirá ou desaparece ?
Porque não estamos sós no universo, atente-se no contexto. No pós-queda do muro de Berlim todo o mundo começou a mexer. Primeiro, mais lentamente mas sempre ganhando aceleração até, mais recentemente, embalar vertiginosamente. Quer dizer, "escolhemos" assumir a nossa crise quando todo o contexto global está em mutação acelerada (ou seja, em crise, se quiserem...). Mais prudente e inteligente foi o socialista Felipe Gonzalez que na década de oitenta, com mão de mestre, procedeu ao despoletar da crise de modernização das estruturas socio-económicas de Espanha, enquanto Lisboa, adoptando políticas económicas dignas de conservador de museu a adiava... até agora!
Agora, como está então o contexto? O contexto imediato (o "estrangeiro próximo", como diriam Mário Lino e Pina Moura na linguagem soviética) está, como se referiu, a ver que coisa nova sai dos "estatutos" (catalão, andaluz, galego...) e das conversações com a Eta de Josu Ternera...
A "Europa" está à beira de adquirir um imprevisto 26º membro. O Montenegro. E há já quem diga que a inclusão de novos membros a este ritmo vai implodir a "Europa". Ou seja, o continente político desenhado mostra-se incapaz de integrar os conteúdos... Aquela "Europa" pré-queda do muro, garantida pela defesa americana (e caracterizada pela posição alemã de "manda quem tem o dinheiro", pela posição francesa de "manda quem tem a bomba" e pela voz inglesa, assumida no discurso de Brugges, de "mas não podem fazer nada contra quem tem una linha directa com Washington"...), essa "Europa" (que para Mário Soares, Cavaco Silva e António Guterres foi uma verdadeira Santa Casa da Misericórdia...) acabou.
Globalmente, surgem novos protagonistas - China, India, Brasil... - enquanto a Russia redesenha o seu papel (usando por exemplo a energia como arma)... E tudo isto nos diz que o velho xadrez se está a alterar e... muito!
Não sabemos bem, portanto, em que novo mundo o país que acabou poderá ressurgir ou desaparecer... E isto exige (ou exigiria...) políticos capazes de mais do que declarações infelizes, em momentos e locais muito inapropriados. Há-os...?
E que anjos! Com uma guarda destas, não é difícil a qualquer normal mortal... perder-se! E, suspeito, a intenção destes anjos deve mesmo ser essa... Vivam os anjos de guarda!
Super-Mário está a dias de ser de novo um homem livre... Sendo que, realmente, nunca se provou qualquer culpa sua, qualquer mau costume. Os maus costumes do corporatismo banco-burocrático de Madrid é que não precisam mais de ser provados, bem como toda a guerra mortal que o dispositivo financeiro da Opus lhe moveu... E, para esses organismos, Mário Conde era o electrão livre que eles tinham de eliminar a todo o preço... Sobretudo desde o momento em que Conde ganhou a confiança dos americanos da JP Morgan e estabeleceu com eles uma aliança de facto que nem a primeira primeira de Conde quebrou! Por isso apetece dizer: Volta, Super-Mário, estás mais que perdoado!
A Military History from Alexander the Great to the Fall of the Taliban
Massoud : De l'islamisme à la liberté de Michael Barry
" Depuis la mort du commandant Massoud, assassiné par des membres d'Al-Qaida deux jours avant les attentats du 11 septembre 2001, les biographies et les témoignages sur le celui qui a symbolisé la résistance aux Russes durant la décennie 80 et au régime taliban depuis 1996 se sont succédé, à commencer par le Massoud l'Afghan, de Christophe de Ponfilly, qui date même d'avant la mort du héros. C'est sur le même ton du portrait sensible et avec la même révérence vis-à-vis d'un personnage hors norme, charismatique, courageux et humble, que Michael Barry peint Massoud. Barry, spécialiste américain de la littérature persane, traducteur du poète Nazâmi et auteur du Royaume de l'insolence, l'Afghanistan : 1504-2001, a rencontré plusieurs fois Massoud au cours de voyages humanitaires pour Médecins du monde. Il est devenu un proche, un ami. Parlant sa langue, le persan, et partageant avec lui la lecture des poètes mystiques du XIIe siècle, il dépeint Massoud comme un chef exemplaire, toujours soucieux des préoccupations des autres et toujours prêt à expliquer idéologiquement et stratégiquement le pourquoi de sa lutte. Barry reprend par le fil biographique la vie de Massoud : Ahmad Shâh, fils de notable tadjik – colonel de l'armée royale de surcroît – élevé en partie dans la vallée du Panjshir, brillant élève du lycée de Kaboul et étudiant au Pakistan, devient l'un des leaders de la lutte contre l'envahisseur russe qui entre à Kaboul le 27 avril 1978. Ahmad Shâh devient Massoud, nom de guerre donné par les siens, qui signifie "le Bienheureux", "le Chanceux". Dans la vallée du Panjshir, il mène dix ans durant une résistance héroïque. Le 15 février 1989, les modjâhedîn, les soldats de la résistance, font fuir les derniers Russes. Mais les vainqueurs sont incapables de s'entendre entre eux : après une entrée sanglante dans Kaboul, la mise en place de la République afghane où Massoud exerce des hautes fonctions à la Défense, la guerre civile continue. En 1996, le pouvoir tombe aux mains des talibans, les "étudiants", qui imposent à la presque totalité du pays un régime islamiste extrémiste. Massoud retourne alors en résistance, dans les montagnes, et tente de reprendre du terrain avec l'Alliance du Nord. Visiblement fasciné par son sujet, Michael Barry tente malgré tout de camper le personnage de Massoud dans toute sa complexité. Il montre un homme qui, sans se départir de sa foi, a évolué vers un islam modéré compatible avec les préceptes d'un régime politique démocratique et défendu la réconciliation nationale dans son pays au-delà des luttes ethniques. Pour Barry, Massoud est un personnage historique car "aucune figure proprement musulmane dans sa lutte contre l'islamisme n'aura atteint, au XXe siècle finissant, l'envergure héroïque de Massoud". Au lecteur d'en juger... "
Ségolène Royal define a "missão da esquerda" e avança para a pole position do PSF na corrida ao Eliseu, em 2007. ("Si le libéralisme est ce que Maurice Allais, prix Nobel d'économie, a appelé en termes crus la « chienlit laisser-fairiste », je n'en veux pas. Il peut y avoir dans la libre concurrence des facteurs de progrès si elle est corrigée énergiquement dans ses effets pervers et régulée pour être mise au service du progrès. C'est la mission de la gauche."). Em entrevista ao Echos de hoje, ela explica o "ségolismo", que concilia performance económica e justiça social.
A AUSÊNCIA DE INTELIGÊNCIA ECONÓMICA E ESTRATÉGICA E A HOMELAND SECURITY
As empresas portuguesas registam um atraso bastante grande em matérias da inteligência económica e estratégica. Dos decisores políticos (com escassíssimas excepções honrosas) nem vale a pena falar e a chamada universidade ainda não tem (nem se calcula quando poderá ter) uma matriz conceptual sobre o assunto... Entretanto, neste mundo que a globalização tornou pequeno e aberto ninguém fica à espera que os atrasados dos portugueses acordem. A coisa poderá mesmo revelar-se dramática nas utilities e redes... Arriscamo-nos, pois, a acordar para mergulhar num pesadelo!
