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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Tuesday, 30 November 2004

BELA NOTÍCIA PARA TODOS

OS AMIGOS DA LIBERDADE

 

CUBA
Libertado poeta e dissidente Raul Rivero

As autoridades cubanas libertaram, esta terça-feira, o poeta e dissidente Raul Rivero, um dos 75 opositores e activistas dos direitos humanos condenados em Abril de 2003 a pesadas penas de prisão.

No seu caso, o poeta tinha sido condenado a 20 anos. Na véspera, Havana ordenara a saída da prisão de seis outros reclusos, condenados no mesmo processo.

Rivero, 59 anos, foi libertado com uma «licença extra-penal» por motivos de saúde. Em declarações à TSF, o poeta afirmou que tenciona continuar a viver em Cuba.

Raul Rivero acrescentou que está «bem de saúde» e atribuiu a sua libertação às pressões internacionais, em especial, à acção desenvolvida pelo governo espanhol.

 






José Mateus Cavaco Silva at November 30, 2004 17:56 | link | comments
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Comissária Wallström admite Défice

de Comunicação na União Europeia...

Wallström s'engage à réduire le "déficit de communication" de l'UE.

« Si l'UE veut toucher davantage de citoyens, sa stratégie de communication doit changer de style et d'échelle ».

Telle est en tout cas la conviction exprimée par la Commissaire désignée Margot Wallström, lors de son audition au Parlement.

Pois, não seria muito pior… !

José Mateus Cavaco Silva at November 30, 2004 17:06 | link | comments
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JUST IN TIME... José Adelino Maltez 

"São cinco minutos para as cinco da tarde, Santana Lopes ainda não chegou a Belém com a inevitável solução credível, encontrada ontem, ao fim do dia, antes do programa televisivo sobre futebol. Há-de chegar o passe de mágica, a crise será vencida, haverá regular funcionamento das instituições, governo santanal durante meses e isso da declaração de guerra de Cavaco é delírio de Nicolau Santos e aliciante sobremesa para o jantar de aniversário de Mário Soares. Aliás, segundo consta, o núcleo duro de S. Bento consultou os resultados...."

José Mateus Cavaco Silva at November 30, 2004 16:39 | link | comments
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A MAIOR ZONA DE

COMÉRCIO LIVRE

A China e a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) assinaram ontem um acordo que cria a maior zona mundial de comércio livre. 

O primeiro ministro chinês Wen Jiabao e os seus homólogos da ASEAN assinaram no  dia 29 de Novembro o texto que vai permitir o nascimento da maior zona de comércio livre do mundo. O texto compreende um acordo de liberalização das barreiras alfandegárias e não-alfandegárias, para bens e produtos, bem como a criação de um mecanismo de regulação de disputas comerciais. As trocas bilaterais entre a China e a ASEAN deverão crescer cerca de 30 por cento e atingir os 100 biliões de dólares já em 2004, contra 78 biliões em 2003. 

 Macau, agora integrado na China, embora com estatuto especial, ficará assim na maior zona mundial de comércio livre... com dimensões e taxas de crescimento dificilmente imagináveis por cabeças portuguesas! Mas que será bom ir pensando no assunto, sem deixar que Macau oculte a China, não deve haver dúvidas... Tal como não deve haver dúvidas que há tudo a ganhar no ultrapassar da imagem de "empatas" e "indecisos" que temos construído junto dos chineses!

José Mateus Cavaco Silva at November 30, 2004 13:26 | link | comments
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José Mateus Cavaco Silva at November 30, 2004 04:47 | link | comments
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LIBERTAÇÕES EM CUBA : FIDEL CEDE

Três dos 75 dissidentes presos em 2003, em Cuba, foram libertados, hoje. É uma pequeníssima vitória da Liberdade mas uma esperança na vida destes homens e de todos os seus amigos e dos amigos da Liberdade... Dos 75 ainda restam 72 a libertar e restam os milhares que foi possível a Fidel prender sem dar nas vistas e que não têm o nome conhecido! A notícia foi comunicada à agência AFP por um dirigente dissidente Elizardo Sanchez Santa Cruz.

Segundo a AFP, "ces libérations interviennent au moment où le régime cubain semble avoir accepté un début de normalisation avec l'Espagne qui, au sein de l'Union européenne (UE), demande un assouplissement des sanctions contre La Havane en échange de "gestes" du régime castriste.

Le plus connu parmi les trois dissidents libérés est l'économiste Oscar Espinosa Chepe, 64 ans, condamné l'an dernier à 20 ans de prison, qui a annoncé lui-même au téléphone à l'AFP sa libération.

Les deux autres dissidents sont Margarito Broche, condamné à 25 ans de prison, membre de l'Association nationale des Balseros, Paix, Démocratie et Liberté, et Marcelo Lopez, membre de la Commission cubaine pour les droits de l'homme et la réconciliation nationale (CCDHRN, illégale) condamné à 15 ans de prison.

L'incertitude demeurait lundi sur le sort de trois autres dissidents dont la libération avait été annoncée en même temps par le président de la CCDHRN, Elizardo Sanchez Santa Cruz.

Ils ont été vus quittant la prison du Combinado del Este de La Havane à bord d'un minibus pour la province, faisant croire à leur libération.

Mais la CCDHRN a appris dans l'après-midi que les trois opposants ont été incarcérés à la mi-journée dans la prison de Ciego de Avila, à environ 400 kms à l'est de La Havane, sans que l'on sache encore s'il s'agissait d'une procédure avant leur libération ou d'une réincarcération."













José Mateus Cavaco Silva at November 30, 2004 04:06 | link | comments
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Monday, 29 November 2004

IMPRESSIONANTE

- O acerto do timing político de Cavaco (o homem aprendeu imenso nestes anos de descanso da política activa... e agora surge do nevoeiro e de um só golpe empalma todos os adversários e rivais, afirma a sua condição de líder singular e consegue pôr Soares a elogiá-lo. Brilhante!)

- O desacerto de timing e de posições de Santana (o homem semeia minas, não guarda os mapas e, depois, perde-se e pisa-as... a chatice é que os estilhaços sobram para todos nós!)

- A forma como o Largo do Rato deixou de ser o lugar único para onde se viravam os olhos da esperança...

José Mateus Cavaco Silva at November 29, 2004 18:50 | link | comments
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Este é um ESTADO-CENÁRIO, uma coisa em papel pintado, atrás da qual não há nada... Nada!

Quem não o tivesse ainda entendido, deixou de ter desculpas para a distração ou falta de inteligência, depois das explicitas justificações do sr. Chaves para a sua demissão, ao terceiro dia depois de ter sido empossado... Mas se ainda conseguir cultivar alguma dúvida(ou esperança de que o Estado não seja um mero Cenário) então faça o favor de verificar as correspondências entre as decisões anunciadas, para qualquer área e qualquer matéria, e a sua realidade... E não será uma simples mudança de Governo que alterará aqui, positivamente, alguma coisa!

José Mateus Cavaco Silva at November 29, 2004 18:24 | link | comments
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GAME OVER

Com uma vénia aos mestres da Grande Loja do Queijo Limiano...

José Mateus Cavaco Silva at November 29, 2004 17:55 | link | comments
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NÃO HÁ PACHORRA !

José Mateus Cavaco Silva at November 29, 2004 17:53 | link | comments
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Friday, 26 November 2004

ATENÇÃO À CHINA

NO MERCADO GLOBAL

É só ainda o começo mas convém estar atento. Um país como Portugal, que tem no sector têxtil uma das suas componentes maiores de emprego e de exportação, tem mesmo de estar muito atento aos efeitos da entrada da China no mercado global. A Confederação Internacional dos Sindicatos Livres, que tem mais informação e mais inteligência que todo o Estado português (que não tem nem uma coisa nem outra...), acaba de tornar público que as Filipinas já indicaram que a lei do salário mínimo vai deixar de se aplicar no sector têxtil. A partir de Janeiro de 2005, daqui a meia-dúzia de semanas, a desregulamentação do sector têxtil vai obrigar os outros países a alinharem as suas condições de trabalho pelas da China ou a eliminar nos seus países milhões de postos de trabalho! O Banco Munidal calcula que em 2010 a China controlará 50% das exportações do têxtil... Custo social desta hegemonia chinesa? A nivelação por baixo e a deterioração das condições de trabalho e de salário. E quem não puder aguentar... mude de actividade! No Vale do Ave e outros locais que tais, já alguém sabe ou pensou nisto?

