Report of the National Intelligence Council's 2020 Project
O "Global Trend 2020" da Cia, "based on Consultations With nongovernmental Experts Around the World", há pouco publicado e a que já aqui se tinha feito referência, analisa as potências económicas dos próximos anos e analisa a Europa... Para os mais distraídos será surpresa, mas a Europa está fora das futuras potências económicas... Vale a pena, de resto, ver como de Washington é vista e analisada a Europa que aí vem! Depois, que ninguém se queixe de não ter sido avisado... Simpaticamente, a Cia nem sequer esconde a informação e até a põe em linha para quem a quiser consultar!
A maçonaria e o pensamento
jurídico-político português
José Adelino Maltez

NÃO É KARL ROVE QUEM QUER...
Para acabar com certas macacadas, como a dos "casamentos", era bom que se conseguisse explicar à turma da campanha de Santana Lopes que há uma diferença abissal entre a sua "agitação e propaganda" e a arte praticada por Karl Rove. Se alguém fôr capaz e tiver a paciência de o fazer, poderá também explicar o mesmo à turma da campanha de Sócrates... Claro que terá de começar pelo princípio, explicar os conceitos de "perceptions management" (há por aí quem pense que é coisa do diabo...), o conceito da estratégia dos alvos (até para que não confundam a segmentação com um chouriço...) e outras banalidades de base desta arte... e, finalmente, meter-lhes pelos olhos dentro que isto dá muito trabalho e durante muito tempo, que não é coisa que se comece de véspera, que não tem nada a ver com sites brasileiros e que é incompatível com cartazes, como os Sócrates, que nem para a Junta de Maçada eram aceitáveis... tais sites e tais cartazes são, de resto, a prova da ausência de "perceptions management" na direcção de comunicação e a prova que a campanha vive no reino da quantidade bruta de "agitação e propaganda" que não agita já senão os próprios e só propagandeia uma ideia pobre da política!
A PARVOÍCE DO "CASAMENTO"
Karl Rove e a sua equipa de trabalho para a reeleição de Bush perceberam, o ano passado, face ao tumulto que os polémicos casamentos homossexuais, praticados em condições legais duvidosas, estavam a gerar em grande número de estados americanos, que tinham ali o tema necessário para conquistar o eleitorado indignado e revoltado, garantindo desse modo a vitória do candidato Bush em certo número de estados. Uma estratégia fria, inteligente, baseada nos aturados estudos qualitativos e permanentes que caracterizam o trabalho de Rove, com os resultyados conhecidos. Cá no burgo, uns macaquinhos de imitação, que não imitam o trabalho mas querem macaquear os seus resultados, "pensaram" que o que foi bom para Bush também é bom para Santana... E vai daí, toca a fazer grande algazarra com a história dos "casamentos", que aqui em Portugal não é história nenhuma (posto que não existe) mas sim pura parvoíce. Claro que Sócrates sem perda de tempo os rotulou de ignorantes e mandou-os certificar-se que tal não constava do programa PS... Coisa resolvida. Mas isto levanta outro problema que não se resolve assim: como é que gente com este grau de inteligência "manda" no País e pretende continuar... Este é que o verdadeiro problema e que só daqui a três semanas poderá ser resolvido... Deus nos livre, deles e da parvoíce do "casamento"!
ELEIÇÕES GANHAM NO IRAQUE 
Com 60% dos eleitores a votar, as eleições ganharam, este domingo, ao terrorismo no Iraque. Para já, constate-se... comentários sobre quem mais ganhou e quem mais perdeu ficam para mais tarde. Por enquanto, o único vencedor certo é o Presidente Bush e, como já lemos algures: | | "So Iraqis flock to vote in droves. How can the media not have seen this coming? I guess they stick too much to the man-bite-dog stories, and not enough to the dog-bite-man stories. This is also a slap in the face of racists who think non-whites less capable of democracy. " | in the blog paramendra
PULIDO VALENTE: RADIOGRAFIA DO "BLOCO" "...afinal quem são os senhores do "Bloco"? São uma centena de intelectuais de Lisboa e do Porto, com um eleitorado de classe média urbana, que subiram à custa de imaginárias "rupturas" com a moral tradicional, de um radicalismo inteiramente retórico e de um certo talento para a televisão. Nada disto é de esquerda e nada disto lhes permite falar em nome dos trabalhadores ou, de resto, de quem quer que seja. Não representam mais do que uma difusa repugnância pelo regime e as banalidades da moda ideológica do tempo."
VPV in Higiene Política
SANTANA LOPES VAI FICAR NA HISTÓRIA  O ainda primeiro-ministro, tudo o indica vai mesmo ficar na História de Portugal, dos últimos três séculos. Desde os tempos do senhor D. Pedro V, figura muito respeitável e venerável de monarca constitucional, que um primeiro-ministro que se candidate a novo mandato não é derrotado... Primeiro-ministro em exercício de funções que se candidatasse, até agora, ganhava sempre! Ou seja, desde os tempos da monarquia constitucional no séc.XIX, chegar às eleições no exercício de funções era "trigo limpo, farinha amparo" vitória garantida... Só agora, com Santana Lopes, a tradição secular vai ser, tudo o indica, quebrada! O homem tem direito a ficar na história como o primeiro que disputando eleições, no exercício de funções de primeiro-ministro, foi capaz de as perder. Claro que ninguém disse que as tradições são para ser eternas, mas há que ser capaz de as quebrar...
O ELEITO...? NÃO. O UNGIDO! 
Assim se falha uma capa... Por não acertar bem no termo, na palavra... Por não conseguir fugir à confusão dos conceitos... É certo que nesta altura em que os pobres dos Portugueses são chamados às urnas para eleger o próximo líder deste sistema de presidencialismo de primeiro-ministro, pode haver quem ache bem fazer o trocadilho que sugere "afinal, este é que é o eleito" do verdadeiro poder! Pode, de facto, haver quem... e, pelos vistos, houve. Mas errou. Teixeiro Pinto não foi eleito por ninguém. Nem pelos seus pares. Foi cooptado numa decisão anunciada por Jardim Gonçalves e, certamente, depois de muito ter ouvido da Opus Dei... Teixeira Pinto foi, portanto, o ungido do senhor engenheiro e do que ele representa! Eleito é que não...
JUSTIÇA "ABRE E... FECHA " JUSTIÇA PARA BANQUEIRO! Segundo explica a "18H", há processos que mal abrem fecham logo, mesmo se para "reabrir" mais tarde! Ora, leia-se... | Le procès du patron de la 1ère banque espagnole suspendu |  | 
|  | A peine ouvert, le procès d'Emilio Botin, le patron de la première banque espagnole, SCH, s'est refermé… jusqu'à lundi prochain, 31 janvier. La défense a en effet présenté de nouvelles pièces. Le dirigeant septuagénaire est soupçonné d'avoir versé de colossales indemnités de départ à deux ex-collaborateurs : celles-ci versées au titre de la « retraite » se montent en effet à 164 millions d'euros. Emilio Botin est poursuivi officiellement pour « détournement de fonds » et « gestion déloyale », à la suite d'une plainte déposée il y a deux ans par deux actionnaires, dont l'un serait rien moins que l'ex-vice président de Banesto, une banque locale victime d'une faillite frauduleuse il y a douze ans. Le principal inculpé risque une peine de six à douze ans de prison. Les deux bénéficiaires de l'affaire sont passibles, eux, de quatre à huit ans de réclusion.
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TURISMO AGITADO O grupo Pina Moura/Fernando Castro está a tentar ganhar o controlo do sector do Turismo... Vítor Neto, um membro do grupo, está indicado para ministro ou mesmo secretário de estado do Turismo. No sector há fortes reacções negativas de empresários, que já conhecem "como funciona o plano quinquenal de turismo de Neto, com mais uma nova lei de bases e outros projectos do género", e gente ligada à Associação de Turismo de Lisboa, assustada com a perspectiva, está a avançar com o nome de João Soares para ministro do sector... Turismo muito agitado, portanto!
A VERDADEIRA FACE DE MICHAEL JACKSON Ou de como nos Estados Unidos não basta ser famoso para ser intocável, numa reportagem do correspondente do L'Express, acompanhada de um dossier sobre a pedofilia. " Sous le masque de la notoriété, l'idole des années 1980 s'est-elle crue «invincible»? Jugé pour des actes pédophiles à partir du 31 janvier, le chanteur qui se prend pour Peter Pan ne parviendra peut-être pas, cette fois, à fuir le miroir de la vérité.... Eviter l'achat des témoins et des victimes... etc. "
ERA BOM… ERA ! A criação de empresas está ao mais alto nível, dos últimos dez anos, com 224.000 novas empresas criadas em 2004, ou seja, um salto de 12,5 por cento em relação a 2003. No mesmo período, a extinção de empresas progrediu de apenas 1,5 por cento e tocou sobretudo as micro-empresas. Também o défice do Estado evoluiu bem e baixou de 23 por cento, em relação a 2003, fixando-se nos 43,9 mil milhões de euros. Um resultado muito melhor do que o esperado e devido sobretudo a um crescimento das receitas fiscais de 9,2 mil milhões de euros, oriundo de impostos sobre empresas. Tudo isto é verdade… Mas em França!
POIS... POIS... Vous pensiez, comme le monde entier, qu'au mois de décembre dernier le groupe IBM avait vendu sa division PC au chinois Lenovo. Vous aviez tort... Le rachat était encore soumis à l'approbation des autorités de régulation américaines, qui sont aujourd'hui loin d'avoir donné leur accord. Outre-Atlantique, les agences de presse ont révélé que la Commission américaine des investissements étrangers craignait que le débarquement du groupe Lenovo dans les usines américaines de Big Blue n'expose le pays à un fort risque d'espionnage industriel. Ce n'est pas tout : la commission étudie également la question de l'utilisation des technologies développées par IBM à des fins militaires en Chine ! Lenovo est en fait une filiale détenue à 57 % par le groupe Legend , lui-même fondé par l'Académie des Sciences, organisme étatique en Chine. De là à penser que les technologies IBM pourraient servir militairement aux autorités chinoises, il n'y a qu'un pas que les Etats-Unis ont allègrement franchi. Aujourd'hui, IBM et Lenovo doivent donc obtenir l'accord de la Commission américaine sur les investissements étrangers, alors qu'ils ont déjà en leur possession celui des autorités à la concurrence. La réponse, qui doit être connue ces prochains jours, tient les responsables des deux groupes et tout le secteur informatique en haleine. Ils repensent probablement au cas de l'opérateur de télécoms Global Crossing , dont le rachat par le conglomérat hong-kongais avait été refusé par les autorités américaines en 2003... (Atelier groupe BNP Paribas - 25/01/2005) Para saber/perceber o que é esta intervenção consultar aqui nos links Factors To Be Considered . A inteligência económica e estratégica existe nos Estados Unidos e convive muito bem com o Mercado... Só alguns portugueses economistas de universidade é que pensam/pregam que o Mercado exige Estados estúpidos ! Pode-se ainda consultar o link B.E.N.S, com muito proveito no que certamente constituirá uma grande descoberta para muitos dos nossos dirigentes políticos e opinion-makers...(descoberta até talvez traumatizante para os liberais que só conhecem o Mercado de umas sebentinhas que leram...)
Fernando Pessoa  Do vale à montanha Do vale à montanha, Da montanha ao monte, cavalo de sombra, Cavaleiro monge, Por casas, por prados, Por Quinta e por fonte, Caminhais aliados. Do vale à montanha, Da montanha ao monte, Cavalo de sombra, Cavaleiro monge, Por penhascos pretos, Atrás e defronte, Caminhais secretos. Do vale à montanha, Da montanha ao monte, Cavalo de sombra, Cavaleiro monge, Por quanto é sem fim, Sem ninguém que o conte, Caminhais em mim.
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Dá Surpresa de Ser  Dá a surpresa de ser. É alta, de um louro escuro, faz bem só pensar em ver seu corpo meio maduro.
Seus seios altos parecem (se ela estivesse deitada) dois montinhos que amanhecem sem ter que haver madrugada.
E a mão do seu braço branco assenta em palmo espalhado sobre a saliência do flanco do seu relevo tapado.
Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como? Fernando Pessoa
"Dá a verdadeira dimensão
do Estado a que chegamos..."
(IMPRESCINDÍVEL LER... NA GL do QL)
SEM QUALQUER COMENTÁRIO
(POIS ISTO AINDA É SÓ O PRINCÍPIO...)