É mais que tempo de utilities e redes pensarem a questão da sua (e nossa...) segurança numa perspectiva de inteligência económica e estratégica. Talvez que precisem de um empurrãozinho do Governo, mas, nesse caso, o Professor Zorrinho (um dos poucos políticos que sabe do que estamos a falar...) será certamente capaz de os ajudar... Isso integra-se perfeitamente no âmbito do Plano Tecnológico. Para se perceber melhor a urgência, veja-se este caso japonês:
"Les entreprises évoluent dans un environnement en complexification croissante. En outre, le développement hyperbolique des alliances, fusions, acquisitions et autres grandes manœuvres entrepreneuriales, accentue la difficulté de décryptage du réel capitaliste parce qu’il dynamise la création de réseaux complexes d’interrelations, d’interdépendance et de coopétition. Cette évolution influence le processus d’acquisition d’informations et, conséquemment, le mécanisme décisionnel : en effet, la compétitivité d’une organisation – et donc sa pérennité – dépendant de plus en plus étroitement de sa capacité d’adaptation et de sa vitesse de réaction dans un environnement complexe, il faut savoir l’essentiel puis agir vite. Adaptabilité qui exige l’anticipation à travers la surveillance systématique et rationalisée de l’environnement global (on parle dès lors de vieille stratégique), puis la gestion « offensive » des flux d’informations ... Il faut considérer l’environnement comme une variable stratégique en permanente reconfiguration et sur laquelle l’entreprise peut agir, voire même contribuer à façonner, par la maîtrise de l’information.
Or, c’est la fonction même de l’intelligence économique que de traiter les données et informations, de créer de la connaissance efficace. L’une des définitions les plus récentes, formulée par Jérôme Dupré (1), l’explicite adéquatement : « En tant que concept, écrit-il, l’intelligence économique est une notion nouvelle qui englobe l’ensemble des problématiques de sécurité de l’information et qui inclut notamment sa protection, sa gestion stratégique à des fins décisionnelles ou des actions d’influence au profit des entreprises ou des États. (...) Continua Aqui
Ainda na Infoguerre, uma preciosa sistematização das aplicações económicas da guerra da informação e um outro trabalho sobre os seus princípios e suas origens:
... porque seria a melhor maneira de combater os incêndios de verão neste pobre país. Se pensarmos um pouco, descobrimos que a causa principal dos nossos incêndios é o desaparecimento de um certo modo de vida nos campos portugueses que integrava a floresta na economia doméstica e, portanto, fazia a sua manutenção através da exploração, nomeadamente, como fornecedora de energia para cozinhar e para aquecimento. O desaparecimento desse modo de vida atirou a conservação da floresta para fora da esfera económica, provocando o seu abandono. Contas simples mostram que não há orçamento de estado capaz de integrar os custos da limpeza/manutenção da nossa floresta (os dirigentes políticos deviam ser obrigados a saber fazer contas, além das relativas à sua carreira...), basta saber multiplicar (número de héctares por custo héctare/ano) e conhecer os valores do OE...
Ora, esta moda que chega de Paris (sítio de onde temos a mania de importar modas...) pode fazer re-entrar a limpeza/manutenção da floresta nos circuitos da esfera do económico:
Selon l'ADEME (Agence de l'Environnement et de la Maîtrise de l'Energie), les ventes de fours, de chauffages et de radiateurs à bois explosent en France, près de 6 millions de ménages disposant aujourd'hui d'un de ces équipements. Ler Aqui
Over the last two days one of Brazil's biggest gangs, the First Capital Command (of First Command of the Capital -- PCC), took the fight to Sao Paulo's government. The heavily armed gang staged 70 attacks on police that killed 70 people (including at least 35 policemen) and 24 prison uprisings with hundreds being held hostage. So far, the government has only been able to contain six of the prison uprisings, but that more are occurring as fast as they put them down (UPDATE: this number has climbed to 40). The latest attacks have moved into include attacks on buses (UPDATE: over 60 have been held up and torched) and banks.
For its second exercise of military power, this is pretty impressive. The scale, intensity, duration, and the coordination demonstrated by these attacks shows that this gang has made the transition from evading the police to treating the police (the nation-state) as a competitive threat. It also has set what could be construed as a plausible promise that could be used to recruit allies: that Sao Paulo's government can be attacked successfully.
The open question is whether the other gangs that inhabit Sao Paulo's massive favela (10 million people live there without basic services) will join as participants in open source warfare. There are indications that they are both plentiful and powerful -- there are at least a dozen gangs in Sao Paulo that qualify as virtual states with economies fueled by transnational crime (Sao Paulo is the international hub for transshipments of cocaine to Europe and Africa).
IF this does move to open source warfare (it may be that the PCC is large enough, and decentralized enough to create its own ecosystem for OSW), we can expect to see an increasing emphasis on attacks to coerce the city's business class. The intent of this coercion will be to force the business class to... Continua Aqui
Definitivamente, estou, nesta matéria de vacas, em desacordo total com o meu amigo José Adelino Maltez. Não, definitivamente, não se trata aqui do tal Movimento para a Defesa das Vacas Sagradas no Poder (MDVSP). Nem há qualquer relação - exceptuando aquela das brincadeiras de isso a que convencionalmente se chama "tempo" - com a reabertura do "Campo Pequeno" (espero que sem "tropas fandangas" de fascistas ou de comunistas...). Nada disto... A coisa, simplesmente, é outra: as vaquinhas, com seu ar simpático e bem cuidado, vieram despedir-se! Finish. Fermato. Cerrado. Acabou! Agora, começam tempos de outras vacas: as magras! That's all!
Ei-las, aqui, no final de mais uma etapa da sua viagem rumo a Portugal, e em lugar já muito perto de si...
Com um abraço amigo ao Miguel Reis e um obrigado pela nota do Portugal Global... Temos de jantar uma noite destas, quando pousares em Lisboa, nun intervalo das tuas viagens pela diáspora portuguesa, para conversar, pôr a escrita em dia e retomar aquela ideia de trabalho "global". Até já...
Claro, não posso deixar de aproveitar a ocasião para enviar calorosos cumprimentos ao "camarada" Veiga mais à "camarada" Joana e ainda aos "camaradas" Rui, Zé, Hugo, a "o do Cacém" e mais uns quantos e também ao Alain Badiou e ao Sylvain Lazarus e a umas simpáticas "camaradas", como aJudith Balso... Com uma pequena sugestão de leitura para todos: um pequeno romance desse reaccionário do Lucien Bodart...
" C'est le dernier roman de Lulu le Chinois, et c'est du grand Bodard! Le sujet: un demi-siècle de convulsions chinoises. L'héroïne: l'abominable Jiang Qing, cette courtisane qui séduisit Mao dans une grotte du Yanan et se mit en tête la folle idée de lui succéder. Les autres vedettes: l'ignoble Grand Timonier, Liu Shaoqi la loque, Lin Biao l'héritier trop pressé, l'impénétrable Chou En-lai. Dans la guerre de succession qui culmine avec les millions de cadavres de la Révolution culturelle, les noirs complots succèdent aux abjectes machinations. Comme toujours chez Bodard, le sexe, la maladie, l'amitié ne sont au mieux que des armes pour la conquête du bien suprême: le pouvoir."
Mas não acreditem isto é só o que diz um crítico burguês...
O meu amigo José Adelino Maltez, apesar de ter andado uns dias por vales de Santarém, assim que regressou não perdeu tempo e resolveu o mistério de uma invasão de vacas que parece querer-nos convencer que Lisboa é Calcutá... Calma, que a crise ainda não vai tão longe!
Explica J.A. Maltez que afinal a coisa é... o Movimento para a Defesa das Vacas Sagradas no Poder (MDVSP)
"La chute du dollar déclenche des réactions en chaîne
Recul des bourses du monde entier, monnaies étrangères plus chères, correction des métaux industriels, inquiétude des investisseurs: la faiblesse actuelle du dollar se répercute sur l'ensemble de l'économie. " Lire >>
Comme à la fin 2004, le billet vert vient de subir une chute brutale. Mais à la différence de ce précédent accès de faiblesse, les conditions d'un redressement rapide ne sont plus réunies. Explications." Aqui
François-Bernard Huyghe : Qu'est-ce que s'informer ? (3e partie) par François-Bernard Huyghe
Extrait : Comment s'informer sur Internet au sens défini précédemment (acquérir des connaissances vraies et pertinentes)? Il semblerait que la question doive être résolue depuis longtemps tant il existe de sociétés, de consultants, de logiciels, qui se proposent de nous initier aux délices de la veille sociétale ou stratégique, avec des bases de données, de la cartographie sémantique, du knowledge management, du crawling, du data mining et autres techniques qu'il faudra évaluer par benchmarking… Par ailleurs, qui n'a un jour suivi une formation sur l'emploi des métamoteurs et des agents intelligents, qui n'a au moins lu un texte sur les opérateurs booléens (qui relient plusieurs des mots d'une requête par des termes comme et, ou, sauf, etc.) ?