José Mateus Cavaco Silva at November 26, 2004 19:43 | link | comments
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CONSTITUIÇÃO EUROPEIA:

CHIRAC MUITO PESSIMISTA

Segundo a newsletter "euractiv", o presidente francês mostrou-se bastante pessimista em relação aos resultados do referendo sobre a chamada constituição europeia. Este pessimismo torna ainda mais importante o referendo interno organizado pelo PS francês, onde a corrente do "sim" é encabeçada pelo actual secretário-geral, François Hollande, e a corrente do "não" é liderada pelo ex-primeiro-ministro de Miterrand e candidato a presidente da república, Laurent Fabius. "A French referendum on the proposed EU Constitution would likely be lost if it was being held today, Jacques Chirac warned Tony Blair during his visit to Britain last week. "If the vote was held today, we would lose it," he reportedly said. The outcome of an internal vote by the Socialist Party on 1 December about whether they want to support the Constitution will go a long way to determining the result of the French referendum, which could take place as early as May 2005 (see EurActiv).

Mas esta não foi, todavia, a única descoberta de Chirac, na semana passada em Londres. Pela primeira vez, um presidente francês teve que formular uma evidência: "Não faz qualquer sentido procurar fazer a Europa contra os Estados Unidos..."! Ficamos sempre mais tranquilos quando alguém reconhece as evidências, ficamos mais tranquilos sobre o seu estado de lucidez e sobre a sua capacidade de análise da realidade e, portanto, da elaboração de propostas políticas. Aparentemente, toda a gente sabia que a Europa sempre se fez com os Estados Unidos, frequentemente com o seu apoio político, económico e militar, que todas as leviandades anti-americanas sempre tiveram como única consequência prejudicar a Europa, mas nunca um presidente de França tinha sido explicito a reconhece-lo... Chirac, talvez porque viveu nos EUA quando jovem, fala inglês e precisa de se fazer perdoar as diatribes anti-americanas do ano passado, fê-lo agora. Parabéns sr. Chirac!

José Mateus Cavaco Silva at November 26, 2004 19:28 | link | comments
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MISTÉRIO DE QUALIDADE

Já há várias semanas que aqui referimos a história do Instituto público que organizava eventos oficiais com entradas pagas, cujas receitas iam parar a sacos privados (eram mesmo sacos...). E desafiávamos os leitores a descobrirem que Instituto era... Ainda não chegou, porém, nenhuma resposta ! É assim tão difícil...? Está visto que este é um mistério com muita Qualidade, dir-se-ia mesmo é um mistério certificado. Assim, repete-se o desafio e o post...

MISTÉRIO JÁ COM ANOS

Qual é o Instituto público em que, depois da realização de eventos com entradas pagas - e que nem eram poucas - o dinheiro das entradas andava dentro de um saco - não sabemos se azul, preto, amarelo ou talvez vermelho - e em certas mãos? Digamos apenas que, quando descobriu a bronca, o presidente, acabadinho de tomar posse, começou a magicar na forma de pedir à tutela o afastamento do director financeiro, lá encontrou uma fórmula e apresentou o pedido à tutela... Até hoje! O senhor director financeiro continua lá, bem como todos os seus amigos... O melhor que o dito presidente conseguiu foi instalar um modo de controlo das entradas em dinheiro e descobrir o caminho para rapidamente fugir dali para fora, que o homem até não é funcionário público, nem boy e tem modo de vida! Ora assim se faz uma administração pública com muita qualidade!

José Mateus Cavaco Silva at November 26, 2004 12:24 | link | comments
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Thursday, 25 November 2004

TECNOLOGIA NA GUERRA

CONTRA O TERRORISMO

A edição de hoje da newsletter "18H.Com" dá conta de um avanço notável na utilização das novas TIC na luta contra o terrorismo.


"La CIA envisage de lancer un programme de surveillance des chat-rooms à partir de janvier 2005. Il devrait automatiquement contrôler et établir le profil des utilisateurs de ces lieux de discussions sur Internet. Ce logiciel est le fruit d’un travail commun entre la CIA et la Fondation nationale de la science, débuté en avril 2003. Selon les services secrets américains, le but de ces recherches est « de combattre le terrorisme grâce à une technologie avancée ». Le programme permettrait, toujours selon la CIA, de découvrir, sans intervention humaine, des « communautés cachées » qui utilisent les chat-rooms pour leurs communications."




José Mateus Cavaco Silva at November 25, 2004 18:48 | link | comments
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CITAÇÃO

A pretexto dessa coisa sem texto que foi a “remodelação”, não resisto a citar o José Adelino Maltez, que parece estar em ano sabático mas não deu férias à lucidez nem à inteligência e que, mesmo não estando de acordo com ele (e desta vez nem é o caso...), é sempre um prazer ler.

“Quem ganha e manda não é o Pedro nem o Paulo, mas seres dos esgotos, esses vermes do oportunismo que sabem manobrar pela intriga naqueles meandros salazarentos que ainda constituem a nossa infra-estrutura social e política, apesar do verniz democrático e da verborreia pluralista e representativa que tentam caiar de modernação esses sepulcros decadentistas.

“Aqui e agora, as conspirações são brutalmente feitas de anti-conspiração. Isto é, os fios da necessidade têm sido ocupados por uma sucessão de acasos. Com efeito, não considero que haja centros ocultos de poder, sejam centrais congreganistas, comités esotéricos, manipulações da cripto, ou jogadas de espiões. O que efectivamente transparece é uma real ditabranda da incompetência, provocada, não pelos ditos que são ministros, capitalistas ou partidocratas, mas por uma maioria de cobardes calculistas que continuam a lavar as mãos como Pilatos. A culpa desta "servitude volontaire" está nos formais cidadãos que não assumem a cidadania, nos voluntários escravos que não desencadeiam a urgente revolta dos escravos.

“Para alguns fundamentalistas que se pensam católicos, tudo acontece por manobras maçónicas, com ocultas pranchas emitidas pelo Bairro Alto. Para fervorosos laicos, tudo são jogadas do Opus Dei. Para justicialistas vermelhos, há os interesses do capital e dos grandes grupos económicos, embriagados pelo neo-corporativismo. Para radicais nacionalistas, nota-se a reconstrução do aparelho do KGB. Para eméritos neo-marxistas, apontam-se os passos da CIA. Para mim, talvez tudo seja mais simples: um imenso vazio de poder, o desaparecimento da autenticidade e a ocupção da política pelas intrigas do doméstico.

“Cá por mim, recuso-me a elevar Gomes da Silva à categoria de bode expiatório. Começo a olhar com pena para Santana Lopes. E não me esfriam os suores do remorso com Paulo Portas. Eles nem sequer atingem a categoria de causas. São meras consequências de um paralelograma de forças que os ultrapassam. São, sobretudo, sintomas de uma doença colectiva, de muitos tumores que nem Mário Soares pode lancetar.

“A remodelação-recomposição com aquilo que muitos chamam a prata da casa, é mais um episódio daquelas sucessões de vitórias que aproximam a inevitável derrota final. Nem o tempo mudou, nem o disco virou, continua a tocar o mesmo. Como é diferente o poder em Portugal! Pedro fala em ajuste, não de contas, onde não parece ser especialista, mas de funções, dado que o órgão se mantém em música celestial, face à multidimensionalidade das pessoas e das estruturas, porque Rui precisa de ser resguardado, neste tempo de cerejos amargos.”

Et voilà… what you see, is what you get…?

José Mateus Cavaco Silva at November 25, 2004 14:14 | link | comments
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Wednesday, 24 November 2004

REMODELAÇÃO

Sobre esta matéria já não vale a pena dizer nada... O cartoon da Grande Loja do Queijo Limiano já disse tudo. Obrigado a estes colegas da blogosfera... que valem sempre a visita!

José Mateus Cavaco Silva at November 24, 2004 20:01 | link | comments
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Tuesday, 23 November 2004

Putine ganhou em toda a linha e...

começou a festa da Ioukos !

É já no próximo dia 19 de Dezembro que é posta à venda a principal filial do grupo Ioukos. Acossado pelo fisco e com o patrão há meses na prisão, o grupo não resistiu e põe em praça o seu principal activo por 8,65 biliões de dólares... Uma parte muito pequena dos 24 biliões que o fisco de Putine lhe reclama! Putine esmagou o oligarca que se propôs conquistar todas as Rússias e... os biliões vão começar a correr! A festa começou...

José Mateus Cavaco Silva at November 23, 2004 18:08 | link | comments
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IRONIA DA HISTÓRIA

Dizem que há portugueses, que por conta de organismos sediados em Madrid, preparam o "assaltar" de instituições como a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e outros "instrumentos" semelhantes...

Já lá dizia o grande Luís, "traidores também houve algumas vezes"...

José Mateus Cavaco Silva at November 23, 2004 17:12 | link | comments
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CANCRO POLÍTICO

A descoberta de que a economia corporativa (negócios privados com dinheiros públicos e uma relação em que o político decide do económico e três ou quatro agentes do económico põem e dispõem do político...)  está a cancerizar (ou já cancerizou...) o "bloco central" e mesmo as várias adjacências será a descoberta mais traumatizante que Portugal alguma vez fez!