25-01-2005 18:27:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-6695823
Temas: economia portugal orçamento finanças impostos governo conjuntura
OE 2004: Défice orçamental Estado agravou-se 10,1%, para 5,3% do PIB
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Lisboa, 25 Jan (Lusa) - A Direcção-geral do Orçamento (DGO) divulgou hoje que o défice orçamental do subsector Estado em 2004 agravou-se 10,1 por cento, face a 2003, para 7.101,5 milhões de euros.
Este valor corresponde a 5,3 por cento do produto interno bruto (PIB) estimado para 2004.
O valor da comparação é apurado, nota o documento da DGO, excluindo despesas dos anos anteriores, como habitual, e em particular o efeito de medidas extraordinárias.
É que em 2003 as receitas incluem as extraordinárias, quantificadas no documento em 1.721,4 milhões de euros, dos quais 1.453,1 milhões de euros provenientes da cessão de créditos tributários, enquanto a despesa de 2004 está influenciada pelo Orçamento Rectificativo.
RN.
Lusa/Fim
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COZINHA ELEITORAL IN "Sobre o tempo que passa" " Vivemos num burgo, no qual a fala tonta se instituiu como modo supostamente comunicativo "
OPUS CASTELLA BANQUEIROS DE DEUS Jardim Gonçalves, concluído o seu magnífico negócio com a CGD que lhe permitiu apresentar umas contas bonitas, sai de cena e entra Paulo Teixeira Pinto, um jurista de formação com bom lobby político desde os tempos de Cavaco Silva e de quem se ignora se sabe distinguir o passivo do activo (em termos de economia, é claro...). A ausência de conhecida e reconhecida competência técnica no negócio específico da banca poderá significar que a instância e o centro de decisão do BCP emigram... Opus Castella, banqueiros de Deus!
COMO FUNCIONA A DEMOCRACIA NA EUROPA
REACH: Intensive lobbying on eve of Parliament hearing
Lobbying efforts by green activists and industry representatives are being shifted towards MEPs as the EU's chemicals bill enters its parliamentary phase. Diverging business voices are making themselves heard.
Parliament kicks off debate on chemicals
The Commissioners for industry and environment, Verheugen and Dimas, sent mixed signals to MEPs as to whether an overhaul of the REACH proposal would be tabled after the Parliament's first reading.
Le taux d'imposition unique, panacée ou boîte de Pandore ?
L'introduction d'un taux d'imposition unique est une option de plus en plus envisagée dans les nouveaux Etats membres. Les mérites d'une telle mesure font cependant toujours l'objet de débats.
PROGRAMA ELEITORAL DO PS (consultável em pdf)
SÓCRATES : UMA INJECÇÃO DE TECNOLOGIA
PARA LIQUIDAR O PORTUGAL SALAZARENTO
Tiago Sousa Dias

José Sócrates |
"Um País que não aposte na Ciência perde a corrida para o Futuro”, afirmou ontem José Sócrates, no encerramento da Convenção das ‘Novas Fronteiras’ para apresentação do Programa de Governo (Bases Programáticas) do PS, justificando assim aquela que já anteriormente definira como “a prioridade” do partido, o Plano Tecnológico, caso venha a formar Governo.
Segundo a reportagem do quotidiano mais lido de Portugal (e por ser o mais lido é que aqui a retomamos...), "para o secretário-geral do PS, no Plano Tecnológico e consequente aposta na Ciência reside a chave da solução para a baixa competitividade da economia portuguesa. Nesse sentido, José Sócrates prometeu um “programa ambicioso de colocar jovens licenciados em Ciência e Tecnologia nas Pequenas e Médias Empresas (PME)”, as maiores criadoras de “postos de trabalho no País.
Paralelamente, o líder socialista compromete-se a generalizar “o acesso à banda larga da internet, a preços competitivos”, a “criação de 200 novas empresas de tecnologia” e “duplicar o investimento público em Inovação e Desenvolvimento (I & D)”, até atingir 1 por cento do PIB. Actualmente, Portugal gasta 0,55 por cento do PIB, quando a média da União Europeia é de 1,9 por cento.
A par desta aposta em Ciência e I & D, o PS pretende “rigor nas finanças públicas”,
EMAGRECER O MONSTRO
O programa eleitoral dos socialistas propõe a redução do monstro em 75 mil funcionários públicos... Já é um começo, pois para domesticar o monstro por algum lado havia de se começar. Mas sobretudo isto revela que os socialistas abandonaram de vez o autismo (que marcava o "estatismo" de Ferro Rodrigues) e isso é uma excelente novidade para Portugal, um país que tem 33% de funcionários públicos a mais que aqueles que pode e consegue pagar!
círculos uninominais
Sócrates compromete-se a reformar o sistema eleitoral e a criar os círculos uninominais... Finalmente, um candidato a primeiro-ministro tem a lucidez de reconhecer o esgotamento deste sistema político-eleitoral (que o vai eleger) e a coragem de propôr a sua reforma! Bravo!
NOVIDADES NA SEMÂNTICA SOCIALISTA
"Preços competitivos", "rigor", "eficiência", "investimento", "racional"... mas de que discurso fazem parte estas palavras? Pois integram o discurso de José Sócrates, secretário-geral do PS, no encerramento (salvo seja...) das "Novas Fronteiras". E, se outro mérito Sócrates não tivesse, já era coisa de vulto introduzir tais palavras no discurso de um partido cuja gramática e cuja semântica com data da I República foram sempre muito estilo Afonso Costa com revisão de António Sérgio... Só por este up-grade já está justificada a escolha dos socialistas ao elegerem Sócrates seu secretário-geral.
A FOTO QUE FALTAVA...  (Ironicamente, chamou-se a esta cena
  (Ironicamente, chamou-se a esta cena
"Inauguração da Casa da Música" ! )
MAIS UMA BELA FOTO... MAIS UM DOCUMENTO PARA ESTIMULAR A REFLEXÃO GEO-POLÍTICA QUE, NESTA ALTURA DO NOSSO CAMPEONATO, PODE SER MAIS... GEO-ECONÓMICA ! 
Opinião 2005-01-22 Mau cheiro na campanha Uma boataria miserável invade o espaço do debate político. Como se algum maquiavélico estratega da comunicação política tivesse decidido escolher como campo de afrontamento não o das opções políticas propostas pelos partidos, mas o das supostas opções sentimentais dos líderes.
José Mateus Estamos a um mês das eleições e a coisa já está a não cheirar bem. A campanha começa a ser invadida pelo mau cheiro. É evidente que estamos perante uma guerra de signos, que prepara e completa o choque das forças, mas a qualidade deixa muito a desejar.
Uma boataria miserável invade o espaço do debate político. Como se algum maquiavélico estratega da comunicação política tivesse decidido escolher como campo de afrontamento não o das opções políticas propostas pelos partidos, mas o das supostas opções sentimentais dos líderes.
E tivesse decidido fazê-lo por saber de antemão que o seu ‘candidato’ já não teria nada a perder nesse campo e não tinha nada a apresentar no campo das propostas políticas.
Num tal jogo, é evidente que é o PS quem mais perde.
Não estamos pois perante marketing institucional ou mesmo político, mas perante a aplicação de certos princípios da guerra de informação. Uma actividade tão complexa como a política repousa sempre sobre as artes do ‘saber’ e do ‘saber fazer crer’, pelo que não dispensa uma reflexão sobre o conflito informacional e as suas vias e meios.
Se a esta luz se pode perceber a posição de Sócrates de dizer que “não vai por aí”, menos bem se percebe alguma passividade da campanha socialista, que tem como objectivo anunciado a maioria absoluta.
Ora, para a obter, precisa de convencer, de ganhar a confiança de quem não tem por hábito votar PS. Precisa de enviar ao eleitorado mensagens claras de dinamismo e bom senso. Mensagens que convençam o eleitorado de que é o PS a força capaz de “nos tirar do buraco”.
Na actual situação, qualquer campanha tem de ter a inteligência de não ser “mais uma habitual campanha de rotina” e ser capaz de responder positivamente ao estado muito específico em que o País e o eleitorado mergulharam nos últimos tempos. Tem de ser capaz de gerir positivamente a percepção que os portugueses têm do País e do seu estado.
Isto implica não só uma recusa determinada e pró-activa da estratégia maquiavélica da boataria (que é outra coisa que reduzir-se a dizer que o boato é a arma dos fracos pois os fracos também têm armas letais ), como sobretudo implica uma capacidade de convencer o potencial votante (e para isso há que saber quem ele é ) de que se tem a compreensão da gravidade da situação e se tem a capacidade e as soluções para a resolver.
A um mês da data da decisão eleitoral, em todas as campanhas, pouco vimos de tudo isto Claro que, formalmente, ainda estamos na pré-campanha e há ainda quatro semanas pela frente, tempo mais que suficiente para que os estrategos de comunicação dos partidos com vocação de governo travem a onda de boatos, desinfectem as fontes de mau cheiro e mostrem aos portugueses que têm soluções para resolver o problema, há dias, diagnosticado pela SEDES de que o País está a ficar “ingovernável”.
Por favor, convençam-nos
MEA CULPA... Distração imperdoável! Só agora vi, claramente visto, o comentário de Pacheco Pereira ao encontro televisivo dos senadores, espécie de "dejeuner sur l'herbe" de dinossauros... Com a devida penitência aqui fica o registo da lucidez de Pacheco: "Vi parte do programa Prós e Contras com os "senadores", interrompido pelo documentário no Canal 2 sobre "O Beijo", de Rodin. Mas, na parte que eu vi, tudo me pareceu vogar num clima de irrealidade e de inutilidade considerável. Para já, havia "senado" a mais, num país que não o tem, e, portanto, como é um defeito dos nossos costumes políticos, demasiada reverência e pouca discussão. Parece uma maldição: ou temos a má educação das "jotas", ou as vénias dos que gostariam de ter uma política sem conflito, higiénica, obrigada e reverente.
Foram primeiros-ministros, presidentes, ministros, dirigentes partidários, deputados. O problema é que, quando se chega à "hard politics", os "senadores" dizem pouco, porque se o dissessem pareceriam menos "senadores". É que o mero acto de identificar as resistências e interesses, sem ser de forma vaga e genérica, já é política pura e dura e conflitual, divide amigos e inimigos, torna-nos pouco "consensuais", um mito da nossa política.
...eles são os "pais" de um sistema político feito para ninguém mandar e todos poderem impedir os outros de mandar. Um sistema político que é, ao mesmo tempo, um retrato da nossa impotência e uma causa dela.
MUITO BONITA ESTA FOTO DA FACE NOCTURNA DO PLANETA TERRA VISTA DO ESPAÇO... MAS 
TAMBÉM UMA EXCELENTE FONTE DE OBSERVAÇÃO DA POSIÇÃO DE PORTUGAL NO XADREZ GEO-POLÍTICO... UMA EXCELENTE FONTE DE INSPIRAÇÃO PARA QUEM PENSA!
FRANCESES APOSTAM FORTE NA INTELIGÊNCIA ECONÓMICA Diz a "Infoguerre": "L’ADIT (Société Nationale d’Intelligence Stratégique), Caractères Associés et l’Ecole de guerre économique viennent de signer un partenariat afin de proposer une offre globale en gestion de risques informationnels.
Société nationale à capitaux publics, l’ADIT remplit des missions d’intelligence stratégique ainsi que des missions d’intelligence territoriale pour mobiliser et mutualiser compétences, moyens et savoir-faire. Une de ses missions vise également la valorisation de l’information technologique internationale. L’agence de conseil en communication Caractères Associés intervient sur les principaux champs de la communication corporate (communication institutionnelle, financière, interne/externe…). L’Ecole de guerre économique (EGE) a été fondée en 1997 par Christian Harbulot, Benoît de Saint-Sernin et le général Jean Pichot-Duclos afin de répondre aux exigences induites par la mondialisation grâce à une approche transdisciplinaire de la lecture des rapports de force économiques internationaux. L’EGE est organisée autour d’un pôle d’enseignement de 3ème cycle en stratégie & intelligence économique et d’un pôle de recherche, le LAREGE.