Lectures stratégiques par Christophe Boucher
Extrait : - Petit manuel d'intelligence économique au quotidien : comment collecter, analyser, diffuser et protéger son information, de Franck Tognini et Pierre Mongin. - Du bon usage de la guerre civile en France, de Jacques Marseille.
As "agências de comunicação" existem para assumir o papel de trouble solvers, no que a comunicação respeita e no respeito da legalidade (para não serem casos de polícia...) e da legitimidade (para serem eficientes...).
Infelizmente, neste "sítio cada vez mais mal frequentado" aparecem uns fulanos pagos como trouble solvers que não só não encontram soluções como ainda fabricam problemas... originados pela avidez e cupidez e, sobretudo, pela ignorância e leviandade.
Depois, escapam-se pelos intervalos da chuva e quem lhes paga acaba bem... enlameado e entalado!
Não, não vou dizer nem direi nomes.... Quem puder entender que entenda, assim dizia o outro!
Mas começa a ser muito conveniente e urgente para as personalidades e instituições políticas e empresariais - que procurem trouble solvers de comunicação - separarem o trigo do jóio... Ou então, mais dia menos dia, pagam as favas!
Com a SIC na cauda das audiências, a ameaça de Belmiro tomar conta da PT e rever com um corte os "privilégios" que viabilizam a Sic Notícias e com o Expresso estagnado e ainda ameaçado de derreter ao "Sol", Balsemão precisa de fazer negócios...
Como tem ainda aquele velho argumentário de faltar um quotidiano ao seu grupo (coisa que, ao fim de tantos anos, ninguém percebe...), decidiu-se a montar um esquema de ataque ao "DN" mas para isso precisa de encontrar (mas tem de ser fora da banca...) um financiador e... de prisa, que não há tempo!
Até porque a função de fazer de cabeça de turco (como dizem os bruxelenses que falam francês) é também um negócio como outro qualquer e... bem pago. Sobretudo quando se trata de diminuir o impacto emocional e político de uma operação ou de embaciar a óptica da visão... Nada que o perceptions management não possa explicar e mostrar como isso vale bom dinheiro!
Por sua vez, os actuais proprietários do antigo grupo Lusomundo estão a ficar com uma percepção alterada daquele negócio, devido ao tipo de evolução das vendas do DN e do JN e sobretudo à verificada queda na publicidade... E ainda mais numa perspectiva de perderem a situação de privilégio nas contas de publicidade do BES e sobretudo da PT!
Manuel Maria Carrilho - diz o jornal de maior circulação em Portugal - acusou ontem alguns órgãos de Comunicação Social (CS) de exercerem um “poder opaco” e “impune”. Na apresentação do livro ‘Sob o Signo da Verdade’, o ex-candidato socialista à Câmara de Lisboa apontou o dedo à Imprensa, acusando-a de ter “substituído a verdade pela mentira intencional”.
O deputado do PS não se escusou a revelar o nome de cada um dos órgãos de CS que, defende, formaram um “polvo”, num enredo de “mentiras” em torno da sua candidatura autárquica e das eleições de que saiu derrotado, em Outubro: “Em órgãos da Comunicação Social como o ‘Público’ ou o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Expresso’ ou o ‘Tal & Qual’, o ‘24 Horas’ ou o ‘Diário de Notícias’, a SIC ou a TVI, a Renascença ou a TSF”.
E sobre o ataque concertado que tais órgãos lhe dirigiram, Carrilho escreve no livro, publicado pela Dom Quixote, que “isso significa que o polvo entrou em acção: o polvo dos interesses instalados, que há muito se fazia sentir na acção concertada de muito sectarismo jornalístico e de tantos comentadores ventríloquos”.
Carrilho recuou ao debate televisivo com o social-democrata Carmona Rodrigues e defendeu-se da situação em que surgiu nas imagens: a recusar o aperto de mão ao opositor do PSD: “Não pensei que estivesse a ser filmado, para gáudio de um espectáculo vergonhoso que a SIC Notícias fez.” E aproveitou para atacar o que foi noticiado, comparando-o a manobras semelhantes às praticadas nos países de Leste: “Um amigo disse-me que isso era o que fazia a Polícia política dos países de Leste: filmavam cenas privadas para depois humilharem as pessoas.” (...) Continua AQUI
NOTA "CLARO" À NOTÍCIA DO "CM"
O discurso de Carrilho revela uma concepção do mundomuito arcaica e ultra-conservadora, que não reconhece a autonomia do mediático face ao político... Talvez seja altura deste filósofo ler aquela obrinha do Alexis sobre a Democracia na América! Neste sentido e neste particular, Carrilho partilha uma concepção salazarenta do mundo. Diga-se que está longe de ser o único à "esquerda" a partilhar tal concepção salazarenta... Cunhal e toda a extrema-esquerda bem como alguns socialistas mais arcaicos também têm essa concepção do mundo. É uma dificuldade deintegrar e conviver com a Liberdade...
Se esta concepção salazarenta não é específica a Carrilho, o que é que ele revela de específico nesta sua actuação de agente do político indignado com o mediático?
Revela uma personagem do universo queirosiano, até nas pequenas coisas como a exibição do "casamento"... Prsonagem que parece não ter aprendido nada com a cena do filme do Diniz! Este Manuel bem merecia estar não em "O Primo Basílio" mas em "O Filho Carrilho"...
When I heard the president of Iran, Mahmoud Ahmadinejad, declare that the Holocaust was a “myth,” I couldn’t help asking myself: “I wonder if the president of Iran would be talking this way if the price of oil were $20 a barrel today rather than $60 a barrel.” When I heard Venezuela’s President Hugo Chávez telling British Prime Minister Tony Blair to “go right to hell” and telling his supporters that the U.S.sponsored Free Trade Area of the Americas “can go to hell,” too, I couldn’t help saying to myself, “I wonder if the president of Venezuela would be saying all these things if the price of oil today were $20 a barrel rather than $60 a barrel, and his country had to make a living by empowering its own entrepreneurs, not just drilling wells.”
The geography of internet users shows a shift away from the US, which supplies less than a quarter of total users aged 14+, down from two thirds a decade ago, reports the IHT. The total number of woldwide unique internet users is 694 million, without counting the ones connecting from internet cafes and cellphones, says data from this Comscore study which Travis our Assistant Production Manager Becca Yates has kindly charted by country.
Google lance « Co-Op », un service qui laisse les internautes annoter des sites Internet. Le moteur se positionne sur la recherche participative, aux côtés de Yahoo. Et ne voit pas les limites de son activité.
Google en appelle aux internautes. Cédant à la mode de la recherche participative, l'américain a dévoilé mardi « Co-Op », un service qui laisse les experts de tout bord enrichir son moteur de recherche pour en améliorer la qualité. Depuis mercredi, des organisations, des entreprises ou des particuliers peuvent signaler les sites Internet qu'ils jugent pertinents en leur associant des annotations. Aux internautes, ensuite, de venir dans la nouvelle section « Co-Op » s'abonner aux bases d'annotations compilées par ces différents groupes, organisées pour l'instant selon cinq thèmes (style de vie, santé, informations utiles, informations générales et voyages). Dès lors, si un mot-clé recherché dans Google correspond à un des champs couverts par ces groupes, les sites qu'ils auront suggérés s'afficheront en tête de recherche, dans un champ « One Box ».
Pour l'heure, la suggestion de sites dans « Co-Op » est principalement le fait d'organisations et d'entreprises auxquelles Google a demandé de participer. La mise en ligne des bases d'annotations, qui passe par l'envoi d'un fichier XML, dépasse en effet largement les compétences techniques de nombre d'internautes. Plus tard, Google devrait simplifier la procédure pour permettre au plus grand nombre d'annoter un site. Le moteur entrera alors en concurrence avec ces services du web 2.0, fondés sur la participation la plus large des internautes qui épaule ou remplace les traditionnels algorithmes. Yahoo s'est déjà engouffré dans cette brèche. Son outil Mon Web, dont la deuxième version est sortie en France la semaine dernière, permet de sauvegarder, d'annoter et de partager des résultats de recherche. Créé en 2005, et centré sur le « social bookmarking », le français Yoono propose les mêmes services.