A afirmação surgiu hoje durante uma conversa com um dos mais atentos e mais bem informados observadores "deste País" (sociedade e Estado)... Que a proferiu com um ar triste e algo resignado. Volta a tristeza ao fado...

José Mateus Cavaco Silva at November 23, 2004 17:08 | link | comments
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PRECÁRIO.... E PREÇÁRIO!

É cada vez mais claro que entrámos num tempo que só por milagre obedecerá ao calendário. A agenda política, com os seus timings e a sua sucessão ordenada de eleições, perde racionalidade, senão mesmo realidade. Como cantava a velha "Banda do Casaco" (e não do Cavaco...), "hoje há conquilhas, amanhã não sabemos..."! Os Santana (que não são Vascos...) e outros Portas (que não são do Paraíso...) vão viver duma ementa do dia-a-dia, sem saber o que o amanhã lhes reserva... a eles e a todos nós que ainda cá estamos!

Sem calendário, este tempo é dominado pelo precário. Pela fragilidade, em todas as suas situações. Um precário que rima com breve, incerto e mutante. Um tempo propício a aventuras, loucuras e golpes baixos. Palacianos ou, aparentemente, nem tanto... Soares (o Mário...), com o seu apuradissimo faro (aquele nariz deve ser como o vinho do Porto...), quando há dias falou em "golpes de Estado" não estava a falar dos históricos golpes militares que ele sabe impossíveis... mas de outras golpadas possíveis e, nestes tempos de precaridade e fragilidade, mesmo prováveis. Ele já pressentiu que a caixa de Pândora se pode abrir de um momento para o outro e sem aviso prévio... Do tempo precário passaremos ao reino do precário!

O pior, para os que ainda cá estiverem, será o... preçário! E o seu incontrolável cortejo de desastres e outros acidentes e incidentes...

José Mateus Cavaco Silva at November 23, 2004 02:56 | link | comments
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Monday, 22 November 2004

Europa, "oui, par le non"


Numa conferência organizada pela ATTAC sobre o tema "O que fazer com a Europa? Constituição, Democracia e Modelo Europeu", o professor universitário José Adelino Maltez, assumindo-se como um homem de «direita», não deixou de lançar algumas farpas não só à pergunta como ao caminho trilhado pela União Europeia.

«Nem eu entendo aquela pergunta do referendo... e sou professor de projecto europeu», disse Adelino Maltez, sustentando que mais valia «não fazerem o referendo». Seguindo essa linha de pensamento, o professor lançou mesmo uma «provocação» a Guilherme d'Oliveira Martins: «... ou então tenham a coragem de fazer como nas eleições de 1933, em que as abstenções contavam como votos favoráveis».

José Adelino Maltez disse «não confiar na certeza do caminho» seguido pela Europa, sustentando que a União Europeia «assenta num modelo social e económico hipócrita». E explicou porquê: «Criámos um modelo bom para dois terços dos europeus, que, como diz Santana Lopes, são os remediados, e um terço são os excluídos e pensamos que isto tem pernas para andar se os dois terços forem representados pelo bloco do centrão.» Ao que o professor universitário concluiu: «Não foi para isto que fizemos o sonho uropeu.»

"E não me venham com a demagógica afirmação que os do "não" seriam todos "eurocépticos" e "populistas", uns façanhudos extremistas que não estão com o bem, o progresso e a justiça, traidores à Europa e inimigos de Portugal. Até porque começa a desenhar-se uma frente ampla que vai de Jorge Miranda a Eduardo Lourenço, passando por António Barreto e José Pacheco Pereira."

 

"Uma Europa que se construa a partir de um modelo feito de conformismo, marcado pelo "do mal, o menos", tem pouco a ver com o sonho dos pais-fundadores, até porque, infelizmente, continua a praticar as regras maquiavélicas daquilo que se designou como o "federalismo sem dor" e da "política furtiva", coisa que pode ter sido útil na Guerra Fria, mas que nada tem a ver com a necessidade do século XXI e com as regras da cidadania de uma Europa, que deve ser politicamente entendida como uma "democracia de muitas democracias" e não como a retomada do "despotismo iluminado".

"Dizer não é sobretudo assumir a política como um campo de forças simbólicas e rejeitar a paternidade constituinte de quem não é o "nós, os povos e nações da Europa". Eles, que se dizem federalistas, apenas são os confederacionistas das potências, dessa nova Santa Aliança que nos quer armar uma cilada, para citar o insuspeito Proudhon."

Ou seja, o referendo e a falta de jeito já evidenciada por políticos, que não perceberam ainda (e talvez nunca percebam...) a dimensão
política do problema, prometem...

 

É verdade, já alguém reparou que os mais destacados dirigentes do PS francês, com Laurent Fabius, Manuel Valls e A. Montebourg à cabeça, fazem campanha pelo "Não"...? Curioso, como a coisa aqui neste burgo periférico não tem sido notada...!












José Mateus Cavaco Silva at November 22, 2004 21:18 | link | comments
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Saturday, 20 November 2004

"LE POINT"DE NOVO NA CASA PIA

Depois de ter levado a história da "Catherine Deneuve" do Parque Eduardo VII para as grandes parangonas internacionais , o Le Point volta à Casa Pia para perguntar se estão a querer abafar o escândalo transformado agora no julgamento de 53... jornalistas, por violação do segredo de justiça! E não é meigo! E a imagem de Portugal sai muito tremida nesta fotografia! Com a globalização é assim... já não se pode lavar a roupa suja em "família" e em silêncio!

Portugal
Bouches cousues

Marie-Christine Morosi

Cherche-t-on à étouffer le scandale ? Enquêtes et révélations valent à cinquante-trois journalistes d'être mis en examen pour violation du secret de l'instruction dans l'affaire des réseaux pédophiles de la Casa Pia. Un scandale qui secoue depuis deux ans la classe politique, judiciaire et médiatique portugaise et dont le procès s'ouvrira à Lisbonne le 25 novembre. Sur le banc des accusés : sept pédophiles, dont un ex-ambasssadeur et un animateur vedette de télévision, inculpés d'abus sexuels sur une centaine de jeunes pensionnaires de la très respectable Casa Pia.

Cette oeuvre publique a été fondée en 1780 pour accueillir des orphelins et des enfants de familles défavorisées. Une institution jugée irréprochable au Portugal jusqu'à ce que, fin 2002, le journal Expresso, alerté par la mère d'une victime, ne révèle les abus commis sur des élèves et leurs plaintes restées lettres mortes. Le chauffeur de l'institution aurait livré pendant vingt ans des enfants à des personnalités. La justice a, en revanche, abandonné les poursuites contre un célèbre humoriste et le numéro deux du Parti socialiste

© le point 18/11/04 - N°1679 - Page 60 - 178 mots


José Mateus Cavaco Silva at November 20, 2004 13:26 | link | comments
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Estar à esquerda é estar perto do eleitorado

O PS DE ESQUERDA

A questão prioritária e incontornável é a de saber o que, neste início do século XXI em Portugal, significa ser de esquerda.

Certo, o PS tem de ser – porque o é, sempre o foi – de esquerda. Claramente. Sem medos e sem camuflagens. Assumidamente, de esquerda. Mas de que esquerda falamos e o que se quer dizer com isso? Obviamente, falamos da única esquerda possível, aqui e agora. A esquerda democrática, aquela esquerda , de origem ocidental, que não só sempre aceitou como se bateu valentemente pela democracia , pelo sufrágio universal e pela liberdade de expressão. Desde a Declaração Universal dos Direitos do Homem até ao português Verão de 75 - quando a velha maré leninista veio afogar-se na praia lusitana - e seu culminar a 25 de Novembro, passando pelo nunca suficientemente lembrado Cartismo inglês. Quando falamos de esquerda, é disto que falamos. Não falamos de outra coisa.

Não falamos, obviamente, de uma esquerda de origem oriental, gerada no seio do que Marx designava por «modo de produção asiático», que tem na sua marca genética a recusa absoluta da democracia, do sufrágio universal e da liberdade de expressão (vidé todos os escritos de Lénine sobre eleições, liberdade de imprensa e democracia...).

Essa esquerda leninista é estranha à genuína tradição desta Europa que não conheceu a «Segunda Servidão» (nem a terceira...), é também radicalmente totalitária e despreza e odeia tudo o que a esquerda democrática representa – a democracia e a liberdade.