Chaque partenaire apportera son expertise selon ses compétences propres. L’ADIT sera aussi bien en charge des opérations d’intelligence stratégique au profit des grands groupes nationaux que du déploiement des dispositifs d’intelligence territoriale à destination des PME-PMI. Caractères Associés réalisera les études d’évaluation des risques informationnels et élaborera les stratégies de communication d’influence et de crise pour maîtriser ces risques. Enfin, l’Ecole de guerre économique se chargera des formations pour les cadres et dirigeants : appréhension de l’environnement international des entreprises et collectivités, apprentissage des méthodes pour faire face aux attaques déloyales, et sensibilisation/perfectionnement à la maîtrise et à la sécurité de l’information. "
AINDA A GALP E A CARLYLE... E UMA CERTA FALTA DE INTELIGÊNCIA! Segundo informa o Público de hoje, a Venda de Posição na Galp Volta a Gerar Polémica ... Outros jornais informam sobre o assunto e dão todos a entender que a Petrocer já não irá ficar com a Galp! Achamos, por isso, interessante recordar aqui o que na altura própria (Maio 03, 2004), ainda antes de haver decisão do Governo a favor da Petrocer e contra a Carlyle, escrevemos " CARLYLE, ENI E GALP A vontade da Carlyle de entrar na Galp não é um objectivo isolado na estratégia do grupo americano, nem sequr o objectivo último. É apenas um passo numa estratégia muito mais vasta de implantação da Carlyle na Europa... Não é, por isso, concebível que quem se atravessar no seu caminho para a Galp tenha a vida fácil... Os gestores portugueses, bem como, infelizmente, os políticos que temos, costumam tomar decisões sem inteligência económica que as suporte. Sem a recolha da informação imprescindível e sem estudo sério dos dossiers. São frequentemente uns - sejamos doces - lunáticos voluntaristas que depois, quando percebem no que se meteram, desaparecem de cena e vão para casa da mãe carpir mágoas contra a crueldade do mundo que não os deixa brincar aos negócios... É a portuguesissima desistência fácil que se sucede ao portuguesissimo voluntarismo não fundamentado. Neste caso e antes de meterem a pata na poça, tentem perceber o que está estrategicamente em jogo e, já agora, perguntem à Ernst & Young como vai da recente trepa que levou... "
DEFESA DOS PORTUGUESES RESIDENTES NO ESTRANGEIRO "Lisboa continua a pensar e a agir como se os emigrantes portugueses fossem uns broncos, que têm como únicas ligações a Portugal as memórias culinárias, o Vira do Milho ou o Bailinho da Madeira. Por isso continuam a tratar os portugueses do estrangeiro como uma cambada de mentecaptos incultos, a quem é preciso ensinar a língua e oferecer umas oportunidades de fazer formação profissional ou de arranjar emprego em Portugal. Por isso continuam a pensar que a nossa gente no estrangeiro o que precisa é de melhorar o seu estatuto económico-social nas sociedades de acolhimento e de umas pensõeszecas para minorar a miséria. Esta postura é absolutamente ofensiva da generalidade dos nossos emigrantes. O estatuto social médio dos emigrantes portugueses no estrangeiro é superior ao dos portugueses. É verdade que há portugueses a quem a fortuna abandonou. Alguns - lembro-me de pessoas do Rio de Janeiro - viveram à grande e à francesa, gozaram a vida, divertiram-se como nunca ninguém se divertiu em Portugal. Mas estão na miséria. Esses portugueses precisam de ajuda. Mas se ela faltar, como tem faltado da parte do Estado, não morrem à fome porque a sociedade civil, sem necessidade as instituições oficiais, se incumbe de os ajudar. O importante é que a maioria os emigrantes vive bem e está com saúde. Integrou-se nas sociedades de acolhimento e não precisa de apoios para essa integração. Precisa é de apoios para se integrar melhor na sociedade portuguesa, precisa de informação, precisa que lhe dêem oportunidade de ter a sua própria voz. Os nossos emigrantes no estrangeiro não são um grupo de parolos. Há gente colocada, por mérito próprio, ao mais alto nivel das administrações, da universidade, da ciência e da cultura. " in Portugal Global
SOMAGUE NO ALQUEVA...? 
Segundo as melhores fontes desta cidade, a empresa espanhola da Sacyr, dirigida por Diogo Vaz Guedes, seu herdeiro e ex-patrão, está a trabalhar para apanhar a central de produção de energia eléctrica do Alqueva e também a mini-hídrica de Pedrógão, que fica a jusante. A ideia será a de vender, a preços previamente "acordados", essa energia à REN... Sendo que já se sabe que a da mini-hídrica será mais cara. Ou seja, prepara-se mais um negócio ruinoso... A ser verdade e a concluir-se o negócio (ainda ninguém sabe o que Sócrates pensa disto...), o consumidor e o Orçamento de Estado irão pagar esses preços pré-determinados e os lucros da Somague/Sacyr ficam garantidos! Sem ter sequer que ter feito os investimentos, pois o Alqueva foi construído com dinheiros públicos! Assim - a fazer negócios e lucros privados com os dinheiros públicos do OE e com a compra previamente garantida a preço fixo - vale a pena ! O pior, em Portugal, está reservado apenas para os empresários que são parvos e que, portanto, estão no mercado! Que têm de investir, que não têm mercados reservados e nem preços garantidos... Esses são uns parvos que ainda não aprenderam que os "negócios" se fazem com o Estado, com os dinheiros do Estado e com as garantias do Estado, num esquema em que o Estado (ou seja, nós...) entra com tudo e o "empresário" só arrecada o lucro, garantido à cabeça... Para conseguir isso, basta negociar com os políticos certos (que obviamente é necessário apoiar, quer nas suas campanhas eleitorais, quer nos seus momentos pessoais menos bons)! E, voilà, como funciona a "economia corporativa"... E como sem saber estamos todos a contribuir para o bolso de uns quaisquer espanhóis ! Assim, como é que o País pode não ir para o fundo...?
ASSALTO À LUSOMUNDO AINDA ANTES DAS ELEIÇÕES...? A venda a retalho e rapidamente dos activos da Lusomundo parece ser o grande negócio do momento. Balsemão parece que está apaixonado pelo edifício do Marquês de Pombal, propriedade do Diário de Notícias... Tão apaixonado que até aceitaria ficar com o jornal se com ele vier o edifício... Entendido? A TSF, não pelo negócio que faz mas por ser a rádio através através da qual a classe política comunica entre si, também está muito requestada... Paulo Fernandes quer o Jornal de Notícias, o único jornal que se bate com o seu Correio da Manhã... Mas o que parece mais evidente nesta matéria é a miséria e impotência do capitalismo português: ninguém arranja dinheiro para comprar a Lusomundo na sua totalidade... candidatos portugueses só a um ou outro dos activos, para comprar a totalidade só há candidatos estrangeiros, quer dizer espanhóis... Sempre atenta ao que se passa a GL do QL pôs em limha alguma matéria muito interessante sobre o assalto à Lusomundo.
A INTELIGÊNCIA ECONÓMICA é a grande aposta da China e o instrumento escondido do seu ministério do Comércio Exterior, segundo a última edição da n-l da IOL. | Intelligence Economique | | Le MOFCOM chinois à la conquête de la planète | | Calqué sur le célèbre MITI japonais, le ministère chinois du commerce extérieur et de la coopération économique (MOFTEC), élargi et rebaptisé fin 2002 MOFCOM (Shangwubu - ministère du commerce), comprend les structures de renseignement économique parmi les plus performantes au monde. [...] |
ANTÓNIO BARRETO PÕE O DEDO NA FERIDA DESTE "NOSSO" SISTEMA POLÍTICO-ELEITORAL Adriano Moreira considera que o maior problema do País está na real quebra da confiança da sociedade civil no aparelho do poder (vulgo Estado). E disse-o com todas as letras e em voz pausada na televisão, na presença de Mário Soares, Balsemão e Freitas que não contestaram. É claro que ninguém se lembrou de dizer como restabelecer essa imprescindível confiança - tarefa certamente ainda mais difícil do que resolver o inenarrável problema do défice... - mas António Barreto, que não estava então presente, já o tinha feito nas páginas do Público: "Na verdade, o que está em causa são os eleitores, não os eleitos. O aspecto mais importante de um sistema eleitoral é o poder conferido ao eleitor, não a qualidade do órgão eleito. É nesse sentido que defendo a criação de círculos uninominais; a proibição de substituições de deputados eleitos; e a possibilidade de apresentação de candidaturas independentes. Como não existem sistemas eleitorais perfeitos, sei que o de círculos uninominais tem defeitos. Mas também sabemos que existem dispositivos para os compensar ou corrigir. Em França, na Grã Bretanha, na Irlanda, na Alemanha, na Dinamarca e noutros países, há sólidas experiências consolidadas. Por mim, prefiro o sistema uninominal a duas voltas, como em França, mas não me choca que outros sejam os correctores, como, por exemplo, um círculo nacional. Não sei, repito, se os círculos uninominais fazem melhores ou piores deputados do que aqueles que temos. Nem sei se os círculos uninominais estimulam ou travam os deputados pára-quedistas impostos pelo chefe nacional do partido e por Lisboa, inquietação expressa por Vital Moreira neste jornal. Mas sei que, com tempo, os círculos uninominais alteram, a favor do eleitorado e das comunidades locais, incluindo as secções dos partidos, a relação de forças com a capital e os dirigentes partidários. E é isso que pretendo: um sistema eleitoral que dê ao eleitorado a capacidade de identificar o mandato que confere, isto é, de saber em quem vota e de ter a certeza de que o eleito cumpre o seu mandato até ao fim (ou que, se o não fizer, o seu lugar não será preenchido por obscuro suplente, mas sim substituído por nova eleição parcial). O que desejo é que o eleitor tenha nas suas mãos um boletim de voto em que constem os nomes de pessoas, cada uma representando um partido, um grupo, uma ideologia, um interesse ou mesmo um capricho. Não quero que o eleitor tenha nas mãos um boletim de voto com logotipos e emblemas. " E aqui está o que era preciso dizer e que é preciso... FAZER!
O ENIGMA DO TINTO CHILENO E ETC. NO "PORTUGAL GLOBAL"... O enigma do regresso de João Rocha João Rocha foi à China, convidado pelo Presidente Sampaio. O Presidente ainda lá está, mas este globetrotter já está em Lisboa? - Então não veio esperou pelo Dr. Sampaio? - perguntei-lhe. - O meu tempo é escasso... Não tenho tempo a perder... Cá para mim este abandono tem água no bico. João Rocha é, provavelmente, o português que melhor conhece a China.
O "Centre de Prévision de L'Expansion" considera no seu último boletim,
"Le Dragon chinois envahit le Monde
La machine chinoise à exporter a accéléré sa cadence en 2004. L'excédent commercial a atteint un record, à plus de 30 milliards de dollars. Et pour le seul mois de décembre, les exportations ont bondi de 32% alors que les importations ont progressé, elles, de 25%. Le rythme devrait se poursuivre cette année."
EMPRESAS CHINESAS EM LISTA NEGRA AMERICANA POR AJUDA NUCLEAR AO IRÃO Segundo a última edição do New York Times, "U.S. Is Punishing 8 Chinese Firms for Aiding IranBy DAVID E. SANGER
 Published: January 18, 2005 ASHINGTON, Jan. 17 - The Bush administration imposed penalties this month against some of China's largest companies for aiding Iran's efforts to improve its ballistic missiles. The move is part of an effort by the White House and American intelligence agencies to identify and slow important elements of Iran's weapons programs. (...) "
Mian Khursheed/Reuters Iran may have a bomb design that Abdul Qadeer Khan of Pakistan got from China.
"INGOVERNÁVEL? MEU DEUS, AO QUE EU CHEGUEI...!" 
" Teaserzinho II Como podem ver no Público, os resultados da sondagem de que falei há dias não são muito surpreendentes, especialmente se tivermos em conta os resultados de estudos anteriores. Contudo, os números, se não surpreendem, continuam a impressionar: - só 16% dos inquiridos afirmam ter alguma vez contactado directamente com um deputado do seu círculo eleitoral; -mais de metade dos inquiridos afirma não saber o nome de algum deputado ou deputada que tenha sido cabeça de lista por algum partido no seu círculo eleitoral; - cerca de 75% dos inquiridos afirmam “concordar” ou “concordar completamente” com as afirmações de que “os políticos só estão interessados nos votos das pessoas e não nas opiniões delas” ou que “os partidos criticam-se muito uns aos outros, mas no fundo são todos iguais”; - 55% dos inquiridos concordam com a ideia de que “sejam quais forem os resultados das eleições, isso acaba por não fazer grande diferença no curso dos acontecimentos”. "
DESVENTURAS PORTUGUESAS NA CHINA O caldo entornou-se mesmo durante a visita de Sampaio à China. E parece que era vinho tinto... chileno! Claro que houve quem não gostasse e descolasse mesmo desta "garotada" montada pela organização da viagem...
OS VENERÁVEIS MESTRES DA GL do QL ATENTOS À EVOLUÇÃO DO PORTUGUÊS SANTANICE 
O BLOG DA MARGOT  Margot Wallström, a Comissária responsável pela comunicação na Comissão Europeia, aderiu agora à blogosfera... o seu blog é consultável pelo link acima. Bem-vinda, comissária!