Google n'en est qu'aux débuts de son évolution. Dès la semaine prochaine, le moteur proposera un autre service, « Notebook », pour laisser une note sur les pages visitées et dignes d'intérêt. Les internautes pourront alors choisir de garder ces informations en privé ou de les partager, par exemple à leur carnet d'adresse Gmail. A terme, c'est l'unification de tous ces services épars qui se dessine autour d'un seul et même compte. L'intégration du calendrier ou du chat, active depuis jeudi en France, a déjà ouvert la voie. Avec « Co-Op », chaque membre est associé à un profil public où sont indiqués le nombre de ses liens proposés, de ses abonnés, ainsi qu'une description et une photo, pour favoriser l'émergence d'une communauté active d'utilisateurs.
Outre ces deux nouveaux services sociaux, Google a également lancé mercredi Google Trends, qui permet de consulter et de comparer les volumes et origines des recherches sur un mot-clé, ainsi que Google Desktop 4, dernière mouture de son outil de recherche sur le disque dur accompagnée de nouveaux « widgets » placés directement sur le bureau. Malgré toutes ces diversifications, Eric Schmidt, patron de Google a tenu a réaffirmer que la recherche, à laquelle ses ingénieurs consacrent 70% de leur temps, était toujours le cœur de l'activité du groupe. Et que le meilleur restait à venir. « Plus nous pourrons apporter de choses en ligne, plus nous pourrons faire en sorte que les recherches soient détaillées et précises », a-t-il expliqué, estimant ne pas savoir quelles en seront les limites. « Je suis sûr qu'il y a des limites mais nous ne les voyons pas aujourd'hui », a-t-il déclaré. "
A principal “verdade” de Carrilho no livro que publicou, é uma acusação concreta a António Cunha Vaz, responsável por uma agência de comunicação e que se teria apresentado àquele, como candidato para fazer a campanha para a Câmara de Lisboa. "Vinha oferecer-se para tratar de tudo, insistindo muito em dois pontos da sua oferta a recolha - obviamente ilícita - de fundos, e a compra de opinião". "Hoje tudo se compra, afiançou-me com ar espertalhão, antes de, perante a minha incomodidade face a tais propósitos, começar a amaciar os seus apregoados trunfos". Ler AQUI
Nota CLARO:
Estas declarações foram amplamente reproduzidas nos jornais de hoje. E o venerável mestre José da Grande Loja tem toda a razão: para além de algumas (demasiadas...) subjectividades de Manuel Maria Carrilho, o que resta é uma acusação concreta de actividades ilegais (e que configuram crime) ao responsável de uma agência de comunicação que trabalha ou tem trabalhado com as caras da política e da economia do regime - BCP, Maria José Nogueira Pinto, CGD, Carmona Rodrigues, EDP, Mário Soares....
António Cunha Vaz já fez saber que os seus advogados coisa e tal... como é de regra nestas situações.
Seria, porém, muito interessante esclarecer esta questão da "recolha - obviamente ilícita - de fundos". Saber se é Carrilho que mente ou se é Cunha Vaz... E já agora saber - se ficar estabelecida a verdade de Carrilho - se essa "recolha ilícita" também se verificou com outros "clientes" e quais... Também valeria a pena saber quem são os jornalistas e os media que se "compram" e que Carrilho mais que insinua que Cunha Vaz levava no bolso para lhe vender.
Importa ainda deixar claro que esta concepção de "agência de comunicação" referida por Carrilho não é uma... agência de comunicação! Que recolher fundos e comprar media e jornalistas não integram o trabalho de uma agência de comunicação! Pode haver quem se dedique a esses trabalhos e se cubra com a capa de "agência de comunicação"? Pode! Mas isso não é uma agência de comunicação, é um caso de polícia!
" It has been said that "fourth generation warfare" (4GW) includes all forms of conflict where the other side refuses to stand up and fight fair. Smart commanders throughout history, however, have tried to deceive, trick, and confuse their opponents. Is anything really new?
The answer begins by examining how 4GW literature uses the term, "generation." Specifically, it refers to the world since the mid-17th Century, when firearms began to dominate the battlefield and when nation-states began to exercise a legal monopoly on the use of armed force.
That world is breaking down. We appear to be returning to the situation that characterizes most of human experience, where both states and non-states wage war. In 4GW, at least one side is something other than a military force organized and operating under the control of a national government, and one that often exploits the weakness of the state system in many parts of the world. For a graphical depiction of how the "generations" evolve, please download The Evolution of Conflict (194KB PowerPoint - version 2/December 2005). Note that as with human generations, several may be alive and functioning simultaneously. The word "generations," though, is an analogy to help gain new insights, and it is wise not to push it too far ("species" might be more descriptive, but "generations" seems to have stuck).
One way to tell that 4GW is truly new is that we don't even have a name for its participants—typically dismissing them as "terrorists," "extremists," or "thugs."
Name calling, though, is not often an effective substitute for strategy. (...) "
A investigação espanhola bloqueou imediatamente as contas da Afinsa e companhia... Em Portugal, as contas continuam a ser movimentadas. Normalmente! E ninguém tem responsabilidades nisto...? A coisa não é com a CMVM, nem com o Banco de Portugal, nem com a PGR, nem com a PJ... E - já agora deixem-me perguntar - para que pagamos nós a esta gente toda?
A diferença entre Portugal e espanha é que lá há um Estado e aqui uns tipinhos a ganhar bom dinheiro com a função de fazer de conta que há um Estado. É o problema do "ser" e do "parecer"...
Sempre achei os iberistas uns idiotas de vistas curtas e inteligência escassa, mas, por estas e por outras semelhantes, percebo perfeitamente que uma boa parte da opinião pública (não inclui ministros...) até gostasse de fazer de fazer a experiência espanhola... Quanto mais não fosse para ver como é ter as coisas realmente a funcionar e não apenas a fazer de conta para inglês ver! Ou seja, o que a opinião pública realmente está a dizer que quer é não uma adesão a qualquer iberismo bacoco mas que... Portugal funcione realmente! Que é o que sistematicamente umas élites da treta lhe têm negado para frustração dos portugueses.
Nota: Já o sabia - e muito bem - mas agora, que o condecorado pelo Jorge Sampaio está preso em Espanha pelas razões que sabemos, é altura de perguntar: que raio de trabalho fazem os serviços competentes para informar o Presidente condecorador do conteúdo dos armários dos condecoráveis...? Fazem o trabalho de fazer que fazem o trabalho que deviam fazer. Depois, quando dos armários caem esqueletos, os sampaios roem as unhas até ao sabugo... mas já é tarde!
Nesta história dos selos, como em tudo, mais vale sê-lo que parecê-lo... Por isso, neste caso devemos dizer: Viva Espanha!
" Uma última palavra para o nosso D. João II, um dos resistentes antimaquiavélicos, assumido praticante da ética tradicional portuguesa, que deve ser considerado um dos pilares daquilo a que hoje chamamos Estado de Direito, como me foi ensinado por Miguel Reale e Martim de Albuquerque. Ele, o príncipe perfeito, era-o efectivamente, porque proclamava que se o soberano he senhor das leis, logo se fazia servo delas pois lhes primeiro obedecia. Não há nada mais mentiroso do que pô-lo precursor do Marquês de Pombal, Afonso Costa ou Oliveira Salazar, conforme um artigo que me recordo de, na revista Política, do doutor Jaime Nogueira Pinto, ter lido de um distinto ministro do dito Oliveira, agora ilustre hierarca da pós-revolução e vendedor das tretas conceituais do neo-realismo norte-americano.