Mesmo se hoje não se atreve já a assumi-lo, se praticou, no seu discurso, muitos liftings e é cada vez mais muito duplo jogo, muito dupla linguagem, mesmo se longe vão os tempos do orgulhosamente totalitária (vidé todos os escritos de Cunhal e seus acompanhantes, desde os anos trinta até ao fim dos anos setenta...), mesmo se a sua Roma vermelha implodiu, no maior fracasso político do século XX, a verdade é que não vimos até agora sinais de qualquer reconhecimento e muito menos de renúncia às práticas totalitárias e ao seu «socialismo real». Apenas se tem assistido a escaramuças sobre questões de ordem táctica, sobre quais as melhores tácticas a utilizar para a sobrevivência política ou mesmo e sobretudo apenas pessoal... Nada de novo, essa discussão é, de facto, tão velha quanto o próprio leninismo.

Por tudo isto, a questão prioritária e incontornável é a de saber o que, neste início do século XXI em Portugal, significa ser de esquerda.

Ser de esquerda será a banalidade ignara de qualquer "trotsquismo" fracturante, travestido e muito societal? Será uma aproximação ao "leninismo" residual, ahistórico e deslocado, ao que resta dos seus soldados derrotados e perdidos? Será uma cultura do "não", entendido como o valor estruturante da liberdade? Será, num exercício de simples aritmética (que não de álgebra...) eleitoral, procurar adoptar e adaptar posições que permitam somas eleitorais com os resíduos e as sobrevivências da esquerda totalitária, que sempre foi inimiga fatal da democracia e do socialismo democrático?

Penso que não. Penso que nada disto é ser a Esquerda de hoje. Penso que não é nada disto que os eleitores da esquerda democrática portuguesa de hoje querem e esperam.

O que os eleitores da esquerda democrática querem é que ela volte ao poder e governe. E governe para realizar os anseios de liberdade, segurança e bem-estar dos seus eleitores. Para isso, há que ganhar eleições... Em democracia, só se chega ao governo ganhando votos. Indo ao encontro do seu eleitorado e ganhando mesmo aquela parte do eleitorado do adversário que pode ser conquistada. Este é o único caminho que a Esquerda democrática conhece. A esquerda totalitária, pelo contrário, queima tempo em tácticas sempre à espera do momento, da falha, que lhe permita assaltar e capturar o poder.

Em Portugal, todo este quadro eleitoral está definido, é há anos conhecido e tem sido e pode ser objecto de estudo. Pode objectar-se que o sistema político-eleitoral dá sinais de esgotamento, que uma outra paisagem política seria desejável e é possível. Nada a opôr. Mas as próximas eleições vão disputar-se neste quadro político-eleitoral. E ou o PSD as perde e o PS as ganha ou as perde o PS e ganha-as o PSD... Para ganhar qualquer um dos dois partidos terá de consolidar o seu eleitorado e ganhar uma parte do eleitorado do outro. Este é – no horizonte previsível – o fado eleitoral da nossa democracia. Fora disto só variações de balalaica...

D. João II costumava dizer que, nos assuntos de Estado, há momentos de coruja e momentos de falcão... A esquerda democrática não atravessa, manifestamente, nenhum momento de falcão. Talvez seja, então, este o momento certo para um exercício de alguma humildade, como o de reconhecer certos erros e disparates.

Um grave disparate tem sido o de não estar à escuta do que pensa e diz o seu eleitorado (sobretudo quando esse eleitorado é complexo e diz várias coisas ao mesmo tempo...). Esta atitude tem levado a esquerda democrática a comportar-se por vezes como dona dos votos e sofrer, em seguida, os amargos de boca consequentes ao castigo (melhor seria dizer correctivo...) que o eleitorado lhe aplica. Como outra face desta moeda tem surgido o erro de fechar as discussões e os debates da política em quadros conceptuais redutores, ultrapassados e incapazes de integrar toda a riqueza dos actuais problemas da conjuntura político-estratégica.

É este autismo que confunde a política com as "banalidades de base" de qualquer catecismo e reduz o debate a uma espécie de saber inquisitorial normativo (e as normas são sempre de um passado frequentemente ultrapassado...), onde a discussão se resume a catalogar determinada medida ou posição como "social-democrata", "socialista democrática", "social-liberal" ou simplesmente "liberal"... E esconjurar, em seguida, ou aprovar e considerar politicamente correcto.

Entretanto, o eleitorado tem, é claro, outras prioridades e preocupações. E, acontece, procura outros boletins de voto. Nessas alturas, o não entendimento da mensagem do eleitorado manifesta-se na discussão de saber se foi por não se estar suficientemente à esquerda que se perdeu... E, paradoxalmente, foi!

Porque estar à esquerda é estar perto do eleitorado. Ouvir o que ele diz. Traduzir isso em propostas políticas e realizá-las quando o mesmo eleitorado der as condições necessárias e suficientes.

A esquerda democrática tem, hoje e em Portugal, de perceber os problemas que preocupam o seu eleitorado e encontrar resposta para eles. E fazer perceber que só ela, esquerda democrática, tem as respostas certas.

Assim com os problemas de segurança. Quer sejam os da segurança nas ruas, quer sejam os da segurança das condições de vida, de emprego ou de inserção social. Foi com a esquerda democrática que a maioria da população ganhou o direito à segurança, a qualquer segurança desde a pessoal à social. Esquece-lo será, pior que um crime, um erro que entregará eleitorado da esquerda democrática nos braços de uma qualquer demagogia securitária mas impotente.

Assim com os problemas de bem-estar. Quer sejam os do bem-estar físico ou material. Foi com a esquerda democrática que a maioria da população ganhou o acesso à educação, ao desporto e à saúde.

Foi com a esquerda democrática que a maioria da população passou de simples factor de produção a agente da economia, quer como produtor quer como consumidor. Hoje, ainda mais do que antes, só a esquerda democrática pode garantir ao seu vasto eleitorado e ao País as condições sociais necessárias para o normal funcionamento da economia, garantindo pela solidariedade social a ausência de rupturas do tecido social e a estabilidade política.

E não se trata aqui de opor o Estado social à Economia de mercado. Trata-se, sim, de garantir que a economia que existe funciona e que a função social do Estado evita as rupturas do tecido social. Sem atentados à liberdade dos cidadãos.

Ou seja, definidos o ser e as funções da esquerda democrática, ela ganhará se estiver perto do seu eleitorado, se souber ouvi-lo e se traduzir o que ouve em acção política. Perderá se optar por se juntar aos resquícios de totalitarismos passados. Diz-me junto de quem estás, dir-te-ei se ganhas ou perdes...

José Mateus Cavaco Silva at November 20, 2004 03:22 | link | comments
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Friday, 19 November 2004

O VELHO LEÃO ACORDOU...?

Mário Soares Foto©Direitos Reservados A Europa protege-nos hoje das ocorrências de... 1926! Mas a questão é: como nos podemos proteger das ocorrências de hoje?
Mário Soares, depois de ter andado a dispersar nos últimos anos o seu apuradissimo faro pelas questões erradas, parece estar de volta ao que importa e onde ele é realmente necessário. Aliás, não se percebia muito bem como se perdia em análises bizantinas (como a da querela Bush) e perdia de vista o que toda a gente tinha debaixo dos olhos. Pois bem, o velho leão parece ter acordado... «Se não estivéssemos na União Europeia, já tínhamos um golpe militar há muito tempo. Era inevitável, não temos porque não é possível, mas não podemos deixar continuar a correr as coisas. Nesse caso vamos assistir a revoltas, a um mal-estar que passa a ser incontrolável na sociedade portuguesa». E contra isso, a tal de "Europa" poderá pouco, como Soares bem sabe mas achou por bem não dizer.

Os golpes de estado militares, como aquele em que o saudoso capitão Vilhena mandou, em 1926, um cabo pôr os deputados na rua, fechar S. Bento e trazer-lhe a chave, são uma coisa do passado, pertencem à história e não ao presente. Agora, nos tempos que vivemos, os mesmos efeitos alcançam-se por outras vias... Coisa que Soares também deverá saber. Tal como deverá saber que, contra as forças que saibam e possam usar tais vias, a Europa também nada pode, como está demonstrado, em Itália, França, Bélgica, Holanda, etc.. Os estrategos de todo o mundo sabem bem que o Direito tem sempre uma guerra de atraso... Neste caso concreto, a Europa protege-nos hoje das ocorrências de... 1926! Mas a questão é como nos podemos proteger das ocorrências de hoje?

Soares vê bem que atravessamos tempos "de grande crispação, há uma visível crise de confiança em Portugal, no Governo, na oposição, nos partidos, nas instituições, na justiça, nas políticas em áreas cruciais como a educação, a cultura, a ciência, a saúde, a segurança social, o trabalho, a segurança dos cidadãos e os media». Ou seja, nada escapa... Finalmente, Soares vê ainda o polvo, o cancro da corrupção que «está a alastrar os seus tentáculos no Estado e na sociedade, nos partidos e autarquias. Não podemos deixar que a impunidade se instale, precisamos do estímulo da censura moral dos portugueses».