DOIS CASOS EXEMPLARES DOS MALEFÍCIOS
DA "ECONOMIA CORPORATIVA" NA G.L. do Q.L.
O NORTE DE ÁFRICA ESTÁ A MEXER... E MUITO! 
Os portugueses, políticos e mediáticos, deste início de século XXI são como os do final do século XX em matéria de Magrebe - não sabem o que é e nem sabem bem que existe(excepção é o dr. Dias Loureiro...). Só assim se percebe o silêncio (ressalvo o texto muito poético e muito alerta de José Adelino Maltez sobre as recentes vitórias dos berberes da Argélia)sobre a agitação de fundo actualmente em curso no xadrez norte-africano. Marrocos, Tunísia, Argélia e Líbia estão em alterações de fundo e estruturais. A coisa não é ainda muito clara mas vários indícios permitem já perceber a sua dimensão. Ainda este mês, a ministra da Defesa de França vai a Tripoli assinar um (inconcebível, ainda há meses...)acordo de defesa entre a França e a Líbia de Khadafi! Acordo clássico de cooperação militar, inclui formação de quadros das FA líbias e venda de material militar... A Tunísia, obviamente, franze o sobrolho, senão mesmo os dois sobrolhos, face a esta recuperação francesa da Líbia que não lhe pode agradar mesmo nada. Mas em Tunes, além deste degelo líbio, há outras razões de preocupação. A Argélia está a fazer um namoro consistente à França e vai fazendo alguma cedência para ganhar alguma decência, sendo a mais recente a assinatura de um acordo com os representantes do movimento comunal da Kabília, em que Argel se compromete a respeitar direitos humanos elementares como o direito à língua e à cultura... Facto que, já o referimos, o prof. Maltez não deixou passar em claro. Tunes e Rabat não estão a apreciar esta aproximação Paris-Argel que deve culminar, já em Junho, com a assinatura de um tratado franco-argelino de amizade e cooperação. O degelo com a Líbia e o namoro com Argel são duas iniciativas francesas que desvalorizam muito as posições tunisinas e marroquinas e que desagradam nas respectivas capitais. No caso de Marrocos, acresce que as relações Rabat-Madrid já, apesar de tudo, viveram melhores dias... A própria figura do rei de Marrocos, o jovem Mohamed VI, tem sido objecto de verdadeiras campanhas de desvalorização na imprensa espanhola e, agora, também na francesa que, nestes dias, escolhe como ângulo de ataque ao rei o excessivo custo do funcionamento da Corte marroquina... Ainda em Marrocos, recorde-se que há dias, o movimento cultural dos berberes se manifestou diante do Ministério da Justiça a exigir... o direito à existência! Os berberes, em Marrocos e na Argélia, iniciam este ano em grande movimento... contra o totalitarismo da cultura e língua árabes, a "cultura da amnésia" que recusam, obviamente. . Em Lisboa, tudo isto tem passado desapercebido, não tem havido a percepção de que se pôs em marcha uma recomposição da paisagem no norte de África e que Lisboa não pode ficar alheia ao fenómeno porque, embora se o esqueça, a capital mais próxima de nós é... Rabat e não Madrid! E ninguém pode ignorar o que se passa no vizinho de baixo e as guerras que ele pode ter com os nossos (e dele) vizinhos do lado. HOMENAGEM Se os berberes estão a conquistar um espaço de liberdade, em Marrocos e na Argélia, para a sua cultura milenar e para a sua língua pré-romana e pré-árabe (e de uma poética riquíssima e que importa aqui descobrir, rapidamente), isso deve-se também muito ao esforço de afirmação (em condições dificílimas e agressivamente hostis) de mulheres berberes, inteligentes, determinadas, cultas, doutoradas e belas, como a Souad C. e a Hnia L., a quem presto homenagem !
MUNDO 2020: A PROSPECTIVA DA CIA Muito informado, muito estruturado e, portanto, muito interessante este "Global Trend 2020" que a CIA pôs em linha, neste fim de ano, uma espécie de prenda de natal no sapatinho da web... Vale a pena ir ver. Report of the National Intelligence Council's 2020 Project Based on Consultations With Nongovernmental Experts Around the World
SOBRE O TEMPO QUE PASSA... CITO JOSÉ ADELINO MALTEZ "Os quatro meses de patética e quase anedótica governação santanista levaram ao paradoxo do ressurgimento salazarento. Com efeito, o regime de inconfidência de "jet set" que transformou São Bento num antro de "estórias", reais ou imaginadas, parecendo o exacto contrário da austeridade de pão preto do antigo sistema de segredo de Estado, geraram a actual esquizofrenia que...
O elemento mais marcante do salazarismo sempre foi a hipocrisia. Pior: o paradoxo de se fazer um discurso contra a hipocrisia a fim de se fazer ainda mais hipocrisia. Isto é, teorizando-se a necessidade da autenticidade, faz-se o exacto contrário do que se vai proclamando. E tudo se disfarça com as mãos papudas do salamaleque de salão, com a cadeirinha de coiro preto, sacanamente posta para o tolo do gabiru julgar que o assassinato pode ser gratificante. E tudo sempre na solenidade ritual de gabinetes grandiosos, onde a luz esguia dos candelabros, o óleo frio dos quadros épicos e o retorcido das escrivaninhas, nos parece transportar para ..."

Em entrevista à revista brasileira Veja MÁRIO SOARES DENUNCIA CORRUPÇÃO EM PORTUGAL 
Em Portugal, "o poder económico contagiou a política. Os crimes de colarinho branco e o tráfico de influência aumentaram". O responsável da análise é Mário Soares, ele mesmo, em entrevista à revista brasileira Veja, segundo notícia da Lusa. Quando o pai do regime fala assim, é obrigação de todos os que não praticam crimes de colarinho branco, nem tráficos de influência e não estão contagiados averiguar o que se passa… Porque – e Soares sabe-o bem – este contágio asfixia a República e vai implodir o regime de que ele é pai! À sua maneira, o que Soares faz é denunciar a asfixia imposta ao País pela "economia corporativa" e seu controlo de agentes políticos…
Depuis le 11 septembre, Al-Qaida a subi une profonde mutation. par Atmane Tazaghart (propos recueillis par Christophe Blanc)
Extrait : Fin connaisseur de la nébuleuse islamiste qu’il suit quotidiennement pour le compte de la revue panarabe Al-Majalla, Atmane Tazaghart vient de publier, en collaboration avec Roland Jacquard, l’une des enquêtes les plus fouillé qui ait été publié en langue française sur Al-Qaida. Des causes l’échec de la traque de Ben Laden et de ses proches par les forces américaines, dans les zones tribales pakistano-afghanes aux sombres projets de l’organisation pour les mois et les années à venir, cet ouvrage fourmille de révélations. Il dresse notamment une cartographie inédite des relais d’Al-Qaida dans les différentes régions du monde.
Les principes de la guerre de l’information (suite) par François-Bernard Huyghe
Extrait : Principe n°4 : La guerre des signes prépare et complète celle des forces, pas l’inverse. La guerre ne saurait se réduire à une pure explosion de violence, ni s’expliquer par le seul jeu des instincts. Une activité sociale aussi complexe repose toujours sur les arts de savoir et de faire-croire. Face à la permanence de la guerre, on peut s’indigner la barbarie innée de notre espèce ou chercher à théoriser les fonctions supposées (économiques ou démographiques, ou autres.) du conflit. Mais dans tous les cas, un discours polémologique – en référence à la discipline qui étudie les guerres comme faits sociaux récurrents – devrait faire une part à la réflexion sur le conflit informationnel, sur ses voies et ses moyens.
De Facto... NINGUÉM FAZ MAIS PELO PS ! "PASSOU AGORA"...?! SEM COMENTÁRIOS! MAS ALGUÉM VAI TER DE MANDAR UM RAMO DE ROSAS A ESTE CAVALHEIRO... QUE ELE BEM AS MERECE!
DIZ A GLQL ... "O núcleo duro do partido socialista está profundamente descontente com a presente falta de vigor da campanha eleitoral, pelo que já é certo que rolarão cabeças nas próximas horas ou dias. Entretanto no PSD, os colaboradores do marketeiro brasileiro encarregue de planear a campanha laranja temem pelo seu emprego no dia seguinte às eleições já que é praticamente certo que o sr. Paz rumará ao Brasil. Este senhor Paz é o mesmo que vai confidenciando aos amigos e colaboradores que apesar de não lhe faltar dinheiro nem meios não sabe o que fazer na campanha para vendê o Pedro..." Pois é... Sócrates merece melhor sorte. De facto, não fosse a permanente e esforçada ajuda do Governo e do PSD, a campanha do PS estaria já a ver a maioria absoluta por um canudo... bem comprido. Todos os dias, a cada cavadela sai uma palete de minhocas. E isto quando a campanha propriamente dita ainda nem começou! Sócrates precisa de rever, ele mesmo e não o pode delegar, os mecanismos desta campanha. Esta é uma oportunidade histórica do PS conquistar a maioria absoluta pela primeira vez e, de certeza, José Sócrates não pode perde-la, nem certamente a quer perder! Mas, como dizia essa velha raposa do François Mitterrand, "em política só ganha quem está disposto a fazer tudo para ganhar". Sócrates tem, pois, de fazer tudo pela maioria absoluta... Ou não terá nenhuma desculpa possível pois toda a opinião terá a percepção, se lhe faltar apenas um voto para a maioria absoluta, que ele perdeu e que Santana atingiu o seu objectivo. De nada valerá, então, repetir infinitamente que "Ganhámos"... pois ouvir-se-à como eco "queriam a maioria absoluta e não a tiveram". Sócrates não pode permitir que a sua campanha repita cenas tristes como a do "não há / há co-incineração", ou "mexe nos impostos mas não os desce e desmente subi-los", ou "prioridade ao referendo do aborto mas não logo mas mais tarde", ou "hospitais SA sim, hospitais SA não e já não é bem assim e logo se vê se SA, se EP", etc.etc.! Sócrates quer ganhar a maioria absoluta e para isso só precisa, de facto, de uma coisa da qual só ele pode decidir e que é simples: As confusões na comunicação política socialista têm de acabar, imediatamente! Não deviam ter começado sequer... Faça Sócrates o que tem a fazer e ganhará. O eleitorado dar-lhe-à a maioria absoluta.
SAMPAIO NA CHINA... UMA VISITA DE ESTADO?!
Na senda de uma tradição salazarenta, que teima em manter-se viva, as visitas de estado à China são uma coisa para rir. E só não desata tudo à gargalhada porque, pela banda chinesa, há sempre muita cortesia e boa-educação, enquanto deste nosso lado, como a coisa se passa longe, ninguém tem bem a noção do ridículo da coisa. Sampaio, ele mesmo, faz o que pode - e quem faz o que pode a mais não é obrigado... Mas, como esta está longe de ser a primeira vez que Sampaio se desloca à China, o Presidente tinha a obrigação de ter feito os trabalhos de casa antes de viajar e, provavelmente, estes trabalhos implicavam alguns murros na mesa - nomeadamente, na dos senhores do ICEP... - e objectivos económicos bem definidos e preparados com uma comitiva constituída em função disso e não apenas de desejos e boas intenções... Uma qualquer autoridade portuguesa, residente em Pequim e sem a noção do ridículo ou então nula em matéria de conhecimentos de aritmética e de economia, foi mesmo ao ponto de frisar a um jornal que o volume de negócios entre Portugal e a China chegava já aos 150 milhões de euros... sugerindo que estes 150 milhões são já uma grande coisa! Para se ver como esta coisa obedece à salazarenta fórmula PP (palermice e pequenez) bastará ler duas notícias de hoje da imprensa internacional: | Mittal Steel à la conquête de la Chine |  |
|  | Pour la première fois, un sidérurgiste étranger se lance à la conquête de la Chine. Mittal Steel, le géant fondé il y a peu par le milliardaire d'origine indienne Lakshmi Mittal, vient de prendre 37% de Hunan Valin Steel Tube & Wire, un producteur d'acier contrôlé par Pékin. Et ce pour 314 millions d'euros. Cet investissement n'est pas voué à rester isolé. Hunan Valin est l'un des tous premiers du secteur en Chine avec une capacité annuelle de 8,5 millions de tonnes. Marionnaud sous pavillon chinois
Pour 900 millions d'euros, dont 550 millions de dettes, Marionnaud va donc passer sous pavillon chinois. Concrètement, l'OPA lancée par AS Watson, la filiale de Hutchison Whampoa, le conglomérat du multi-milliardaire hong-kongais Li Ka-shing, propose 21,8 euros par titre Marionnaud. Ce qui représente une prime d'environ 25% par rapport à son dernier cours de clôture. Cette offensive amicale, censée être bouclée en mars, a été validée par la famille Frydman (31%) ainsi que par l'homme d'affaires belge, Albert Frère (5%), qui engrangera au passage une plus-value de 45% sur les 12 millions injectés il y a un mois, soit 5,5 millions.