Porque um dos princípios reveladores desta ideia está na tradicional prática do contencioso administrativo. Com efeito, pelo menos desde os tempos de D. Afonso II e de D. Dinis que a Cúria conhecia de litígios entre o rei e os vassalos. Com D. Dinis já aparece para executar essa missão um ouvidor dos feitos do rei. Com D. Afonso IV surgem dois ouvidores para as causas especialmente da coroa. Com D. Pedro I são os juízes do aver delRei que tinham todos os poderes nos assuntos que não implicassem graça. Nas Ordenações Afonsinas conserva-se um juiz dos feitos do rei na casa da justiça(I, VI), mantendo-se a situação nas Ordenações Manuelinas (I, VII).
O mesmo D. João II, no preâmbulo das Cortes de Évora de 1481-1482 dizia: segundo dicto do nosso Remydor jezu christo non viemos para quebrantar as leis, nem o que devemos, mas ante pera o muy jnteiramente comprir e guardar: pero segundo a variedade e sobcessps dos tempos convem aos Reis e prinçipes de Santa e virtuosa entençam mudar, limitar e declarar, ader e interpretar as constituições e posiçõees humanas por as causas urgentes e bem e publico proveito. por tall que as leis sempre aiam com vigor e força de servir o fim nunca mudavel e causa finnal do direito. o qual he rrefrear e limitar os apititos desordenados sob iusta e direita regra. O que todo se deve fazer com grande madureza e deliberaçom dos prodentes.
Um episódio narrado por Garcia de Resende na Chronica dos Valerosos, e Insignes Feitos del Rey Dom Ioam II, é revelador dessa autenticidade: Estando el Rey hum dia com desembargadores sobre um feyto seu, depois de lido, e a casa despejada pera darem seus votos, disse o Doutor Nuno Gonçalves: "Senhor, nos não podemos aquy votar neste feyto; perguntou el Rey, porque; disse o doutor: Porque vossa Alteza he parte nelle, e está presente. El Rey levamtouse em pe, avendo disso desprazer, e disselhe: Isso me aveis vos de dizer? como em mim se entende isso, se eu sam a mesma justiça, como ey de ser parte. E el Rey com payxam pasceou hum pouco polla casa sem falar nada, e tornou logo a mesa, e encostado nella em pe disse: Doutor, eu vos agardeço muyto o que me dissestes, e fizestelo como muyto bom homem que sois. E a mim me parece assi como a vos, que não devo de ser presente, e por isso me vou, e todos julgai segundo vossas consciencias: e sahiose logo, e deixouos sos.
Este facto histórico, justamente valorizado pelo grande filósofo do direito contemporâneo, o brasileiro Miguel Reale, em Cristianismo e Razão de Estado no Renascimento Lusíada, e depois retomado por Martim de Albuquerque, constitui a demonstração que o poder do Estado não pode absorver a justiça, à qual melhor podem aceder as consciências dos justos julgadores. Tem, assim, como ingredientes fundamentais os elementos do chamado Estado de Direito Democrático. Mesmo o poder absoluto do rei, mas o rei está submetido à lei.
D. Jerónimo Osório é, a este respeito, inequívoco. Retomando as teses de Cícero, fala no estado da república como coisa perfeita, definindo-o como o conjunto dos hoimens unidos pelo direito, no qual todos os cidadãos estão ligados entre si por uma aliança pública, estão à uma, absolutamente de acordo no que respeita à salvação pública. Para ele, nada há que tanto mantenha a república como a lei e o Rei é o guarda, o defensor e o administrador do direito público. Logo, se transgredir as leis, atraiçoará a sua função, arruinará a república confiada à sua fidelidade e atrairá, sobre si, a ira de Deus ... quando as leis forem desprezadas por quem governa o povo, todos aqueles que, por suas posses ou favor, tiverem importância na república, dirão que é ignomínia sujeitarem-se às leis. E, assim, não perderão qualquer ensejo, que se lhes apresente, de violar a lei. Logo, o Rei que desprezar as leis, levará à desgraça, com seu exemplo iníquo e injusto, toda a república "
" O dia da Europa visto por um europeu pouco europês, isto é, sem rebuços de revisionismo histórico estalinista
A fotografia que foi encenada no dia seguinte, como, entre nós, este ano, se comemorou o dia na véspera
O discurso de Schuman de 9 de Maio de 1950 obedeceu a um esquema de planeamento de operações de carácter quase militar. Em primeiro lugar, havia uma questão de agendas. Com efeito, para esse mesmo dia 9 de Maio, estava marcadas para a parte da manhã, reuniões dos conselhos de ministros em Paris e Bona. Para os dias 11 e 12 de Maio, em Londres, uma reunião dos ministros dos estrangeiros norte-americano, francês e britânico sobre a questão alemã. Para o dia 18, uma reunião do conselho ministerial da NATO.
Jean Monnet, com a colaboração de Pierre Uri, Étienne Hirsch e Paul Reuter, tinha elaborado um plano que no dia 1 de Maio era já aprovado por Robert Schuman. O inspirateur, a quem De Gaulle chamava um grande patriota...norte-americano No sábado, dia 6 de Maio, já o documento adquire forma definitiva. Tomam então conhecimento do mesmo os Ministros da Justiça, René Mayer, que há-de ser o sucessor de Monnet na Alta-Autoridade, e o Ministro do Ultramar, René Pleven.
Domingo, dia 7: o secretário-geral do ministério dos estrangeiros, Alexandre Parodi, é posto ao corrente do processo. Do mesmo modo, Dean Acheson, que fazia escala em Paris, é informado por Monnet do projecto em curso.
Segunda-feira, dia 8: parte para Bona um enviado especial de Schuman, Michlich. O formal autor do discurso, com ar de meu avô, um francês da Lorena, membro da Europa vaticana
Terça-feira, dia 9: na parte da manhã reúnem os conselhos de ministros da França e da RFA. O chefe de gabinete de Adenauer, Blankehorn, interrompe o conselho e entrega a Adenauer as cartas de que era portador Michlich.
Já passava do meio-dia quando Clappier recebe comunicação de Bona com o assentimento de Adenauer ao projecto. É só então que Schuman desvenda o segredo aos restantes ministros. Outro agente vaticano, o homem de Colónia, que então era o líder da Alemanha Ocidental, a segunda grande peça da bela engrenagem que nos deu paz
Os jornalistas são convocados para as 18 horas, para aquilo que deveria ser anunciado de maneira espectacular. Durante a tarde recebem-se os embaixadores dos países europeus
Um jornalista pergunta a Schuman:Então, é um salto no desconhecido? e este responde: É isso, um salto no desconhecido. O terceiro grande contratante do tratado de paz, o chefe italiano, outro agente de Pio XII, também aliado de Washington
Nesse dia, o embaixador da França em Londres, René Massigli, é recebido no Foreign Office por Bevin. Attlee estava fora das ilhas britânicas, em férias.
No dia 10, reunia-se a conferência dos Três em Londres sobre a questão alemã. O partido liberal propõe a participação britânica. Os conservadores, através de um discurso de Anthony Eden, recomendam idêntica atitude. Mas a imprensa, do Times ao Daily Express, teme a palavra federação e receia pelo fim da independência britânica. O chefe trabalhista britânico, que via a Mitteleuropa de fora e um pouco acima
No dia 11 de Maio, quinta-feira, aqueles que virão a ser os seis Estados Membros aprovavam o plano de Schuman e não é por acaso que nesse mesmo dia se instituia o partido de Adenauer, a União Cristã-Democrática.
O então Primeiro-Ministro britânico, o trabalhista Clement Attlee, faz um discurso nos Comuns onde saúda a reconciliação franco-alemã, mas deseja que se proceda a um exame aprofundado das implicações económicas. O grande criador da coligação negativa que nos deu a CECA e ex-inspirador de alguns pais da Europa de hoje, quando ainda acreditava que o Ocidente cairia de pôdre e não contabilizava as divisões vaticanas
Nesse mesmo dia, Attlee tem uma resposta cuidadosa. Se felicita a iniciativa francesa, dado pôr fim a um conflito secular com a Alemanha, não deixa de referir que a mesma teria de ser objecto de uma reflexão cuidadosa.