Bom diagnóstico, embora não completo pois Soares bem poderia e deveria ter analisado o estado do sistema partidário-eleitoral de que ele é o grande pai. Tanto mais que como tratamento apenas receita: «ninguém contesta as eleições, por isso até aqui temos uma garantia e o voto é a arma do povo».Ou seja, remete para o sistema político-eleitoral. Curto, muito curto... O velho leão acordou? Fiquemos à espera do resto e já se verá se acordou ou não, se acordou ou se isto foi só o fugaz abrir de um olho... Mas valia bem a pena que acordasse!


José Mateus Cavaco Silva at November 19, 2004 13:00 | link | comments (1)
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Thursday, 18 November 2004

ORÇAMENTO ESCRITO NA AREIA

Desde há muito que o orçamento de estado deixou de ser o instrumento de política económica para se tornar uma amostra da falta de política de quem o apresenta. Basta ver como o seu "design" não varia de um ano para o outro e como os sucessivos ministros e governos decalcam do anterior um borrão com muitos números dentro e ousam chamar-lhe "orçamento". No fundo, a coisa costuma ser a do ano anterior com mais ou menos molho, segundo a circunstância.

Para um Estado que (felizmente!) já não tem o instrumento de política monetária e nem o de política cambial, apesar das baias (felizmente) impostas por Bruxelas, o orçamento seria o local geométrico, por excelência, das suas opções políticas...  Mas, para isso, o orçamento teria de ser a tradução em números de opções políticas assumidas e consistentes. Não um arrazoado decalcado dos modelos há dez anos deixados pelo prof. Cavaco! Ora, mais uma vez, é isso mesmo que se verifica, mostrando assim que os seus autores não têm nem verdadeiras propostas políticas e nem autonomia intelectual para conceber um orçamento. A sua única proposta, a sua capacidade, o seu único projecto é sentarem-se nas cadeiras do poder porque lhes dá jeito e se acham bem nas fotografias!

Se este orçamento mantem esta tradição, ele apresenta contudo uma grande novidade: está escrito na areia! Os seus pressupostos, as suas premissas são de uma irracionalidade aflitiva e são inexistentes! Os fundamentos das suas contas têm tanto valor como o rezar de um pai-nosso pela salvação da alma do Bagão, do Portas e do Santana! Percebe-se agora porque é que o prof. Cavaco quebrou o seu silêncio dourado para dizer: "rezemos..."!

José Mateus Cavaco Silva at November 18, 2004 19:03 | link | comments
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Wednesday, 17 November 2004

EUA CONTINUAM A "BRINCAR" COM O EURO

Diz a agência Lusa de hoje que "o euro fixou novo máximo histórico face à divisa norte-americana nos 1,3047 dólares, às 10:35 horas de Lisboa, depois de na semana passada ter passado pela primeira vez a barreira dos 1,30 dólares"... E assim vai o mundo. Para espanto meu ainda há quem veja nisto "o sonho americano ameaçado pelo euro forte"! Mas como é possível ser-se tão estupidamente cego!? Como é possível não perceber que o dólar fraco é um objectivo estratégico dos Estado Unidos para aumentar a competitividade externa e defender o mercado interno? Perguntem ao sector automóvel alemão, dependente do mercado americano, como é que sente a política do euro forte e do dólar fraco? Aqui mais à mão, têm para inquirir os sectores portugueses que ainda exportam (exportavam...) alguma coisa para os EUA - moldes, cortiça, cerâmica, têxteis etc e até as torneiras do senhor Ludgero Marques... Perguntem-lhes! Como é possível não ver que os Estados Unidos andam a "brincar" com o euro e o usam a seu bel-prazer na prossecução dos seus objectivos de política económica e da sua estratégia!? Mas não é dos Estados Unidos que os prejudicados se devem queixar... Os políticos americanos lutam pelos seus objectivos com inteligência e estratégia. São os eurocratas, a sua estupidez, falta de visão, ausência de estratégia, rigidez e dogmatismo muito alemão (que os leva a incluir medidas de politica económica e monetária na letra dos tratados...) que têm de ser questionados... Eles é que estão a levar as economias da Europa ao suicídio... e não os Estados Unidos !

José Mateus Cavaco Silva at November 17, 2004 15:36 | link | comments
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QUEBRA BRUTAL NO IVA

A receita arrecadada do IVA relativo ao terceiro trimestre foi uma desilusão. A queda é tão grande que o montante arrecadado vai pouco além de metade do que eram (ao que parece, ainda há líricos licenciados em Finanças...) as expectativas do Tesouro!

Como o IVA é um imposto sobre receitas de actividade económica das empresas... Não é difícil perceber o que isto quer dizer. Felizmente que o senhor primeiro-ministro, no passado fim de semana mandou encerrar a crise económica e decretou um "alto astral" para o País... Uff, estamos salvos e o sol é radioso durante as 24 horas do dia!

José Mateus Cavaco Silva at November 17, 2004 13:03 | link | comments
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MINISTRO DA ECONOMIA

Alguém poderá esclarecer se Portugal tem um ministro da Economia? E, em caso afirmativo, dizer o nome dele....Obrigado.

José Mateus Cavaco Silva at November 17, 2004 02:05 | link | comments
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CLIENTE MISTÉRIO...

Quem é o beneficiário do último grande empréstimo concedido pela CGD....? E a que se destina...? A resposta é muito interessante!

José Mateus Cavaco Silva at November 17, 2004 02:02 | link | comments
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IMPERDOÁVEL...

Os jornalistas de economia andam mesmo distraídos... Um destes dias desaba-lhes qualquer coisa em cima da cabeça!

José Mateus Cavaco Silva at November 17, 2004 01:56 | link | comments
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ESTÁ UM SOL RADIOSO...

O senhor primeiro-ministro, no exercício das suas competências constitucionais, mandou encerrar a crise económica.

Ordenou igualmente ao zodíaco que forneça um alto astral ao País.

A central de comunicação informou destas decisões de Estado. Acrescentou ainda que, nas próximas semanas, vai estar um sol radioso durante as 24 horas do dia.

José Mateus Cavaco Silva at November 17, 2004 01:50 | link | comments
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Monday, 15 November 2004

NECESSIDADES URGENTES

(para sair deste Estado de inanição)

Para sair do estado de inanição a que chegou, Portugal precisa urgentemente de um Partido capaz de garantir ao eleitorado algumas coisas simples mas essenciais e, cada vez mais, inadiáveis. Um partido que, na ordem económica, ponha fim a esta corporativização da economia, que ao serviço de interesses parasitários e salazarentos está a asfixiar o País e a empobrecer-nos rapidamente. E garanta o real funcionamento da economia de mercado, da concorrência, da inovação e da iniciativa dos cidadãos.

Que na ordem social, garanta a protecção dos cidadãos atingidos por condições de exclusão, a segurança e o combate ao crime nos seus vários tipos, o funcionamento do serviço nacional de saúde e vire os sistemas de educação para a formação e qualificação dos cidadãos, dotando-os de capacidade empreendedora.

No concerto dos Estados, defina a posição de Portugal no mundo, faça a defesa da soberania (quem não souber o que é a soberania na Europa de hoje que pergunte a Jacques Chirac ou a Tony Blair ou mesmo ao Partido Socialista Dinamarquês…), e assegure, nos negócios externos, a defesa dos interesses do País, com sensatez, dignidade e, sobretudo, com inteligência económica e estratégica.

Claro que, para realizar tal programa, terá de se bater pela racionalização do disfuncional, esclerótico e impotente sistema político-eleitoral e pela inadiável reorganização da disforme, cega e esquizofrénica máquina político-administrativa deste Estado de inanição em que já nos encontramos.

Um tal partido obterá o apoio dos cidadãos, entidades e forças que fazem, apesar de tudo, este País respirar ainda hoje. E que querem garantida a saúde, qualificação e segurança dos cidadãos. E que querem um Estado que, na ordem internacional, não seja a risota de aliados, inimigos e até dos indiferentes.E que são pela economia livre e contra esta pescadinha de rabo na boca da oligarquia corporativa especializada nos negócios privados com dinheiros públicos e onde a instância política controla os grandes negócios e decisões mas três ou quatro oligarcas controlam o político…

Portugal está hoje numa posição análoga à da URSS de Gorbachov, nos anos oitenta: precisa de muita glasnost (transparência) e de outra tanta perestroika (reorganização)… Isso passa por ter direcção, organizar o esforço colectivo, saber a posição de Portugal no mundo e obter a ajuda dos melhores aliados. Só assim sairá (sairemos…) deste Estado de inanição.