Pour AS Watson, cette acquisition lui permet de se positionner aux avant-postes des cosmétiques et des parfums sur le Vieux Continent, sachant que le groupe revendique déjà plus de 3 500 points de vente, dont les chaînes Superdrug et Savers en Angleterre, Ici Paris en France ou encore XL aux Pays-Bas. Mieux même. AS Watson deviendra le numéro un mondial de la distribution de parfums PR/China: Sampaio preocupado com "forte impacto competitivo" do têxtil chinês Mas, como se não bastasse para demonstração do império da fórmula PP e da falta de noção do ridículo, eis que o próprio Presidente se lembra de alertar os empresários chineses para a necessidade de que a sua forte capacidade competitiva não moleste muito o têxtil português... Lê-se e não se acredita! Há anos que se sabia ser Janeiro 2005 data fatidica para o têxtil europeu e não só... Que se sabia ser necessário tomar medidas para "dar a volta por cima" após o fim do containment ao têxtil chinês... Medidas para salvar alguma coisa no nosso têxtil, situando-a bem na cadeia de valor, e medidas para equilibrar a balança de transações com a China face à invasão de ûm têxtil a preços super-competitivos... Tudo isto era do conhecimento de todos os que o quisesem saber! Pois não só o ignorámos como agora Sampaio não encontrou melhor do que pedir aos chineses que não sejam demasiado competitivos! Longe dos olhos portugueses, os ouvintes de Sampaio devem ter-se partido a rir... Antes de passar à notícia da Lusa que refere o lamentável episódio, fica um conselho gratuito: Sampaio que pergunte a Jacques Chirac quantos milhares de toneladas de têxtil os chineses vão ter de mandar para França para conseguir pagar uma só das asas das centenas de Airbus que a França lhes vai vender... Talvez com a lição de Chirac se aprenda alguma coisa! | " | Xangai, 14 Jan (Lusa) - O presidente Jorge Sampaio lembrou hoje a empresários chineses que a liberalização do comércio têxtil global, que entrou em vigor no passado dia 1, poderá afectar negativamente um "sector vital" da economia portuguesa. "É do nosso interesse mútuo evitar que os efeitos dessa liberalização ponham em causa de forma brusca o equilíbrio de um sector que continua a ser vital para a economia portuguesa", disse Jorge Sampaio num fórum empresarial luso-chinês em Xangai. "Confiamos que a China não deixará de ter esta situação em conta", acrescentou, referindo-se ao "forte impacto competitivo da indústria chinesa" no sector têxtil." |
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A LUCIDEZ DE JORGE COELHO Muito interessante o último artigo no DN de Jorge Coelho, de longe o dirigente partidário com mais faro político e capacidade de leitura da situação. Como é o contrário do político autista, Coelho mantém uma ligação empática à realidade ambiente que lhe dá uma raríssima pré-ciência dos acontecimentos e uma lucidez ímpar. Enquanto a maior parte dos actuais políticos que temos discute e raramente entende o que já se passou, Coelho mete em perspectiva o que se está a passar, antes de tal constar da agenda política. Leia-se este exemplo do que digo, extraído deste seu último artigo no DN. "Uma última palavra sobre as listas dos candidatos a deputados. Por várias vezes tenho afirmado que há uma clivagem crescente entre a «classe política» e o cidadão comum. Ainda na semana passada referi, aqui no DN, que o processo da formação das listas era uma obsessão doentia para alguns que vivem do poder e só para o poder. Também salientei que a degradação das instituições estava a afastar muita gente competente da participação cívica e política.
Apesar de partilhar muitas das críticas que foram feitas por vários comentadores, não considero correcto que se coloque um rótulo negativo em todos os casos.
Há gente digna do maior respeito, com competência e dedicação à causa pública em praticamente todas as listas. É injusto misturar «o trigo com o joio».
TSUNAMI PREVISÍVEL EM PORTUGAL Fora do alcance da vista mas mesmo debaixo do nosso nariz, prepara-se um imenso choque de placas tectónicas que pode arrasar três quartos do País - este grande choque é o da placa tectónica da economia de mercado, que avança em direcção a Portugal, contra a placa tectónica da economia corporativa que ainda cá anda... Vem aí terramoto e tsunami!
Tudo em família... Tinha razão! Nada escapa de facto ao olho dos confrades da GLQL! Senão, clique-se e leia-se este: "Tudo em família"...
POLÍCIA PELA ÁREA DA DEFESA Garante uma fgbi - fonte geralmente bem informada - que a PJ tem andado a farejar negócios pela área da Defesa... Ou, dito de outro modo, a PJ passou a interessar-se por esta área e focou os seus negócios. O que terá levado a este interesse não foi referido pela nossa fgbi... Em todo o caso, eis mais um dado a ter em conta na escolha do próximo ministro da Defesa, sobretudo quando a LPM torna as empresas e negócios do sector muito apetecíveis e, potencialmente, comissionáveis...
DECQ MOTA: DEPUTADO NO DESEMPREGO Depois do deputado que virou jardineiro na Câmara de Sintra, temos agora a história do que, depois de uma derrota eleitoral, foi inscrever-se no centro de emprego da sua zona de residência... Tudo bem e absolutamente certo. Mas não é possível impedir os eleitores de se interrogarem sobre o tipo de gente em quem os partidos lhes têm andado a propôr que votem. Sobre a qualidade e as qualificações desses senhores. E, sobretudo, sobre este facto terrível: meses depois da derrota eleitoral, não há empresa ou instituição que o tenha aceite e também não conseguiu, apesar dos apoios disponíveis, criar o seu próprio posto de trabalho... Que tipo de gente é este em que temos andado a votar e em que vamos votar? Que sabem eles fazer e que sacrifícios e cedências não estarão dispostos a fazer para continuarem a ser nomeados deputados pelos tais partidos que depois nos pedem que lhes façamos confiança e votemos neles? Casos deste tipo - e sem qualquer juízo de valor sobre as pessoas em causa e seus problemas - abrem uma nesga que permite entrever a verdadeira realidade do actual sistema político que temos e sofremos... e que normalmente apresenta ao eleitorado e à opinião uma face muito produzida... e que pouco corresponde à realidade, como neste momentos se percebe!
IAPETUS... SIM, IAPETUS, aqui fotografado pela sonda Cassini, há dias. Satélite de Saturno, Iapetus está a intrigar os astrónomos pois apresenta pelo menos uma caracteristica que não é comum a nenhum outro satélite do sistema solar: a sua linha de equador é marcada por uma longa cadeia de montanhas, durante 1.300 quilómetros, que chegam a atingir altitudes de 20... quilómetros!
ALERTA AMARELO... AMARELO!?
UM CLÁSSICO....
O SONETO ERA UM DESASTRE A EMENDA FOI UM DISPARATE! O olho omnipresente dos veneráveis confrades da Grande Loja do Queijo Limiano não deixa passar nada em branco... Senão veja-se este aceradíssimo e acertadíssimo comentário aos esforços poéticos, tropicais e sub-líricos do senhor ministro Morais Sarmento. "Diplomacia é sinónimo de descrição e muitas vezes confidencialidade. Ao publicitar, porque foi o seu gabinete que o fez com o estrondo maior que conseguiu, o motivo secreto (?) da sua ida a S. Tomé da forma que o fez, para assim justificar o que não tem justificação, o que o Dr. Sarmento arranjou foi ter inviabilizado de vez as pretensões da GALP, ao fazer subir a parada infinitamente, facto que os franceses da ELF, e demais petroliferas, obviamente agradecem a chamada de atenção.
Há factos que nem em desespero de causa se revelam, porque s(er)ão do interesse superior do Estado. Ao revelá-los o Dr. Sarmento provou aquilo que já se suspeitava - que não tem estofo para político, nem sequer daqueles que são apenas moços de recados. Isso, e traíu o país. E era este que queria suceder ao Dr. Lopes na ressaca do day after..."
MEMBROS DA COMISSÃO EUROPEIA EM RECENTE REUNIÃO DE ANÁLISE DA ACTUAL CRISE DE PORTUGAL ...
MAS QUE BRINCADEIRA É ESTA...? Se este jornal da PT/Lusomundo quer abordar problemas de vida privada e, ainda por cima, fazer sobre eles juízos de valor jesuítico-comunistas, talvez fosse melhor começar pelos "vícios privados" de certas personagens do Conselho de Administração da PT, continuar pelas do C.A. da Lusomundo e até outras personagens ligadas ao próprio "24 horas"... E que tal umas manchetes deste tipo mudando o sujeito: "Os vícios privados de Santana Lopes" e mais os de Paulo Portas e os de Morais Sarmento e os de... e os de... e até os da senhora que pariu o autor da manchete!
Mas deixem o José Sócrates em paz ! Se não, se isto é assim logo no início da campanha eleitoral, temos de concluir que estão mesmo por conta da central dirigida por aquele (ex?) comunista do ex-Diário (o de "a verdade a que temos direito"... e mais nenhuma!). E, agora, é esta a verdade a que temos direito...?
O PREÇO FORTE DO DÓLAR FRACO Segundo a última edição da 18H.com o Banco Central Europeu perdeu, em 2004, mais de 1.000.000.000 €... "Les banques centrales payent le prix du dollar faible Selon un quotidien allemand, Handelsblatt, la BCE enregistrerait une perte de plus d'un milliards d'euros en 2004. La cause : la chute du dollar face à la devise européenne. La faiblesse du billet vert pourrait entraîner un rééquilibrage en faveur de l'euro dans les caisses des banques centrales. Un milliard d’euros. Ce serait la perte de la Banque centrale européenne (BCE) en 2004, d’après le quotidien allemand Handelsblatt publié lundi. Une somme qui pourrait être confirmée jeudi prochain par la BCE lors de sa réunion de rentrée. Mais si le chiffre est incertain, il reste néanmoins sûr que la forte baisse du dollar a lourdement pesé sur les résultats des banques centrales. De fait, la devise américaine a perdu près de 16% par rapport à l’euro en 2004. Un glissement d’autant plus inquiétant que le billet vert représentait en 2003, selon les données du Fonds Monétaire international, près de 64% des réserves officielles de changes dans le monde. Vendredi dernier, la Bundesbank a reconnu que son bénéfice serait nul en 2004, principalement à cause des effets de changes. Reste que si les chiffres annoncés par le quotidien allemand se révélaient exacts, la BCE connaîtrait sa troisième année de perte depuis sa création.