Nos dias 14 e 19 de Maio, Monnet desloca-se a Londres, acompanhado por Hirsch e Uri. procurando convencer o governo britânico, principalmente através de Sir Plowden, o responsável pelo Plano. Um dos que disse não ao 9 de Maio e acreditava no oui par le non de uma Europa que vai ser do Atlântico aos Urais e com nações
Em França, vários grupos se opõem ao projecto, de gaullistas (RPF) a comunistas. O próprio De Gaulle, em discurso proferido em Metz, no dia 19 de Maio de 1950, proclama expressamente on propose en méli-mélo de charbon et acier sans savoir où l'on va aller en invoquant un combinat quelconque.
A CGT fala no plano como um atentado à soberania nacional
O governo britânico toma posição formalmas a posição formal do governo de Sua Majestade, do dia 31, não é esperançosa: deseja participar nas negociações , mas sem se comprometer com os princípios da mesma.
Em 3 de Junho surgia um comunicado, emitido simultaneamente nas capitais dos seis, onde se proclama que tais governos decididos a prosseguir uma acção comum de paz, de solidariedade europeia e de progressos económicos e sociais, consideram como objectivo imediato a colocação em comum das produções de carvão e de aço e a instituição de uma Alta Autoridade nova cujas decisões ligarão a França, a Alemanha, a Bélgica, a Itália, o Luxembrugo, a Holanda e os países que a tal aderirem. O pai tirano que mandava cá na gente, fundador da NATO, da OECE, da União Europeia de Pagamentos e da EFTA, outro membro de uma Europa Vaticana, mas do tempo de Dolfuss e da ideologia de Bento XV
Contudo, no dia 3 de Junho o Reino Unido recusa aderir à CECA. Queria continuar a privilegiar os laços que o ligavam aos USA e não queria abdicar do modelo da Commonwealth. Pela mesma altura, a direcção do Labour emite um documento onde expressamente rejeita qualquer espécie de autoridade suprancional. Aí pode ler-se aliás que estamos mais próximos da Austrália e da Nova Zelândia que da Europa pela língua, as origens, os costumes, as instituições, as concepções políticas e os interesses.
Depois, Mac Millan, algumas semanas depois, em pleno Conselho da Europa, tenta ainda propor uma forma de associação menos profunda e mais centrada sob o controlo do Conselho da Europa. Não tarda que Attlee venha a criticar o carácter não democrático e irresponsável da Alta-Autoridade
Em 20 de Junho começavam no Quai d'Orsay as conferências dos seis, sob o impulso de Schuman e Monnet, visando instituir a comunidade do carvão e do aço. Conforme os europeístas de então, visava-se a criação de uma autoridade supranacional de competência limitada mas com poderes efectivos. O verdadeiro inspirador do 9 de Maio, então mais preocupado com o anticomunismo e o rearmamento alemão, em tempos de Guerra da Coreia
A delegação francesa era presidida por Monnet e a alemã por Walter Hallstein. Monnet declara então: trata-se de levar a cabo uma obra comum, não de negociar vantagens, cada um deve procurar a sua vantagem na vantagem comum. Se discutimos enquanto entidades nacionais, os rancores de outrora reaparecerão; é somente na medida em que eliminarmos das nossas discussões o sentimento particularista que uma solução poderá ser encontrada.
Contudo, alguns dias depois, a 25 de Junho, iniciava-se a Guerra da Coreia, circunstância que vinha valorizar a posição alemã.
Em 7 de Julho os países beneficiários do Plano Marshall instituíam uma União Europeia de Pagamentos, que vai durar até 1959, constituindo um sistema de compensações multilaterais, a fim se substituir o sistema de compensações bilaterais de dívidas e créditos.
Os factos constam das Memórias de Jean Monnet e de qualquer história séria da Europa, tipo Fontaine, Gerbet e Massip. Não terão sido adequadamente lidas pelos europês oficial que ontem foi aos croquetes ao CCB, depois de prévio convite dos ex-eurocratas e ex-europarlamentocratas lusitanos, com emprego político em part-time e consultadoria como principal fonte de rendimento. Alguns destes ditos só conhecem os meandros da história da ascensão e queda de georgianos em Moscovo e de bibliotecários da Faculdade de Economia em Pequim.
posted by JAM
Nota do Claro:
Meu caro Zé Adelino, eu sei que quando se fala de "europa" não é de bom tom referir certas coisas... Mas como tal preconceito não manieta o homem livre (de subsíbios e outras benesses e pagamentos mais ou menos bruxelenses) que você é, foi pena ter olvidado o papel do ACUE (AmericanCommitteeforUnited Europe) na génese da "europa"... Sei que voltará a abordar o assunto. Abraços amigos.
"Bien qu'étant de nature optimiste, que se passerait-il dans le cas du scénario suivant : la Russie rompt son alliance quelque peu contre nature avec l'Iran, le Détroit d'Hormuz est fermé, le Nigéria et sa corruption, le Vénézuela... et les prix du pétrole grimpent à 125 dollars le baril, que se passe-il?"
A questão foi posta pelo embaixador americano Thomas Korologos aos participantes no recente encontro do 1º Forum Bruxelles...
Les inquiétudes relatives à la sécurité énergétique soulignées lors d'un débat transatlantique [FR]
Les préoccupations au sujet de la Russie ont dominé le débat sur la sécurité énergétique qui s'est tenu entre des hommes politiques européens et américains et des dirigeants d'entreprise au cours du premier Forum Bruxelles, le 30 avril 2006.
Le premier "Forum Bruxelles" annuel s'est tenu du 28 au 30 avril et a permis à des hommes politiques américains de haut niveau de débattre avec des décideurs européens, des chefs d'entreprise et des leaders d'opinion sur des sujets transatlantiques tels que la compétitivité économique, le commerce et l'énergie. Dans son discours d'ouverture, le sénateur américain John McCain a appelé l'UE et son pays à définir leur politique davantage "en fonction de ce que nous défendons plutôt qu'en fonction de ce contre lequel nous nous battons".
Le Forum Bruxelles est une initiative du German Marshall Fund des Etats-Unis en partenariat avec la Bertelsmann Stiftung.
Le débat sur la sécurité énergétique a essentiellement porté sur la question de la dépendance énergétique de l'Europe (notamment en gaz) vis-à-vis de la Russie. De récents commentaires émanants du PDG de Gazprom, Alexei Miller, et du président russe Vladimir Poutine, selon lesquels la Russie pourrait se tourner vers les Etats-Unis et la Chine pour ses livraisons de gaz si l'UE entravait la future expansion de Gazprom, ont amplifié les craintes européennes après la crise russo-ukrainienne du début de l'année 2006. Les Etats-Unis semblent se montrer plus critiques que l'UE au sujet de l'utilisation par la Russie de l'énergie comme une arme géopolitique. Cette dernière dépend en effet davantage de sa coopération avec la Russie.
Parmi les autres sujets évoqués au cours du débat figurent le rôle de l'OTAN pour sécuriser l'approvisionnement énergétique et les infrastructures critiques, les difficultés sur les marchés du pétrole, dont les prix atteignent des niveaux record, et le rôle de la Turquie comme centre de l'approvisionnement énergétique.
Les participants comptaient notamment dans leurs rangs le commissaire européen à l'énergie, Andris Piebalgs, le Général James Jones, Commandant suprême des forces alliées pour l'OTAN en Europe, le ministre canadien des affaires étrangères Peter MacKay, le ministre polonais de la défense Radek Sikorski, Robin West, président de PFC Energy et Egemen Bagis, membre du Parlement turc et conseiller du Premier ministre turc.
Le commissaire à l'énergie Andris Piebalgs a préconisé une approche coopérative plutôt que conflictuelle envers la Russie. Selon lui, "l'UE doit davantage aider la Russie avec les investissements nécessaires en amont". D'autre part, le ministre polonais de la défense, R. Sikorski, a prévenu que les choses risquaient de ne pas être aussi simples. D'après lui, "si une partie utilise le paradigme du commerce et du marché et l'autre le paradigme de la puissance, il n'est pas difficile de voir lequel des deux prévaudra."