José Mateus Cavaco Silva at November 15, 2004 19:06 | link | comments
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A "EUROPA POTÊNCIA" OU A HISTÓRIA

COMO UMA COMÉDIA À MODA DE MARX

A queda do muro de Berlim ainda mais do que o fim do comunismo (esse projecto de barbarização do mundo nascido nas estepes asiáticas e que teve em Lénine o seu grande profeta) representou o fim das guerras na Europa pela hegemonia mundial. Da Comuna de Paris até à tomada do poder por Ieltsine, foram quatro os grandes conflitos na Europa pela dominação do mundo. O primeiro é claramente e exclusivamente europeu - uma guerra franco-alemã - enquanto o segundo sendo claramente europeu já não o é exclusivamente pois, em 1917, os boys americanos desembarcam na Europa para impedir a sua germanização. Vinte anos depois, reedição do mesmo conflito com a Alemanha a tentar de novo assenhorar-se da Europa e impor a sua hegemonia ao mundo. Face ao rápido êxito alemão contra a França e às dificuldades da Inglaterra, os boys voltam a desembarcar e... mantêm-se durante décadas nas suas posições, assegurando a paz na Europa.

De Paris e Berlim, o sonho de hegemonia mundial assentara, entretanto, arraiais em Moscovo, a Roma vermelha... O sonho de um império mundial fazia assim uma rota inversa à do sol, de ocidente para oriente. No século XVI, havia residido em Madrid com Carlos V e Filipe II, ressuscitara em França com Napoleão, passara a Berlim no fim do século XIX e aterrara em Moscovo com José Estaline, ex-seminarista, quadro dos serviços de segurança de Lénine e informador da polícia czarista antes de se entronizar ele próprio czar de novo tipo. Foi este sonho imperial de potência continental - a que sempre e em cada etapa a Inglaterra constantemente se opôs - que ruiu em Berlim quando caíu o muro.

Que hoje, já neste século XXI, alguns políticos continentalistas da França e da Alemanha, secundados pelos soldados perdidos de Moscovo nos vários países da Europa ocidental (vidé casos paradigmáticos de alguns comunistas ou "ex" portugueses...) defendam um projecto de "Europa potência" é, obviamente, o que na linguagem de Marx se diria "a repetição da história como comédia".

Parece que os Estados Unidos retiraram da sua vitória na "guerra fria" algumas lições interessantes. Uma delas, a de que obtiveram a vitória sem guerra quando derrotaram o inimigo no campo tecnológico. Desde os anos cinquenta que a pilhagem tecnológica dos serviços secretos soviéticos nos EUA garantia a Moscovo a possibilidade de replicar as inovações americanas em 2 ou 3 anos... obrigando os americanos a uma inovação permanente para manter um avanço de 20 ou 30 meses. Até que a determinação de Reagan com o projecto SDI, mais conhecido por Guerra das Estrelas, de custos incalculáveis obrigou Moscovo a reconhecer que não possuía recursos para tal jogo e que, portanto, abandonava a corrida... Nesse dia, o muro de Berlim começou a cair, mesmo se só meses mais tarde os alemães resolveram deitá-lo abaixo. Na corrida aos armamentos, o SDI não foi mais do mesmo, foi uma mudança de jogo, foi a criação de um novo tabuleiro. A arma do jogo? A dimensão dos recursos financeiros e tecnológicos. A racionalidade? Um modelo de articulação entre o "industrial" e o "militar" embrionariamente surgido na preparação para a intervenção na I guerra mundial, testado a sério na II e estruturado durante a guerra fria. A inovação ? A dimensão insuportável (para o adversário) da aposta.

Parece-me que é a esta luz que deve ser lida a notícia recentissima do projecto de uma "nova internet" para as forças armadas americanas, definida como "o olho de deus no campo de batalha". Se hoje, nas manobras ou operações conjuntas, quaisquer europeus já têm dificuldades de articulação nas comunicações com os americanos, devido às diferenças tecnológicas nos sistemas C4I, imagine-se, depois de conhecer a notícia da nova internet, o que não será nos próximos anos.

Para conhecimento dos interessados, aqui a registo na visão que da coisa a AFP transmitiu:

L'armée américaine met au point son propre internet

WASHINGTON (AFP),
le 14-11-2004


L'armée américaine, qui était déjà à l'origine, il y a une quarantaine d'années, du système internet, utilisé aujourd'hui par des millions de personnes à travers le monde, est en train de mettre au point un nouvel internet qui permettra aux troupes américaines de communiquer entre elles plus facilement et avec plus de sécurité, selon le New York Times. Le nouveau système, baptisé GIG (Global Information Grid ou Réseau d'information général), a été conçu il y a six ans et les premiers essais ont eu lieu il y a six semaines. Le GIG devrait devenir opérationnel d'ici à une vingtaine d'années. Le coût du projet est estimé à 200 milliards de dollars au cours des dix prochaines années.

Alors que certains s'élèvent déjà contre le coût jugé excessif de ce projet, d'autres, affirme le New York Times, estiment que le GIG constituera à terme l'arme la plus puissante de l'arsenal américain.
Le but du GIG est de donner aux responsables sur les théâtres d'opération l'équivalent de "l'oeil de Dieu", n'hésitent pas à affirmer les avocats du projet. Tous les soldats pourront disposer d'"une image complète du champ de bataille, une vue de l'oeil de Dieu" sur le terrain, a ainsi indiqué Robert Stevens, un directeur du groupe américain de défense Lockheed Martin qui participe au projet.

Le GIG fournira des images mais aussi toutes les informations disponibles des différentes agences de renseignement civiles et militaires américaines sur l'ennemi ou le terrain, la météo. Le système devrait également fournir quasi instananément des stratagèmes et des plans pour battre l'ennemi selon son attitude ou sa position à un moment donné.

Le GIG "permettra à des Marines dans leur véhicule blindé sur un terrain lointain, au milieu d'un orage, d'ouvrir leur ordinateur portable, de demander une imagerie de satellites espions et d'obtenir ce qu'ils cherchent en quelques secondes", a affirmé à des membres du Congrès, Peter Teets, sous-secrétaire américain chargé de l'armée de l'air.

Mais Vint Cerf, un des créateurs d'internet et consultant du Pentagone sur cette question, est plus sceptique. "J'aimerais être certain que nous travaillons sur quelque chose de réaliste et non sur une hallucination", a-t-il dit au New York Times.

E ainda tal como saiu no New York Times:

Pentagon Envisioning a Costly Internet for War

By TIM WEINER

Published: November 13, 2004


The Pentagon is building its own Internet, the military's world wide web for the wars of the future.

The goal is to give all American commanders and troops a moving picture of all foreign enemies and threats - "a God's-eye view" of battle.

This "Internet in the sky," Peter Teets, under secretary of the Air Force, told Congress, would allow "marines in a Humvee, in a faraway land, in the middle of a rainstorm, to open up their laptops, request imagery" from a spy satellite, and "get it downloaded within seconds."

The Pentagon calls the secure network the Global Information Grid, or GIG. Conceived six years ago, its first connections were laid six weeks ago. It may take two decades and hundreds of billions of dollars to build the new war net and its components.

Skeptics say the costs are staggering and the technological hurdles huge.

Vint Cerf, one of the fathers of the Internet and a Pentagon consultant on the war net, said he wondered if the military's dream was realistic. "I want to make sure what we realize is vision and not hallucination," Mr. Cerf said.

"This is sort of like Star Wars, where the policy was, 'Let's go out and build this system,' and technology lagged far behind,'' he said. "There's nothing wrong with having ambitious goals. You just need to temper them with physics and reality."

Advocates say networked computers will be the most powerful weapon in the American arsenal. Fusing weapons, secret intelligence and soldiers in a globe-girdling network - what they call net-centric warfare - will, they say, change the military in the way the Internet has changed business and culture.

"Possibly the single most transforming thing in our force,'' Defense Secretary Donald H. Rumsfeld has said, "will not be a weapons system, but a set of interconnections."

The American military, built to fight nations and armies, now faces stateless enemies without jets, tanks, ships or central headquarters. Sending secret intelligence and stratagems instantly to soldiers in battle would, in theory, make the military a faster, fiercer force against a faceless foe.

Robert J. Stevens, chief executive of the Lockheed Martin Corporation, the nation's biggest military contractor, said he envisioned a "highly secure Internet in which military and intelligence activities are fused," shaping 21st-century warfare in the way that nuclear weapons shaped the cold war.

Every member of the military would have "a picture of the battle space, a God's-eye view," he said. "And that's real power."