Au delà, la poursuite de la chute du dollar face à l’euro pourrait amplifier le rééquilibrage en cours entre devises américaine et européenne. Depuis son introduction, l’euro a vu sa part augmenter dans les réserves de change des banques centrales. De 16,3% en 2000, elle est passée à 19,7% à la fin 2003. Et la tendance s'accélère. Début décembre, le président de la Banque centrale de Russie avait indiqué vouloir changer la structure de ses réserves en or et en devises. Ainsi, dans les caisses russes, la part des dollars, actuellement 65%, devrait baisser au profit de l’euro. Dans la même lignée, la part relative des réserves de change détenues en bons du Trésor américain par la banque centrale chinoise a diminué en novembre. "
QUADRO, DIMENSÃO, ESTATUTO E MERCADO Todos os especialistas de inteligência económica o sabem: a questão dos quadros jurídicos e a dos estatutos da empresa são objectos fundamentais da regulação da concoprrência e do acesso ao mercado e são decisivos na guerra económica. Agora, os serviços financeiros estão na berlinda, em toda a União Europeia... Publié: vendredi 17 décembre 2004 - 16:00 Languages: [EN] Cadre juridique pour les services financiers L'objectif de l'Union européenne en matière de services financiers consiste à créer un marché intérieur intégré sur l'ensemble du territoire des 25. Elle entend y parvenir en associant initiatives législatives et actions de coopération (avec les entreprises et les Etats membres), de telle sorte que puisse être pleinement réalisée la libre circulation des capitaux et des services dans ce secteur. La politique de l'UE porte à la fois sur le marché professionnel (entreprises et gestionnaires de capitaux) et sur le marché aux particuliers (banque de détail). Contexte:There are essentially two levels at which financial services, dealings with money, can be carried out. At the wholesale level, investors and companies issue, buy and sell shares and securities; they raise capital and deal in many different financial instruments through the stock markets. Banks, mortgage, insurance and investment companies hold and move money around in an array of different ways. At the retail level consumers buy mortgages, insurance, pension schemes and savings plans. Each member state has its own set of regulations governing such transactions. The EU policy was to establish an overarching set of rules which would allow companies to establish themselves in different member states and operate, using compatible sets of rules across borders; similarly it would allow consumers access to mortgages and the like available in countries other than their own. Work towards these ends is being carried out both at EU and at international level. Enjeux:Within the European Union, efforts to promote the integration of financial services had been going on since 1973 on a piecemeal basis, but the impetus for an overall framework came at the European Council in Cardiff in 1998. The Commission prepared the Financial Services Action Plan (FSAP) to tackle the issues of inflexible market structures, legal and supervisory barriers and administrative difficulties. The FSAP became a pivotal part of the Commission’s long-term economic programme, set out at the 2001 Lisbon Council. Substantial progress has been made towards integration of the wholesale financial market through the near completion of the FSAP at the end of 2004 (93% of the measures have been adopted). On the retail side, progress has been slower: legislation, in an area where cultural, linguistic and historical differences play a major part, may not be an effective way forward and debate continues on how best to facilitate consumer access to financial products and of the FSAP measures, the Single European Payment Area, corporate governance, clearing and settlement and the reform of company law. At the EcoFin Council in November 2004, finance ministers took the view that further integration should proceed on a non-legislative basis where possible and that emphasis should be on "convergence of supervision and implementation". The EurActiv financial services section will cover the following areas: · FSAP: this was a five year plan, commenced in 1999, containing a set of 42 legislative measures. It included, on the wholesale side, common rules for integrated securities and derivatives, raising capital on an EU-wide basis and comparable financial reporting through accountancy rules. On the retail side, the emphasis was on information and transparency, redress procedures, charges for cross-border transactions and safeguards for e-commerce. The bulk of the measures on the wholesale side have now been implemented. · Banking: The Basel Capital Accord (Basel I) set rules on what level of capital internationally active banks are required to hold. The accord is overseen by banking representatives from the G10 countries, sitting as the Basel Committee, which launched a review of the accord in 1999. At the same time, the Commission commenced a review of the EU’s capital adequacy directives in order to incorporate the new rules into European law. The Basel Committee endorsed Basel II in June 2004 and a proposal from the Commission on a new Consolidated Banking Directive and Capital Adequacy Directive was adopted in July 2004. · Clearing and Settlement: this deals with the procedural arrangements on how securities are actually transferred from one owner to another. These require harmonisation as they currently differ greatly throughout the member states and in April 2004 the Commission issued a communication proposing a framework directive. · Payment Services: the aim in this field is to create a single European payment area which eliminates obstacles to cross-border payment in all forms – bank transfer, e-payments, credit cards etc. Charges are a difficulty as is fraud. In July 2003, the Cross-border Payments Regulation established the principle that charges for bank transfers should be the same cross-border as domestically. In October the Commission published a Fraud Prevention Action Plan, a 3 year plan to fight fraud affecting non-cash payments. · Financial Crime: this covers money laundering, credit-card fraud and cyber-crime. · Financial Literacy: The world of financial services abounds with acronyms, abbreviations and jargon terms. This section will provide links to online glossaries and sites which explain complex financial concepts. services Europe-wide. Areas of future priority are the implementation and evaluation
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CRIADA AGÊNCIA DE INOVAÇÃO INDUSTRIAL... MAS É EM FRANÇA Publié: jeudi 6 janvier 2005 - 12:00 Languages: [EN] La France va créer une agence pour l'innovation industrielleLes projets français visant à créer des "champions nationaux" dans plusieurs secteurs sont un élément important du débat actuel sur l'avenir de la politique industrielle européenne. Dossiers en relation Le PDG de l'entreprise française Saint-Gobain, M. Jean-Louis Beffa, a présenté, mercredi 5 janvier à Paris, une série de propositions tirées d'un rapport visant à définir une nouvelle politique industrielle pour la France. Ce rapport, réalisé à la demande du président français Jacques Chirac, est issu des réflexions d'un groupe de travail regroupant dix personnalités de premier plan - économistes, dirigeants syndicaux et chefs d'entreprise. Il sera officiellement remis au président Chirac le 15 janvier prochain. Le PDG de l'entreprise française Saint-Gobain, M. Jean-Louis Beffa, a présenté, mercredi 5 janvier à Paris, une série de propositions tirées d'un rapport visant à définir une nouvelle politique industrielle pour la France. Ce rapport, réalisé à la demande du président français Jacques Chirac, est issu des réflexions d'un groupe de travail regroupant dix personnalités de premier plan - économistes, dirigeants syndicaux et chefs d'entreprise. Il sera officiellement remis au président Chirac le 15 janvier prochain. Le rapport préconise notamment la création d'une agence pour le développement industriel chargée de financer des programmes de recherche (pilotés par des "champions nationaux") dans les secteurs des nanotechnologies, des biotechnologies et des énergies renouvelables. Ces programmes, financés par une enveloppe globale de 1 milliard d'euros (provenant des revenus des privatisations), pourraient être ouverts à des entreprises issues d'autres Etats membres de l'UE. D'ores et déjà repris à son compte par M. Chirac, un tel projet ne manquera pas de relancer le débat en cours au niveau européen à propos de la création (ou de la consolidation) de "champions" industriels, que ceux-ci aient une dimension nationale ou européenne. La France et l'Allemagne se sont récemment affrontées au sujet des aides apportées par le gouvernement français à l'entreprise Alstom. Liens Articles de Presse
JÁ NÃO ERA SEM TEMPO... Publié: vendredi 7 janvier 2005 - 08:40 Languages: [EN] Le nouveau représentant de l'UE à Washington appelle à une relance de la relation transatlantiqueLe nouveau représentant de l'UE aux Etats-Unis, John Bruton, souhaite que les dirigeants européens mettent fin à leur dialogue de sourds avec le président Bush. Dossiers en relation En Bref:In an interview with the Financial Times, the EU's new ambassador to the USA, the former Irish minister of finance, John Bruton, has called for pragmatism and a new relationship between the US and the EU. He calls on Europeans not to take the rhetoric too literally and not to be put off by a tendency for some American politicians to place emphasis on religion: "Rather than drawing conclusions, we should ask ourselves what is President Bush telling us. Are we saying that there is no such thing as evil in the world? And if there is such a thing, what is wrong with using the world evil?" asks Bruton and adds: "Europeans can penetrate the American debate. We just have to translate European into American... Clearly the president is not seeking God's advice on where to locate air strikes." On the contentious Iraq issue, Bruton call for pragmatism: "We have to realise where we are now on Iraq: even if the US had the commitment of the French, Germans, Italians and Spanish, it would not change the fundamental equation. We need practical answers: what do Iraqi people need, how can the rest of the Arab world help, can we work with the Arab League?" On the looming crisis over Iran's nuclear program, Bruton wants to see diplomacy and a soft power approach rather than tough military power.
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"Uma gestão delinquente do próprio Estado" Brilhante é o texto de Eduardo Dâmaso no Público de hoje, segunda-feira. Dâmaso analisa a Justiça que temos sem papas na língua. E escreve e publica o que muita gente pensa baixinho, no seu cantinho... "A justiça funciona mal basicamente porque temos sido pessimamente governados. Temos sido todos objecto de más leis, feitas à medida de interesses inconfessáveis que encapotam uma gestão delinquente do próprio Estado, e é por isso que nos encontramos na actual situação". Um grande abraço para ti, Eduardo... A Reforma da Justiça Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005 A justiça não funciona basicamente porque temos sido mal governados Nos últimos dias voltou a ouvir-se falar da necessidade de reformar a justiça. Na Ordem dos Advogados, no Centro de Estudos Judiciários, em outros fóruns, Presidente da República, bastonário, políticos, economistas, convergem no diagnóstico de que o estado actual da justiça é um dos entraves ao desenvolvimento do país. Nada de novo! É verdade que a justiça tem sido um dos factores do nosso atraso mas, no essencial, até nem é dos seus operadores a quota mais significativa das culpas. Isto apesar de, curiosamente, ser cada vez mais raro nos discursos públicos ( sobretudo políticos) sobre o estado da justiça o reconhecimento que as culpas estão para lá dos horizontes dos tribunais. E que podem encontrar-se em maior dose na Assembleia da República e nos partidos com responsabilidades governativas. Num tempo em que, depois de décadas de imunidade, a crise, a crítica e a autocrítica entraram finalmente na justiça, torna-se interessante ver como num ápice o sector passou a ser o alvo apetecido de todas as críticas. Antes ninguém abria o bico contra a justiça mas agora é ao contrário: não há bicho careta que não remeta a questão da crise para os ombros dos que lá trabalham e vá gozando o prato de ver magistrados judiciais, do Ministério Público, polícias e funcionários judiciais a jogar a bola de um lado para o outro. Saber de quem é a culpa, na verdade, já adianta pouco mas é um bom exercício para compreendermos a crise que atravessa o país. A justiça funciona mal basicamente porque temos sido pessimamente governados. Temos sido todos objecto de más leis, feitas à medida de interesses inconfessáveis que encapotam uma gestão delinquente do próprio Estado, e é por isso que nos encontramos na actual situação. O país é improdutivo mas sobretudo a partir do topo de uma classe dirigente que, no plano político, vive acomodada às suas próprias benesses, e no plano económico, salvaguardando as excepções conhecidas, prefere viver de mão estendida para o Estado. Por isso, o Estado, na sua complexidade e imensidão, é a necessária cortina de fumo e filão de negócios para os empresários que não sabem gerir nem inovar mas tão só meter no bolso dirigentes políticos que, no Parlamento ou no Governo, lá estarão para os servir. A uns e outros só interessa uma justiça em crise. Não lhes interessa minimamente uma reforma da justiça, daquelas que nem sequer passa pela grandiosidade dos pactos redentores. Porque é que lhes haveria de interessar que os quadros de funcionários dos departamentos de investigação e acção penal e da Polícia Judiciária fossem inteiramente preenchidos por magistrados, funcionários e polícias? Ou que os referidos magistrados sejam sempre recrutados à luz de especiais critérios de vocação, experiência e saber? Ou, ainda, que se invista em permanência na formação desses magistrados nos domínios jurídico e técnico-investigatório? E que os corpos periciais sejam abundantemente dotados de meios? Não lhes interessa nada essa "reforma da justiça" porque ainda acabavam presos! Porque ainda acabava por se perceber que construiram impérios financeiros vampirizando o Estado, traficando influências, vendendo leis à medida. Esses são os verdadeiros senhores da política e da economia, controlam listas de deputados, metem filhos e afilhados, pôem quem querem nas câmaras. É por eles que Portugal está como está! Não é só por causa da famosa improdutividade, de despedimentos mais fáceis ou de um Estado menos burocrático. Eduardo Dâmaso
UM REQUIEM PARA EDUARDO LOURENÇO O Excesso dos Nossos Sonhos Por VASCO PULIDO VALENTE Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2005 Assombrosamente, o último artigo de Eduardo Lourenço ("DN", 2/1/05) não provocou um único comentário. E, no entanto, vindo de quem vem e dizendo o que diz, devia ter feito estremecer a "inteligência" indígena. Eduardo Lourenço foi o "intelectual de esquerda" da III República, a autoridade nunca de facto posta em causa, o educador de uma geração. E agora? Agora escreve serenamente que o país não "está a braços" com uma "crise económica grave", uma "crise política séria" ou "uma crise moral dolorosa". De maneira nenhuma. A nossa putativa "depressão" não passa de um "álibi". "Esquizofrénico", ainda por cima. E porquê? Porque Portugal não é "o Haiti nem o Darfur". Pelo contrário, "faz parte do continente mais privilegiado da terra" e ocupa nele "o lugar que a nossa História e as nossas capacidades merecem ou justificam". Sob o notório "excesso dos nossos sonhos", existe uma "realidade, ao fim e ao cabo, bem aceitável". Há 20 anos, por exemplo, era pior; e há 50 muitíssimo pior. Perfeito. Só que esta aparente sensatez revela uma resignação curiosa. Para o homem que encarnou, ou pretendeu encarnar, a consciência e a esperança do país "renascido" em "25 de Abril" já basta que os portugueses não vivam como no quarto ou quinto "mundo" e que, em suma, Salazar seja hoje um caso praticamente arrumado. Por influência, do "dinamismo geral da Europa", de resto. A pequena agitação da pátria escusa assim de nos preocupar. As coisas lá irão andando. Pina Manique desapareceu, D. Miguel desapareceu, a monarquia liberal morreu e a república jacobina e também a ditadura. Até a democracia acabou um dia por nos cair do céu. Além disso, a civilização, aos soluços, chega cá sempre: a água canalizada, o comboio, uma espécie de Estado-previdência ou o DVD. Portugal é um sítio para onde escorre um bocado de Europa, como não escorre para o Haiti ou para o Darfur. É um sítio feliz, no fundo. Com um "atraso", claro, mas normal, que não explica ou desculpa o melodrama em curso. Por tudo isso, e para lá das ridículas peripécias de um regime desacreditado, de uma falência financeira sem concerto visível e de uma corrupção quase universal, Eduardo Lourenço oferece o consolo da mediocridade pacífica. Ele, que durante 30 anos persistentemente encorajou o "excesso dos nossos sonhos", desistiu de excessos. Portugal vale o que vale, "não mais". Fim de capítulo. Santana e Sócrates podem entrar.