Le ministre polonais de la défense s'en est également pris vivement à l'accord entre l'Allemagne et la Russie relatif au gazoduc traversant la Mer baltique. L'accord auquel sont parvenus l'ancien chancelier allemand Gerhard Schröder et le président russe Vladimir Poutine a suscité l'ire de Varsovie car cet accord pourrait permettre à la Russie d'interrommpre ses livraisons de gaz à destination de la Pologne, de l'Ukraine et des Etats baltes, tout en continuant d'approvisionner l'Allemagne. Le nouveau gouvernement dirigé par Angelika Merkel a refusé de renégocier l'accord. Lors d'une conférence de presse donnée à l'issue du débat, M. Sikorski a déclaré : "Si l'Allemagne se montre en faveur d'une politique étrangère européenne commune sauf pour les relations avec les Etats-Unis, la Russie, la Chine, la réforme des Nations Unies ou la politique énergétique, que reste-t-il comme sujet de coopération?"
Le Général Jones a évoqué le rôle éventuel de l'OTAN pour sécuriser l'approvisionnement énergétique de l'UE et protéger les infrastructures critiques.
Robin West de PFC Energy, un des principaux consultants américains en énergie, a mis en garde contre les difficultés sur les marchés mondiaux du pétrole et a souligné le fait que certains marchés pétroliers sont suspendus en raison de conflits internes. Faisant référence au delta du Niger, M. West a demandé une intervention des pays du G7 pour permettre le retour de ces productions sur les marchés.
Le ministre canadien des affaires étrangères, Peter MacKay, a indiqué que son pays est le second plus grand fournisseur [de gaz] au monde et dispose d'importantes réserves pétrolières dans les sables oléagineux d'Alverta du Nord. Il a rappelé à ses amis européens que "nous sommes aujourd'hui un meilleur endroit que le Venezuela ou l'Iran pour faire des affaires".
Dans un débat qui a à peine évoqué le défi du changement climatique, le commissaire Pielbalgs a répondu qu'il n'était "pas un grand amateur des sables oléagineux, leur utilisation pouvant produire énormément de CO2" et a demandé que l'UE se concentre davantage sur l'efficacité énergétique et l'utilisation des énergies renouvelables (qui ont été également très absentes du débat).
Le membre du Parlement turc Egemen Bagis a souligné le rôle de son pays comme couloir et centre de l'énergie et a associé ce rôle à la future adhésion de la Turquie à l'UE. "75% des ressources énergétiques mondiales se situent autour de la Turquie", a déclaré M. Bagis. Interrogé par EurActiv au cours de la conférence de presse au sujet des conséquences - comme se tourner davantage vers l'Asie - d'une éventuelle issue négative des négociations en vue de l'adhésion de la Turquie à l'UE, M. Bagis a répondu que le "train turc est sur les rails de l'UE et la Turquie n'acceptera rien d'autre que l'adhésion à l'UE".
Au cours du débat, l'ambassadeur américain Thomas Korologos a posé la question la plus épineuse : "Bien qu'étant de nature optimiste, que se passerait-il dans le cas du scénario suivant : la Russie rompt son alliance quelque peu contre nature avec l'Iran, le Détroit d'Hormuz est fermé, le Nigéria et sa corruption, le Vénézuela... et les prix du pétrole grimpent à 125 dollars le baril, que se passe-il?"
Robin West a reconnu qu'il s'agissait d'un "scénario concevable" et a répété la nécessité d'une hausse de la production tout en soulignant la nécessité de se pencher sur la consommation énergétique. Le commissaire Piebalgs a déclaré "l'UE peut survivre à une pointe à 125 dollars car nous disposons de réserves" et a également indiqué les progrès réalisés en matière de charbon propre.
This book by Stephen Boucher, Secretary General of Notre Europe, with a preface by Pascal Lamy, the current General Director of the World Trade Organisation, gives a precise definition of think tanks and explains how they work.
L'Express du 20/04/2006 Mahmoud Ahmadinejad L'homme qui fait trembler le monde de notre envoyé spécial Vincent Hugeux avec Georges Dupuy, Dominique Lagarde et Christian Makarian
«L'Iran ne reculera pas d'un iota.» En assénant son obsession nucléaire, le président iranien, Mahmoud Ahmadinejad, choisit la provocation, joue avec les nerfs du monde, menace la paix internationale. Et avec quels arguments! «Un peuple de Dieu ne craint aucune puissance car il s'appuie sur Allah.» Sur le front nucléaire, c'est désormais l'ONU qu'il défie directement. Alors que le Conseil de sécurité a donné, le 29 mars, trente jours à l'Iran pour revenir à une suspension totale des activités d'enrichissement d'uranium, Téhéran déclare poursuivre ses activités et ne pas redouter de nouvelles sanctions. Le Savonarole de l'islam ne s'en tient pas là. Depuis des mois, il attaque Israël, «menace permanente», nie la «réalité historique de l'Holocauste». Dans son discours de la haine, il décrète l'Etat hébreu «anti-islamique par nature», débloque 50 millions de dollars pour soutenir le Hamas à la tête de l'Autorité palestinienne et va jusqu'à qualifier les partisans d'Israël de criminels de guerre. Mahmoud Ahmadinejad réussira-t-il à mettre le feu au Moyen-Orient? Il s'y emploie dans le cadre d'une stratégie cohérente. L'Express a enquêté sur ce dangereux apprenti sorcier (...) Ler AQUI
Benchmarketing para os "têxteis" portugueses (que queiram sair do ciclo da subsidiodependência...), a campanha da Triumph International para a colecção de Verão mostra-lhes (de graça...) como globalizar os "trapinhos" e praticar um jogo a cujo tabuleiro os chinas não têm acesso. É só querer aprender... e, como é de graça, nem precisam de subsídios, mas apenas de inteligência e trabalho. Mas isso o Estado não dá!
Há dias assinalavamos aqui a ameaça russa, da Gazprom, ao abastecimento energético da Europa. Na mesma altura, reunia-se o "Forum Bruxelles"... O "aviso" da Gazprom caiu na altura certa para ser imediatamente debatido e analisado. E despontam grandes "inquietações" com a dependência energética da Europa...
Les inquiétudes relatives à la sécurité énergétique soulignées lors d'un débat transatlantique [FR]
Résumé:
Les préoccupations au sujet de la Russie ont dominé le débat sur la sécurité énergétique qui s'est tenu entre des hommes politiques européens et américains et des dirigeants d'entreprise au cours du premier Forum Bruxelles, le 30 avril 2006.
Le premier "Forum Bruxelles" annuel s'est tenu du 28 au 30 avril et a permis à des hommes politiques américains de haut niveau de débattre avec des décideurs européens, des chefs d'entreprise et des leaders d'opinion sur des sujets transatlantiques tels que la compétitivité économique, le commerce et l'énergie. Dans son discours d'ouverture, le sénateur américain John McCain a appelé l'UE et son pays à définir leur politique davantage "en fonction de ce que nous défendons plutôt qu'en fonction de ce contre lequel nous nous battons".
Le Forum Bruxelles est une initiative du German Marshall Fund des Etats-Unis en partenariat avec la Bertelsmann Stiftung.
Le débat sur la sécurité énergétique a essentiellement porté sur la question de la dépendance énergétique de l'Europe (notamment en gaz) vis-à-vis de la Russie. De récents commentaires émanants du PDG de Gazprom, Alexei Miller, et du président russe Vladimir Poutine, selon lesquels la Russie pourrait se tourner vers les Etats-Unis et la Chine pour ses livraisons de gaz si l'UE entravait la future expansion de Gazprom, ont amplifié les craintes européennes après la crise russo-ukrainienne du début de l'année 2006. Les Etats-Unis semblent se montrer plus critiques que l'UE au sujet de l'utilisation par la Russie de l'énergie comme une arme géopolitique. Cette dernière dépend en effet davantage de sa coopération avec la Russie.
Parmi les autres sujets évoqués au cours du débat figurent le rôle de l'OTAN pour sécuriser l'approvisionnement énergétique et les infrastructures critiques, les difficultés sur les marchés du pétrole, dont les prix atteignent des niveaux record, et le rôle de la Turquie comme centre de l'approvisionnement énergétique.