Pentagon traditionalists, however, ask if net-centric warfare is nothing more than an expensive fad. They point to the street fighting in Falluja and Baghdad, saying firepower and armor still mean more than fiber optic cables and wireless connections.

But the biggest challenge in building a war net may be the military bureaucracy. For decades, the Army, Navy, Air Force and Marines have built their own weapons and traditions. A network, advocates say, would cut through those old ways.

The ideals of this new warfare are driving many of the Pentagon's spending plans for the next 10 to 15 years. Some costs are secret, but billions have already been spent.

Providing the connections to run the war net will cost at least $24 billion over the next five years - more than the cost, in today's dollars, of the Manhattan Project to build the atomic bomb. Beyond that, encrypting data will be a $5 billion project.

Hundreds of thousands of new radios are likely to cost $25 billion. Satellite systems for intelligence, surveillance, reconnaissance and communications will be tens of billions more. The Army's program for a war net alone has a $120 billion price tag.

Over all, Pentagon documents suggest, $200 billion or more may go for the war net's hardware and software in the next decade or so. "The question is one of cost and technology," said John Hamre, a former deputy secretary of defense, now president of the Center for Strategic and International Studies in Washington.

"We want to know all things at all times everywhere in the world? Fine," Mr. Hamre said. "Do we know what this staring, all-seeing eye is that we're going to put in space is? Hell, no."

The military wants to know "everything of interest to us, all the time," in the words of Steven A. Cambone, the under secretary of defense for intelligence. He has told Congress that military intelligence - including secret satellite surveillance covering most of the earth - will be posted on the war net and shared with troops.

John Garing, strategic planning director at the Defense Information Security Agency, now starting to build the war net, said: "The essence of net-centric warfare is our ability to deploy a war-fighting force anywhere, anytime. Information technology is the key to that."

Military contractors - and information-technology creators not usually associated with weapons systems - formed a consortium to develop the war net on Sept. 28. The group includes an A-list of military contractors and technology powerhouses: Boeing; Cisco Systems; Factiva, a joint venture of Dow Jones and Reuters; General Dynamics; Hewlett-Packard; Honeywell; I.B.M.; Lockheed Martin; Microsoft; Northrop Grumman; Oracle; Raytheon; and Sun Microsystems. They are working to weave weapons, intelligence and communications into a seamless web.

The Pentagon has tried this twice before.

Its Worldwide Military Command and Control System, built in the 1960's, often failed in crises. A $25 billion successor, Milstar, was completed in 2003 after two decades of work. Pentagon officials say it is already outdated: more switchboard than server, more dial-up than broadband, it cannot support 21st-century technology.

The Pentagon's scientists and engineers, starting four decades ago, invented the systems that became the Internet. Throughout the cold war, their computer power ran far ahead of the rest of the world.

Then the world eclipsed them. The nation's military and intelligence services started falling behind when the Internet exploded onto the commercial scene a decade ago. The war net is "an attempt to catch up," Mr. Cerf said.

It has been slowly evolving for at least six years. In 1999, Pentagon officials told Congress that "this monumental task will span a quarter-century or more." This year, the vision gained focus, and Pentagon officials started explaining it in some detail to Congress.

Its scope was described in July by the Government Accountability Office, the watchdog agency for Congress.

Many new multibillion-dollar weapons and satellites are "critically dependent on the future network," the agency reported. "Despite enormous challenges and risks - many of which have not been successfully overcome in smaller-scale efforts" like missile defense, "the Pentagon is depending on the GIG to enable a fundamental transformation in the way military operations are conducted."

According to Art Cebrowski, director of the Pentagon's Office of Force Transformation, "What we are really talking about is a new theory of war."

Linton Wells II, the chief information officer at the Defense Department, said net-centric principles were becoming "the center of gravity" for war planners.

"The tenets are broadly accepted throughout the Defense Department," said Mr. Wells, who directs the Office of Networks and Information Integration. "Senior leadership can articulate them. We still have a way to go in terms of why we should spend X billion dollars on a certain program. In the fight between widgets and digits, widgets tend to win."

He said $24 billion would be spent in the next five years to build new war net connections. "No doubt these are expensive," Mr. Wells said. "Technology developments always are."

Advocates acknowledge that weaving American military and intelligence services into a unified system is a huge challenge.

The military is filled with "tribal representatives behind tribal workstations interpreting tribal hieroglyphics," in the words of Gen. John Jumper, the Air Force chief of staff. "What if the machines talked to each other?" he asked.

That is the vision of the new web: war machines with a common language for all military forces, instantly emitting encyclopedias of lethal information against all enemies.

To realize this vision, the military must solve a persistent problem. It all boils down to bandwidth.

Bandwidth measures how much data can flow between electronic devices. Too little for civilians means a Web page takes forever to load. Too little for soldiers means the war net will not work.

The bandwidth requirements seem bottomless. The military will need 40 or 50 times what it used at the height of the Iraq war last year, a Rand Corporation study estimates - enough to give front-line soldiers bandwidth equal to downloading three feature-length movies a second.

The Congressional Research Service said the Army, despite plans to spend $20 billion on the problem, may wind up with a tenth of the bandwidth it needs. The Army, in its "lessons learned" report from Iraq, published in May, said "there will probably never be enough resources to establish a complete and functioning network of communications, sensors, and systems everywhere in the world."

The bottleneck is already great. In Iraq, front-line commanders and troops fight frequent software freezes. "To make net-centric warfare a reality," said Tony Montemarano, the Defense Information Security Agency's bandwidth expansion chief, "we will have to precipitously enhance bandwidth."

The military must also change its own culture.

For decades, the Army, Navy, Air Force and Marines have built separate weapons, radios, frequencies and traditions. They guard their "rice bowls" - their turf - from rival services.

But Mr. Rumsfeld's vision depends on interoperability: warfare using all four services in joint operations.

In a net-centric world, "you would not have a Army, Navy, Air Force and Marines," but a unified force, said William Owens, a former vice chairman of the Joint Chiefs of Staff.

For the Pentagon's visionaries, Mr. Montemarano said, "the single biggest obstacle is a cultural one.''

"Breaking these rice bowls - that's a huge job."



















José Mateus Cavaco Silva at November 15, 2004 02:30 | link | comments
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Sunday, 14 November 2004

A INTELIGÊNCIA DO HUMOR

Esta circula pela net e mostra bem como a inteligência do humor já identificou o nosso grande problema e já o resolveu no seu campo (o do humor), enquanto os nossos líderes políticos tardam a identificá-lo e mais ainda a resolve-lo, no campo deles, o da política... Entregues, como diria o antepassado, à apagada e vil tristeza das celebridades desta quinta, precisamos de humor e ironia para aguentar o dia a dia, vejamos por isso este acertadíssimo ainda que não de todo completo Plano para salvar Portugal da crise

Passo 1:
Trocamos a Madeira pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar o Alberto João.

Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria textil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e pelo Alberto João.

Passo 3:
Desesperados os espanhois tentam devolver a Madeira (e o Alberto João). A malta não aceita.

Passo 4:
Os espanhóis oferecem também o Pais Basco. A malta mantem-se firme e não aceita.

Passo 5:
A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhois oferecem-nos: a Madeira, País Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difícil mas aceita.

Passo 6:
Dá-se a indepêndencia ao País Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João, a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não causa problemas (de resto, os catalães até são uns gajos porreiros).

Passo 7:
Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O País Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).

Passo 8:
No País Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...

Passo 9:
O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.

Passo 10:
Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!
Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e no Brasil, não aguenta a emoção.


Passo 11:
E todos vivemos felizes... para sempre!


































José Mateus Cavaco Silva at November 14, 2004 00:14 | link | comments
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Friday, 12 November 2004

AINDA HÁ JUÍZES...

MAS É EM ITÁLIA!

CITAMOS A NEWSLETTER "Le 18h.com"

" L'entrepreneur Berlusconi doit être condamné". Silvio Berlusconi risque jusqu’à 8 ans de prison. Le verdict sera connu le 3 décembre.

" L'entrepreneur Silvio Berlusconi doit être condamné ", pour corruption de magistrat : les oreilles du chef du gouvernement italien, absent lors de l'audience, ont du siffler vendredi au moment du réquisitoire prononcé par le procureur du parquet de Milan, dans la dernière ligne droite du procès de la Fininvest. Selon Ilda Boccassini, il n’y a guère de doutes que Silvio Berlusconi ait rétribué des magistrats de Rome « afin qu’ils mettent leurs fonctions » au service de sa holding qui, en 1985, s’était opposée, devant les tribunaux de la capitale, au rachat de l’entreprise agroalimentaire semi-publique SME par l’homme d’affaires Carlo Benedetti.