IMENSO ATRASO PORTUGUÊS NA COMUNICAÇÃO POLÍTICA O grande problema da política, nas sociedades ocidentais, democráticas e mediáticas, é o da sua percepção, pelos públicos-alvo previamente determinados.É aí que, dadas as características dominantes destas sociedades, tudo se joga: a concretização das políticas e o sucesso dos políticos.Por isso, nos Estados Unidos e em Inglaterra se desenvolveu o perceptions management... Casos de estudo mais notáveis do perceptions management são, por exemplo, em Inglaterra, toda a campanha de "building Blair" e, nos Estados Unidos, mais recentemente, a "campanha Bush". Em Portugal, ainda muito pouca gente percebeu o que isto quer dizer realmente... Ou então, se perceberam teoricamente, fazem as coisas de modo a que na prática a teoria acaba por ser outra. Mas penso que, muitos dos que tinham de perceber, não perceberam nada. É, aliás, nisso mesmo que reside toda a diferença entre Mário Soares e um Tony Blair... O inglês tinha percebido isso mesmo antes de partir à conquista do Labour (de que fez o New Labour...), Soares ainda não o percebeu hoje! É também aí que radica a decisão de Sócrates de contratar uma agência de marketin institucional (segundo a definição da própria) para fazer a sua campanha eleitoral... E não o tendo percebido, muita gente portuguesa quando ouve falar em percepção e em gestão da percepção entende "propaganda". Ora, a "propaganda" e a gestão da percepção são dois mundos paralelos que nem no infinito se encontrarão nunca. Para ter uma ideia de como está ser "percepcionada" a campanha actual do PS basta dar uma vista de olhos aos mais destacados e independentes fazedores e líderes de opinião. António Barreto, Vasco Pulido Valente e outros insuspeitos de simpatias pelo CDS, PSD, PC ou BE como José Manuel Fernandes... Veja-se o editorial deste na edição de sexta-feira passada do quotidiano português editorialmente mais próximo das posições do PS. As Listas Socialistas Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2005 Se as listas do PS foram feitas para que voltássemos "a acreditar", então falharam rotundamente As listas do PSD são uma gargalhada. As do PS, mesmo sem chegarem a idênticos limites de extravagância, não deixam de criar o maior dos incómodos. E de revelar o estado em que está o outro partido que, a par com o PSD, tem sido um dos pilares da nossa democracia. Pelos mais diferentes motivos. Primeiro, Paulo Pedroso, mesmo para os que estão convictos da sua inocência, mesmo para os que simpatizam com ele - assuntos sobre os quais não tenho nem devemos pronunciar-nos - concordam que alguém que tem um processo como o que ele tem não devia, pura e simplesmente, aceitar ser candidato. Primeiro, porque está num lugar elegível se o PD obtiver, como deseja, a maioria absoluta. Depois porque é uma falácia afirmar que não ocupará o seu lugar enquanto tudo não estiver resolvido nos tribunais - e é uma falácia porque entretanto está a pedir o voto dos eleitores. Leonor Beleza esteve anos fora da Assembleia e de cargos políticos por causa do processo dos hemofílicos - que custaria a Pedroso, que tem uma carreira universitária, fazer o mesmo? Segundo, Matilde Sousa Franco. Alguma vez fez política? Alguma desempenhou um cargo político? Conhece-se-lhe outra qualidade além de viúva de Sousa Franco? Não, não e não. E como Portugal não é (pelo pelos julgamos que não é) nem as Filipinas nem a Nicarágua, para não citar outros exemplos terceiro-mundistas, onde ser viúva de um líder político é meio caminho andado para o poder, a sua candidatura chega a ser mórbida. E só existe para explorar sentimentos populares que nada têm a ver com a nobreza da política. Terceiro, Helena Roseta. Foi uma grande deputada. Protagonizou momentos de enorme coragem e lucidez, quer no PSD, quer no PS. Teve a sua evolução política, absolutamente legítima. Sobretudo pelo desassombro e frontalidade. Dela recordamos a melhor intervenção a defender a despenalização do aborto na penúltima vez que uma lei foi votada - tal como recordamos que a melhor intervenção contra esse projecto de lei foi a do seu marido, Pedro Roseta. Ambos ficam de fora do próximo Parlamento, um proscrito pelo PSD, outro pelo PS. É o Parlamento e o país que perdem. Quarto, o nepotismo. O que faz uma filha de Mesquita Machado nas lista socialista de Braga? E a irmã de Manuel Alegre na de Coimbra? E certas figuras das relações próximas de Narciso Miranda nas listas do Porto? Quinto, o aparelhismo. Que quer dizer cinzentismo. Impreparação. Carreirismo. Luta por um "tacho". Muitos estão em lugares elegíveis, outros à "babugem" dos lugares que ficarem livres quando os que estão à frente saírem para o Governo, como todos os socialistas esperam. É assim que até antigos assessores de imprensa de Guterres poderemos ver sentados em São Bento, ao mesmo tempo que ficam de fora deputados com provas dadas. Finalmente a ideia de que não existe real abertura do partido ao exterior. Luís Braga da Cruz é um bom nome para o Porto? Talvez, mas esteve no Governo de Guterres na sua fase descendente. Manuel Pinho é um independente por Aveiro? Seguramente, mas neste momento é tudo quando Sócrates tem para mostrar como rosto para a Economia e finanças, e é muito pouco a avaliar pela pobreza das suas intervenções públicas. Se as listas queriam que voltássemos "a acreditar", então falharam. Comparadas com elas havia, pelo menos na aparência, mais frescura nas listas de Ferro Rodrigues. Uma frescura que, mesmo assim, foi sol de muito pouca dura. José Manuel Fernandes Curiosamente, José Manuel Fernandes esqueceu-se de referir o caso do homem da espanhola Iberdrola em Portugal... Quem faz "perceptions management" sabe que os eleitores não são carneiros... para quem faz "propaganda" são-no! Por isso, a "propaganda" perde sempre contra o "perceptions management". Por isso também a turma de comunicação de John Kerry perdeu contra o senhor Karl Rove!
Fomos espreitar "tempoquepassa" e não resistimos a citar as suas citações ( o "citar"/"citações" é mesmo de propósito...). Mas o melhor é ler:
António Barreto: Esta semana, o Parlamento foi nomeado. Três cavalheiros, Santana, Sócrates e Portas, nomearam pessoalmente cerca de 80 deputados. Visto de outro modo, mais ou menos 5.000 pessoas dos cinco partidos, reunidas em comissões locais ou nacionais, nomearam 190 deputados, ou seja, a quase totalidade do Parlamento que entra em funções dentro de seis semanas. Falta agora os restantes oito milhões de eleitores designarem os quarenta deputados que ainda se não conhecem.
Vasco Pulido Valente: Claro que a comédia das listas, principalmente agora e principalmente no PSD (e também um pouco no PS) tem alguma graça. A atracção fatal de Santana por personalidades do submundo dos "famosos" revela bem a essência do homem. E os mesquinhos cálculos de Sócrates dão uma ideia muito exacta da mercearia (e da vingança) "socialista". Mas sobretudo o exercício demonstra exuberantemente a artificialidade do sistema político português. No PSD, o chefe atafulha à vontade as "listas" com a sua seita. No PS, é atribuída ao chefe uma quota privada de 30 por cento. E no CDS, o chefe escolhe o pequeno número de "elegíveis". De facto, em conjunto, os chefes pessoalmente nomeiam de metade da Assembleia da República, que, por inadvertência, a Constituição descreve ainda como órgão de soberania. A isto se chama, em Portugal, um Estado democrático.
Miguel Cadilhe: Como o exemplo deve vir de cima, começar-se-ia por reduzir drasticamente a composição do novo Governo, em número de ministros e secretários de Estado, e correlativos gabinetes. Há aí, desde há anos, uma abundância perdulária de recursos e de eficiência que salta aos olhos e se contagia em cadeia. E propor-se-ia ao Parlamento uma draconiana auto-reforma, porque, parafraseando a sabedoria de um velho de outras paragens, não é o Parlamento que é grande, o país é que é pequeno.
VASCO PULIDO VALENTE... E BEM INTELIGENTE! 
No "Público" de hoje, Vasco Pulido Valente faz prova, mais uma vez, da sua inteligência analítica ímpar ao comentar as recentes declarações do Presidente da República sobre o triste estado do sistema político e as reformas a dar-lhe. Depois de escalpelizar, com o mais fino e implacável bisturi, as bem intencionadas e um pouco românticas (para não usar outro adjectivo...) do Sr. Presidente, Vasco conclui: "Não ocorre a ninguém que o PS e PSD e o parlamentarismo bastardo e corrompido que os permite, engorda e faz florescer são o problema: a médio, curto e longo prazo. Como não ocorre a ninguém que o interesse vital do PS e do PSD é não se "reformar" e não deixar que o regime se reforme. Vivem os dois perfeitamente assim; e resistirão a que se toque na sua influência, nos seus privilégios, nas suas clientelas, nos seus negócios, no seu dinheiro. As panaceias que por aí se oferecem e que não partem deste facto básico não levam a nada. Quanto muito, entretêm teóricos de domingo e políticos desempregados, que se gostam de ouvir e se despediram definitivamente da realidade." Fica assim bem identificado o grave bloqueio em que se constituiu a instância política. A Vasco Pulido Valente falta agora analisar e escrever sobre o outro bloqueio (que alimenta e engorda o "político"...) que se constituiu na instância económica - o dos interesses de uma economia privada que não de mercado e é contra o mercado, que contraria o mercado, com o objectivo de fazer dinheiro para os seus bolsos, através de decisões políticas tomadas por políticos "por conta" e que usa o dinheiro público para os seus negócios privados. Ou de como neste Estado salazarento a economia privada não é de mercado e é muito corporativa... Vasco não pode deixar de analisar o "bloqueio económico" porque, como diria o outro "isto anda tudo ligado", e é este que financia, de um ou outro modo, o "bloqueio político" que Vasco tão bem escalpeliza...
SERÁ SÓCRATES A CORTAR O NÓ GÓRDIO DESTA CRISE...? 
"A economia portuguesa deverá crescer 2 por cento este ano, abaixo da previsão do Governo, de acordo com um painel de associações, sindicatos e bancos contactados pela agência Lusa". Mas "estas previsões ou cenários bases das várias instituições recolhidas pela Lusa foram feitas antes da revisão em baixa do Banco de Portugal e algumas delas não são previsões próprias, mas antes médias de cenários de instituições como o Banco de Portugal, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)". Pois é... portanto, toda a gente parece ter descoberto, finalmente, que estamos mesmo em crise e que a economia vai crescer menos do que o orçamento supõe, tornando-se assim o próprio orçamento um factor de agudização da crise. Pois é... também será recordar que o senhor primeiro-ministro que Sampaio nos deu tinha há dois meses declarado o fim da crise... A economia, pelo menos aparentemente, esqueceu-se de lhe obedecer! A mudança de pessoal político, por si só, também não resolverá nada. Para alcançar algum resultado real, é preciso que os próximos entendam o que estes não entenderam. É preciso ter presente que o ultrapassar desta crise (e a crise portuguesa é estrutural e não um qualquer ajustamento de conjuntura...) implica substituir o actual "modelo" de crescimento baseado nas funções e produtos não-transacionáveis - da Função Pública à construção civil, passando por muitas e desvairadas corporações - e que só desse modo se poderá exportar mais, resolver os problemas de falta de competitividade e arranjar receitas para a consolidação orçamental. (Sobre a consolidação orçamental vale a pena anotar o paradoxo de que só depois de ter cortado a sério nas despezas é que se encontrarão condições para aumentar as receitas...). Esta passagem a um modelo mais sadio é a única via para sair do autêntico buraco provocado pela implosão das estruturas actuais. É uma via apertada mas possível. E única. Problema: contra isso está toda a "economia corporativa" que continua a fazer bons negócios privados com o dinheiro público e que só aceitará abrir mão deste jogo quando o Estado não tiver mais um cêntimo e entre em falência orçamental. O chamado "plano tecnológico" de Sócrates é o aspecto material necessário para "exportar mais"... Mas é só o aspecto material! Para que resulte realmente necessita de se libertar das amarras salazarentas da economia corporativa. Só assim será cortado este nó górdio que gera a asfixia da actual crise. Será Sócrates capaz de o cortar? Fiquemos atentos aos sinais...