Les participants comptaient notamment dans leurs rangs le commissaire européen à l'énergie, Andris Piebalgs, le Général James Jones, Commandant suprême des forces alliées pour l'OTAN en Europe, le ministre canadien des affaires étrangères Peter MacKay, le ministre polonais de la défense Radek Sikorski, Robin West, président de PFC Energy et Egemen Bagis, membre du Parlement turc et conseiller du Premier ministre turc.
Le commissaire à l'énergie Andris Piebalgs a préconisé une approche coopérative plutôt que conflictuelle envers la Russie. Selon lui, "l'UE doit davantage aider la Russie avec les investissements nécessaires en amont". D'autre part, le ministre polonais de la défense, R. Sikorski, a prévenu que les choses risquaient de...." Continua AQUI
For the second time in less than two weeks, (BBC) Iranian troops bombed border areas near the town of Hajj Umran before crossing into Iraq, the defence ministry in Baghdad said on Sunday. It said the Iranians targeted the PKK... NOTE: This is a sign of the opening gambit for the Collapsing Iran scenario I wrote about last week. In essence, this US-driven scenario will use systems disruption through an air campaign (an effects-based operation -- EBO) to suppress the government in combination with open source warfare (multiple guerrilla groups representing tribal, ethnic, and religious primary loyalties) supported by US special forces to manufacture the collapse Iran as a sovereign state (and thereby eliminate as a nuclear threat and a regional power for decades). "
Posted by John Robb on Sunday, April 30, 2006 at 11:49 AM..."
- Ouça! Isto já deu o que tinha a dar... está tudo podre. Só falta, como me dizia um amigo meu, chegar o dia em que não haja mais espaço para meter betão... Aí, ou se começa a construir no meio dos rios, ou os construtores civis começam a falir, os bancos a perder os grandes clientes, e os partidos os grandes financiadores, os governos caem sucessivamente e isto vira a Colômbia da Europa. "
Também há ainda uma terceira hipótese: Chegar o dia em que não haja procura para uma oferta disparatada de betão! Parece-me, aliás, a mais provável. Quanto aos resultados...
Que diriam os velhos Leonardo e Galileo se pudessem conhecer as ameaças que a civilização que já era a deles enfrenta hoje e os riscos que corre? Se Galileo aos cretinos da inquisição vaticana, quando o obrigaram a negar as suas evidências e a negar-se, ele ainda murmurou baixinho "eppur si muove", que diria aos cretinos de agora? "E no entanto ela sorria..."?
"Nós, os cardeais da Santa Igreja Romana, pela graça de Deus, tendo sido nomeados inquisidores-gerais da Santa Fé Católica, verificámos que tu, Galileu, filho de Vicente Galilei, florentino, de 70 anos de idade, já no ano de 1613 foste denunciado a este tribunal do Santo Ofício, em virtude de considerares verdadeira a falsa doutrina de que o Sol é o centro do mundo; e de aceitares a ideia de que a Terra não está imóvel [...].Tendo os teólogos e doutores considerado estas teorias absurdas e erróneas [...] e tendo nós constatado que, depois de teres sido advertido, publicaste em Florença um livro intitulado Diálogo dos Dois Sistemas do Mundo, de Ptolomeu e de Copérnico, no qual continuas a defender as mesmas opiniões [...], declaramos-te, Galileu, fortemente suspeito de heresia. Deverás renegar publicamente as tuas teorias, contrárias aos ensinamentos da Igreja; e ordenamos que o referido Diálogo seja proibido e tu próprio aprisionado nos cárceres do Santo Ofício, ficando à nossa ordem." (com vénia ao PUBLICISTA )
Os cretinos actuais parecem, séculos volvidos, ainda piores que os anteriores que se não deixavam pensar, pelo menos não obrigavam a pobre da Mona Lisa a tapar a cara e usar burka... Agora que vem aí o "Código" do Dan Brown, é altura para apreciar como seria o sorriso depois da passagem de Bin Laden e outros ayatolas!
Por estes dias, o ministro deste governo, Mário Lino, confessa-se iberista. Coisa que não incomodaria, se o acordo federativo não fosse feito entre Lisboa e Madrid, mas também com Barcelona, Bilbau e outras capitais de nações sem Estado. Mas o ministro é obras públicas e ex-comunista e ainda pensa que está a escrever para um blogue. Viva a Europa! A guerra civil de Espanha já acabou.
Quem preparou este evento sabe, de real saber, tudo sobre o perceptions management numa sociedade mediática dominada pela imagem. Um presidente simpático, companheirão mas decidido ocupou as televisões durante horas e circula agora na net. Ninguém pode sentir-se realmente contra um homem assim, tão próximo e tão bonacheirão... Ah, ainda a notar que pelo meio das imagens simpáticas irrompem os sound bites imprescindíveis que até talvez nem se notem mas se entranham... Ora, vejam e escutem bem e depois digam se Mr.Karl Rove é ou não um génio e Bush um esforçado seguidor de Reagan !
As recentes medidas de apoio à demografia tomadas pelo governo de José Sócrates merecem todo o apoio e há muito que deviam ter sido tomadas... Esperemos ver bons resultados!
E diz o Rui : " Sea coisa continuar com este rumo...
... a usarem sistematicamente o joelho, sugiro que se experimente primeiro os joguinhos, um free trial, não vá coisa arrebentar daqui a uns tempos. É que, insisto, já começo a ver muita tralha ansiosa. "
Para aqueles que pensavam que os algarvios reduziam o mar à praia, Cavaco Silva deu-lhes ontem um banho de estratégia (pelo menos de boca porque, frequentemente, na prática a teoria é outra... estou, por exemplo, a lembrar-me do primeiro discurso de fundo do presidente Soares, feito no mar e sobre o seu papel para nós decisivo!).
Cavaco falou nas comemorações dos 150 anos da Associação Naval de Lisboa e o CM viu assim a coisa:
" OCEANO ESTRATÉGICO
Cientes de que 150 anos não são uma efeméride vulgar, os responsaveis pela ANL convidaram a estar presentes “todos os clubes náuticos junto ao Tejo” (embarcações) e as já referidas individualidades oficiais. Alvo de especial atenção, Cavaco Silva foi presenteado com um livro comemorativo e evocativo da história dos 150 anos da ANL.
No final do desfile, o Presidente disse ter apreciado o que descreveu como “uma tradição portuguesa”, ao mesmo tempo que confessava desejar “ver mais barcos desportivos no Tejo”, comparando com outros países “de menor tradição náutica do que Portugal”.
O Presidente disse que “Portugal deve investir mais no Oceano”, porque, pela sua posição geográfica, pode servir de “porta de ligação à América, África e Europa”. Desafiado a concretizar, Cavaco escusou-se por ser “um dia de festa, pouco adequado a preocupações ”.
Opinião semelhante manifestou ao CM o secretário de Estado Manuel Lobo Antunes, que lembrou a importância do mar em Portugal, a “nível científico e energético de aproveitamento da energia das ondas e das marés”.
Também Carmona Rodrigues expressou o desejo de um maior contacto entre os lisboetas e o rio. "
Curioso, onde Cavaco e Lobo Antunes viram a dimensão estratégica do mar, Carmona ficou-se pelo rio... Coisas, cada um vê até onde os seus olhos alcançam!
Nos finais do século XIX, os americanos recuperaram as velhas festas celtas das "maias" como festa dos tratabalhadores... A coisa espalhou-se depois por todos os cantos do mundo (que diriam os romanos de Júlio César se soubessem de mais esta vitória póstuma da cultura celta que eles pensavam ter esmagado com as legiões e enterrado debaixo da tralha religiosa importada do Médio Oriente pelos burocratas do Império...) e aculturou-se, ganhando as cores e formas locais... Com o clima nosso deste fim de semana prolongado (acho que só eu não fui para o Algarve... talvez por vir de lá), as nossas festas da maia só podem ser na praia ! Bom fim de semana (enquanto fôr possível...)!