Elle cite notamment un virement bancaire de 434 000 dollars effectué six ans plus tard d’un compte de la Fininvest en Suisse vers celui d’un des avocats de la holding, qui avait aussitôt transféré l’argent vers un troisième compte ouvert par un magistrat romain.

 

 


José Mateus Cavaco Silva at November 12, 2004 17:05 | link | comments
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A CIRCUNSTÂNCIA DO

PRESIDENTE BUSH II

 A actividade económica americana já está a pagar a alta do preço do “barril” de petróleo… É o próprio patrão da Reserva Federal, o experiente Alan Greenspan, que o reconhece. Ao mesmo tempo, a Agência Internacional de Energia (AIE), no seu último relatório, considera o preço alto do barril numa perspectiva durável.

São duas más notícias e o novo presidente americano pouco poderá fazer para alterar tais realidades. Nem para ele, nem para o resto do mundo, onde nos incluímos, os próximos quatro anos irão ser fáceis. Ao contrário, as tendências pesadas apontam para um avolumar das dificuldades.

A procura mundial de petróleo, ainda segundo a AIE, deve continuar a crescer a bom ritmo e se o relatório procura ser tranquilizador e garante que as reservas são “mais que suficientes” para responder à procura, não pode esconder que, a partir dos 35 dólares/barril, o preço em termos de crescimento e de empregos será caro. E será tanto mais caro quanto menos desenvolvido for o país importador. Ou seja, o mundo ainda tem petróleo mas o preço a pagar por ele está já a fazer sentir um custo forte. Com tendência para durar e para se acentuar.

Em função disso, o investimento será, mesmo nos Estados Unidos, menos dinâmico, até porque também o comércio mundial vai abrandar e as empresas sofrerão uma lentidão nas amortizações. As cadências de produção deverão baixar, de modo a permitir um escoar de stocks acumulados (veja-se, para exemplo, o que se passa em Portugal com sectores como os mármores ou a cerâmica…). A procura da produtividade, inevitável num mundo cada vez mais concorrencial sobretudo depois da entrada da China na OMC, será um travão fortíssimo à criação de empregos e ao aumento de salários.

O novo presidente americano encontra ainda o recurso ao défice severamente limitado. A arma da política orçamental está a ser largamente usada desde 2002 e terá já atingido os seus limites… ou quase.

Por tudo isto, os próximos anos serão dominados por um “barril” caro, um previsível abrandamento do crescimento da economia americana (os mais de 4% em 2004 poderão passar a uns 3% em 2005…) e um uso mais moderado da arma da política orçamental americana. Neste quadro, o consumidor americano deixa de poder desempenhar o papel de locomotiva da economia mundial… E somos nós todos que sofremos os efeitos.

José Mateus Cavaco Silva at November 12, 2004 13:40 | link | comments
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À ESPERA DE GODOT, LER OLIVEIRA MARTINS...

Manter o défice e a dívida pública dentro das baias (abaixo, respectivamente, dos 3 e dos 60 por cento) não é coisa que (felizmente!) desapareça pacificamente do caderno de encargos que Bruxelas deu aos governos da União. Portanto, mantêm-se como constantes da equação que qualquer governo é suposto resolver...

Problema específico do caso português: como conseguir isso, mesmo imaginando (prova de muito boa vontade...) que não baixam as receitas do Estado, quando se sabe, por recentes e muito sustentados estudos, que o Estado português tem a particularidade de gastar em salários um terço mais que aquilo que realmente pode!

Uma solução evidente seria eliminar esse terço que está a mais na despesa do Estado, em massa salarial dos seus funcionários. Menos evidente é, porém, a forma de o fazer. Até aqui só foram identificadas duas: ou despedir um terço da massa salarial da Função Pública ou reduzir em 30 por cento os salários da Função Pública.

A qualquer um dos decisores políticos, que dedicou cinco minutos ao assunto, nenhuma destas duas soluções pareceu ser passível de concretização... Espera-se por isso alguém que traga uma terceira (e concretizável...) solução. Espera-se, quem sabe, por Godot...

Até que ele chegue (mas parece que Becket não contemplou tal hipótese...), aconselho a leitura de uma deliciosa obra de Oliveira Martins - "Portugal Contemporâneo" ! Quem não gostar de ler, ou não tiver tempo, pode muito bem emigrar para a Nova Zelândia que é local habitável mais distante deste burgo que (ao que o INETI diz) mesmo literalmente, também se está a afundar!

José Mateus Cavaco Silva at November 12, 2004 02:25 | link | comments
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Monday, 08 November 2004

O lugar de Portugal na Europa

O director do Expresso, arquitecto José António Saraiva, escreve sobre Portugal : «O que os socialistas não viram é que, reduzido à dimensão europeia, amputado da dimensão atlântica, Portugal não poderia ser mais do que uma província espanhola.»

Muito bem. Não se pode realmente amputar algo de uma sua componente e esperar que fique igual ao que era. O Atlântico sempre foi uma parte do ser Portugal. Mas porquê só os socialistas acusados de não ter visto esta evidência...? O resto, viu tudo ? Toda a gente viu o que se metia pelos olhos dentro ? Penso que Saraiva sabe bem que não... Antes muito pelo contrário! E, como não há razões para duvidar da sua capacidade de análise e rigor intelectual, ser-lhe-à fácil reconhecer isto mesmo se fizer uma análise das páginas de opinião do Expresso, dos últimos dez ou vinte anos... poderá mesmo começar por uma análise das suas próprias prosas e verá que a coisa não é tão clara como pode parecer à primeira vista! A memória prega partidas terríveis. Não vale a pena culpar este ou aquele de um erro ou de uma falta de visão que foi de quase todos... que foi de, praticamente, toda a "élite" lusitana do último quartel do século XX por falta de conhecimentos de geo-política e de geo-economia. Essa élite tinha-se formado quase toda nas universidades de Salazar e Caetano, era versada no manual de constitucional deste último, mas ignorava os saberes decisivos para a nossa época que eram desconhecidos nestas escolas em que se formou!

A vaga atlântica está, finalmente, a impôr-se aos nossos olhos... Veremos se não demasiado tarde e se ainda a tempo de corrigir a "Constituição" europeia que coloca em Bruxelas o comando estratégico do nosso mar e poderá estar com isso a criar o embrião de um grave conflito com os Estados Unidos! Conflito em que, independentemente de quem ganhar, nós perdemos, de certeza.

Mas a culpa de tudo isto não cabe só a estes ou aqueles... cabe-nos a todos, José António Saraiva incluído! A uns por não terem visto nada e a alguns poucos por não terem sabido fazer-se ouvir. E aqui haverá que prestar uma homenagem a esse portugês tão lúcido, que foi mestre de quem quis ser seu discípulo, essa figura ímpar que nunca cedeu a modismos e sempre fez prova de grande rigor intelectual - o senhor Comandante e Professor Virgílio de Carvalho!

José Mateus Cavaco Silva at November 08, 2004 02:34 | link | comments
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Friday, 05 November 2004

ANJOS...

Quem disse que os anjos não tinham costas...?

Quem disse não sabia como a Triumph nos iria brindar neste Natal! Pois aqui fica um pequeno registo do popular erro e a demonstração by Triumph International de que os anjos têm realmente costas e... bem bonitas!

José Mateus Cavaco Silva at November 05, 2004 17:11 | link | comments
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Thursday, 04 November 2004

THE GENIOUS BOY E A VITÓRIA

DO PERCEPTIONS MANAGEMENT

O estratego político de George Bush soube, magistralmente, fazer o perceptions management dos seus alvos eleitorais... E repetiu na Casa Branca aquilo que já tinha feito no Texas - na segunda eleição aumentou a sua margem de vitória. Consegue, aliás, uma coisa bem rara na história política americana com a vaga republicana a impor-se na Casa Branca, no Senado e na Câmara de Representantes, numa sintonia política muito pouco habitual. Por alguma razão lhe chamam "Genious Boy"... Karl Rove fez com G. Bush 4 eleições. Ganhou-as todas!

Quem ainda tivesse  dúvidas sobre a "bondade" do perceptions management, hoje deveria te-las perdido e abandonado aquelas peregrinas patetices salazarentas de (como eles dizem...) "pôr notícias nos jornais" e outras "cabalas"... Os tempos, as metodologias e os instrumentos para ganhar são outros, são os do perceptions management !

Karl Rove, um génio da comunicação política na Casa Branca

José Mateus Cavaco Silva at November 04, 2004 03:02 | link | comments
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Um blog não é um jornal, nem é um fórum. É um local de confronto de ideias. Debate das ideias que o autor do blog submete aos leitores. Convém, por isso, que por mail ou directamente nos "comments", os leitores se exprimam. Troquem ideias. Não só com o autor do blog como também entre si. Para o debate, todos são bem vindos. Da discussão…

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