JEAN-FRANÇOIS JONVELLETrês anos... três anos já que ele falta. Que o mestre se foi. O mestre do olhar tão atento, mas terno... O mestre cujo olhar soube ver a preto e branco a Mulher, como nunca antes e... nem depois! Três anos já que ele falta e que está o peso desta certeza de nunca mais podermos apreciar a surpresa de uma das suas campanhas. Três anos já que tudo se resume a recordar o mestre. Homenagem...
POIS É... Já aqui tinhamos dito, há quase dois meses, que este orçamento de Estado era uma coisa assente na areia... mas agora, dias depois de ter feito aprovar em S.Bento um orçamento construído na base de um crescimento de 2,4 % da Economia, informa a Lusa, o senhor Bagão Felix, "Ministro das Finanças admite que a economia cresça menos de 2,4% em 2005" 
"O ministro das Finanças admitiu hoje que a economia portuguesa poderá crescer este ano abaixo da previsão do governo de 2,4 por cento, depois de o Banco de Portugal ter revisto em baixa as suas estimativas para 2005. António Bagão Félix falava aos jornalistas após uma reunião com o primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, e o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. O Banco de Portugal reviu em baixa a previsão de crescimento do produto interno bruto (PIB) português este ano para 1,6 por cento e admite que o ritmo de crescimento possa mesmo ser inferior a este valor. No Boletim Económico de Dezembro, hoje divulgado, o banco central, que em Junho de 2004 esperava um crescimento de 1,75 por cento para 2005, reviu em baixa o ritmo de expansão para este ano e admite uma probabilidade de 60 por cento de o valor final ser inferior aos 1,6 por cento agora estimados." Face a isto, é claro, e ainda segundo a Lusa, Sócrates diz que menor crescimento põe em causa fundamentos da política do governo. Como é óbvio! Ou seja, só não viu que os fundamento deste orçamento estavam escritos na areia quem não quis ver ou é demasiado incompetente. Mas será que aquilo que já há várias semanas, desde o dia que Bagão deu a conhecer os head-lines do seu orçamento, era óbvio para um observador mais atento só agora se revelou a quem o devia saber antes de mais ninguém? Como ter confiança em governantes que, face a isto, ou são burros e alarvemente incompetentes ou andam conscientemente a aldrabar as contas e a aldrabar-nos? Como ter então confiança nesta gente?
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L’Emergence Pacifique
une nouvelle diplomatie pour la Chine ?
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L’« émergence pacifique » (he ping jue qi) de la Chine est un nouveau concept qui réapparaît régulièrement dans les discours des dirigeants chinois depuis janvier 2004. Inventé par Zhen Bijian, ancien Vice Principal de l’Ecole Centrale du PCC fin 2003 et présenté par Hu Jintao et Wen Jiabao comme le socle central d’une nouvelle diplomatie chinoise, elle proclame publiquement l’ambition de puissance de la Chine et se veut en même temps rassurante pour les pays voisins et pour ses alliés ou adversaires potentiels. Lire la suite |
PORTUGAL VISTO PELA
HERITAGE FOUNDATION
Sistematização de dados, análise e visão que vale a pena conhecer...
"EXPLOSÃO" NOS BLOGS !
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| A en croire le Pew Internet and American Life Project, les blogs, ou carnets de bord en ligne, « se sont établis comme un élément clé de la culture en ligne » outre-atlantique. Fin 2004, on comptait en effet pas moins de 32 millions d'américains lecteurs de blogs. Soit 27% des internautes d'après une étude réalisée en novembre, contre 17% en février. Autrement dit, un bond de 58% en moins d'un an. Entre ces deux dates, les élections présidentielles américaines ont été l'occasion d'apporter un surcroît de notoriété à ce nouveau moyen d'expression, qui a la particularité d'être utilisé aussi bien par le grand public que par des commentateurs professionnels. 9% des internautes ont ainsi fréquenté des blogs politiques au moment de la campagne électorale. A noter que des auteurs de blogs avaient reçu des accréditations officielles pour "couvrir" les conventions républicaines et démocrates, au même titre que des journalistes "classiques". |
FERRO IMPÔS PEDROSO
Ferro Rodrigues e Vieira da Silva ganharam um braço de "ferro" e impuseram a entrada na lista de Setúbal de Paulo Pedroso que não queria ser afastado. Fontes muito bem informadas garantem que Ferro e Vieira equacionaram a hipótese de se retirarem das listas caso Pedroso não fosse incluído... E Sócrates cedeu e impôs Pedroso à Federação de Setúbal!
MARIA DE BELÉM AFASTADA E
CORREIA DE CAMPOS MINISTRO
Correia de Campos está a coordenar o programa do governo de Sócrates para a Saúde e vai ser o próximo ministro da Saúde, se o PS formar governo. Maria de Belém está "out" e bastante zangada por nem sequer ter sido contactada para se pronunciar sobre este programa para uma área em que já foi ministra... Fontes da administração hospitalar ficaram "de cabelos em pé" ao descobrir que o "programa" na sua versão mais longa (e não na versão curta que será divulgada...) prevê a transformação de todos os hospitais em SA's....
DO ÚLTIMO FILME DE CLINT EASTWWOD...UMA HISTÓRIA QUE NÃO É REALMENTE SOBRE BOXE!
"O teorema Pedroso"
Uma análise lúcida, fria e desapaixonada, neste país de retórica ignorante e salazarenta - onde a cultura é dizer asneiras com distinção e a distinção é um maneirismo que se ignora e toma a sério - é sempre uma pérola rara. Por isso, não me é possível passar em branco a análise de Miguel Reis, um notável advogado possuidor de rara formação política e muito bem informado, sobre o ressuscitado caso Paulo Pedroso... Leia-se, pois, Miguel Reis em "O teorema Pedroso"
LEITURA RECOMENDADA... MUITO INTERESSANTE!

AMERICA'S SECRET WAR
In the book, George Friedman identifies the United States' most dangerous enemies, delves into presidential strategies of the last quarter century, and reveals the real reasons behind the attack of 9/11-and the Bush administration's motivation for the war in Iraq. It describes in eye-opening detail America's covert and overt efforts in the global war against terrorism: Not only are U.S. armies in combat on every continent, but since 9/11 the intelligence services of dozens of nations have been operating in close partnership with the CIA. - Read more about America's Secret War
Dr. George Friedman's firm Stratfor has been dubbed by Barron's as “The Shadow CIA.” It has provided analysis to Fortune 500 companies, news outlets, and even the U.S. government. Stratfor, one of the world's most respected private global intelligence firms, has an unmatched ability to provide clear perspective on the current geopolitical map. - Read more about American war in Iraq, Afghanistan and the global war on terror.
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Les principes de la guerre de l’information par François-Bernard Huyghe
Extrait : Principe numéro 3 :
Toute guerre est de l’information, toute guerre de l’information n’est pas militaire.
novas fronteiras
Manuel Pinho - O 'spin doctor' da Economia de Sócrates
50 anos, casado.Licenciado em Economia pelo ISEG e doutorado pela Universidade de Paris-X .Actualmente Visiting scholar na Stern School da NYU. Administrador do BancoEspírito Santo, Vice Presidente do Bes-Investimento e Presidente do Espirito Santo Research, membro do Conselho Económico e Social Anteriormente, foi Director Geral do Tesouro e Presidente da Junta do Crédito (1990-93), Vice President do Banco Manufacturers Hanover, Portugal (1989-90), economista do Fundo Monetário Internacional, em Washington, D.C, (1986-89) e Professor na Universidade Católica e no ISEG (1983-86)
COMENTÁRIOS... PARA QUÊ ?
Pôncio Monteiro sai da lista e acusa Santana de "facada nas costas"
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Porto, 04 Jan (Lusa) - O PSD retirou hoje Pôncio Monteiro da lista de candidatos a deputados pelo Porto, após um prolongado episódio que levou aquele economista a considerar que "Santana Lopes nunca mais terá possibilidade de liderar o partido ou um governo".
"Santana Lopes ligou-me cinco vezes num dia a convidar-me para integrar a lista e nem um telefonema me fez para me informar que eu saía, depois de ter sido pressionado por Rui Rio", disse hoje à noite Pôncio Monteiro, que ocupava o segundo lugar na lista de candidatos a deputados pelo Porto.
Para o economista, "quem não tem força para dominar o partido, também não tem capacidade para liderar o governo", e "se calhar é por isso mesmo que Santana Lopes está na posição em que está".
"[Santana Lopes] diz que tem as costas cheias de cicatrizes de facadas mas não se coibiu me dar a mim uma facada nas costas", acusou ainda Pôncio Monteiro.
O economista e comentador desportivo já fez parte da Direcção do FC Porto, é próximo do presidente do clube, Pinto da Costa, e é actualmente membro do Conselho Geral do clube.
MSP/PF.
Lusa/fim

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PACTOS E PATOS DO REGIME
O senhor presidente da República, no registo e no tom que lhe são habituais, apelou aos partidos de vocação governamental - PS e PSD, o resto é jogo de II divisão distrital - que estabeleçam um pacto de regime para que, finalmente, o País possa vencer os desafios da competitividade e da consolidação orçamental.
Medina Carreira, com a sua lucidez cortante, comentou em síntese, só aparentemente chocante, "conversa fiada e perda de tempo"! Ou seja, nem os partidos se entendem e nem sequer essa é a questão para a solução do que está em causa.
De resto, o que está em causa é algo muito simples. É apenas um jogo de interesses. Não há competitividade e nem consolidação orçamental porque - e apenas por isso - não convém que haja.
Mas não convém a todos? E o País aguenta? Isso são já outras questões... Se Portugal ou o Zé Povinho aguenta esta albarda e por quanto tempo é uma questão menor, pois enquanto der... dá!
Se isto convém a todos é questão de resposta, obviamente, negativa! Mas então convém a quem e a quem é que não convém? Convém à salazarenta economia corporativa (economia do negócio privado com o dinheiro público) e não convém mesmo nada à economia de mercado. Convém aos sectores abrigados da concorrência (sobretudo a exterior) e é a desgraça dos sectores não-abrigados da concorrência (como tudo o que está exposto à concorrência e trabalha com brens e serviços transacionáveis...
Ou seja, neste regime que temos, poderá ou não haver pactos... mas patos há de certeza! E o grande choque é o que opõe a salazarenta economia corporativa, que vive do orçamento, à incipiente economia de mercado, que paga o orçamento! Jorge Sampaio, que deve ter umas luzes de economia e pode pedir a Victor Constâncio uns números do Banco de Portugal, já "traduzidos", para a próxima deve fazer os trabalhos de casa que lhe evitariam um discurso tipo "miss Portugal"! E que não nos dê mais conversa fiada, nem nos faça perder mais tempo!
O PS QUER GANHAR ESTAS ELEIÇÕES...?
Grande mistério...! É que não se alcança como quem quer ganhar faz e diz o que resulta no eleitorado como uma percepção de que não se quer realmente ganhar... Este é actualmente o grande mistério português na área do "perceptions management".
CITANDO O "tempoquepassa"... E COM MUITO GOSTO!

Muito glocalmente, eis que também vêm novas do País Basco, com Juan José Ibarretxe a obter, ontem, o apoio da maioria do Parlamento basco - com a ajuda do partido Socialista Abertzaleak (ex-Batasuna, considerado o ramo político da ETA), para convocar um referendo do seu plano classificado por Madrid como sendo independentista. O líder do Partido Nacionalista Basco no poder declarou: Não estamos a propor um projecto de ruptura com Espanha... queremos uma situação de convivência amável com Espanha, de modo que Euskadi não seja parte subordinada do Estado espanhol. Esta proposta não oferece o punho, oferece a mão. Os catelhanistas do PP já consideraram estes direitistas nacionalistas como aliados da ETA, continuando assim uma demagógica campanha de terrorismo mental contra o terrorismo das bombas. Como independentista português, apoio naturalmente o PNB. Apoio especialmente a luta pela independência política nos quadros do pluralismo democrático, nas vias do Estado de Direito e no grande enquadramento europeísta. Quando é que se cria o necessário Movimento de Libertação de Castela, para prosseguirmos, de forma iberista, a portugalização das Espanhas?
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Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…
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